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                  <text>BIBLIOTERAPIA: a contribuição da biblioterapia no tratamento de
pacientes internados em unidades hospitalares

Maryse Azevedo Dos Santos (UFAM) - maryseeu4@gmail.com
Suely Oliveira Moraes Marquez (UFAM) - suelymoraes31@gmail.com
Resumo:
Este projeto de pesquisa pretende analisar a importância e a contribuição da Biblioterapia no
processo de tratamento de pacientes internados em unidades hospitalares. Apresenta
conceitos, a importância da prática biblioterapêutica e a biblioterapia como campo de atuação
para o bibliotecário. Destaca sua aplicação com a finalidade de minimizar a tensão dos
pacientes em tratamento hospitalar, como também de seus acompanhantes, proporcionando
um ambiente mais agradável e familiar. Relata sobre a leitura com objetivo terapêutico e como
ela vem sendo aplicada em ambientes hospitalares, amenizando a solidão e a tristeza,
proporcionando momentos de felicidade, de sonho, de magia e de descontração. Os
procedimentos metodológicos se basearam em pesquisas bibliográficas/eletrônicas, através de
livros, periódicos, anais de eventos pertinentes ao assunto, com a finalidade de obter
embasamento teórico-metodológico para o desenvolvimento concreto da pesquisa e a
formalização do trabalho monográfico.
Palavras-chave: Biblioterapia. Leitura terapêutica. Biblioterapêuta.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

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�INTRODUÇÃO
Biblioterapia vem do grego biblion, que significa livro ou qualquer material
bibliográfico ou de leitura e therapein que significa tratamento, cura ou
restabelecimento, então a biblioterapia é uma terapia utilizada com livros.
Sendo assim utilizada como terapia psicológica de pessoas enfermas, a
biblioterapia utiliza o simples ato da leitura, aplicando-a como atividade de forma
secundária na tentativa de cooperar no tratamento de pacientes que estão
internados com doenças hematológicas.
Esse tipo de doença afeta ao estado físico e emocional dos pacientes,
independente da doença enfrentada, tornando assim, complicado a locomoção
dos mesmos até a biblioteca do hospital, se existir.
Devido a essa situação, é visível a necessidade de implementar a
interação entre a biblioteca e os pacientes, tornando a biblioterapia um canal
capaz de proporcionar um “novo mundo” às pessoas que muitas vezes não
podem se deslocar de seus leitos.
Ouakin (1996, p. 12), diz que: “A palavra ‘terapia’ tem essencialmente um
sentido curativo. O remédio e o médico vêm para ‘reparar’ uma ‘fratura’ do corpo,
do espírito ou da alma.” Logo, é necessário o acompanhamento terapêutico de
uma equipe especializada.
Por intermédio da leitura em ambientes hospitalares pode-se motivar não
somente pacientes, mas todos os sujeitos que circulam neste local, visando uma
melhoria não apenas nos pacientes, mas também em toda a equipe participante
da ação.

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PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Para o desenvolvimento desta pesquisa é o alcance dos objetivos
previamente estabelecidos buscou caracterizar e estabelecer quais são os
processos destacados pela prática da biblioterapia e os seus benefícios da
aplicação terapêutica no auxílio ao tratamento oferecido aos pacientes atendidos
pelas unidades de saúde e a posteriormente foram feitas sugestões de
atividades para serem trabalhadas.
Toda e qualquer pesquisa ou ainda intervenção teórico-metodológica na
realidade complexa e que envolve o conjunto de elementos humanos com sua
diversidade e potencialidade exige que tal ação esteja orientada por um percurso
ou trilha que se abre à medida que se lida com os aspectos dinâmicos desta
mesma realidade material e humana em constante evolução.
O percurso que orientou a pesquisa a ser realizada perpassa em seu início
a devida pesquisa bibliográfica na literatura especializada, na qual serão
coletadas informações com o objetivo de promover um embasamento o mais
amplo sobre a temática e o suporte teórico-metodológico da pesquisa.
O percurso metodológico aponta os caminhos escolhidos utilizando o
método, técnica local da pesquisa e os atores envolvidos, pois é caminhando
que se constroem as trilhas que nos levam adiante em nossos objetivos.
A pesquisa foi descritiva devido ao fato de não haver nenhuma
interferência. O fenômeno será somente observado, analisado, registrado e
interpretado pelo pesquisador, pois, segundo Barros e Lehfeld (2007), na
pesquisa descritiva realiza-se o estudo, a análise, o registro e a interpretação
dos fatos do mundo físico sem a interferência do pesquisador.
Afim de se obter um maior conhecimento sobre o papel da Biblioterapia
nos hospitais para pacientes e com público diverso que neles transitam, foi feito
um estudo exploratório através da pesquisa qualitativa.
De acordo com Minayo (2002, p. 21),
A pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares.
Ela se preocupa, nas ciências sociais, com um nível de realidade
que não pode ser quantificado. Ou seja, ela trabalha com o
universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores
e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das
relações. (MINAYO, 2002, p. 21).

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Segundo Fonseca (2002), a pesquisa bibliográfica é feita a partir do
levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios
escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites.
Devido a isso, a presente pesquisa também pode ser considerada bibliográfica,
pois foram realizadas reflexões a partir das obras de autores, como: Alves
(1982), Caldin (2001), Silva (1992), entre outros.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS
A biblioterapia e sua aplicação no ambiente hospitalar, possui um papel
fundamental e social para com pessoas que por motivos sérios desenvolveram
algum distúrbio, a função terapêutica da leitura usada como ferramenta e aliada
ao bibliotecário no intermédio dessa ação. Devido sua multidisciplinaridade, a
biblioterapia desenvolve trabalhos em conjunto com outros profissionais,
exigindo que o bibliotecário tenha um perfil social para atender as necessidades
de pacientes, com suas práticas e conhecimentos literários.
Com está pesquisa foi possível observar que por meio da leitura, os
pacientes institucionalizados podem compartilhar suas emoções, dúvidas e
angústias, bem como vivenciarem momentos de alegria no grupo. Pode-se inferir
que, os resultados que poderão ser obtidos através das atividades que podem
ser implantadas nas unidades terão saldo positivo, pois a biblioterapia apresenta
uma alternativa de recreação estimulando o desenvolvimento ao processo de
envelhecimento, socialização e motivação, preenchendo as necessidades
emocionais dos indivíduos em qualquer unidade de internação ou clinicas de
reabilitação.
O

bibliotecário

também

pode

atuar diretamente

em

atividades

semelhantes contribuindo como profissional da informação em conjunto com
profissionais da área da saúde, na socialização da informação e mais ainda, em
atividades humanitárias.
Logo, conclui-se que a Biblioterapia deve ser vista como um complemento
a outras terapias e não apenas como única possibilidade de tratamento
psicológico, ela apenas serve como alivio das tensões, medos e angústias,
desenvolvidas e vivenciadas por pacientes e que o bibliotecário pode ser um
agente direto neste tratamento.
Sugere-se, então, que outros estudos sejam realizados, na busca de
experiências concretas de biblioterapia, para ajudar a compor um quadro mais
real dos benefícios alcançados com a prática das atividades que são
desenvolvidas pela biblioterapia.

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REFERÊNCIAS
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serviços de informação. 2. ed. rev. e ampl. Brasília: Brinquet de Lemos, 2005.
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&lt;https://abiblioterapeuta.com/o-que-e-a-biblioterapia/&gt;. Acessado em: 04 de
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Acesso em: 28 janeiro de 2017.
AGÊNCIA FINANCIADORA
Universidade Federal do Amazonas- UFAM

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