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                  <text>O Bibliotecário Booktuber
Karin Vanelli (UDESC) - karin.vanelli@udesc.br
Resumo:
Sensibilizar o jovem e hipertextualizado público da biblioteca universitária para o lento hábito
da leitura é missão que pode encontrar justamente no uso de recursos tecnológicos,
especialmente das mídias sociais, seus aliados. Uma exposição mais sensível do bibliotecário,
agregando identidade e possibilidade de conexão com o público também pode se beneficiar
destes recursos. O relato aqui apresentado traz iniciativa realizada na Biblioteca da Unidade
Balneário Camboriú da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc), no exercício de um
perfil “booktuber” do bibliotecário (produtor de vídeos em plataforma online, recomendando
livros). Buscou-se adequar serviço e demanda percebendo características sociais do público
que tende a interações cada vez mais rápidas. Mantendo-se a técnica de informar, e
aprimorando a forma e o modo como o conteúdo é entregue. Vídeos, palestras, rodas de
conversa, são formas eficientes de informar especialmente quando o meio social perdeu, ou
pouco teve, familiaridade com a leitura em si. Acredita-se que a disponibilidade dos vídeos
alarga a presença do bibliotecário no processo de construção do conhecimento e do incentivo
à leitura junto ao público. A exposição do olhar e da sensibilidade do bibliotecário sobre a
leitura que recomenda nos vídeos promove uma conexão com os significantes deste. Há
portanto uma partilha da estética e da ética do bibliotecário, o que permite criar um espaço de
encontro com o público.
Palavras-chave: bibliotecário booktuber estética do bibliotecário
Eixo temático: Eixo 4: A expansão desenfreada das tecnologias

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia:

(x) Sim ( ) Não

Introdução:
A função “prescritor de livros” no fazer do bibliotecário remonta à época da
biblioteca de Alexandria em que a ele se confiava a seleção, a indicação do que
deveriam ler os nobres. No imaginário popular o profissional seguiu sendo este
sujeito culto, que lê, e é capaz de recomendar leitura. A atuação do bibliotecário
como booktuber, compatilhando impressões sobre determinada leitura é, em uma
determinada dimensão, a retomada de um lugar de fala, um lugar social que ele
ocupa e também por isso um lugar de responsabilidade e comprometimento, com a
democratização do acesso a informação e incentivo à leitura.
Nota-se a transposição de uma das funções do profissional para o ambiente
virtual, uma vez que a biblioteca já é um aparelho analógico de compartilhamento
de informação, e o bibliotecário é ali o mediador entre o sujeito e os saberes.
Pierri Lévy (1999) chamou este meio virtual de Ciberespaço e a interação de
Cibercultura, em que o grande propósito das redes sociais é construir uma
inteligência coletiva, formada do compartilhamento de sentidos, o sentido que cada
um de nós dá para o conhecimento que acessa, processa. Um “coletivo inteligente
mais imaginativo, mais rápido, mais capaz de aprender e de inventar que um
coletivo inteligentemente gerenciado” (LÉVY, 1999, p.130). Uma exposição mais
sensível do bibliotecário, sua singularidade e seus significantes agregam portanto
identidade e possibilidade de conexão com o público.
Trata-se de efetivamente adequar serviço e demanda, de perceber
características do meio social, como Milanesi (1993) já havia apontado, “cidadãos
que nunca leram um livro manipulam com muita tranquilidade a parafernália
eletrônica das redes bancárias”.

�Relato de Experiência
A experiência aqui relatada é um gesto na criação de espaço de encontro
(conexão) com o universitário, este indivíduo social que pode ter sua potencialidade
de aprendizado alavancada com o hábito da leitura. Consiste especificamente na
produção amadora de vídeos por bibliotecária da Biblioteca da Udesc Balneário
Camboriú, expondo seu olhar e suas impressões sobre livros, autores e leituras.
Um processo que se inicia com uma pesquisa bibliográfica e o encontro das
leituras da profissional com o que possa sensibilizar o público universitário. Afim de
assegurar periodicidade os vídeos são produzidos dentro de uma série chamada
“Calendário Literário”.

São inclusas a literatura de lazer em geral, não

necessariamente a clássica. Filósofos, psicólogos, artistas brasileiros com obras
literárias podem estar no escopo.
É selecionado um autor aniversariante do mês, e os vídeos iniciam com breve
apresentação biográfica, sua origem, posições sociais, jornada, curiosidades e um
apanhado da sua obra. Entra em cena então o destaque para um de seus livros,
abordando a narrativa, a temática, o estilo da escrita. Por fim há um arremate
biblioterapêutico, tendo em vista que a bibliotecária é neste caso também aplicadora
de Biblioterapia, e pontua a emoção que o livro pode trabalhar no leitor.
A gravação ocorre por vezes no ambiente doméstico, e este conforto deve ser
considerado. Há que se priorizar a espontaneidade e disposição do locutor. A edição
do material produzido se dá com o mínimo de recursos e conhecimento tecnológico:
celular, aplicativo gratuito de edição de vídeo, espaço no onedrive para
armazenamento. O maior recurso envolvido aqui é a disposição do profissional em
ler, concatenar idéias e compartilhar sentidos. A disponibilidade dos vídeos se deu
inicialmente na plataforma IGTV, por meio do perfil da Biblioteca no Instagram e
posteriormente no Youtube
É desenvolvida também uma arte gráfica para a divulgação do vídeo, para a
qual se usa o editor gratuito e online Canva. Aqui há outro espaço criativo para o
bibliotecário, pois o desenvolvimento de uma linguagem visual que exprima e
comunique a intenção dos vídeos confere acabamento e agrega valor na
disseminação do trabalho.

�Figura 1 – Imagem da arte criada para “Calendário Literário – Abril – Lygia Fagundes Telles”

Fonte: elaborado pela autora, 2019

Conclusão
Acredita-se que a disponibilidade dos vídeos alarga a presença do
bibliotecário no processo de construção do conhecimento e incentivo à leitura junto
ao público.

Há um espaço de encontro na partilha da estética e da ética do

bibliotecário. Aprimorar conhecimentos em marketing digital e também em
aplicativos de edição de vídeos certamente podem impulsionar esta partilha, além
de expandirem as possibilidades criativas do bibliotecário.
Percebe-se que no ambiente virtual, aquele que se sentir tocado pela leitura
proposta pode acessar rapidamente outros vídeos e materiais abordando o mesmo
livro sob outros olhares. O que auxilia o leitor fazer uma escolha com a qual se
identifique. Isso é especialmente importante dado que a leitura demanda tempo, e o
perfil do jovem universitário é de interações cada vez mais rápidas. Vídeos, palestras,
rodas de conversa, são formatos eficientes para sensibilizar e informar, ainda mais
quando o meio social perdeu, ou pouco teve, familiaridade com a leitura.
Referências Bibliográficas
MILANESI, Luís. A casa da invenção: biblioteca, centro de cultura. 3. ed. rev.
e aum. São Caetano do Sul: Ateliê, 1997. 271p.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. Rio de Janeiro: Editora 34, 1999. 264p.

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