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                  <text>Uma reflexão sobre gestão sustentável de museus e o ensino da
museologia no século XXI

Julio Cesar Bittencourt Francisco (ufrgs) - francisjulio@hotmail.com
Valdir Jose Morigi (UFRGS) - 00088547@ufrgs.br
Resumo:
Reflete sobre a prática museológica, o papel da Gestão de Museus e o ensino da museologia no
século XXI. Os Museus através de seus acervos, espécimes e equipamentos têm a missão de
divulgar a ciência e a cultura, comunicar e salvaguardar os bens da memória social, além de
educar e informar os cidadãos. Entretanto, essas atividades essenciais precisam ser
repensadas, pois já não satisfazem as necessidades dos novos tempos. O texto indica e sugere
a construção do Plano Museológico como prática de Gestão de Museus a partir da Política
Nacional de Museus, a análise de manuais de gestão museológica e a inclusão de programas
socioambientais nos Museus brasileiros. Conclui-se que a prática museológica também deve
fomentar a participação ativa da comunidade em questões socioambientais e no exercício
pleno da cidadania, colocando-se como uma instituição que possibilita a reflexividade dos
sujeitos diante da realidade.
Palavras-chave: Museus, sustentabilidade
Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

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Florianópolis, SC Brasil, 07 a 10 de julho de 2013.

Uma reflexão sobre gestão sustentável de museus e o ensino da
museologia no século XXI
Reflete sobre a prática museológica, o papel da Gestão de Museus e o ensino
da museologia no século XXI. Os Museus através de seus acervos, espécimes
e equipamentos têm a missão de divulgar a ciência e a cultura, comunicar e
salvaguardar os bens da memória social, além de educar e informar os
cidadãos. Entretanto, essas atividades essenciais precisam ser repensadas,
pois já não satisfazem as necessidades dos novos tempos. O texto indica e
sugere a construção do Plano Museológico como prática de Gestão de Museus
a partir da Política Nacional de Museus, a análise de manuais de gestão
museológica e a inclusão de programas socioambientais nos Museus
brasileiros. Conclui-se que a prática museológica também deve fomentar a
participação ativa da comunidade em questões socioambientais e no exercício
pleno da cidadania, colocando-se como uma instituição que possibilita a
reflexividade dos sujeitos diante da realidade.
Palavras chave: Museologia, Gestão museal, Sustentabilidade.
AREA TEMÁTICA III Bibliotecas, Serviços de Informação &amp; Sustentabilidade
1 Introdução
Os Museus têm se tornado instituições de grande sucesso em todo
mundo contemporâneo. Seu crescimento se dá por diversos fatores, entre eles,
está o novo papel das instituições museológicas na educação, mas também
por servir melhor as necessidades da sociedade. Destaca-se ainda a expansão
das coleções, quer seja através de doações ou de fatos históricos, que, ao se
tornarem memória, vem sendo valorizados pela sociedade.
O crescimento dos Museus se deve ao aumento das verbas através de
isenção de impostos de particulares, mas também pela atenção social pública,
uma vez que os objetivos dos Museus atendem questões políticas. Aqui nos
referimos a direitos difusos, ou seja, aquela geração de direitos que apareceu
depois da II Grande Guerra e que foram consagrados a partir da Declaração
Universal dos Direitos do Homem. Assim, em seu artigo 27 afirma: “Toda
pessoa tem direito de tomar parte livremente na vida cultural e da comunidade
e desfrutar das artes e a participar do progresso científico e dos benefícios que
deles resultem”.
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, por sua vez,
garante esses mesmos direitos difusos especialmente em seus artigos 215 e

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216 que tratam da cultura e do patrimônio cultural brasileiro, respectivamente,
entretanto, a nossa Constituição inova ao destacar um capítulo inteiro as
questões ambientais sintetizadas seu artigo 225, que diz: “Todos tem direito ao
meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e
essencial a sadia qualidade de vida [...]”.
O objetivo do artigo é refletir sobre a prática de Gestão dos Museus
brasileiros, do ensino da museologia no país e mostrar a importância do debate
sobre as questões socioambientais e da educação ambiental nos espaços
museais.
A partir da reflexão sugere-se que haja um amplo debate no campo a fim
de que sejam incluídos no Plano Museológico ações educativas e sustentáveis
nos Programas socioambientais em Museus. A gestão sustentável de museus
diz respeito a diversas ações que vão desde a administração propriamente dita,
no âmbito do Museu até a educação ambiental. A reflexão traz como elementos
essenciais desse processo a articulação da Política Nacional de Museus, a
construção do Plano Museológico e as dimensões que envolvem o conceito de
sustentabilidade.
2 A Política Nacional de Museus
Durante a gestão do Ministério da Cultura entre 2003 e 2006, foram
desenhadas as primeiras iniciativas práticas para a política nacional voltada
para o setor museológico brasileiro. Em Maio de 2003 foi apresentado o
caderno contendo a Política Nacional de Museus – Memória e Cidadania1. O
objetivo desta política é “Promover a valorização, a preservação e a fruição do
patrimônio cultural brasileiro, considerado como um dos dispositivos de
inclusão social e cidadania, por meio de desenvolvimento e da revitalização
das instituições museológicas existentes”.
A Política Nacional de Museus apresenta sete pilares de sustentação
que estruturam ações a serem desenvolvidas, sendo que a primeira delas
compreende a gestão e configuração de processos museológicos. As outras

1

Política Nacional de Museus: lançamento em Maio de 2003. Texto completo em:
www.Museus.gov.br/sbm/downloads/Politica_Nacional_de_520Museus.pdf

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seis são: a democratização e acesso aos bens culturais, formação de recursos
humanos,

informatização

de

Museus,

modernização

da

infraestrutura,

financiamento e aquisição de acervos e gestão de acervos museológicos.
O documento apresenta os procedimentos para a organização e gestão
dos

Museus

públicos

brasileiros,

além

de

detalhar

as

diretrizes

e

procedimentos para elaboração do Plano Museológico, indicando inclusive,
quais programas ele deve conter e está dividido em três partes, a saber:
1- Introdução: Questões da instituição, histórico, regimento interno, metas e
missão.
2- Programas: A que se dispõe a instituição, através de que meios. Gestão,
finanças, arquitetura, aquisição, conservação, segurança, pesquisa, educação
e cultura.
3- Projeto de gestão: Como se pretende gerir o patrimônio e o acervo:
orçamento e também como fazer para conservar e exibir.
As informações sugerem uma reestruturação por meio de um roteiro
administrativo para Museus já implantados ou em funcionamento, mas também
para aqueles em fase de projeto. É o Plano Museológico.
A primeira parte deste plano compreende desde a formulação da missão
e mandato, mas também a formatação jurídica do Museu, seu estatuto e
regimento interno, tipo institucional de governança, regimento interno e
estatutos, código de ética, associação de amigos entre outras formalidades.
Estes conteúdos devem estar conectados com a realidade e a prática
dos Museus através de um constante exercício de diagnóstico e avaliação.
Esta prática torna-se essencial, em instituições que lidam com Patrimônio
Cultural, exposições, pesquisa, coleções, documentação, aquisições e descarte
de acervo, entre outras funções típicas de Museus.
É através da segunda parte do Plano Museológico, dedicado aos
programas, que se podem ordenar as atuações em cada âmbito do Museu, que
inclui a relação das necessidades para o cumprimento de suas funções que se
concretizarão em diferentes projetos. Também deve compor a pauta social do
Museu ao incluir entre um de seus programas as questões socioambientais e
de cidadania. Essas temáticas não podem ser esquecidas quando tratamos de
Gestão de Museus.

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Tais questões estão na agenda social e necessitam de encaminhamento
e debate entre a comunidade universitária e a sociedade. As questões
socioambientais que se impõe na agenda política e social no mundo
contemporâneo, quando não encaminhadas, têm trazido consequências
devastadoras a natureza e os efeitos da falta de articulação entre as questões
de educação ambiental podem causar danos a todo o sistema social. De
acordo com Álvares (2012, p.12):
Aos Museólogos, cabe abraçar as dinâmicas da mudança social,
acentuar a voz do nacionalismo histórico e contemporâneo,
remover homogeneidade e pontos de vista único, rejeitar a
exclusão, incentivar a complexidade e o pluralismo, tornando-o
local para o diálogo da identidade nacional e da inclusão social.
Aos professores de Museologia, cabe a formação obrigatória
também do cidadão.

A terceira parte do Plano Museológico é dedicada aos projetos. Esses
projetos são derivativos dos programas e se caracterizam por serem
documentos executáveis que possibilitam a materialização das especificações
técnicas reconhecidas nos diferentes programas. Nos projetos são definidas,
descritas e propostas as soluções ajustadas para as necessidades das
instituições no cumprimento de suas missões.
Assim, os Museus devem considerar na construção do seu Plano
Museológico, desde a missão e os objetivos, passando pelos programas e
projetos uma especial atenção às questões socioambientais. Tendo em vista
que na contemporaneidade as questões socioambientais são partes da agenda
política dos debates públicos, pois dependemos do ambiente e da sua
sustentabilidade para dar continuidade a vida no planeta. Desta forma, se
coloca a necessidade da gestão sustentável.
3 Gestão Sustentável e as Dimensões da Sustentabilidade
Como

podemos

reconhecer

um

empreendimento

culturalmente

sustentável? Apesar das controvérsias em torno desta questão, segundo as
Nações Unidas, um empreendimento para ser sustentável deve ser:
socialmente justo, economicamente viável e ambientalmente aceitável.
Conforme Nascimento: (2012, p. 8):

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Nos embates ocorridos nas reuniões de Estocolmo (1972) e Rio
(1992), nasce a noção de que o desenvolvimento tem, além de
um cerceamento ambiental, uma dimensão social. Nessa, está
contida a ideia de que a pobreza é provocadora de agressões
ambientais e, por isso, a sustentabilidade deve contemplar a
equidade social e a qualidade de vida dessa geração e das
próximas. A solidariedade com as próximas gerações introduz,
de forma transversal, a dimensão ética.

Há diversos conceitos, enfoques sobre o tema sustentabilidade. Alguns
apresentam

contradições,

principalmente

em

relação

à

questão

do

desenvolvimento sustentável. Neste artigo, entendemos a sustentabilidade a
partir da perspectiva de Leff (1999; 2009), como parte de um modelo de
desenvolvimento ecotecnológico cuja racionalidade ambiental é parte de um
projeto histórico-político e social mais amplo que deve ser conduzido pela
sociedade civil, via conscientização, reivindicação e atuação dos movimentos
sociais, sejam de caráter ambiental, cultural ou cidadão.
Segundo o autor, a cultura ecológica fundamentada na construção da
racionalidade ambiental deve ser mediada por parâmetros axiológicos que
fundamentam a ética ambiental e pela mobilização e participação de diferentes
grupos sociais.
De acordo esse enfoque, quanto mais democrática for uma sociedade,
mais equipada ela estará para mobilizar os atores sociais, na luta pelos seus
direitos, informações, conhecimentos, acesso aos recursos naturais e à defesa
de bens e serviços ambientais, comuns à humanidade mais se aproximaria da
sustentabilidade. (LEFF, 1999 e 2009).
O

conceito de

sustentabilidade

possui diferentes dimensões

a

econômica, a sociocultural e a ambiental que se articulam.
3.1 A sustentabilidade econômica
A sustentabilidade econômica se refere ao equilíbrio que deve haver
entre o consumo aliado à conservação e à preservação do ambiente,
reciclagem de materiais, evitando o desperdício para que a sociedade atual
seja viável e também garanta a continuidade das gerações futuras. Em síntese,
o sentido da sustentabilidade econômica é de que o sistema em uso, diante
dos recursos finitos, produza uma razoável e estabilidade através do tempo.

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Como lembra Rendeiro, (2011, p.6) a sustentabilidade econômica se
aplica no Museu através “[...] de recursos financeiros que é sempre limitado. O
atual estado de carência financeira que afeta os Museus nacionais obriga a que
se reformulem os modelos de gestão vigentes.” Nesse sentido, tendo em conta
as medidas de austeridade, os cortes orçamentais, as reestruturações na
administração central, entre outros fatores que afetam o setor cultural e que
colocam os Museus nacionais nas mais críticas condições de sobrevivência,
torna-se premente que se estabeleçam linhas de atuação que os reintegrem no
desenvolvimento da sua missão.
Gastar os recursos disponíveis de forma eficaz é vital para manter a
transparência e a confiança dos patrocinadores, do público e do governo. O
Museu deve investir cada centavo que ganha em seu ‘próprio’ benefício, que é
coletivo.
Nesse sentido, uma gestão pautada em princípios éticos, através de
escolhas bem feitas, planejamento cuidadoso e atenção ambiental podem
garantir seu crescimento e mais importante; manter-se no tempo. Simples
ações de gestão que vão desde a escolha de matérias economicamente
eficientes até a implantação de sistemas de monitoramento contra desperdícios
podem ajudar na sustentabilidade econômica do Museu.
3.2 A sustentabilidade sociocultural
A sustentabilidade sociocultural refere-se aos propósitos da organização
e a sua compatibilidade com os valores culturais e éticos da instituição e dos
grupos sociais.
A sustentabilidade social é o que dá ânimo ao Museu; especialmente se
o trabalho realizado nele repercutir nas ações de cada membro da
comunidade, tornando um sujeito participativo e coresponsável pela construção
da coletividade. Entretanto, é necessário trabalhar na direção de questionar
estilos de vida baseados em padrões do consumismo e do desperdício.
Uma sociedade sustentável que promova a qualidade de vida dos seus
cidadãos necessita estar vigilante aos processos de gestão da produção,
circulação, consumo e destino dos resíduos. A participação comunitária na
resolução e encaminhamento de problemas socioambientais possibilita a

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compreensão de que as práticas do passado são capazes de definir o presente
e estas redefinirem as gerações do futuro.
No mundo contemporâneo, o papel do Museu não se limita a ser o
“guardião” da herança cultural do passado. O Museu é um espaço de reflexão,
discussão, de debates sobre as questões que nos inquietam no presente e, ao
mesmo tempo, pode servir de ‘abrigo’ a elas, transpassando os tempos,
auxiliando os cidadãos construírem um mundo mais sustentável.
Assim, pensar na gestão de um Museu significa repensar práticas, rever
ações, debater, questionar, mobilizar e, sobretudo, participar socialmente da
criação de uma cultura para construção de um mundo mais sustentável.
Um exemplo de Museu e sustentabilidade no século XXI é o projeto de
construção e gestão do Museu de Imagem e do Som – MIS, que está sendo
edificado no Rio de Janeiro. Segundo os planos de implantação do MIS, ele já
vai nascer com um projeto arquitetônico que leva em conta as questões
ambientais e de sustentabilidade. Seu objetivo é conquistar de uma
Organização não Governamental (ONG) a certificação LEED (Leadership in
Energy and Environmental Design) ouro, ou seja, bem acima das metas
mínimas necessárias para obtenção desta certificação ambiental internacional
de sustentabilidade2.
O MIS/RJ manterá diálogo constante com a comunidade do entorno do
Museu, através de uma sala exclusiva para este fim. Também está previsto um
programa permanente de palestras periódicas com o público e com os
funcionários do Museu sobre o conceito de sustentabilidade e educação
ambiental.
3.3 A sustentabilidade ambiental
Sustentabilidade ambiental diz respeito ao ecossistema em uso
mantenha no transcorrer do tempo as características básicas de seus
componentes e suas inter-relações.
2

No projeto está previsto uma economia de energia de 26%, e de água em 35% através de
sistemas eficientes como captação de luz do meio ambiente e de energia solar,
reaproveitamento das águas utilizadas nos serviços do Museu, uso de lâmpadas e luminárias
de alta eficiência, sistema de monitoramento contra vazamentos e desperdício de energia e
iluminação inteligente nas dependências do Museu. (Fonte: Sítio da Secretaria de Cultura do
Estado
do
Rio
de
Janeiro,
capturado
em
25/02/2013).
http://www.cultura.rj.gov.br/espaco/Museu-da-imagem-e-do-som-mis

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A sustentabilidade ambiental é um dos assuntos que exercem grande
pressão global na atualidade; os Museus devem estimular discussões sobre
educação ambiental pública e dar o exemplo de práticas ambientais corretas.
O meio ambiente no qual realizamos nossas atividades cotidianas, por
sua vez também exerce impacto em cada aspecto da cultura humana, da
natureza e da história. Cada Museu, independentemente de sua especialidade,
através da sua programação pode contribuir no processo reflexivo em relação à
sustentabilidade e ao nosso futuro no planeta. Como afirma Correia (2012, p.
87):
O desenvolvimento sustentável tem se tornado um desafio para
toda e qualquer atividade que tem compromisso socioambiental.
A sustentabilidade ambiental consiste em um novo paradigma
que deve ser alcançado, sob pena de os custos ambientais
serem tão elevados para a sociedade e muitas atividades
humanas não poderem persistir num futuro muito próximo.
Todos nós dependemos dos recursos naturais e ambientais, e,
portanto, nesta perspectiva temos de prolongar a vida útil desses
recursos.

No caso de empreendimentos culturais como Museus, exposições de arte,
históricas ou científicas, sítios culturais em suas mais diversas formas, também
serão sustentáveis quando se introduz um quarto elemento na fórmula acima
mencionada. “A disseminação da cultura é justamente o quarto elemento, que
juntamente com o econômico, o social e o ambiental vão possibilitar que um
empreendimento seja culturalmente sustentável.” (LORD, 2009, p. 22).
É através de práticas e exemplos que promovam a consciência
ecológica e o desenvolvimento cultural das pessoas que se pode evitar que as
atividades humanas não irão se voltar contra a própria sociedade no futuro.
Um exemplo disso é a falta de critério na reciclagem de resíduos sólidos
que infestam o meio ambiente ou na emissão, muitas vezes desnecessária, de
gases nocivos como o dióxido de carbono na atmosfera, mais ainda, na
educação para o consumo e na responsabilidade que todos temos de cuidar do
planeta, reduzindo, reciclando e reeducando.
4 Gestão Museal: o Plano Museológico e os Manuais de Gestão
Cotejando a produção bibliografia disponível para a didática e o ensino
da Gestão museológica, percebemos que há poucos trabalhos, a maioria em

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forma de manuais cujos autores são europeus ou norte-americanos. No
entanto, destacamos um título que é digno de referencia. Trata-se do Manual of
Museum Management3 de Gail e Barry Lord.
O autores canadense atuam no segmento da Museologia por mais de
quatro décadas e são proprietários da empresa Lord Cultural Resources que
projeta, constrói, equipa, treina pessoal e administra museus por todos os
continentes.
O Manual de Gestão Museológica (tradução livre), em sua segunda
edição de 2009, tem 330 páginas dedicadas exclusivamente a Gestão de
Museus. O livro está dividido em três partes: A primeira chamada de ‘Por quê?’
e abrange os aspectos dos propósitos da gestão, da missão e do papel da
gestão de um Museu.
A segunda parte chamada de ‘Quem?’ trata da estrutura organizacional
do Museu, de seus diversos modos de governança, do conselho, do papel dos
voluntários e do papel da sociedade civil no Museu.
A terceira e última parte, chamada de ‘Como?’, abrange os métodos de
gestão e as suas diversas gerências: coleções, programas públicos, arquitetura
e finanças.
4.1 O Papel da Museologia e dos Museólogos.
A abertura de mais de uma dezena de cursos de Museologia no Brasil, a
partir de 2008, vem mudar o quadro da oferta de profissionais no mercado de
trabalho dos Museus. As universidades através da criação dos cursos de
Museologia já estão capacitando profissionais para atuar nas centenas de
Museus brasileiros, que até então, não podiam contar com a colaboração
desses profissionais, uma vez que os dois únicos cursos que havia 4, não
poderiam dar conta desta demanda em nível nacional e nem tão pouco em
nível regional5.

3

O livro foi traduzido para o espanhol e publicado na Espanha. Um dos autores deste artigo,
por iniciativa própria, traduziu a obra do original em inglês, sendo que, atualmente encontra-se
em fase de negociação com os autores canadenses para uma edição em português no Brasil.
4
Rio de Janeiro – UNIRIO e Bahia – UFBA.
5
É inegável constatar que ambos os cursos mais antigos sofreram o impacto desta ‘avalanche’
de novos cursos. Apesar de possíveis resistências, uma série de novas ideias trazidas por
intelectuais, professores, pesquisadores e cientistas da informação, que atuam nesses novos

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A nova realidade liga-se a formação dos Museólogos, passa pelos
currículos das escolas de Museologia, e também pela questão de onde se
inserem os cursos dentro das universidades brasileiras. Neste sentido, a
formação do Museólogo dialoga com diferentes e variados corpus de saberes
que vão desde a Ciência da Informação, da História, das Artes Visuais, da
Antropologia, da Administração, da Geografia e da Biologia. De acordo com
Álvares, (2012, p. 43):
Os Museus e, por conseguinte, os Museólogos tem o notável
dever de representar a identidade nacional. Os debates sobre o
assunto realçam novos desafios para a profissão em torno da
questão, dentre eles, a promoção da integração nacional dentro
da pluralidade e diversidade de identidades regionais.

Como um campo de saber multidisciplinar por natureza, a Museologia e
as práticas dos novos Museólogos, podem criar tensões com outros
profissionais de diferentes áreas e que realizam atividades a mais tempo do
que eles em diversos segmentos dentro dos Museus. Esses profissionais estão
em posições nas quais dominam com natural competência, e o desafio dos
egressos dos novos cursos de Museologia tem um efeito positivo.
A colocação de novos Museólogos nos quadros dos Museus vai exigir
deles a conquista de espaços pelo mérito, mas também através dos
conhecimentos e aprendizados que lhes foram comunicados em seus
respectivos cursos.
Esta realidade traz novas inquietações dentro das universidades e neste
contexto, mostra a necessidade de abertura e diálogo com áreas já
consolidadas no espaço acadêmico sobre a conveniência e o lugar do curso de
Museologia, ao lado ou vinculado a esta ou aquela área de conhecimento.
Assim afirma Stuart, (2012, p. 63):
Pontos de vistas variados; diversidade; estímulo ao senso crítico;
abertura; respeito a diferentes opiniões; confronto de ideias;
contextualização cultural e histórica; olhares multidisciplinares;
consciência cidadã; estas e outras estratégias e valores devem
estar presentes nas exposições dos Museus caso queiramos
que estes espaços sejam promotores da cidadania.

cursos, dinamizaram o que estava estagnado e uma profícua discussão que envolve os
currículos dos cursos de Museologia está acontecendo atualmente na maioria das
universidades onde há este curso de graduação.

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Há grande diversidade das tarefas conduzidas nas dependências de um
Museu, por um número de variados profissionais. Arquitetos podem organizar
exposições não só do ponto de vista técnico estrutural, mas também enquanto
desenhistas (planejadores) de exposições, ou na museografia dessas
exposições.
Historiadores e antropólogos encontram colocação junto às coleções dos
Museus e produzindo planos interpretativos para exposições, Sociólogos estão
aptos a realizar e analisar pesquisas de público em Museus, Administradores
são bons gestores, mas também podem preparar processos de captação de
recursos. Historiadores da Arte, Biólogos e Arqueólogos são curadores de
exposições e os Educadores os responsáveis pelos projetos pedagógicos dos
Museus. Todas as áreas possibilitam a criação de um espaço para a
colaboração de Museólogos que podem enriquecer o trabalho e a visão de
todos esses profissionais.
Também existem poucos trabalhos publicados sobre Gestão de Museus,
especialmente se considerarmos a abordagem transdisciplinar.
Obviamente refletir sobre processos de gestão é, em si, uma tarefa
complexa, e de Museus, torna-se mais complexa, com suas funções muito
específicas.
Reunir

informações

técnicas

em

lições

acadêmicas

requer

sistematização e aproximação anterior a alguns conceitos, assim como a
necessidade de articular de forma didática e compreensiva essas duas
ciências; Administração e Museologia. Este é o desafio que se impõe.
Entre os processos de gestão de um Museu, a prática da avaliação de
suas atividades e funções é um elemento indispensável porque proporciona
transparência e participação democrática de todos os envolvidos; gestores,
colaboradores e o público.
Desta forma ensina Cury (2009, p.2): “Relacionar-se com o patrimônio é
um processo, é um exercício democrático sistemático é um processo
educacional no seu sentido amplo, mas profundo”
A avaliação se dá de forma interna e externa no âmbito do Museu. A
análise interna ocorre em nível de cada colaborador que ocupa uma função
específica em um determinado setor do Museu.

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A avaliação visa promover um diagnóstico da eficiência e da eficácia de
cada um que está inserido no quadro funcional da instituição. A avaliação serve
para encontrar os problemas e trabalhar suas soluções, fixar estratégias de
ações para o efetivo encontro das metas de longo prazo, que foram definidas e
controlar os cumprimentos dos diversos objetivos, dentro dos prazos que foram
previamente estipulados.
A avaliação externa se dá em relação a imagem que o Museu projeta
perante a comunidade de uma maneira geral, frequentadores avulsos, grupos
de turistas, nacionais e estrangeiros, professores e estudantes de todos os
níveis, além de pesquisadores e cientistas. A avaliação externa mede o grau de
satisfação de cada um desses grupos de pessoas separadamente e o sucesso
do empreendimento museal em suas visões e, em relação a missão da
instituição.
De acordo com Lord, (2009, p.22) a principal função do gestor de
Museus é “facilitar a circulação de decisões.” Tais decisões devem visar o
cumprimento da missão da casa, que por sua vez devem estar em consonância
com as políticas traçadas para ela.
O gestor é o principal incentivador do cumprimento da missão do Museu
junto aos colaboradores e visitantes, sendo que, a sua inspiração reflete no dia
a dia da instituição, interna e externamente, em seus diversos setores,
tornando o gestor uma liderança que todos no Museu naturalmente seguem.
Conforme Lord (2009, p. 23)
É parte das atribuições do gestor de Museus comunicar o
mandato da instituição aos colaboradores e ao público em geral.
É importante que todos tenham consciência plena dos limites
deste mandato, principalmente em relação a outras instituições,
inclusive a universidade6.

Isso é importante para que o Museu conheça bem o seu objeto e evite
perder o próprio foco, entrando no campo de outro Museu ou instituição, mas
também para que cada um dos colaboradores saiba exatamente sua função e
responsabilidades dentro deste quadro.

6

Alguns museus universitários têm entre suas funções a pesquisa de ponta, porém os museus
que não são vinculados a academia, segundos os autores (p.23), devem estar limitados aos
conhecimentos reconhecidos e transmitidos por ela, ou caso seja possível, encaminhar suas
pesquisas através das universidades.

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Para Lord (2009, p.24), o modo como se avalia o gestor é simples; “[...]
deve-se questionar se o gestor está ou não facilitando a circulação de decisões
para que se cumpra a missão do Museu, e se ele está ou não comunicando
bem o mandato do Museu à todos.”
Assim, segundo o mesmo autor, (p. 25) é tarefa do gestor é: “[...]
controlar o cumprimento das grandes metas do Museu, dentro de um
orçamento e calendário de objetivos menores.”
Para isso ele deve: avaliar a eficiência e a eficácia do pessoal do Museu
em relação ao cumprimento das metas estabelecidas, e o esforço que cada um
dos colaboradores realiza para que tais metas sejam cumpridas dentro do
tempo estabelecido, levando em conta o espaço que cada um ocupa (que no
Museu tende a ser pequeno) e a produtividade em relação as suas tarefas. O
autor canadense (p.28) pondera que nos últimos anos
[...] os Museus têm se tornando mais alinhados com as
instituições da sociedade civil em suas diversas fontes de
financiamentos
pelas
comunidades,
patrocinadores
e
mecenatos, públicos e privados.

Isso, segundo ele, desafia a ideia de que os Museus devem ser
avaliados apenas por suas funções profissionais, mas que (p.29) “[...] existe
uma forte tendência de se avaliar o Museu em termos dos seus resultados,
mas também pela contribuição para com a sociedade de forma geral”.
E conclui relatando que (p.30): “[...] no Reino Unido esta avaliação se dá
em termos de critério de inclusão social enquanto na América do Norte há uma
tendência de se avaliar os programas museológicos e suas coleções em
termos de diversidade a quem servem e representam”, mas que, em ambos os
casos, a avaliação se dá em termos de resultados sociais.
No âmbito do Plano Museológico o exercício de avaliação também é
realizado de maneira interna e externa, mas também de forma coletiva pelos
colaboradores em seus diversos setores, juntamente com as lideranças da
Gestão do Museu.
Na prática é realizado um diagnóstico que avalia e leva em conta o
estado atual do Museu em relação as suas metas. O diagnóstico articula as
seguintes variáveis: Pontos fortes, Pontos fracos, Oportunidades e Ameaças.
(conhecido na administração como análise SWOT – Strong and Weak points,
Oportunities and Treats).

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC Brasil, 07 a 10 de julho de 2013.

5 Considerações Finais
Assim, tomou lugar no país um amplo debate sobre o papel da
Museologia contemporânea, tendo os Museus como agentes de inclusão
cultural, de afirmação de identidades de grupos sociais, de reconhecimento da
diversidade e de desenvolvimento econômico aliado às questões da
sustentabilidade.
As discussões sobre a sustentabilidade socioambientais tornaram-se
urgentes e dependem da educação para o meio ambiente, tanto para crianças
como para adultos serem agentes de mudanças e compreenderem melhor o
complexo mundo que lhes cercam.
É neste sentido que o Museu contemporâneo deve se inserir, utilizando
suas ferramentas de comunicação, informação, educação e informação para
proporcionar o entendimento e uma consciência social, por exemplo: da
fragilidade da natureza e dos recursos não renováveis diante de um mundo
cheio de contradições e que sofre pressões, até certo ponto legítimas para uma
prática equivocada de um consumismo desenfreado e nefasto ao próprio
cidadão.
O Museu pode trazer diferentes olhares e contrapontos sobre as
questões socioambientais, uma vez que é relativamente ‘livre’ de pressões
comerciais e pode proporcionar a população uma visão realista da necessidade
das comunidades e consumidores, que, ao se articularem em torno do
exercício organizado da cidadania, exigir tanto das empresas quanto do poder
público, providências para que as gerações futuras não sofram as piores
consequências de seus atos que são praticados impunemente e sem a menor
consciência de suas consequenciais socioambientais na atualidade.
Desta maneira, inserido no Museu junto a outros profissionais de
diferentes áreas, que o Museólogo passa a participar de uma ampla rede de
saberes, ganhando força para aquisição de uma identidade própria e uma
prática coerente frente a outras disciplinas acadêmicas já consolidadas.
A prática museológica também deve motivar a participação ativa das
comunidades e os debates sobre as questões socioambientais, construção
exercício da cidadania colocando-se como uma ação consciente que possibilita
a reflexividade dos sujeitos diante da realidade.

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC Brasil, 07 a 10 de julho de 2013.

Nesse sentido, a discussão sobre a sustentabilidade econômica,
sociocultural e ambiental nos espaços museais serve para embasar ações e
também a necessidade da criação de instrumentos capazes de avaliar a
eficácia dos mesmos. Os indicadores sociais de sustentabilidade pode ser uma
ferramenta útil aos gestores na tomada de decisões, pois podem fornecer
auxílio interno quanto externo no planejamento e execução das políticas
públicas voltadas aos museus e ao desenvolvimento sustentável.
A prática museológica voltada para a sustentabilidade possibilita renovar
velhas tendências, colocando os museus na vanguarda do pensamento
contemporâneo e auxiliando na compreensão das diferentes necessidades de
uma sociedade que respeita e entende a diversidade, promove a educação
para cidadania e justiça social.
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perspectivas. Revista do Programa de Pós Graduação da Ciência da
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Julio Cesar Bittencourt Francisco</text>
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              <text>Valdir Jose Morigi</text>
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              <text>Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade - Trabalho científico</text>
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              <text>Reflete sobre a prática museológica, o papel da Gestão de Museus e o ensino da museologia no século XXI. Os Museus através de seus acervos, espécimes e equipamentos têm a missão de divulgar a ciência e a cultura, comunicar e salvaguardar os bens da memória social, além de educar e informar os cidadãos. Entretanto, essas atividades essenciais precisam ser repensadas, pois já não satisfazem as necessidades dos novos tempos. O texto indica e sugere a construção do Plano Museológico como prática de Gestão de Museus a partir da Política Nacional de Museus, a análise de manuais de gestão museológica e a inclusão de programas socioambientais nos Museus brasileiros. Conclui-se que a prática museológica também deve fomentar a participação ativa da comunidade em questões socioambientais e no exercício pleno da cidadania, colocando-se como uma instituição que possibilita a reflexividade dos sujeitos diante da realidade. </text>
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