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                  <text>COMUNICAÇÃO DA CIÊNCIA EM REDE: VISIBILIDADE E
INTERNACIONALIZAÇÃO

Raimunda Araujo Ribeiro (UFMA) - rai.raioluar@gmail.com
Lídia Oliveira (Univ. de Aveiro - PT) - lidia@ua.pt
Cassia Cordeiro Furtado (UFMA) - cassia.furtado@ufma.br
Resumo:
Esta comunicação relata parte de uma pesquisa de doutorado em curso, cuja relevância
situa-se no campo da multimédia e educação e da ciência da informação, com enfoque na
comunicação da ciência em rede, no comportamento infocomunicacional e seus reflexos na
formação contínua de docentes/investigadores pertencentes a quinze Programas de
Pós-Graduação da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação brasileiros e seis
Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação e Documentação portugueses,
vinculados a Instituições Superior Públicas (IES). Para o recorte desta comunicação, será
trabalhado a comunicação da ciência em rede para fins de visibilidade e internacionalização
dos referidos Programas, universo desta pesquisa, localizados no Brasil. Para tanto, foi
trabalhado o seguinte objetivo: avaliar as finalidades, percepções e valores agregados que os
coordenadores pertencentes aos Programas de Pós-Graduação da área de Biblioteconomia e
Ciência da Informação brasileiros possuem dos ambientes digitais, como espaços que se
configuram como veículos de comunicação científica e interação entre pares para a promoção
da visibilidade e internacionalização do trabalho desenvolvido .Foi utilizado como método de
pesquisa a análise de conteúdo, uma vez que procurou-se compreender em profundidade os
conteúdos coletados por meio da realização de entrevistas, com quatro dos quinze
coordenadores representantes desses Programas pertencentes às IES brasileiras selecionadas.
Ademais, os resultados apresentados destacaram os ambientes on-line mais utilizados, para
fins de visibilidade e internacionalização do trabalho acadêmico e científico desenvolvido em
escala global, bem como as redes de parceiras (nacionais/estrangeiras) estabelecidas para a
formação de grupos de pesquisas e desenvolvimento da produção científica.
Palavras-chave: Comunicação da ciência em rede,Visibilidade,
Programas
de
Pós-Graduação,
Ciência
Biblioteconomia,Brasil.

Internacionalização,
da
Informação/

Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

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�COMUNICAÇÃO DA CIÊNCIA EM REDE: VISIBILIDADE E
INTERNACIONALIZAÇÃO
Raimunda Ribeiro. Universidade Federal do Maranhão, Bolseira CAPES, Brasil, Universidade de
Aveiro, Portugal, rraimunda@ua.pt - Lídia Oliveira. Universidade de Aveiro, Portugal, lidia@ua.pt Cassia Furtado. Universidade Federal do Maranhão, Brasil, cassia.furtado@ufma.br

Introdução
Os estudos dos conceitos em qualquer campo científico tornam-se necessários ser
evidenciados, para que possamos contextualizar a evolução de determinados
fenômenos aplicados à ciência. No caso específico desta investigação que visa
apresentar o contributo das tecnologias digitais na evolução da comunicação científica
em ambientes de ensino e pesquisa, começaremos por apresentar o conceito de
comunicação trabalhado por um dos cientistas visionários da área da Ciência da
Informação, evidenciando que esta é uma de suas áreas de estudo. Assim, o conceito
de comunicação trabalhado por Meadows (1999, p.7) afirma que esta “situa-se no
próprio coração da ciência. É para ela tão vital como a própria pesquisa, pois a esta
não cabe reivindicar com legitimidade este nome enquanto não houver sido analisada
e aceita pelos pares. Isso exige necessariamente que seja comunicada”.
Compreendemos que sendo a comunicação o coração da ciência, é fundamental que
sejam utilizadas todas as formas possíveis de divulgação e difusão científica para que
os cientistas, as universidades e, os órgãos de fomento possam ser reconhecidos e
valorizados pelos produtos científicos gerados (artigos científicos, livros…), tanto
pelos pares como pelo público em geral. Esse processo é realizado por meio da
comunicação científica apresentada em 1949, por Shannon e Weaver como sendo um
processo que se caracteriza pela transmissão de informação por meio de um emissor,
mensagem a um canal e receptor (CARIBÉ, 2015).
Nesse sentido, a web 2.0 e todas as ferramentas tecnológicas disponibilizadas nos
mais variados ambientes digitais, como as redes sociais generalistas e/ou redes
sociais especializadas (Academia.edu, Google Scholar e a ResearchGate, LinkedIn,
Facebook) trouxeram à tona uma nova forma de fazer e comunicar a ciência, ou como
denomina Azevedo e Moutinho (2014, p. 2) ciência 2.0. Essas ferramentas propiciam
a comunicação da ciência em rede, que possui como características próprias a
colaboração, participação e o compartilhamento de ideias entre pares, gerando “fluxos
livres de intercâmbio, modificando os processos de produção, desenvolvimento e
comunicação da ciência”.
Parte daí o nosso interesse em estudar como ocorrem os processos de comunicação
entre os coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Biblioteconomia e
Ciência da Informação brasileiros, sujeitos alvo desta investigação e, quais as
influências desses ambientes digitais, como espaços que se configuram como
veículos de comunicação científica e interação entre pares para a promoção da
visibilidade e internacionalização do trabalho desenvolvido nessa área, assim como
para a formação de parcerias em nível nacional e internacional, para fins de
desenvolvimento e gestão de projetos de pesquisas, e consequentemente geração de
produtos científicos.
Para tanto, considerando a relevância da discussão desta temática para as áreas em
estudo, esta investigação tem como objetivos avaliar quais as finalidades, percepções
e valores agregados que os coordenadores brasileiros das áreas de Biblioteconomia
e Ciência da Informação possuem dos ambientes digitais e, descrever as estratégias
utilizadas para internacionalização e visibilidade do trabalho científico desenvolvido.

�Quais percepções os coordenadores brasileiros dos Programas de Pós-Graduação
da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação têm sobre as potencialidades dos
ambientes digitais para a internacionalização e visibilidade das atividades científicas
em espaços acadêmicos?
Método
Para o recorte deste artigo, de acordo com o objetivo traçado, utilizamos a técnica de
análise de conteúdo, uma vez que procuramos compreender em profundidade os
conteúdos coletados por meio da realização de entrevistas, em conformidade com as
respostas dos inquiridos, relacionadas à categoria internacionalização e visibilidade e
às subcategorias: publicações, grupos de pesquisas, e presença acadêmica on-line
(AMADO, 2014).
A análise de conteúdo, enquanto “um conjunto de técnicas de análise de
comunicações” nos possibilita estabelecer categorias e subcategorias de análise, bem
como descrever e interpretar o conteúdo emitido pelos sujeitos selecionados, neste
caso quatro, dos quinze coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em
Ciência da Informação e Biblioteconomia brasileiros que fazem parte do universo
desta pesquisa. (BARDIN, 2014, p.33).
Como instrumento de recolha de dados, utilizamos uma entrevista semiestruturada,
composta de 23 questões, das quais foram utilizadas quatro, para fins de construção
desta comunicação. Dos quinze coordenadores, foram entrevistados oito no período
de abril a agosto de 2016. Dessa forma, os critérios de inclusão utilizados para esta
amostra, se deu de forma que: representassem as regiões, sul, nordeste, centro-oeste
e sudeste do Brasil, terem reconhecimento
nacional por estarem creditados pela
Agência Nacional de formação pós-graduada no Brasil (Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/www.capes.gov.br), corresponderem
à maioria dos Programas existentes pertencentes a universidades públicas e por
representarem a Ciência da Informação, e a Biblioteconomia brasileira.
O tempo de realização das entrevistas com esses coordenadores levou em média
40min a 1h e 20min, gravadas com um gravador digital. Foram realizados recortes na
íntegra dos discursos emanados pelos coordenadores (Figuras 1 e 2) durante a
realização das entrevistas referentes às questões selecionadas para este estudo que
respondem às categorias e subcategorias de análise, assim como a questão de
investigação e aos objetivos traçados.
Resultados e Discussão
Os resultados e as discussões apresentadas nesta seção foram organizados de
acordo com as categorias e subcategorias anteriormente mencionadas.
Na categoria internacionalização e visibilidade, que envolve as subcategorias
relacionadas a publicações, formação de grupos de pesquisas em parcerias com
Instituições de Ensino Superior e/ou órgãos de fomentos (nacional/internacional) com
o intuito de averiguar os níveis de representatividade dessas comunidades em
análises, os inquiridos afirmaram conforme percebemos nos trechos dos seus
discursos elencados pelos respondentes A, B, C e D (Figura 1), que os cursos de pósgraduação das universidades das quais são representantes possuem convênios com
IES nacionais e internacionais, bem como com Institutos de pesquisas, principalmente
localizados na França, Estados Unidos, Inglaterra e Espanha. Tais parcerias
proporcionam a internacionalização desses programas, assim como viabilizam
parcerias para publicações em periódicos internacionais.
Outro mecanismo de internacionalização destacado pelos respondentes é o incentivo
aos docentes/investigadores para participarem como pareceristas de revistas
estrangeiras, coordenadores de seções em eventos internacionais, a fim de que

�nessas oportunidades estabeleçam contatos com pesquisadores de universidades
estrangeiras, com vistas a firmar acordo para virem proferir palestras nos eventos
organizados pelos Programas, universo deste estudo, e ministrarem cursos de curta
duração.
Sobre a internacionalização dos Programas de Pós-Graduação (Figura 1), o aspecto
destacado pelo respondente D, diz respeito à necessidade de viabilização do site em
inglês tanto da Instituição, quanto do Programa, visto que os referidos sites, conforme
ele afirma disponibilizam o edital do Programa para captarem estudantes estrangeiros.
Destaca que estão em processo de convênios com universidades estrangeiras e
afirma ainda, que essas são algumas das formas de internacionalização trabalhadas
por esse Programa a médio e longo prazo. Buscam também com essa finalidade
parcerias com professores e pesquisadores internacionais, que se concretizam por
meio de co-orientação ou co-pitela.
Categoria/ Internacionalização e Visibilidade
Subcategorias/Publicações/Grupos de Pesquisas/Projetos
“Apenas agora está se discutindo para nossa universidade a necessidade, por exemplo, de sites de programas serem bilíngues. ObserveRespondentes Brasileiros
se que os Mestrados Profissionais, como é o nosso caso, não oferecem bolsas e se dedicam a soluções dentro de contextos específicos
do trabalho biblioteconômico. A internacionalização não é impossível, mas eu diria que é mais difícil e menos esperada nestes tipos de
curso”. [Os grupos de pesquisas] “são nacionais”. (Respondente A).

“Bom, acredito que são todos os tradicionais, aqui na escola tem orientado aos pouquinhos a participação dos nossos professores em, por exemplo,
como pareceristas de revistas estrangeiras, participando em eventos de diversas formas, não só apresentando trabalho, coordenando sessões nos
eventos, grupos de pesquisas, trazendo palestrantes nos nossos próprios eventos, através de convênios com universidades estrangeiras, cursos de
pequena duração sempre que há oportunidade…” (Respondente C).
“Eles são principalmente nacionais, mas tem alguns professores que não são muitos, mas uns 4 ou 5 que tem trabalhado ou talvez até mais, tenha
aumentado com essa política de pós-doutoramento mais e mais dessa colaboração dos professores com professores dos Estados Unidos, França,
Espanha principalmente, então se tinha instituições e órgãos de fomento, então as universidades dos Estados Unidos, as francesas eu não sei de cor,
na Espanha tem várias então eu teria que consultar, não vou saber falar o nome delas”. (Respondente C).
“Bom, eu acho que uns dos mecanismos é essa política de incentivo em espaços e eventos acadêmicos, anais, eu acho que esse é o primeiro ponto,
se a instituição acredita na gente e incentiva [para] que nós possamos produzir de maneira internacional, isso já é um primeiro caminho, mas a gente
precisa viabilizar, então, por exemplo, nós temos aqui uma pessoa dedicada a fazer versões dos nossos trabalhos, então eu consigo escrever em
inglês, eu consigo escrever em francês, mas é bom que nós tenhamos alguém que possa fazer essa versão tanto pro inglês quanto pro francês que
eventualmente eu posso estar ocupado com outras coisas e eu posso pegar um texto que eu escrevi e passar pra ela fazer a tradução, fazer a versão,
aí depois eu vou obviamente fazer a revisão disso, então esse é o mecanismo interessante a gente tem aqui até uma bolsa, a bolsa PCI, uma pessoa
dedicada digamos a servir a gente nessa demanda”. (Respondente D).

Figura 1- Categoria de análise referentes aos assuntos direcionados a internacionalização e visibilidade

Em relação à comunicação da ciência em rede que envolve as subcategorias
relacionadas à presença acadêmica on-line, ou seja, quais as finalidades e formas de
utilização das ferramentas infocomunicacionais, como espaços de socialização, que
têm como missão conectar pesquisadores para o compartilhamento de conteúdos, e
o acesso aberto à ciência, conhecimento e experiência, os respondentes A, B, C e D
(Figura 2), afirmaram em uma análise geral que estes utilizam, sim, mas são iniciativas
individuais, não existindo nenhuma política institucional para isso. Dentre as redes
acadêmicas citadas temos a ResearchGate e Google Scholar. Foram citadas também
redes sociais como o Twitter, o Facebook, e o Instagram, que são úteis para a criação
de grupos específicos para a integração entre docentes/discentes da mesma
instituição, bem como veículos para divulgação dos seus próprios artigos, assim como
uma forma de comunicação mais rápida e eficiente.
Categoria/ Internacionalização e Visibilidade

Subcategoria/ Presença Acadêmica on-line

�Respondentes Brasileiros
““Normalmente como eu já falei a maioria dos professores que eu acompanho utiliza a mídia social quando publica algum artigo quando alguma revista
ou periódico que ele acompanha lança uma nova edição ele está sempre divulgando e compartilha isso com os demais colegas nos grupos específicos
que nós criamos nas turmas também”. (Respondente B).
“Se nossos docentes participam de redes acadêmicas, trata-se de ação individual, não consistindo em uma política da instituição”. (Respondente A).
““Não, existe como eu já falei Twitter, Facebook, Instagram talvez e outras específicas da área, mas assim nenhuma mirando a internacionalização,
não, isso ainda não chegamos a esse patamar, a questão da internacionalização é algo bem embrionário pelo fato dele ser [um curso] muito novo”.
(Respondente B).
“Participar dessas redes de pesquisadores tipo ResearchGate e Google Scholar, é uma iniciativa mais pessoal, não é o programa [que] tem exigido,
você está me dando a ideia, vou passar a exigir. É uma iniciativa que não são todos os docentes do programa que tem cadastro [por exemplo] na
ResearchGate”. (Respondente C).

“...eu acho que tanto a nível nacional como internacional nesse quesito não tem usado muito as ferramentas [tecnológicas] possíveis, acaba que isso se
torna mais uma espécie de ação mais individual de um ou outro pesquisador que está mais familiarizado com isso, eventualmente é o grupo, o coletivo.
Então, mas assim do ponto de vista nacional ...por exemplo tem grupos de pesquisa que estão na plataforma do CNPq registrado, esses grupos
geralmente utilizam de plataformas como Facebook ou como o próprio WhatsApp para se comunicar entre os membros e propor agendas propositivas
de atividades e coisas do gênero, eu mesmo tenho tanto no âmbito do ensino como da pesquisa, grupos no WhatsApp que eu me comunico....

Figura 2- Categoria de análise referentes aos assuntos direcionados a presença acadêmica on-line.

Almousa (2011) afirma que os profissionais estão empregando as Redes Sociais
acadêmicas para divulgação da sua produção intelectual, aprender sobre seus pares
e com os pares, localizar especialistas para resolver problemas, e encontrar potenciais
colaboradores. Dentre esses usuários, especializados que utilizam Redes
acadêmicas, estão os órgãos científicos ou acadêmicos, pois estes
ambientes proporcionam a essas comunidades ferramentas de trabalho cooperativo,
por meio das quais podem desempenhar um papel crítico na especificação de
maneiras resolutivas de problemas nesses ambientes, aumentar o nível de sucesso
bem como fomentar a realização dos objetivos individuais e em grupo.
Considerando os argumentos desse contexto, um ponto importante é que atualmente
o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) no Brasil,
passou a adotar como um dos itens de avaliação: “as iniciativas de educação e
divulgação científica realizadas pelos próprios cientistas”, pois se antes era valorizada
somente a produtividade acadêmica na avaliação de desempenho, hoje o pesquisador
necessita ter consciência da “importância de fazer divulgação on-line de seus produtos
de pesquisa”. Isso nos leva a considerar que as mídias sociais são ferramentas
indispensáveis à avaliação da representatividade e autoridade dos cientistas frente
aos seus representantes quer sejam estes seus pares ou instituições que os
representem ou que institucionalizem as suas pesquisas (BARROS,2015, p.21).
Considerações Finais
O presente estudo buscou responder aos objetivos delineados referentes aos usos,
percepções e o contributo das ferramentas infocomunicacionais para a comunicação
da ciência em rede nas comunidades em análise. Dessa forma, evidenciamos a
relevância científica dessas ferramentas como mídias sociais a partir do olhar dos
coordenadores dos quatro Programas de Pós-Graduação em Biblioteconomia e
Ciência da Informação brasileiros selecionados, visando principalmente, apresentar
as estratégias utilizadas para a visibilidade do trabalho científico desenvolvido por
essas comunidades em nível nacional e internacional.
Considerando que este estudo é um recorte de uma pesquisa de doutorado em
andamento inferimos, a partir dos resultados parciais apresentados nesta
comunicação, em especial os mestrados profissionais, que os representantes dessas
Pós possuem consciência da importância da internacionalização e visibilidade para os
mesmos, apesar de ser algo ainda distante de suas realidades. Todavia, percebemos
tanto em seus discursos quanto em Pesquisa realizada na Plataforma Sucupira

�(disponibiliza dados informações referentes aos Programas de Pós-Graduação
Brasileiros vinculados às Instituições de Ensino Superior Públicas) da Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) que os mesmos possuem
grupos de pesquisas predominantemente nacionais, assim como seus parceiros, tanto
os órgãos de fomento à pesquisa, quanto as outras Instituições. Porém, estão
trabalhando a internacionalização dos seus Programas, por meio de parcerias
estabelecidas com universidades estrangeiras, a exemplo das espanholas, assim
como o incentivo para publicações em periódicos internacionais. As suas pesquisas
enfatizam principalmente as demandas do mercado, por ser uma Pós que visa à
atualização de Profissionais da área de Biblioteconomia.
Em relação às duas outras Pós analisadas, no que refere as representadas pelos
respondentes C e D, por serem Programas que já possuem tradição em ensino e
pesquisa na área, têm um maior número de parcerias internacionais. Entretanto,
essas parcerias são advindas principalmente de ações individuais dos pesquisadores.
Identificamos, assim, a necessidade de um trabalho mais coletivo e colaborativo, para
que cada vez mais um maior número de pesquisas e pesquisadores tenham
reconhecimento e prestígio no Sistema Científico Global.
Na categoria comunicação da ciência/presença on-line, percebemos que existe o uso
das mídias sociais. Entretanto, são ações isoladas, pois ainda não existe a cultura do
debate entre pares sobre os benefícios desses ambientes para a divulgação/difusão
da produção científica gerada. Há também a utilização, sim, de algumas redes sociais
e/ou redes sociais acadêmicas para partilha de informações e conteúdos entre pares,
divulgação das suas publicações científicas, bem como agendamento das atividades
a serem desenvolvidas pelos grupos de pesquisas.
Ressaltamos, no entanto, que encontramos algumas limitações para o
desenvolvimento deste estudo, tais como: dificuldade em contactar com alguns dos
coordenadores desses Programas, a fim de fazer um agendamento das entrevistas,
assim como o não retorno e a demora das respostas aos e-mails enviados.
REFERÊNCIAS
AMADO, J. Manual de investigação qualitativa em educação. Coimbra:Imprensa
da Universidade de Coimbra. 2014.
ALMOUSA, O. Users' Classification and Usage-Pattern Identification in Academic
Social Networks. IEEE Jordan Conference on Applied Electrical Engineering and
Computing Technologies (AEECT), 2011. Retrieved from
http://ieeexplore.ieee.org/document/6132525/?reload=true. Acesso em: 3 nov. 2016.
AZEVEDO, J.; MOUTINHO, N. 2014. A comunicação da ciência em plataformas
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CONGRESO IBEROAMERICANO DE CIENCIA, TECNOLOGÍA, INNOVACIÓN Y
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BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2014.
BARROS, M. Altmetrics : métricas alternativas de impacto científico com base em
redes sociais. Perspectivas em Ciência da Informaçao
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CARIBÉ, R. de C. do V. Comunicação científica: reflexões sobre o conceito. Inf. &amp;
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MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos Livros,
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          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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          <name>Subject</name>
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              <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Esta comunicação relata parte de uma pesquisa de doutorado em curso, cuja relevância situa-se no campo da multimédia e educação e da ciência da informação, com enfoque na comunicação da ciência em rede, no comportamento infocomunicacional e seus reflexos na formação contínua de docentes/investigadores pertencentes a quinze Programas de Pós-Graduação da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação brasileiros e seis Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação e Documentação portugueses, vinculados a Instituições Superior Públicas (IES). Para o recorte desta comunicação, será trabalhado a comunicação da ciência em rede para fins de visibilidade e internacionalização dos referidos Programas, universo desta pesquisa, localizados no Brasil. Para tanto, foi trabalhado o seguinte objetivo: avaliar as finalidades, percepções e valores agregados que os coordenadores pertencentes aos Programas de Pós-Graduação da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação brasileiros possuem dos ambientes digitais, como espaços que se configuram como veículos de comunicação científica e interação entre pares para a promoção da visibilidade e internacionalização do trabalho desenvolvido .Foi utilizado como método de pesquisa a análise de conteúdo, uma vez que procurou-se compreender em profundidade os conteúdos coletados por meio da realização de entrevistas, com quatro dos quinze coordenadores representantes desses Programas pertencentes às IES brasileiras selecionadas. Ademais, os resultados apresentados destacaram os ambientes on-line mais utilizados, para fins de visibilidade e internacionalização do trabalho acadêmico e científico desenvolvido em escala global, bem como as redes de parceiras (nacionais/estrangeiras) estabelecidas para a formação de grupos de pesquisas e desenvolvimento da produção científica.</text>
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          <name>Language</name>
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