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                  <text>Mentes Despertas: um estudo de caso no Instituto Psiquiátrico
Forense

Thayse de Paula Gomes (UFRGS) - thaysedepaulagomes@gmail.com
Helena Da Silva Anselmo (UFRGS) - helenasanselmo@hotmail.com
Vitória de Abreu Estrazulas (UFRGS) - vitoriaestrazulas@gmail.com
Resumo:
O projeto Mentes Despertas foi pensado como uma forma de incluir socialmente, a partir de
atividades educativas, os internos do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), um manicômio
judiciário situado em Porto Alegre - RS. Com isso, foi analisada a possibilidade da criação de
um clube de leitura, a organização de uma biblioteca e também, uma atividade de reprodução
audiovisual ministrado pelas pesquisadoras com a supervisão de dois bibliotecários, sendo um
professor da graduação de Biblioteconomia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e o
outro, o bibliotecário-chefe do Instituto de Psicologia da UFRGS. A partir de um primeiro
contato com uma das psicólogas do IPF, foi apresentado o espaço e os internos foram
convidados para participar das atividades. A intenção foi observar os efeitos da leitura e da
informação sob os fenômenos emocionais e mentais, a fim de trazer melhorias no cotidiano
dessas pessoas que vivem confinadas e duplamente sentenciadas.
Palavras-chave: Leitura; Biblioteca; Manicômio Judiciário; Inclusão Social; Reprodução
Audiovisual.
Eixo temático: Eixo 2: Não devemos deixar ninguém para trás

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
Os manicômios judiciários surgem da união de prisão e manicômio. A inclusão
desta instituição no Brasil manifesta-se concomitantemente a criação de uma lei que
propõe que os estados juntassem capital para construção dos manicômios
judiciários. Enquanto não estivessem prontos, os presos eram deslocados para
anexos especiais fundados em asilos públicos. Segundo Brasil (2012), “O
manicômio judiciário é o destino jurídico daqueles que receberam medida de
segurança, cometeram crimes e [...] foram considerados como incapazes de
entender ou de se determinar frente ao ato crime.”
O Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) apresenta características de manicômio
judiciário, marcado historicamente pelo fato de que em seus anos iniciais esteve
atado a um órgão de saúde e, mais tarde, por determinações políticas,
transformou-se em um órgão conectado à segurança. É uma instituição organizada
para atender ambas as demandas: O encarceramento e a internação psiquiátrica.
Desta forma, tornou-se um local de reabilitação e vigilância sobre aqueles que não
se adaptaram às regras sociais.
Diversos autores denunciam a forma como os pacientes vivem lá dentro, em
especial Althusser (1992), que afirma que vários internos estão fadados a adoecerem suas palavras, tornarem-se “doentes crônicos”- por conta das altas doses de
medicação e por serem totalmente afastados de seus vínculos sociais de fora do
manicômio. Conforme dados divulgados pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e
Combate à Tortura (MNPCT) em 2015, o IPF é marcado por diversas denúncias de
sua funcionalidade e pela precariedade que o espaço se encontra.
Entretanto, observamos (durante visita realizada ao IPF) que esporadicamente
ocorrem atividades de cunho sócio-cultural e artístico que, de acordo com uma das
psicólogas do instituto, são recebidas com entusiasmo pelos reclusos, pois é quando
conseguem expressar-se e sair da árdua rotina a que são submetidos. Alguns
projetos

educacionais

e

artísticos

já

realizados

trouxeram

resultados

�significativamente positivos, trabalhando a criatividade e permitindo que se
expressem, expondo seus pensamentos e sentimentos.
Segundo Lopes (2011), a leitura atua como uma ponte e a partir dela criam-se
estímulos que propiciam a humanização e o favorecimento de relações
interpessoais. É possível perceber a realidade e saber como interferir e
transformá-la, com o espírito crítico em busca de melhores caminhos e
oportunidades. A leitura traz o conhecimento, estimula o olhar crítico e a empatia,
transformando de maneira significativa os ideais, as crenças, os comportamentos e
opiniões.
Diversos projetos culturais que levam a leitura para pessoas que vivem à
margem da sociedade comprovam que a cultura, a literatura e a informação são
muito valorizados por eles e que muitas vezes o interesse que elas demonstram é
superior ao que se é esperado. Portanto, conforme Estabel (2007), o projeto Mentes
Despertas é uma oportunidade de

estimular a criatividade, trazer o ludismo e

propiciar o encontro com o outro e consigo mesmo através da literatura.

Relato de experiência
Por meio de uma visita técnica, realizada em março de 2019, para verificação da
infraestrutura delimitada para a biblioteca, descobrimos outras atividades realizadas
pelos internos, tais como artes plásticas (Artinclusão) e a Educação de Jovens e
Adultos- EJA.
À vista disso, foram levantadas algumas propostas de atividade envolvendo
literatura e comunicação. Dentre elas: um clube de leitura, a implantação da
biblioteca e a reprodução audiovisual.
.
Clube de leitura
O clube de leitura é um momento semanal onde os internos são convidados para
a atividade que ocorre em uma sala com a mediação de uma leitura lúdica de contos
e fábulas, com o acompanhamento e supervisão de uma das psicólogas do IPF.

�Após a leitura de cada conto, o grupo conversa sobre a história, com o auxílio de
questões disparadoras, visando estimular a troca de experiências, criando um
ambiente para desenvolver a expressão e reflexão, funcionando como uma prática
de empatia entre eles.

Implantação da biblioteca
A sala destinada para a biblioteca encontrava-se com acesso restrito e em
total desuso. Durante um ano, houveram tarefas árduas, realizadas por uma das
psicólogas com a ajuda dos internos. Para montar a sala com as estantes foi
necessário localizar os livros, limpá-los e organizá-los nas estantes. Além disso,
manter este território é uma luta constante, pois outros departamentos do IPF
também disputam este espaço para outros fins.
Faltam

ainda

algumas

reparações

que

exigem

estudo

na

área

da

biblioteconomia. No intuito de aperfeiçoar a capacidade da biblioteca, Mentes
Despertas visa catalogar as obras, elaborar uma política de empréstimo eficiente e
que atenda as demandas dos usuários.
Por fim, o local contém cerca de sete estantes com livros dispostos um sobre o
outro e não lado a lado, dificultando o acesso. A partir dessa situação, foram
avaliadas as possibilidades para a implantação da biblioteca, envolvendo os
usuários nas etapas que nosso projeto conduzirá: Desde a organização do acervo
(que se dará na classificação dos gêneros por cores) até às políticas de
desenvolvimento da coleção. As opiniões deles são de extrema relevância, pois o
principal objetivo é que utilizem frequentemente a biblioteca, que ficará aberta
permanentemente, criando um vínculo com ela.

Reprodução audiovisual
A reprodução de filmes e documentários têm em vista a complementação das
atividades do clube de leitura, tornando a prática mais lúdica, trazendo outros pontos

�de vista de uma mesma obra, fomentando a leitura e o debate, e incentivando a
troca de ideias, experiências e reflexões.
Considerações Finais
A organização da biblioteca advém para o acesso mais rápido e usável de um
espaço que é direito deles, prestando assim um serviço mais fundamental à
instituição. Deste modo é possível evitar frustrações desnecessárias à medida que o
interno tentar achar um livro e não conseguir.
O clube de leitura e a organização da biblioteca andam juntos para que o projeto
possa continuar, visto que após a atividade do clube - e também em outros
momentos - os internos poderão procurar livremente quais obras e assuntos retirar.
Desde o início da implantação da biblioteca até a entrada do Mentes Despertas, a
ideia é que o grupo de internos desenvolva autonomia para gerenciar os
empréstimos, estimulando-os para a prática da leitura. Com a reprodução
audiovisual também, pois os filmes e documentários servirão para fomentar a leitura
e ampliar o acesso a atividades culturais em suas rotinas.
Os pacientes do IPF necessitam de atividades que estimulem sua imaginação e
autonomia de pensamento, e estes são os resultados que o projeto Mentes
Despertas visa. O projeto, ao desenvolver a biblioteca e suas atividades em conjunto
com seus usuários, já estimula a participação e apropriação da biblioteca pelos
internos, construindo, a partir desses encontros, um local realmente acolhedor e que
permita o livre acesso à informação. E além disso, o clube de leitura e a reprodução
de filmes e documentários são ações benéficas que estimulam o pensamento crítico
e já vêm trazendo resultados, onde semanalmente os internos trazem para a roda
de leitura trechos de obras que eles retiram da biblioteca e leem durante a semana.
Após a leitura, é feita uma reflexão e assim, o interno compartilha com o grupo como
se sentiu com a leitura e porque gostou, ou não do livro. O interesse pela biblioteca
e pela leitura crescem gradualmente na vida dos internos. A organização da
biblioteca traz aos internos a possibilidade de trabalho em equipe e esse
crescimento pessoal vem sendo observado a cada encontro.

�O acesso aos livros e, consequentemente à informação, é direito de todos os
cidadãos e, portanto, a justiça garante que segundo o Art. 1º da lei ​No​ 10.753, DE 30
DE OUTUBRO DE 2003​, é necessário reconhecer o direito a cidadania dos internos,
bem como os direitos humanos. O projeto Mentes Despertas surge como ferramenta
que assegure este direito.
Referências
BRASIL. ​Lei nº 10.753​, de 30 de outubro de 2003.
ALTHUSSER, Louis. ​O futuro dura muito tempo; seguido de os fatos. ​São Paulo:
Companhia das Letras, 1992
BRASIL, Rafaela Schneider. ​Da maquinaria mortífera do manicômio judiciário à
invenção da vida: ​Saídas Possíveis. Porto Alegre: UFRGS, 2012. Disponível em:
&lt;​https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/66658/000870928.pdf?sequence
=1​&gt; Acesso em: 06 abr. 2019.
ESTABEL, Lizandra Brasil; MORO, Eliane L. da Silva. ​Leitura, Biblioteconomia e
Inclusão social. ​Brasília: Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação
e
Ciência
da
Informação,
2007.
Disponível
em:
&lt;​https://lume.ufrgs.br/handle/10183/10693?locale-attribute=es​&gt; Acesso em: 06 abr.
2019..
LOPES, Rosângela Fonseca. ​As práticas de leitura como estratégia de
sobrevivência e (re) inclusão entre internas da Penitenciária Feminina Madre
Pelletier. ​Porto Alegre: UFRGS, 2011. Acesso em: 09 abr. 2019.
MNCPT, Mecanismo Nacional de Combate e Prevenção à tortura.​ Relatório de
visita ao Instituto Psiquiátrico Forense​: Rio Grande do Sul​. ​Brasília: MDH, 2015.
Disponível em:
https://www.mdh.gov.br/informacao-ao-cidadao/participacao-social/comite-nacional-d
e-prevencao-e-combate-a-tortura/representantes/instituto-psiquiatrico-forense
Acesso em: 08 abr. 2019.

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