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                  <text>Conhecendo um laboratório de humanas - a biblioteca
Karina Gama Cubas da Silva (UNICAMP) - karinagc.unicamp@gmail.com
Resumo:
A participação conjunta de pesquisadora, mestrandos, graduanda e bibliotecária vinculados ao
Núcleo de Estudos de Gênero PAGU no Programa Ciência &amp; Artes nas Férias, da Pró-Reitoria
de Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), é relatada ao demonstrar a
possibilidade de atividades em parceria para apresentar aos alunos de escolas públicas como é
o fazer ciência na área de humanidades, além de proporcionar a descoberta de um de seus
laboratórios – a biblioteca.
Palavras-chave: Ciência – Metodologia. Bibliotecas de ciências humanas. Biblioteca
universitária. Estudos de gênero. Extensão universitária – Adolescentes.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

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Introdução
Despertar nos jovens da rede pública do ensino fundamental e médio a vontade
de fazer parte de uma universidade e ainda provocar o interesse em desafios da
pesquisa científica são objetivos do programa Ciência &amp; Artes nas Férias, da Pró-Reitoria
de Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), que já possui 15 anos.
Nesse programa, durante aproximadamente 20 dias, os alunos têm a possibilidade de
vivenciar a pesquisa científica e atividades artísticas utilizando da metodologia do
trabalho científico em ambientes de laboratórios de pesquisa. Nesse contexto, o Núcleo
de Estudos de Gênero PAGU, do qual fazemos parte, encaminhou uma proposta de
projeto intitulado “Conhecendo um laboratório de humanas”, onde intercalamos a
exposição de como é o fazer ciência na área de humanidades e demos destaque ao seu
laboratório - a Biblioteca.
Tínhamos o conhecimento de que os projetos que mais criavam expectativas nos
alunos eram os que proporcionavam experimentos em laboratórios equipados e onde o
jaleco branco era indispensável. No entanto, convivíamos com muitos alunos em nossa
biblioteca que fizeram a escolha por um curso da área de humanidades, por isso
sabíamos que para alguns a experiência prévia seria importante antes da escolha do
curso na inscrição do vestibular.
Relato da experiência
O Programa Ciência &amp; Artes nas Férias possui dois formatos: um que acontece
nos meses de janeiro e fevereiro, com alunos do ensino médio, e outro em julho, com
alunos dos dois últimos anos do ensino fundamental.
Inscrevemo-nos com um projeto para o mês de julho de 2016 e fomos
selecionados. Tivemos uma turma de 45 alunos pela manhã e outra turma com o mesmo
número de alunos, à tarde, em um único dia.
No Núcleo de Estudos de Gênero PAGU, pesquisas relacionadas a estudos de
gênero, articulada ainda a outras diferenças – raça/etnia, nacionalidade, classe, geração,
sexualidade – fazem parte de nossa rotina. Além do campo etnográfico que os
pesquisadores realizam, existe a pesquisa bibliográfica que fundamenta os estudos. Por

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isso, consideramos que a Biblioteca é um dos laboratórios de nossa área e, por esse
motivo, montamos a programação de forma que os alunos pudessem conhecer a
seguinte agenda: Apresentação do PAGU; O que é ciência?; Ciências Humanas; Iniciação
Científica; Esboço de uma pesquisa e Visita guiada à Biblioteca.
Toda a ação aconteceu no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), local
onde o núcleo tem sua sede. A equipe que compôs os trabalhos era formada pela
pesquisadora coordenadora do projeto, que também era coordenadora do núcleo, por
dois alunos da pós-graduação do Programa de Antropologia Social do Instituto de
Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), que eram orientados por pesquisadoras do núcleo,
uma aluna da graduação do curso de Ciência Sociais e a bibliotecária do núcleo.
As exposições orais aos alunos aconteceram como o planejado e, ao final, um
desafio foi proposto: em grupos, deveriam elaborar o esboço de uma pesquisa. Nessa
atividade, a equipe do núcleo estava preparada para orientar os estudantes na escolha
de qual linha de pesquisa tinham interesse em trabalhar (as linhas de pesquisa na qual
o núcleo atua foram apresentadas previamente). Os alunos também foram instigados a
elaborar ‘uma pergunta’, ‘um problema’, que genuinamente lhes causava interesse.
Além disso, tiveram que escolher por quais meios iriam responder as perguntas
elaboradas, indicando por quais ferramentas utilizariam para esse fim.
Na etapa em que era preciso escolher com quais ferramentas responderiam as
perguntas elaboradas, a bibliotecária detalhou a possibilidade de levantamento
bibliográfico, explicando todas as fontes que a universidade possuía e como era
realizada essa pesquisa.
Ainda no desenvolvimento da atividade, os grupos eram convidados a realizar
uma visita monitorada à biblioteca do Núcleo de Estudos de Gênero PAGU,
acompanhados da bibliotecária.
Na biblioteca eles puderam ter o contato com as publicações do núcleo e, entre
elas, o periódico científico, que possui uma avaliação Qualis A (CAPES) em algumas áreas
do conhecimento, arriscamos tentar explicar do que se tratava esse tipo de
reconhecimento.

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Os livros de autoria das pesquisadoras integrantes do acervo estavam dispostos
sobre a mesa e os estudantes puderam identificá-las, pois já tinham conhecido seu
trabalho/pesquisa na exposição feita anteriormente.
Foi apresentado aos alunos o sistema que gerencia o acervo das bibliotecas da
Universidade e eles puderam simular buscas aleatórias ou do material que pudesse
ajudá-los a responder o desafio. Nesse momento, reforçamos que eles poderiam
consultar pela internet todo o acervo que a UNICAMP possui através do catálogo on-line
e que todas as bibliotecas poderiam ser utilizadas caso necessário, com a exceção da
possibilidade de empréstimo domiciliar. Explicamos como as obras – livros, periódicos e
teses – estavam organizadas nas estantes. No núcleo, os livros são ordenados pelo
Código de Decimal de Dewey (CDD), e pudemos mostrar aos estudantes que cada livro
tem seu endereço na estante de acordo com a temática do conteúdo.
O acervo do núcleo é pequeno se comparado a outras bibliotecas da UNICAMP.
Mencionamos isso aos alunos e os convidamos a visitar as demais bibliotecas em algum
outro momento. Aproveitamos e pudemos questioná-los se em suas escolas de ensino
fundamental existia biblioteca. Alguns responderam que sim e outros mencionaram que
os livros (entendemos se sejam livros de literatura) ficavam em suas próprias salas de
aula, mas todos indicaram alguma atividade de leitura.
Encerrado o tour à biblioteca com o último grupo, retornamos ao local dos
demais e pudemos finalizar as atividades, onde lemos o que havia sido produzido – os
esboços de pesquisa, comentamos e sugerimos adequações
Considerações Finais
A experiência/ a oficina foi muito interessante. Houve um retorno dos alunos
dizendo que realmente esperavam essa oportunidade de poder participar de oficinas da
área de humanas, pois já haviam feito experimentos em laboratórios. Fomos uma das
poucas oficinas que abordaram o fazer ciência na área de humanidades no programa de
julho de 2016.
Como autoavaliação, notamos que, para a faixa etária dos alunos que
participaram, o conteúdo transmitido na primeira parte estava um pouco teórico -

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talvez em uma próxima oficina teremos de mudar a dinâmica. Já na última parte, em
que os estudantes trabalharam em grupos, os debates foram bastante interessantes e
observamos que conseguimos atingir o objetivo: fazê-los refletir e apresentar aos alunos
do ensino fundamental como acontece a pesquisa científica na área de humanidades,
especialmente as que dialogam com questões de gênero e sexualidade, materializando
com informações das atividades que são desenvolvidas no Núcleo de Estudos de Gênero
PAGU.
Por fim, no âmbito da prática da biblioteconomia, compreendemos que o
programa Ciência &amp; Artes nas Férias possibilita ir além da missão básica de biblioteca
especializada em um contexto universitário – prover informação para a pesquisa e
ensino. Percebemos que ele pode atrair os jovens ao demonstrar que as estruturas
físicas e burocráticas podem ser alcançadas e estão lá para toda a sociedade; que
existem espaços onde há profissionais que poderão auxiliar no percurso do
desenvolvimento da vida acadêmica; que há profissionais que possibilitarão o
levantamento de informações em geral da Universidade; e que também há o
oferecimento de serviços específicos como os de referência, onde estratégias e
ferramentas de busca possibilitam localizar publicações que irão refutar seu trabalho ou
corroborar com o que está em desenvolvimento. Os alunos da rede pública precisam de
momentos como esses, em que entendem que há a possibilidade de fazer parte daquele
“mundo acadêmico”.
Agências financiadoras:
Pró-Reitoria de Pesquisa da UNICAMP; Faepex/UNICAMP

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