<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="3109" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/3109?output=omeka-xml" accessDate="2026-04-12T10:08:18-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="2191">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/24/3109/2144-2161-1-PB.pdf</src>
      <authentication>d19fa2d41f60bef455cd826ebd3acf91</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="36174">
                  <text>AIDS, homossexualidade e estigma social nos anos 1980: as vozes
da mídia nos jornais brasileiros da Coleção ABIA

Igor Falce Dias de Lima (Fiocruz) - igorfalcedl@gmail.com
Fátima Duarte de Almeida (Fiocruz) - fatima.duarte@icict.fiocruz.br
Maria Tereza Risi (Fiocruz) - tereza.risi@icict.fiocruz.br
Resumo:
Apresenta a relevância e a importância histórico-patrimonial da Coleção ABIA. Expõe o acervo
de clippings da coleção como uma significativa fonte de informação histórico-científica em
AIDS no Brasil. Analisa as notícias de jornais brasileiros publicadas no início da década 1980.
Identifica discursos discriminatórios por parte da mídia impressa nacional em relação à
população homossexual. Através das notícias, expõe como a falta de conhecimento sobre a
doença contribuiu para a disseminação do preconceito contra a população homossexual.
Palavras-chave: Coleção ABIA. AIDS. Homossexuais. Estigma social. Notícias. Jornais
brasileiros.
Eixo temático: Eixo 2: Não devemos deixar ninguém para trás

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
Desde a década de 1980 foram realizadas no Brasil importantes iniciativas em
resposta à epidemia da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS) que emergia no
país e no mundo. Inúmeras pesquisas, projetos e programas de prevenção e controle da
doença foram estrategicamente executados com a finalidade de compreender e erradicar
esse mal que vinha atingindo parcelas cada vez maiores da população.
Concomitantemente, o estigma social em torno dos chamados grupos de risco1
se tornava cada vez mais presente, fortalecendo o preconceito a homossexuais, usuários
de drogas e profissionais de sexo que compunham os grupos mais atingidos pela AIDS.
A imprensa foi um dos principais veículos responsáveis pelo fortalecimento dessa
discriminação, muitas vezes reproduzida de cientistas e profissionais de saúde
envolvidos na pesquisa que obtinha resultados ainda prematuros e nebulosos sobre a
doença (DARDE, 2006). Neste aspecto, a compreensão da sociedade civil a respeito da
AIDS estava quase que condicionada aos meios de comunicação e às fontes de
informação da época. Considerando que o ato de informar sempre foi uma ação
estratégica na prevenção de doenças, a mídia exercia grande influência no imaginário
social. Com isso, era capaz de disseminar não apenas informação, mas também medos
e preconceitos através de conteúdos e discursos em suas notícias.
Paralelamente a esta conjuntura, diversas Organizações Não Governamentais
(ONGs) se estruturavam numa posição central com ações coletivas contra a AIDS na
segunda metade da década de 1980, as chamadas ONGs/AIDS. Dentre elas, destacase a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) que vinha estruturando um
valiosíssimo centro de documentação (Cedoc) sobre a doença no país e no mundo.
Atualmente, o centro de documentação constitui a Coleção ABIA da Biblioteca de
Manguinhos na Fundação Oswaldo Cruz e configura-se como fonte de informação
essencial para a composição deste artigo.
Com base na gestão e análise documental desta coleção e na literatura da área
de Informação e Comunicação em Saúde, propõe-se aqui identificar e analisar os
discursos presentes nas notícias dos jornais brasileiros durante a década de 1980. A
partir disso, busca-se compreender a estigmatização e o preconceito em torno da

1

O termo ‘grupo de risco’ é considerado discriminatório e desatualizado. As chances de infecção devem
ser relacionadas ao comportamento sexual e às formas de exposição imprudentes. Desta forma, faz-se
necessário substituir o ‘grupo de risco’ para ‘comportamento de risco’ ao se avaliar as chances de
contaminação pelas DST (NADAL; MANZIONE, 2003).

�população homossexual e sua relação com a AIDS, traçando um paralelo com a
importância do acervo documental da Coleção ABIA.
2 PERCURSOS E TRAJETÓRIAS DA COLEÇÃO ABIA
Fundada em 1986 no Rio de Janeiro pelo sociólogo Betinho2, a ABIA direcionava
seu trabalho a pressionar o governo diante da omissão de respostas à epidemia, lutando
pela proibição da comercialização do sangue e seus derivados na nova Constituição e
criticando as formas de violação dos direitos civis dos que vivem com HIV/AIDS
(PEREIRA; NICHIATA, 2011).
Desde a sua fundação, a ONG investiu na sistematização de informações sobre
a epidemia, reunindo documentos sobre AIDS no Cedoc. Seu objetivo, a priori, consistiu
em fornecer à população brasileira uma fonte estratégica de dados e informações
relacionadas à AIDS, reunindo ao máximo possível todo o conhecimento produzido no
Brasil e no mundo a respeito da doença.
Em 2014, devido à crescente demanda de documentos e à falta de espaço físico
apropriado para comportá-los, o Cedoc foi doado ao Instituto de Comunicação e
Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) da Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), ficando sob a guarda da Biblioteca de Manguinhos. A partir disso, o Cedoc foi
reconfigurado em Coleção ABIA, porém mantendo todas as características originais do
centro de documentação como categorização de tipologias documentais e localização
dos documentos, adotadas durante o seu desenvolvimento.
A coleção possui significativo valor histórico e patrimonial, proveniente da
trajetória brasileira na luta contra a AIDS. Em seus mais de 32 mil itens reúne
documentos de mais de 50 países já identificados sobre a doença e assuntos correlatos,
como sexualidade, comportamento sexual, doenças sexualmente transmissíveis e
educação sexual. É constituída por livros, cartilhas educativas, periódicos, vídeos,
dissertações, teses, cartazes, jogos e fotografias nos mais diversos idiomas, incluindo
dialetos derivados do guarani.
Contempla-se neste artigo o acervo de clippings da coleção que contém recortes
de jornais selecionados com as primeiras notícias sobre a doença no Brasil e no mundo,
datados entre 1982 e 2010. Tais notícias são uma importante fonte de informação
histórica acerca da memória social da AIDS, uma vez que narram fatos, reproduzem
discursos e geram sentidos no universo da epidemia.
2

Herbert José de Souza (1935-1997).

�3 AIDS, HOMOSSEXUALIDADE E ESTIGMATIZAÇÃO NA MÍDIA IMPRESSA
De acordo com Araújo (2016) a AIDS chegou oficialmente a conhecimento da
comunidade médico-científica em 1981 a partir de um relato de caso publicado no boletim
oficial do órgão norte-americano Center of Disease Control (CDC). Por meio de nota
editorial publicada no boletim, atentava-se para a orientação sexual dos pacientes,
associando seu estilo de vida homossexual à doença.
Outros artigos saíram no mesmo ano no Lancet, no New England Journal of
Medicine, mas ainda sem conceito clínico e com várias denominações
carregadas de concepções morais como “pneumonia gay”, “câncer gay”,
“síndrome gay”, [peste rosa], ou mesmo Gay Related Immune Deficiency (GRID)
– imunodeficiência ligada a homossexualidade (ARAÚJO, 2016).

A associação da AIDS aos homossexuais foi ligeiramente incorporada ao
imaginário social, condicionando a orientação sexual como um fator determinante para
o desenvolvimento da doença. A fim de ilustrar tal relação, em nota3 publicada no jornal
O Globo, no dia 09 de maio de 1983, afirma-se em San Francisco, nos EUA, que em
função da AIDS “o termo ‘gay’ adotado pelos homossexuais por sua significação de
alegria e descompromisso, foi substituído nas últimas semanas por ‘scare’ que quer dizer
assustado, acovardado”.
Pelo fato da transmissão do vírus ocorrer mediante prática sexual, líderes
religiosos da época consideravam que os homossexuais infectados eram castigados por
Deus, ou ainda que sofriam a vingança da natureza por manter relações consideradas
impróprias, sodomitas ou promíscuas. “Aids: a vingança da natureza” era essa a
chamada do artigo publicado no Jornal Última Hora, no dia 27 de julho de 1985, por um
membro4 da Igreja Católica. Em outra nota intitulada “AIDS bíblica” publicada no Jornal
do Brasil, em 16 de outubro de 1985, um pastor e vereador belo-horizontino, ao se referir
à população homossexual, afirma que “Deus os abandonou às paixões infames”. Os
próprios pesquisadores reforçavam a ideia da homossexualidade como algo intrínseco à
doença. Um consagrado infectologista brasileiro afirmava em uma entrevista à Folha de
São Paulo, em 07 de agosto de 1985, que “os homossexuais são um perigo de saúde
pública, pois 65% são infectados e 75% dos casos acontecem em homossexuais”.
Tal categorização fortaleceu a utilização da denominação ‘grupos de risco’,
atribuída às populações consideradas vulneráveis, os homossexuais, e futuramente, os
HOMOSSEXUAIS pedem empenho dos EUA contra o ‘câncer gay’. Rio de Janeiro: Infoglobo, 9 maio
1983.
4
Em função do respeito à imagem e à integridade da pessoa física, optou-se pela não divulgação dos
nomes públicos nas notícias analisadas.
3

�hemofílicos, os usuários de drogas injetáveis e profissionais do sexo. Nesta perspectiva,
a AIDS passou a ser percebida e mostrada pelos meios científicos, religiosos e
jornalísticos como uma punição da natureza contra costumes considerados imorais pelos
setores conservadores da sociedade (LIMA, 2014).
Grande parte das matérias publicadas no Brasil no início da década de 1980 eram
baseadas em fontes de informação de agências norte-americanas de notícias. A forma
como a doença era abordada nos Estados Unidos exercia grande influência sobre o
noticiário nacional e consequentemente na sociedade brasileira (DARDE, 2006). Vitiello
(2009, p. 38) considera nesta perspectiva que “a mentalidade construída em torno da
doença, no Brasil, seguia uma tendência internacional”, uma vez que até então nenhum
caso no país tinha sido noticiado. Apenas em 1983 com a morte do estilista homossexual
Marcos Vinícius Gonçalves, o Markito, a doença passou a adquirir notoriedade nos
grandes jornais brasileiros, reforçando ainda mais a associação da homossexualidade
com a doença.
A imprensa brasileira desempenhava um papel crucial na construção de sentidos
sobre a AIDS. As denominações atribuídas em manchetes e chamadas de notícias
repercutiam na sociedade e serviam cada vez mais para estigmatizar o perfil do indivíduo
soropositivo. Lima (2014) aponta termos como vítima, paciente, portador de AIDS, e
finalmente, aidético, que viria a ser utilizado de forma pejorativa a partir de 1987 pela
imprensa e se consagraria até o final da década.
Vitiello (2009, p. 42-43) considera que
junto com a informação, muitos preconceitos e relatos tendenciosos passam a
ser construídos pela imprensa escrita que, além de reproduzir parte do
conhecimento médico-científico que se tinha a respeito da doença, publicava
opiniões que, muitas vezes, discriminavam as pessoas que eram consideradas
do grupo de risco.

Dessa forma, “a doença passou a ser usada como arma para levantar o
preconceito aos gays e para criar um estereótipo para os doentes” (LIMA, 2014, p. 34),
sobretudo, durante a década de 1980.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir do estudo realizado no acervo de clippings da Coleção ABIA foi possível
analisar os discursos e o modus operandi da mídia impressa nacional, no que tange as
notícias sobre AIDS nos anos 1980 envolvendo homossexuais, e assim, refletir a respeito
da estigmatização dessa população que até hoje sofre em decorrência desse processo.
Em síntese “com esse tipo de pensamento sendo construído [na imprensa] em relação

�aos gays, podemos perceber que a AIDS foi importante no aumento e na articulação do
preconceito aos homossexuais” (VITIELLO, 2009, p. 51). A forma como eram realizadas
as abordagens nos meios de comunicação apenas serviam para fortificar ainda mais a
discriminação social. Isto, porque quando
uma doença até então desconhecida surge na população, a primeira reação é
de pânico. A história toma proporções maiores, a imprensa estampa suas
manchetes e suas capas com dizeres assustadores e chamativos para conseguir
vender alguns exemplares a mais (LIMA, 2014, p.33).

A consequência disso foi a estigmatização dos afetados pela doença,
principalmente os homossexuais, que desde o final da década de 1970, vinham se
organizando em movimentos sociais na luta por direitos civis. Com isso, o movimento
homossexual mesclou-se ao movimento de combate à AIDS, uma vez que “agora a
doença era a representação de todo um discurso preconceituoso em relação aos gays”
(VITIELLO, 2009, p. 52), tornando-os, muitas vezes, indissociáveis desde então.
Por conseguinte, é necessário que se traga esta reflexão para os dias atuais, haja
vista que o preconceito contra os homossexuais em torno da doença é uma herança
deste momento histórico. Compreender isso permite à sociedade brasileira repensar nas
medidas de prevenção e controle da doença, vinculando o combate à AIDS à luta contra
a homofobia, como vem sendo feito em ONGs como a ABIA, por meio de campanhas de
saúde. A mídia, neste contexto, assumiria um papel central como agente disseminadora
de informação, conscientizando a população e rompendo as correntes do preconceito.
REFERÊNCIAS
ARAUJO, A. C. C. A AIDS e a imprensa: as vozes... 2016. 313 f. Tese (Doutorado em
Informação e Comunicação em Saúde)-Instituto de Comunicação e Informação
Científica e Tecnológica em Saúde, Fiocruz, Rio de Janeiro, 2016.
DARDE, V. W. S. V. As vozes da AIDS na imprensa: um estudo... 2006.185 f.
Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação)-UFRS, Porto Alegre, 2006.
LIMA, F. H. R. A construção do preconceito no sujeito portador de HIV: o poder...
2014.131 f. Dissertação (Mestrado em Linguística Aplicada)-Centro de Humanidades,
UEC, Fortaleza, 2014.
NADAL, S. R.; MANZIONE, C. R. Identificação dos Grupos de risco para as Doenças
Sexualmente Transmissíveis. Rev Bras Coloproctol, Rio de Janeiro, v. 23, n. 2, p.
128-129, 2003.
VITIELLO, G. N. B. A AIDS em cena: os primeiros protagonistas... 2009. 108 f.
Dissertação (Mestrado em História das Ciências da Saúde)-Casa de Oswaldo Cruz,
Fiocruz, Rio de Janeiro, 2009.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="24">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26064">
                <text>CBBD - Edição: 28 - Ano: 2019 (Vitória/ES)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26065">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26066">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26067">
                <text>2019</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26068">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26069">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26070">
                <text>Vitória (Espírito Santo)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36163">
              <text>AIDS, homossexualidade e estigma social nos anos 1980: as vozes da mídia nos jornais brasileiros da Coleção ABIA</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36164">
              <text>Igor Falce Dias de Lima</text>
            </elementText>
            <elementText elementTextId="36165">
              <text>Fátima Duarte de Almeida</text>
            </elementText>
            <elementText elementTextId="36166">
              <text>Maria Tereza Risi</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36167">
              <text>Vitória (Espírito Santo)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36168">
              <text>FEBAB</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36169">
              <text>2019</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="49">
          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36171">
              <text>Eixo 2: Não devemos deixar ninguém para trás</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36172">
              <text>Apresenta a relevância e a importância histórico-patrimonial da Coleção ABIA. Expõe o acervo de clippings da coleção como uma significativa fonte de informação histórico-científica em AIDS no Brasil. Analisa as notícias de jornais brasileiros publicadas no início da década 1980. Identifica discursos discriminatórios por parte da mídia impressa nacional em relação à população homossexual. Através das notícias, expõe como a falta de conhecimento sobre a doença contribuiu para a disseminação do preconceito contra a população homossexual.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36173">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="66991">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="17">
      <name>cbbd2019</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
