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                  <text>Zumbificação da informação: a desinformação e o caos
informacional

Leonardo Ripoll Tavares Leite (UDESC) - leonardo_ripoll@hotmail.com
José Claudio Matos (UDESC) - doutortodd@gmail.com
Resumo:
O presente trabalho apresenta um panorama do atual contexto informacional, especialmente
aquele desenvolvido nas redes sociais com o compartilhamento intenso de notícias. Dentro
deste contexto, a popularização de termos como “desinformação”, “pós-verdade” e “fake
News” sugere que existe uma “crise” informacional na qualidade dos conteúdos que são
disseminados. De fato, a desinformação está plenamente difundida nesse ambiente, o que
acaba fazendo com que os indivíduos se informem com notícias falsas ou imprecisas.
O comportamento de consumir e disseminar a desinformação sem saber é assim comparado de
forma análoga a uma epidemia zumbi – figura folclórica da cultura pop mundial. Assim,
pretende-se discutir o contexto informacional contemporâneo utilizando da analogia para
alertar sobre seus problemas e buscar soluções possíveis para resolver seus impasses. Este
cenário parece ser resultado de algumas características técnicas e sociais da sociedade da
informação, como o surgimento web 2.0, a cibercultura e a pós-modernidade. A metodologia
utilizada foi uma pesquisa bibliográfica e exploratória. Como possíveis soluções, o trabalho
apresenta as recentes iniciativas de fact check, o conceito de “inteligência coletiva” e novos
paradigmas envolvendo a Filosofia da Informação e a Ciência da Informação. Enquanto
considerações finais, o trabalho enfatiza a importância da reflexão crítica e ética dentro do
meio digital para possibilitar a saída desse “caos informacional”.
Palavras-chave: Desinformação. Sociedade da informação.
contemporâneo. Informação nas redes sociais.

Contexto

informacional

Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
A sociedade da informação é caracterizada por criar e utilizar
constantemente novas tecnologias de informação e comunicação (TICs). Além
disso, o atual contexto informacional se configura pela constante produção,
disseminação e consumo de informações via web, principalmente por meio dos
compartilhamentos nas redes sociais (Facebook, Twitter) e nos aplicativos de
mensagens instantâneas (Whatsapp).
Esse tráfego de informações por meio de novas formas de acesso e
produção de conteúdo, porém, tem possibilitado o consumo e disseminação de
informações falsas, distorcidas, manipuladas, servindo às mais diversas
finalidades pessoais e institucionais. A popularização de termos como “fake
news”, “pós-verdade” e “desinformação” tem trazido à tona uma recente
preocupação com a veracidade e a confiabilidade das informações
disseminadas na web, as quais acabam formando opiniões e construindo
pretensos conhecimentos, baseados em informações falsas ou imprecisas.
A quantidade de informações enganosas disseminadas já atinge
grandes proporções. Exemplos recentes deste cenário são o número de
compartilhamentos nas redes sociais de notícias falsas sobre as eleições
americanas de 2016 e o caso conhecido como ‘Operação Lava-Jato’, aqui no
Brasil. Segundo as matérias publicadas por Aragão (2016) e Vilicic (2016), o
número de interações nas redes sociais com as notícias falsas excedeu o de
interações com as notícias que, de fato, eram verdadeiras.
Se alguma vez a informação já foi escassa, hoje a situação é oposta.
Vive-se dentro de uma infosfera, que produz constantemente uma grande
quantidade de informações, de forma que o próprio indivíduo parece não dar
conta da carga informacional disponibilizada diariamente ao seu aparato
cognitivo. Não bastasse a explosão informacional, que leva o volume de
informações a um nível muito mais difícil de acessar e interpretar, ainda se
soma a isso a mistura de informação verídica com informações e dados falsos,
propagados muitas vezes de forma negligente e até intencional.
Dessa forma, a atual emergência do fenômeno da desinformação sugere
que a leitura e interpretação perdeu seu poder de criticidade, gerando uma
mecanização no comportamento dos indivíduos acerca da informação, de
modo que acabam se comportando como replicadores de uma “poluição
informacional”. A correspondência a eventos ou coisas realmente ocorridas,
que sempre foi um indicativo mínimo de veracidade, tem se tornado uma
qualidade cada vez mais difícil de comprovar, num meio ambiente em que a
informação é replicada por diversas fontes, e é cada vez mais difícil para o
interagente conferir as fontes originais, sobretudo daquilo que é veiculado pela
internet.
De forma similar a uma infecção contagiosa, a desinformação se
espalha rapidamente nas redes sociais, atingindo um grande número de
indivíduos. Assim, o presente trabalho propõe a analogia entre a proliferação
do consumo e disseminação de conteúdos sem criticidade, e uma epidemia
zumbi. Os zumbis tornaram-se figuras folclóricas da cultura pop mundial e suas
epidemias costumam representar coletivos humanos infectados, que perdem
sua racionalidade, andando sem rumo e instaurando o caos social.
Zumbificação da informação é, assim, o processo de disseminar e
consumir informação falsa ou distorcida sem perceber, devido à ausência de

�interpretação crítica e checagem de fontes, contribuindo para a infecção
generalizada da desinformação na web. O desenvolvimento do trabalho,
também de forma análoga, será feito em três etapas: contágio, epidemia e
cura.
O objetivo do trabalho é apresentar o contexto informacional
contemporâneo de forma crítica, aproveitando-se da alegoria aqui sugerida,
para alertar sobre seus problemas e buscar soluções possíveis para resolver
seus impasses.
Método de pesquisa
A metodologia empregada foi uma pesquisa bibliográfica e exploratória,
com abordagem qualitativa. Por meio de um levantamento no Google e em
alguns periódicos jornalísticos, pesquisou-se sobre desinformação, fake news e
pós-verdade. Estas são temáticas e termos muito recentes, que ainda carecem
de literatura científica especializada. Assim, a pesquisa desenvolveu sua
análise teórica com a utilização de autores especializados em temáticas
emergentes sobre questões relacionadas à sociedade da informação. Neste
sentido, alguns artigos complementares também foram selecionados
pesquisando esses conceitos em bases de dados como a Scielo e Portal de
Periódicos da Capes.
Resultados e discussão
Contágio
O atual contexto é abordado aqui como resultado de alguns cenários. Do
ponto de vista técnico, tem-se o surgimento da web 2.0 em 2004, que permitiu
uma maior interatividade e participação dos seus usuários, desenvolvendo
ferramentas de publicação e compartilhamento das informações de forma
acessível e democrática. Foi a web 2.0 que permitiu a criação, por exemplo, da
Wikipédia, blogs e das primeiras redes sociais (PRIMO, 2007).
Este cenário de transmissão de informações e construção social dentro
da rede criou o que Piérre Lévy (2010) denominou de “cibercultura”, o modo de
ser predominante do ciberespaço – espaço virtual criado pela interconexão
mundial dos computadores. Uma das características relevantes da cibercultura
é a interatividade, correlacionada com a descentralização dos discursos e do
conhecimento. Do ponto de vista sociológico, instaura-se no mesmo cenário a
decadência das verdades universais, a ascensão da dúvida e da desconfiança
em relação à história oficial, a problematização das grandes narrativas e as
novas formas de relação com o saber. Estas são características de uma
condição, que Lyotard (2004) definiu como “pós-moderna”.
A decorrência principal da sociedade pós-moderna, inserida em um
tempo que, assim como suas conexões de rede, preza pela velocidade e
quantidade, pelo aqui e agora, é o fortalecimento do instantâneo. Como
Bauman (2001) propõe, a liquidez toma conta da vida e das relações humanas.
E essa mesma relação se dá com a informação. Mas nem sempre esta
incerteza gera uma atitude de indagação e vigilância. O excesso de vozes, a
sobrecarga de oferta de informação, muitas vezes faz as pessoas decaírem
para um estado de indiferença ou apatia, próprio da zumbificação.

�Epidemia
O cenário de fácil acesso e tráfego da informação junto com a
proliferação de smartphones, tablets, notebooks e outras ferramentas
tecnológicas de comunicação possibilitou, então, o desenvolvimento de uma
sociedade global conectada o tempo todo. A vida social é crescentemente
transferida do espaço físico para o espaço virtual e a nova realidade passa a
ser a sua representação imagética, a sua virtualização (BAUDRILLARD, 1999).
O caos informacional é, assim, gerado por uma série de fatores. Por um
lado, a pós-verdade e as fake news têm em sua origem questões políticoeconômicas (conforme definições e análises encontradas em Oxford University
(2017) e Allcott e Gentzkow (2017)). Pois, dentro da sociedade da informação,
a guerra e a disputa pelo poder também assumem uma dimensão
informacional.
Por outro lado, a desinformação também passa a ser uma forma de
gerar renda. Conforme reportagem de Rabin (2017), a ação conhecida como
clickbait, procura gerar lucros financeiros ao disseminador do conteúdo pela
quantidade de clicks que uma notícia recebe dentro de um determinado portal.
Por conta disso, vários “profissionais” autônomos investem na técnica,
divulgando desinformações que possuem potencial para se tornarem “virais”.
O sintoma do compartilhamento de desinformações também é
egocêntrico. Recuero (2009) analisa que a decisão por compartilhar algo em
uma rede social não diz respeito somente a se o individuo acha a informação
relevante. Ele também leva em conta em como os amigos ou sua audiência
irão reagir. Um estudo de caso específico (RIPOLL; ARDIGO, 2017) relata que
algumas informações compartilhadas pelas pessoas não são nem mesmo lidas
por quem compartilhou.
Cura
Por se tratar de um fenômeno recente, ainda não existem soluções
definitivas para lidar com os impasses do contexto informacional
contemporâneo. De forma prática, universidades e empresas têm desenvolvido
ferramentas relacionadas ao conceito de fact check (checagem de fatos). A
própria rede social Facebook, tem demonstrado preocupação com o tema
desde o fim de 2016 (ZUCKERBERG, 2016). Durante este ano, a rede social
implementará sua ferramenta de fact check para que os usuários sinalizem e
denunciem notícias falsas ou mal-intencionadas (MOSSERI, 2017).
No âmbito acadêmico e científico, a competência informacional torna-se
um conceito de alta relevância. Além disso, novos questionamentos
epistemológicos sobre a informação e seus usos surgem sob a luz de novas
áreas do conhecimento, como a própria Ciência da Informação, ou novos
paradigmas como a Filosofia da informação, de Luciano Floridi (2002). O
conceito de “inteligência coletiva” de Lévy (2007) também se apresenta
enquanto proposta para entender e transcender o caos informacional
característico do ciberespaço.
Considerações finais

�O processo de zumbificação da informação tem a ver principalmente
com a apatia gerada pelo ambiente digital. A falta de atenção ao lidar com a
informação, seja produzindo, compartilhando ou consumindo, gera
consequências desastrosas para o ato de se informar e para o
desenvolvimento do conhecimento. A saída para este problema é, acima de
tudo, uma retomada do pensamento crítico, uma conscientização ética dentro
do meio digital e uma reflexão sobre qual futuro se deseja para a própria
sociedade.
Referências
ALLCOTT, Hunt; GENTZKOW, Matthew. Social media and fake news in the
2016 election. Journal of Economic Perspectives, v. 31, n. 2, p. 211-236,
2017. Disponível em:
&lt;https://web.stanford.edu/~gentzkow/research/fakenews.pdf&gt;. Acesso em: 06
jul. 2017.
ARAGÃO, Alexandre. Notícias falsas da Lava Jato foram mais compartilhadas
que verdadeiras. BuzzFeed, 22 nov. 2016. Disponível em:
&lt;https://www.buzzfeed.com/alexandrearagao/noticias-falsas-lava-jatofacebook?utm_term=.kjBGd5Dn#.geDROxW4&gt;. Acesso em: 12 dez. 2016.
BAUDRILLARD, Jean. Tela total: mito-ironias da era do virtual e da imagem.
Porto Alegre Ed. Sulina 1999.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
FLORIDI, Luciano. What is the Philosophy of Information? Metaphilosophy, v.
33, n. 1-2, p. 123–145, jan. 2002. Disponível em:
&lt;http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/1467-9973.00221/epdf&gt;. Acesso em:
26 jan. 2017.
LÉVY, Pierre. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. 5.
ed. São Paulo: Loyola, 2007.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. 3. ed. São Paulo: Ed. 34, 2010.
LYOTARD, Jean François. A condição pós-moderna. 8. ed. Rio de Janeiro: J.
Olympio, 2004.
MOSSERI, Adam. Nova ferramenta do Facebook contra desinformação.
Facebook newsroom, 06 abr. 2017. Disponível em:
&lt;https://br.newsroom.fb.com/news/2017/04/nova-ferramenta-do-facebookcontra-desinformacao/&gt;. Acesso em: 19 maio 2017.
OXFORD UNIVERSITY PRESS. Word of the year 2016 is.... 2017. Disponível
em: &lt;https://en.oxforddictionaries.com/word-of-the-year/word-of-the-year2016&gt;. Acesso em: 18 jan. 2017.

�PRIMO, Alex . O aspecto relacional das interações na Web 2.0. E- Compós
(Brasília), v. 9, p. 1-21, 2007. Disponível em:
&lt;http://www.ufrgs.br/limc/PDFs/web2.pdf&gt;. Acesso em: 15 maio 2017.
RABIN, Cláudio Goldberg. Me engana que eu posto. Veja, ano 50, v. 2511, n.
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Disponível em: &lt; http://www.ichca.ufal.br/graduacao/biblioteconomia/v1/wpcontent/uploads/redessociaisnainternetrecuero.pdf &gt;. Acesso em: 18 nov. 2016.
RIPOLL, Leonardo; ARDIGO, Julibio David. Confiabilidade informacional nos
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No prelo.
VILICIC, Filipe. Rede de mentiras. Veja, ano 49, v. 2506, n. 48, p. 92-94, 30
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ZUCKERBERG, Mark. Post na fanpage oficial, em 19 nov. 2016. Disponível
em: &lt;https://www.facebook.com/zuck/posts/10103269806149061?pnref=story&gt;.
Acesso em: 12 dez. 2016.

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