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                  <text>BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA:
DEMOCRATIZANDO O CONHECIMENTO À LUZ DO ACESSO
ABERTO

Maria Elizabeth de Oliveira Costa (UFMG) - mabethcosta@gmail.com
Jorge Santa Anna (UFMG) - professorjorgeufes@gmail.com
Resumo:
O presente texto contempla dados parciais de uma investigação em nível de Doutorado, em
continuidade à pesquisa de Mestrado, com o propósito de apresentar reflexões sobre acesso
aberto, educação a distância e democratização do conhecimento. O objetivo é analisar os
serviços informacionais disponibilizados pelas bibliotecas universitárias aos alunos da
educação a distância, apontando as contribuições do acesso aberto, nesse contexto. Como
metodologia, adota pesquisa bibliográfica, documental e estudo de caso, o qual foi conduzido
pela aplicação de questionário a graduandos do ensino a distância. Por meio dos resultados,
observou-se que o acervo, bases de dados, a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações,
catálogo on-line, serviço de comutação bibliográfica e o Portal de Periódicos da Capes são os
elementos disponibilizados pelas bibliotecas. Dentre esses, o acesso a algumas bases de dados
e ao Portal de Periódicos da Capes, somente é garantido aos alunos que estão inseridos nas
instituições consorciadas. Esse fato demonstra o potencial do acesso aberto, visto que coloca
em prática a democratização do conhecimento e da educação. Conclui-se acerca da relação
entre ensino a distância, acesso aberto, bibliotecas universitárias e democratização do
conhecimento. Esses elementos são dependentes entre si, visto que a qualidade da educação a
distância é influenciada pela garantia do acesso livre ao conhecimento, e as bibliotecas
universitárias são os elementos mediadores e facilitadores que, ao favorecer esse acesso,
contribuem na eliminação das desigualdades, de modo a possibilitar uma sociedade cada vez
mais democrática.
Palavras-chave: Educação a Distância. Acesso
Democratização do conhecimento.

Aberto.

Bibliotecas

Eixo temático: Eixo 1: Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Universitárias.

�BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: DEMOCRATIZANDO
O CONHECIMENTO À LUZ DO ACESSO ABERTO
1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas universitárias são consideradas organismos dinâmicos facilitadores da
transmissão e construção do conhecimento científico. O papel desempenhado por essas unidades
de informação as colocam em local de destaque, de modo que elas passam a contribuir com
questões mais amplas, que vão muito além da oferta de produtos informacionais a estudantes e
pesquisadores das instituições de ensino.
Com a adesão ao uso das tecnologias digitais e a relação cada vez mais próxima com a
sociedade, a biblioteca universitária se insere, também, no compromisso com as causas sociais,
por conseguinte, com o fortalecimento da cidadania. Logo, se contribuem com a cidadania,
certamente, envolvem-se com os problemas socias, sobretudo no que tange à igualdade de
direitos e, no âmbito do acesso universal à informação, colaboram na democratização do ensino e
do conhecimento.
Nesse contexto, é nítida a relação entre bibliotecas universitárias, tecnologias digitais,
educação a distância e acesso aberto, sendo esse último considerado como uma alternativa
capaz de possibilitar o uso democrático do conhecimento. Além disso, é essa forma de acesso,
certamente, que contribui com a melhoria do ensino, especificamente quando ofertado na
modalidade a distância.
O acesso aberto ao conhecimento tem contribuído para alavancar a comunicação dos
achados de pesquisas entre diferentes especialistas e em várias áreas de conhecimento. A
possibilidade de localização das descobertas, sem restrições de acesso, além de colocar os
cientistas em contato com os avanços e novidades, também permite a formação de redes de
contato e interação, facilitando o desenvolvimento de estudos mais profundos, pautados na
interdisciplinaridade e na colaboração.
No entanto, o acesso aberto não se limita, tão somente, aos benefícios promovidos aos
cientistas. Ele garante que a sociedade possa compreender o fluxo da comunicação científica e
também usufrua dos benefícios alcançados com as descobertas. Isso acaba por colocar em nível
de igualdade as pessoas, favorendo a consolidação dos direitos sociais, como o acesso à
informação e à educação. Como consequência desse reflexo do acesso aberto na sociedade,
entende-se que ele impacta diretamente no contexto social, contribuindo para a prática cidadã.
Sendo assim, ao fomentar a cidadania, por meio do acesso democrático e livre ao
conhecimento, a sociedade está sendo resguardada de seus direitos e, ao mesmo tempo, trata-se
de uma responsabilidade do Estado, representado, principalmente, pelas instituições públicas, em
devolver à sociedade, aquilo que lhe é de direito, visto que a grande maioria das pesquisas
científicas são realizadas, a partir dos projetos e investimentos despendidos com recursos
públicos.
Ao acessarem o conhecimento, de forma democrática, sem restrições de qualquer natureza,
é possível que novas indagações possam ser produzidas, o que acarretará o desenvolvimento de
novos conhecimentos. Além disso, ao acessarem o conhecimento e a informação, os cidadãos
tornam-se instruídos, por meio do acesso à educação, o que desencadeia o nascimento de uma
sociedade formada por cidadãos críticos, capazes de mudar a realidade em que vivem, fator
essencial para promover o desenvolvimento da nação.
Acredita-se que o acesso aberto está estritamente relacionado à educação e à
democratização. Esse relacionamento pode ser explicado não apenas sob o ponto de vista da
transformação que o conhecimento promove, mas também, os efeitos provocados com o
desenolvimento de softwares livres, os quais passaram a ser desenvolvidos e possibilitaram a
origem de novas formas educacionais, por exemplo, como acontece com a educação a distância.
Essa modalidade educacional tem suas origens nas últimas décadas do século XX e vem se
evoluindo, nos últimos anos, graças ao desenvolvimento de plataformas interativas que eliminam,
definitivamente, as limitações de tempo e de espaço. No âmbito das instituições públicas, no
Brasil, esforços são realizados no sentido de permitir que a educação seja levada a todos os
cantos do País, principalmente, em regiões afastadas dos grandes centros urbanos, algo
impossível, antes do uso da internet e sua popularização.
A criação da Universidade Aberta do Brasil, no ano de 2005, representou um dos maiores
acontecimentos da história da educação a distância. A partir de então, as universidades públicas

�desenvolvem e gerenciam projetos voltados à criação de cursos a distância, além de estimular o
envolvimento de toda a comunidade acadêmica, para que essa forma de educação seja realizada
com qualidade e excelência.
As bibliotecas universitárias, no contexto das universidades públicas, exercem um papel
fundamental nesse processo. Isso porque, elas são responsáveis em prover as informações
necessárias para que os alunos realizem as atividades demandadas em sala de aula, além de
fomentarem as demandas requeridas nos projetos voltados para o ensino, a pesquisa e a
extensão.
Sendo assim, este estudo apresenta reflexões sobre acesso aberto, educação a distância e
democratização do conhecimento, cujo objetivo do estudo é analisar os serviços informacionais
disponibilizados pelas bibliotecas universitárias aos alunos da educação a distância, apontando as
contribuições do acesso aberto, nesse contexto.
2 ACESSO ABERTO, EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E DEMOCRATIZAÇÃO DO
CONHECIMENTO: O PAPEL DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
O Acesso Aberto é um movimento que vem acarretando mudanças no fluxo da comunicação
científica, reconfigurando os papéis realizados pelos diferentes atores envolvidos com a produção,
circulação e divulgação do conhecimento. Suas origens se encontram na Declaration of the
Budapest Open Acess Initiative, fruto do encontro realizado em 01 e 02 de dezembro de 2001, em
Budapeste, momento em que foram discutidas ações que promovessem formas de acesso
democrático à informação e ao conhecimento. Com esse fim, o acesso aberto preconiza “[...] um
modelo de acesso democrático a conteúdos e ferramentas (softwares) como forma de viabilizar a
universalização do conhecimento” (LIMA, 2009, p. 223).
A tentativa em possibilitar o acesso livre ao conhecimento não se resume, apenas, ao
processo de contrução das pesquisas científicas, algo peculiar a cientistas e pesquisadores, mas
contempla questões mais abrangentes, visto que essas ações impactam, também, nas práticas
sociais, no cotidiano dos cidadãos, por conseguinte, por meio do acesso garante-se a
democratização/universalização (LIMA, 2009).
Para Varela, Barbosa e Guimarães (2009, p. 124), no âmbito do acesso aberto, a discussão
não é só tecnológica, mas nela estão também implícitas “[...] as conquistas sociais, obtidas pela
socialização do conhecimento, resultante da política de democratização da educação, da criação
das bibliotecas e arquivos públicos, dos museus, da internet [...]”.
Destaca-se, também, o surgimento da web semântica, a qual trouxe ainda recursos mais
sofisticados, capazes de aproximar, cada vez mais, o conhecimento dos indivíduos. Com esses
recursos, manifesta-se a colaboração dos diversos atores sociais via rede, por meio de tecnologias
do tipo wiki, twitter, o MSN, os fóruns de discussão, dentre outras (VARELA; BARBOSA;
GUIMARÃES, 2009, p. 124).
A educação a distância se fortalece a partir dessa filosofia e reafirma o papel das instituições
públicas na garantia da educação de qualidade e excelência, nos mesmos parâmetros da educação
presencial. Por meio da educação a distância, as instituições de ensino ampliam a oferta do número
de cursos, como também criam condições para que o ensino-aprendizagem possa ocorrer, com a
utilização de recursos digitais, oferecidos na internet. Tanto em nível internacional, quanto no Brasil,
essa nova modalidade de ensino tem se expandido, promovendo o crescimento do ensino superior,
o qual se torna cada vez mais acessível (MARTINS; ZERBINI, 2014).
Reis (2009) enfatiza que a educação a distância acarreta liberdade aos envolvidos com o
processo educacional. No entanto, salienta que as instituições de ensino precisam oferecer
ambientes de aprendizagem cada vez mais atrativos, pois o processo educacional, em qualquer
contexto que se realize, não pode ocasionar o distanciamento entre aluno e professor. Ao
contrário, a educação a distância aproxima professores e alunos, mesmo que isso ocorra nos
ambientes virtuais de aprendizagem.
Portanto, as tecnologias digitais representam o elemento principal que proporcionou o
nascimento e a expansão do ensino a distância. É por meio da internet, mediante a utilização de
suas ferramentas tais como msn, e-mail, skype etc., que foi possível “[…] desenvolver ambientes
virtuais de aprendizagem, convertendo-se em mecanismo de mediação pedagógica, aumentando
as oportunidades de construção colaborativa do conhecimento” (REIS, 2009, p. 2).
As instituições de ensino superior, especificamente as universidades, exercem papel
fundamental para garantir a oferta adequada dos cursos a distância, sobretudo por oferecer
infraestrutura tecnológica que permita a mediação educacional via recursos digitais. Além disso,

�precisam capacitar professores, alunos e tutores no uso desses recursos, no intuito de que o
aprendizado aconteça de forma efetiva (VIEIRA et al. 2012).
Percebe-se que a educação a distância manifesta-se como uma alternativa para garantir a
democratização do ensino, tendo as universidades, papel preponderante nesse processo. Essa
modalidade de educação precisa ser gerenciada, a partir da oferta de recursos que possibilitem
garantir a qualidade do ensino mediado pelas tecnologias. Além da criação dos Centros de Apoio
à Educação a Distância, as instituições estruturam os Polos de Apoio Presencial, permitindo maior
aproximação dos estudantes com a instituição (VIEIRA, 2014).
A fim de se concretizar, a educação a distância requer o uso de materiais para subsidiar as
atividades educativas, o que implica que as bibliotecas universitárias devem garantir a expansão
dos serviços bibliotecários para além dos muros das instituições, levando ensino de qualidade a
diversas partes da nação, conforme proposta da Universidade Aberta do Brasil (VIEIRA, 2014).
Com efeito, a biblioteca universitária, no âmbito do ensino, propicia condições para
que a aprendizagem se manifeste, de modo a contribuir com o desenvolvimento profissional dos
estudantes. Ao disponibilizar cursos a distância, a universidade, por meio da biblioteca, oferecerá
materiais informacionais que possam ser utilizados pelos alunos, sem necessidades de se
deslocarem para as unidades físicas. Assim, para a educação a distância, essas bibliotecas, em
parceria com os responsáveis pelos cursos, criam acervos digitais que podem ser acessados no
próprio ambiente virtual de aprendizagem (ANTÔNIO, 2013).
Estudo desenvolvido por Silva e Reis (2014), acerca da participação das bibliotecas
universitárias nos cursos de educação a distância, embora constatasse uma participação ainda
“tímida”, considerou a necessidade de maior engajamento e aproximação das bibliotecas com os
cursos a distância, além da criação de políticas que incentivem essa interação. Consideram as
autoras que, “[…] a participação da biblioteca torna-se fundamental, seja no formato tradicional,
híbrido ou digital” (SILVA; REIS, 2014, p. 25, grifo nosso).
Para Costa e Cendón (2016), é preciso disponibilizar ao alunado da educação a
distância, materiais bibliográficos, mencionados nas bibliografias das disciplinas, além de oferecer
outros serviços que facilitem o acesso dos alunos à informação científica armazenada nos
acervos. Portanto, salientam as autoras que, a função da biblioteca universitária vai muito além da
formação dos acervos; ela precisa manifestar-se de forma presencial, oferecendo espaço para
consulta aos materiais, empréstimo domiciliar, espaço para leitura, dentre outras atividades a
serem exercidas junto aos Polos de Apoio Presencial.
3 MÉTODO DA PESQUISA
O estudo em questão apresenta características descritivas e exploratórias, pois identifica
determinados elementos de um objeto, em um dado contexto, de modo a levantar informações, a
fim de propor melhorias, em futuros estudos. Além disso, no que tange aos procedimentos
técnicos, realizaram-se em etapas: as primeiras realizadas no decorrer do doutorado. E a terceira
na pesquisa de Mestrado.
Etapa 1: Pesquisa bibliográfica realizada em artigos e livros selecionados que discorrem sobre o
assunto. Essa análise se fez necessária para identificar quais serviços e produtos podem ser
oferecidos pelas bibliotecas universitárias aos alunos da educação a distância;
Etapa 2: Pesquisa documental em site da instituição de ensino superior, de modo a identificar o
número de cursos, polos de apoio presencial que ministram esses cursos e as unidades
acadêmicas responsáveis pela gestão do curso, além de verificar os Sistemas de Bibliotecas e a
interação com o ensino a distância;
Etapa 3: Estudo de caso, mediante a aplicação de questionário a graduandos dos cursos na
modalidade a distância e uso da observação participante, com foco no papel desempenhado pelos
sistemas de bibliotecas. O questionário foi enviado via e-mail a 714 estudantes da Universidade
Federal de Minhas Gerais dos cursos de Ciências Biológicas, Geografia, Matemática, Pedagogia,
e Química que envolvia os polos das cidades de Bom Despacho, Buritis, Formiga, Governador
Valadares e Montes Claros. Foram retornadas 128 respostas, em um prazo de trinta dias com
uma média de 13% de retorno. No que tange à observação participante, ela foi conduzida em
meio a cinco visitas in loco (em cinco polos de apoio presencial dos cursos de Graduação a
distância).
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

�Com a revisão de literatura, identificou-se que os produtos/serviços informacionais
comumentes ofertados por bibliotecas universitárias, para o desenvolvimento das atividades
acadêmicas de graduandos são: acervo, bases de dados, a Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações, catálogo on-line, serviço de comutação bibliográfica e o Portal de Periódicos da
Capes.
Por meio da observação participante, percebeu-se que todos os elementos recomendados
na literatura que contribuem com as atividades educativas no ensino a distância, a universidade
disponibilizam-nos aos alunos, sendo que o Portal não se encontra em acesso aberto, e somente
podem acessá-lo alunos que estão vinculados às instituições consorciadas. De acordo com a
Capes (2018), os usuários que não estão vinculados a nenhuma das instituições participantes
podem realizar buscas no acervo e recuperar documentos e informação que integram o conteúdo
de acesso livre do Portal de Periódicos.
Ainda, sobre a pesquisa documental, constatou-se que as instituições de ensino superior
vêm atuando em parcerias com a Universidade Aberta do Brasil, e na UFMG são oferecidos cinco
cursos de Graduação a distância. Esses cursos são ofertados em 34 cidades (polos), a maioria
presente no interior do Estado, contemplando cidades com diferentes níveis econômicos e
populacionais. O estudo identificou que esses polos oferecem diferentes atividades pedagógicas e
informacionais, sendo gerenciados por meio da parceria firmada entre universidade, Estado e
prefeituras.
Além disso, constatou-se haver envolvimento da biblioteca universitária, órgão gerenciador
das 25 bibliotecas do Sistema da UFMG, no que tange à viabilização de acervo informacional nos
polos. Os serviços e produtos oferecidos possibilitam as facilidades de acesso e uso dos materiais
informacionais (impressos ou on-line) a serem utilizados nos estudos e pesquisas. Portanto, os
esforços despendidos pelos bibliotecários para garantir o acesso facilitado constitui a adesão das
bibliotecas ao processo de democratização do ensino e do conhecimento.
A esse respeito, Costa, Santa Anna e Cendón (2018), em estudo similar realizado,
constataram que a educação a distância tem representado um esforço de garantir a
democratização do ensino e da informação no Brasil e as bibliotecas e universidades exercem um
papel imprescindível, em parceria com outros órgãos públicos, sobretudo no que tange à oferta de
produtos e serviços informacionais nos polos de apoio presencial aos estudantes.
Os resultados oriundos do questionário (pesquisa de Mestrado) demonstram que apenas
28,68% dos alunos conhecem bem o acervo da biblioteca, e menos de 9% dos estudantes
conhecem os demais produtos disponibilizados para fins acadêmico-científicos. Aliado a essa
questão, indagou-se acerca da frequência de utilização dos serviços e produtos oferecidos nos
polos, em que grande parte dos alunos utiliza o acervo da biblioteca apenas uma vez por mês, e
somente 13,49% consultam todos os dias.
A partir dos resultados obtidos com a aplicação desses métodos de pesquisa, acredita-se
que seja possível a realização de uma pesquisa (Doutorado) mais abrangente, realizada em
universidades federais brasileiras – visando um panorama nacional - de modo a identificar a
integração das bibliotecas com o ensino a distância e os recursos informacionais utilizados pelos
alunos e as possíveis contribuições do acesso aberto no uso desses recursos.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir deste estudo, é possível afirmar que o acesso aberto ao conhecimento científico tem
possibilitado inúmeros benefícios que vão muito além da investigação científica. Além de eliminar
as barreiras econômicas, ele também impacta em aspectos mais amplos, rompendo as
desigualdades sociais e garantindo, portanto, para a ampliação de acesso à informação e à
educação, aspectos básicos que possibilitam a efetivação da cidadania e a democratização do
conhecimento na sociedade.
Com base no objetivo proposto neste texto, os resultados indicaram que embora haja
predominância de uso, observaram-se alguns desafios, como distância do polo, falta de material
adequado às necessidades e maior divulgação dos serviços, sobretudo quanto à oferta de
serviços digitais, remetendo à necessidade de ações interventivas e mediadoras entre as
bibliotecas universitárias, os Centros de Apoio a Educação a Distância e as Bibliotecas nos Polos
de Apoio Presencial.
Dentre os elementos investigados, o acesso a algumas bases de dados e ao Portal de
Periódicos da Capes ainda é pouco conhecido pelos alunos da educação a distância, o que
reforça a necessidade de uma maior integração entre as bibliotecas universitárias, bibliotecas dos

�polos de apoio presencial, e consequentemente com os bibliotecários para promoverem
treinamento e terem uma integração com esse usuário desta modalidade de ensino.
Com esses dados, pode-se inferir sobre a necessidade de se estabelecer medidas
interventivas, haja vista a melhoria contínua do que é oferecido. Por conseguinte, faz-se
necessário equipar as bibliotecas dos polos, com coleções vastas e variadas, e, principalmente,
com o acervo solicitado na bibliografia básica dos cursos, além de orientação e treinamento de
como utilizar os produtos e serviços informacionais on-line existentes, buscando uma melhor
usabilidade de seus recursos de informação por parte do consulente.
Por fim, os resultados explicitados demonstraram a relação estabelecida entre ensino a
distância, acesso aberto, bibliotecas universitárias e democratização do conhecimento. Esses
elementos são dependentes entre si, visto que a qualidade da educação a distância é influenciada
pela garantia do acesso livre ao conhecimento científico. E as bibliotecas universitárias são os
elementos mediadores e facilitadores que, ao favorecer esse acesso, contribuem na eliminação
das desigualdades, de modo a possibilitar uma sociedade cada vez mais democrática.
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: DEMOCRATIZANDO O CONHECIMENTO À LUZ DO ACESSO ABERTO</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Maria Elizabeth de Oliveira Costa</text>
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              <text>Jorge Santa Anna</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Vitória (Espírito Santo)</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2019</text>
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          <name>Subject</name>
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              <text>Eixo 1: Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)</text>
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          <name>Description</name>
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              <text>O presente texto contempla dados parciais de uma investigação em nível de Doutorado, em continuidade à pesquisa de Mestrado, com o propósito de apresentar reflexões sobre acesso aberto, educação a distância e democratização do conhecimento. O objetivo é analisar os serviços informacionais disponibilizados pelas bibliotecas universitárias aos alunos da educação a distância, apontando as contribuições do acesso aberto, nesse contexto. Como metodologia, adota pesquisa bibliográfica, documental e estudo de caso, o qual foi conduzido pela aplicação de questionário a graduandos do ensino a distância. Por meio dos resultados, observou-se que o acervo, bases de dados, a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, catálogo on-line, serviço de comutação bibliográfica e o Portal de Periódicos da Capes são os elementos disponibilizados pelas bibliotecas. Dentre esses, o acesso a algumas bases de dados e ao Portal de Periódicos da Capes, somente é garantido aos alunos que estão inseridos nas instituições consorciadas. Esse fato demonstra o potencial do acesso aberto, visto que coloca em prática a democratização do conhecimento e da educação. Conclui-se acerca da relação entre ensino a distância, acesso aberto, bibliotecas universitárias e democratização do conhecimento. Esses elementos são dependentes entre si, visto que a qualidade da educação a distância é influenciada pela garantia do acesso livre ao conhecimento, e as bibliotecas universitárias são os elementos mediadores e facilitadores que, ao favorecer esse acesso, contribuem na eliminação das desigualdades, de modo a possibilitar uma sociedade cada vez mais democrática.</text>
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