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                  <text>A Economia Criativa na Biblioteconomia
Diego Leonardo de Souza Fonseca (IFAM) - diego.fonseca@ifam.edu.br
Merabe Carvalho Ferreira da Gama (UFRA) - merabecarvalho@yahoo.com.br
CARLA DANIELLA TEIXEIRA GIRARD (UFRA) - carlinhagirard@yahoo.com.br
Resumo:
Este artigo tem como temática a economia criativa voltada à área da Biblioteconomia. Sendo
assim, o objetivo deste estudo visa apresentar alguns empreendimentos na área da
Biblioteconomia que se inserem no cenário da economia criativa. Para nortear a concretização
do objetivo proposto foi utilizada uma pesquisa bibliográfica, empírica, descritiva e
exploratória a partir de quatro negócios que aplicam a economia criativa na Biblioteconomia.
As informações coletadas sobre cada empreendimento foram apresentadas em uma tabela, na
qual teve o objetivo de identificar os nichos de atuação no mercado, período de atividade,
serviços e produtos, foco de criativa e os seus canais de comunicação. Conclui-se, diante disto,
que esta pesquisa fomente outros estudos sobre este tema e permitam que outros profissionais
da informação reflitam sobre a economia criativa na Biblioteconomia como uma nova
alternativa de atuação do mercado atual.
Palavras-chave: Economia criativa. Biblioteconomia. Empreendedorismo
Eixo temático: Eixo 8: Advocacy , Inovação e Empreendedorismo.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
A Revolução Industrial, ocorrida nos séculos XVII e XVIII, é caracterizada
pela mudança na forma de produção, pois houve uma transição da manufatura,
cujo insumo básico era a mão de obra e as matérias-primas, para a produção por
máquinas em larga escala. No decorrer dos anos, mais precisamente no século
XXI, a economia passou a sofrer novas concepções de produção, bem mais
alinhadas com a sociedade da informação (MIGUEZ, 2007).
Carvalhal e Muzzio (2015) abordam uma nova forma de produção, baseada
no chamado capital intelectual, denominada de economia criativa. Esses autores a
conceituam como um conjunto distinto de atividades pautadas na propriedade
intelectual, cujos serviços e produtos, gerados em seus processos, potencializam
as atividades assentadas na criatividade.
Nicolaci-da-Costa (2014) afirma que a economia criativa pode ser
compreendida como uma área em expansão pautada nas inovações. São
exemplos de nichos de mercado da economia criativa: moda, jogos eletrônicos,
consultoria em negócios na web, design, mercado audiovisual, dentre outros.
Galuk et al (2016) mencionam que a Conferência das Nações Unidas sobre
Comércio e Desenvolvimento (UNCTD), realizada em 2008, destacou o
crescimento do lucro no mercado da economia criativa em $595 bilhões no mesmo
ano, com uma projeção de crescimento dobrada para os próximos 5 anos.
Nesse contexto, a Biblioteconomia pode ser compreendida como uma área
de atuação propensa ao desenvolvimento de serviços e produtos dentro do
mercado da economia criativa. Desse modo, esse artigo tem por objetivo
apresentar alguns empreendimentos na área da Biblioteconomia que se inserem
no cenário da economia criativa.

MÉTODO DA PESQUISA
Quanto aos procedimentos metodológicos, o estudo aplicou uma pesquisa
bibliográfica a fim de realizar o levantamento bibliográfico da pesquisa pautado na

�revisão de literatura sobre: economia criativa e empreendedorismo. A pesquisa
pode ser considerada empírica, descritiva e exploratória.
Quanto aos objetivos, é uma pesquisa observacional. Seu recorte é
direcionado

aos

empreendimentos

na

biblioteconomia

que

desenvolvem

atividades de expertise pautadas na economia criativa.
Foi

feito

um

levantamento

dos

empreendimentos

na

área

da

Biblioteconomia que mais estão inseridas no mercado da economia criativa. Os
dados sobre os serviços, produtos e tipologias de nicho de mercado dos
empreendimentos foram coletados através de pesquisas em suas redes sociais e
nos seus respectivos sites.

RESULTADOS
No âmbito da Biblioteconomia, alguns nichos de mercado vêm ganhando
cada vez mais espaço no desenvolvimento de empreendimentos e na proposição
de novas ideias de negócio no campo da economia criativa.
Dentre estes, podem ser citados os seguintes: blog, com o oferecimento de
cursos preparatórios para concursos públicos, agência de publicações, como
veículo de informações sobre a área, produtos de moda, designer de uma marca
profissional e uma empresa que oferece cursos de capacitação e qualificação
profissional (tabela 1). Todas as informações apresentadas foram coletadas em
suas respectivas páginas na internet.

�Tabela 1: Economia criativa na Biblioteconomia

Nicho
de mercado

Santa Biblioteconomia

Class Cursos

Agência Biblioo
Publicações e
Comunicação

T-Shirts Mural

Blog com o oferecimento de
cursos preparatórios para
concursos públicos

Cursos de capacitação
e qualificação
profissional

Agência de publicações
sobre a área de
Biblioteconomia

Loja online de
produtos de moda e
designer da marca
profissional
(Biblioteconomia)

Publicações;
Suporte de organização,
cobertura e divulgação de
eventos;
Desenvolvimento de
websites;
Criação de
logotipos, banners,
folders, diagramações
etc.

T-shirts
especializadas
Canecas
Sandálias
Livros

Cursos in company
Cursos preparatórios
específicos para
Biblioteconomia

Serviços e
produtos

Apostilas para estudo;
Cursos preparatórios para
concursos públicos na área
de Biblioteconomia

Período de
atuação no
mercado

Desde 2013

Não localizado

Desde 2011

Desde 2014

Foco de
criatividade

Concursos públicos

Treinamento em
desenvolvimento
profissional e gerencial

Comunicação social

Identidade e marca
profissional

http://www.classcursos.c
om/
Facebook: Class Cursos

http://agencia.biblioo.info/
Facebook: Biblioo

http://www.tshirtsmural.com.br/
Facebook: T-shirts
MURAL

https://santabiblioteconomia.
com/
Facebook: Santa
Biblioteconomia
Fonte: Os autores (2017).

Canais de
comunicação

A

partir

dos

empreendimentos

acima,

pode-se

observar

que

a

Biblioteconomia é uma área que oferece múltiplos campos de atuação. Nota-se
que os nichos de mercado são variados e atendem a áreas de atuação distintas,
tendo a Biblioteconomia como foco de criatividade.
Os focos de criatividade foram compreendidos no estudo como a
oportunidade de mercado para empreender uma ideia, ou seja, o chamado
feeling1 do investimento. O período de atuação no mercado também denota uma
recente iniciativa de implantação dos negócios, o que tende a ser mais presente
nos próximos anos devido às oportunidades de mercado e ao desenvolvimento do
empreendedorismo na Biblioteconomia.
1

Termo utilizado no ramo dos negócios para representar uma oportunidade antevista no mercado
(MIGUEZ, 2007).

�DISCUSSÃO
O empreendedorismo é definido como a habilidade de conceber e
estabelecer algo partindo de muito pouco ou quase nada, ou seja, é um processo
de criação e desenvolvimento a partir de um negócio e que trará resultados a
médio e longo prazo (BARRETO, 1998). Na Biblioteconomia, as ações
empreendedoras estão cada vez mais presentes, assim como as discussões
sobre novas ideias de empreendimentos no mercado atual (SPUDEIT, 2016).
A economia criativa vem estabelecendo vários caminhos promissores no
mercado direcionado ao campo da Biblioteconomia. É importante ressaltar que os
aspectos de inovação estão sendo inseridos aos poucos no perfil dos novos
profissionais da informação, trazendo à luz da construção dos currículos
acadêmicos a importância de estabelecer um perfil mais empreendedor na
formação dos bibliotecários.
Gonçalves (2009) traça o perfil do profissional da informação, o
bibliotecário, como um agente de transformação que possui as características de
empreendedor e gestor. Essa característica traz ao bibliotecário uma expertise
fundamental no campo do desenvolvimento de ideias, na criação de novos
negócios, tendo a informação como matéria-prima.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa realizada tratou sobre o tema “Economia criativa e
Biblioteconomia”, a qual teve o seu desenvolvimento concretizado de forma
contundente. Pretendeu apresentar alguns empreendimentos na área da
Biblioteconomia que fazem parte do universo da economia criativa.
Portanto, pode-se entender que as modificações advindas da sociedade da
informação proporcionaram uma nova maneira de visualizar o mercado, o que
possibilitou que áreas como a Biblioteconomia pudessem desenvolver diversos
ramos, como o empreendedorismo. Por isso, a economia criativa se faz presente
nesse campo, já que favoreceu aos bibliotecários um novo olhar sobre seus bens

�e serviços advindos do seu conhecimento profissional e que estão ganhando
espaço no mercado.
Sendo assim, para mostrar esta aplicabilidade da economia criativa na
Biblioteconomia, analisaram-se quatro negócios referentes à área, que investiram
na economia criativa. Nessas análises, buscou-se compreender seus nichos de
mercado, serviços e produtos, período de atuação no mercado, foco de
criatividade e canais de comunicação.
Por fim, espera-se que esta pesquisa proporcione outros estudos sobre
esta temática. Acredita-se, por fim, que seria relevante, que outros profissionais da
informação vislumbrem uma reflexão sobre a economia criativa na área, como
uma nova possibilidade de atuação no mercado atual.

REFERÊNCIAS

BARRETO, L.P. Educação para o empreendedorismo. Salvador: Escola de
Administração de Empresa da Universidade Católica de Salvador, 1998.
CARVALHO, Felipe; MUZZIO, Henrique. Economia criativa e liderança criativa:
uma Associação (IM) possível? REAd. Revista Eletrônica de Administração,
v.21, n.3, p.659-688, 2015.
GALUK, Mariana Bianchini et al. Inovação em microempresas da economia
criativa: um estudo de múltiplos casos. RAM, Rev. Adm. Mackenzie [online],
v.17, n.5, p.166-187, 2016.
GONÇALVES, Pammella Emanoelle Camatini. Bibliotecário empreendedor. 57f.
2009. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia) –
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, 2009.
MIGUEZ, Paulo. Economia criativa: uma discussão preliminar. In:
NUSSBAUMER, Gisele Marchiori (Org.). Teorias e políticas da cultura: visões
multidisciplinares. Salvador: EDUFBA, 2007. Coleção CULT, 1. p. 96-112.
NICOLACI-DA-COSTA, Ana Maria. Economia criativa, a Web 2.0 e o Vírus da
exposição de talentos. Psicologia: ciência e profissão, v.34, n.4, p. 955-970,
2014.
SPUDEIT, Daniela (Org). Empreendedorismo na biblioteconomia. Rio de
Janeiro: Agência Biblioo, 2016.

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