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                  <text>INFORMAÇÃO, MEMÓRIA E IDENTIDADE INSTITUCIONAL:
COLEÇÃO DE FOLDERS DA FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO

Roger De Miranda Guedes (FJP) - rogerotoni@gmail.com
Resumo:
Relato de experiência das iniciativas de organização e divulgação da coleção de folders da
Fundação João Pinheiro (FJP), no âmbito do plano de preservação da memória institucional.
Tais ações promovidas pelo setor biblioteca visaram complementar o trabalho e
conhecimentos já sedimentados no desenvolvimento de suas coleções memoriais. As coleções
digitais de registros de informação que conformam a memória institucional da FJP
encontram-se disponibilizadas no Repositório Institucional da Fundação João Pinheiro (RI-FJP).
Atualmente as atividades de digitalização dos folders e o tratamento da informação
encontram-se em andamento. A projeção é que, ao final do trabalho, cerca de 300 folders
produzidos ao longo da trajetória da FJP, estejam disponibilizados para acesso, contribuindo
para o fortalecimento da identidade institucional.
Palavras-chave: Memória institucional. Identidade institucional. Fontes de informação
utilitária. Folder.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

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�Resumo: Relato de experiência das iniciativas de organização e divulgação da coleção de
folders da Fundação João Pinheiro (FJP), no âmbito do plano de preservação da memória
institucional. Tais ações promovidas pelo setor biblioteca visaram complementar o trabalho e
conhecimentos já sedimentados no desenvolvimento de suas coleções memoriais. As coleções
digitais de registros de informação que conformam a memória institucional da FJP
encontram-se disponibilizadas no Repositório Institucional da Fundação João Pinheiro (RIFJP). Atualmente as atividades de digitalização dos folders e a elaboração dos registros de
informação do material digitalizado encontram-se em andamento. A projeção é que, ao final
do trabalho, cerca de 300 folders produzidos ao longo de um período de quatro décadas de
atividades da FJP, estejam disponibilizados à comunidade institucional e à sociedade em
geral.
Palavras-chave: Memória institucional. Identidade institucional. Fontes de informação
utilitária. Folder.
A memória, enquanto tema de estudo tratado de maneira interdisciplinar, é um tópico
recorrido por distintas áreas do conhecimento e indispensável para aqueles domínios que
lidam com registros de informação. Pela perspectiva filosófica, a memória é compreendida
como a capacidade de reaproximação do passado através do presente (JAPIASSÚ;
MARCONDES, 2006). Segundo Le Goff (2003), o conceito de memória reporta-se,
primeiramente, a um fenômeno individual e psicológico, que possibilita ao ser humano a
evocação de percepções ou informações do passado. Para o autor, a memória tem a
propriedade de conservar certas informações, uma vez que ela “[...] procura salvar o passado
para servir ao presente e ao futuro”.
Na área da biblioteconomia e ciência da informação (BCI) a memória é estudada a partir de
seus aspectos social e cultural, destacando-se a dimensão visível e tangível da memória: o
documento. Nesse sentido, o interesse da BCI recai sobre a relação entre memória e
informação, reconhecendo especialmente a informação registrada, isto é, o documento, em
suas mais variadas manifestações, suportes e ambiências, como elementos de relevância para
a memória social. De acordo com Oliveira e Rodrigues (2011), essa relevância é justificada
pela possibilidade de (re)construção da memória e da formação de identidade social a partir
desses registros de informação, o que requer sua organização, preservação e divulgação.
Tendo este contexto como pano de fundo que a Fundação João Pinheiro (FJP)1, por meio da
Biblioteca Professora Maria Helena de Andrade e do Repositório Institucional da Fundação
João Pinheiro (RI-FJP)2, iniciou em 2014 um plano de organização, preservação e divulgação
de sua memória institucional. Esta ação estratégica dentro do setor biblioteca visou

1

A Fundação João Pinheiro (FJP) é uma instituição pública estadual, vinculada à Secretaria de Planejamento e
Gestão do Estado de Minas Gerais. Ela atua nas áreas de ensino e pesquisa em administração pública,
avaliação de políticas públicas e na produção de indicadores estatísticos, econômicos, demográficos e sociais.
Devido à natureza de suas atividades a FJP se constitui em uma entidade de referência nacional de produção e
divulgação de dados e conhecimentos técnico-científico.
2
http://www.repositorio.fjp.mg.gov.br/

�complementar o trabalho e conhecimentos já se sedimentados com o trato de um acervo
documental conhecido por “memória técnico-científica da FJP”, consolidada décadas antes.
O primeiro tipo de material escolhido para dar início às ações de conformação de acervo
memorial voltado para a história da instituição foi a fotografia. Desse modo, nos anos de 2015
e 2016 foi realizado uma série de procedimentos de organização da informação — em meio
físico e digital — com um estrato dos acervos fotográficos da instituição, derivando uma
coleção de digital de imagens caracterizada por retratar a história da FJP, entre as décadas de
1970 a 1990, a partir do registro imagético de fatos e importantes eventos ocorridos na
instituição. Atualmente a coleção conta com quase dois mil itens, de livre acesso na Internet
através do RI-FJP, que contribuem para recontar a história e fortalecer a identidade da
instituição no cenário social em que ela se encontra inserida.
Em janeiro de 2017, a partir do estabelecimento do plano de atividades anual da biblioteca, foi
escolhido mais um tipo de material, de aspecto memorial, para receber o tratamento adequado
para sua integração ao conjunto de coleções digitais que se está denominando “memória
institucional da FJP”. Assim, elegeu-se os folders produzidos pela FJP, com a justificativa de
que eles são parte constituinte da materialização da memória institucional e representam com
riqueza as atividades, preocupações, visão e marcos históricos da FJP.
Sobre o reconhecimento da tipologia do material para fins de organização, realizou-se um
breve estudo conceitual e terminológico com o propósito de compreender as possibilidades
informacionais, seus usos e apropriações pelas audiências e instâncias as quais se serviriam
destes registros de informação. Verificou-se as inconsistências semânticas acerca do conceito
de folder. Encontrou-se na literatura a existência de uma série de fontes de informação
utilitária, classificados como material de divulgação (CAMPELLO, 1998), com características
similares entre si, mas com propósitos ligeiramente distintos, são eles: prospectos, flyers,
folhetos, panfletos e folders. Todos eles são recursos de informação, tradicionalmente
impressos, normalmente com ilustrações e/ou elementos de arte estampados em uma folha (ou
poucas folhas), dobrada(s) ou não, trazendo informações sucintas e resumidas de alguma
entidade, produto ou acontecimento (eventos, cursos, encontros, shows, lançamentos, etc.).
Como a percepção das distinções entre os tipos de recurso de informação desta classe de
material se mostrou como um desafio de digressão aos trabalhos em desenvolvimento, optouse por não fazer essa distinção entre os materiais em primeiro momento, ficando reunido sob a
categorização folder todos aqueles materiais que se inseriam na definição do parágrafo
anterior.
Acerca do conteúdo, a coleção caracteriza-se por apresentar relativa diversidade de aspectos
descritos na definição do tipo de material. Em sua maioria os folders de divulgação de
treinamentos de capacitação de curta duração, cursos de especialização, seminários e eventos
técnico-científicos promovidos pela FJP. Porém há também uma série de folders destinados à
divulgação e apresentação da instituição em si, informando quais são seus objetivos e função,
sua estrutura organizacional, corpo gestor, etc. Existem também folders comemorativos e

�festivos da instituição ou de seus setores. E também folders que divulgam o lançamento de
produtos da instituição, como livros e bases de dados.
Acerca dos requisitos técnicos adotados para a digitalização do material adotou-se as
“Recomendações para Digitalização de Documentos Arquivísticos Permanentes” produzidas
pelo Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ)3, as diretrizes para projetos de digitalização
para coleções em domínio público de bibliotecas e arquivos, difundidas pela Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)4, além da norma ABNT
NBR ISO 19005-1, referente à adoção de um padrão internacional para arquivos digitais, o
PDF/A. Quanto aos requisitos para tratamento baseou-se no Código de Catalogação AngloAmericano - 2ª edição (AACR2), mais precisamente nos capítulos 2 e 8, “Livros, folhetos e
folhas impressas” e “Materiais gráficos” respectivamente. Por vezes, realizou-se uma
adaptação das regras do AACR2 para corresponder ao padrão de metadados em uso no RIFJP, a saber o conjunto de elementos de metadados do Dublin Core (DC).
Atualmente as atividades de digitalização dos folders e o tratamento dos registros de
informação digitalizados encontram-se em andamento. Já estão disponibilizados no RI-FJP,
na coleção “Folders”, mais de 200 itens, devidamente tratados. A projeção é que cerca de 300
folders produzidos ao longo da trajetória da FJP, derivados de suas atividades e funções, e que
ajudam recontar a sua história, possam ser acessíveis à comunidade institucional e à sociedade
em geral.
Esta iniciativa de organização, preservação e ampla divulgação da coleção de folders da FJP
conduz aos preceitos de informação e conhecimento enquanto elementos determinantes ao
reconhecimento da memória institucional. Pode-se, então, remeter este mesmo sentido à
preocupação ao patrimônio documental da FJP, onde a ligação que seus colaboradores
possuem com as formas de registro de seu passado fortalece a identidade institucional e senso
de pertencimento, pois, por meio de informações acessíveis, estes indivíduos podem
rememorar e se verem refletidos na história da FJP.

REFERÊNCIAS
CAMPELLO, B. S. Fontes de informação utilitárias em bibliotecas públicas. Revista de
Biblioteconomia de Brasília, v. 22, n. 1, p. 35-46, 1998.
JAPIASSÚ, H.; MARCONDES, D. Dicionário básico de Filosofia. 4. ed. atual. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 2006.
LE GOFF, Jacques. Memória. In: ______. História e Memória. 5. ed. Campinas, SP:
UNICAMP, 2003, p. 419-476.

3
4

http://www.conarq.arquivonacional.gov.br/images/publicacoes_textos/Recomendacoes.pdf
http://www.unesco.org/new/en/communication-and-information/

�OLIVEIRA, E. B.; RODRIGUES, G. M. O conceito de memória na Ciência da Informação:
análise das teses e dissertações dos programas de pós-graduação no Brasil. Liinc em Revista,
v. 7, n. 1, março 2011, Rio de Janeiro, p. 311–328. Disponível em:
&lt;http://revista.ibict.br/liinc/&gt;. Acesso em: 12 jul. 2017.

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