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                  <text>Relações de Poder e o Desenvolvimento de coleções de Bibliotecas
Públicas municipais de Belo Horizonte

Priscilla Gonçalves Gonçalves (UFMG) - priscillapg81@hotmail.com
Resumo:
Buscou-se refletir sobre as relações de poder na representação da diversidade cultural e
epistêmica nos discursos dos dispositivos legais que embasam as políticas culturais, as quais
se referem ao processo de Desenvolvimento de Coleções das Bibliotecas Búblicas da Fundação
Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Ela teve por objetivos específicos: levantar quais os
documentos que afetaram e afetam o processo de Desenvolvimento de Coleções; apreender os
elementos quanto à interdição, colonialidade do poder e colonialidade do saber; identificar as
assimetrias no discurso desses dispositivos à diversidade cultural e epistêmica; levantar as
tensões de cunho político e sociocultural implícitas no processo de desenvolvimento do acervo
das bibliotecas da rede municipal da Fundação Municipal de Cultura. A relevância deste
trabalho
deve-se à sua contribuição para o entendimento das questões políticas, sociais e culturais que
permeiam o processo de Desenvolvimento de coleções em Bibliotecas Públicas. Foram
empregadas as teorias que tratam sobre as concepções de Políticas públicas para a Cultura e
as Bibliotecas Públicas, bem como sobre o Desenvolvimento das Coleções para compreensão
do corpo empírico.
Palavras-chave: Desenvolvimento de Coleções; Relações de Poder; Colonialidade do poder e
do saber
Eixo temático: Eixo 3: Cultura do privilégio

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Eixo Temático: Cultura do Privilégio
A circunstância de disputa por poder e representação é marcada por
construção contínua e cambiante da identidade seja individual ou coletiva que
pode servir como demarcação política, porque se processa com base na diferença
(HALL,

2006).

Diversas

formações

discursivas

estão

em

disputa

por

representação em diversos espaços. As políticas culturais também se configuram
como um campo de disputas.
O estudo realizado objetivou conhecer as relações de poder que incidem
nos processos de representação da diversidade cultural e epistêmica em políticas
culturais veiculadas em dispositivos legais que afetam direta ou indiretamente o
processo de DC das bibliotecas públicas da Fundação Municipal de Cultura de
Belo Horizonte. Além disso, procuramos identificar os documentos (leis, decretos,
normativas, documentos técnicos e portarias) que menciona alguma etapa do
processo de DC; apreender a dinâmica proposta nesses documentos, que se
constituem como diretrizes para o DC; identificar no discurso desses documentos
as proposições quanto às representações da diversidade cultural e epistêmica;
levantar as tensões acerca da interdição, da colonialidade do poder e da
colonialidade do saber; e, analisar seus discursos, a fim de apreender quais
assimetrias podem ser observadas.
2 - MÉTODOS DE PESQUISA
Este trabalho trata-se de uma análise do discurso de dispositivos legais
(leis, decretos. Instruções normativas, diretrizes, documentos técnicos, e
portarias), relacionados às políticas públicas). A pesquisa desenvolveu-se em três
fases. Na primeira fase, foram levantados e selecionados os documentos desde a

�lei que regulamenta a Biblioteca Pública de Belo Horizonte em 1930, até o
documento técnico que visa consolidar uma Política de DC para as Bibliotecas
Públicas da Fundação Municipal de Cultura. Na segunda fase das análises,
contamos com a análise do conteúdo para a leitura, descrição e categorização de
todo material elencado na primeira fase. Esta análise possibilitou identificar os
documentos que apresentaram elementos do processo de construção da política
cultural quanto ao DC em Bibliotecas Públicas. A terceira fase da pesquisa,
compreendeu a análise dos dispositivos legais conforme a análise do discurso de
Michel Foucault (2008).
3. RESULTADOS
O quadro a seguir apresenta síntese das análises quanto aos dispositivos
legais e documentos técnicos, assinalando aqueles que apresentam ou não os
elementos discursivos discriminados na primeira coluna, ou se apresentam “em
termos”. Tais elementos são caracterizados pelas marcas discursivas que indicam
incidência de assimetrias, avanços ou retrocessos em direção à diversidade e
garantia da liberdade intelectual no processo de DC das BPs da rede de
Bibliotecas de caráter Cultural de Belo Horizonte.
Quadro 2 - Síntese da análise da legislação
Decre
to n.
64 de
1930.

Decre
to nº
135
de
1937.

Lei
Nº
1054
de
1963

Lei
ordiná
ria nº
2.746
de
1977.

Instruç
ão
normati
va
FMC
nº 01
de
2009

Lei
ordiná
ria
10.116
de
2011.

Diretriz
es para
as
Bibliote
cas
Públicas
vinculad
as à
FMC

Lei
nº
10.85
4, de
2015.

Proje
to de
Lei
412
de
2017
.

Política de
desenvolvim
ento de
acervo da
FMC

Incorpora
explicitam
ente a
temática
DC

Não

Sim

Não

Em
termos

Sim

Não

Não

Em
term
os

Não

Não

Atribui
função
protagonist

Sim

Não

Não

Não

Não

Não

Não

Não

Não

Em termos

�a aos
bibliotecários
Perspectiv
a da
sociedade

Não

Não

Não

Não

Sim

Não

Em
termos

Sim

Sim

Sim

Inclui a
perspectiv
a do
usuário

Não

Não

Não

Não

Sim

Não

Em
termos

Sim

Sim

Sim

Visão
ampla de
cultura,
sociedade,
conhecime
nto

Não

Não

Não

Não

Em
termos

Não

Em
termos

Sim

Em
term
os

Em termos

Apresenta
ambiguida
des
discursivas

Em
termo
s

Em
termo
s

Em
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os

Em
termos

Em
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Sim

Sim

Em
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os

Em
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os

Em termos

Margens à
colonialida
de de
poder

Sim

Sim

Sim

Sim

Em
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Sim

Sim

Em
term
os

Em
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os

Sim

Margens à
colonialida
de de saber

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Em
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os

Sim

Sim

Restritiva
ou incorre
em censura

Sim

Sim

Não

Não

Não

Não

Não

Não

Não

Não

Liberdade
intelectual

Não

Não

Não

Não

Em
termos

Não

Em
termos

Sim

Sim

Em termos

Fonte: Elaborado pelas autoras.

4-DISCUSSÃO DOS DADOS
Nos propusemos a um olhar, dentre tantos outros possíveis, sobre os
pontos de tensão que as políticas culturais do município apresentaram desde a
década de 1930, período em que os especialistas como Rubim (2007) apontam
como o início da consolidação de políticas culturais no Brasil. Isto se deve ao fato

�de não se ter registro ou conhecimento acerca de uma política de
Desenvolvimento de Coleções para as Bibliotecas Públicas vinculadas ao
município que esteja consolidada, aprovada e publicada.
Quanto às questões que cooperaram para as análises, podemos destacar o
ponto central da nossa problemática que é o direito à liberdade intelectual,
presente na literatura sobre o processo de Desenvolvimento de Coleções. Isto
evidenciou um questionamento que afeta o processo de DC amparado pela
literatura da área. Algumas lacunas foram observadas, no entanto, pela pouca
explicitação da temática do DC nos dispositivos legais publicados. Percebemos
que os discursos quanto ao “salvacionismo da leitura” foram utilizados com intuito
de motivar o investimento do Estado no redistributivismo e no fortalecimento do
Mercado Editorial.
Outro elemento muito recorrente das categorias analisadas foi o exercício
do poder pelo controle que caracteriza a colonialidade do poder, especialmente,
quanto ao trabalho e seus produtos, e consequente desigualdade de classes,
quanto aos produtos da intersubjetividade como o conhecimento, e quanto à
autoridade. Observamos, nesta perspectiva, que a maioria das leis apresentava
algum mecanismo de controle. Aquele referente ao período da ditadura,
autoritário, delegava ao profissional da Biblioteconomia a função de controle,
sanção, vigília, dos comportamentos, das manifestações ideológicas e culturais; e
principalmente, do uso e preservação das coleções.
5-CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em contextos cujos governos foram autoritários, por exemplo, os
dispositivos legais apresentaram discursos extremistas e radicais quanto à
interdição e cerceamento da liberdade intelectual.Há arbitrariedades de outras
naturezas, apontadas nos discursos cujas formas de exercício do poder podem
contribuir para o apagamento de uma coleção da memória da cidade. A questão
do exercício de poder incide sobre as Bibliotecas Públicas pois a arbitrariedade
dos governos pode deslocar coleções inteiras do seu contexto e finalidade
gerando o esquecimento.

�As políticas culturais apresentaram em seu discurso variadas relações de
poder sob as quais incidem, dentre vários aspectos: controles como a interdição,
colonialidade de saber e de poder. Esta observação pode servir como ponto de
reflexão, a partir do qual as políticas culturais futuras poderão evitar que valores e
costumes culturais sejam reproduzidos unilateralmente, corroborando com uma
colonialidade do saber e com as desigualdades quanto ao acesso e à produção
social do conhecimento e dos saberes diversos. Todavia, identificaram-se avanços
no processo histórico de construção social, que apresentaram discursos
diferenciados, que se destacam por seu direcionamento democrático, desde a sua
concepção passando pelo seu posicionamento de buscar horizontalidade quanto à
valorização dos tipos de conhecimentos, saberes e linguagens.
Em suma, uma política cultural ampla como planos municipais, ou mesmo
ações mais específicas, como a política do Desenvolvimento das Coleções carece
de interlocução entre os sujeitos, o Estado e as instituições, na elaboração dos
mecanismos de acesso à enunciação nos dispositivos legais, que permitam a
participação efetiva do cidadão em sua construção.
REFERÊNCIAS
DÍAZ JATUF, Julio. Desarrollar ó gestionar colecciones en bibliotecas?: abordaje
terminológico. Asociación de Bibliotecarios de Córdoba (ABC). In: V Encuentro de
Bibliotecarios de la Provincia de Córdoba Experiencias para aprender,
compartir y multiplicar, Villa Carlos Paz, Argentina, 2011.
EVANS, G.Edward; MARGARET R. Zarnosky. Developing library and
information center collections. 5. ed.. Englewood, CO.: Libraries Unlimited,
2005.
FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. 19. ed. Trad. Laura Sampaio. São
Paulo: Loyola, 2009.
JARAMILLO, Orlanda; MONTOYA RÍOS, Mónica. Revisión conceptual de la
biblioteca pública. Rev. Interam. Bibliot. Medelin, v.23, n.1-2, enero/diciembre,
2000, p.13-56.
MALDONADO-TORRES, Nelson. “Sobre la colonialidad del ser: contribuciones al
desarrollo de un concepto”, em CASTRO-GOMEZ, Santiago &amp; GROSFOGUEL,
Ramon (coords.) El giro decolonial: reflexiones para uma diversidad
epistêmicas más allá del capitalismo global. Bogota: Siglo del Hombre
Editores; Universidad Central, Instituto de Estudios Sociales Contemporaneos,
Pontificia Universidad Javeriana, Instituto Pensar, 2007.

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