<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="2530" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/2530?output=omeka-xml" accessDate="2026-08-21T19:08:56-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="1612">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/8/2530/1642-1655-1-PB.pdf</src>
      <authentication>5ceaab57ff2f32f25cec76eff6128918</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="30326">
                  <text>Relação entre os filmes do Marvel e o incentivo a leitura por meio
das histórias em quadrinhos

Hélio Yarzon Silva Júnior Yarzon Silva Júnior (IESF - FUNLEC) - helioyarzonjr@gmail.com
Rodrigo Pereira (IESFUNLEC) - rp1212003@yahoo.com.br
Ana Paula Soares (IESF) - anapaulasoaresesoares@gmail.com
Resumo:
As histórias em quadrinhos (HQ) são um conjunto de imagens no formato de quadros, que
transmitem uma história, um pensamento, uma ação ou uma informação. O cinema é um dos
maiores veículos de informação existentes na sociedade, no entanto, e por essa razão, passível
de questionamento: O grande sucesso que os filmes da Marvel têm ocasionado no cenário
globalizado da sociedade brasileira tem influenciado e contribuído para o aprimoramento e o
incentivo da leitura de HQ? A presente pesquisa visa perceber se os usuários da Gibiteca Mais
Cultura, após terem assistido a algum filme do Universo Marvel, sentiram-se estimulados e
mais interessados na leitura de história em quadrinhos, e, em razão dos detalhes em relação
aos personagens da Marvel com os quais se identificam, sentiram-se despertados para a
leitura de outros formatos como revistas, livros etc. Trata-se de uma pesquisa de campo,
exploratória, de caráter descritivo sob a perspectiva qualitativa, cujos informantes são os
sujeitos frequentadores da Gibiteca Mais Cultura - o ambiente do estudo, situada na cidade de
Campo Grande-MS. O período de realização da pesquisa foi de 29 de Janeiro a 04 de Fevereiro
de 2013. Para a coleta de dados aplicou-se um questionário com o intuito de catalisar
respostas dirigidas ao problema da pesquisa. Os resultados obtidos mostraram que o público
frequentador da gibiteca tem consciência de que os filmes da Marvel têm impactado
positivamente no processo de fomento, desenvolvimento e aprimoramento da leitura de
quadrinhos, sendo um importante divulgador e, portanto, incentivador da leitura de HQ.
Palavras-chave: Marvel. Histórias em quadrinhos. Leitura. Cinema. Incentivo à leitura.
Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

Relação entre os filmes da Marvel e o incentivo a leitura por meio das histórias
em quadrinhos
Resumo
As histórias em quadrinhos (HQ) são um conjunto de imagens no formato de
quadros, que transmitem uma história, um pensamento, uma ação ou uma
informação. O cinema é um dos maiores veículos de informação existentes na
sociedade, no entanto, e por essa razão, passível de questionamento: O grande
sucesso que os filmes da Marvel têm ocasionado no cenário globalizado da
sociedade brasileira tem influenciado e contribuído para o aprimoramento e o
incentivo da leitura de HQ? A presente pesquisa visa perceber se os usuários da
Gibiteca Mais Cultura, após terem assistido a algum filme do Universo Marvel,
sentiram-se estimulados e mais interessados na leitura de história em quadrinhos, e,
em razão dos detalhes em relação aos personagens da Marvel com os quais se
identificam, sentiram-se despertados para a leitura de outros formatos como
revistas, livros etc. Com base nesses objetivos, optou-se pela realização de uma
pesquisa sobre a relação entre os filmes criados pelos estúdios Marvel e o aumento
da leitura em quadrinhos. Trata-se de uma pesquisa de campo, exploratória, de
caráter descritivo sob a perspectiva qualitativa, cujos informantes são os sujeitos
frequentadores da Gibiteca Mais Cultura - o ambiente do estudo, situada na cidade
de Campo Grande-MS. O período de realização da pesquisa foi de 29 de Janeiro a
04 de Fevereiro de 2013. Para a coleta de dados aplicou-se um questionário com o
intuito de catalisar respostas dirigidas ao problema da pesquisa. Os resultados
obtidos mostraram que o público frequentador da gibiteca tem consciência de que os
filmes da Marvel têm impactado positivamente no processo de fomento,
desenvolvimento e aprimoramento da leitura de quadrinhos, sendo um importante
divulgador e, portanto, incentivador da leitura de HQ.
Palavras-chave: Marvel. Histórias em quadrinhos. Leitura. Cinema. Incentivo à
leitura.
Área Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade
1 INTRODUÇÃO
As histórias em quadrinhos (HQ) foram criadas no fim do século XIX e
representam uma forma de expressão gráfica que aprimora o conhecimento tácito
dos indivíduos; contudo, inicialmente, as (HQ) foram mal recebidas pela sociedade
da época. Ao longo do tempo esse paradigma foi quebrado, conforme apontam
várias pesquisas voltadas para este assunto, em decorrência da evolução da
sociedade de uma forma geral.

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

As relações entre o cinema e a leitura estão em constante desenvolvimento;
interligam-se na medida em que filmes dão origem a livros e gibis e, inversamente,
gibis inspiram os roteiristas de filmes. No caso dos filmes da Marvel, os personagens
das histórias em quadrinhos já ganharam diferentes versões nas telas de cinema.
No ano de 2012, o lançamento do filme “Os Vingadores” reuniu os diferentes
personagens em um filme que atribuiu uma releitura moderna dos personagens
criados no século XX.
A pesquisa parte do pressuposto de que o espectador poderá ser estimulado,
ter interesse ou não em buscar outras informações sobre a leitura das histórias e
personagens das HQ, após haver assistido aos filmes do universo Marvel. Um
exemplo de filme da Marvel que mais causou impacto, haja vista o enorme público
espectador, é “Os Vingadores”, lançado em 2012 com recordes de bilheterias,
ficando em 6º lugar na vendagem geral dos filmes de todos os tempos. (OS
VINGADORES, 2013). É, pois, de interesse perceber qual o impacto que um filme
da Marvel causou nos usuários da Gibiteca Mais Cultura, e, por consequência, se
houve uma procura, um interesse maior pela leitura sobre os personagens e
histórias.

2 REVISITANDO O PERCURSO DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, CINEMA E
A MARVEL COMICS
Ao final do século XIX, como meio de comunicação em massa, surgiram as
histórias em quadrinhos cuja influência cultural na sociedade tornou-se expressiva
somente a partir do ano de 1973, quando ocorreu a sua valorização por renomados
intelectuais europeus. O aumento do número de leitores transformou as HQ em um
canal de comunicação viável, além de altamente lucrativo para os empresários do
ramo. (VERGUEIRO, 2004).
O desenvolvimento das HQ ocorreu com mais frequência e força nos EUA
devido ao fato de terem maiores recursos tecnológicos, apoio social e econômico. O
termo “história em quadrinhos” só foi utilizado a partir da inserção dos balões nos
desenhos com as falas dos personagens. A partir daí, as HQ tornaram-se fenômeno
em todo o mundo, consolidando o seu consumo entre crianças e jovens,
principalmente com o surgimento dos super-heróis. (SILVA, 2011, p. 2).

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

A evolução dos quadrinhos passou por três fases primordiais: a fase das tiras
de quadrinhos, as histórias de aventuras e os comic books. Estes tiveram como
“carro-chefe”

os

super-heróis

e,

verdadeiramente,

revolucionaram

as

HQ,

conquistando um enorme contingente de fãs de todas as idades, não só nos EUA,
mas em todo o mundo. Vergueiro (2004) ressalta que
[...] o aparecimento de um novo veículo de disseminação dos quadrinhos,
as publicações periódicas conhecidas como comic books – no Brasil, gibis –
nos quais logo despontaram os super-heróis, de extrema penetração junto
aos leitores mais jovens, ampliou consideravelmente o consumo dos
quadrinhos, tornando-os cada vez mais populares. A segunda Guerra
Mundial ajudou a multiplicar essa popularidade […] As revistas de histórias
em quadrinhos tiveram suas tiragens continuamente ampliadas, atingindo
cifras astronômicas naqueles anos. (VERGUEIRO, 2004, p.11).

Pelos críticos como Fredric Wertham, em 1960, iniciou-se uma campanha
que tinha como objetivo proibir a leitura das HQ, desenvolvendo a ideia de que eram
prejudiciais aos jovens por estimularem o sexo e a violência. Segundo Vergueiro
(1998), essa visão levou à criação de um código de conduta (Comics Code
Authority) inibindo os quadrinhos que continham sexo e violência. Nesse mesmo
ano, a Marvel e o, então, diretor Stan Lee revitalizaram as histórias de super-heróis
criando vários personagens para a editora Marvel: The Fantastic Four, Spider-Man,
Hulk e os X-Men, o que provocou um crescimento do número de leitores desse
segmento.
Com as mesmas características do seu gênero de origem, as histórias em
quadrinhos, o que vai diferenciar esse novo gênero (adaptação oficial de
filme em quadrinhos) é que nele há um tema específico que são os filmes
de super-heróis veiculados no cinema com sucesso de bilheteria. A
adaptação, como o nome já indica, é a transposição de uma película
cinematográfica para o suporte impresso ‘gibi’, com características
temáticas, estilísticas e composicionais advindas das histórias em
quadrinhos. (SAITO, 2010, p. 163-164).

Na maioria das vezes, os quadrinhos que envolvem super-heróis enfatizam a
luta entre o bem e o mal, ou seja, esboçam formas de conduta dos personagens
através da ficção. Weschenfelder (2010, p. 2) observou que as HQ abordam
questões referentes
à ética, à responsabilidade pessoal e social, à justiça, ao crime e ao castigo;
passam pelas emoções humanas, pela identidade pessoal, alma, noção de
destino e sentido da vida; perpassam, ainda, o pensamento da ciência e da
natureza, o papel da fé na aspereza deste mundo, a importância da
amizade e o significado do amor, bem como a natureza de uma família, as

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

virtudes clássicas como coragem, comedimento, prudência, dentre outros
temas.

O autor afirma, ainda, “que por essa razão tantas pessoas se prendem ao
universo

dos

super-heróis,

identificando-se

com

os

personagens

e

consequentemente aumentando a leitura deste segmento tornando-a massiva”.
(WESCHENFELDER, 2010, p. 2).
As HQ são histórias narradas com desenhos em sequência, geralmente no
sentido horizontal, dispostos em tiras, apresentando diálogos escritos em balões. A
disposição dos balões dá uma ideia de rapidez e agilidade para as histórias e suas
narrativas, tal como corroborado por Martins (2004):
Quadrinhos ou histórias em quadrinhos são narrativas feitas com desenhos
sequenciais, em geral no sentido horizontal, normalmente acompanhados
de textos curtos, de diálogo e algumas descrições da situação,
convencionalmente, apresentados no interior de figuras chamadas balões.
[…] É importante salientar que a HQ faz parte das narrativas, são tecidas
numa certa sequencia, para que haja entre os leitores, o entendimento da
história. (MARTINS, 2004, p. 2353).

Conforme o autor salienta, as HQ possibilitam ao leitor a interpretação das
imagens dispostas e das narrativas, propiciam a formação de leitores capacitados a
entender e interpretar as sequências lógicas dispostas de forma única e com
características atrativas ao público. As histórias em quadrinhos estimulam o
imaginário dos leitores de qualquer classe social, preparando e enriquecendo o
conhecimento tácito dos indivíduos, além de estimular a vontade de ler outros
universos além do das HQ.
As HQ passam uma ideia que se constitui a partir dos valores em que está
inserida, tornando a parte integrante na construção dos valores sociais e culturais
dos leitores.
Os quadrinhos auxiliam no desenvolvimento do hábito a leitura (…). Hoje
em dia sabe-se que, em geral, os leitores de histórias em quadrinhos são
também leitores de outros tipos de revistas, jornais e de livros. (PAIVA,
2001).

Vergueiro (2005) mostra que as HQ, juntamente com o cinema, são os meios
de comunicação em massa mais importantes do Século XX, ampliando-se, a partir
da década de 1930, para praticamente todos os países do mundo.
Esse fato é concretizado no ano de 1885, com a criação do cinematógrafo,
pelos irmãos Louis Lumière e Auguste Lumière. O aparelho criado por esses
cientistas projetava fotogramas sucessivamente. Sua estreia se deu em 28 de

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

dezembro de 1895, no Grand Café do Boulevard des Capucines, em Paris, com
filmes do cotidiano e com projeções de tamanhos maiores que anteriormente
utilizados. (SILVA, 2008).
Durante muito tempo as HQ do gênero de super-heróis foram um sucesso de
vendas no mercado mundial, apresentando um declínio, entretanto, no final da
década de 80, o que provocou o enfraquecimento do mercado desse gênero, devido
à ausência de criatividade e à carência de inovação nas histórias e personagens.
Em meados de 1989 e 1990 surgiram filmes de super-heróis como o
Justiceiro e Capitão América, Blade, em 1998, produzidos pelas indústrias Marvel
Comics, que tinham a intenção de alavancar e promover o sucesso nas bilheterias,
proporcionando e buscando novas alternativas para reconquistar o público
consumidor. Além das inovações e criações para os personagens e histórias, o
sucesso ressurgiu pelo sentimento e estimulação do imaginário através de cenas,
luzes e identificação do ser humano com as cenas, romances e, também, pelo baixo
preço dos bilhetes, acessível a todas as classes sociais.
A Marvel Comics foi a precursora em fazer filmes de super-heróis
ocasionando o entrecruzamento das linguagens verbal e visual, sendo que todos os
filmes produzidos eram baseados em HQ do seu próprio universo. Foi fundada nos
anos 1930, por Martin Goodman, com o nome de Timely Comics. Goodman, um
editor de revistas Pulp (nome dado às revistas feitas com papel de baixa qualidade),
começou a vender histórias de farwest, em 1933, expandiu suas atividades para um
emergente mercado de revistas de histórias em quadrinhos. Goodman começou a
empresa na 330 West, 42nd Street, New York City, New York. Oficialmente detinha
os títulos de editor, editor-executivo e gerente de negócios, com Abraham Goodman
ocupando oficialmente o cargo de publisher. A primeira publicação ocorreu em 1939,
com o número um da revista Marvel Comics, nas quais aconteceram as primeiras
aparições do super-herói Tocha Humana e do anti-herói Namor, o Príncipe
Submarino. A equipe que estava por trás desse novo sucesso de vendas veio de
uma outra publicação, a Funnies Inc.; no ano seguinte, a própria equipe da editora
ocupou o lugar. Com a segunda edição, o título da série mudou para Marvel Mystery
Comics. (RHOADES, 2008).
A Marvel mantém-se como a principal editora estadunidense de histórias em
quadrinhos na atualidade. Há pelo menos três décadas, a principal concorrente, DC
comics, está muito abaixo da Marvel em vendas. Stan Lee, que sempre foi e é o

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

grande ícone, criador dos maiores personagens da Marvel já não está oficialmente
ligado à empresa, mas permanece como o nome mais conhecido e importante na
indústria; ocasionalmente demonstra o seu carinho pelos personagens, em edições
especiais ou declarações públicas, além de sempre fazer aparições discretas como
coadjuvante na maioria dos filmes da Marvel. (WIKIPEDIA, 2013).
Em 2001, a Marvel Comics retirou-se da Comics Code Authority e
estabeleceu o seu próprio sistema de classificação para as suas revistas. Criou
também novas linhas editoriais, incluindo uma destinada a adolescentes mais velhos
- a Marvel Knights - e outra para adultos - a MAX. Outro fator marcante na história
da Marvel, no início deste milênio, foi a parceria com Hollywood, que resultou em
várias adaptações de sucesso como o filme do Homem-Aranha, em 2002.
Em 2006, a empresa criou sua própria enciclopédia Wiki em seu website. Em
2007, inovou novamente, anunciando a Marvel Digital Comics Unlimited, um arquivo
digital de cerca de 2.500 edições de histórias em quadrinhos antigas, disponíveis
para leitura por meio do pagamento de uma pequena taxa mensal ou anual. Em
2009, a Walt Disney Comics Company comprou a Marvel Entertainment por quatro
bilhões de dólares em dinheiro e ações. (GOLDMAN, 2010).
No caso específico do Brasil, há diversos fatores que desencadeiam o
desinteresse pela leitura, sejam de ordem econômico-social (a parcela mais pobre
da população não tem poder aquisitivo para adquirir livros, jornais e revistas), sejam
de ordem política (o Estado é responsável pela situação calamitosa, crônica e
persistente do ensino público que, além de não incentivar o aluno a criar o hábito da
leitura, ainda é ineficiente) (SANTOS, 2001), o que necessariamente gera índices
baixos de leitura e, por força disso, um possível distanciamento da leitura de HQ.
Este quadro sugere e fortalece a presença de um projeto social criado para
oportunizar o acesso e uso da informação, especificamente a informação por meio
das HQ, como é o caso da Gibiteca Mais Cultura, ambiente desta pesquisa.
É importante que se caracterize esse novo gênero. Como a nomenclatura já
indica, trata-se da transposição de uma película cinematográfica para o suporte
impresso “gibi”, com características temáticas, estilísticas e composicionais advindas
das histórias em quadrinhos e toda a riqueza de detalhes que estas proporcionam. A
adaptação dos filmes para os quadrinhos é a inserção de um novo gênero no
contexto atual, o que demandará dos profissionais da gestão da informação em seus

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

mais diversos campos, sobretudo no campo educativo e da cultura, um novo olhar
para a questão.
Chama-se a atenção, de forma particularizada, para o processo de formação
e desenvolvimento de coleções das bibliotecas escolares, essas, capazes de
fomentar, desenvolver produtos e serviços tendo as HQ como um dos recursos
importantes da ação de desenvolvimento de competências informacionais.

3 MATERIAIS E MÉTODOS

A pesquisa se desenvolveu na Gibiteca Mais Cultura, entre os dias 29 de
janeiro a 04 de fevereiro de 2013, com um público de 20 usuários que já assistiram a
algum filme de super-heróis da Marvel entretenimentos, os quais constituíram a
amostragem da pesquisa, que se caracteriza como uma pesquisa de campo, de
caráter exploratório, utilizando-se do método descritivo com ênfase qualitativa para
apresentação dos dados.
A Gibiteca Mais Cultura é um ponto de cultura, fruto de um projeto
comunitário que tem investimento do Governo Federal/Ministério da Cultura e do
Governo do Estado de MS/Fundação de Cultura de MS e outros parceiros. O local
abriga a biblioteca, salas de computadores, salas para leitura, sala dos gibis, sala
para o uso dos brinquedos educativos, recepção e uma ampla área de lazer ao ar
livre.
Está situada na Rua Francisco Barbato, 180, Jardim Oracília, na cidade de
Campo Grande – MS; possui caráter público e, portanto, o acesso e uso de suas
instalações, serviços e produtos são gratuitos.
A pesquisa pretendeu consultar um público habituado a frequentar um espaço
que possui vários suportes de informação, como a internet, histórias em quadrinhos,
periódicos, livros, brinquedos educacionais entre outros.
A coleta de dados foi instrumentalizada por um questionário estruturado que
foi respondido pelos usuários da gibiteca e analisado pelo pesquisador, visando
determinar a influência que os filmes da Marvel exerceram nos usuários diante do
estímulo e a intenção da leitura de histórias em quadrinhos.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

Os gráficos de 01 a 07 mostram os resultados referentes ao questionário
aplicado na Gibiteca Mais Cultura.
Gráfico 01: Idade dos usuários que participaram da
pesquisa
Chart Title
Category E; 1

5%

Catedgory D; 2

Category A; 5

Idade de 16 à 30 anos
Category C; 3

Idade de 0 à 15 anos

Catedgory B; 4

95%

Fonte: Próprio autor

O público que utiliza a Gibiteca Mais Cultura, em sua maioria, são crianças ou
adolescentes, como se pode visualizar no gráfico. O público com idades entre 16 a
30 anos são minoria correspondendo a apenas 5% dos usuários entrevistados.
Ambos utilizam o espaço para o lazer associado à informação que estão
disponibilizadas em vários formatos físicos e, também, no virtual. A porcentagem de
usuários entre 0 a 15 anos denota o encantamento que as histórias em quadrinhos
despertam na imaginação desses sujeitos, o que sugere um alto nível de
identificação com as HQ entre o público citado.
Segundo Fogaça (2002/2003), a ação narrativa dos quadrinhos empolga
muito e satisfaz as crianças, por não promover o cansaço e o tédio, como
geralmente acontece nas leituras obrigatórias. Ao adaptarem-se ao nível intelectual
das crianças, as (HQ) rompem as barreiras que existem contra a prática de leitura,
contribuindo para a formação de leitores competentes, pois a forma como a
linguagem é transmitida empolga e satisfaz o leitor.
O instrumento de coleta de dados apresenta mais dois itens referentes às
idades dos usuários da gibiteca: a faixa etária de 31 a 60 anos e a dos 61 anos em
diante, ambas sem identificação de usuário, o que pode confirmar, mais uma vez,
que as HQ mantêm forte vínculo com crianças e adolescentes. Segundo Silva

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

(2011), as HQ tornaram-se fenômeno mundial, consolidando-se entre jovens e
crianças com o surgimento dos super-heróis, atraídos, ainda, pelo modelo de balões
contendo as falas dos personagens, características atrativas para essa faixa etária.
Gráfico 02: Sexo dos usuários da gibiteca que responderam ao
questionário.
Chart Title
Category E; 1
5%

Catedgory D; 2

Category A; 5

30%
Idade de 16 à 30 anos

Category C; 3

Idade de 0 à 15 anos

Masculino
Feminino
Catedgory B; 4

95%

70%

Fonte: Próprio autor

A questão referente ao gênero dos frequentadores permitiu perceber que o
público da gibiteca é misto, porém, com predominância de usuários do sexo
masculino (70%). Os 30% referentes ao sexo feminino, entretanto, parece sugerir
que o público feminino, de certa forma, também tem gosto, prazer e hábito da leitura
em HQ, conferindo, ao gênero literário em questão, maior importância.
Gráfico 03: Frequência da leitura de histórias em quadrinhos pelos usuários entrevistados

0%

30%

Frequentemente
Pouca Frequencia
Muita Frequencia
Não Lê
60%

10%

Fonte: Próprio autor

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

A questão aqui representada visava identificar, de forma mais clara e objetiva,
a frequência com que os usuários da Gibiteca Mais Cultura leem, já que, conforme já
referido, esse espaço cultural oferece diversidade de suportes de informação,
inclusive a internet.
Os resultados percebidos no gráfico 03 evidenciam que, mesmo diante de
tantos suportes informacionais, a Gibiteca tem, de forma significativa, alcançado seu
objetivo-núcleo de oportunizar o acesso e a leitura das HQ, pois 60% dos
entrevistados têm o hábito de ler esse gênero com frequência, 30% leem com muita
frequência e apenas 10% leem pouco. Desse modo, esses resultados acabam por
sugerir que, em relação aos informantes da pesquisa, as HQ constituem um gênero
dos mais procurados no ambiente da Gibiteca, mesmo diante de concorrentes como
a internet.
A próxima questão, a nº 04 do questionário, tinha o intuito de fornecer dados
sobre o fluxo de empréstimos domiciliares das HQ; todavia, após a visita in loco,
constatou-se que a gibiteca não disponibiliza as revistas de HQ para empréstimos,
ficando restrita, ao leitor, a leitura somente no local. Por esse motivo torna-se
desnecessária a apresentação e análise de um gráfico descritor desse dado.
Gráfico 04: Porcentagem de usuários que acreditam na influência do cinema ao hábito da
leitura
Chart Title
Category E; 1

0%
0%

Catedgory D; 2

Category A; 5

30%

Não

Pouco

Médio

Muito

Category C; 3

Catedgory B; 4

70%

Fonte: Próprio autor

O gráfico 04 aponta os resultados obtidos na questão referente à influência do
cinema para a leitura de histórias em quadrinhos: 70% dos informantes

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

manifestaram-se admitindo que o cinema exerce muita influência, aumentando de
forma significativa o interesse pela leitura de HQ. Os 30% restantes mostraram-se
influenciados apenas de forma mediana em relação à leitura de HQ. Nenhum dos
leitores identificou pouca ou nenhuma relação entre o hábito da leitura e o cinema.
Os dados, conforme podem ser verificados a seguir, confirmam a hipótese de
que o cinema tem contribuído para o desenvolvimento do gosto, hábito pela leitura
de HQ, impacto este que, sob a perspectiva desta pesquisa, é altamente positivo,
sobretudo quando se coloca em xeque o nível de competência leitora no país.
Gráfico 05: Usuários que aumentaram o interesse pela leitura de (HQ) após assistirem a algum
filme da Marvel
Chart Title
Category E; 1

0%
0%

Catedgory D; 2

5%

Category A; 5

30%

Não

Pouco

Médio

Muito

Category C; 3

Sim

Não

Catedgory B; 4

70%

95%

Fonte: Próprio autor

Em relação ao possível aumento do interesse da leitura de HQ a partir dos
filmes da Marvel, é notório perceber que, de forma massiva (95%), os usuários da
Gibiteca sentiram-se despertados em buscar as HQ como forma de aprimoramento
dos conhecimentos relacionados aos filmes assistidos, sugerindo, desse modo, a
importância dos filmes da Marvel no processo de formação leitora daqueles que
assistem a eles.
Assim, os dados apresentados confirmam, mais uma vez, a hipótese gerada
pela pesquisa, a qual sugeriria um possível impacto positivo no aumento da leitura
em HQ por força do cinema, em especial dos filmes da Marvel. Essa constatação
responde, então, à questão norteadora da pesquisa, que questiona a relação do
impacto causado pelos filmes da Marvel ao aprimoramento da leitura de HQ.

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

Gráfico 06: Preferência dos entrevistados pelos personagens da Marvel.

10%
25%

Hulk
25%

Homem-Aranha
Thor
Homem de Ferro
10%

Captão América

30%

Fonte: Próprio autor

O gráfico 06 permite que se observe uma grande diversidade entre as
respostas relacionadas aos personagens da Marvel. O super-herói mais citado nesta
pesquisa foi o personagem Thor, apontado por 30% dos entrevistados. Esse dado
pode estar relacionado ao fato de o filme ter sido lançado recentemente e exibido
nos cinemas de todo o mundo, evidenciando a relação entre os filmes assistidos e a
preferência dos leitores de histórias em quadrinhos.
Com 25% da preferência estão os super-heróis Hulk e Homem de Ferro,
personagens igualmente presentes em filmes recentemente apresentados nos
cinemas pela Marvel. Já o Homem-Aranha e o Capitão América apresentaram
menor destaque dentre os entrevistados conseguindo apenas 10% da preferência do
público.
De toda forma, percebe-se que os leitores possuem conhecimento e, de certa
forma, preferências significativas relacionadas aos respectivos personagens,
gerando curiosidade e desprendimento na busca por mais informações os seus
preferidos, o que pode gerar uma nova demanda por informação que torna cíclico o
processo leitor de HQ.

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

Figura 07: Formatos informacionais preferidos pelos participantes da pesquisa.

35%
40%

Gibis e Livros
Filmes
Televisão
Internet
Outra opção

10%
15%

Fonte: Próprio autor

O gráfico 07 apresenta o resultado sobre a preferência dos usuários
relativamente aos suportes de informação que a gibiteca disponibiliza.
Pode-se verificar que a internet ocupa importante e significativo espaço no
contexto informacional dos usuários da Gibiteca, tendo 40% da preferência. Chama
a atenção, porém, a proximidade da preferência do uso da internet com o uso dos
gibis e livros, os quais, juntos, somaram 35%, um dado relevante, sobretudo quando
se parte do pressuposto de que a faixa etária que mais utiliza a Gibiteca tem sido
intitulada de “nativos” da sociedade da informação, o que sugere pendor e múltiplas
habilidades em lidar com as fontes eletrônicas de informação.
É possível, ainda, perceber que, no contexto da Gibiteca, a televisão e os
filmes de outros gêneros não obtiveram resultados significativos no levantamento
dos dados, ficando a primeira com 15% da preferência e os segundos com apenas
10% da preferência dos suportes de informação dos sujeitos desta pesquisa.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa alcançou o objetivo proposto, considerando-se que o público
entrevistado na gibiteca, após assistirem a um ou a mais filmes da Marvel, sentiramse, sim, estimulados e influenciados a fazerem mais leituras do gênero HQ.

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

Os usuários mostraram-se conscientes da influência que o cinema exerce
como estímulo para leitura, visto que apenas 5% dos entrevistados manifestaram
que o cinema não traz influência alguma na leitura de HQ. Os personagens que
apareceram na pesquisa e que foram os que mais tiveram aceitação pelo público
são aqueles que apareceram no cenário cinematográfico através de filmes estreados
recentemente e que proporcionaram um grande impacto na sociedade verificado
pelo número de espectadores interessados por enredos que envolvam os superheróis da Marvel.
Dessa forma, faz-se necessário que projetos como o da Gibiteca sejam
copiados, implementados e desenvolvidos em todos os contextos sociais, sobretudo
em regiões desprovidas de meios de informação, inclusive para a faixa etária
apresentada na pesquisa.
Para que mais leitores fossem estimulados ao hábito da leitura haveria
necessidade de um maior número de bibliotecas que diversificassem seus acervos
para atenderem à demanda de uma população jovem e em formação do caráter e
personalidade. O hábito da leitura está vinculado ao aumento da capacidade de
interpretação do indivíduo; por esse motivo, sua importância de possibilitar a
formação de pessoas mais críticas e com maior nível intelectual.

6 REFERÊNCIAS

FOGAÇA, Adriana Galvão. A contribuição das histórias em quadrinhos na formação
de leitores competentes. Revista PEC, Curitiba, v.3, n.1, p.121-131, jul./2002 /
jul./2003.
GOLDMAN, David. Disney buy Marvel for $4 billion. CNNMoney. [S. L]. Disponível
em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marvel_Comics#cite_ref-cnn_2-0. Acesso em: 15 fev.
2013.
MARTINS, Silvane Aparecida de Freitas. Histórias em Quadrinhos: Um convite Para
a iniciação do leitor. In: I SIMPÓSIO CIENTÍFICO-CULTURAL, 2004. Anais.
Paranaíba: UEMS, p. 2353, 2004.
MOYA, Álvaro de. História da história em quadrinhos. São Paulo: Brasiliense,
1996.
OS VINGADORES torna-se o sexto filme com maior faturamento de todos os
tempos.
São
Paulo:
Bol
notícias.
Disponível
em:

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

http://noticias.bol.uol.com/entretenimento/2012/05/18/osvingadores-torna-se-o-sextofilme-com-maior-faturamento-de-todos-os-tempos.jhtm. Acesso em: 14 fev. 2013.
PARASURAMAN, A. Marketing research. 2. ed. Boston: Addison Wesley Publishing
Company, 1991.
SAITO, Claudia Lopes Nascimento. O gênero textual: adaptação oficial de filme em
quadrinhos. Revista Signos, Guarapuava, v. 1, n. 43, p. 163-164, 2007. Disponível
em: Http://www.scielo.cl/pdf/signos/v43s1/a10.pdf. Acesso em: 08 fev. 2013.
(Número Especial Monográfico n°1).
SANTOS, Roberto Elísio dos. Aplicações das histórias em quadrinhos.
Comunicação
&amp;
Educação,
São
Paulo,
2001.
Disponível
em:
http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/comeduc/article/view/4507/4229&gt;
Acesso em: 17 abr. 2010.
SILVA, Rafael Laytynher. Revista Anagrama: a contribuição das histórias em
quadrinhos de super-heróis para a formação de leitores críticos. São Paulo: Revista
Anagrama: Revista Científica Interdisciplinar da Graduação, v. 1, n. 1, p. 2, set.2011
/ nov.2011.
VERGUEIRO, Waldomiro. Uso das HQ no ensino In:_____(Org.). Como usar as
histórias em quadrinhos na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2004.
_________. Histórias em quadrinhos e serviços de informação: um relacionamento
em fase de definição. Data Grama Zero, v.6, n.2, 2005. Disponível em:
&lt;http://www.datagramazero.org.br&gt;. Acesso em: 6 maio 2008.
________. Histórias em quadrinhos. In: CAMPELLO, Bernadete Santos; CALDEIRA,
Paulo da Terra; MACEDO, Vera Amália Amarante (Org.). Formas e expressões do
conhecimento: introdução às fontes de informação. Belo Horizonte: Escola de
Biblioteconomia da UFMG, p. 115-149, 1998.
WESCHENFELDER, Gelson Vanderlei. As HQs e a formação da consciência moral
das crianças. In: CONGRESSO NACIONAL DE FILOSOFIA E EDUCAÇÃO, 5.,
2010, Maio; Caxias do Sul. Anais... Caxias do Sul: [S.N.], 2010. p. 1-16.
WIKIPEDIA. Brasil: Wikipedia. Disponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marvel_Comics&gt;. Acesso em: 18 fev. 2013.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="8">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7176">
                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7177">
                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7178">
                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8556">
                <text>Florianópolis/SC</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="30316">
              <text>Relação entre os filmes do Marvel e o incentivo a leitura por meio das histórias em quadrinhos</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="30317">
              <text>Hélio Yarzon Silva Júnior Yarzon Silva Júnior</text>
            </elementText>
            <elementText elementTextId="30318">
              <text>Rodrigo Pereira</text>
            </elementText>
            <elementText elementTextId="30319">
              <text>Ana Paula Soares</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="30320">
              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="30321">
              <text>FEBAB</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="30322">
              <text>2013</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="49">
          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="30324">
              <text>Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade - Trabalho científico</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="30325">
              <text>As histórias em quadrinhos (HQ) são um conjunto de imagens no formato de quadros, que transmitem uma história, um pensamento, uma ação ou uma informação. O cinema é um dos maiores veículos de informação existentes na sociedade, no entanto, e por essa razão, passível de questionamento: O grande sucesso que os filmes da Marvel têm ocasionado no cenário globalizado da sociedade brasileira tem influenciado e contribuído para o aprimoramento e o incentivo da leitura de HQ? A presente pesquisa visa perceber se os usuários da Gibiteca Mais Cultura, após terem assistido a algum filme do Universo Marvel, sentiram-se estimulados e mais interessados na leitura de história em quadrinhos, e, em razão dos detalhes em relação aos personagens da Marvel com os quais se identificam, sentiram-se despertados para a leitura de outros formatos como revistas, livros etc. Trata-se de uma pesquisa de campo, exploratória, de caráter descritivo sob a perspectiva qualitativa, cujos informantes são os sujeitos frequentadores da Gibiteca Mais Cultura - o ambiente do estudo, situada na cidade de Campo Grande-MS. O período de realização da pesquisa foi de 29 de Janeiro a 04 de Fevereiro de 2013. Para a coleta de dados aplicou-se um questionário com o intuito de catalisar respostas dirigidas ao problema da pesquisa. Os resultados obtidos mostraram que o público frequentador da gibiteca tem consciência de que os filmes da Marvel têm impactado positivamente no processo de fomento, desenvolvimento e aprimoramento da leitura de quadrinhos, sendo um importante divulgador e, portanto, incentivador da leitura de HQ.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="66493">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="2">
      <name>cbbd2013</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
