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                  <text>A EXTENSÃO COMO PRÁTICA POLÍTICA E PEDAGÓGICA DAS
UNIVERSIDADES EM BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS: o caso do
projeto Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ

Gabriel José Teixeira da Silva (UFRJ) - gabrielteixeira831@gmail.com
Luciano Rodrigues de Souza Coutinho (UFRJ) - lucianocoutinho@facc.ufrj.br
Patrícia Mallmann S. Pereira (UFRJ) - patriciamall@facc.ufrj.br
Resumo:
A discussão atual aponta a biblioteca comunitária como um espaço destinado ao envolvimento
e à inserção do público local que proporcione acesso à informação, leitura e cultura, com a
finalidade de promover a inclusão social, a redução da desigualdade e suprir injustiças. O
objetivo deste trabalho de relato de experiência é apresentar as atividades de um projeto de
extensão como expressão de uma prática política e pedagógica, como resultado de uma
política pública aplicada pelas universidades públicas para fornecer recursos técnicos e
financeiros à implementação de bibliotecas comunitárias. A experiência a ser observada é a do
Projeto Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ. Assim, o objetivo do referido
projeto é implantar e manter uma biblioteca comunitária em parceria com a comunidade local,
dando suporte às atividades comunitárias e servindo de espaço público de agregação,
informação, lazer, aprendizado e memória local. Contudo, para a implantação de uma
biblioteca comunitária, pelo menos como ponto de partida, é necessário haver recursos e
investimentos oriundos e destinados a partir de debates que se materializam por meio de
políticas públicas, uma vez que as comunidades envolvidas tradicionalmente não possuem
condições de financiar a implantação e manutenção de uma biblioteca. Pode-se concluir que a
prática da extensão, dentro dos três eixos basilares da universidade, que são ensino, pesquisa
e extensão, confere recursos importantes (mais técnicos do que financeiros) enquanto política
pública por meio da universidade pública, para dar apoio à comunidade da Vila Residencial da
UFRJ na construção da sua biblioteca comunitária.
Palavras-chave: Biblioteca Comunitária. Politicas Públicas. Extensão universitária.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

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�XXVII CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO
17 a 20 de outubro de 2017
Eixo Temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos
1 INTRODUÇÃO

A discussão atual aponta a biblioteca comunitária como um espaço destinado ao
envolvimento e à inserção do público local que proporcione acesso à informação, leitura e
cultura, com a finalidade de promover a inclusão social, a redução da desigualdade e suprir
injustiças (MACHADO, 2009; BLANK, SARMENTO, 2010). Porém, as definições aplicadas
não aprofundam o debate nem a reflexão quanto aos recursos e investimentos necessários para
implementação e manutenção de um espaço de uma biblioteca comunitária, e ressaltam
apenas a participação conjunta da comunidade.
A importância deste debate parte da reflexão de que para estruturação de uma
biblioteca comunitária é preciso haver um posicionamento que aponte para quais políticas
públicas devem ser implementadas e quais recursos e investimentos materiais e humanos
serão oferecidos, sem ignorar o papel, necessariamente preponderante, da comunidade na
gestão da biblioteca comunitária, mesmo que as comunidades não disponham de recursos nem
de conhecimento técnico para a implantação desta.
Portanto, o objetivo desta discussão é apresentar as atividades de um projeto de
extensão como expressão de uma prática política e pedagógica, como resultado de uma
política pública aplicada pelas universidades públicas para fornecer recursos técnicos e
financeiros à implementação de bibliotecas comunitárias. A experiência a ser observada neste
resumo é a do Projeto Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ.

2 A BIBLIOTECA COMUNITÁRIA NA VILA RESIDENCIAL DA UFRJ

O projeto Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ teve início em 2014 e
faz parte do Programa de Inclusão Social da Vila Residencial da UFRJ (PIS-Vila), que conta
com mais de 10 projetos de extensão que envolvem diversos cursos de graduação da
universidade. A Vila Residencial localiza-se na Ilha do Fundão, onde também se encontra o

�campus Cidade Universitária, local que concentra grande parte dos cursos e demais atividades
acadêmicas da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ). O objetivo do projeto é
implantar e manter uma biblioteca comunitária em parceria com a comunidade local, dando
suporte às atividades comunitárias e servindo de espaço público de agregação, informação,
lazer, aprendizado e memória local. O projeto conta com uma participação expressiva de
estudantes e professores do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação da
UFRJ (CBG/UFRJ) e com parceria da Associação de Moradores e Amigos da Vila
Residencial (AMAVILA). No início, a equipe utilizava uma sala multiuso nas instalações da
AMAVILA para guardar os livros que compõem o acervo. O acervo foi composto por
campanhas de doação de livros. Em 2015, por falta de uma sala para implementar a
biblioteca, surgiu a atividade Biblioteca a Céu Aberto, uma prática que leva a biblioteca até a
praça da Vila, sendo realizada em espaço aberto com a participação de muitas crianças,
adolescentes e adultos. Nessa atividade acontecem contações de história e empréstimos de
livros, ocorrendo sempre aos segundo sábado de cada mês. No ano de 2016, a AMAVILA
disponibilizou uma sala na quadra de recreação da Vila para instalação da biblioteca
comunitária. Assim, passou-se a armazenar nesta sala todo o material de uso do projeto, bem
como o acervo. A partir daí foi possível iniciar uma política de formação e desenvolvimento
de coleções, registrar os livros já selecionados e expandir as atividades práticas para dois
sábados por mês, no entanto a sala abre à comunidade de terças às quintas-feiras e todos os
sábados no mês, onde o espaço fica disponível para empréstimo e devolução de livros e
leitura. Ao longo do ano fazem parte da agenda do projeto atividades temáticas, tais como
páscoa, dia da criança e natal, onde são feitas práticas variadas como oficinas de cartões e
desenhos com participação direta da comunidade.

3 O QUE É PÚBLICO E O QUE É COMUNITÁRIO

A biblioteca comunitária tem passado, atualmente, por discussões a respeito de sua
definição e concepção, a partir de perspectivas de diferentes autores (MACHADO, 2009;
BLANCK, SARMENTO, 2010; AlMEIDA JÚNIOR, 2013; PEREIRA, COUTINHO,
RIBEIRO, 2016). Mesmo em se tratando de uma prática antiga no Brasil, encontrar uma
definição para o que representa a expressão “biblioteca comunitária” tem suscitado amplos e
importantes debates. Almeida Júnior (2013) apresenta o conceito de biblioteca comunitária

�como uma das expressões do conceito relacionado a biblioteca pública, embora seja possível
observar diferenças com relação à concepção e a atuação que as diferem. É importante
observar que as funções (educacional, cultural, lazer, informacional) desenvolvidas por uma
encontram-se contidas na outra. O ponto chave de Almeida Júnior (2013) é quando este
afirma que a distinção entre uma biblioteca pública e uma alternativa está em que a segunda
conta com participação efetiva da comunidade para sua gestão. Para Blanck e Sarmento
(2010), a biblioteca comunitária surge no contexto das periferias das grandes cidades
mediante o empenho coletivo dos cidadãos motivados à construção desta, ainda segundo os
autores os esforços acontecem sem apoio governamental. Contudo, para a implantação de
uma biblioteca comunitária, pelo menos como ponto de partida, é necessário haver recursos e
investimentos oriundos e destinados a partir de debates que se materializam por meio de
políticas públicas, uma vez que as comunidades envolvidas tradicionalmente não possuem
condições de financiar a implantação e manutenção de uma biblioteca.
Política pública é um processo inerente ao alcance e escopo da ação do Estado, pois
parte deste os recursos diretos, por meio de repasse de verba ou equipamentos, ou indiretos,
através de isenções, alocados onde sejam considerados prioritários. Uma das expressões
dessas políticas públicas são os projetos de extensão universitária que recebem recursos
públicos, quer seja a partir de custeio de materiais, quer seja a partir de pessoas (estudantes e
professores). Estes representam uma alternativa orientada pela ação extensionista, como
política pública que integre e devolva o que a comunidade paga, muitas vezes na forma de
impostos, para a construção da universidade pública e da ação extensionista..
É importante ressaltar que a comunidade precisa ser, necessariamente, a protagonista
dentro da biblioteca, pois é esta quem identifica e orienta as demandas sentidas no seu
contexto e que precisa ter autonomia para colocar em prática. No entanto, é necessário um
suporte técnico e financeiro, que pode ser orientado a partir das práticas extensionistas, onde
se busca, em primeira instância, estabelecer uma parceria que visa um crescimento em
conjunto (extensão-comunidade), onde a extensão atua como uma alternativa de política
pública a fim de oferecer esses recursos para fomento da biblioteca. Portanto, conforme
observado por Pereira, Coutinho e Ribeiro (2016, p. 195):
[...] as bibliotecas comunitárias devem se constituir em espaços de integração
comunitária, informação, lazer, aprendizado e memória criadas
prioritariamente em comunidades com baixo nível socioeconômico e com
pouco ou nenhum acesso a instituições culturais. Isso deve se efetivar de
forma que a comunidade local tenha autonomia na gestão dos espaços e na

�definição das políticas, mas com acesso a recursos e apoio técnico públicos,
e não partindo-se do princípio da falência do Estado nas questões culturais.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O projeto de biblioteca comunitária tem construído e aprofundado a relação com a
comunidade local, integrando cada vez mais as atividades que envolvem mediação de leitura
com as demandas e necessidades locais, tendo como centralidade as orientações manifestadas
pela comunidade. Mesmo ainda não tendo sido completamente estruturada, é possível
observar que há avanços na construção de uma prática política e pedagógica das universidades
e bibliotecas comunitárias, que podem ser expressas na cessão de um espaço fixo pela
comunidade para alocar os materiais de uso para as práticas do projeto e o acervo, o que
permitiu ampliar a participação do projeto que está cada dia mais inserido na vida da
comunidade.
Embora seja possível observar que há um subfinanciamento da universidade pública, o
que reflete nos recursos repassados pela extensão e que dificulta muito a aquisição de
materiais, ainda tem sido possível garantir a participação dos discentes extensionistas
(bolsistas e voluntários) e docentes do CBG. Dessa forma, pode-se concluir que a prática da
extensão, dentro dos três eixos basilares da universidade, que são ensino, pesquisa e extensão,
confere recursos importantes (mais técnicos do que financeiros) enquanto política pública por
meio da universidade pública, para dar apoio à comunidade da Vila Residencial da UFRJ na
construção da sua biblioteca comunitária.
Palavras-chave:​ Bibliotecas comunitárias. Políticas Públicas. Projetos de Extensão.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA JÚNIOR, O. F. ​Biblioteca pública​: avaliação de serviços. Londrina: EdUEL, 2013.
BLANK, C. K.; SARMENTO, P. S. Bibliotecas comunitárias: uma revisão de literatura. ​Biblionline​,
João Pessoa, v. 6, n. 1, p. 142-148, 2010.
MACHADO, E. C. Uma discussão acerca do conceito de biblioteca comunitária. ​Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação​, Campinas, v. 7, n. 1, p. 80-94, jul./dez. 2009.
PEREIRA, P. M. S.; COUTINHO, L. R. S.; RIBEIRO, G. Biblioteca comunitária: um conceito ainda
em construção: extensão universitária como política pública. In: ​Informação e gestão​: ensino,
pesquisa e extensão. Rio de Janeiro: E-papers, 2016.

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