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                  <text>Inteligência competitiva como competência do bibliotecário:
gestão da propriedade intelectual nas Instituições de Ensino
Superior no Brasil

Geyse Maria Almeida Costa de Carvalho (UFAM) - geyseccarvalho@hotmail.com
Layde Dayelle dos Santos Queiroz (IFAM) - layde_queiroz@hotmail.com
Resumo:
A inteligência competitiva organizacional (ICO) é um modelo de gestão organizacional, tendo
como foco a informação. O seu objetivo principal está amplamente relacionado a antever
situações críticas e apoiar a busca de resultados eficientes e eficazes, de forma que seja
gerado um diferencial competitivo para a organização positivamente. É possível observar que
obter a informação certa e precisa pode se tornar um diferencial competitivo nas
organizações. Nas Instituições de Ensino Superior no Brasil, foco desta pesquisa, cabe
analisar de que forma estes profissionais podem auxiliar neste processo, elencando práticas,
locais de atuação, bem como a
formação necessária para a realização desta atividade. O bibliotecário, capacitado desde a
graduação para lidar com a recuperação, tratamento e disseminação da informação,
destaca-se neste cenário como um dos principais profissionais aptos a exercer as atividades
voltadas para a inteligência competitiva. O perfil deste profissional, apontado pela literatura
científica, é uma mescla de qualificação em inovação, empreendedorismo, visão crítica e de
mercado, além do domínio de busca em bases de dados. Estudos recentes apontam a
existência do empreendedorismo e inovação relacionados ao ensino, pesquisa e extensão, tripé
fundamental para o planejamento e execução de projetos e programas nas Instituições de
Ensino Superior no Brasil. O planejamento de todas estas atividades é fruto da obtenção de
informações estratégicas e da análise de dados que se tornam informações que dão vantagem
competitiva às Instituições de Ensino Superior no mercado.
Palavras-chave: Inteligência competitiva; Gestão da Propriedade Intelectual; Bibliotecário.
Eixo temático: Eixo 15 - I Fórum de Bibliotecas Universitárias: Comunicação Científica no
contexto da Ciência Aberta

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução:
A inteligência competitiva organizacional (ICO) é um modelo de gestão
organizacional, tendo como foco a informação. O seu objetivo principal está
amplamente relacionado a antever situações críticas e apoiar a busca de resultados
eficientes e eficazes, de forma que seja gerado um diferencial competitivo para a
organização positivamente.
O profissional que atua nesse processo deve estar atento às mudanças que
ocorrem dentro e fora da organização onde está inserido, antecipando-se a
necessidade da organização. No ambiente globalizado onde vivemos, cuja
informação se cria e transforma a todo momento, é preciso que ela seja recuperada,
filtrada e analisada de forma a ser útil como suporte fundamental à tomada de
decisão, gerando vantagem competitiva à organização. Estas organizações podem
ser empresas, ONG’s, instituições de ensino, centros de referência e pesquisa,
entre outros. Conforme Rezende (2002, p.76), estes são os profissionais que
utilizam a informação na solução de problemas ou como insumo gerador de
ideias que irão propiciar vantagem competitiva.
É possível observar que obter a informação certa e precisa pode se tornar
um diferencial competitivo nas organizações. Nas Instituições de Ensino Superior
no Brasil, foco desta pesquisa, cabe analisar de que forma estes profissionais
podem auxiliar neste processo, elencando práticas, locais de atuação, bem como a
formação necessária para a realização desta atividade. O bibliotecário, capacitado
desde a graduação para lidar com a recuperação, tratamento e disseminação da
informação, destaca-se neste cenário como um dos principais profissionais aptos a
exercer as atividades voltadas para a inteligência competitiva.

�Método da pesquisa:
Utilizou-se

a

metodologia

descritiva-exploratória,

por meio

de

um

levantamento bibliográfico acerca da atuação dos bibliotecários no que diz respeito
ao envolvimento em ações de gerenciamento, proteção e disseminação de
informações, dados e índices estratégicos para a tomada de decisão em Instituições
de Ensino no Brasil e sua relação com a propriedade intelectual gerada. Foram
realizadas buscas no Portal de Periódicos CAPES e OasisBr, utilizando fontes
revisadas por pares e confiáveis, levantando pesquisas realizadas a fim de traçar o
perfil dos bibliotecários que atuam diretamente com inteligência competitiva, bem
como as atividades desenvolvidas por eles nas Instituições de Ensino Superior.

Discussão e resultados:
Como é o caso da maioria das universidades em nosso país, a existência de
bibliotecários no quadro funcional já é realidade. Em muitos casos, designados para
tratar das atividades tradicionais das bibliotecas, comumente os bibliotecários não
entram em contato com as práticas relacionadas à competitividade. O perfil deste
profissional, apontado pela literatura científica, é uma mescla de qualificação
em inovação, empreendedorismo, visão crítica e de mercado, além do domínio de
busca em bases de dados. Estudos recentes apontam a existência do
empreendedorismo e inovação relacionados ao ensino, pesquisa e extensão, tripé
fundamental para o planejamento e execução de projetos e programas nas
Instituições de Ensino Superior no Brasil. A inovação gerada das universidades não
deve parar nas gavetas ou apenas contar como estatística de depósito e registro
em bases de patentes. É necessário observar a demanda gerada pelo mercado,
para que sejam direcionadas pesquisas na universidade que possam sanar
problemas e resolver demandas.
Na visão de Neves e Longo (1999/2000, p.165) os profissionais da
informação são aqueles que trabalham com o ciclo de vida da informação. Ou seja,
desde o suporte ao pesquisador, ou o momento da geração do conhecimento em
trabalhos de conclusão de curso, até mesmo levantando dados para o planejamento

�de projetos institucionais, os bibliotecários são capacitados para trabalhar eficiente
e eficazmente com a informação em organizações e unidades de informação.
No que diz respeito à ICO, o profissional da informação deve ter uma postura
de mediador. É necessário que seja uma pessoa atualizada e que saiba agregar
valor à informação. Muitas vezes, o bibliotecário pode ampliar os horizontes de
pesquisa daqueles que procuram a biblioteca para orientações. Atuando neste
setor, o bibliotecário pode desenvolver treinamentos, palestras sobre temas
emergentes, elaborar manuais e cartilhas sobre inovação, empreendedorismo e
outros temos.
Ainda atuando nas bibliotecas ou centros de documentação e pesquisa,
estes profissionais podem orientar pesquisadores acerca da potencialidade de
patente ou registro, uma vez que muito do que é gerado nas universidades é
passível de registro, mas, por falta de informação e orientação ao pesquisador,
estes resultados de pesquisa e produtos gerados acabam sendo esquecidos nas
prateleiras. Enquanto parte de comitês, conselhos, cargos de confiança como o de
assessoramento, o bibliotecário se torna o responsável pelo oferecimento de
informação estratégica para auxiliar na tomada de decisão. É preciso que dados
confiáveis sejam disponibilizados a gestores no processo de discussão e tomada
de decisão, pois um dado mal interpretado pode gerar ações negativas e ineficazes
que podem utilizar recursos financeiros e humanos de modo errado.
Seja em instituições públicas ou privadas, é necessário que este profissional
pense também em soluções criativas e econômicas para a solução de problemas e
delineamento dos possíveis caminhos a serem seguidos. De posse dos dados
levantados e informações obtidas, o bibliotecário deve ser capaz de emitir opinião
acerca das temáticas envolvidas. Tarapanoff (1999, p.35) destaca:
“[...] que o profissional da informação deve buscar sua identidade no
novo mercado, sem perder de vista a sua característica mais
intrínseca de responsável pelo ciclo documentário e informacional.
Deve apossar-se de novos perfis, novas descrições de
emprego” (TARAPANOFF, 1999).

O bibliotecário que atua com a gestão de informações sobre propriedade
intelectual deve conhecer as fontes de informação disponíveis, tanto as de acesso

�aberto quanto restrito, tais como: publicações especializadas, portal de periódicos
da

CAPES, legislação,

doutrina

e

jurisprudência, instituições e

bancos de

dados virtuais. Tal conhecimento lhe permitirá prestar serviços, assessorando e
orientando pesquisadores e empresas. É possível a esse profissional realizar
capacitações a usuários de bibliotecas assim como aos pesquisadores que atuam
neste cenário. A atuação dos bibliotecários nos Núcleos de Inovação Tecnológica e
Incubadoras de Empresas demanda do conhecimento acerca da propriedade
intelectual e tudo o que contempla este assunto se faz necessário para que se possa
desenvolver atividades no âmbito de inovações, direitos de autor, proteções
intelectuais, patentes, registros de marca, programas de computador, desenhos
industriais e outros.
Destaca-se que a gestão de informação acerca de PI passeia pelo ensino, na
condução

de

capacitações,

assessoramento,

orientações,

como

também

em atividades técnicas como, por exemplo, levantamento de dados e elaboração de
relatórios.
Considerações Finais:
É possível inferir que um novo mercado está disponível para o bibliotecário,
na esfera de Instituições de Ensino Superior, conduzir a gestão da informação na
dinâmica da inteligência competitiva é uma competência do bibliotecário.
O mercado atual tem buscado um profissional com perfil diferenciado, capaz
de criar e desenvolver novos serviços, produtos e processos, de modo que a
organização mantenha sua competitividade diante do mercado, oferecendo por
meio dos serviços prestados um diferencial competitivo à organização.
Como resposta a esta atuação, pesquisadores podem, a partir dos
conhecimentos adquiridos, realizar pesquisas relativas a produtos, processamento,
transferência e uso da informação, assim como propiciar a geração de produtos.
Por meio de assessorias e capacitações é possível emitir laudos técnicos e
pareceres, formular e executar políticas institucionais, desenvolver e utilizar novas
tecnologias, utilizar racionalmente os recursos disponíveis, etc.
É válido ressaltar que a inovação surge conforme a necessidade, a partir de
atividade inventiva, nova e sua aplicação no mercado, ou seja, conhecer o que a

�comunidade onde a universidade está inserida é um diferencial. Informações como
idade, sexo, nível de escolaridade e renda podem nortear a elaboração de
programas sociais, de apoio à permanência, abertura de editais para contratação
de bolsistas, atividades de cunho médico e psicológico para atender demandas
sociais, entre outros. O planejamento de todas estas atividades é fruto da obtenção
de informações estratégicas e da análise de dados que se tornam informações que
dão vantagem competitiva às Instituições de Ensino Superior no mercado.
Referências:
NEVES, E.; LONGO, R. M. J. Atuação do profissional da informação na gestão do
conhecimento. Revista Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v.23/24, n.2
especial,
p.161-172,
1999/2000.
Disponível
em:
http://www.brapci.ufpr.br/brapci/index.php/article/download/122894. Acesso em: 20
abr. 2019.
REZENDE, Y. Informação para negócios: os novos agentes do conhecimento e a
gestão do capital intelectual. Ciência da Informação, v.31, n.1, p.75-83 jan./abr.
2002. Disponível em: &lt;http://revista.ibict.br/ciinf/article/vi
ew/979/1017 Acesso em: 22 abr. 2019.
TARAPANOFF, K. O profissional da informação e a sociedade do conhecimento:
desafios e oportunidades. Transinformação, Campinas, v.11, n.1, p.27-38,
jan./abr.
1999.
Disponível
em:
http://basessibi.c3sl.ufpr.br/brapci/ind ex.php/article/view/0000000289/fdfaf53
d336083d6ff84f3aa9ac489d2. Acesso em: 20 mar. 2019.

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