<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="2869" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/2869?output=omeka-xml" accessDate="2026-04-14T17:43:59-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="1951">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/23/2869/1983-2000-1-PB.pdf</src>
      <authentication>a6a7f4ca68ebb2b3dccd87435a393556</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="33609">
                  <text>Entre memória e esquecimento: a missão do Bibliotecário
Tony Macedo (UFPE) - tonybernar@hotmail.com
Resumo:
Apresentamos uma discussão sobre o papel do Bibliotecário em relação à dialética da memória
e do esquecimento, a partir do livro Missão do Bibliotecário do filosofo espanhol José Ortega y
Gasset. Mostramos a importância do profissional da informação no processo do fluxo
informacional, da produção do conhecimento ao acesso daquilo que foi produzido pela
humanidade. Discutimos a importância da memória como recurso imprescindível, não apenas
como um elemento do passado, mas também como um componente importante para
entendermos o futuro.
Palavras-chave: Memória. Esquecimento. Bibliotecários
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução

Tornaram-se senhores da memória do esquecimento é uma das grandes preocupações das classes, dos
grupos, dos indivíduos que dominaram e dominam as sociedades históricas. Os esquecimentos e os
silêncios da história são reveladores desses mecanismos de manipulação da memória coletiva. (Le Goff,
1996, p. 426)

Os primeiros “senhores” da memória e do esquecimento foram os
anciões nas sociedades baseadas na oralidade, responsáveis pela transmissão
do conhecimento humano “autênticos especialistas; chefes de família já idosos,
bardos,

sacerdotes,

que

assumem,

na

humanidade

tradicional,

o

importantíssimo papel de mantenedores da coesão do grupo” (LEROIGOURHAN, 1965, p.59). Ortega y Gasset nos diz que estes senhores da
memória “eram os que sabiam mais porque tinham maior memória, eram mais
‘livros vivos’ do que os jovens, livros, por assim dizer, com mais páginas”
(2006, p.53).
O desenvolvimento da escrita permitiu à memória coletiva a sua
exteriorização, no entanto, Leroi-Gourhan, nos conta que até o aparecimento
da imprensa dificilmente se distingue entre transmissão oral e a transmissão
escrita. “A massa do conhecido está mergulhada nas práticas orais e nas
técnicas; a área culminante do saber, como um quadro imutável desde a
Antiguidade, é fixada no manuscrito para ser aprendida de cor...” (p.62).
A passagem da memória oral à memória escrita é certamente difícil de
compreender, confessa Le Goff (p.437), ao tentar nos ajudar a compreender
este momento, o autor, nos apresenta um texto e nele nos mostra o que talvez
seja o surgimento dos funcionários da memória, diferentemente dos anciões
que desempenhavam a função de transmitir a memória através da oralidade e
que ocupavam este cargo por possuírem maior repertório de conhecimento,
livros com mais páginas como disse Ortega y Gasset, estes “funcionários” eram
servidores do Estado.
O fato esclarecedor da passagem da oralidade à escrita nos é
interessante, no entanto, o que nos chama maior atenção é o fato de Le Goff

�nos ter sugerido o aparecimento do profissional arquivista, e onde teria surgido
o bibliotecário, este outro também funcionário da memória, senhor da memória
e do esquecimento?
Ortega y Gasset nos conta que o bibliotecário é um ser renascentista do
século XV, “aí vemos surgir imediatamente o bibliotecário como profissão”
(p.20). O autor nos lembra que houve época que não haviam bibliotecários
porque na haviam livros e épocas que já haviam livros mas não existiam
bibliotecários, mas isso não significa dizer que não haviam homens que
cuidassem dos livros, diz o autor. “Sem dúvida, sem dúvida, haveria algum
homem que não se contentava, como os outros homens, em simplesmente ler
livros, mas os colecionava, ordenava, catalogava, e cuidava deles.” (p.10). Isso
se deve ao fato de que, até a Renascença o livro não tinha existência social. O
livro é uma criação da tipografia, e a tipografia é uma criação da Renascença,
nos lembra Martins (2002, p.332).

Discussão
Martins distingue, na história dos bibliotecários, duas grandes fases: a
primeira que vai da Renascença até meados do século XIX, onde o
bibliotecário é um profissional contratado por instituições particulares,”sem
formação especializada, quase sempre um erudito ou um escritor a quem se
oferecia oportunidade de realizar em paz a sua obra, livre de preocupações
materiais” (p.332). A segunda fase, a partir dos meados do século XIX, onde o
Estado reconhece o bibliotecário como representante de uma profissão
socialmente indispensável. “O passo decisivo na evolução de vossa carreira
começa a se verificar algumas décadas mais tarde, cerca de 1850”, nos aponta
Ortega y Gasset (p.22) e, conclui: “O incidente mais importante certamente
pensareis comigo – que pode acontecer a uma profissão é passar de ocupação
espontaneamente fomentada pela sociedade a burocracia do Estado” (p.23).
De acordo com Martins, durante esta segunda fase ainda era comum se
confiar grandes bibliotecas a escritores e eruditos sem formação técnica. Este
cenário irá mudar “por força da própria especialização, a necessidade de fazer
do bibliotecário um funcionário especificamente treinado para as suas funções”
(p.332). O autor nos diz ainda que na América Latina este período é mais

�tardio, apenas em 1912 é que Ezequiel A. Chávez dá inicio no México ao curso
de Biblioteconomia que constituem o reconhecimento definitivo das novas
necessidades.
Da “invenção” renascentista aos dias atuais, qual será a missão do
bibliotecário? Buscamos a resposta no texto Missão do bibliotecário escrito por
Ortega y Gasset em 1935 por ocasião do 2º Congresso Mundial de Bibliotecas
e Bibliografia, realizado em Madri. A missão é algo exclusivo do homem, sem
homem não há missão, diz o autor.
Ortega y Gasset aponta a grande produção desenfreada de livros como
um grande problema, “em toda a Europa existe a impressão de que há
demasiados livros[...]O próprio homem de ciência adverte que uma das
grandes dificuldades de seu trabalho está em orientar-se na bibliografia de seu
tema” (p.34). De acordo com autor, o livro deixou de ser um desejo e passou a
ser sentido como um peso.
A partir desta constatação o autor desenha o que seria, ou melhor, quais
seriam as missões do bibliotecário. “ A partir de hoje terá que cuidar do livro
como função viva:terá que exercer a polícia do livro e tornar-se domador do
livro enfurecido.” (p.39). Malheiro (2011) Diz que o livro aparece para Ortega y
Gasset como fonte de conflito e implicava, consequentemente, uma mudança
de postura por parte dos bibliotecários. Essa mudança de postura seria a nova
missão do bibliotecário.
Para tornar-se “domador” do livro enfurecido, o bibliotecário teria que
enfrentar a explosão bibliográfica. “A cultura, que havia libertado o homem da
selva primeva, lança-o de novo em uma selva de livros, não menos inextricável
e sufocante” (p. 40). O autor salienta que: “é preciso que se deixe de ser um
problema para um autor reunir a bibliografia descritiva e seletiva sobre assunto
de seu interesse.” A missão do bibliotecário neste momento seria de criar uma
nova técnica bibliográfica de um automatismo rigoroso, sugeriu Ortega y
Gasset, “nela alcançara sua potência máxima o que vosso ofício iniciou há
séculos com a figura da catalogação” (p.43).
A preocupação do filósofo espanhol diante a o crescente número de
publicações, sugere uma outra missão para o bibliotecário. De acordo com o
autor, a maior parte das publicações são inúteis

ou estúpidas, “sua

�conservação constituem um lastro a mais para a humanidade, que já anda
excessivamente curvada sob o peso de outras cargas.” (p.43). Por outro lado,
reclama o autor, que é sentida a falta da publicações de outros livros, cuja
ausência acaba prejudicando o andamento das pesquisas.” O excesso de livros
têm a mesma origem: a produção se faz sem governo, abandonada quase
totalmente à espontaneidade do acaso.” Desabafa o autor. A nova missão
sugerida por Ortega y Gasset seria a regulamentação da publicação de livros,
por parte dos bibliotecários, a fim de decidirem o que se é desnecessário, e o
que realmente merece ser publicado para que “não faltem aqueles que são
exigidos pelo conjunto de problemas vivos de cada época.” (p.44).
Por último, Ortega y Gasset, sugere como missão para o bibliotecário a
orientação do leitor não especializado na selva dos livros. “Nesta dimensão de
seu oficio imagino o futuro bibliotecário como um filtro que se interpõe entre a
torrente de livros e o homem.”(p.46).
Embora, algumas das missões sugeridas por Ortega y Gasset, sejam
controversas, o pensamento do autor reflete um período particular na história
ocidental, e logo percebemos que naquele momento a explosão informacional
estava em pauta, era um problema a ser resolvido, compreendido por
profissionais que atuavam diretamente com a situação em questão, esses
profissionais eram os bibliotecários, cuja missão o filósofo espanhol
prescreveu.

Considerações finais
Para além das recomendações de Ortega y Gasset, a missão primordial
do bibliotecário deve ser a de promover o amplo acesso à informação, à
memória, como recomenda Le Goff: “Devemos trabalhar de forma a que a
memória coletiva sirva para a libertação e não para servidão dos homens”
(p.477). Os senhores da memória devem esta atento à esta missão, do
contrário, serão senhores do esquecimento. Apontamos dois momentos
distintos, de autores diferentes, sobre a importância da memória para a
construção do futuro, pois o que está em jogo, diz Le Goff.(p.544), “é nada
menos do que a passagem da recordação através das gerações”.

�A tradição é biologicamente tão indispensável à espécie humana
como o condicionamento genético o é às sociedades de insetos: a
sobrevivência étnica funda-se na rotina e progresso, simbolizando a
rotina o capital necessário à sobrevivência do grupo, o progresso, a
intervenção das inovações individuais para uma sobrevivência
melhorada (LEROI-GOURHAN,1965, p.23)
É preciso que a memória se esforce por conservá-la. Mas a memória
não sequer capaz de conservar todas nossas próprias ideias, e é
muito importante que possamos conservar as de outros homens. É
tão importante que é isso o que mais caracteriza nossa condição
humana. O tigre de hoje tem que ser tigre como se jamais houvesse
existido tigre algum: não tira proveito das experiências milenares por
que passaram seus semelhantes no profundo fragor das selvas. Todo
tigre é um primeiro tigre; deve começar desde o principio sua
profissão de tigre. Mas o homem de hoje não começa sendo um
homem, mas, ao contrário, herda as formas de existência, as ideias,
as experiências vitais de seus ancestrais e parte, portanto, do nível
representado pelo passado humano acumulado sob seus pés. Em
face de qualquer problema, o homem não se encontra sozinho com
sua reação pessoal, com o que lhe ocorre voluntariamente, mas com
todas ou muitas das reações, ideias e invenções de seus
antepassados. Por isso sua vida é feita com a acumulação de outras
vidas; por isso sua vida é substancialmente progresso.(ORTEGA Y
GASSET, 2006, p.28)

Os pensamentos dos autores acima, nos revela o quanto o acumulo e
mais ainda, o acesso à memória é vital à nossa condição humana. O
bibliotecário, como profissional científico da memória deve, de acordo com Le
Goff, fazer da luta pela democratização da memória um dos imperativos
prioritários da sua objetividade científica.

Referências
LE GOFF, J. História e memória. 4 ed. Campinas, SP: Editora UNICAMP,
1996.
LEROI-GOURHAN, André. O gesto e a palavra. Lisboa: Edições 70, 1965.

MALHEIRO, Armando; RIBEIRO. Paradigmas, serviços e mediações em
Ciência da informação. Recife: Néctar, 2011.
MARTINS, Wilson. A palavra escrita: História do livro, da imprensa e da
biblioteca. 3. ed. São Paulo:ática, 2002.
ORTEGA Y GASSET, José. Missão do Bibliotecário. Brasília, DF: Briquet de
Lemos, 2006.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="23">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26057">
                <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26058">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26059">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26060">
                <text>2017</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26061">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26062">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26063">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="33602">
              <text>ENTRE MEMÓRIA E ESQUECIMENTO: A MISSÃO DO BIBLIOTECÁRIO</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="33603">
              <text>Tony Macedo</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="33604">
              <text>Fortaleza (Ceará)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="33605">
              <text>FEBAB</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="49">
          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="33607">
              <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="33608">
              <text>Apresentamos uma discussão sobre o papel do Bibliotecário em relação à dialética da memória e do esquecimento, a partir do livro Missão do Bibliotecário do filosofo espanhol José Ortega y Gasset. Mostramos a importância do profissional da informação no processo do fluxo informacional, da produção do conhecimento ao acesso daquilo que foi produzido pela humanidade. Discutimos a importância da memória como recurso imprescindível, não apenas como um elemento do passado, mas também como um componente importante para entendermos o futuro.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="66832">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="18">
      <name>cbbd2017</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
