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                  <text>Advocacy pelas bibliotecas escolares: a experiência dos Amigos das
Bibliotecas de Jardinópolis

Robson de Paula Araujo (USP) - paraujo.robson@gmail.com
Resumo:
O Coletivo “Amigos das Bibliotecas de Jardinópolis” atua no advocacy pelas bibliotecas na
pequena cidade do interior paulista. Neste trabalho é exposto caso específico pela efetivação
da universalização das bibliotecas escolares (Lei nº 12.244/2010) e da presença de
bibliotecários nas bibliotecas (Lei nº 9.674/1998) das escolas de ensino fundamental do
município. Desde 2017, o Coletivo angariou esforços para formação da Comissão de
Bibliotecas de Jardinópolis, a qual é composta pelos poderes executivo (Secretarias da
Educação e da Cultura) e legislativo (dois vereadores), além do Coletivo. Descreve brevemente
a atuação do Coletivo neste período (2017-2019) para alcance de resultados significativos:
presença e voz em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados em
Brasília (DF); realização de conferência sobre o tema com especialista; verificação dos locais
destinados às bibliotecas nas escolas municipais; elaboração de projeto arquitetônico para as
bibliotecas escolares; reforma, adequação e construção das bibliotecas nas escolas; aquisição
de mobiliário, equipamentos, livros e software para gestão bibliotecária; inclusão do cargo de
bibliotecário em concurso público; e elaboração do Plano Municipal do Livro, Leitura e
Bibliotecas de Jardinópolis/SP (PMLLBJ), para aprovação da Câmara Municipal e execução
pela Prefeitura Municipal. Até 2020, prazo para universalização das bibliotecas escolares,
espera-se ter as demais cinco bibliotecas estruturadas (construídas e/ou reformadas, com
mobiliário, equipamentos e acervo adequados) e com bibliotecários, para que sejam
bibliotecas vivas, ativas e fundamentais na formação de leitores, pesquisadores e cidadãos.
Este relato de experiência mostra que, de fato, advocacy é atuar planejada e estrategicamente
para alcance de resultados.
Palavras-chave: Advocacy; Bibliotecas escolares; Bibliotecário; Coletivo; Legislação.
Eixo temático: Eixo 5: O farol do advocacy

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019

Introdução
O advocacy bibliotecário - defesa ou engajamento ativo em relação a uma
causa ou proposta (AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION - ALA, 2012, p. 1),
especialmente relacionado às bibliotecas escolares, ganhou respaldo legal com a
promulgação da Lei nº 12.244/2010 (BRASIL, 2010), que universaliza as
bibliotecas em todas as instituições de ensino no país. Com esta legislação, os
dirigentes públicos podem (e devem) ser pressionados a implantarem bibliotecas
nas escolas, pois infelizmente, as primeiras são consideradas itens “opcionais”
num país onde mais da metade das escolas não possuem bibliotecas ou salas de
leitura (CÂMARA DOS DEPUTADOS, 2018). Partindo desta constatação e
buscando
Atuar pela universalização de bibliotecas em escolas,
Informar gestores públicos sobre como acessar recursos e a importância
de construir orçamento para a implantação e manutenção de bibliotecas
em escolas e
Atuar junto à sociedade, direta ou indiretamente, divulgando a
importância e os meios para a mobilização cidadã para viabilizar
bibliotecas em escolas (EU QUERO MINHA BIBLIOTECA, 2019)

um grupo passou a advogar ativamente pelas bibliotecas, principalmente
escolares, em uma pequena cidade do interior paulista. Advocacy envolve ação,
não somente ser ou mostrar-se favorável a uma causa ou ideia e sim, atuar
planejada e estrategicamente para alcance de resultados (ALA, 2012): este é o
objetivo deste trabalho, demonstrar a experiência nas atividades de advocacy de
um grupo em Jardinópolis/SP, de setembro de 2017 a março de 2019.
Relato da experiência
Em setembro de 2017 iniciaram-se oficialmente as tratativas entre o poder
público e a sociedade acerca das bibliotecas escolares no município de
Jardinópolis/SP. A administração pública municipal (poder executivo),
representada pelas secretarias de Educação (secretária e diretora de ensino) e de
Cultura (agente cultural e bibliotecária municipal); o poder legislativo, representado

�por dois vereadores; e a sociedade, representada pelo Coletivo “Amigos das
Bibliotecas de Jardinópolis”, geralmente com três de seus membros nas reuniões.
Jardinópolis localiza-se no interior do estado de São Paulo, na região de
Ribeirão Preto e, entre outros dados, possui população estimada em 43.774
habitantes (815º dentre 5.570 municípios brasileiros) e salário médio mensal de
2,5 salários mínimos (502/5.570). No nível educacional, a taxa de escolarização
para pessoas de 6 a 14 anos é de 97,1%, posicionando o município em 3.514
dentre 5.570 cidades do Brasil. Possui 5.723 matrículas no ensino fundamental e
1.532 no ensino médio, dez estabelecimentos de ensino públicos, sendo nove de
ensino fundamental e um de médio e privados são seis de fundamental e dois de
médio. No IDEB, ocupa a posição 1.100 (5.570), com nota 6,2 para anos iniciais e
posição 941 (5.570), com nota 4,9 para os anos finais do ensino fundamental
(INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE, 2019).
O grupo “Amigos das Bibliotecas de Jardinópolis” (ABJ) é um coletivo em
defesa do letramento, da leitura e da literatura como instrumentos de emancipação
e desenvolvimento, tendo a biblioteca viva como um pilar. Constituído no início de
2017 por apaixonados por livros e que acreditam na transformação da sociedade
através da educação, cultura e leitura, entre os membros há bibliotecários,
estudantes, professores, artistas, administradores, psicólogos, juristas, cientistas
sociais... Diz o “Manual das pessoas que advogam pela biblioteca” (ALA, 2012),
que para ser mais eficaz, a rede de advocacy deve ser uma seção transversal da
comunidade, incluindo diversos membros de diferentes vertentes.
Com conhecimento da Lei nº 12.244, de 10 de dezembro de 2010 (BRASIL,
2010), que regulamenta a implantação de bibliotecas escolares em todo
estabelecimento de ensino público ou privado no país e, também, da Lei nº 9.674,
de 25 de junho de 1998 (BRASIL, 1998), que trata da profissão de bibliotecário e
da supervisão obrigatória desses profissionais em todas as bibliotecas, o Coletivo
tomou mais ciência e importância da aplicação destas leis. E diante da inercia do
poder público municipal para efetivação da legislação, pois já se passavam mais
de sete anos (à época) e, praticamente, nenhuma escola pública possui, de fato,
biblioteca e muito menos bibliotecário, o Coletivo tomou a iniciativa de incitar o
poder público. Como disse um deputado federal em relação à efetivação das
bibliotecas escolares: “Não é apenas questão de custos, mas falta vontade política
dos gestores em implementar a lei” (CÂMARA DOS DEPUTADOS, 2018).
Infelizmente, essa realidade não é exclusiva de Jardinópolis/SP: a maioria
dos mais de cinco mil munícipios brasileiros, ou 98 mil das 180 mil escolas
brasileiras (55%), não possuem biblioteca nem sala de leitura (CÂMARA DOS
DEPUTADOS, 2018), dificultando o acesso dos estudantes a materiais que podem
torná-los leitores e cidadãos mais críticos e conscientes (EU QUERO MINHA
BIBLIOTECA, 2019).
Em meados de 2017, após levantamento da situação das “bibliotecas
escolares” no município, o Coletivo fez-se presente na audiência pública sobre a

�universalização das bibliotecas, na Comissão da Educação da Câmara dos
Deputados em Brasília/DF, sendo Jardinópolis/SP uma das pouquíssimas cidades
representadas e com direito à voz, através de um de seus membros.
Seguidamente, o Coletivo decidiu contatar os representantes do povo local,
apresentando a demanda pessoalmente, pois “uma visita a um legislador é
provavelmente mais lembrada do que uma correspondência” (ALA, 2012, p. 12) e,
com apoio destes, ganhar peso político nas discussões: de treze vereadores
conseguiu-se formal apoio de dois. Com apoio de parte do legislativo, a ação
seguinte foi solicitar agendamento com a poder executivo (Prefeitura Municipal),
que repassou à Secretaria da Educação a incumbência para tratar do assunto.
No primeiro encontro (setembro de 2017), o Coletivo apresentou as Leis nº
9.674/119 (BRASIL, 1998) e 12.244/2010 (BRASIL, 2010), bem como enfatizou
suas necessidades, benefícios e prazos para adequação. O poder público
(executivo) reconheceu a deficiência em relação à legislação e salientou a
necessidade de adequação das escolas privadas da cidade, ficando certa a
participação destas na recém-criada “Comissão de Bibliotecas de
Jardinópolis/SP”, composta pelos poderes executivo e legislativo, escolas privadas
e sociedade (Coletivo). O Coletivo solicitou à Secretaria de Educação o
quantitativo de escolas e de alunos da rede municipal e acertou-se o
agendamento de reuniões semanais para a Comissão na própria Secretaria da
Educação.
No encontro seguinte, contava-se com presença de representantes das seis
escolas privadas de ensino fundamental: convidadas formalmente pela Comissão,
via Secretaria da Educação, somente uma compareceu: justamente a única que
possui, de fato, biblioteca organizada (e bibliotecário!). Na reunião, tanto a diretora
quanto o bibliotecário escolar reforçaram a importância e a necessidade de uma
biblioteca viva, ativa e direcionada para a formação de leitores, pesquisadores e
cidadãos. Neste mesmo encontro, o Coletivo conseguiu autorização para visitar as
nove escolas de ensino fundamental públicas para diagnóstico dos possíveis
locais reservados para instalação das bibliotecas escolares.
Ao longo de 2018 percebeu-se a necessidade de um encontro com demais
membros do Executivo municipal, pois a Comissão tinha várias demandas e
algumas estavam fora do alcance da Secretaria da Educação e sem efetivação
pela administração pública. Reuniram-se, além dos membros da Comissão,
representantes da procuradoria jurídica, assessoria de gabinete, financeiro,
compras, licitação e do Conselho de Cultura (sociedade). Houve discussões
acerca das possibilidades e inviabilidades das propostas, chegando-se a certo
entendimento para planejamento das ações, atitudes a serem tomadas e contatos
a serem feitos. Encontro extremamente eficaz, pois outros departamentos tiveram
conhecimento de uma demanda popular tão urgente e necessária para o
desenvolvimento econômico e social do município.
A seguir, as atividades propostas e realizadas pela Comissão (Quadro 1):

�Quadro 1 – Resultados alcançados pelo advocacy bibliotecário em Jardinópolis/SP
Em maio de 2018 aconteceu a conferência “A construção coletiva e
conferência com
participativa do Plano Municipal do Livro, Leitura e Bibliotecas de
especialista em
Jardinópolis”, na Câmara Municipal, com palestra de Volnei Canônica
livro, leitura e
(Clube de Leitura Quindim e ex-Secretário Executivo e ex-Diretor de Livro,
biblioteca
Leitura, Literatura e Bibliotecas, do Ministério da Cultura - MEC)
verificação dos
locais destinados
às bibliotecas nas
escolas municipais

elaboração
de projeto
arquitetônico
das bibliotecas
reforma, adequação
e construção
das bibliotecas
aquisição de
mobiliário para
bibliotecas
aquisição de livros
para acervos das
bibliotecas

aquisição de
programa
de gestão
bibliotecária

inclusão do cargo
de bibliotecário em
concurso público

A Comissão visitou as nove escolas de ensino fundamental, diagnosticando:
- cinco escolas possuíam salas de leitura e professores readaptados como
responsáveis (duas dessas são bibliotecas designadas por lei municipal,
mas sem bibliotecário, acervo e mobiliário adequados), geralmente
inacessíveis pelo público (exceto uma com certa organização e projeto de
incentivo à leitura)
- uma escola possuía espaço destinado à biblioteca, mas sem acervo e
mobiliário, sendo utilizada como depósito de materiais esportivos
- três não possuíam local (espaço físico) reservado às bibliotecas
Aproveitou-se a oportunidade para registrar os locais e desenhar as plantas
baixas para que o Coletivo, juntamente com uma arquiteta, projetasse a
ocupação dos espaços, com adaptações arquitetônicas e mobiliárias
adequadas para as futuras bibliotecas
Em 2018 quatro salas de leitura foram adequadas fisicamente (alvenaria,
pintura, iluminação, climatização etc.) para implantação das bibliotecas;
previsão de construção de três bibliotecas nas escolas que não possuem e
adequação das outras duas salas de leitura em 2019
Também houve pesquisa sobre mobiliário (estantes, mesas, cadeiras etc.)
adequado para as bibliotecas, sendo adquirida quantidade para montagem
das quatro bibliotecas indicadas
A Comissão repassou ao Coletivo a elaboração de listagem de livros para
composição dos acervos das bibliotecas escolares, a qual baseou-se em
indicações de órgãos ligados à educação, premiações literárias (Jabuti,
FLIP etc.); também houve participação dos professores, nas indicações
Enfatizou-se a importância da gestão bibliotecária, por profissional habilitado
e programa específico para gestão do acervo, com vistas à formação de
rede de bibliotecas escolares e, futuramente, da rede de bibliotecas de
Jardinópolis/SP (bibliotecas escolares, municipal, da Câmara de
vereadores, comunitárias...) e consulta ao acervo remotamente (via web,
por computadores, smartphones etc.);
Realizado os procedimentos necessários para a aquisição (justificativa
técnica elaborada pelos bibliotecários da Comissão, orçamentos, edital,
licitação, publicações etc.), aquisição efetivada no final de 2018.
Com indicação da Secretaria da Educação, o Executivo enviou à Câmara
Municipal projeto de lei para ampliação do cargo de bibliotecário: aprovada
a ampliação, no edital de concurso público de 2018 constou o cargo de
bibliotecário (cadastro de reserva); concurso realizado em março de 2019,
com candidatos aprovados. Prometida a contratação de, um bibliotecário,
para atuar como responsável pelo gerenciamento das bibliotecas escolares
e dos professores readaptados (até a contratação dos demais bibliotecários)

Importante frisar que parte considerável dos recursos financeiros utilizados
para implantação das bibliotecas escolares é oriunda de dotação orçamentária
destinada exclusivamente à educação, do Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
Educação (FUNDEB).

�Considerações Finais
Dados, informações e conhecimento; debates, tensão e convencimento:
ingredientes do advocacy pelas bibliotecas escolares em Jardinópolis/SP.
Percebe-se que, sem esse esforço coletivo da sociedade, dificilmente a cidade
atenderia a legislação, pois passados mais de sete anos da promulgação da
universalização das bibliotecas escolares, os poderes públicos municipais
praticamente nada fizeram para sua efetivação. Conquistou-se em um ano e meio,
de fato, quatro bibliotecas escolares com espaço físico, mobiliário, equipamentos e
acervos adequados; aquisição de programa de gestão bibliotecária e realização de
concurso público para bibliotecário. Concretizações ainda são necessárias:
contratação de bibliotecários; entrega das outras cinco bibliotecas, incluindo,
ainda, construção de três; aquisição de mobiliário, equipamentos e acervo para
estas bibliotecas; e, fundamentalmente, a efetivação do Plano Municipal do Livro,
Leitura e Biblioteca (PMLLB). A partir de 2020, o Coletivo pleiteará a estruturação
de bibliotecas escolares nas escolas de educação infantil do município e
cumprimento da legislação nas escolas privadas, finalizando uma importante
etapa em busca de mais cidadania para todos.
Referências
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION (ALA). Manual das pessoas que advogam
pelas bibliotecas. 3. ed. Tradução Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB). São Paulo, 2012.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei nº 9.674, de 25 de junho de
1998. Dispõe sobre o exercício da profissão de Bibliotecário e determina outras
providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 26 jun. 1998. Seção 1, p. 58.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei nº 12.244, de 24 de maio de
2010. Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do
País. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 25 maio. 2010. Seção 1, p. 3.
CÂMARA DOS DEPUTADOS. Notícias. Educação e Cultura. Dados do Inep
mostram que 55% das escolas brasileiras não têm biblioteca ou sala de leitura. 2018. Disponível em: &lt;https://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ed
ucacao-e-cultura/566523-dados-do-inep-mostram-que-55-das-escolas-brasileirasnao-tem-biblioteca-ou-sala-de- leitura.html&gt;. Acesso em: 30 jan. 2019.
EU QUERO MINHA BIBLIOTECA. A campanha. 2019. Disponível em: &lt;http://
www.euquerominhabiblioteca.org.br/#!a-campanha&gt;. Acesso em: 02 fev. 2019.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Brasil em
síntese. São Paulo. Jardinópolis. Panorama. 2019. Disponível em: &lt;https://cida
des.ibge.gov.br/brasil/sp/jardinopolis/panorama&gt;. Acesso em: 02 fev. 2019.

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              <text>O Coletivo “Amigos das Bibliotecas de Jardinópolis” atua no advocacy pelas bibliotecas na pequena cidade do interior paulista. Neste trabalho é exposto caso específico pela efetivação da universalização das bibliotecas escolares (Lei nº 12.244/2010) e da presença de bibliotecários nas bibliotecas (Lei nº 9.674/1998) das escolas de ensino fundamental do município. Desde 2017, o Coletivo angariou esforços para formação da Comissão de Bibliotecas de Jardinópolis, a qual é composta pelos poderes executivo (Secretarias da Educação e da Cultura) e legislativo (dois vereadores), além do Coletivo. Descreve brevemente a atuação do Coletivo neste período (2017-2019) para alcance de resultados significativos: presença e voz em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados em Brasília (DF); realização de conferência sobre o tema com especialista; verificação dos locais destinados às bibliotecas nas escolas municipais; elaboração de projeto arquitetônico para as bibliotecas escolares; reforma, adequação e construção das bibliotecas nas escolas; aquisição de mobiliário, equipamentos, livros e software para gestão bibliotecária; inclusão do cargo de bibliotecário em concurso público; e elaboração do Plano Municipal do Livro, Leitura e Bibliotecas de Jardinópolis/SP (PMLLBJ), para aprovação da Câmara Municipal e execução pela Prefeitura Municipal. Até 2020, prazo para universalização das bibliotecas escolares, espera-se ter as demais cinco bibliotecas estruturadas (construídas e/ou reformadas, com mobiliário, equipamentos e acervo adequados) e com bibliotecários, para que sejam bibliotecas vivas, ativas e fundamentais na formação de leitores, pesquisadores e cidadãos. Este relato de experiência mostra que, de fato, advocacy é atuar planejada e estrategicamente para alcance de resultados.</text>
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