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                  <text>SUA BIBLIOTECA APOIA A GESTÃO DO CONHECIMENTO DA
ORGANIZAÇÃO?

Gil Eduardo Amorim Vieira (Inmetro) - gevieira@inmetro.gov.br
Resumo:
Este trabalho relata a intenção de um grupo de bibliotecas em se ressignificarem, para que
continuem reconhecidas como elementos fundamentais dos objetivos de negócio de suas
instituições. Neste caminho, apostam na atuação como ferramentas ao desenvolvimento da
Gestão do Conhecimento (GC), para alavancar o empreendedorismo interno e o desempenho
de suas organizações. É feita rápida revisão do tema GC e é proposto o uso do modelo SECI
(socialização, externalização, combinação e internalização), de Nonaka e Takeuchi, como
balizador das ações para gestāo do conhecimento promovidas por estas ou outras bibliotecas.
Palavras-chave: Gestão do conhecimento; Modelo SECI; Biblioteca
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

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�1. INTRODUÇÃO
Em 2016, bibliotecas de instituições privadas, públicas e mistas do Rio de
Janeiro passaram a se reunir periodicamente num grupo de estudo “Bibliotecas com
Foco em GC”. Hoje, ali na prática, cerca de trinta entidades procuram entender quais
são seus papéis atuais e qual seria o necessário reposicionamento para garantirem
sua continuidade nas cada vez mais enxutas estruturas de suas organizações.
Percebem que a adoção de novas formas gerenciais e de novas tecnologias
desenvolveu um modelo de trabalho em suas empresas, que privilegia: a redução da
estrutura formal, para obter maior flexibilidade; processos organizacionais cada vez
mais intangíveis; relações de parceria na forma de redes de valor (networks); e, como
estratégia, um conjunto de práticas denominadas Gestão do Conhecimento (GC).
É com base neste modelo que elas têm entendido a necessidade de orientar
seus serviços ao suporte de tais práticas de GC e, felizmente, a literatura as tem
recomendado como pilares naturais desse suporte.
“As organizações estão [...] renomeando seus atuais grupos de
trabalhadores - geralmente bibliotecários - como gerentes do
conhecimento. [...] a biblioteca da empresa tornou-se o Centro de
Recursos do Conhecimento” (DAVENPORT; PRUSAK, 1998, p. 134).

Esta ressignificação tem sido questão relevante para as bibliotecas participantes
do grupo de estudo, já que a economia baseada na gestão do conhecimento é
inovadora, disruptiva, e o que os veículos de comunicação tem divulgado como ações
de suporte em bibliotecas voltadas ao conhecimento muitas vezes extrapola o senso
comum: colocam pessoas no lugar dos livros como forma de gerar conhecimento
através da empatia; emprestam drones e impressoras 3D, para promover a
aprendizagem no uso da inovação; criam “Bibliotecas das Coisas”, para emprestar
objetos e tecnologias, cujo acesso em geral é caro, mas que são tão inclusivas, na
produção ou implementação de novos conhecimentos. Seus espaços tem sido
flexibilizados para se assistir filmes, beber, comer, dormir, porque isso induz ou
suporta um melhor processo criativo, ou serem oferecidos como ambientes de
coworking, em suporte a startups e incubadoras, para favorecer negócios entre os
usuários e seus possíveis clientes ou investidores.

�Essas notícias tem criado uma espécie de ansiedade nas bibliotecas que só
agora se iniciam no envolvimento com a GC, principalmente em torno da questão:
estamos realmente apoiando nossas organizações em sua gestão do conhecimento?

2. GESTÃO DO CONHECIMENTO
Davenport e Prusak (1998) entenderam a gestão do conhecimento como “a
capacidade de lidar de forma criativa com dados, informações e conhecimento”. Essa
definição é importante porque identifica esses elementos essenciais que, em geral,
são de amplo domínio do profissional bibliotecário. Entretanto, no exercício dessa
criatividade, Kruglianskas e Terra (2003) chamam atenção para o necessário
alinhamento

de

qualquer

ação

à

funcionalidade

estratégica

dos

objetivos

organizacionais, esclarecendo que, em grande parte, o conhecimento já se faz
presente na organização e, por isso, é função da GC mapear e trabalhar esses
conhecimentos na produção de novos conhecimentos estratégicos.
Figura 1 - Facetas da GC e seus objetivos de conhecimento.

Fonte: Adaptado de CIANCONI, 2003, p. 237.

Cianconi (2003) detalha quais seriam estes objetivos, apresentando eles como
facetas da Gestão do Conhecimento, que aparecem relacionadas na Figura 1, anterior,
e atribuídas de objetivos específicos.

�3. MODOS DE CONVERSÃO DO CONHECIMENTO
Nesta amplitude de ações possíveis, dentro da empresa, podemos objetivar a
questão, observando com Nonaka e Takeuchi (1997) que o eixo principal do
conhecimento é a compreensão de que ele é produzido nos indivíduos e nas
interações entre eles, para só depois se expandir para os grupos e organizações. A
essas interações, eles chamaram de “conversão do conhecimento”, descrevendo
como ela acontece através de uma espiral (figura 2) de modos específicos de
transição entre as duas formas básicas do conhecimento, também por eles definidas:
●

Explícito, quando tal conhecimento existe registrado em algum meio e, por
isso, é de fácil organização, recuperação e comunicação; e

●

Tácito, quando é aquele que o indivíduo adquiriu através de experiências
intelectuais, sensoriais e, por isso, é unicamente existente na cabeça deste
indivíduo.
Figura 2 - Modos de conversão do conhecimento

Fonte: Adaptado de NONAKA; TAKEUCHI, 1997.

São justamente esses modos de conversão, denominados de modelo SECI
(socialização, externalização, combinação e internalização) que propõem os
parâmetros para uma “facilitação” do conhecimento e sugerem que as verdadeiras
ações de suporte à GC são as de criar condições de se manter o giro de tal espiral:
●

A socialização, na busca da transmissão de conhecimentos tácitos de difícil
explicitação (uma conversa, uma aula prática, coaching);

●

A externalização, na busca de converter o conhecimento tácito em explícito
(fazer com que o especialista, possuidor do conhecimento, registre o passo-

�a-passo de sua atividade ou de sua compreensão, de forma a torná-lo
disponível).
●

A combinação, na busca de juntar diversos conhecimentos explícitos (fazer
sistematização, classificação, contextualização, adequação).

●

A internalização, na busca de converter um conhecimento já explícito em
tácito (leitura de um livro, audição de um disco, visão de um filme).

4. CONCLUSÃO
A proposta deste trabalho é a de que vários produtos ou serviços de uma
biblioteca podem ser considerados como de suporte a cada etapa do modelo SECI.
Então, relacioná-los e associá-los à um quadrante da espiral de conversão do
conhecimento, pode verificar se há lacunas ou oportunidades de ação não
preenchidas, promovendo um entendimento maior do objetivo de cada desses
produtos e serviços e respondendo se a sua biblioteca apoia a gestão do
conhecimento da sua empresa.
A tabela a seguir apresenta uma livre e reduzida lista da associação de alguns
serviços oferecidos por bibliotecas, aos modos de conversão do conhecimento:
Tabela - Serviços bibliográficos associados aos modos de conversão do conhecimento
Socialização

Externalização

Serviços de
promoção e
execução de
eventos, de
disponibilização e
media- ção de redes
sociais ou espaços
de troca, sejam
presenciais ou
virtuais.

Fornecimento de
Serviços de
serviços editoriais ou formação de
de suporte.
acervos, criação de
coleções, catálogos
Biblioteca das
e listas de fontes de
coisas;
informação,
Blogs, sites;
especialistas e
Capacitação
equipamentos;
editorial;
Copydesk;
Acervos;
Documentação de
Catálogos;
melhores práticas;
Coleções;
Gravação;
Diretório de
Impressão;
especialistas
Produção editorial;… Indexação;
Metadados;
Listas, relações;
Museus;...

Biblioteca humana;
Congressos;
Espaços de
convivência;
Grupos de
discussão;
Redes sociais;...

Fonte: Elaborada pelo autor.

Combinação

Internalização
Serviços de disponibilização,
infraestrutura,
ambientes e
equipamentos
Empréstimo de
conteúdos e
equipamentos;
Inclusão digital;
Localização de títulos
e informações;
Salas de descanso;
Salas de leitura e
audiovisuais;
Serviços de referência
e atendimentos;
...

�É importante frisar que alguns serviços podem ser classificados em diversas
colunas, evidenciando as diversas peculiaridades da sua oferta. Isso é muito útil na
melhoria de sua prestação e no levantamento de seus requisitos totais.
Finalmente, como sugestão de atividade futura para o desenvolvimento da
informação apresentada, propõe-se o relato de real aplicação das proposições deste
trabalho.

REFERÊNCIAS
CIANCONI, Regina de Barros. Gestão do conhecimento: visão de indivíduos e
organizações no Brasil. 2003. 297f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) –
Programa de Pós--graduação em Ciência da Informação, Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de
Janeiro, 2003.
DAVENPORT, Thomas H.; PRUSAK, Laurence. Conhecimento Empresarial: como
as organizações gerenciam o seu capital intelectual. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
KRUGLIANSKAS, Isak; TERRA, José Cláudio Cyrineu. Gestão do conhecimento em
pequenas e médias empresas. São Paulo: Negócio, 2003.
NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Criação do Conhecimento na Empresa:
como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. 14. ed. Rio de Janeiro:
Campus, 1997.

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