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                  <text>Informação e qualidade nas organizações: o agir comunicativo e a
complexidade

Edilson Damasio (UEM / UFRJ / IBICT) - edamasio@uem.br
Mônica Garcia (Fiocruz) - mgarcia@icict.fiocruz.br
Resumo:
A gestão nas organizações e unidades de informação são atributos que exigem competências e
conhecimentos. O gestor busca a qualidade que estão bem discutidas em áreas
interdisciplinares. A gestão está interligada com a complexidade e ao agir comunicativo, além
das atividades tecnicistas da produção e levam a discussão desses pontos, buscando mostrar
que as organizações buscam um entendimento com os indivíduos e os processos produtivos. As
teorias de Luhman e Habermas mostram que a complexidade e o agir comunicativo, devem ser
utilizadas e compreendidas pelos gestores, com o objetivo de identificar que para a qualidade,
é necessário que os todos os indivíduos entendam da complexidade e utilizem o agir discursivo
como objetivos para a comunicação em ambientes de trabalho
Palavras-chave: Qualidade nas organizações. Gestão de unidades de informação. Qualidade.
Agir comunicativo. Complexidade
Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Informação e qualidade nas organizações: o agir comunicativo e a
complexidade

Resumo:

A gestão nas organizações e unidades de informação são atributos que exigem
competências e conhecimentos. O gestor busca a qualidade que estão bem
discutidas em áreas interdisciplinares. A gestão está interligada com a complexidade
e ao agir comunicativo, além das atividades tecnicistas da produção e levam a
discussão desses pontos, buscando mostrar que as organizações buscam um
entendimento com os indivíduos e os processos produtivos. As teorias de Luhman e
Habermas mostram que a complexidade e o agir comunicativo, devem ser utilizadas
e compreendidas pelos gestores, com o objetivo de identificar que para a qualidade,
é necessário que os todos os indivíduos entendam da complexidade e utilizem o agir
discursivo como objetivos para a comunicação em ambientes de trabalho.

Palavras-chave: Qualidade nas organizações. Gestão de unidades de informação.
Qualidade. Agir comunicativo. Complexidade.
Área Temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade.

1

INTRODUÇÃO

O objetivo desse trabalho é contextualizar a gestão da qualidade nas
organizações, seus conceitos básicos voltados para as discussões dos pensadores
Luhman, com a teoria da complexidade e Habermas com o agir comunicativo do
discurso . Esse breve ensaio analisa que a qualidade nas organizações vem de
teorias tecnicistas voltadas principalmente para a produção.
Com a complexidade do campo de uma organização, o agir discursivo se faz
necessário, para, prover ao gestor, possibilidades além do que foi previamente
planejado para a qualidade, e sim, para as possibilidade de argumentação do
discurso nas relações de organização e colaboração, necessárias também para a
qualidade.

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Utilizou-se para a discussão a contextualização do seminário apresentado
pelos autores, na disciplina “Gestão da Informação nas Organizações” de 2012, no
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação UFRJ/IBICT.
Como método, teve-se a análise dos textos utilizados na disciplina e breve
revisão bibliográfica, que subsidiaram as informações relevantes para o discurso da
complexidade e agir comunicativo e compreensões da qualidade nas organizações.
Fluindo dos conceitos de qualidade de Juran e Deming, para a complexidade de
Luhman, o agir comunicativo de Habermas.
Identificou-se nos conteúdos estudados que a complexidade e agir
comunicativo devem ser partes integrantes dos planejamentos de gestão de
qualidade. A qualidade em si, respondendo a princípios de teorias da administração
identifica as possíveis necessidades de gestão, suas ferramentas de avaliação da
qualidade, normas, protocolos, diretrizes, entre outras. A complexidade nas
organizações traz necessidade de auto-organização e o envolvimento de todos em
um ato de trabalhar juntos em um empreendimento comum
Assim, a teoria de Habermas do agir comunicativo do discurso em
organizações, permite um melhor entendimento social dos indivíduos. Esses
permitem que a crítica, as ideias, a comunicação podem gerar uma cooperação no
ambiente produtivo, assim, intervindo diretamente na melhoria da qualidade que são
padrões que as organizações buscam, mantendo um entendimento entre a
organização, seus indivíduos e processos produtivos.
Pretende-se com este ensaio, apresentar uma breve apresentação de
qualidade e discussão teórica nos contextos das teorias da complexidade e do agir
comunicativo que foram discutidos e, principalmente, deixar nas conclusões, alguns
questionamentos e afirmações advindos desse estudo e seus objetivos.

2

CONCEITO DE QUALIDADE

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Para entender o que é qualidade iremos abordar o conceito de dois autores
importantes, que tiveram papel fundamental para o entendimento da qualidade.
Juran (1990) define Qualidade como adequação ao uso. “A palavra produto (bem ou
serviço) refere-se ao output de um processo e é necessário encontrar o equilíbrio
entre as características positivas do produto e a não existência de deficiências no
produto. Ele entende que desempenho do produto se refere a satisfação com o
produto que leva os clientes a comprá-lo e ausência de deficiência é a insatisfação
com o produto, e isso leva os clientes a reclamarem”.(VERAS, 2009) Segundo Juran
(1990) o cliente é qualquer pessoa que lida com o produto, incluindo os que o
desenvolvem, os clientes internos, e os que lidam com o produto acabado, os
clientes externos.
Qualidade para Demin (1990) se refere à qualidade do produto ou serviço do
ponto de vista do cliente. Ele entende que é um termo relativo e que vai mudando de
significado à medida que as necessidades dos clientes evoluem. Diante disso, o
papel dos gestores tem grande influência, pois eles precisam corresponder às
expectativas dos clientes, seja através de pesquisas junto aos consumidores, das
teorias e o pensamento estatístico e a aplicação dos métodos estatísticos aos
processos.

3

TRILOGIA DE JURAN
Segundo Juran, a gestão da qualidade abarca três pontos fundamentais, o

planejamento, controle da qualidade e melhoria.
O planejamento é o ponto inicial, onde se identifica os clientes para poder
determinar as suas necessidades e desta forma estabelecer as características que o
produto deverá ter. Deve-se criar os processos necessários para satisfazer estas
necessidade e transferir a liderança desses processos para o nível operacional
(VERAS, 2009);
O controle da qualidade é a etapa em que se avalia o nível de desempenho
(VERAS, 2009);

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A melhoria é o momento em que se reconhecem as necessidades de
melhoria de um processo e nesta etapa é importante que se envolvam todos os
trabalhadores (VERAS, 2009);
Esta trilogia é representada pela figura abaixo:
Figura 1 – Trilogia deJuran

Fonte: (http://julianakolb.com/about/)

4

QUATORZE PRINCÍPIOS DE DEMING
Deming enunciou, em 1989,os 14 princípios a que a gestão devia obedecer.

(DEMING, 1986)
1º princípio: Estabeleça constância de propósitos para a melhoria do produto e
do serviço, objetivando tornar-se competitivo e manter-se em atividade, bem como
criar emprego;
2º princípio: Adote a nova filosofia. Estamos numa nova era econômica. A
administração ocidental deve acordar para o desafio, conscientizar-se de suas
responsabilidades e assumir a liderança no processo de transformação;

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3º princípio: Deixe de depender da inspeção para atingir a qualidade. Elimine a
necessidade de inspeção em massa, introduzindo a qualidade no produto desde seu
primeiro estágio;
4º princípio: Cesse a prática de aprovar orçamentos com base no preço. Ao
invés disto, minimize o custo total. Desenvolva um único fornecedor para cada item,
num relacionamento de longo prazo fundamentado na lealdade e na confiança;
5º princípio: Melhore constantemente o sistema de produção e de prestação de
serviços, de modo a melhorar a qualidade e a produtividade e, consequentemente,
reduzir de forma sistemática os custos;
6º princípio: Institua treinamento no local de trabalho;
7º princípio: Institua liderança. O objetivo da chefia deve ser o de ajudar as
pessoas e as máquinas e dispositivos a executarem um trabalho melhor. A chefia
administrativa está necessitando de uma revisão geral, tanto quanto a chefia dos
trabalhadores de produção;
8º princípio: Elimine o medo, de tal forma que todos trabalhem de modo eficaz
para a empresa;
9º princípio: Elimine as barreiras entre os departamentos. As pessoas engajadas
em pesquisas, projetos, vendas e produção devem trabalhar em equipe, de modo a
preverem problemas de produção e de utilização do produto ou serviço;
10º princípio: Elimine lemas, exortações e metas para a mão de obra que exijam
nível zero de falhas e estabeleçam novos níveis produtividade. Tais exortações
apenas geram inimizades, visto que o grosso das causas da baixa qualidade e da
baixa produtividade encontra-se no sistema, estando, portanto, fora do alcance dos
trabalhadores;
11º princípio: Elimine padrões de trabalho (quotas) na linha de produção.
Substitua-os pela liderança; elimine o processo de administração por objetivos.

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Elimine o processo de administração por cifras, por objetivos numéricos. Substituaos pela administração por processos através do exemplo de líderes;
12º princípio: Remova as barreiras que privam o operário horista de seu direito
de orgulhar-se de seu desempenho. A responsabilidade dos chefes deve ser
mudada de números absolutos para a qualidade; remova as barreiras que privam as
pessoas da administração e da engenharia de seu direito de orgulharem-se de seu
desempenho. Isto significa a abolição da avaliação anual de desempenho ou de
mérito, bem como da administração por objetivos;
13º princípio: Institua um forte programa de educação e auto-aprimoramento;
14º princípio: Engaje todos da empresa no processo de realizar a transformação.
A transformação é da competência de todo mundo.

5

CICLO PDCA
O ciclo PDCA foi criado por Shewhart, mas foi Deming quem o adaptou para a

gestão, como por exemplo, na gestão da qualidade. São quatro passos
fundamentais (Plan, Do, Check, Action) (Wikipedia)

Figura 2 – Ciclo PDCA
Fonte: (http://sandrocan.wordpress.com/tag/ciclo-pdca/)

6

CONCEITO DE INFORMAÇÃO

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Segundo González de Gomez (2000) informação trata-se de um termo
flutuante, que dependendo do contexto, produz diferentes efeitos de sentido.
Afirma que para Habermas informação tem dupla ancoragem:
 Sócio - cognitiva e
 Instrumental – estratégica
 A informação está ancorada na temporalidade que atrela corpo e cultura
numa configuração diferenciada e permite a abertura de múltiplas
perspectivas sobre o mundo;
 Associada a algumas das plurais possibilidades heurísticas das ações cotidianas e especializadas - a informação designa uma diferença que se
instala nas experiências de confronto entre nossas expectativas prévias e do
que acontece em nossas relações atuais com o mundo;
 Por outro lado, a informação, enquanto codificada, reconstitui-se através dos
meios, nas zonas de trocas e negociação entre os sistemas e os mundos da
vida - mediação porém constituída numa relação histórica e não “lógica”,
plausível, então, de ambivalências e de transformações.
A informação designa uma instância de constante reabertura das relações
entre o mundo da vida e o mundo. A informação é considerada neste caso como
constitutiva dos processos de objetivação nos contextos da experiência e da ação.
Nessas dinâmicas da informação acontece a manifestação da alteridade, do que
surpreende, e como tal, ela faz parte das condições da aprendizagem e dos desafios
à imaginação linguística (GONZÁLEZ DE GOMEZ, 2008).
A informação, enquanto codificada e imersa nos meios, opera no domínio dos
sistemas - da administração, da economia e do mercado -, em exercícios funcionais
- instrumentais, e nas zonas de intermediação entre o sistema e os mundos da vida.
A informação, mediatizada, ficaria associada ao problema da constituição do vínculo
social, nas sociedades contemporâneas: nas situações em que a integração social,
comunicativa, é substituída pela integração estabelecida por meios (GONZÁLEZ DE
GOMEZ, 2008).

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7

DINÂMICA INFORMACIONAL
Atualmente um dos maiores problemas enfrentados nas organizações é como

lidar com o excesso de informação. As ferramentas que viabilizam a troca de
informação são cada vez mais dinâmicas. Hoje é possível a disseminação de uma
informação em questão de segundos, através de e-mail e das redes sociais. As
organizações estão preocupadas de como usar a informação de maneira eficaz e
como priorizar o fluxo de informação buscando relevância nas organizações que
precisam aprender a cada momento. Mais especificamente, como a informação
pode ser parte da estratégia em uma organização.
Startec et al. 2005, apresentam uma analogia com os sete pecados capitais
informacionais:
 Avareza: abuso do poder de reter a informação – centralização da
informação;
 Gula: excesso de informação desnecessária;
 Ira: insatisfação com a falta de informação correta;
 Inveja: problemas com a ética informacional;
 Luxúria: falha no processo de comunicação da informação;
 Preguiça: absolecência da informação;
 Soberba: poder de possuir a informação.

8

SISTEMAS DE LUHMANN
Niklas Luhmann renovou a teoria dos sistemas baseada numa mudança

paradigmática fundamental: passar da distinção do todo e das partes, para a
distinção de sistema e entorno, tendo como referência o conceito de complexidade.
(NEVES; NEVES, 2006).
Um sistema é considerado complexo quando existem mais possibilidades do
que pode realizar num dado momento. E cada vez que ele opera gera novas
possibilidades de relações, tornando-se assim mais complexo, porém menos do que
o ambiente, que por conter um número maior de elementos, sempre será mais
complexo. Desta forma, o sistema precisa selecionar apenas algumas das
possibilidades que lhe fazem sentido, de acordo com a função que desempenha,

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para poder continuar operando. Pois, o sistema não consegue dar contar de todas
elas ao mesmo tempo. Caso contrário não sobreviveria. Quanto maior o número de
elementos no seu interior, maior o número de relações possíveis entre eles que
crescem de modo exponencial. (KUNZLER, 2004).
Esta complexidade não pode ser considerada como um mero reflexo no
ambiente, mas sim como uma construção sua, caso contrário, haveria uma
dissolução dos seus limites e, desta forma, a morte do próprio sistema. (KUNZLER,
2004)

9

CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS

Luhman importou o conceito autopoéticos dos biólogos Maturana e Varela
(1980), que disseram que a cognição e os organismos vivos constituíam-se em
sistemas autopoéticos. (RODRIGUES, 2008). O organismo vivo é capaz de produzir
sua própria célula.
Para esses biólogos, apenas os sistemas vivos eram autopoiéticos.
Luhmann estende essa característica aos sistemas sociais e
psíquicos. Pode-se dizer que um sistema é autopoiético quando ele
produz sua própria estrutura e todos os elementos que o compõem,
incluindo o último elemento não mais passível de decomposição que,
no caso dos sistemas sociais, é a comunicação e dos sistemas
psíquicos é o pensamento. (KUNZLER, 2004).

A diferença entre sistema e ambiente é uma condição lógica para a autoreferência, porque não se poderia falar em “si mesmo” se não existisse nada mais
além deste “si mesmo” (LUHMANN, 1997, p. 41 apud KUNZLER, 2004). “Por isso a
auto-referência só pode ocorrer num ambiente e em relação a um ambiente”
(LUHMANN, 1997, p. 40 apud KUNZLER, 2004).
A observação, a irritação, a seleção e a informação são consideradas
operações internas do sistema. O sistema não importa elementos prontos e
acabados do ambiente. Uma vez selecionado um elemento, este será processado
pelo sistema de acordo com a função que desempenha. (KUNZLER, 2004)
O fechamento operacional é condição para o conhecimento. Por não haver
qualquer interferência do ambiente, o sistema constrói conhecimento a partir da rede
recursiva das próprias operações. Os sistemas sociais, por exemplo, “só produzem

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informações justamente porque o ambiente não se intromete” (LUHMANN, 1997,
p.93 apud KUNZLER, 2004).

10

TEORIA DO AGIR COMUNICATIVO DE HABERMAS

A teorias de Harbemas tem o agir comunicativo como agente para conseguir
o discurso na sociedade. Teoria social essa que é utilizada atualmente, defronte da
quantidade e complexidade dos sistemas em organizações. Denominada de Teoria
da Ação Comunicativa (TAC).
Moral, argumentação, ética, são valorações das pessoas nas organizações
entre relações discursivas, que necessitam de relações e normas, e é necessário
definir as normas de qualidade nas organizações.
O componente central do significado consiste então no fato de que o
falante, por meio de um enunciado normativo, recomenda ou
prescreve a um ouvinte uma determinada escolha entre alternativas
de ação. Mas, como essas recomendações ou prescrições se
baseiam em última analise em princípios que o falante adotou
arbitrariamente, e os enunciados de valor no constituem o modelo
verdadeiramente decisivo para a análise semântica das proposições
deônticas (HABERMAS, 2003, p. 76).

Habermas mostra a filosofia moral, contribui para o aclareamento das coisas
que acontecem no cotidiano, e é necessário uma prática comunicativa para o
esclarecimento social dos indivíduos, nos ambiente das normas estabelecidas
(HABERMAS, 2003).
Através do agir comunicativo é que os indivíduos vão se comunicar com o
grupo, e principalmente podem prevalecer para utilizar normas e padrões em
organizações, em que deverão ser obedecidas. Com a TAC, o discurso acontece, e
podem modificar o que foi estabelecido anteriormente.

De início (1), quero destacar a validez deôntica das normas e as
pretenções de validez que erguemos com atos de fala ligados a
normas (ou regulativos) como constituindo aqueles fenômenos que
uma ética filosófica tem que poder explicar. Ficará claro (2) que as
posições filosóficas conhecidas, a saber, as teorias definitórias de
gênero metafísico e as éticas institucionistas do valor (HABERMAS,
2003, p. 62).

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O agir comunicativo precisa estar junto com as relações pessoais, pois, sem a
comunicação não há relação. Essa necessidade nas organizações pressupõe que
as teorias de Habermas são compreensíveis e com fundamentação para responder
as questões fenomenológicas nas organizações.

Se partirmos da suposição de que os tipos de agir orientado para o
entendimento mútuo e do agir orientando para o sucesso formam
uma disjunção completa, é justamente a opção da passagem do agir
comunicativo para o agir estratégico que oferece ao céptico uma
nova chance. Pois ele poderia agora obstinar-se, não apenas em não
argumentar, mas também em não mais agir comunicativamente –
retirando assim a base por uma segunda vez e uma análise
pressuposicional que, partindo do Discurso, recorre o agir
(HABERMAS, 2003, p. 124, grifos do autor).

A argumentação, a moral, os ressentimentos, os aspectos éticos, prevalecem
como necessários para a consolidação de qualidade, ou de outro qualquer
procedimentos em organizações.

11

CONCLUSÃO

A qualidade nas organizações é essencial, como uma meta a ser cumprida
constantemente, com o despêndio de muitos dos atores desde o planejamento até o
final da linha de produção.
O agir comunicativo depende da crítica moral do indivíduo, ou seja, cada
indivíduo na organização. Com maneiras de agir e argumentação moral, esse, ponto
é essencial devido identificar que indivíduos têm que ser escutados e participarem
da gestão. Cada indivíduo na organização não pode mais ser visto como uma peça
da engrenagem da produção como nos modelos fordistas e toyotistas, mas sim,
como complementos de discurso para a tomada de decisões, planejamento, e
principalmente para a comunicação em ambientes de trabalho.

12

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                <text>Florianópolis/SC</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Informação e qualidade nas organizações: o agir comunicativo e a complexidade</text>
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          <name>Creator</name>
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              <text>Edilson Damasio</text>
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              <text>Mônica Garcia</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
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          <name>Date</name>
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          <name>Subject</name>
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              <text>Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade - Trabalho científico</text>
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          <name>Description</name>
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              <text>A gestão nas organizações e unidades de informação são atributos que exigem competências e conhecimentos. O gestor busca a qualidade que estão bem discutidas em áreas interdisciplinares. A gestão está interligada com a complexidade e ao agir comunicativo, além das atividades tecnicistas da produção e levam a discussão desses pontos, buscando mostrar que as organizações buscam um entendimento com os indivíduos e os processos produtivos. As teorias de Luhman e Habermas mostram que a complexidade e o agir comunicativo, devem ser utilizadas e compreendidas pelos gestores, com o objetivo de identificar que para a qualidade, é necessário que os todos os indivíduos entendam da complexidade e utilizem o agir discursivo como objetivos para a comunicação em ambientes de trabalho</text>
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      <name>cbbd2013</name>
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