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                  <text>Parcerias e alianças estratégicas firmadas entre unidades de
informação: um estudo realizado nas bibliotecas do Senac

Thiago Rodrigues Dantas (SENAC) - thiagod@rn.senac.br
Samya Maria Queiroz Maia (SENAC) - maia.samya@gmail.com
Daniela Spudeit (ACB) - danielaspudeit@gmail.com
Resumo:
Discorre sobre a importância do estabelecimento de parcerias e alianças estratégicas para a
melhoria da qualidade na prestação de serviços de unidades de informação. Aponta para a
necessidade de firmar parcerias para auxiliar na gestão das unidades de informação visando a
ampliação dos recursos oferecidos e serviços prestados pelas mesmas auxiliando na busca da
sustentabilidade. Por meio de uma pesquisa aplicada bibliográfica e exploratória com
abordagem qualitativa, foi aplicado um questionário com doze perguntas abertas para
bibliotecários que coordenam as bibliotecas do Senac em todo país. Foi usada a metodologia
de análise de conteúdo de Bardin para categorização e a inferências sobre os dados coletados.
Percebe-se assim a relevância desse recurso para o melhor desempenho dos processos e
serviços frente à competitividade existente no mercado e nas organizações, da escassez de
recursos financeiros para gestão das bibliotecas onde se torna cada vez mais necessário
desenvolver parcerias e alianças.
Palavras-chave: Parceria. Aliança
Bibliotecas Senac

estratégica.

Gestão

das

unidades

de

informação.

Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013
Parcerias e alianças estratégicas firmadas entre unidades de informação: um
estudo realizado nas bibliotecas do Senac

Resumo:
Discorre sobre a importância do estabelecimento de parcerias e alianças
estratégicas para a melhoria da qualidade na prestação de serviços de unidades de
informação. Aponta para a necessidade de firmar parcerias para auxiliar na gestão
das unidades de informação visando a ampliação dos recursos oferecidos e serviços
prestados pelas mesmas auxiliando na busca da sustentabilidade. Por meio de uma
pesquisa aplicada bibliográfica e exploratória com abordagem qualitativa, foi
aplicado um questionário com doze perguntas abertas para bibliotecários que
coordenam as bibliotecas do Senac em todo país. Foi usada a metodologia de
análise de conteúdo de Bardin para categorização e a inferências sobre os dados
coletados. Percebe-se assim a relevância desse recurso para o melhor desempenho
dos processos e serviços frente à competitividade existente no mercado e nas
organizações, da escassez de recursos financeiros para gestão das bibliotecas onde
se torna cada vez mais necessário desenvolver parcerias e alianças.
Palavras-chave: Parceria. Aliança estratégica. Gestão das unidades de informação.
Bibliotecas Senac
Área Temática 3: Bibliotecas, Serviços de informação &amp; sustentabilidade

1 INTRODUÇÃO

O termo aliança estratégica surge a partir da década de noventa em diversos
tipos de organizações que passaram a vislumbrar na cooperação mútua, um
importante caminho para se alcançar crescimento com maior rapidez, talento e
credibilidade (CAVALCANTE, 2010, p. 15). Desta forma, as empresas começaram a
compartilhar informações, tecnologia, compromissos, oportunidades, riscos e
objetivos, assim também como o sucesso organizacional em um mercado
competitivo.
O atual mercado globalizado exige das instituições o modelo a qual pode-se
chamar de Minimax, onde há “o mínimo de desperdício e o máximo em ganhos e
recursos” (BERGAMASCO, 2006, p. 12). Desta forma estão inseridas as bibliotecas
e suas instituições mantenedoras, que protagonizam o pano de fundo deste cenário
globalizado. Estas por sua vez, possuem a nobre missão de organizar, disseminar e
agregar valor à informação válida para o fim a que se destina.

�2

A realidade onde muitas unidades de informação estão inseridas, nem sempre
acompanham o ritmo do mundo globalizado e da competitividade mundial uma vez
que as mesmas possuem recursos escassos para alcançar os objetivos a qual se
destinam. Neste contexto, falar de parcerias e alianças torna-se tarefa indispensável
na viabilidade estratégica do fazer profissional e na melhoria do oferecimento de
produtos e serviços de informação.
Sob esta ótica, neste trabalho será abordado o contexto das bibliotecas do
Senac em nível nacional e também as parcerias externas que ambas possuem para
melhoria

dos

processos

institucionais,

troca

de

experiências

e

vivências

profissionais, acesso a serviços e recursos de informação para atendimento das
necessidades dos clientes dessas unidades de informação.
A pesquisa teve como objetivo investigar as parcerias e alianças estratégicas
firmadas nas bibliotecas do Senac em nível nacional para melhoria da gestão dessas
unidades de informação.
Desta forma, no próximo capítulo será apresentada a importância das parcerias
e alianças estratégicas em unidades de informação e um panorama geral sobre as
bibliotecas do Senac em todo país. Na sequência é abordada os procedimentos
metodológicos usados e a análise dos dados coletados, por último são apresentadas
as referências utilizadas nesse estudo.

2 PARCERIAS E ALIANÇAS ESTRATÉGICAS EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO

Será apresentado os referenciais teóricos que subsidiaram essa pesquisa e
depois um breve histórico sobre a instituição e as unidades de informação do Senac
para contextualizar as parcerias firmadas, a importância e os benefícios para a
gestão dos recursos e serviços em uma unidade de informação.

2.1 Importância das parcerias e alianças em unidades de informação
“Redes”,

“estratégia

coletiva”,

“empreendimentos

conjuntos”,

“alianças

estratégicas” fazem parte do novo vocabulário de administração estratégica
fortalecendo os relacionamentos cooperativos e a formação de estratégias para
tornar-se um processo conjunto a ser desenvolvido com parceiros (MINTZBERG,

�3

AHLSTRAND, LAMPEL, 2000). Desta forma, as parcerias e alianças estratégicas de
acordo com Klotzle (2002) são:
associações e ligações entre instituições baseadas na igualdade e na
partilha de competências focadas em uma estratégia comum que tem como
objetivos: agregar valor aos negócios, diversificar novos negócios, ter
acesso às novas tecnologias, competências e novos mercados, entre
outros.

Segundo Harbison e Pekar Jr (1999, p. 37) “três forças significativas criam
razões para as alianças: a globalização, a procura por capacidades à medida que os
limites entre as empresas tornam-se indefinidos e os recursos escassos”.
É comum nas grandes organizações e empresas de vários portes se
estabelecerem parcerias e convênios para promover maior diferencial competitivo
dos produtos e serviços no mercado.

Essas alianças estratégicas tratam de

“variedade de diferentes arranjos cooperativos entre fornecedores e clientes como
entre parceiros que são” (MINTZBERG, AHLSTRAND, LAMPEL, 2000, p. 189).
“Cada empresa encontra maneiras diferentes de ampliar seus empreendimentos,
fazendo acordos com fornecedores e prestadores de serviços até aquisições e
fusões” (HARBISON; PEKAR JR, 1999, p. 43).
Mintzberg et al (2006) analisam as parcerias e alianças estratégicas sob o
ponto de vista da colaboração para competição formada por uma seqüência de
ações que dão origem a acordos cooperativos para compartilhar esforços com o
objetivo de aprendizado, apoio, alavancagem, associação, expansão e restrição.
O estabelecimento de parcerias e alianças estratégicas por organizações que
oferecem serviços se torna cada vez mais relevante visto que os serviços têm
características especiais em suas operações conforme Gianesi e Corrêa (2007, p.
32) como “a intangibilidade dos serviços, a necessidade da presença do cliente e o
fato de que geralmente os serviços são produzidos e consumidos simultaneamente”.
Isso é perceptível na gestão de serviços que as unidades de informação
desenvolvem para atender as necessidades de informação de seus clientes. Ao
promover serviços para disseminar e mediar à informação, o gestor da biblioteca
deve estar atento às características dos serviços, ao perfil e necessidades dos
clientes e aos recursos que dispõe para gerenciar. Esses recursos podem ser
obtidos por meio de parcerias e alianças estratégicas que devem ser firmadas pelo

�4

gestor para promover maior qualidade na prestação de serviços de uma unidade de
informação.
Entretanto, essas parcerias devem ser acertadas de forma que garantam a
qualidade no processo de desenvolvimento de um serviço de informação levando
em conta a flexibilidade, a velocidade do atendimento, o acesso, o custo, a
credibilidade, a competência entre outros critérios que são analisados na avaliação
da qualidade de serviço segundo Gianesi e Corrêa (2007).
A flexibilidade envolve os suportes, recursos, prazos, processos que podem ser
negociados entre o cliente e a unidade de informação. A velocidade do atendimento
relaciona-se ao tempo que leva entre o prazo solicitado e o atendido. O acesso
mostra os diferentes suportes e mídias em que se pode ter acesso ao serviço ou
informação desejada pelo cliente. O custo normalmente diz respeito ao critério
financeiro envolvido na prestação de serviço. A credibilidade está atrelada a
veracidade, autenticidade, autoridade da informação disponibilidade em um serviço
oferecido por uma biblioteca e a competência é registrada como critério de qualidade
quando o gestor demonstra conhecimento, habilidade e atitude no desenvolvimento
de um serviço em uma unidade de informação.

Neste sentido, Klotzle (2002)

apresenta as etapas de implementação em um processo de parceria:
Figura 1 – Implementação do processo de parceria

Fonte: KLOTZLE (2002)

Percebe-se a importância e necessidade de quatro fatores que envolvem as
etapas de implementação de um processo de parceria, a identificação, a

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negociação, a avaliação e a implementação propriamente dita, onde é preciso que
haja a definição de objetivos, a seleção dos parceiros para firmar um contrato ou
convênio formal para ser estabelecido os direitos e deveres de ambos, o
planejamento dos processos e por fim a concretização da aliança.
Harbison e Pekar Jr (1999, p. 59) enfatizam que “a regra do jogo é maximizar
o valor oferecido ao cliente e minimizar o custo total, de forma a obter vantagem”.
Em unidades de informação, é possível identificar essas etapas ao desenvolver
serviços em parcerias com outras instituições por meio de ações para otimizar os
recursos e aumentar sua capacidade de serviços visando o acesso a novos
segmentos de atuação, acesso às tecnologias, limitações financeiras, alavancagem
de habilidades entre outras. Noleto (2000, p. 128) explica que:
Por meio de parcerias e de alianças estratégicas, as organizações podem
desenvolver novas atividades, iniciar novos projetos, abrir frentes de
atuação, fortalecer projetos em andamento, ampliar o leque de
conhecimentos, captar recursos, economizar seus recursos humanos e
materiais sem prejuízo do trabalho e aumentar a capacidade de intervenção.
Por meio das alianças e parcerias, uma organização pode superar suas
lacunas e preencher espaços importantes onde não é tão forte.

As parcerias podem acontecer por meio de serviços como a comutação
bibliográfica, o empréstimo entre bibliotecas, troca de contatos profissionais para
organização de eventos culturais, os projetos e programas educacionais de
formação de leitores, a construção de repositórios institucionais e revistas científicas,
entre outros conforme serão analisados dentro do contexto das parcerias firmadas
entre as bibliotecas das unidades do Senac em todo país e também dessas
unidades com instituições externa ao Senac conforme serão relatadas a seguir.

2.2 Bibliotecas do SENAC

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) é, desde sua criação,
em 1946, o principal agente da educação profissional voltada para o Setor do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo (SENAC, 2012).
Além de cursos livres chamados educação básica continuada, cursos técnicos,
cursos de graduação e tecnólogos, pós-graduação, o Senac desenvolve ações
sociais e educacionais como o Programa Senac de Gratuidade (PSG), o Programa
Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do Governo Federal,

�6

e vários outros que fortalecem a instituição com referência em educação profissional
no país contribuindo com oportunidades e excelência para o desenvolvimento do
trabalhador brasileiro. Para ampliar ainda mais a sua ação, o Senac realiza diversas
parcerias por todo o país.
Somente em 2011, foram cerca de 6 mil organizações parceiras, com o
desenvolvimento de mais de 13 mil programas. Essas alianças são
fundamentais para que o Senac possa continuar oferecendo tantas
oportunidades
de
crescimento
aos
brasileiros.
Além de ações em âmbito nacional, o Senac desenvolve parcerias locais,
entre as quais se destacam as realizadas com prefeituras, governos
estaduais, ONGs, empresas e instituições públicas e privadas, voltadas ao
fomento da cidadania e ao acesso à educação profissional (SENAC, 2012).

Na área de turismo, o Senac possui parcerias com Câmara Empresarial de
Turismo, o Conselho de Turismo da CNC, Ministério de Turismo, Frente Parlamentar
de Turismo, na área de desenvolvimento tem parceria com BNDES. Na área
tecnologia tem parceria com Autodesk, Adobe, Corel e Microsoft. Na área social
participa do projeto Soldado Cidadão com as Forças Armadas, por meio do projeto
Maria marias em convênio com Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e
Direitos Humanos, ao Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça
favorece a qualificação da população carcerária feminina. Além disso, participa junto
com outras instituições do programa Vira Vida que oferece atendimento psicológico,
capacitação profissional e inserção no mundo do trabalho a jovens de 16 a 21 anos
que tenham sido vítimas de exploração sexual (SENAC, 2012).
A estrutura organizacional do Sistema Senac compreende a Administração
Nacional e 27 Administrações Regionais, sendo que em todas elas existem uma
coordenação de bibliotecas representada por pelo menos bibliotecário com formação
em Biblioteconomia.
Essas bibliotecas participam do Sistema de Informação e Conhecimento do
Senac (Sics) que é uma rede que reúne cerca de 200 unidades informacionais
(bibliotecas técnicas e universitárias). As unidades atuam como centros de
disseminação da informação e disponibilizam suas bases bibliográficas pela web por
meio do Portal GDOC e da Base Mercúrio. O Sics atende a todos que buscam
aprimorar seus conhecimentos no mundo da educação para o trabalho em
atividades ligadas ao comércio de bens, serviços e turismo. O Senac conta com
centenas de bibliotecas e unidades informacionais (termo que compreende

�7

bibliotecas, salas de leitura, entre outros) em todos os estados brasileiros. As
unidades

se

dividem

em

bibliotecas

universitárias

e

bibliotecas

técnicas/especializadas, e atuam como centros de disseminação da informação e
também são responsáveis pela guarda da memória da Instituição (SENAC, 2012).
Por meio das coordenações regionais dessas bibliotecas é que foi realizada
essa pesquisa de acordo com a metodologia relatada a seguir.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Por meio de uma pesquisa aplicada bibliográfica e exploratória com abordagem
qualitativa, a pesquisa teve como objetivo investigar se existiam parcerias e alianças
estratégicas firmadas nas bibliotecas do Senac em nível nacional para melhoria da
gestão dessas unidades de informação. Para isso, foi usado um questionário como
instrumento na coleta de dados com doze perguntas abertas estruturadas dentro do
propósito desta pesquisa.
As perguntas estavam relacionadas aos tipos de parcerias e alianças
estratégicas que as bibliotecas do Senac possuem, se têm contrato formal para o
estabelecimento dessas parcerias e alianças estratégicas, a importância dessas
parcerias e alianças estratégicas para a gestão dessa unidades de informação, os
recursos e serviços que essas parcerias e alianças possibilitam para benefício da
gestão das unidades de informação, as parcerias e alianças estratégicas entre as
próprias unidades.
A coleta foi feita por meio de uma mensagem eletrônica enviada para 27
bibliotecários do Senac, sendo um em cada estado, com exceção de Mato Grosso
que não possui bibliotecário em seu Centro de Educação Profissional. Deste total,
12 bibliotecários retornaram a mensagem com o questionário respondido. Nesta
mensagem além do questionário havia uma carta explicando a importância e o
objetivo da pesquisa.
Foi usada a metodologia de análise de conteúdo de Bardin (2011) para
categorização e a inferência sobre os dados coletados As categorias de análise
foram divididas em: tipos e formas de parcerias do Senac com outras instituições,
importância das parcerias das unidades de informação, recursos e serviços oriundos
das parcerias, parcerias e alianças dentro das unidades do Senac. Essa técnica de
análise usada em pesquisas qualitativas foi escolhida, pois foi a mais adequada de

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acordo com o objetivo desse estudo possibilitando maior compreensão da realidade
dessas unidades e análise dos resultados conforme será apresentado no próximo
capítulo.

4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Em relação ao sexo, 11 são do gênero feminino sendo que os entrevistados
são formados na área, cujo tempo de formação oscila entre 1 e 34 anos. A atuação
como bibliotecário varia entre 8 meses (bibliotecário do Senac Distrito Federal) e 34
anos (bibliotecário do Senac Bahia) entre os profissionais atuantes no Senac.
Além da graduação em Biblioteconomia, seis respondentes possuem
especialização e dois fizeram mestrado em áreas afins mostrando que a grande
parte busca a capacitação contínua. Em relação ao software, oito entrevistados
responderam que usam o software BNWEB e quatro usam o sistema Pergamum em
suas unidades de informação o que dificulta o intercâmbio de acervos por serem
sistemas diferentes.
Existem regionais com 57 unidades (Senac São Paulo), o restante tem
poucas unidades. Em relação à quantidade de bibliotecas e bibliotecários, existe
uma grande variedade, pois tem estados com 30 bibliotecários e outros que tem
apenas um bibliotecário atuando em todo estado. Sobre as parcerias e alianças
firmadas, foco deste trabalho, os resultados obtidos serão apresentados a seguir.

4.1 Tipos e formas de parcerias do Senac e outras instituições

Ao questionar se havia parcerias e alianças estratégicas nas bibliotecas do
SENAC em seu estado, dez responderam que sim e dois disseram que não tinham.
Percebeu-se que em alguns, existe um setor para tratar disso em determinados
Departamentos Regionais do Senac nos estados como é o caso abaixo:
Há um setor especifico para tratar de parcerias para as unidades e para o
Centro Universitário. Normalmente as parcerias que firmamos para as
bibliotecas têm a ver com o acervo especial e para montagem de
exposições. A última parceria em que a biblioteca este envolvida foi com o
Museu Reina Sofia (Madri / Espanha) para empréstimo de figurino do
acervo Ney Matogrosso (E2).

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No nosso é feito por meio do planejamento estratégico (Cadeia de Valor).
Os contratos feitos entre os prestadores de serviços formalmente são
executados por um setor específico (E3).
Acredito que tenha, só que a responsabilidade é do Setor Administrativo
(E12).

Isso mostra que há o estabelecimento de parcerias entre as unidades de
informação, contudo, segundo Andrade (2004, p.8) “é necessário observar que, do
ponto de vista da gestão estratégica, é preciso avaliar todo o ambiente, o mais
exaustivamente possível” observando gargalos e oportunidades a fim de estabelecer
o máximo de parcerias possíveis, obtendo maior proveito aos serviços oferecidos.
Em oito unidades não existe nada firmado formalmente, porém, é possível
verificar que há um interesse em buscar parceiros internos e externos para
possibilitar acesso e disponibilização de recursos por meio das bibliotecas que
compõem as redes do Senac, gerências e editoras:
Por meio de contato via e-mail ou telefone. Não há contrato apenas termos
de compromissos firmados entre as instituições (E11).
São firmadas através de contatos particulares, via e-mail e telefônico (E5).
As Diretorias, Setores, Coordenação de Eixos e Bibliotecas são parcerias
internas e também os stakeholders externos (Fornecedores, Prestadores de
Serviço entre outros) (E3).

Pode-se observar a formação de parcerias, tendo como princípio a
informalidade em muitas delas. O estabelecimento de tais parcerias é necessário e
exemplificado em cada caso. “As alianças informais são úteis sempre que os riscos
sejam pequenos. O ponto até onde elas podem ir depende da confiança mútua. A
cooperação informal é um ponto de partida natural para acordos mais formais”
(TACHIZAWA, 2000, p. 19).
Sobre a formalização de contratos em sua maioria não há termos formais.
Quando não existe, ele é firmado diretamente com o Departamento Regional e a
empresa como no caso do Ministério Público do Estado da Bahia por meio de
contratos feitos entre os prestadores de serviços formalmente executados por um
setor específico no Senac.
Cunningham (2001, p. 88) explica que “muitos programas e parcerias deixam
de cumprir contratos, entretanto, o contrato deve conter tudo – o que se quer
proteger, avaliar, recompensar”. O mesmo autor explica que a negociação de

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acordos é muitas vezes o aspecto menos excitante no desenvolvimento de uma
parceria, entretanto, é essencial, pois as coisas podem dar erradas e todos os
elementos são afetados pelo acordo.
No depoimento abaixo se percebe que existem meios formais e informais de
buscar essas parcerias dentro e fora da instituição e que são muitas as que existem
estabelecidas, porém, informalmente:
Temos parceria com a Fundação Dorina Novill, que nos fornece material em
Braille para portadores de deficiência visual, os quais estão disponibilizados
na nossa Biblioteca. Além disso, temos parcerias com algumas Editoras do
Senac e uma Editora local, além das parceiras dos setores que compõem a
Instituição e com a listadoc que nos ajuda na troca de informações (E12).
São firmadas através da formalidade (contratos de prestação de serviços) e
informalidade (Auxílio, doações etc...) (E3)
Existem várias como a Fundação Dorina Nohill, Editoras Senac, Prefeituras
municipais, universidades, associações, entre outras voltadas para
intercâmbios de acervos, eventos e serviços oferecidos pelas bibliotecas
(E11).
Contamos com parcerias de algumas editoras como as Editoras SENAC,
FGV, Laércio Vasconcelos, Martins Fontes, Komedi, Editora Abril, Globo,
Folha de São Paulo entre outras. Já na troca de experiência e vivências
profissionais temos contato com bibliotecários do SESC e da UNIFAL entre
outros profissionais do Estado de Alagoas, entre outros. (E5).

É possível observar que a questão de parcerias formais, informais e a
inexistência destas é presente na pesquisa. Aaker (2009) destaca o grau de
formalização dos acordos para concluir que as alianças podem assumir diversas
formas, desde acordos informais até uma joint venture formal. A natureza das
parcerias é formada tendo em vista uma série de fatores internos e externos, desde
instituições que formalizam tais ações em seus processos, assim como, setores, que
formam parcerias informais e simplificadas para fins específicos.

4.2 Importância das parcerias para as unidades de informação

Em relação ao valor que essas parcerias agregam para a prestação de
serviços nas unidades de informação pesquisadas, percebe-se nos depoimentos
que existe esse valor mesmo não ocorrendo contratos formais entre as instituições,
há uma preocupação em buscar essas parcerias para promover a qualidade dos
serviços prestados conforme relatos:

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É de grande importância, pois recebemos os estagiários do Curso de
Biblioteconomia que nos auxiliam muito nas atividades da biblioteca e
também os mesmos tem a oportunidade de praticar os conhecimentos
adquiridos (E6).
Aumenta a qualidade dos serviços e propicia maior disseminação das
informações. A importância é que essas parcerias possibilitam aos
profissionais que compõem a rede de Bibliotecas maior interação,
propiciando aos mesmos, conhecimento das atividades desenvolvidas, troca
de informações e busca de novas parcerias (E12).
Facilita o planejamento e a busca diante das necessidades e dificuldades
enfrentadas por todas as bibliotecas. Trabalhar com parcerias e alianças
facilita a troca de idéias e potencializa a utilização dos recursos,
principalmente informacionais, entre todos os membros envolvidos em
colaboração (E7).
Dissemina informações sobre a instituição, incentiva e divulga o uso da
biblioteca e seus produtos. Além de beneficiar a população, divulga o Senac
como fonte de informação, através dos cursos profissionalizantes e suas
bibliotecas (E1)
É de fundamental importância uma vez que trabalhamos com informações
que exigem constantes atualizações, precisamos de um retorno imediato e
estas parcerias nos agregam serviços a curto tempo implicando assim na
agilidade dos processos da biblioteca. Buscamos aperfeiçoar nossos
serviços, e para que seja de fato executado é fundamental o apoio de todos.
Precisamos viabilizar e garantir o acesso à leitura, ter um serviço de
referencia em nosso Estado e oferecer mais benefícios aos nossos
usuários. (E5).
Essas parcerias ajudam na divulgação da marca Senac, na maior atuação
das bibliotecas, desenvolvimento de acervo e da equipe, maior visibilidade
da atuação da biblioteca na instituição. (E2)
Na sociedade em que vivemos atualmente é impossível atender as
necessidades dos clientes sem ter essas parcerias. Existe muita publicação
e informação sendo gerada e os acervos e espaços das bibliotecas nunca
darão conta de ter tudo por isso a necessidade de desenvolver essas
parcerias para promover o acesso à informação e também promover
eventos e ações culturais na biblioteca com a ajuda de outras instituições
para dinamizar as bibliotecas (E11).

A busca por parcerias externas e internas é de extrema importância para a
instituição, para o setor, tendo como pressuposto a melhoria dos processos na
busca da otimização dos recursos materiais, físicos e financeiros, além disso, as
parcerias e alianças ajudam as pessoas que atuam nessas unidades de informação
por meio de compartilhamento de informação, troca de conhecimento, atualização
profissional, ampliação dos recursos, entre outros conforme vistos nos depoimentos
acima.

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4.3 Recursos e serviços oriundos das parcerias
A teoria dos recursos empresariais segundo Kotzle (2002, p. 99) “parece
bem apropriada para examinar parcerias estratégicas, visto que, muitas vezes, tais
alianças são usadas pelas empresas como forma de ganhar acesso aos recursos
valiosos das parceiras”. Entretanto, mesmo que não haja uma troca efetiva de
recursos materiais e serviços, o compartilhamento de informação e socialização de
experiências justifica o estabelecimento dessas parcerias e alianças como estratégia
para a unidade de informação se manter competitiva.
Além da troca de acervo e serviços, existe muita disseminação de
informação, socialização de experiências, interação com outros profissionais
e instituições, reconhecimento e valorização das bibliotecas e dos
bibliotecários que nelas atuam dando mais visibilidade para esses espaços
educativos que trocam conhecimento e agregam qualidade aos serviços
prestados visando a satisfação dos clientes (E11).
Recursos financeiros nenhum mas através dessas parcerias, foi possível
realizar atividades na biblioteca de contação de história com teatro de
fantoches, troca de experiências com os bibliotecários de outras instituições,
exposições, estágio curricular, doações (E10).
Doações de brindes para Eventos, lanches quando necessário (E4)

As contribuições dos diferentes parceiros de uma aliança estratégica, em
termos de recursos materiais e imateriais, só levarão a um desempenho superior da
parceria, se as empresas envolvidas tiverem a capacidade de aprender umas com
as outras de acordo com Klotzle (2002, p. 100). Ou seja, a troca de informação pode
agregar conhecimento e gerar novos produtos e serviços a serem oferecidos pelas
unidades de informação de acordo com a aprendizagem mútua.
4.4 Parcerias e alianças estratégicas dentro das próprias unidades do SENAC
Segundo Cunningham (2011, p. 30), “a parceria não é uma questão
unidimensional onde os parceiros podem afetar e influenciar muito setores de uma
organização”. Tornando muito importante que haja essa troca entre colaboradores
da própria organização, entre setores e unidades da empresa localizadas em
regiões diferentes.
Nessa pesquisa, com exceção de um respondente, em todos os demais
questionários respondidos percebe-se que integralmente todos concordam que
existem parcerias entre as unidades do Senac, mas não relacionado à recursos e

�13

serviços e sim ao compartilhamento de informações, dúvidas e experiências
socializadas por meio de uma lista de discussão interna chamada LISTADOC
considerada ferramenta de comunicação muito importante para troca de informações
entre as unidades e regionais do Senac.
Atualmente podemos contar com os colaboradores do SENAC Nacional e a
LISTADOC. Ocorrem através de contatos telefônicos, e-mail e documentos
enviados para nossa diretoria (E5).
A LISTADOC é um desses instrumentos que considero de suma importância
na troca de informações entre as Bibliotecas dos Regionais (E12).
A troca de experiências através da LISTADOC e a doações de itens (E10).
É de importância extrema uma vez que através dessas parcerias têm-se a
troca de informações, conhecimentos e experiências valiosas para o
desenvolvimento do nosso trabalho (E3).
Ocorre por meio do uso e licença do software, assistência técnica aos
assuntos da área. Ocorrem através da lista de discussão, telefonemas,
solicitação via e-mail, apoio às nossas atividades técnicas, muitas vezes nos
encontramos só e precisamos tirar dúvidas que surgem (E4).

Percebe-se nos depoimentos que parcerias sempre são bem vindas e muito
valorizadas, entretanto, por não terem o caráter formal necessário para garantir o
acesso, direitos e deveres das partes interessadas ocorre o uso da colaboração
parcial, onde há troca de informação, mas não de serviços e recursos mútuos como
visto nessa pesquisa. “A formação de parcerias vencedoras não acontece por acaso.
O desenvolvimento de relacionamentos e a habilidade para alavancá-los ocorrem
como resultado de uma estratégia deliberada para fazer as coisas acontecerem”
(AUSTIN, 2001, p. 52). Para que ocorram parcerias e alianças de sucesso, é
necessária uma gestão de processos que contribua de maneira significativa, e, na
medida do possível formalizada, tendo em vista um melhor fluxo das atividades e
maior participação dos atores do processo.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Essa pesquisa foi realizada com os bibliotecários de várias unidades de
informação espalhados por regiões diferentes pelo país por compreender a
importância das parcerias e alianças firmadas entre instituições, com base na
igualdade e na atribuição de competências para se atingir um objetivo comum.

�14

A grande maioria dos bibliotecários afirmou que em suas unidades de
informação existem tantos as parcerias externas quanto às internas e que estas
contribuem sobremaneira para a melhoria

dos processos institucionais e

principalmente para troca de experiências e vivências profissionais.
A análise das respostas reforçou a grandiosa contribuição dada às unidades de
informação que implementaram políticas de parcerias e alianças, seja formal ou
informalmente, para gerenciar seus recursos e promover uma melhor qualidade na
prestação de serviços aos seus clientes.
No caso estudado, foi possível observar o grau de importância das parcerias
firmadas na esfera Senac a nível nacional entre as próprias unidades e delas com
outras

instituições.

Constatou-se

que

tal

importância

é

primordial

na

complementação das atividades e oferecimento de produtos e serviços realizados
por estas bibliotecas pois existe essa necessidade de buscar recursos além da
instituição dada a gama de informação produzida pela sociedade.
No contexto global, essa importância se maximiza ao tempo em que a
realidade heterogênea destes seguimentos enaltece o estabelecimento de alianças
e parcerias com fins de complementação a escassez de recursos frente à
necessidade de buscar mecanismos para promover a sustentabilidade dessas
unidades de informação.
Verificou-se a diversificação dos tipos de parcerias e alianças observadas no
ambiente pesquisado e a forma de acordo entre estas, concluindo que existe uma
pluralidade de negociações, tendo em vista a forma de atuação de cada bibliotecário
em seu estado.
Assim, fica evidente que diante de um mercado cada vez mais competitivo e da
escassez de recursos financeiros para gestão das bibliotecas, é importante
desenvolver parcerias e alianças estratégicas para ampliar a gama de serviços e
produtos de informação e também a melhoria na prestação de serviços oferecidos
visando criar diferenciais competitivos para as unidades de informação.

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�15

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                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Parcerias e alianças estratégicas firmadas entre unidades de informação: um estudo realizado nas bibliotecas do Senac</text>
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              <text>Thiago Rodrigues Dantas</text>
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              <text>Samya Maria Queiroz Maia</text>
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              <text>Daniela Spudeit</text>
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              <text>Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade - Trabalho científico</text>
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              <text>Discorre sobre a importância do estabelecimento de parcerias e alianças estratégicas para a melhoria da qualidade na prestação de serviços de unidades de informação.  Aponta para a necessidade de firmar parcerias para auxiliar na gestão das unidades de informação visando a ampliação dos recursos oferecidos e serviços prestados pelas mesmas auxiliando na busca da sustentabilidade. Por meio de uma pesquisa aplicada bibliográfica e exploratória com abordagem qualitativa, foi aplicado um questionário com doze perguntas abertas para bibliotecários que coordenam as bibliotecas do Senac em todo país. Foi usada a metodologia de análise de conteúdo de Bardin para categorização e a inferências sobre os dados coletados. Percebe-se assim a relevância desse recurso para o melhor desempenho dos processos e serviços frente à competitividade existente no mercado e nas organizações, da escassez de recursos financeiros para gestão das bibliotecas onde se torna cada vez mais necessário desenvolver parcerias e alianças.</text>
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