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                  <text>Capacitação para o uso de Língua Brasileira de Sinais: um olhar da
biblioteca para a comunidade surda

Marisa Cubas Lozano (UFSCar) - mameioambiente@gmail.com
Sueli Fioramonte Trevisan (UFSCar) - suelitrevi@ufscar.br
Resumo:
A biblioteca é essencialmente um espaço democrático e, portanto, um espaço de inclusão. Para
que a inclusão ocorra de forma adequada, é necessária que a equipe da biblioteca esteja
capacitada e ciente das demandas de seu público. Neste sentido, A Biblioteca Comunitária da
Universidade Federal de São Carlos vem desenvolvendo um projeto que prepara a equipe para
o atendimento da comunidade surda. No desenvolvimento do projeto, que conta com a
colaboração de Tradutora e Intérprete de Língua Brasileira de Sinais da universidade e um
estudante surdo, foram levantadas junto aos atendentes da biblioteca as principais demandas
informacionais dos usuários para que fosse elaborada uma apostila. Esta apostila subsidiou
oficina realizada posteriormente e a produção de um vídeo que convida a comunidade surda a
visitar a Biblioteca Comunitária. O projeto continua em 2019, com a oferta de nova oficina e
aprimoramento de materiais voltados a inclusão do público surdo.
Palavras-chave: Inclusão. Língua Brasileira de Sinais. Surdo. Acessibilidade.
Eixo temático: Eixo 2: Não devemos deixar ninguém para trás

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
A história da educação dos surdos mostra que eles foram por muito tempo
marginalizados e considerados incapazes de adquirir conhecimento e se
desenvolverem como as demais pessoas (LACERDA, 1998). No entanto, isso vem
mudando e, a partir de muitas lutas e movimentos pelos seus direitos, as pessoas
surdas têm obtido conquistas importantes. Uma dessas conquistas foi a
promulgação da Lei Federal 10.436/2002, a qual reconhece a LIBRAS como a
Língua Brasileira de Sinais sendo esta considerada como “a forma de comunicação
e expressão, [...] um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos
de comunidades de pessoas surdas do Brasil” (BRASIL, 2002).
Outra legislação relevante neste contexto é a Lei nº 13.146, de 2015, a qual
Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa
com Deficiência). Esta Lei é “destinada a assegurar e a promover, em condições de
igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais da pessoa com
deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania” (BRASIL, 2002).
Nesse sentido, entende-se que promover o uso e difusão da Língua Brasileira
de Sinais no ambiente da biblioteca é oportunizar inclusão e acessibilidade aos
usuários e servidores. Por isso, a Biblioteca Comunitária (BCo) vem desenvolvendo
desde 2018 o projeto ​BCo Libras, promovendo acessibilidade à comunidade surda​;
com a finalidade de viabilizar ações visando a oferecer um atendimento adequado e
acessível à comunidade surda.
O projeto abrange a capacitação de servidores e estagiários em curso básico
de Libras e elaboração, a partir das vivências durante as oficinas, de um vídeo com
instruções básicas para atendimento ao público surdo. Desse modo, atendemos

�também a Lei no 10.436, de 2002, em seu Art. 2o, no qual determina que: “Deve ser
garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de
serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua
Brasileira de Sinais - Libras como meio de comunicação objetiva e de utilização
corrente das comunidades surdas do Brasil.”
A proposta neste projeto foi de elaborar materiais didáticos e ministrar
oficinas de introdução à Libras aos servidores e estagiários da BCo, para possibilitar
atendimento adequado ao sujeito surdo, quebrando barreiras linguísticas no acesso
aos serviços da biblioteca.
Relato da experiência
O projeto ​BCo Libras, promovendo acessibilidade à comunidade surda ​foi
aprovado no edital de Projeto Bolsa Atividade, da Pró-Reitoria de Assuntos
Comunitários e Estudantis (PROACE). A proposta foi desenvolvida em parceria com
uma Tradutora e Intérprete de Língua de Sinais da Secretaria Geral de Ações
Afirmativas, Diversidade e Equidade (SAADE); que foi a co-orientadora e participou
da preparação do material utilizado nas oficinas e, em alguns momentos, durante a
realização destas. Outra participação relevante, como auxiliar, foi a de um aluno
surdo do Bacharelado em Tradução e Interpretação em Libras e Português (TILSP)
da UFSCar. O projeto também contou com a participação de três bolsistas (dois
alunos do curso TILSP e um do curso Educação Especial), previsto no edital
supramencionado.Todos se dedicaram ao projeto durante cinco meses, por oito
horas semanais.
O primeiro encontro foi realizado em junho de 2018 para apresentação do
projeto, dos participantes e também da biblioteca. Nos encontros seguintes, foi
elaborado o texto de apresentação e perguntas para um formulário de consulta aos
servidores e estagiários da BCo sobre os termos específicos utilizados na biblioteca.
Com estas informações e com a ajuda da intérprete de Libras e do aluno surdo,
iniciaram-se as pesquisas em dicionários de Libras impressos e digitais para
elaboração da apostila a ser utilizada nas oficinas.

�A apostila contou com alfabeto, números, meses e dias da semana,
apresentação

pessoal,

saudações,

atendimento

ao

usuário,

informações

relacionadas a localização no acervo, fontes para informações adicionais e
finalizamos com algumas atividades. Durante a organização da apostila foi feito um
esforço para que as palavras fossem organizadas em contexto de comunicação e
sempre com exemplos de possíveis situações de atendimento na biblioteca. Esta
primeira etapa do projeto foi desenvolvida alguns dias na biblioteca e outros na
SAADE e teve duração aproximada de três meses.
A segunda etapa do projeto foram as oficinas de Libras, ocorridas entre os
meses de setembro e outubro. Estas foram ministradas pelo aluno surdo juntamente
com os bolsistas em dez encontros de três horas, na sala de treinamentos da BCo e
contou com a participação de nove pessoas. No momento das inscrições,
entendemos que a organização das oficinas prejudicou um pouco o andamento dos
trabalhos e a participação dos funcionários e estagiários da BCo, pois foram três
encontros semanais de três horas cada e isso inviabilizou a participação de algumas
pessoas por precisarem se ausentar por muito tempo em uma semana. Mesmo
assim, esta etapa foi um momento bem interessante do projeto, pois as pessoas
que puderam participar se envolveram nas atividades com dedicação e entusiasmo.
Durante a realização das etapas anteriores, estabeleceu-se um diálogo com
os integrantes do projeto e os participantes das oficinas para compreensão sobre a
melhor forma de elaborar um tutorial com instruções básicas para o atendimento ao
público surdo. Dessa forma, ao final das oficinas entendeu-se que seria produtivo
gravar um vídeo em que os participantes do curso juntamente com o aluno surdo
simularam o atendimento a um usuário surdo com um convite a toda comunidade
surda de São Carlos para virem visitar e utilizar dos serviços da Biblioteca
Comunitária da UFSCar.

Considerações Finais
Ao final das oficinas foi encaminhado um formulário do Google por e-mail aos
participantes solicitando uma avaliação dos conteúdos, do formato das oficinas e
sugestões para nova versão do projeto. Ao analisar as respostas verificou-se que

�todos os participantes se mostraram muito satisfeitos, afirmando que as oficinas
foram bem organizadas, com conteúdos importantes que possivelmente serão
utilizados no atendimento ao público surdo da biblioteca. Outro consenso foi em
relação à dificuldade de participar dos encontros, pois as oficinas foram ministradas
em três dias na semana, com duração de três horas e isso conflitou com as
atividades diárias do trabalho, assim eles sugerem que nas próximas edições haja
apenas um encontro semanal. Com isso, mesmo com os participantes também
apontando dificuldades normais a quem está aprendendo uma nova língua,
chegou-se à conclusão de que se obteve êxito com o projeto.
Tal avaliação motivou a BCo a dar continuidade ao Projeto em 2019,
reformulando-o a partir das sugestões e críticas dos participantes. Assim, para este
ano estão previstas a reestruturação do material didático utilizado nas oficinas,
adequando-o ainda mais às especificidades do campo semântico da biblioteca e
demais assuntos relacionados à área da surdez; nova oferta de oficinas de Libras
para os servidores e estagiários da BCo; a produção de um glossário com os sinais
aprendidos nas oficinas para posterior consulta; e ainda, trabalhar junto ao
Departamento de Referência (DeRef) da BCo para propor melhorias na sinalização
dos espaços da biblioteca e, juntamente com os participantes do projeto em 2018,
traduzir o material de informações gerais sobre a BCo, que veicula na TV, localizada
na entrada da biblioteca.

Referências
BRASIL. ​Lei No. 10.436, de 24 de abril de 2002.​ Dispõe sobre a Língua Brasileira
de Sinais – LIBRAS e dá outras providências.Brasília: Presidência da República,
Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, 2002. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10436.htm. Acesso em: 15 jan.
2019.
______. ​Decreto no 5626 de 22 de dezembro de 2005​. Regulamenta a Lei no
10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais Libras, e o art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Brasília:
Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, 2005.
Disponível em:

�http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5626.htm.
Acesso em: 15 jan. 2019.
______. ​Lei No 13.409, de 28 de dezembro de 2016​. Altera a Lei no 12.711, de 29
de agosto de 2012, para dispor sobre a reserva de vagas para pessoas com
deficiência nos cursos técnico de nível médio e superior das instituições federais de
ensino. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13409.htm. Acesso
em: 15 jan. 2019.
LACERDA, Cristina B.F. de​. Um pouco da história das diferentes abordagens na
educação dos surdos. ​Cad. CEDES​, v.19, n.46, p.68-80, 1998. Disponível em:
http://dx.doi.org/10.1590/S0101-32621998000300007​. Acesso em: 20 ago. 2018.

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