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                  <text>ESTADO DA ARTE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DE
PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO SOBRE SOCIEDADE DA
INFORMAÇÃO E CURRÍCULO

Georgete LOPES FREITAS (UFMA) - georgete.lf@gmail.com
Resumo:
O Estado da arte da literatura em Educação sobre Sociedade da Informação e Currículo.
Objetiva destacar as discussões críticas e pós-críticas sobre Currículo na Sociedade da
Informação; apresentar o estado da arte e a frente de pesquisa sobre currículo na Sociedade
da Informação; informar a proveniência dos pesquisadores da Educação que publicam na
Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Revista Educação e Sociedade e Revista Currículo
sem Fronteiras. Tipifica a pesquisa como documental e campo. Conclui que, na Sociedade da
Informação, os estudos educacionais críticos estão contraordem do que é ditado pelos modelos
capitalistas de dominação, individualização e desempenho e são objeto de luta cotidiana dos
educadores críticos.
Palavras-chave: Sociedade da Informação. Currículo. Estado da Arte. Revistas Científicas.
Brasil.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

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�1 INTRODUÇÃO
A Sociedade da Informação pressupõe o aprender a aprender constante,
embasada no conhecimento, e as organizações educacionais percebem as
mudanças que alteram o seu fazer por meio de novas demandas apresentadas,
ocorrendo desequilíbrios entre o querer e o que é ofertado. Apresenta-se como
usuária constante de TIC veiculadoras e disseminadoras da informação, base para a
construção de conhecimento.
É nessa linha que se questiona os paradigmas educacionais curriculares à luz
da Sociedade da Informação, com a emergência das TIC eletrônicas permeando o
mundo das relações sociais nas diferentes esferas do saber, pois o estado da arte
das discussões não é observado apenas na Educação brasileira, mas no conjunto
mundial. Isto é, as contribuições não possuem fronteiras conforme o preconizado na
literatura sobre comunicação e paradigmas científicos (GARVEY; GRIFITH, 1979;
MEADOWS, 1999; MUELLER, 2000; KUHN, 2005).
Analisei as discussões sobre Currículo na Sociedade da Informação
constantes na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP), Revista
Educação e Sociedade e Revista Currículo sem Fronteiras, no período de 2001 a
2011, e se há ações delineadas nos planos, programas e projetos educativos
pensados pelo governo brasileiro.
Objetivei especificamente destacar as discussões críticas e pós-críticas sobre
Currículo na Sociedade da Informação; apresentar o estado da arte e a frente de
pesquisa sobre Currículo na Sociedade da Informação; informar a proveniência dos
pesquisadores da Educação que publicam nas Revistas em estudo.
Ao ressaltar a historicidade, Foucault (2000) destaca que a materialidade
documental (legislações, relatórios, livros, textos, narrações, registros, atas,
edifícios, instituições, regulamentos, técnicas, objetos, costumes etc.) apresenta
formas de permanências, sejam espontâneas ou organizadas. Tal acepção se
coaduna com a especificidade na análise dos artigos de revistas científicas, com os
quais se procedeu ao desvelar dos pensamentos e produções dos pesquisadores
em Educação sobre Currículo na/e Sociedade da informação.

�2 METODOLOGIA
A pesquisa foi caracterizada como documental e campo e o método
específico representado pelo estudo de caso (YIN, 2005) e a análise de conteúdo
(BARDIN, 2000).
Contextualizo a análise de conteúdo como uma vertente da pesquisa
qualitativa e que no seu fazer não prescinde de quantidades para representar as
ações sociais operadas na realidade e quando necessário serão feitos os devidos
aportes quantitativos, a fim de conferir maior explicação sobre a realidade estudada.
Para Haddad (2002, p.9): “Os estudos de tipo estado da arte permitem, num
recorte temporal definido, sistematizar um determinado campo de conhecimento,
reconhecer os principais resultados da investigação, identificar temáticas e
abordagens dominantes e emergentes, bem como lacunas e campos inexplorados
abertos à pesquisa futura.”.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise de conteúdo no trabalho devotou-se ao estudo do processo de
comunicação, da língua, funcionando para a produção de sentidos e que permite
analisar unidades além da frase, ou seja, o texto. Nesse contexto, Bardin (2000) e
Triviños (1987) ao falarem da análise de conteúdo ressaltam que é um conjunto de
técnicas de análise das comunicações, por meio de procedimentos sistemáticos de
descrição das mensagens, permitindo a inferência de conhecimentos relativos às
condições de produção/recepção.
E na análise de mensagens, de textos produzidos, Triviños (1987, p.160)
realça a importância de se adotar as técnicas da análise de conteúdo, do discurso,
para analisar as “[...] mensagens escritas, porque estas são mais estáveis e
constituem um material objetivo ao qual podemos voltar todas as vezes que
desejarmos.”.
Na análise nas Regiões mais produtivas houve a centralidade dos autores de
artigos publicados nas Revistas analisadas na Região Sudeste, com 113 (cento e
treze) artigos; seguida do Sul com 47 (quarenta e sete), Centro-Oeste, com 11
(onze) artigos; Nordeste com 8 (oito) e Norte, 3 (três), perfazendo no todo 182 (cento
e oitenta e dois) trabalhos citados como provenientes das organizações e a
distribuição por unidade regional brasileira.

�Esse dado é corroborado por Vieira e Sousa (2012) com inversão dos dados
referentes às Regiões Nordeste e o Centro-Oeste na publicação da Revista
Brasileira de Educação, e comentam a desigualdade no Brasil principiada na
distribuição da renda, em acesso e qualidade das escolas nas diferentes regiões,
nivela com o meio acadêmico resultando na apresentação díspar da pesquisa e da
socialização dos resultados em forma de artigos entre as diferentes regiões.
Destacam-se as poucas publicações do Nordeste e Norte fator comprovado
nacionalmente pelas pesquisas que mensuram a produção científica brasileira como
a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (ANÁLISE..., 2011), e
citadas exemplarmente na pesquisa de Fialho (2009, p.25) ao enfatizar que:
[...] envolve questões como o seu assentamento geográfico, o contexto
regional e urbano, a distribuição do seu corpo docente, o fluxo de
informações e a comunicação entre os seus diferenciados espaços, a
dinâmica do seu funcionamento, a convivência entre seus sujeitos,
membros de uma comunidade acadêmica, entre muitas outras. [...] estão
implicadas as dimensões acadêmicas, organizacionais e espaciais.

Investiguei, ainda, o Currículo Lattes dos autores dos artigos científicos que
versaram sobre Currículo na Sociedade da Informação para verificar suas áreas de
atuação declaradas no referido documento e, no estudo do documento percebi que
dos 11 (onze) autores, apenas 4 (quatro) devotam-se ao estudo do Currículo.
Tal fato demonstra um problema na produção científica dos pesquisadores
nas diferentes áreas do conhecimento e a Educação não é exceção à regra, pois
muitas vezes para seguir a máxima Publish or Perish, muitos pesquisadores
publicam individualmente ou em parceria sem ter como foco principal de estudos a
temática abordada.
É importante ressaltar a todos os autores que buscam a publicação, o
pensamento de Bourdieu (1983, p.10):
O reconhecimento, marcado e garantido socialmente por todo um conjunto
de sinais específicos de consagração que os pares-concorrentes concedem
a cada um de seus membros, é função do valor distintivo de seus produtos
e da originalidade (no sentido da teoria da informação) que se reconhece
coletivamente à contribuição que ele traz aos recursos científicos já
acumulados.

Então, dos 8 (oito) artigos selecionados para realizar pesquisa de campo,
produzidos por 11 (onze) autores, foram analisados 8 (oito) Currículos Lattes e foi
verificado que, 5 (cinco) declararam desenvolver pesquisas sobre o tema Currículo.

�4 CONCLUSÃO
Em conformidade com os objetivos da pesquisa, depreendo que, na frente de
pesquisa, a grande maioria dos artigos analisados não defendeu políticas públicas
educativas específicas para Currículo na/e Sociedade da Informação no Brasil, mas
defesas apaixonadas sobre o papel negativo da Globalização, Neoliberalismo,
Sociedade em Rede e Pós-Modernidade concernentes ao Referencial Curricular
Nacional ou termos correlatos.
Nos artigos que abordaram a Teoria Crítica depreendo que o estado da arte
das discussões reflete sobre:
a) estudos educacionais críticos na contraordem do que é ditado pelos
modelos capitalistas de dominação, individualização e desempenho contra os quais
os educadores críticos precisam lutar cotidianamente;
b) o cuidado para evitar pensamentos comodistas, destacar autores e cultuálos de forma exacerbada para recitar ideologias prontas sem a devida reflexão;
c) a necessidade de analisar as políticas educativas e curriculares para
compreender a relação entre o fenômeno educativo e a amplitude das políticas
sociais, culturais, econômicas, religiosas e ideológicas;
A frente de pesquisa e o estado da arte das discussões sobre Currículo na/e
Sociedade da Informação revelou-se mais acentuada à ênfase no contexto da
Educação para a performance neoliberal, especialmente de críticas a governos
considerados em tal vertente.
REFERÊNCIAS
ANÁLISE da produção científica a partir de publicações em periódicos
especializados. In: FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO
PAULO. Indicadores de ciência, tecnologia e inovação em São Paulo 2010. São
Paulo, 2011. 72p. cap.4. Disponível em:
&lt;http://www.fapesp.br/indicadores/2010/volume1/cap4.pdf&gt;. Acesso em: 5 nov.2014.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2000. 225p.
GARVEY, W. D.; GRIFFITH, B. C. Communication: the essence of the science.
Oxford: Pergamon, 1979.
HADDAD, S. Juventude e escolarização: uma análise da produção de
conhecimentos. Brasília, DF: INEP, 2002.
KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. 9. ed. São Paulo:
Perspectiva, 2005.

�MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Brasília, DF: Briquet de Lemos Livros,
1999. 268p.
MUELLER, Suzana Pinheiro. Introdução: as questões da comunicação científica e a
ciência da informação. In: MUELLER, Suzana Pinheiro Machado; PASSOS,
Edilenice Jovelina Lima (Org.). Comunicação científica. Brasília, DF: Departamento
de Ciência da Informação da UnB, 2000.
TRIVIÑOS, Augusto N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa
qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.
YIN, R. Estudo de caso: planejamento e métodos. 3. ed. Porto Alegre: Bookman,
2005.

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