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                  <text>O encanto da contação de histórias e a mediação do Chão de Letras
Elizeti Terezinha Caser Rocha (PMV) - ecaser@terra.com.br
Neusa Christina Soares Santos (PMV) - neusacss@hotmail.com
Resumo:
Este trabalho descreve ações desenvolvidas e benefícios proporcionados por meio de oficinas e
cursos de formação de contadores de histórias na promoção da leitura, em decorrência da
realização do projeto Viagem pela Literatura, implementado pela Biblioteca Municipal Adelpho
Poli Monjardim, desde 1994 no município de Vitória/ES, abordando diversas linguagens. Tem
como público alvo professores, bibliotecários, contadores de histórias e pessoas interessadas
na arte de contar histórias. Enfatiza à importância do contador de histórias às práticas sociais
de leitura na interação da biblioteca pública com a comunidade.
Palavras-chave: Mediação. Leitura. Contadores de histórias. Biblioteca Pública.
Eixo temático: Eixo 2: Não devemos deixar ninguém para trás

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�1

1 INTRODUÇÃO
A biblioteca pública é um espaço cultural e informacional de acesso à leitura, à
informação e à pesquisa e, fundamentalmente, de interação, fruição e produção de
conhecimento.
Suaiden (2009, p. 61) complementa que “somente uma interação adequada com a
comunidade é que permitirá à biblioteca desenvolver produtos e serviços que de fato
sejam indicadores qualitativos da formação e manutenção do público leitor”.
Nesse sentido, realizamos o Projeto Viagem pela Literatura, por meio da Biblioteca
Municipal Adelpho Poli Monjardim, que tem como objetivo incentivar à prática da
leitura, sendo uma de suas atividades a Oficina e Curso para formação de contadores
de histórias, que tem como finalidade capacitar e aprimorar agentes multiplicadores,
através da apresentação de instrumentos e técnicas essenciais para a atividade da
contação de histórias. Também se pretende difundir esta arte, resgatar a narrativa
oral e ainda a figura do contador de histórias, além de divulgar obras literárias e
contos.
Segundo Abramovich (2001) quando as crianças ouvem histórias passam a visualizar
de forma mais clara sentimentos que têm em relação ao mundo. As histórias
trabalham problemas existenciais típicos da infância, como medos, sentimentos de
inveja, de carinho, de curiosidade, de dor, de perda, além de ensinarem infinitos
assuntos, principalmente os contos de fadas.

É através de uma história que se pode descobrir outros lugares, outros
tempos, outros jeitos de agir e de ser, outras regras, outra ética, outra
ótica...É ficar sabendo história, filosofia, direito, política, sociologia,
antropologia, etc. sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos
achar que tem cara de aula (ABRAMOVICH, 2001, p.17),

Nesse sentido, quanto mais cedo à criança tiver contato com os livros e perceber o
prazer que a leitura produz, maior será a probabilidade dela tornar-se um adulto leitor.
E ainda em conformidade com Abramovich (1997, p. 36), os contadores de histórias
são “apresentadores do mundo, agentes de transformação pessoal, responsáveis por
encaminhamentos

significativos,

por

descobertas

iluminadores/hilários/desconcertantes/ampliantes”.

decisivas,

por

momentos

�2

Os promotores de leitura ampliam as oportunidades dos moradores da própria
comunidade, como, professores, bibliotecários e demais profissionais interessados na
arte de contar histórias, em dar continuidade às ações motivadas pelo Projeto “Viagem
pela Literatura” no seu bairro, na sua escola, em sua biblioteca e em espaços
diversos.
Desse modo, é realizada a Oficina e Curso para contadores de histórias que buscam
incentivar à prática da leitura, nas quais temos a possibilidade de formar novos
contadores para contribuírem na difusão desta arte.

2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
Desde 2006 foi iniciada a Oficina para Contadores de Histórias com o objetivo de
formar, capacitar e aprimorar profissionais interessados na arte de contar histórias.
Inicialmente a carga horária se resumia em apenas oito horas. A partir de 2009
ampliamos para curso de vinte horas. Dada a diversidade cultural proporcionamos que
profissionais de outros estados também ministrassem os cursos.
As Oficinas e Cursos para Contadores de Histórias são realizados anualmente dentro
do projeto Viagem pela Literatura na biblioteca e em outros espaços em dias e
horários diversificados, dinamizando, assim, a interação com a população do
município.
Para capacitar os participantes e torná-los agentes multiplicadores, utilizamos como
metodologia a vivência seguida de discussões buscando integrar a práxis.
A utilização e exploração da linguagem corporal, bem como da entonação, projeção e
extensão da voz na contação de histórias, pode torná-la mais atraente e envolvente.
Essa é a ideia que procuramos frisar e que norteia nossos trabalhos.
Podemos, neste ponto, nos valer das colocações de Meneses, (1988) que diz:

Não podemos esquecer da carga corporal que a palavra falada carrega.Na
narrativa oral a palavra é corpo: modulada pela voz humana, e, portanto
carregada de marcas corporais; carregada de valor, de significado
(MENESES, 1988, p.B 3-7).

�3

Nesse sentido, acreditamos que sensibilizando os participantes das oficinas e cursos
para a importância de tornar a contação de história mais interessante, através da
utilização

dos

recursos

e

técnicas

e

capacitando-os

para

isso,

estamos,

consequentemente, alcançando alguns de nossos objetivos : formando agentes
multiplicadores da arte de contar histórias, que por sua vez estarão difundindo essa
arte, bem como os contos literários e/ou populares que apresentarem.
Entretanto não basta apenas se valer das técnicas e recursos para se contar histórias:
é fundamental que se releve à qualidade do repertório a ser apresentado. Dessa
forma, também levamos às oficinas e cursos discussões a cerca da escolha e seleção
de histórias.
E diante dessas formações foi idealizado O Grupo de Contadores de Histórias “Chão
de Letras”, em fevereiro de 2009, que vem se apresentando nas atividades do Viagem
pela Literatura e em espaços diversos com atuação voluntária na biblioteca. São
realizados encontros mensais e/ou quinzenais de acordo com a demanda.
Inicialmente o grupo contou com a colaboração de contadores como Fernando
Soledade1 e Silvana Sampaio², que proporcionaram aos componentes, ainda em
processo de formação, uma significativa vivência relacionada ao “contar histórias”.
Posteriormente, as pessoas que permaneceram no grupo iniciaram o trabalho através
das “Sessões de Contação de Histórias” para diversos tipos de público.
Com o passar do tempo o grupo se solidificou e surgiu a necessidade de lhe dar um
nome: o escolhido foi “Chão de Letras”, que são tijolinhos que vão se transformando
em sílaba, palavras, frases e histórias em infinitas possibilidades.
Constatamos que para se formar um grupo de contadores de histórias é preciso
mesclar diferentes experiências e opiniões para alcançar resultados satisfatórios e
abrangentes.

1

Fernando Soledade, contador de histórias com grande trajetória no ES, atuou no Grupo de Contadores de
Histórias da Universidade Federal do Espírito Santo (GECHUFES) e Viagem Pela Literatura.
2
Silvana Sampaio, contadora de histórias, escritora, atuou no Proler, GECHUFES e Viagem Pela Literatura.

�4

Nesse sentido o grupo procurou contemplar a interdisciplinaridade em sua
composição. Seus integrantes são profissionais e estudantes advindos de diversas
áreas acadêmicas. Esta diversidade proporcionou a possibilidade de realizar um
trabalho com diferentes enfoques: a contação de histórias como lazer, recurso
pedagógico e auxílio no desenvolvimento da linguagem, dentre outros.
A metodologia adotada pelo grupo para contar histórias apreende primordialmente à
gestualidade e oralidade fazendo uso, eventualmente, de fantoches e demais
recursos, os quais durante as apresentações interagem com o público.
Por ocasião dos 20 Anos do Viagem pela Literatura, foi lançado o DVD “Viagem pela
Literatura”: histórias infanto-juvenis, com histórias da literatura e folclore regional, em
2014, constituído por contadores de histórias do Grupo Chão de Letras e contadores
convidados.
Por meio de questionários e depoimentos, é feita a avaliação do grau de satisfação do
público participante e a qualidade da atividade realizada.
Toda trajetória das formações só foi possível graças ao envolvimento de professores,
bibliotecários, contadores de histórias, atores, líderes comunitários, diretores de
escolas, pedagogos, biblioteca, Secretaria Municipal de Cultura e outros profissionais.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como resultados das oficinas e cursos realizados, tivemos a adesão de novos
contadores de histórias ao grupo, à propagação da arte de contar histórias através
dos novos contadores que se formaram nas oficinas e cursos e se dispuseram a
realizar esta arte em diversos espaços.
Com mais de 680 participantes em 23 oficinas e cursos, foi constatado no período de
2006 - 2018, que

95%

gostaram das atividades realizadas e 85% acharam os

conteúdos relevantes para seu desempenho pessoal e profissional.
Assim, podemos concluir que as oficinas e cursos são um ótimo instrumento para a
formação dos futuros profissionais em diversas áreas, servindo como um canal de
aprendizado com o público.

�5

Esta experiência oferece ao participante uma oportunidade de se conhecer melhor
e desenvolver sua capacidade, aumentando a autoestima à medida que enfrenta

o

público e se prepara para contar histórias, a cada nova história.

REFERÊNCIAS

ABRAMOVICH, FANNY. (Org.). Meu professor inesquecível. São Paulo: Gente,
1997.
ABRAMOVICH, FANNY. Literatura infantil: gostosuras e bobices. 5. ed. São Paulo:
Scipione, 2001.
MENESES , Adélia Bezerra de. Do poder da palavra. Folha de São Paulo, São
Paulo, 29 jan. 1988. Folhetim.
SUAIDEN, E. J. A biblioteca pública e a formação e manutenção de um público leitor.
In: Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Brasil). Leitura e cidadania. Rio de
Janeiro: Biblioteca Nacional, 2009. p. 61. Cursos da Casa da Leitura; 2.

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