<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="2618" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/2618?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-10T20:29:37-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="1700">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/23/2618/1732-1749-1-PB.pdf</src>
      <authentication>7bc8e0547ff7b9967a00e394c7b4b02e</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="31186">
                  <text>Projeto Encontros Feministas
Cíntia Mendes (PMSP) - artemisia.cintia@hotmail.com
Resumo:
O projeto Encontros Feministas objetiva que os participantes possam ampliar ou construir um
novo significado para o termo feminismo de forma processual e com a contribuição coletiva de
todos envolvidos no projeto. Encontros Feministas é desenvolvido com alunos de duas turmas
de 8ºs anos e consiste em encontros mensais no espaço da biblioteca, durante os quais os
alunos participam de atividades como leitura e escuta de textos ficcionais e não ficcionais,
rodas de conversa, apreciação de vídeos, pesquisa em variados suportes, apresentações em
grupo, dentre outros. Paralelamente, em sala de aula, ocorrem algumas atividades
complementares como troca de cartas entre as duas turmas contempladas pelo projeto,
recolhimento de relatos escritos sobre machismo para composição de um painel na biblioteca,
criação de uma hashtag para divulgação destes depoimentos na fanpage Biblioteca Rubem
Braga, entre outros. O projeto Encontros Feministas evidencia a relevância do tema para uma
sociedade mais justa e reafirma a biblioteca como local de debates e construção de
significados.
Palavras-chave: Biblioteca pública; feminismo;
feminino; direitos humanos.

igualdade

de

gênero;

Eixo temático: Eixo 1: Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

empoderamento

�Eixo Temático: 1 - Objetivos do Desenvolvimento Sustentável
ODS: Objetivo 5: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas
1. Introdução
O feminismo, apesar de amplamente difundido na atualidade, ainda permanece
mergulhado no desconhecimento e má interpretação de grande parcela da sociedade.
Muitas das pessoas que se posicionam contra o feminismo o compreendem como
uma versão do machismo. Outros, ainda, julgam toda a ideologia - que prega direitos iguais
independente do gênero - com base em ações de atores isolados.
O projeto Encontros Feministas busca ampliar o conhecimento dos participantes
sobre o tema feminismo e desmistificar alguns conceitos pré-concebidos, evidenciando a
importância do feminismo para a formação de uma sociedade mais justa e humanista.

2. Relato da experiência
Encontros Feministas é um projeto da Biblioteca Rubem Braga, localizada no
Centro Educacional Unificado (CEU) Cidade Dutra “Dr. Adib Salomão” em São Paulo. O
projeto vem sendo desenvolvido desde maio de 2017 e possui previsão de término para o
mês de novembro do mesmo ano.
O embrião do projeto surgiu em março, mês das mulheres, com a ideia de criar um
painel com depoimentos de mulheres no aniversário do CEU Cidade Dutra, comemorado
em 30 de agosto. A partir de então, o projeto foi sendo ampliado com o entendimento de
que o impacto de um painel, em um único dia, seria muito baixo em detrimento de um
projeto de médio ou longo prazo.
Mesmo durante o processo de registro escrito foi sendo percebido o potencial do
projeto para a desmistificação de conceitos errôneos e/ ou pré-concebidos sobre o tema em
questão. Entre os próprios integrantes da equipe da biblioteca isto foi evidenciado
principalmente durante a escolha do nome do projeto: Encontros Feministas. Houve certo
receio e até resistência do uso do termo “feminista”, com sugestão de substituição pela
palavra “humanista”. E este foi só o início de muitas quebras de paradigmas envolvendo
todos os atores deste projeto.
Foram escolhidas para participar do projeto as duas turmas dos 8ºs anos, pois as
mesmas haviam participado de outro projeto na biblioteca em período recente. Esse fato
contribuiu para estreitar o vínculo entre a equipe da biblioteca, os alunos e Helem Bonfleur,
professora de Língua Portuguesa das duas turmas e parceira no projeto.
Durante o desenvolvimento do projeto as duas turmas compareceram separadamente
na biblioteca e receberam orientações para as atividades de Cíntia Mendes, bibliotecária, e
nesse projeto nomeada “mediadora”.
Após cada encontro a mediadora realizou a confecção de um “diário reflexivo” sobre
as vivências obtidas ao longo do projeto, o que contribuiu de forma significativa e decisiva
para o relato a seguir.

�● Conhecimento prévio dos participantes
No início do projeto foram coletados entre os alunos dados diagnósticos, ou seja, um
registro escrito sobre o que eles pensavam do feminismo inicialmente. Esses dados servirão
como instrumento de comparação para que os envolvidos verifiquem o conhecimento
prévio dos participantes e o conhecimento construído ao longo do percurso do projeto.
Dentre os registros iniciais analisados alguns merecem destaque:
Alguns participantes partiram do pressuposto, mesmo que sutil, de que o feminismo
sugere superioridade feminina em detrimento da masculina: “Eu acho que o feminismo é
importante para que as mulheres tenham direitos iguais. A partir do momento que tentam
ser melhores que os homens eu não acho certo.” ou, “Acho que o feminismo é muito
importante para a sociedade. Acho muito bonito estas mulheres que lutam pelos direitos da
mulher, pelos direitos iguais. Mas muitas querem passar os homens, e eu não acho isso
certo. Se querem direitos iguais tem que ser iguais mesmo”. Ou, ainda, “Eu acho que o
feminismo deve ser combatido. Porque chega a ser um bullying com direitos e deveres
diferentes, só que tendo ofensa aos homens”.
O registro escrito inicial fez-se importante uma vez que muitos alunos têm
dificuldade de participar oralmente, principalmente quando suas opiniões parecem divergir
das opiniões do restante do grupo.
Encontro 1
No primeiro encontro foi realizada a leitura em voz alta do conto A moça tecelã, de
Marina Colasanti. Após a leitura, os alunos foram incitados a contar o que haviam achado
da história, tendo sido destacado o caráter metafórico do texto para que os alunos fizessem
inferências com seu cotidiano.
A mediadora releu o trecho: “Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido,
enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados.” (COLASANTI,
2004, p.8). Quando perguntados sobre os tipos de caprichos que as mulheres atendem dos
homens, muitos citaram tarefas domésticas. Partindo desse viés, foi indagado aos alunos
sobre a divisão das tarefas domésticas no cotidiano deles e a maioria relatou que não era
feita uma divisão de forma igualitária entre homens e mulheres. Muitas meninas relataram
situações em que se sentem exploradas em casa ou que creem que a mãe é.
Uma aluna narrou que ela e o irmão possuem tarefas divididas, de forma que cada
dia um deve fazer as tarefas domésticas. No entanto, muitas vezes no dia em que o irmão
seria o responsável, ela tem que ajudá-lo ou fazer a tarefa por ele, por solicitação da mãe
que, segundo ela, não dá um motivo razoável para isso.
Um aluno disse claramente que na casa dele não há divisões igualitárias, pois tanto
o pai quanto a mãe trabalham fora, mas que a mãe contribui muito mais com as tarefas
domésticas.
A mediadora destacou o trecho “Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo
em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao
lado.” (COLASANTI, 2004, p.5) Diante disso, uma das alunas fez a seguinte colocação:
“Por que ela não teceu um gato?”. Apesar dos risos e da descontração que a pergunta
causou, os alunos responderam quase unanimemente que “é porque a sociedade impõe que
●

�a mulher tenha um marido”. A mediadora perguntou aos participantes como é esta
exigência dentro da família na qual eles estão inseridos. A maioria das participantes do
sexo feminino relatou que os pais fazem pressão para que elas não comecem a namorar
cedo. Já os participantes do sexo masculino relataram o inverso: que existe pressão
(principalmente oriunda da figura paterna) para que eles tenham uma namorada. Um aluno
relatou inclusive que “Quando chego da escola meu pai nem me pergunta se estou bem, já
vai logo perguntando das namoradas”.
Uma aluna de 13 anos confessou que a mãe apoia e incentiva que o irmão de 8 anos
tenha “namoradinha” e que ele “esteja apaixonado por uma amiguinha”, mas que diz
claramente que espera que ela não namore.
Encontro 2
No segundo encontro os alunos foram divididos em seis grupos e cada um desses
grupos ficou responsável por pesquisar um termo, a saber: machismo, misoginia, femismo,
misandria, sexismo e feminismo. Os alunos pesquisaram o termo sorteado para seu grupo
em material disponibilizado previamente (cópias de textos retirados de blogs) e, após isso,
fizeram uma apresentação oral para os demais sobre o que entenderam sobre o termo.
Alguns alunos, por iniciativa própria, buscaram nos dicionários uma maior
amplitude para os termos pesquisados. Vale ressaltar que alguns dos termos sugeridos para
pesquisa não estão disponíveis ainda em dicionários formais, por serem palavras
extremamente novas.
Foi observado que os alunos apresentaram relativa facilidade para entender e
explicar os termos, no entanto ao longo das apresentações ficou claro que alguns termos
foram mais difíceis de serem assimilados do que outros. Por exemplo: Um dos grupos que
apresentou o termo misandria demonstrou certa incompreensão, chegando a comparar
misandria com “algo parecido com o feminismo, devido à exaltação da superioridade da
mulher”. Foi realizado um esclarecimento por parte da mediadora para ressaltar que o
feminismo não pressupõe superioridade das mulheres, mas, sim, igualdade de direitos.
Um dos grupos que apresentou o termo femismo destacou uma situação em que “a
mulher femista não gostaria que o homem lavasse os pratos por entender que aquilo seria
função dela”. Um pouco confuso o exemplo, embora a explicação inicial do termo estivesse
correta. Já o grupo da outra turma que ficou responsável por explicar o mesmo termo
entendeu amplamente o significado, ilustrou com exemplos cotidianos e encenou uma
situação femista.
O grupo responsável pelo termo sexismo entendeu a amplitude que o termo sugere,
mas não conseguiu explicar para os demais de forma eficaz. Alguns alunos da plateia
demonstraram incompreensão e a mediadora forneceu esclarecimentos sobre o termo.
●

● Encontro 3
No terceiro encontro foi exibido aos participantes um vídeo de uma palestra da
autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie para o evento TEDx.
Os participantes apresentaram sinais de atenção e envolvimento com o vídeo
assistido, no entanto, houve menos participação do que o esperado durante o debate. Uma

�possível causa talvez tenha sido o pouco tempo destinado ao mesmo, o que impossibilitou a
mediadora de efetuar maiores intervenções de motivação. Importante destacar que neste
encontro principalmente os meninos tiveram baixíssima participação. No entanto, quando
perguntados o que haviam achado do vídeo em geral, muitos alunos disseram que “ela
[Chimamanda] só falou verdades”.
Um dos trechos da palestra destacados pela mediadora: “Seria esperado que um
garoto sempre pagasse a conta para provar a sua masculinidade” (ADICHIE, 2011).
Partindo dessa afirmação foi perguntado aos alunos se: 1) a sociedade ainda associa a
masculinidade ao dinheiro; 2) quem deve pagar a conta. “Quem deve pagar a conta? Ué,
quem comeu!”, respondeu uma aluna automaticamente. “Minha mãe e o namorado dela
dividem ou alternam, ou seja, em cada saída um paga a conta.”, destacou outra aluna.
“Acho que quem tem mais dinheiro deve pagar”, refletiu outra.
A mediadora ampliou o debate para outros bens materiais, como carros e bons
salários, ressaltando o fato de algumas pessoas ainda acharem imprescindível que os
homens tenham uma posição social mais elevada que a mulher numa relação. Neste
momento, uma aluna narrou uma situação que vivenciou: “Minha tia tem um carro muito
bonito e foi com ele buscar meu tio no trabalho. Quando estavam parados no semáforo, um
conhecido deles que estava no carro ao lado, abriu a janela e falou: ‘se eu tivesse um carro
desse eu nunca deixaria minha mulher chegar perto’. Então a tia respondeu ‘acontece que o
carro é meu’.” Esse relato deixou algumas participantes do sexo feminino perceptivelmente
orgulhosas, enquanto outros pareceram surpresos.
● Atividades complementares
No decorrer do projeto, além dos encontros mensais na biblioteca, ocorrem
paralelamente, em sala de aula, algumas atividades complementares como a troca de cartas
entre as duas turmas contempladas pelo projeto, cujo intuito é promover uma maior
interação entre elas e possibilitar um momento de reflexão sobre o tema em questão. Outra
atividade complementar é o recolhimento de relatos escritos para composição de um painel
na biblioteca com depoimentos sobre situações de machismo no cotidiano dos participantes.
Alguns trechos desses relatos escritos serão utilizados também para alimentar a fanpage
Biblioteca Rubem Braga, com hashtag criada pelos alunos especificamente para divulgação
do projeto e do tema.

3. Considerações finais
Embora este relato de experiência não possua dados mensuráveis para entendimento
de seu real alcance, é possível observar que o projeto Encontros Feministas fornece um
importante espaço de reflexão sobre o tema feminismo. Espaço esse que muitas vezes não
seria encontrado no cotidiano dos participantes desse projeto e que possibilita a construção
de um significado sobre o tema em questão.
O projeto Encontros Feministas oferece uma alternativa ao status quo muitas vezes
difundido no meio em que os participantes estão inseridos e possivelmente contribui com a

�luta pela igualdade de direitos independente do gênero e, consequentemente, com uma
sociedade mais humanista.

Referências bibliográficas
CECÍLIA, Brenna. Diferença entre machismo, femismo, misandria, misoginia e
feminismo. Disponível em: &lt;http://brennaceciliaa.blogspot.com.br/2015/12/diferencaentre-machismo-femismo.html&gt;. Acesso em: 20 abr. 2017.
COLASANTI, Marina. A moça tecelã. São Paulo: Global, 2004. 20 p. (Marina Colasanti).
MODEFICA. Beabá dos termos: o que é machismo, sexismo, misoginia e
feminismo? Disponível em: &lt;http://www.insectashoes.com/blog/beaba-dos-termos-o-quee-machismo-sexismo-misoginia-e-feminismo/&gt;. Acesso em: 20 abr. 2017.
NÓS Deveríamos Todos Ser Feministas Chimamanda Ngozi Adichie para TEDxEuston.
Euston: Tedx, 2011. (36 min.), color. Legendado. Disponível em:
&lt;https://www.youtube.com/watch?v=fyOubzfkjXE&amp;index=1&amp;list=PLeW_tPGt5QpLR7Oe
iE3DddKPVj0G-q7e3&gt;. Acesso em: 20 abr. 2017.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="23">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26057">
                <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26058">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26059">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26060">
                <text>2017</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26061">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26062">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26063">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="31179">
              <text>PROJETO ENCONTROS FEMINISTAS</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="31180">
              <text>Cíntia Mendes</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="31181">
              <text>Fortaleza (Ceará)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="31182">
              <text>FEBAB</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="49">
          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="31184">
              <text>Eixo 1: Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="31185">
              <text>O projeto Encontros Feministas objetiva que os participantes possam ampliar ou construir um novo significado para o termo feminismo de forma processual e com a contribuição coletiva de todos envolvidos no projeto. Encontros Feministas é desenvolvido com alunos de duas turmas de 8ºs anos e consiste em encontros mensais no espaço da biblioteca, durante os quais os alunos participam de atividades como leitura e escuta de textos ficcionais e não ficcionais, rodas de conversa, apreciação de vídeos, pesquisa em variados suportes, apresentações em grupo, dentre outros. Paralelamente, em sala de aula, ocorrem algumas atividades complementares como troca de cartas entre as duas turmas contempladas pelo projeto, recolhimento de relatos escritos sobre machismo para composição de um painel na biblioteca, criação de uma hashtag para divulgação destes depoimentos na fanpage Biblioteca Rubem Braga, entre outros. O projeto Encontros Feministas evidencia a relevância do tema para uma sociedade mais justa e reafirma a biblioteca como local de debates e construção de significados.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="66581">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="18">
      <name>cbbd2017</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
