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                  <text>Práticas de atividades culturais em bibliotecas universitárias: uma
ação do serviço de referência

Rosilene Moreira Coelho de Sá (UFMG) - rosileneufmg@yahoo.com.br
Resumo:
Este artigo visa propor a intervenção de ações culturais em Bibliotecas Universitárias, a fim de
que através de tais ações seja possível contribuir para um processo de formação educacional
de nível superior permeado por cultura, informação e incentivo a leitura. Para tanto,
pretende-se apresentar o paradigma da informação que hoje tem seu foco no usuário, as
bibliotecas universitárias e os serviços de referência, bem como mostrar como bibliotecário
de referência tem um papel de articulador de ações socioculturais em bibliotecas
universitárias.
Palavras-chave: Bibliotecas Universitárias. Ações culturais. Paradigma da informação.
Serviço de referência. Incentivo à leitura.
Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Práticas de atividades culturais em bibliotecas universitárias: uma ação do
serviço de referência

Resumo:
Este artigo visa propor a intervenção de ações culturais em Bibliotecas
Universitárias, a fim de que através de tais ações seja possível contribuir para um
processo de formação educacional de nível superior permeado por cultura,
informação e incentivo a leitura. Para tanto, pretende-se apresentar o paradigma da
informação que hoje tem seu foco no usuário, as bibliotecas universitárias e os
serviços de referência, bem como mostrar como bibliotecário de referência tem um
papel de articulador de ações socioculturais em bibliotecas universitárias
Palavras-chave: Bibliotecas Universitárias. Ações
informação. Serviço de referência. Incentivo à leitura.

culturais.

Paradigma

da

Área Temática: III - Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade.

1 INTRODUÇÃO

Em meados do século XX era possível observar as transformações que as
novas tecnologias proporcionavam à produção, processamento e disseminação da
informação, essas tecnologias de informação e comunicação propiciaram o
surgimento da sociedade da informação ligada diretamente ao crescimento da
ciência da informação.
A informação é um bem precioso para a sociedade moderna, portanto tratá-la
e viabilizar o seu acesso em tempo hábil tornou-se extremamente importante,
principalmente após o advento da internet. Paulatinamente, a disseminação da
informação de qualidade tornou-se grande valia para a evolução e melhorias em
todos os setores da sociedade como economia, educação, política, ciência e cultura.
O serviço de referência é aquele que está mais próximo do público. Segundo
Shera (1977) esta atividade “abrange todo o espectro que inclui desde uma vaga
noção de auxílio aos leitores até um serviço de informação muito esotérico, muito
abstrato e altamente especializado". As suas atividades determinam a visão que o
usuário terá da instituição e o que pode esperar de retorno, não só dos materiais
bibliográficos que ali encontram-se, mas também do atendimento e eficiência dos
funcionários em relação ao público em geral, e da prestação de serviços que
propiciem o acesso à cultura, informação e entretenimento.

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No âmbito da Biblioteconomia/Ciência da Informação percebe-se um avanço
ainda tímido no que se refere à prestação de serviços aos usuários das bibliotecas,
principalmente no contexto das bibliotecas universitárias, uma vez que muitas vezes
o bibliotecário não percebe a importância de haver serviços diferenciados que
tenham o intuito de promover a leitura prazerosa, descompromissada e de
qualidade, e também atividades que mostrem como a biblioteca universitária pode
ultrapassar os limites do livro-texto e incentivar a leitura por prazer, tornando-se um
ambiente de interação e entretenimento para toda comunidade.
A liberdade é uma das facetas que marcam o leitor da atualidade, uma vez
que o mesmo tem vasta gama de possibilidades de leitura, entretenimento e lazer,
entretanto percebe-se que o leitor que frequenta bibliotecas universitárias está
intimamente ligado, na grande maioria das vezes, apenas ao livro texto.
Neste sentido, pretende-se mostrar neste artigo como o bibliotecário de
referência pode transformar a biblioteca universitária em um espaço de cultura,
relações sociais e lazer através de atividades planejadas de acordo com seus
usuários. Para entender esse foco no usuário e como a biblioteca universitária pode
ser um espaço de transformação sociocultural será apresentado o paradigma da
informação, o papel da biblioteca universitária e como o serviço de referência pode
valorizar esse espaço tanto na promoção quanto no consumo como de cultura.

2 PARADIGMA DA INFORMAÇÃO

A mudança do paradigma do acervo para o paradigma da informação permite
se pensar nas necessidades informacionais dos usuários, que não é algo estável,
mas percebível num determinado momento. O paradigma do acervo consiste na
delimitação de quem usa os sistemas de informação e qual a frequência desse uso;
já o paradigma da informação adota a questão dos propósitos com que os sistemas
são utilizados e se as necessidades informacionais dos usuários são atendidas.
Essa mudança não é simplesmente uma alteração do foco de estudos, mas um
entendimento acerca da necessidade de dar sentido à informação.
As constantes mudanças no mundo atual trazem à tona discussões
interdisciplinares que buscam interpretar o “ato de fazer sentido”. O indivíduo
desenvolve o processo de atribuição de sentido de acordo com sua experiência
pessoal, conhecimentos prévios e o contexto sociocultural e profissional no qual ele

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vive, ou seja, a situação em que indivíduo se encontra é um fator que o auxilia na
interpretação da realidade e no processo de lhe atribuir sentido. No entanto, pelo
fato do ser humano viver em um mundo que passa por mudanças constantes, ele
deixa de lado seus esquemas interiores para ir em busca de respostas para
questões novas que ele sozinho não consegue responder, sendo esse processo de
busca, associado a informação.
O sentido da informação está integrada no seu contexto, concepção
empregada primeiramente nas Ciências Sociais, depois na Comunicação e Ciência
da Informação. Nas Ciências da Comunicação, a comunicação estava diretamente
ligada à maneira como o receptor compreendia o que estava sendo transmitido. Mais
tarde, as pesquisas mostraram que o receptor faz uso do seu conhecimento
adquirido ao longo do tempo na atividade de compreensão de mensagens no
processo de comunicação. Essa abordagem teve impactos também na Ciência da
Informação: a informação antes vista como objetiva e externa ao indivíduo passa a
ter significado e ser compreendida junto à bagagem informacional do indivíduo num
determinado instante.
Os estudos passados eram centrados no sistema e definidos em bases
sociológicas cuja observação era então nos grupos de usuários. Os estudos atuais
estão centrados no indivíduo e definidos a partir da cognição, isto é, na observação
de características únicas de cada usuário a fim de se chegar às suas cognições
comuns. Portanto, há uma caracterização das necessidades informacionais das
pessoas como diversificadas e em mudanças constantes.
As recentes abordagens destacam, além da localização das fontes de
informação, a busca da informação propriamente dita, ou seja, a interpretação e
aprendizagem envolvidas nesse processo com o intuito de identificar como o usuário
pretende usar a informação e o quanto ela é relevante, e pra que fins está sendo
utilizada. Esta é uma avaliação qualitativa onde a individualidade das pessoas
envolvem questões como que informação o usuário quer encontrar, onde esta será
empregada e de que forma poderá ajudá-lo a suprir essa demanda.
No novo paradigma, o usuário deixa de ser um agente passivo, suas
necessidades de informação devem ser analisadas de maneira individual, neste
sentido o bibliotecário de referência deverá analisar as atividades a serem
desenvolvidas em bibliotecas universitárias levando em consideração a comunidade
de usuários e como tais atividades serão recebidas pelos mesmos.

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3 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

A biblioteca universitária passa por várias mudanças, principalmente por ser
hoje uma das grandes responsáveis em prover o acesso, ao contrário de até um
tempo atrás em que a mesma tinha a informação em formato papel como
propriedade e ainda restringia o usuário apenas às informações presentes
fisicamente dentro da biblioteca.
As bibliotecas universitárias funcionam como órgão de apoio informacional às
atividades de ensino, pesquisa e extensão. Elas podem ter um acervo geral ou
especifico, podendo apresentar uma estrutura administrativa centralizada ou
descentralizada. Dentre suas principais funções está o fornecimento de informações
referenciais e bibliográficas específicas a toda comunidade acadêmica.
As diversas unidades de informação assim como as bibliotecas universitárias,
estão sentindo o reflexo do desenvolvimento da sociedade, principalmente no âmbito
tecnológico, científico e cultural. A flexibilização das estruturas, o trabalho em
equipes, o compartilhamento e o cooperativismo são algumas premissas que devem
estar presentes nas bibliotecas universitárias. No entanto, tais características
envolvem em algumas ocasiões, uma mudança considerável de comportamento,
sendo, por isso, um processo lento na aquisição dos resultados.
Neste contexto,
As bibliotecas universitárias são instituições e, como tal, constituídas
por um conjunto de ações responsáveis, que vão desde a localização
e organização até a recuperação da informação. A sua estrutura
organizacional é formada por departamentos denominados de
divisões e seções que, em muitos casos, são designados com outros
nomes. A cada departamento cabe a responsabilidade pelo
desenvolvimento de algum produto e/ou serviço, formando uma
cadeia até a execução final. (PINTO, 1993).

Em relação ao papel do bibliotecário, principalmente no contexto universitário,
Os profissionais que atuam em bibliotecas universitárias, em
especial, os bibliotecários confrontam-se com novas perspectivas de
atendimento. Esses bibliotecários têm um papel fundamental nas
bibliotecas universitárias. Eles estão diretamente envolvidos com os
usuários e devem conhecer as tecnologias e atualizar-se
constantemente para realizar suas atividades. (SILVA, 2006).

De acordo com Maciel e Mendonça (2000), a biblioteca universitária está
sujeita a receber influências do ambiente que a cerca, externa e internamente. Isso

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exige dos bibliotecários conhecimentos e habilidades específicas, que os permitem
atuarem com eficiência neste cenário.
Neste sentido, o bibliotecário responsável pelo serviço de referência deve
estar atento ao ambiente da comunidade de usuários, a fim de prover atividades
socioculturais que sejam do interesse dos mesmos.

4 SERVIÇO DE REFERÊNCIA

O termo serviço de referência é a tradução da expressão em inglês “reference
work” que tem origem do latim referre que significa indicar, informar.
A primeira discussão oficial que empregou o termo “serviço de referência” foi
em 1891 em uma conferência, na qual William B. Child apresentou um artigo que
abordava as qualidades que deveria ter um bibliotecário de referência.
Antigamente as bibliotecas contavam basicamente com grandes coleções,
entretanto a evolução do ensino e o surgimento das universidades fizeram com que
os acervos das mesmas crescessem, culminando no aprimoramento dos serviços de
atendimento.
Essa era uma época em que os bibliotecários podiam contar com um público
fiel e delimitado de usuários, no qual tinha-se um contato diário em que o profissional
já conhecia as preferências, linhas de pesquisas e necessidades dos mesmos. De
acordo com Almeida Júnior (2003) o serviço de referência surgiu “oficialmente” no
final do século XIX:
1876: Primeira conferência da ALA – American Library Association,
Samuel Sweet Green apresenta a primeira proposta para o
estabelecimento de um ‘serviço de referência’ formalizado nas
bibliotecas (embora não use o termo Serviço de referência).
1883: Acontece a primeira exposição de um bibliotecário em tempo
integral para atender o Serviço de referência (SR) da Boston Public
Library.
1891: Aparece, pela primeira vez, o termo ‘reference work’ (serviço
de referência, como traduzido para o português), no índice da Library
Journal (revista tradicionalda área da Biblioteconomia, publicada até
hoje). Nessa época surge o SR com a ideia que dele temos hoje.
(ALMEIDA JÚNIOR, 2003).

No Brasil, o serviço de referência foi inaugurado na biblioteca nacional em
1910, mas só tardiamente em 1944 que o setor foi estruturado e foi reconhecida a
importância de se ter um profissional bibliotecário capaz de fomentar a informação

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para aqueles que dela necessitavam.
Desde então esse serviço vem sendo cada vez mais utilizado pelos usuários
de

bibliotecas.

Esse

serviço

exige

um

profissional

bibliotecário

versátil,

disseminador, pesquisador, que conheça o perfil do público com qual trabalha, além
de estar preparado para atender e auxiliar às variadas demandas de seus usuários,
bem como criar serviços propiciem aos usuários acesso à cultura, entretenimento e
lazer.
O bibliotecário de referência permaneceu por muitos anos como grande
assistencialista aos usuários em suas buscas por informações, identificando suas
questões e indicando as melhores fontes. Hoje com as novas ferramentas de
organização, busca e recuperação da informação o bibliotecário passa a ser visto
como grande maximizador que propicia o acesso às mais variadas fontes de
informação independente de seu formato e de sua localização desde que a mesma
esteja disponibilizada na rede.
Dudziak; Gabriel; Villela, 2000 cita que a cada avanço tecnológico, a
educação de usuários dos serviços de informação torna-se mais importante.
As novas tecnologias, os novos métodos de ensino e os novos perfis de
usuários vêm constantemente transformando as bibliotecas e consequentemente
exigindo que o bibliotecário esteja pronto para tais inovações. Cunha, M. V. et al.
(2004, p. 3) afirma que,
o profissional da informação vem se diversificando a cada dia com
novas atividades acrescidas ao seu processo de trabalho, atividades
estas que demandam maior envolvimento intelectual. Estes
profissionais têm à sua frente o desafio de colocar uma nova
dimensão ao problema informacional.

Diante de novas perspectivas o bibliotecário passa a ter um papel cada vez
mais relevante na sociedade, uma vez que as novas tecnologias permitem o acesso
a uma quantidade de informação inquestionável. Entretanto o excesso de conteúdo
informacional deixa o usuário confuso e até mesmo frustrado, por muitas vezes não
saber selecionar a informação mais pertinente e confiável.
É neste contexto de sobrecarga de informações que o bibliotecário exerce
uma função essencial: a de organizar, selecionar e disseminar toda essa informação
que ao mesmo tempo que está tão disponível, também encontra-se muito dispersa.

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5 AÇÕES CULTURAIS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

As histórias são marcas permanentes de nossa cultura. O hábito de escrever,
ler e contar histórias tem inúmeros significados e relaciona-se com o cuidado afetivo,
o desenvolvimento da imaginação, a capacidade de se expressar, entre outros. A
leitura contribui para a democratização da escrita e do conhecimento.
Para Vicentini et. al. (2007), uma biblioteca deve servir a diferentes interesses
e classes sociais e ser um espaço onde se acumulam contradições, oposições,
afirmações, negações, tradições e inovações. O bibliotecário deve ser um articulador
de atividades literárias estimulando a leitura por meio da exibição de filmes,
indicação de livros e textos, organização de exposições, encontros para o resgate da
oralidade e dentre outras atividades motivar leitores, difundir e estimular a leitura.
Ação cultural, definida por Coelho (2001, p. 8) como “o desejo de fazer da arte
e da cultura instrumentos deliberados de mudança do homem e do mundo”, é uma
atividade intensa e contínua.
O bibliotecário de referência em bibliotecas universitárias deve promover o
acesso e a socialização da leitura por lazer, informação e cultura no ambiente
acadêmico através de encontros e eventos que contribuam com o desenvolvimento
cultural e social da comunidade acadêmica, bem como toda comunidade externa.
No contexto das bibliotecas universitárias percebe-se que os usuários estão
continuamente focados no livro texto, entretanto é importante que eles vislumbrem
também de um ambiente que o envolva também com a cultura e suas variadas
formas. Se faz necessário, também em um ambiente universitário estimular a
formação de leitores e oferecer diferentes suportes culturais e informacionais,
através da arte, da música, da contação de histórias, do teatro, exposições,
lançamento de livros, sessões de autógrafos com escritores, debates, exposições
literárias e demais atividades voltadas para o livro e seus personagens, resultando
na interação entre a universidade e a sociedade.
O bibliotecário de referência agrega valores à comunidade universitária
através de atividades socioculturais que interagem biblioteca universitária,
bibliotecário de referência e usuários. Ele tem um papel transformador dentro da
instituição utilizando ferramentas e conhecimentos que propiciem as diversas formas
de ações culturais.

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6 BREVES CONSIDERAÇÕES

A leitura está sempre presente em nossas vidas e tem expressiva
contribuição na formação do indivíduo, sendo uma importante via para a
democratização do conhecimento. Desenvolver ações culturais em bibliotecas
universitárias tem por objetivo divulgar e incentivar a leitura em diferentes suportes,
apresentado-a como um atrativo e um momento de lazer e relaxamento ao universo
universitáio.
O bibliotecário de referência deve estar disposto a aceitar os novos desafios
que a área vem lhe propondo, bem como aperfeiçoar-se para oferecer o serviço de
referência cada vez mais com qualidade, valorizando sempre seus usuários e
antecipando às demandas para oferecer-lhes sempre os serviços inovadores e
sedutores.
O fomento de ações socioculturais em bibliotecas universitárias visa à
democratização e socialização da leitura de lazer no ambiente acadêmico
promovendo encontros, eventos e projetos que contribuam com o desenvolvimento
cultural e social da comunidade de usuários, bem como a divulgação para toda
comunidade externa a fim de viabilizar e democratizar o acesso à informação
através de serviços de extensão.
Formar leitores é propiciar uma igualdade social e uma democratização do
acesso à informação a toda sociedade.

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&lt;http://redalyc.uaemex.mx/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=16102706&amp;iCveNum=6499
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10

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              <text>Rosilene Moreira Coelho de Sá</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>FEBAB</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2013</text>
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          <name>Subject</name>
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              <text>Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade - Trabalho científico</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Este artigo visa propor a intervenção de ações culturais em Bibliotecas Universitárias, a fim de que através de tais ações seja possível contribuir para um processo de formação educacional de nível superior permeado por cultura, informação e incentivo a leitura. Para tanto,  pretende-se apresentar o paradigma da informação que hoje tem seu foco no usuário, as bibliotecas universitárias e os serviços  de referência, bem como mostrar como bibliotecário de referência tem um papel de articulador de ações socioculturais em bibliotecas universitárias.</text>
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              <text>pt</text>
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      <name>cbbd2013</name>
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