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                  <text>Clube de leitura entre os muros do cárcere
Ciro Athayde Barros Monteiro (UNESP) - cirocosmos@gmail.com
Resumo:
A prisão é o lugar em que os limites dos seres humanos são testados, momento de
autorreflexão em que é possível repensar todos os caminhos percorridos e escolhas feitas até
aquele instante. Nesses momentos muitas situações podem acontecer com a pessoa em
situação de privação de liberdade, ou seja, aprofundar ainda mais suas capacidades de
contatos e pensamentos vinculados ao crime, ou ter a possibilidade de seguir outro caminho
que lhe é ofertado por meio da educação. Uma dessas ações é o clube de leitura, encontro
mensal em que o educando pode partilhar suas reflexões, produzir conhecimento e se
apropriar do processo de aprendizagem. Nesse contexto, relato a experiência de mediar um
clube de leitura prisional em um Centro de Progressão Penitenciária do interior paulista,
tentando mostrar como funciona esses encontros no interior da prisão. O texto narra as
tentativas de aproximação do clube com a universidade, os livros lidos e algumas discussões e
reflexões oriundas do debate. Tal relato de funcionamento tem por pretensão dar visibilidade
ao projeto, buscar aproximação e apoio das universidades e incentivar as unidades prisionais
de todo país a realizarem essas reuniões que acabam por potencializar as atividades
educacionais que visam a reintegração do educando na sociedade.
Palavras-chave: clube de leitura, mediação da informação, apropriação da informação
Eixo temático: Eixo 2: Não devemos deixar ninguém para trás

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
A prisão é o lugar em que os limites dos seres humanos são testados, momento de
autorreflexão em que é possível repensar todos os caminhos percorridos e escolhas
feitas até aquele instante. O escritor Dostoievski, que ficou dez anos preso, relatou
a prisão como um mundo que “[...] nada tinha de análogo com esse outro: eram
leis, costumes, hábitos característicos, uma casa morta-viva, uma vida à parte de
homens à parte (DOSTOIEVSKI, p. 08)”.
Nesse momento de angústia e autorreflexão, muitas situações podem acontecer
com a pessoa em situação de privação de liberdade, ou seja, aprofundar ainda mais
suas capacidades de contatos e pensamentos vinculados ao crime, ou ter a
possibilidade de seguir outro caminho que lhe é ofertado por meio da educação.
Uma dessas ações é o clube de leitura, encontro mensal em que o educando pode
partilhar suas reflexões, produzir conhecimento e se apropriar do processo de
aprendizagem. Nesse contexto, relato a experiência do funcionamento de um clube
de leitura prisional em um Centro de Progressão Penitenciária do interior paulista.
Clube de leitura entre os muros do cárcere
O clube de leitura é uma de minhas atividades mensais no sistema prisional, tendo
em vista que sou agente de segurança penitenciária, formado em biblioteconomia e
trabalho no setor de educação na prisão. Vou me prender as atividades do clube de
leitura do ano de 2018, período em que tivemos bastante progresso em relação ao
seu funcionamento e aos projetos vinculados ao clube. Neste ano, conseguimos
vincular o curso de biblioteconomia da Universidade de São Paulo de Ribeirão
Preto ao projeto remição pela leitura. Assim sendo, a universidade passou a ficar
responsável pela correção das resenhas feitas pelos educandos e os alunos da
instituição ficaram habilitados a visitar o clube. O clube realiza uma reunião
mensal, a qual participam entre 25 e 50 sentenciados, sendo possível ao educando
a escrita de uma resenha no final das discussões realizadas na reunião. Após a
confecção das redações, ela é encaminhada ao universitários do curso de
biblioteconomia da USP para correção. Se for aprovada, o educando recebe quatro
dias de remição de pena. Vejam os livros lidos no ano de 2018:

�Quadro 01: Livros lidos no clube de leitura em 2018

LIVRO

AUTOR

REUNIÃO

QUE ENCHENTE ME CARREGA

MENALTON BRAFF

01.2018

A LENDA DO VIOLEIRO INVEJOSO

FABIO SOMBRA

03.2018

CARRASCO DE GOLEIRO

LUIZ PUNTEL, BRÁS HENRIQUE

04.2018

O MENINO DO PIJAMA LISTRADO

JOHN BOYNE

06.2018

LONGE COMO O MEU QUERER

MARINA COLASANTI

07.2018

O VELHO E O MAR

ERNEST HEMINGWAY

10.2018

FORA DA TRILHA

PAUL STEWART/CHRIS RIDDELL

12.2018

Fonte: elaborado pelo autor

As discussões são bastante ricas e cheias de analogias com relação às
questões levantadas pelos autores. Muitas vezes, fico pensando que o livro não
agradou a maioria, porém quase todas as vezes as reuniões são profícuas e
reflexivas. Veja minhas anotações após a reunião do clube sobre o livro “Longe
como o meu querer”:

Hoje foi mais um dia de mediação do clube de leitura. O livro
escolhido foi “Longe como o meu querer” de Marina
Colasanti, o qual traz 24 histórias de personagens e cenários
típicos de contos de fadas, além de ser construído por meio do
imaginário feminino. Achei que não teria muita adesão, pois
alguns presos já haviam falado, ao longo do mês, que acharam
o livro muito difícil e tiveram que usar dicionário. Além disso,
segundo relatos, alguns contos “não tinham pé nem cabeça”.
Comecei a mediação tentando falar um pouco sobre a
importância dos contos de fadas e de ler/conhecer outros
tipos de literatura. Quando os presos começaram a falar, a
surpresa foi enorme, pois não só gostaram do livro, como

�trouxeram muitas reflexões sobre a visão da autora e a relação
dos contos com suas próprias vidas. Armando disse que o
conto “Longe como o meu querer” tem tudo a ver com ele:
“Ah esse conto fala da força de vontade que é tudo pra nóis
que tá preso. Aqui temos que enfrentar muitas coisas para
alcançar nossos objetivos, assim como a cortesã que mesmo
seu pai tendo cortado a cabeça do seu amado ela nunca
desistiu dos seus sonhos, e que iria longe, lá no mar para
alcançar seu sonho. Wagner disse que o conto “O moço que
não tinha nome” era sobre ele: “Eu fui uma pessoa sem nome
durante quatro anos da minha vida, era viciado em álcool,
dormia na rua, igual o moço que não tinha nome. As pessoas
passavam na rua e você sentia o olhar de desprezo, eu não
tinha nome pra elas, isso dói muito pra gente, eu só pensava
em arrumar um jeito de beber mais, é por isso que tô aqui”.
Rafael completou a reflexão: “Pra maioria das pessoas que
estão lá fora, quem está aqui também não tem rosto nem
nome” (Diário de campo, 2018)

Essas reflexões são constantes durante todo o debate, os presos fazem
autorreflexão e se colocam na história. Deixo sempre correr livre os debates, faço
interferências apenas nos momentos em que eles insistem em querer falar ao
mesmo tempo. Interessante quando eles não gostam do livro, como aconteceu, por
exemplo, em relação ao livro “O velho e o Mar” em que apesar de o personagem
“Santiago”, o velho pescador, ter recebido admiração dos leitores por conta de sua
história de luta com o grande peixe, eles não gostaram do final.
Lembro o leitor que no final deste “best-seller”, o velho Santiago retorna à sua casa
com apenas a carcaça do grande peixe amarrada em seu barco, já que o peixe
recebeu ataques dos tubarões que devoraram toda sua carne. Os educandos ficaram
indignados: “Eu mudaria o final deste livro. Já pensou o velho Santiago chegar com
um peixe daquele tamanha depois de dias de luta, aí sim (Diário de campo, 2018).
Tanto não gostaram, que na próxima reunião cujo livro escolhido era “Fora da
Trilha” de Paul Stewart e Chris Riddel, logo no início o educando indagou: “Ah seu
Ciro, esse livro (Fora da trilha) é bem melhor que o outro (O velho e o Mar), pelo
menos tem o final feliz. Aquele outro nada a ver (Diário de campo, 2018).
Diante desse quadro, a última coisa que o preso quer escutar é um final triste.
Tanto é verdade que os livros de maior retirada na biblioteca são os de autoajuda e
os religiosos. Além dos de direito é claro.
O clube de leitura se destaca não só pelo fato de proporcionar aos educandos um
processo reflexivo que está para além do cárcere e que pode transformar sua vida,
mas pelo fato de realizar leituras complexas com alguns livros de difícil
compreensão, escritos que utilizam técnica literárias como fluxo de consciência.
Exemplo disso, é possível observar a partir da leitura do livro “Que enchente me
carrega” em que o escritor Menalton Braff, ganhador do prêmio Jabuti em 2000,
feita pelo clube em evento que homenageou o dia nacional do livro:

�Figura 01: Escritor Menalton Braff no Clube de Leitura

Fonte: Fundação "Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel" – Funap (Evento Encontro Nacional do livro e da leitura)
O escritor participou de uma espécie de “Roda Viva” em que ele foi questionado
pelos educandos sobre o seu livro. O autor se impressionou com a qualidade da
leitura feita pelos presos, que segundo ele, seus alunos da faculdade tiveram
dificuldade em ler. Posteriormente, o autor deu entrevista a FUNAP e concluiu:
“Quando eu saio daquele ambiente (prisão) eu fico pensando, eu não sei se eu
confio mais naqueles que estão lá dentro ou nesses que estão aí fora”.
Vale ressaltar que, dos seis educandos que se encontram sentados no clube (Figura
01) participando dos questionamentos feitos a Menalton, dois são universitários
(estavam fazendo curso Teologia e Pedagogia - EAD dentro da unidade), um era
concluinte do ensino médio na prisão e já havia atingido a nota no ENEM para
cursar engenharia na Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e os outros
eram alunos regulares na prisão.

Considerações Finais:
Este relato objetivou demonstrar como se dá o funcionamento de um clube de
leitura em uma unidade prisional no interior de São Paulo. Foi possível perceber
que o clube de leitura se destaca como meio de aprendizagem, autorreflexão e
cumpre papel essencial no processo de integração social e letramento da pessoa em
situação de privação de liberdade, atuando como espaço de apropriação do
conhecimento e interação, além de permitir ao educando a possibilidade de
visualizar outros mundos para além do cárcere. O relato pretende dar visibilidade a
projetos que acontecem no interior da prisão, incentivar o apoio a esta iniciativa

�pelos presídios do país, além de buscar aproximação entre a universidade e as
problemáticas do sistema prisional.

Referências:
ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de. Mediação da informação: um
conceito atualizado. In: BORTOLIN, Sueli; SANTOS NETO, João Arlindo;
SILVA, Rovilson José da (Org.). Mediação oral da informação e da leitura.
1ed.Londrina: ABECIN, 2015, v. 1, p. 09-32. Disponível em:
&lt;http://www.periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/pbcib/article/view/11990&gt;.
Acesso em 15.02.2018.
BRAFF, Menalton. Reeducandos do CPP de Jardinópolis participam de debate com
Menalton Braff. 2017. Entrevista concedida a FUNAP. Disponível em:
&lt;http://www.funap.sp.gov.br/site/index.php/noticia/155?fbclid=IwAR1RxCRctNLEJucHamKcywWZBnXmqV00U8IFoyWThnykgZGGNy4jqpM5IU&gt;. Acesso em
10.02.2019.
BRASIL. Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984. Institui a lei de execução penal.
Disponível em: &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/l7210.htm&gt;. Acesso
em: 15 jan. 2019.
BRAFF, Menalton. Que enchente me carrega? Ribeirão Preto, SP: Palavra
Mágica, 2000.
CARVALHO, A. L. C. de. Foco narrativo e fluxo de consciência: questões de
teoria literária. São Paulo: Pioneira, 1981.
DOSTOIÈVSKI, F. Memória da casa dos mortos; tradução Natália Nunes. –
Rio de Janeiro: Ediouro, 2008.
LEHMANN, Vibeke. Challenges and Achievements at US Prison Libraries. Library
Trends, Projeto MUSE, vol. 59, n.03, p. 490-508, 2011. Disponível em: &lt; doi:
10.1353 / lib.2011.0002&gt;. Acesso em: 20.01.2017.
MONTEIRO, Ciro Athayde Barros; ALMEIDA JUNIOR, Oswaldo Francisco de.
Intelectual orgânico como mediador da informação: algumas considerações acerca
de um diálogo possível. INCID: REVISTA DE DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, v. 8, p. 92-105, 2017. Disponível em:
&lt;http://www.revistas.usp.br/incid/article/view/131637&gt;. Acesso em: 11.06.2018.
SOUZA, W. E. R. Clubes de leitura: entre sociabilidade e crítica literária.
Informação &amp; Informação (Online), v. 23, p. 673-695, 2018. Disponível em:
&lt;http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/29187&gt;.
Acesso em: 02.01.2019

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