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                  <text>As instituições ao fazerem uso do software OJS cumprem a
dimensão social do conhecimento tendo como objetivo primeiro o
acesso, para que seja possível e de maneira contundente o
crescimento individual e coletivo da sociedade.

Gleice Pereira (UFES) - gleiceufes@gmail.com
Paula Regina Ventura Amorim Gonçalez (UFES) - paulaventuramorim@gmail.com
Resumo:
O crescimento e o desenvolvimento das publicações eletrônicas já é um fenômeno sem volta, o
que pode ser comprovado com o aumento dos títulos online disponíveis. Os padrões de
produção e consumo das publicações alteram, pari passu a forma do acesso à informação, da
circulação e o modus operandi da publicação científica. Neste contexto, este trabalho objetiva
discutir os parâmetros da sustentabilidade e as dimensões sociais das publicações nas
plataformas online, que utilizam o software OJS. No que se refere ao método de trabalho a
pesquisa é de natureza qualitativa exploratória, e teórico-aplicada, considerando o
crescimento, a ampliação de acesso das publicações eletrônicas. Tomou-se como base para
análise dos dados, o quantitativo de solicitação do International Standard Serial Number –
ISSN, no IBICT, com um corte no período de 2009 a 2017. Como resultado pode-se certificar
que o OJS, cumpre a função de sustentabilidade e a dimensão social na produção, na
disponibilização, e na disseminação da comunicação científica. Concluímos que as instituições
ao fazerem uso do software OJS cumprem a dimensão social do conhecimento tendo como
objetivo primeiro o acesso, para que seja possível e de maneira contundente o crescimento
individual e coletivo da sociedade.
Palavras-chave: Publicações eletrônicas. Sustentabilidade. Dimensão social das publicações
eletrônicas.
Eixo temático: Eixo 2: Não devemos deixar ninguém para trás

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Eixo Temático: Ninguém fica para trás - EIXO 2
Introdução
O crescimento e o desenvolvimento das publicações eletrônicas já é um
fenômeno sem volta, o que pode ser comprovado com o aumento dos títulos
disponíveis. Os padrões de produção e consumo das publicações alteram, pari
passu a forma do acesso à informação, da circulação e o modus operandi da
publicação científica.
Assim, as evidências da comprovação do crescimento das publicações
eletrônicas em detrimento de a forma impressa, estimulou a realização desse
estudo delineado acerca da escolha possível para publicações em ambiente
totalmente eletrônico. Resultando com isso o desenvolvimento sustentável,
preocupação recorrente da sociedade que tem como marco a Conferência das
Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, também conhecida como
Conferência de Estocolmo realizada no ano de 1972 na capital da Suécia.
Diante da premissa que o “[...] desenvolvimento sustentável é aquele que
promove as necessidades da população, sem contrafazer as necessidades das
gerações futuras [...]”, pode-se inferir que, o desenvolvimento sustentável equilibra
o tripé no que diz respeito às demandas do social, da economia, e do ambiental.
No entanto, é mister novas formas de agir sobre os paradigmas de produção e
circulação dos editoriais impresso.
Nesse contexto, a relação entre modus operandi das “[...] publicações
científica[...]” e a sustentabilidade é um importante campo de estudo no qual,
áreas do conhecimento, têm se debruçado conforme vai se desenhando a
trajetória das publicações científicas, desde o primeiro periódico impresso até às
publicações eletrônicas.
Mas, para isso acontecer, foram necessárias mudanças no modo de
produção e de consumo da informação registrada, servindo-se das tecnologias de
informação e comunicação, considerando o estilo de vida da sociedade da

�informação, “[...] não apenas o acesso ao saber exteriorizado, mas é também uma
rede de comunicação interativa com valor agregado ao mero processo informativo”
(CAPURRO, 2011, p. 38, tradução nossa).
As Instituições necessitam se inserir neste contexto e considerar os pilares produção e consumo via Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), como
fonte para constituição de diferencial competitivo, visto que a capacidade do
planeta é limitada em termos de recursos naturais e absorção de resíduos.
Vale ressaltar a importância das Instituições ao adotarem processos e
instrumentos de gestão sustentáveis usufruindo das benesses que as TIC podem
proporcionar, ou seja, reduzir os danos provocados ao meio ambiente oferecendo
assim, importantes produtos e serviços para a conservação e preservação
ambiental.
Visto que, ao pontuar sobre o setor de papel e celulose Ribeiro et al. (2009,
p. 1) afirmam que no Brasil tal setor é “[...] considerado de alto impacto ambiental
(BRASIL, Lei 10165/2000) dado que seu processo operacional tem uma estreita
relação com o meio socioambiental, especialmente com o ambiental.”
Nesse cenário a sustentabilidade e a dimensão social dos periódicos
científicos eletrônicos na perspectiva de publicação via a plataforma Open Journal
System devem ser pautados em diversos indicadores ambientais e sociais tais
como: inovação tecnológica, planejamento para reduzir os impactos causados
pelo ciclo produtivo da celulose, e outros elementos de uso na manufatura dos
periódicos no formato impresso. Neste contexto, este trabalho objetiva discutir os
parâmetros da sustentabilidade e as dimensões sociais das publicações nas
plataformas online, que utilizam o software OJS.
Método da pesquisa: No que se refere ao método de trabalho a “[...] pesquisa é
de natureza qualitativa exploratória, e teórico-aplicada [...]”, considerando o
crescimento, a ampliação de acesso das publicações eletrônicas. Tomou-se como
base para análise dos dados, o quantitativo de solicitação do International
Standard Serial Number – ISSN, no IBICT, com um corte no período de 2009 a
2017.
Resultados e Discussões:
Segundo dados do Centre Internacional do International Standard Serial
Number, a solicitação do ISSN para os periódicos dos anos de 2009 a 2017 foram
de 27 553 e 44 9241, respectivamente, considera-se um aumento de 62% para a
publicações, sendo que, o maior quantitativo de ISSN prevaleceu para as
publicações no formato eletrônico.
1

Foi solicitado os IBICT os dados de solicitação do ISSN, para periódicos impresso e para os
periódicos eletrônicos, no entanto até a finalização da escrita não obtivemos resposta da
Instituição.

�A análise dos periódicos eletrônicos, que utilizam o software Open Journal
System, para suas publicações, foi realizada sob a ótica da sustentabilidade e
dimensão social do processo que envolve a produção, e a circulação dos
periódicos eletrônicos.
Dessa forma, o advento da internet e das plataformas eletrônicas, imprimiu
uma nova mentalidade cultural, o que é chancelado por García Canclini (2005, p.
41) ao afirmar que “[...] a cultura abarca o conjunto de processos sociais de
produção, circulação e consumo da significação na vida social". Isto posto, se faz
imperativo disponibilizar a todos os interessados a materialização do produto
editorial de maneira sustentável, em um contexto mais abrangente que a
revolução tecnológica pode atender em detrimento do formato impresso.
Para Milare (2016, p. 2) sustentável é “[...] a necessidade permanente de
ter, na sua base, um suporte que possa garantir o processo em andamento, sem
colapsos nem hiatos comprometedores”. Ainda segundo o autor supracitado tal
suporte é constituído a partir de vários fatores conjugados:
[...] recursos físicos (natureza), financeiro (capital) e humanos
(tecnologia), suprimentos, energia, benefício palpável, mesmo que
não seja quantificável. O que pesa é a sustentabilidade ecológica,
econômica, social e política. É esse conjunto de requisitos que
forma a sustentabilidade ambiental, tão desejada, e tão
comprometida e sabotada. (MILARE, 2016, p. 2)

Além disso, não podemos dissociar a sustentabilidade com um olhar no
presente e outro no futuro conforme preconiza a Organização das Nações Unidas
- Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (2009, p.15) “O
desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que encontra as necessidades
atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender suas
próprias necessidades”.
A sustentabilidade não pode ser reduzida apenas às TIC, assim
oportunidades devem ser criadas para que pessoas prosperem, aumentando sua
integração social, via a base do conhecimento produzido na academia,
considerando às questões éticas dos produtores do conhecimento, sob o prisma
da responsabilidade social, da disseminação e do consumo da informação.
Quando falamos de dimensão social, estamos identificando um nível de
socialização da produção científica, ou seja, uma maior e mais equitativa
disseminação da informação gerada pela comunidade acadêmica.
Suaidem, Leite (2006, p. 107) alertam que: “Dimensão social do
conhecimento é o compartilhamento do saber produzido e acumulado, de forma
acessível, a toda a população, de modo a contribuir para o crescimento individual
e coletivo de determinada sociedade”
Nesse cenário verificou-se ainda que no ano de 2004 (data disponibilizada
pelo IBICT o software Open Journal Sistem para editores) até de 2018 houve um

�crescimento vertiginoso das publicações eletrônicas, conforme analisamos no
portal Qualis Capes.
3 OPEN JOURNAL SISTEM (OJS)
Traduzido e customizado no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Informação
em Ciência da Informação (IBICT) no ano de 2003, inicialmente chamado de
Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) o OJS é um software de
gerenciamento e publicação de revistas eletrônicas desenvolvido pelo Public
Knowledge Project (PKP) da Universidade British Columbia. A partir de sua
tradução foi disponibilizado a editores brasileiros.
A partir da versão 3.0 o IBICT recomenda utilizar apenas o nome original
OJS.
Dentre suas principais funcionalidades do OJS destacam-se:











Instalação e gerenciamento local ou através do Periódico em Nuvens dando
liberdade para os editores;
Editores configuram os requisitos, seções, processo de revisão, etc.;
Submissão é feita online pelos autores;
Suporte a revisão cega e duplo cega por pares;
Gerenciamento de conteúdo (site da revista);
Indexação do conteúdo e mecanismo de busca;
Notificação por e-mail e sistema de comentários para leitores;
Sistema de ajuda online sensível ao contexto;
Suporta Acesso aberto (recomendado) ou exclusivo para assinantes;
Diversas funcionalidades extras através de plug-ins.

Com visto ao exposto pode-se certificar que o OJS, cumpre a função de
sustentabilidade e a dimensão social na produção, na disponibilização, e na
disseminação da comunicação científica.

Considerações Finais
Os recursos tecnológicos potencialmente têm promovido mudanças à
sociedade no que tange o acesso às publicações científicas antes impressas e
agora eletrônicas vistas seu potencial aumento desde a disponibilização da
plataforma OJS, pelo IBICT no ano de 2003 até o ano de 2018, suprindo as
necessidades informacionais dos sujeitos, que em dias atuais, querem ser
atendidos com rapidez, de forma dinâmica e confiável.
As instituições ao fazerem uso do software OJS cumprem a dimensão
social do conhecimento tendo como objetivo primeiro o acesso, para que seja

�possível e de maneira contundente o crescimento individual e coletivo da
sociedade.
Além disso, a sustentabilidade sob o prisma da evolução tecnológica não se
contrapõe ao desenvolvimento econômico é preciso considerar o meio ambiente
em todos os seus aspectos: natural, tecnológico, social, econômico, político,
histórico e cultural.
Entendemos que ainda há um longo caminho a ser percorrido quanto a
sustentabilidade e a dimensão social das publicações eletrônicas, não podemos
deixar de pensar nos espaços que são ocupados por servidores, em data centers,
dos espaços físicos nos centros de informação e na modernização das mídias
digitais. Percebemos tal trajetória como um caminho percorrido pelas instituições
em consonância com as preocupações emergentes em nossos dias que buscam
harmonizar o presente em detrimento a potencialização informacional do futuro.
Referências
CAPURRO, R. Información y acción moral en el contexto de las nuevas
tecnologias. In: (UNESP), U. E. P., VII Encontro Internacional de Informação,
Conhecimento, ética e Ação, Marília, Brasil, Universidade Estadual Paulista
(UNESP), 2011.
GARCIA C, N. Diferentes, desiguais e
interculturalidade. Rio de Janeiro: UFRJ. 2005.

desconectados:

mapas

da

MILARE, Edis. Reação jurídica à danosidade ambiental: Contribuição para o
delineamento de um microssistema de responsabilidade. 2016. Tese(Doutorado
em Direito). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP, 2016.
Organização das Nações Unidas no Brasil. (2009). A ONU e o meio ambiente.
São Paulo: Disponível em: https://nacoesunidas.org/acao/meio-ambiente/
RIBEIRO et al.Responsabilidade socioambiental no setor de papel e celulose. In:
ENCONTRO NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO, 30., São Paulo. Anais...[...]. São
Paulo,
SP,
Brasil,
2009.
p.
1-16.
Disponível
em:
http://www.anpad.org.br/admin/pdf/CON3040.pdf
SUAIDEN, Emir; LEITE, Cecilia. Dimensão social do conhecimento. In: Tarapanoff,
Kira (Org.). Inteligência, informação e conhecimento. (p. 99-114). Brasilia,
IBICT. 2006. p.99-114.

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