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                  <text>O olhar de futuros bibliotecários sobre a apropriação de práticas
sociais em ambientes digitais por adultos não ou pouco
escolarizados

Eliane Apolinário Vieira Avelar (UFMG) - elianeavieira@gmail.com
Cesar Dos Santos Moreira (IFMG) - cesar.moreira@ifmg.edu.br
Resumo:
Este texto é fruto de reflexões e discussões realizadas durante o segundo semestre de 2018
em uma aula de uma disciplina optativa para alunos da graduação do curso de Biblioteconomia
diurno de uma universidade federal. O objetivo geral desse trabalho é apresentar como os
alunos da Geração Z veem as condições dos adultos não ou pouco escolarizados de se
apropriarem de práticas sociais que se realizam em ambientes digitais ou de participarem de
algum modo dessas práticas na sociedade atual. A turma foi composta por 17 alunos. A
maioria dos alunos era do 5º período do curso, mas também havia alunos do 2º, 7º e 8º
período. Para fomentar a discussão havia sido indicado para a leitura um texto que abordava o
uso da tecnologia e a participação em letramentos digitais em contexto de desigualdades. Esse
tipo de discussão com os alunos da graduação visou em despertar uma visão mais crítica para
esse tipo de público e instiga-los a pensar como futuros profissionais, sendo capazes de
atuarem em iniciativas voltadas a esse público permitindo a participação na cultura digital. Na
atualidade, podemos presenciar pessoas pouco escolarizadas ou não se apropriarem das
tecnologias para estreitar distâncias, fazendo uso das redes sociais. Sabemos o potencial que
as tecnologias podem despertar, e o seu uso é que determina o que esperamos dela. Mesmo
em espaços contraditórios e desiguais como a nossa sociedade precisamos dessas habilidades
para sermos inseridos em certas práticas sociais.
Palavras-chave: Inclusão social. Democratização da informação. Cidadania. Cultura digital
Eixo temático: Eixo 2: Não devemos deixar ninguém para trás

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

1 Introdução
Este texto é fruto de reflexões e discussões realizadas durante o segundo semestre de
2018 em uma aula de uma disciplina optativa para alunos da graduação do curso de
Biblioteconomia diurno de uma universidade federal. A disciplina teve como
objetivo discutir as temáticas relevantes para a área de Ciência de Informação, tendo
como escopo as interlocuções entre a informação no mundo digital, a inclusão e o
empoderamento de adultos não ou pouco escolarizados em face das problemáticas
presentes na sociedade contemporânea. Sendo assim, um item do conteúdo
programático se tratava da temática aprendizagem e comunicação no mundo digital.
Diante desse contexto, o objetivo geral desse trabalho é apresentar como os alunos
da Geração Z veem as condições dos adultos não ou pouco escolarizados de se
apropriarem de práticas sociais que se realizam em ambientes digitais ou de
participarem de algum modo dessas práticas na sociedade atual. Cunha, Amaral e
Dantas (2015) definem a Geração Z como a geração daqueles que nasceram a partir
da década de 1990, para os quais as mídias digitais e as novas tecnologias fazem parte
do seu cotidiano e são caracterizados, particularmente, proficientes com as novas
tecnologias de informação e comunicação (TICs).
Relatos de experiência dessa natureza se justificam por poder compartilhar com os
profissionais da área a importância de realizar esse tipo de reflexão com alunos da
graduação, futuros bibliotecários e que possuem grande interação com a tecnologia.
Vivemos em uma sociedade em que existe uma expansão desenfreada das
tecnologias e é importante refletir sobre o papel do bibliotecário em trazer propostas
de inserção desses sujeitos que ainda estão à margem desse processo.
2 Apropriação de práticas sociais em ambientes digitais
A turma foi composta por 17 alunos A maioria dos alunos era do 5º período do curso,
mas também havia alunos do 2º, 7º e 8º período.
Este texto é fruto das discussões em uma aula cuja temática central era
“aprendizagem e comunicação no mundo digital”. Para fomentar a discussão havia

�sido indicado para a leitura um texto que abordava o uso da tecnologia e a
participação em letramentos digitais em contexto de desigualdades.
A reflexão iniciou-se com a questão da desigualdade e segregação social por meio da
escrita e, ao chegar nos dias de hoje, a questão da leitura e escrita no meio digital. De
acordo com Graff (1990), a escola e o domínio da escrita têm sido historicamente
explorados como canais e justificativas para a manutenção de desigualdades e não
como vias de acesso. Considerando o grande número de informações disponíveis no
meio digital, é relevante pensar como fica o acesso das pessoas que não
acompanharam o processo de leitura e escrita digital.
Sendo assim, foram colocadas as seguintes questões para a turma: “adultos não ou
pouco escolarizados estão ou não em condições de se apropriarem de práticas sociais
que se realizam em ambientes digitais ou de participarem de algum modo dessas
práticas? Diante deste questionamento, como você vê esses sujeitos posicionados na
sociedade atual? ”
As respostas diante da referida questão iniciaram-se dando destaque que esses
sujeitos muitas vezes consideram que estão tão “atrasados” que não conseguem
acompanhar essas práticas do mundo digital. Ressaltaram, também, que esse
público em questão se torna analfabeto funcional diante do domínio tecnológico de
cada um. E que a tecnologia introduzida por forma de obrigação se torna crítica e
desmotivadora diante as dificuldades que são apresentadas, fazendo com que o
indivíduo tenha um pensamento de alta crítica muito cruel sobre si mesmo.
Um ponto que ficou bem evidente na resposta deles foi que é necessário incluir esses
adultos nas práticas sociais em ambientes digitais, e que sejam orientados a se
apropriarem do que o ambiente fornece. Possibilitar autonomia à essas pessoas é
expandir seus horizontes e diminuir desigualdades. Excluir é distanciar e agir de
forma negligente. Em vista de como o mundo funciona nos dias de hoje, não é
minimamente aceitável que se aceite a exclusão dessas pessoas ou que, ainda, se
considere a possibilidade de que não conseguiriam se adaptar.
Quando a questão do avanço desenfreado da tecnologia apareceu nas discussões, os
alunos colocaram o ponto de que, à medida que a tecnologia avança, e multiplicamse seus recursos, multiplicam-se também as vantagens daqueles que têm melhor
condições de aproveitar-se dessa tecnologia. Essa diferença fica visível entre as
diferentes classes econômicas e sociais de um país, sendo que os que têm mais
privilégios usualmente têm vantagens de recursos informacionais, tendo
conhecimento de como utilizar e acessar as TICs, usando-as a seu favor. Por outro
lado, as classes mais marginalizadas não têm essas vantagens, tendo o acesso
limitado e, às vezes, inexistente.

�É importante destacar que alguns alunos responderam que, atualmente, com os
comandos realizados por meio do toque (celulares smartphones e tablets e alguns
notebooks), a pessoa não ou pouco escolarizada, seja ela jovem ou adulto, possui
plena competência em usufruir dos ambientes digitais uma vez que alguém a
apresente e mostre-a como usar. Além disso, enfatizaram que esses adultos com
pouca escolarização têm e podem sim se apropriar de práticas sem, contudo, se
aprofundarem em questões muito complexas.
Por fim, os alunos enfatizaram também que o nível de escolaridade não é o que mais
influencia na apropriação ou não das práticas sociais em ambientes digitais.
Destacaram que, no meu cotidiano, convivem com diversas pessoas com baixo nível
de escolaridade, mas que, entretanto, possuem acesso e participação em diversos
ambientes digitais: jogam no celular, acessam o Facebook e Whatsapp e fazem
buscas simples no Google, por exemplo. Pode ser que em locais mais afastados dos
centros urbanos, aliado com a baixa condição de aquisição desses dispositivos, as
pessoas tenham sim uma menor condição de acesso. Culturalmente o celular,
principalmente, torna-se cada vez mais protagonista na vida do cidadão brasileiro,
assim como a televisão se tornou um dia.
3 Considerações Finais
A partir da experiência aqui relatada, permite-se verificar que os graduandos da
Geração Z, a partir da leitura do texto e das observações cotidianas, perceberam que
esses sujeitos estão, muitas vezes em desvantagem, mas não devem ser
inferiorizados diante da supervalorização da escolarização. Tal desvantagem, muitas
vezes, está ligada ao fato de não terem as ferramentas de acesso ao ambiente digital
ou, em alguns casos, tê-las mas não tem um apoio para iniciar a utilização.
Diante desse contexto, é importante refletir sobre o papel das bibliotecas nesse
ambiente de desigualdade. Isso perpassa, principalmente, por reflexões acerca da
desigualdade que promove uma cultura do privilégio pautada na desigualdade,
diante da expansão desenfreada da tecnologia, em que tudo muda numa velocidade
vertiginosa e muitos não conseguem acompanhar, ficando, assim, “para trás”.
Esse tipo de discussão com os alunos da graduação visou em despertar uma visão
mais crítica para esse tipo de público e instiga-los a pensar como futuros
profissionais, sendo capazes de atuarem em iniciativas voltadas a esse público
permitindo a participação na cultura digital.
Na atualidade, podemos presenciar pessoas pouco escolarizadas ou não se
apropriarem das tecnologias para estreitar distâncias, fazendo uso das redes sociais.
Sabemos o potencial que as tecnologias podem despertar, e o seu uso é que
determina o que esperamos dela. Mesmo em espaços contraditórios e desiguais

�como a nossa sociedade precisamos dessas habilidades para sermos inseridos em
certas práticas sociais.
Referências
CUNHA, Murilo Bastos da; AMARAL, Sueli Angelica do Amaral; DANTAS,
Edmundo Brandão. Manual de estudo de usuários da informação. São Paulo:
Atlas, 2015. 448 p.
GRAFF, Harvey. O mito do alfabetismo. Teoria &amp; Educação, Porto Alegre, n. 2,
1990, p. 36-64.

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