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                  <text>Trajetória histórica da classificação: mudança do status de arte
para ciência

Midinai Gomes Bezerra (UFRN) - midnaygb@hotmail.com
Bruna Laís Campos do Nascimento (UFRN) - brunalays2009@hotmail.com
Malkene Wytiza Freire e Medeiros Noronha (UFRN) - malw8@hotmail.com
Maria Gersomara de Carvalho Sousa (UFRN) - mariagersomara@hotmail.com
Vanusia Edna Leite de Lima (UFRN) - vanusiavanu@hotmail.com
Resumo:
Apresenta a trajetória histórica das classificações bibliográficas abordando o momento em que
esta progrediu do status de arte para o de ciência. Conceitua a classificação como o ato de
arranjar em classes, por em ordem ou arrumar. Enfoca que desde a mais remota antiguidade,
os autores dos sistemas de classificação bibliográfica buscaram inspiração e modelo nas
classificações filosóficas. Examina algumas contribuições básicas à classificação e sua
utilização através dos tempos, em sistemas de organização e transmissão do conhecimento
humano. Conclui que pesquisas e estudos feitos sobre todo o desenvolvimento das
classificações, não foram suficientes, ao ponto de que novas pesquisas sejam desenvolvidas
posteriormente.
Palavras-chave: Classificação. Classificação bibliográfica. História das classificações.
Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Trajetória histórica da classificação: mudança do status de arte para
ciência
RESUMO:
Apresenta a trajetória histórica das classificações bibliográficas abordando o
momento em que esta progrediu do status de arte para o de ciência. Conceitua a
classificação como o ato de arranjar em classes, por em ordem ou arrumar. Enfoca
que desde a mais remota antiguidade, os autores dos sistemas de classificação
bibliográfica buscaram inspiração e modelo nas classificações filosóficas. Examina
algumas contribuições básicas à classificação e sua utilização através dos tempos,
em sistemas de organização e transmissão do conhecimento humano. Conclui que
pesquisas e estudos feitos sobre todo o desenvolvimento das classificações, não
foram suficientes, ao ponto de que novas pesquisas sejam desenvolvidas
posteriormente.
Palavras-chave:
classificações.

Classificação.

Classificação

bibliográfica.

História

das

Área Temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade.

1 INTRODUÇÃO

O homem desde a história primitiva demonstra a necessidade de registrar
seus feitos, descobertas e história; debruçar-se sobre livros de história mostrará que
em suportes rudimentares como rochas e tábuas, a história da humanidade
começou a ser escrita através de pinturas rupestres. Desta forma, começa a
odisséia da evolução humana que, em sua plasticidade e capacidade intelectual
passa a desenvolver novos suportes, para efetuar seus registros; surge na Grécia o
Pergaminho, no Egito o papiro, e por fim na China, o papel.
O conhecimento passa então a ser reproduzido através de monges copistas,
sendo o acesso ao mesmo restrito aos nobres. Com o advento das grandes
navegações e invenção da imprensa de Johann Gutenberg, feito que propiciou a
democratização do conhecimento, essa reprodução passou a ser feita em larga
escala e, posteriormente difundida para outros continentes inseridos nas rotas
mercantilísticas. Sendo assim, surge então à necessidade de elaborar uma
metodologia para organizar toda essa produção bibliográfica de forma que facilite o
acesso e recuperação de tais conhecimentos.

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Inicialmente pensada por filósofos, classificar configurava-se em uma arte que
foi

empregada

de

várias

maneiras,

numa

tentativa

de

acompanhar

o

desenvolvimento do conhecimento humano. Há indícios de que só após 1491,
iniciaram-se estudos para elaboração de sistemas de classificação que fomentaram
a aquisição de base teórica por parte da classificação, o que a elevou da posição de
arte para ciência.
Mediante tais considerações surge a necessidade de aprofundar-se nos
trabalhos elaborados por alguns autores sobre essa temática, objetivando atualizar e
fomentar aport teórico não só para futuros bibliotecários como também para
profissionais de informação ativos em nossos dias.

2 CLASSIFICAÇÃO EM GERAL

A classificação surgiu a partir da necessidade da organização de livros,
visando facilitar a localização e conseqüentemente sua busca.

A classificação é um sistema de símbolos representativos dos ramos
do conhecimento usados nas bibliotecas e noutros serviços de
documentação para distribuir em classes, subclasses, etc., de acordo
com os respectivos assuntos, as notícias de uma biblioteca,
filmografia, etc., e as fichas de um catálogo, bem como os livros,
filme, etc., nos lugares onde são depositados. (Aurélio, 2004 apud
Fernandez, 1979, p. 255).

Classificar é organizar em classes. Se analisarmos o que se pode ser
organizado em classes, logo qualquer coisa no mundo faz parte de alguma classe, e
que, portanto tudo é classificável. Uma classe consiste de um número de elementos
quaisquer que possuem alguma característica em comum, pela qual ao mesmo
tempo constitui a sua própria unidade.
A determinação e a seleção das classes estão compreendidas em um
esquema de classificação, essencialmente relacionadas com as necessidades de
utilização de cada esquema. De acordo com Fernandez (1976, p. 257) a
classificação é sempre encarada como um modo fundamental de pensamento e
operação, isto é, um processo mental, processo este que se manifesta no ser
humano desde os seus primeiros momentos de vida.

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As sociedades primitivas tinham necessidade de uma classificação simples,
prática e óbvia dos utensílios de uso freqüente para a agricultura, pesca, caça e
guerra por questões de sobrevivência, segurança e preservação. Diferentemente
dessas sociedades primitivas as sociedades modernas possuem necessidades de
classificar objetos e idéias de forma bem mais complexa.
A classificação passou por um longo processo evolutivo, onde o homem em
meio as suas necessidades de organização elaborou sistemas que facilitassem a
localização dos objetos.

3 HISTÓRICO DAS CLASSIFICAÇÕES

A arte de classificar constitui-se em algo inerente a existência humana, assim
sendo é possível afirmar que classificar é uma atividade tão antiga quanto à
humanidade; porém a aquisição de base teórica se deu recentemente, essa foi à
força propulsora para elevá-la a condição de ciência.
À medida que o conhecimento humano se expandia, sendo a classificação
ainda percebida como arte; o ato de classificar foi aplicado de distintas maneiras,
como pode ser visto em todos os arranjos sistemáticos que entraram na composição
dos trabalhos de grandes filósofos, referencie-se o Indic Vedas, Bíblia, as
enciclopédias do egípcio Amenope (1250 a.C) e de Caius Plinius Secundus (23-79
d.C) bem como as grandes enciclopédias da Idade Média, na qual se destacaram as
de Isidro de Sevilla, Vincent de Beauvais, Bartholomaeus Anglicus, Brunetto Latini e
as da Renascença onde temos as enciclopédias de Georg Valla, Rafael Maffei,
Johann Heinrich Alsted, Wolfgang Ratke. Todos esses foram organizadas segundo
uma idéia pré-concebida. Nessa fase da historia da classificação, a última
enciclopédia lançada foi a Diderot e d’Alembert (1751-1780) que além de ser
sistematizada era também disposta em ordem alfabética.
No princípio a sistematização do conhecimento não se dava tal qual
conhecemos hoje, a classificação das ciências não era elaborada com um fim em si
mesmo. Há indícios de que a elaboração de sistemas de classificação passou a ser
executado após 1491, ano em que se deu a publicação do Panepistemon, da autoria
do humanista e poeta italiano Angelo Poliziano; que consistia num plano para
mostrar de forma esquematizada as relações entre as ciências. Alguns cientistas
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tentaram tal feito, porém nenhum de modo tão expressivo quanto Francis Bacon que
em 1605 elaborou um plano de classificação das ciências intitulado ‘De dignitate et
augmentis scientiarum’. No entanto, tal arte só veio a ser considerada classificação
no fim do século XVIII, o que se evidencia mediante o uso da terminologia em títulos
de livros relacionados à apresentação de um plano para a classificação das ciências
e livros. Avançando um pouco no tempo vemos que elaborar planos de
classificações consistia em hobby para filósofos, cientistas; referencie-se o físico A.
M.

Ampère;

esses

trabalhos

inspiraram

os

bibliotecários

a

construírem

continuamente novos sistemas para a organização dos conteúdos de suas coleções
de livros.
A elaboração de sistemas com idéia intuitiva sobre divisões, prioridade no
arranjo, hierarquias, subordinações e por fim auxiliares era tido como teoria da
classificação até pouco tempo, situação refletida na obra do bibliotecário e
historiador da classificação russo E. T. Samurin que dedicou vinte anos à coleta e
interpretação de sistemas de classificação universal da sua época.
No século XVI, o filósofo italiano Mario Nizolio já questionava a linha que
defendia a apresentação das ciências num plano global, o que pressupunha que
deveriam ser consideradas sob vários aspectos. Em 1553 escreveu um tratado
intitulado ‘Antibarbarus philosophicus’ que continha sugestão para a classificação
das áreas do conhecimento, porém não relacionava nenhuma ciência que ocorresse
em várias vertentes, ao contrario de J. Huarte que estabelece distinção entre
ramificações de cada área.
Anos depois Ampère embrenhou-se numa investigação teórica de tais
sistemas, informando em sua classificação que ao tentar determinar características
distintas para a definição e classificação das ciências, se faria necessário observar
tanto a natureza dos objetos a qual eles se relacionam, quanto os pontos de vista
sob os quais eles podem ser considerados.
Alguns teóricos como I. G. de Saint-Hilaire tentaram demonstrar de forma
diagramática a diversidade dos aspectos, como prova a ‘Classificacion Parallélique.
Henry Evelelyn Bliss foi o primeiro bibliotecário a considerar a teoria subjacente em
suas discussões. Após 1910, Bliss publicou dois famosos livros onde demonstrava
preocupação com os fundamentos filosóficos sobre classificação, em um terceiro

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livro tentou hibridar o conhecimento científico sobre classificação com a necessidade
de dispor em estantes os livros de uma biblioteca.
Bliss mostrou os diferentes aspectos de cada área de forma diagramática,
levando em conta aspectos filosóficos, científicos, histórico e tecnológico/artístico,
em seu sistema final de classificação. Porém, o que fazia de fato era re-arrumar as
áreas apresentadas bi-dimensionalmente em apenas um nível hierárquico,
objetivando a brevidade e fácil arrumação dos livros nas estantes, não tendo
descoberto nem tão pouco formulado novos conceitos a cerca da teoria da
classificação. Seu legado na verdade foi ter posto a classificação bibliográfica
novamente em contato com os princípios filosóficos de classificação, quais sejam, os
fundamentos conceituais da formação, divisão e partição de classes.

3.1 CONTRIBUIÇÃO DE RANGANATHAN

A leitura dos três livros publicados por Bliss motivou Ranganathan
(matemático e posteriormente bibliotecário) a formular também uma teoria para os
sistemas de classificação, a qual batizou de teoria de Classificação dos Dois Pontos
e apresentou no livro ‘Prolegomena to library classification’. Porém, anteriormente a
isso, já havia sido editada a Classificação dos Dois Pontos que era basicamente
fundamentada em bases intuitivas, só após a elaboração da teoria o bibliotecário
passa a formular regras, enunciar cânones e postulados que fomenta a extração de
princípios e os lançamentos dos processos para a formação de representações dos
conceitos a nível teórico.
Sob essa perspectiva, pode-se dizer que Ranganathan ‘matematizou’ a
classificação, apesar da matemática não ter sido utilizada quantitativa ou
estatisticamente, assemelhava-se na abordagem do filósofo alemão G. W. Leibniz,
que além de apresentar as bases do cálculo integral, dedicou-se a procura de um
novo tipo de matemática qualitativa. O que pode-se comprovar mediante a leitura de
sua dissertação ‘De arte combinatória’ (1666),

onde o

filósofo buscava uma

caracterização universal, uma linguagem conceitual para o mundo. Com esses
trabalhos influenciou G. Frege em sua lógica predicativa e Begriffschrift e também
boa parte da lógica moderna.

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Leibniz iniciou a busca, mas possivelmente foi Ranganathan quem descobriu
a nova matemática qualitativa, que possibilitaria a análise dos assuntos e divisão de
seus elementos constituintes para em seguida, formular e formalizar através de
fórmulas e facetas enunciados sobre os assuntos encontrados nos livros e outros
suportes. São as regras para os processos representativos dos elementos da
notação, que substituem os conceitos dos assuntos.
Diferente de todas as classificações anteriores, o sistema elaborado por
Ranganathan não usava bases pré-estabelecidas, e sim criava classes a partir da
análise dos livros, mediante os elementos conceituais dos assuntos e síntese das
regras das formulas de facetas ligadas as disciplinas. Embora isso significasse que o
número de classes geradas poderia ser igual ao número de exemplares da
biblioteca, caso sua coleção fosse diversificada, pois segundo a síntese dos livros,
apenas dois exemplares poderiam pertencer à mesma classe.
Os três importantes fatores a serem considerados em relação à contribuição
de Ranganathan a moderna teoria da classificação, são a introdução dos três níveis
com os quais trabalham os classificacionistas e classificadores, sendo eles: o plano
da idéia ( nível das idéias, conceitos); plano verbal ( nível da expressão verbal dos
conceitos, esses podem variar segundo a língua utilizada); plano notacional (nível da
fixação dos conceitos em formas abstratas, tais como sinais), que facilitou o
entendimento do que pode ser considerado como objeto da ciência da classificação.
Em seguida temos a abordagem analítico-sintética para identificação dos
assuntos, a qual implica que cada documento pede uma análise do seu titulo ou um
enunciado descritivo da ciência a qual pertence. Após esse procedimento sintetizase em expressões combinatórias que formam a classe, seguindo a seqüência
PMEST (Personalidade, Matéria, Energia, Espaço e Tempo) servindo para a
representação dos assuntos e ordenação dos conceitos de uma disciplina em
classes de acordo com as categorias existentes nessa disciplina.
A terceira contribuição são os princípios para a seqüência útil contido em seus
dezoito princípios, para o arranjo de elementos de facetas, que claramente
delineados

são

importantes

ferramentas

para

avaliação

de

sistemas

de

classificação.
Para analisar a influência de Ranganathan devem-se considerar mais o
trabalho desenvolvido por ele do que as contribuições explicitadas acima,
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mensurando a Classificação dos Dois Pontos que até hoje pode ser utilizada como
um modelo para desenvolvimento de um novo sistema universal de classificação
facetada. Com o advento da segunda guerra mundial, seu trabalho foi largamente
disseminado no mundo ocidental, em especial na Inglaterra que a partir de 1950
passou a elaborar sistemas de classificação facetada para áreas específicas do
conhecimento, e posteriormente, no início da década de 60 contribuiu para o
confecção do thesauri que resultou no Thesaurofacet.
Os sistemas de classificação facetada foram elaborados com e sem fórmulas
de faceta e citação, sendo considerada inflexível para a expressão dos assuntos por
B. C. Vickery, que sugeriu uma ordem de citação padronizada mais flexível e
generalizada composta pelos seguintes elementos: Coisa, Parte, Propriedade,
Processo, Operação e Agente.
Discussões a cerca desses problemas não se esgotaram, questionamentos
sobre uma apresentação sintática ordenada de frases para expressar os assuntos
contidos nos documentos, estão também inclusas no sistema de indexação PRECIS
de D. Austin, que utiliza operadores de função (Role Operators) para identificar
elementos sintáticos de frases e representação no índice de assuntos de Britsh
National Bibliography e outros serviços de informação que já adotaram tais sistemas.

4 EXPOSIÇÃO DE OUTRAS CONTRIBUIÇÕES

Apresentaremos algumas contribuições básicas à classificação e sua
utilização através dos tempos em sistemas de organização e transmissão do
conhecimento humano. Vários são os teóricos que contribuíram para o
desenvolvimento da classificação, entretanto enfatizaremos apenas alguns e suas
contribuições.

4.1 ARISTÓTELES
Iniciaremos com o exame da contribuição de Aristóteles, o qual determinou
as diretrizes do conhecimento por mais de dois mil anos. Apresentaremos a seguir
as três contribuições aristotélicas.

4.1.1 Distinção entre o aspecto formal e o aspecto material do ser
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Segundo Schereiner (1976, p. 190), um dos mais significativos legados de
Aristóteles foi à distinção entre o aspecto formal e o aspecto material do ser.
Vejamos, primeiramente, as dez categorias que se referem à determinação formal
do ser. Elas são:
Substância, Quantidade, Qualidade, Relação, Lugar, Tempo, Posição,
Estado, Ação e Sofrimento da ação.

Estas são as formas sob as quais se apresenta o ser,
especificamente, uma substância e nove acidentes. O número de
categorias não é tão importante como a diferença que deve ser
estabelecida entre a primeira e as nove restantes. Substância é a
mais importante, pressuposta por todas as outras, que nada mais
são do que suas características ou propriedades. (SCHEREINER
1979, p. 190).

As dez categorias têm importante caráter classificatório e foram usadas em
vários sistemas de organização do conhecimento, como:
1 - Na Ars Magna (1272) de Raimundus Lullus (1232-1315), que "consiste em
nada mais do que - como um método lógico-mecânico -, distribuir os conceitos em
determinados lugares e combiná-los de uma forma definida para encontrar,
imediatamente após, o que se pode dizer sobre um objeto ou como um dado
problema pode ser resolvido.
2 - Na linguagem filosófica (1668) de John Wilkins (1614-1672), um sistema
para a ordenação de todo o vocabulário científico da língua inglesa.
3 - No Thesaurus of English words and phrases (1852), de Peter Mark Roget
(1779-1869), uma classificação do vocabulário geral da língua inglesa, de acordo
com uma sistemática categorial.
4 - Na Colon Classification (1933), de S. R. Ranganathan (1892-1972) é
baseada no princípio analítico-sintético, em oposição ao principio hierárquicoenumerativo, analisando o assunto em seus elementos constituintes fundamentais,
formais e materiais, que são os únicos representados nas tabelas, e prevendo a
síntese destes elementos, através de símbolos de conexão e relação apropriados,
de acordo com o conteúdo dos documentos a serem classificados.
Passemos agora a examinar os cinco níveis do ser, que se referem ao seu
aspecto material. Eles são:
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Natureza morta
Seres vivos
vegetais
animais
Seres intelectuais
Seres divinos
Da mesma forma que as dez categorias, esta concepção da natureza como
um sistema de níveis é básica na teoria da classificação aparecendo implícita ou
explicitamente em vários sistemas. Mais recentemente, esta teoria foi adotada pelo
Grupo de Pesquisa em Classificação de Londres, pela Encyclopaedia Britannica e
por I. Dahlberg, em seus sistemas para organização do conhecimento.

4.1.2 Os cincos predicados aristotélicos

Os cinco predicados - gênero, espécie, diferença, propriedade, acidente - e a
classificação dicotômica do conhecimento constituem a terceira contribuição de
Aristóteles que examinaremos.
Gênero é uma classe de objetos que possuem um determinado número de
características em comum. Além destas, se levarmos em consideração mais uma,
chamada diferença, podemos dividir o gênero em duas partes, chamadas espécies,
de acordo com a presença ou não desta última característica. Uma espécie,
portanto, possui uma diferença específica que a distingue de seu gênero próximo.
Propriedade é uma característica essencial a um conceito, inerente a ele. Acidente é
uma qualidade ou circunstância que pode ou não estar presente em um conceito.
(SCHEREINER, 1979, p. 195).

Porfírio representou a relação gênero-espécie em sua famosa
"árvore". Partindo de uma categoria geral, substância, por exemplo,
podemos dividí-la sucessivamente de acordo com a presença ou não
das seguintes características - corpo, vida, alma, razão, morte - e
chegar a um conceito individual, como Sócrates. (SCHEREINER,
1979, p. 195).

A classificação do conhecimento baseada no princípio de relação gêneroespécie implica na escolha arbitrária de uma característica como diferença, sendo
todas as demais abstraídas, não importando sua relevância para outras formas de
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abordagem do conhecimento e resultando em uma classificação rigidamente mono
hierárquica que de forma alguma corresponde à complexidade da natureza. As
classificações bibliográficas universais, entretanto, repousam todas elas sobre os
cinco predicados aristotélicos. A CDU procurou atingir maior flexibilidade através do
uso de sinais de relação, divisões comuns e divisões analíticas, mas o resultado,
lamentavelmente, foi uma magnificação dos defeitos herdados da CDD. A relação
gênero-espécie, entretanto, continua sendo princípio válido e muito utilizado para
subdivisão de uma faceta ou categoria formal nas modernas classificações
facetadas.

4.1.3 Esquema tripartitivo de classificação

A última contribuição de Aristóteles que examinaremos é o seu esquema
tripartitivo de classificação. Aristóteles dividiu o conhecimento em
Ciências teóricas
Ciências práticas e
Ciências produtivas
Possivelmente de acordo com as capacidades do homem de pensar, agir e
fazer, respectivamente.

4.2 FRANCIS BACON

A grande contribuição da Renascença para a classificação foi à vasta
sistematização do conhecimento de sua época, realizado por Francis Bacon (15611626) com uma minúcia até então inexistente nas classificações filosóficas. Em suas
obras The Advancement of science (1605) e De augmenti scientiarum (1623), como
já dito anteriormente, ele não só classifica e define todas as áreas do saber, como
também indica as cobertas por pouco trabalho humano, apontando, assim, para
áreas de pesquisa em potencial. Sua detalhada classificação foi à base de vários
instrumentos destinados à organização e transferência do conhecimento. Diderot e
d'Alembert organizaram sua enciclopédia de acordo com o esquema de Bacon, que
no fim do século 19 era quase que universalmente adotado. Foi, entretanto, sua
adaptação ao sistema decimal em 1876 por Melvil Dewey (1851-1931) que o
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estabeleceu definitivamente como uma das mais fortes influências na classificação
bibliográfica.

4.3 RANGANATHAN
Ranganathan representou um marco na história da classificação bibliográfica,
apesar das muitas e verdadeiras críticas que lhe são apontadas e do pequeno
número de usuários de sua Colon Classification.
A Colon classification (1933) de S. R. Ranganathan (1892-1972) é algo
totalmente novo no campo da classificação bibliográfica. É baseada no princípio
analítico-sintético, em oposição ao princípio hierárquico-enumerativo, analisando o
assunto em seus elementos constitutintes fundamentais, formais e materiais, que
são os únicos representados nas tabelas, e prevendo a síntese destes elementos,
através de símbolos de conexão e relação apropriados, de acordo com o conteúdo
dos documentos a serem classificados.

4.4 GRUPO DE PESQUISA EM CLASSIFICAÇÃO DE LONDRES

Os trabalhos do Grupo de Pesquisa em Classificação de Londres partiram
dos ensinamentos de Ranganathan, apesar de seus membros terem tomado um
curso diverso de seu mestre.
Segundo Schereiner (1979, p. 199), em 1963, o Grupo de Pesquisa em
Classificação de Londres decidiu as bases para a elaboração de uma classificação
universal, ela deveria ser facetada e as classes principais não seriam formadas de
acordo com as disciplinas tradicionais – uma das falhas apontadas ao sistema de
Ranganathan – mas o conteúdo destas é que seria ordenado de acordo com a teoria
dos níveis integrativos.

5 CLASSIFICAÇÃO EM BIBLIOTECAS

A finalidade da classificação em bibliotecas é organizar o conhecimento, seja
ele apresentado em livros ou em outro tipo de meio, a fim de facilitar sua busca para
que ele seja utilizado como fonte de informação.

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A função da classificação em bibliotecas não está associada simplesmente
em acondicionar documentos em estantes através de sistemas fixos. Está também
relacionada com a elaboração de cabeçalhos de assuntos em catálogos, índices e
bibliografias.
As técnicas de organização do conhecimento em bibliotecas
sofreram uma evolução ao logo do tempo para satisfazer a diferentes
necessidades. Devido à produção dos documentos serem
manuscritos, o número era bastante reduzido, o universo do
conhecimento também era restrito. Uma classificação simples e
prática desses documentos satisfaziam as necessidades dos
usuários, que eram poucos e bem homogêneos, soberanos e
religiosos. (FERNANDEZ, 1979, p. 265).

As classificações eram baseadas em características acidentais dos
documentos (tamanho, cor, tipo de encadernação, data de publicação) ou critérios
utilitários (autor ou título). Refletiam essencialmente os hábitos dos proprietários dos
documentos, atendendo perfeitamente as necessidades de informação da época.

6 PESQUISA E DESENVOLVIMENTO FUTUROS EM CLASSIFICAÇÃO

De acordo com o exposto anteriormente, podemos perceber que as pesquisas
e estudos feitos sobre todo o desenvolvimento das classificações, não foram
suficientes, ao ponto de que novas pesquisas sejam desenvolvidas posteriormente.
Como declara Dahlberg,

A existência, hoje em dia, de uma teoria da classificação capaz de
explicar uma quantidade de fatores anteriormente desconhecidos, ou
conhecidos apenas intuitivamente, não significa que novas pesquisas
sejam desnecessárias. Possuímos, pelo contrário, agora os
instrumentos que nos permitirão avaliar os sistemas de classificação
existente, determinar com exatidão o que era certo ou errado, e
saber como os sistemas de classificação podem ser aperfeiçoados.
(DAHLBERG, 1979, p. 365).

Como o próprio Dahlberg descreve, as novas pesquisas deveriam ser
orientadas para análises de conceitos, análises de valência dos verbos nas
diferentes línguas e em diferentes áreas do conhecimento, tipologia das estruturas
de frases classificatórias, comparações entre conceitos com o auxílio de definições,
metodologia para o estabelecimento de tabelas de correlações entre conceitos em
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diferentes áreas do conhecimento; determinação de formas de notação para campos
de aplicação variáveis; determinação de estruturas sintáticas notacionais para a
formação de representações expressivas de conceitos e identificação de problemas
organizacionais e relacionados com os usuários.

Conforme Dahlberg sugere-se que além de trabalhos mais avançados na
pesquisa de classificação, dever-se-ia desenvolver uma nova consciência geral das
potencialidades da classificação, sobretudo no interesse da economia não só
intelectual como também material.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho permitiu o conhecimento sobre a classificação
bibliográfica universal do conhecimento, mostrando que é imprescindível tanto do
ponto de vista teórico como do ponto de vista prático.
O tema em foco discorreu sobre a trajetória histórica das classificações
bibliográficas, desde que esta configurava-se em uma arte que foi empregada de
várias maneiras, até o momento em que progrediu do status de arte para o de
ciência. Aborda ainda que desde a mais remota antiguidade, os autores dos
sistemas de classificação bibliográfica buscaram inspiração e modelo nas
classificações filosóficas. Além disso, Examinou-se algumas contribuições básicas à
classificação e sua utilização através dos tempos, em sistemas de organização e
transmissão do conhecimento humano. Como também, enfoca a classificação como
um processo fundamental da natureza humana, considerando sua penetração e
função em nossas atividades diárias.
Sendo assim, a partir desta análise pode-se concluir que, as classificações
estão cada vez mais sendo usadas, devido ao crescimento constante de
informações e as novas tecnologias. O sistema de classificação mesmo sendo tão
antigo, condiz com as necessidades da recuperação e organização das informações,
logo, ele continua sendo útil.

REFERÊNCIAS

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

DAHLBERG, Ingetraud. Teoria da classificação, ontem e hoje. In: CONFERÊNCIA
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FERNANDEZ, Rosali P. Classificação: um processo fundamental da natureza
humana. In: CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE CLASSIFICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA,
1976, Rio de Janeiro, Anais... Rio de Janeiro: IBICT/ABDF, 1979. p. 255-267.
FONSECA, Edson Nery da. Apogeu e Declínio das Classificações Bibliográficas. In:
CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE CLASSIFICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA, 1976, Rio de
Janeiro, Anais... Rio de Janeiro: IBICT/ABDF, 1979. p.115 – 123.
SCHEREINER, Heloisa Benetti. Considerações históricas acerca do valor das
classificações bibliográficas. In: CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE CLASSIFICAÇÃO
BIBLIOGRÁFICA, 1976, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: IBICT/ABDF, 1979.
v. 1, p. 190-203.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Trajetória histórica da classificação: mudança do status de arte para ciência</text>
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              <text>Vanusia Edna Leite de Lima</text>
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              <text>Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade - Trabalho científico</text>
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              <text>Apresenta a trajetória histórica das classificações bibliográficas abordando o momento em que esta progrediu do status de arte para o de ciência. Conceitua a classificação como o ato de arranjar em classes, por em ordem ou arrumar. Enfoca que desde a mais remota antiguidade, os autores dos sistemas de classificação bibliográfica buscaram inspiração e modelo nas classificações filosóficas. Examina algumas contribuições básicas à classificação e sua utilização através dos tempos, em sistemas de organização e transmissão do conhecimento humano. Conclui que pesquisas e estudos feitos sobre todo o desenvolvimento das classificações, não foram suficientes, ao ponto de que novas pesquisas sejam desenvolvidas posteriormente.</text>
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