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                  <text>A Biblioteca e a comunidade
Sueli Marcondes Motta (SP Leituras) - sueli.marcondes19@gmail.com
Resumo:
O papel da biblioteca contemporânea aponta a necessidade de sair para ações extramuros e
criar vínculos com a comunidade. Mas afinal, como fazer isso? Desde a abertura da Biblioteca
de São Paulo, crianças, adolescentes da comunidade próxima Zaki Narchi (Cingapura)
passaram a frequentar a Biblioteca.
No início parte da comunidade não reconhecia a Biblioteca como “seu espaço de ocupação”.
Posteriormente com diálogo, acolhimento e atividades lúdicas e de leitura o relacionamento se
transformou, tornando-se amistoso. Porém, em um determinado momento, percebe-se o
esvaziamento desse público na biblioteca. Decidimos desenvolver um projeto piloto de
aproximação. O objetivo era realizar visitas periódicas a comunidade com espaço de atividades
culturais e de leitura, escuta e troca de saberes, pois realizar ações isoladamente não
propiciaria a construção de vínculos. Criamos uma abordagem de comunicação para
estruturar um cronograma de visitas periódicas para nos fazer presentes no território.
Definimos como público alvo, a princípio crianças, mas com vistas em jovens e adultos. A ação
acontece semanalmente desde 2017 e até maio de 2019, foram realizados 75 encontros com
1.062 participantes. Já nos fazemos presentes naquele espaço. É gratificante perceber que as
crianças nos reconhecem e que os adultos se aproximam. Somos aguardados para contar
histórias, ler com e para o público e saber do cotidiano de cada um, construindo um momento
único de escuta e troca.
Palavras-chave: Apoderamento, Ações culturais e socioeducativas, Comunidade e Biblioteca
Pública
Eixo temático: Eixo 2: Não devemos deixar ninguém para trás

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência
da Informação.
1º a 4 de outubro de 2019

Introdução
A iniciativa nasceu da necessidade de estruturar serviços extramuros que não
fossem relacionados a ações pontuais e sim promoção de relacionamento com
a comunidade do entorno.
O local escolhido para o projeto piloto foi a comunidade Zaki Narchi que fica
bem ao lado da Biblioteca de São Paulo, no bairro do Carandiru.
Além das atividades promovidas no espaço, foi realizado um mapeamento do
entorno da comunidade para compreender a infraestrutura de serviços
públicos, parceiros e demografia do local.

Relato da Experiência
Desde a abertura da BSP em 2010, crianças, adolescentes da comunidade
Zaki Narchi, que fica bem ao lado da Biblioteca de São Paulo, no bairro do
Carandiru, passaram a frequentar a biblioteca.
O relacionamento era conflituoso no início, depois evoluiu tornando-se
amistoso, apresentando potencial para estreitar relações.
Com o passar do tempo, percebe-se o esvaziamento dessas crianças na
biblioteca, pressupondo que seria necessário agir para trazê-las ao nosso
convívio novamente.
No final de 2016 e início de 2017, iniciou-se uma discussão a respeito dessa
evasão. Foram estartadas uma série de reuniões para tratar do assunto e
elaborar um plano de ação. Funcionários foram convidados a participar do
movimento e foi criado um cronograma de atividades com visitas periódicas.
Desde agosto de 2017 o Projeto vem se consolidando, por meio de ações
socioeducativas e culturais. As equipes das áreas do Atendimento e Serviço
Social frequentam a comunidade semanalmente, levando atividades lúdicas e
recreação, mediando o contato das crianças com o universo da leitura.
Para criar vínculo de troca e confiança optou-se por iniciar a aproximação
explorando atividades esportivas, com bolas e cordas, com a finalidade de
gastar a energia da garotada, que tinham grande dificuldade de se relacionar e

�eram muito agitadas. Após essa primeira etapa e desde o início, ações de
leitura e fomento ao manuseio de livros foram inseridas e incentivadas.
As atividades são realizadas na quadra esportiva da comunidade, por ser um
espaço amplo, apesar da infraestrutura precária de manutenção e higiene.
Com o passar do tempo a equipe da biblioteca passou a introduzir questões de
cidadania e a responsabilidade com o espaço coletivo, realizando a limpeza do
local, dialogando a respeito de ações de sustentabilidade e coleta seletiva de
lixo.
Quando estamos no local, o fato de haver uma preocupação em organizar o
ambiente de forma acolhedora, tem despertado entusiasmo, dedicação e
confiança das crianças.
A atividade acontece semanalmente desde 2017, conforme informações
abaixo:

Visitas a Comunidade Zaki Narchi
Ano
2017
2018
2019
Total

Encontros
17
46
12
75

Participações
231
736
95
1.062

Considerações finais
Aos poucos o número de crianças interessadas em participar das atividades
vem aumentando gradativamente, percebe-se a aproximação de pais,
moradores e comerciantes do entorno, que já se oferecem para ajudar em
pequenas necessidades do grupo, no local.
Hoje a equipe consegue desenvolver oficinas de xadrez, mediação de leitura
com contação de histórias e leitura pública, artes, jogos e gincanas.
O trabalho não é fácil, vamos a pé de mochila nas costas, no meio de uma
comunidade onde tudo acontece na quadra, esse é o local que os moradores
mais utilizam para ações de socialização. Hoje já nos fazemos presentes. É
gratificante perceber que as crianças nos reconhecem e que os adultos se
aproximam. Somos aguardados para contar histórias, ler com e para o público
e saber do cotidiano de cada um, construindo um momento único de escuta e
troca.

�Referências
RODRIGUES SANTA MARÍA, Glória Maria. Bibliotecas vivas: as bibliotecas
públicas que queremos. Traduzido e adaptado por Célia Ribeiro Zaher e May
Brooking Negrão. São Paulo: SP Leituras, Secretaria de Cultura do Governo do
Estado de São Paulo, 2013. (Notas de Biblioteca, 6).

Agências financiadoras
Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo
Unidade de Difusão Cultural, Bibliotecas e Leitura
Contrato de Gestão nº 3/2016

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