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                  <text>Descrição bibliográfica: a construção de um guia
Clemilda Santana dos Reis de Jesus (UEFS) - clereis@uefs.br
Rejane Maria Rosa Ribeiro (UEFS) - rribeiro@uefs.br
Solange dos Santos Rocha (UEFS) - solange@uefs.br
Resumo:
Aborda a construção de um guia como instrumento norteador para padronização na descrição
bibliográfica realizada pelos bibliotecários do Setor de Processos Técnicos da Biblioteca
Central Julieta Carteado da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA). Apresenta um
breve relato sobre o surgimento da descrição bibliográfica e aponta a importância da
uniformidade no processamento técnico de itens para à melhoria da qualidade dos serviços e
produtos de informação oferecidos pelo Sistema de Bibliotecas.
Palavras-chave: Catalogação descritiva. Controle bibliográfico. Manuais, guias,etc.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

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�Introdução
A reunião de um grande número de itens para formação de um catálogo
demanda quesitos mínimos para garantir o acesso às coleções. Na biblioteca, a
recuperação dos itens realiza-se através de catálogos que permitem a localização
dos documentos. Nesse contexto, a padronização de dados e procedimentos das
descrições bibliográficas é uma necessidade crescente após a inserção dos serviços
informatizados nessas instituições. A descrição bibliográfica “é a representação
sintética e codificada das características de um item, de forma a torná-lo único entre
os demais”. (MEY, p. 43, 1995)
Segundo Campello (2006) Andrew Maunsell, livreiro inglês, almejou
uniformizar a descrição de livros reunindo regras para descrição de obras em 1595.
Dentre essas regras incluiu a entrada dos autores pessoais pelo sobrenome, entrada
uniforme para Bíblia, recuperação dos livros pelo sobrenome do autor ou tradutor,
título da obra e assunto; designou data, número do volume, tradutor ou impressor
como elementos de descrição. Foram surgindo tentativas de sanar as lacunas na
uniformização e muitas instituições empreenderam esforços para padronização da
catalogação.
No ano de 1976 surge a General International Standard Bibliographic
Description (ISBD(G)) como produto das tentativas de estruturar padrões
internacionais para descrição bibliográfica. Ela estabelece uma sequência de
elementos distribuídos em áreas (título e autoria, edição, detalhes do material, dados
da publicação, série, notas e número normalizado) pretendendo facilitar o
intercâmbio de registros de diferentes fontes. (CAMPELLO; MAGALHÃES, 1997)
A cooperação entre as redes de informação necessitam de uma padronização
mínima de organização na estrutura da descrição dos diversos registros
informacionais para facilitar o intercâmbio dessas informações e evitar duplicação de
trabalho na catalogação.
Modesto (p.1, 2011) afirma que
Se os padrões estão na base da atividade bibliotecária, é porque também
os recursos de informação têm formatos padronizados. Afinal, a sociedade
adota a padronização para o funcionamento do seu quotidiano e, sobretudo,
nas suas inter-relações sociais, culturais e econômicas, seja em ambiente
analógico ou digital. (MODESTO, p.1, 2011)

�A utilização de padrões reconhecidos e adotados em comum acordo pelos
atores envolvidos na descrição bibliográfica revela a importância das regras
catalográficas para o desenvolvimento das práticas da Biblioteconomia.

Relato da experiência
A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) tem um Sistema de
Bibliotecas (SISBI) composto por uma Biblioteca Central e sete setoriais. A
Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC) administra o Sistema e é responsável
pela aquisição e processamento técnico de todos os materiais que irão compor os
acervos das unidades.
A BCJC atua como unidade organizacional que responde pelo gerenciamento
da informação, subsidiando o ensino, a pesquisa e a extensão, dando suporte
informacional aos cursos de graduação e pós-graduação da UEFS. A Biblioteca
Central criou formalmente a Seção de Processo Técnico em 1989 e ainda não
existia nenhum instrumento institucional norteador para desenvolver suas atividades.
Nesse mesmo ano ocorreu o primeiro concurso público para técnicos e analistas na
Universidade resultando no ingresso de novos bibliotecários.
A bibliotecária responsável pela Seção criou um folheto com orientações que
serviu para minimizar algumas dúvidas referentes à catalogação. Na medida em que
surgiam dúvidas ou eram detectadas incoerências no sistema, novos folhetos eram
confeccionados. Posteriormente, esses folhetos foram reunidos formando uma
publicação única e simplificando a consulta. Simultaneamente, o Plano de Ação da
Biblioteca Central desenvolvido entre 1988/1991 visou o treinamento do corpo
administrativo para executar com eficiência e qualidade as atividades inerentes a
cada setor. (MANUAL, 2006)
A automação dos serviços de catalogação, consulta ao acervo, empréstimo e
devolução, controle de periódicos e comutação bibliográfica iniciou-se em 1997 com
a implantação do Ortodocs e prosseguiu em 2004 com a migração dos dados para o
Pergamum.
A pouca habilidade em lidar com as tecnologias computacionais no
desenvolvimento da catalogação e o conhecimento incipiente no intercâmbio de
dados através da catalogação cooperativa no Formato MARC, geraram dificuldades
que variaram de catalogador para catalogador.
A base apresentou as seguintes inconsistências:

�1. duplicidade de registros;
2. mesmo cabeçalho de assunto inserido no singular e no plural;
3. uso de termos sinônimos;
4. as formas variadas de escrita para o nome de um mesmo autor e
editor;
5. a dúvida sobre o uso ou não do dado opcional da Designação Geral de
Materiais (DGM). padrão
Contudo, o controle das falhas nos registros irá criar através de uma
indexação estruturada, um vocabulário controlado e um modelo de inclusão dos
dados catalográficos, um sistema eficiente de recuperação de documentos. E em
busca da uniformização da descrição bibliográfica foi elaborado um “guia” como
fonte de consulta para orientar na catalogação por cópia e original. Esse material foi
incluso no Manual de Normas e Rotinas do SISBI-UEFS, instrumento que abrange
orientações

gerais

acerca

do

funcionamento

da

Biblioteca,

assinalando

competências e rotinas de todos os setores. A primeira edição desse manual de
normas e rotinas foi feita em 1988 e a quarta edição está em fase de organização.

Considerações finais
O fazer bibliotecário orienta o uso de padrões na inserção de dados com base
no AACR2, MARC, ISBD(G) dentre outros. O desenvolvimento computacional trouxe
modificações na área da catalogação e a oportunidade para os bibliotecários
revisitarem as práticas até então adotadas e diante do aumento da massa
informacional adequar a organização dessa informação de modo a facilitar a
recuperação do item pelo usuário.
As questões relativas ao processamento técnico de itens que surgiram ao
longo dos 41 anos de existência da BCJC fomentaram a necessidade de
padronização das atividades e dos serviços do Sistema. Os folhetos com
orientações sobre catalogação é de grande importância para uniformizar os pontos
de acesso, orientar a utilização de descritores e concretizar um documento
norteador para sanar dúvidas dos catalogadores acerca da temática. O referido
documento auxilia na redução do tempo do processo de catalogação e permite uma
base uniforme e mais consistente.
A coerência na descrição bibliográfica visa à melhoria da qualidade dos
serviços e produtos de informação oferecidos pelo Sisbi e o aperfeiçoamento dos

�atores envolvidos no gerenciamento do catalogo eletrônico de forma a dar
autonomia ao usuário na busca, identificação e recuperação do item desejado sem
grandes dificuldades.
A busca por um padrão de descrição bibliográfica é constante e depende de
profissionais qualificados para a construção de uma catalogação estruturada que
agilize a recuperação do documento pelo usuário. Dessa forma, a criação do guia
com orientações para a catalogação promove a uniformização dos padrões
biblioteconômicos e alcança os objetivos da representação da informação.

Referências
CAMPELLO, Bernadete. Padronização da descrição bibliográfica. In:______.
Introdução ao controle bibliográfico. 2.ed. Brasília,DF: Briquet de Lemos, 2006.
cap. 7
CAMPELLO, Bernadete Santos; MAGALHÃES, Maria Helena de Andrade.
Padronização da descrição bibliográfica. In:______. Introdução ao controle
bibliográfico. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 1997. cap. 7
MANUAL de normas e rotinas da Biblioteca Central Julieta Carteado. 3.ed. Feira de
Santana (BA), 2006.
MEY, Eliane Serrão Alves. Descrição bibliográfica. In:______. Introdução à
catalogação. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 1995. cap. 4
MODESTO, Fernando. O padrão da biblioteca é ser padronizada. INFOhome, jan.
2011. Colunas, Online/Ofline. Disponível em: &lt;http://www.ofaj.com.br/colunas
_conteudo.php?cod=576&gt;. Acesso em: 19 jun. 2017.

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