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                  <text>Informação desportiva e políticas públicas de inclusão
informacional na Vila Olímpica da Maré – VOM

Roberta de Sousa Alves (UNIRIO) - robertaalves1@yahoo.com.br
Lidiane dos Santos Carvalho (Unirio) - carvalho.ldn@gmail.com
Resumo:
Este trabalho apresenta um breve histórico sobre a trajetória dos jogos olímpicos no mundo.
Aborda o papel do Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB)
órgãos responsáveis pela administração do esporte. Reúne procedimentos metodológicos
complementares e sistemáticos estruturados em levantamento bibliográfico e entrevistas
semiestruturadas no intuito de estabelecer uma relação entre práticas informacionais e
educação desportiva, como um dos pontos da rede de apoio a formação desportiva. Parte dos
pressupostos teóricos metodológicos da biblioteconomia representados pelos princípios das
bibliotecas públicas como apoio para discutir a inserção do livro e da leitura nas vilas
olímpicas. A partir dos métodos teóricos e analíticos descreve os costumes e características
acerca do Bairro Maré, seus moradores assim como os profissionais e alunos da Vila Olímpica
da Maré. Discute a necessidade dos centros esportivos como as vilas olímpicas obterem uma
biblioteca que possa dar suporte informacional para suas práticas educativas no ensino do
desporto. O trabalho apresenta dado que caracteriza a Vila Olímpica da maré como um espaço
educativo para o desporto.
Palavras-chave: Jogos Olímpicos. Vila Olímpica da Maré (VOM). Biblioteca Pública. Prática
Informacional. Educação Desportiva.
Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

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SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Informação desportiva e políticas públicas de inclusão informacional na Vila
Olímpica da Maré – VOM1

Resumo:
Este trabalho apresenta um breve histórico sobre a trajetória dos jogos olímpicos no
mundo. Aborda o papel do Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Olímpico
Brasileiro (COB) órgãos responsáveis pela administração do esporte. Reúne
procedimentos metodológicos complementares e sistemáticos estruturados em
levantamento bibliográfico e entrevistas semiestruturadas no intuito de estabelecer
uma relação entre práticas informacionais e educação desportiva, como um dos
pontos da rede de apoio a formação desportiva. Parte dos pressupostos teóricos
metodológicos da biblioteconomia representados pelos princípios das bibliotecas
públicas como apoio para discutir a inserção do livro e da leitura nas vilas olímpicas.
A partir dos métodos teóricos e analíticos descreve os costumes e características
acerca do Bairro Maré, seus moradores assim como os profissionais e alunos da Vila
Olímpica da Maré. Discute a necessidade dos centros esportivos como as vilas
olímpicas obterem uma biblioteca que possa dar suporte informacional para suas
práticas educativas no ensino do desporto. O trabalho apresenta dado que
caracteriza a Vila Olímpica da maré como um espaço educativo para o desporto.
Palavras-chave: Jogos Olímpicos. Vila Olímpica da Maré (VOM). Biblioteca Pública.
Prática Informacional. Educação Desportiva.
Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

1 INTRODUÇÃO
A proposta desta pesquisa parte da investigação das práticas informacionais
em torno dos jogos olímpicos de 2016. Parte-se dos pressupostos teóricos
metodológicos da biblioteconomia representados pelos princípios das bibliotecas
públicas como apoio para discutir a inserção do livro e da leitura nas vilas olímpicas.
Busca estabelecer uma relação entre práticas informacionais e educação desportiva,
como um dos pontos da rede de apoio a formação desportiva.
Podemos observar que no contexto das atuais mudanças sociais a
necessidade da biblioteca pública ampliar suas redes de atuação. Assegurando a
presença e participação dos usuários/atores em suas atividades e serviços de
competência informacional. Nesse sentido, a aplicação da rede de bibliotecas
públicas pode buscar interação por meio de parcerias, projetos e outras ações
culturais que envolvam os atores sociais (comunidade). Partimos deste momento

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Esse artigo trata-se de um produto de um Trabalho de Conclusão de Curso apresentado na
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro acreditando-se na importância de disseminar a
atual realidade e o papel da Biblioteca Pública na sociedade.

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histórico da centralidade do esporte no Brasil para reunirmos elementos sobre a
potencialidade das bibliotecas públicas atuarem juntamente às vilas olímpicas de
modo que esta mediação informacional possa ser um elemento transformador capaz
de reconfigurar as práticas vigentes das bibliotecas públicas.

2 A ORIGEM DO ESPORTE E JOGOS OLÍMPICOS
Os jogos olímpicos são competições que tiveram início na Grécia na cidade
de Olímpia em homenagem a Zeus e era denominado de Jogos Olímpicos da
Antiguidade no período de 776 a.C. até 393 d.C. quando foram cancelados por
questões religiosas pelo imperador romano Teodósio. Os jogos renascem 1500 anos
depois na cidade de Atenas como Jogos Olímpicos da Era Moderna (COMITÊ
OLÍMPICO BRASILEIRO, 2011, site.). Hoje, esse evento ocorre a cada quatro anos
e faz com que famílias inteiras deixem o conforto de seus lares para acompanharem
os jogos ou se reúnam diante de uma televisão para torcer por seu país nas
competições.
Segundo Tavares (2003, apud LEMOS 2008, p. 30) Pierre de Freddy foi quem
criou o Comitê Olímpico Internacional (COI) em 1894 e a criação do movimento
olímpico está diretamente relacionada ao movimento de desenvolvimento e difusão
do esporte moderno. O Comitê Olímpico Internacional (COI), com sede em
Lausanne (Suíça), é a entidade máxima do esporte mundial e tem como missão
promover o Olimpismo e o Movimento Olímpico Internacional, fazendo do esporte
um meio de aproximação e congregação entre os diferentes povos, raças e religiões.
Atualmente, segundo o COI existe um total de 204 (duzentos e quatro)
Comitês Olímpicos Nacionais espalhados pelos continentes americanos, europeu,
africano, asiático e Oceania. No Brasil a esfera esportiva do âmbito olímpico
nacional que representa o país junto ao COI é o Comitê Olímpico Brasileiro (COB)
seguido das confederações brasileiras de modalidades olímpicas.
O COB tem como missão desenvolver, promover e proteger o Movimento
Olímpico

no

Brasil

sendo

de

sua

responsabilidade

organizar

programas

educacionais, preparar seus atletas, cuidar da formação de administradores de
esportes e fazer a seleção preliminar das cidades candidatas a sediar os jogos
olímpicos.

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3 VILAS OLÍMPICAS E O CASO DA VILA OLÍMPICA DA MARÉ – VOM
As vilas olímpicas são complexos2 sócios desportivos desenvolvidos pela
prefeitura do Rio de Janeiro através da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer SMEL no intuito de proporcionar aos moradores de comunidades carentes onde as
mesmas são implantadas um espaço de cultura, lazer, práticas de esporte e
desenvolvimento de atividades físicas. Alem disso a SMEL trabalha na “priorização
do atendimento esportivo educacional, para a formação de cidadania e profissional;
na ampliação do número de parceiros estratégicos como universidades e terceiro
setor e na consolidação da vertente sócio educacional (SECRETARIA MUNICIPAL
DE ESPORTES E LAZER – SMEL, 2011).
O site da SMEL sinaliza a existência de 13 (treze) vilas olímpicas na cidade
do Rio de Janeiro, essas unidades estão dispostas nas comunidades da Maré,
Padre Miguel, Gamboa, Complexo do Alemão, Vila Kennedy, Acari, Santa Cruz,
Deodoro, Jacarepaguá, Campo Grande, Caju, Vidigal e Vila Isabel. Respectivamente
as mesmas são: Vila Olímpica da Maré – VOM; Vila Olímpica Mestre Andrade; Vila
Olímpica da Gamboa; Vila Olímpica Carlos Castilho; Vila Olímpica Jornalista Ary de
Carvalho; Vila olímpica Clara Nunes; Vila Olímpica Oscar Schmidt; Parque das
Vizinhanças Dias Gomes; Vila Olímpica Professor Manoel José Gomes Tubino;
Centro Esportivo Miécimo da Silva; Vila Olímpica do Caju; Vila Olímpica do Vidigal;
Vila Olímpica Artur da Távola.
O campo empírico de análise nesta investigação é a Vila Olímpica da Maré. A
escolha justifica-se pelo fato desta abranger um número considerável de
comunidades as quais fazem uso dos serviços e atividades desenvolvidas por ela
além de ser considerada Vila Olímpica modelo para as demais. A Vila Olímpica da
Maré é um complexo sócio desportivo inaugurado pela Prefeitura do Rio em 2000,
as suas instalações se estendem por cerca de 80.000 m² atua na Comunidade da
Maré e atende a mais 8.000 inscritos em suas 25 (vinte e cinco) atividades
oferecidas. Além disso, conta com patrocínios da Petrobrás e da Prefeitura do Rio de

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Complexo esportivo: equipamento esportivo composto por instalações e/ou equipamentos esportivos
diferenciados, em que se praticam modalidades esportivas heterogêneas, bem como por outras áreas
abertas, livres ou construídas, constituindo um espaço contínuo ou descontínuo, neste último caso
desde que adjacente a outra instalação esportiva. Integram ainda o espaço do complexo esportivo as
instalações destinadas a serviços e apoio à prática do esporte (ambulatórios, depósitos, áreas
administrativas, refeitórios, alojamentos, restaurantes/ lanchonetes, auditórios etc.).
Termo retirado do IBGE. Pesquisa de informações básicas municipais: perfil dos Municípios
brasileiros: esporte 2003. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. (glossário)

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Janeiro.
A atuação da VOM é centrada no desenvolvimento da cidadania, tendo os
esportes como vetor de atração da grande massa de crianças, jovens e seus
familiares das 16 (dezesseis) comunidades do Complexo da Maré sendo elas: Morro
do Timbau; Baixa do Sapateiro; Parque Maré; Parque Rubens Vaz; Parque União;
Nova Holanda; Vila do João; Conjunto Esperança; Vila do Pinheiro; Conjunto
Pinheiro; Bento Ribeiro; Nova Maré; Salsa e Merengue; Marcílio Dias; Roquete Pinto
e Praia de Ramos. O objetivo da VOM se relaciona com a “melhoria do padrão de
vida na Maré, com o exercício da cidadania plena, com a inserção de novos
paradigmas educacionais esportivos e de saúde.” (VILA OLÍMPICA DA MARÉ;
UNIÃO ESPORTIVA VILA OLÍMPICA DA MARÉ, 2008, p.11).
Para entender a importância das atividades desenvolvidas pela VOM, é
preciso compreender a formação sociocultural do Bairro Maré. Velloso (2009, p. 64)
descreve que o bairro Maré no início das décadas 40 e 50 era composto por 6 (seis)
comunidades e hoje esse número abrange um total de 16 (dezesseis) comunidades.
A Maré fica localizada em um local privilegiado, de fácil acesso entre a Linha
Vermelha, Linha Amarela e Avenida Brasil e próximo ao aeroporto Internacional do
Galeão e a Zona Portuária.
O bairro Maré surge em meados da década de 1940 do séc. XX. Localizado
na Zona da Leopoldina, o bairro Maré nem sempre ostentou esse status,
pelo contrário, até hoje ainda traz consigo a denominação pejorativa e
preconceituosa de ‘Complexo’ da Maré. Denominação essa que é
fortalecida e reproduzida pelas instituições públicas que teimam em não
reconhecerem o decreto municipal de 1994 que elevou a Maré ao status de
bairro. (VELLOSO, 2010, p. 64).

De acordo com Redes da Maré e o Observatório de Favelas (2012, p. 10) a
Maré foi reconhecida oficialmente como bairro desde aquela década 3. O fato não
significou grande coisa, pois os moradores locais e do conjunto da cidade
continuaram a perceber o território como favela.
Não há dúvidas da importância do bairro Maré para um desenvolvimento da
cidade e, principalmente, pela sua localização, população, potencial social e
econômico merece um melhor tratamento por parte do setor público e
privado. Como toda Comunidade de Origem Popular no Rio de Janeiro a
Maré também sofre com as precariedades e fragilidades das políticas
públicas. A proximidade da revitalização da zona portuária, a copa do
mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 podem transformar o bairro Maré
a ponto de transformá-lo no grande legado para a cidade do Rio.
(VELLOSO, 2010, p. 65).
Quando os organizadores se referem ao termo “aquela década”, ele está se referindo à década de
90. Década citada no parágrafo anterior ao comentado no texto.
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Atualmente o Bairro Maré é composto por 16 (dezesseis) comunidades e a
missão da VOM foi construída considerando as realidades destas comunidades. Na
VOM são desenvolvidas aulas educativas ligadas às atividades esportivas que os
alunos praticam no intuito de lhes apresentar a origem do esporte e o verdadeiro
benefício que ele trará para sua vida associando ao esporte conhecimento e valores
humanos.

4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A fundamentação teórica deste trabalho trata dos conceitos e missão da
biblioteca pública como entidade social e do espaço que pode ocupar na “rede
social” no ensino do desporto. A abordagem das redes sociais permite compreender
como determinado ator (entidade publica ou privada, pessoas, escolas, hospitais,
etc.) podem ser elementos nodais que fazem parte da articulação cultural em
determinado grupo social. A cultura é entendida como modos de ação de um grupo
ou de um conjunto de atores sociais.

4.1 Bibliotecas Públicas, Sociedade e Educação
Data-se na literatura que a primeira biblioteca pública fundada no Brasil foi em
1811 em Salvador e desde então foram inúmeras as definições e mudanças acerca
desse órgão. Machado (2009, p. 85) afirma que a biblioteca pública é um espaço
público, destinado a atender as necessidades informacionais e culturais de
determinada comunidade e através desse viés é que as mesmas devem
acompanhar as mudanças e transformações do local onde estão inseridas. As
bibliotecas públicas também têm a responsabilidade de fomentar a prática da leitura
a partir de políticas de fomento. Bernardino e Suaiden (2011, p. 31) reforçam a
importância da biblioteca atuar diante dessa prática ao afirmarem que “um dos
serviços da Biblioteca Pública perante a sua comunidade é a introdução de projetos
culturais, atendendo ao seu objetivo de disseminar a cultura e a leitura aos seus
usuários. Segundo eles, a realização de projetos culturais de leitura em bibliotecas já
faz parte do leque de atividades destas e coincidem quanto ao objetivo principal, que
é incentivar a leitura e a cultura na comunidade.”
A biblioteca pública tem consistência e estrutura para fomentar projetos e
programas que incentivem a leitura e são precursoras dessa iniciativa Bernardino e
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Suaiden (2011, p. 29) declaram que “pensar a leitura como uma ação efetiva da
biblioteca é necessário. Pensar como uma ação específica da Biblioteca Pública é
uma ordem”. O Ministério da Cultura esclarece que “a biblioteca pública é o espaço
privilegiado do desenvolvimento das práticas leitoras, e através do encontro do leitor
com o livro forma-se o leitor crítico e contribui-se para o florescimento da cidadania”.
(BRASIL. Ministério da Cultura, 2000, p. 17).
O papel da biblioteca pública deve ir de encontro com as necessidades da
comunidade em que está inserida. A Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, FEBAB, na sua Declaração de Princípios da Biblioteca Pública
Brasileira sugere que “a biblioteca atue como centro de memória social e centro de
disseminação da propriedade cultural da comunidade” (BRASIL. Ministério da
Cultura, 2000, p. 20).
O Brasil tem sido reconhecido nacional e internacionalmente nesses últimos
anos e uma das cidades que vêm acompanhando esse crescimento é a cidade do
Rio de Janeiro que sediará as Olimpíadas de 2016. Nesse contexto político, social e
econômico, é importante que as bibliotecas públicas elaborem dispositivos de
interação com a sociedade brasileira, de modo que se prepararem estruturalmente
seja através de seus acervos ou atividades que além de fomentar a leitura, resgatem
a origem, a história e o papel do esporte na sociedade atuando como fomentadoras 4
da cultura e da informação desportiva.
Sobre as inovações em torno da biblioteca pública Almeida Junior (2003,
p.76) sugere que embora surjam várias propostas de bibliotecas alternativas
“inclusive advogando e defendendo novas posturas e concepções de mediação da
informação” elas acabam por constituir “uma alternativa ao funcionamento e à
atuação das bibliotecas públicas” (ALMEIDA JUNIOR, 2003, p. 76). Nesse sentido
podemos mencionar algumas bibliotecas com esses novos perfis de bibliotecas
alternativas que foram erguidas no Rio de Janeiro como a biblioteca Parque de
Manguinhos, a biblioteca Parque da Rocinha e a Biblioteca Parque de Niterói. Essas
bibliotecas alternativas têm um papel importante enquanto modelo conceitual de
serviço que pode vir a ser prestado pela biblioteca pública no sentido de inovar e
contribuir com a comunidade favorecendo a usabilidade e atuação da mesma na
4

O termo FOMENTAR no dicionário HOUAISS é definido como: “proporcionar os meios para o
desenvolvimento de (algo); estimular, promover, desenvolver”. Essa definição está compatível com
um dos papéis da biblioteca pública quanto fomentadora da cultura e da informação no local onde
esteja inserida.

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sociedade. Ainda cabe destacar que de acordo com Leitão (2005, p. 4) as bibliotecas
não existem de forma independente da sociedade e das instituições as quais se
vinculam. Elas acompanham as tendências que se verificam na vida social, em
especial aquelas relacionadas ao campo do conhecimento e da educação.
Outro destaque para as modificações nas bibliotecas públicas no contexto das
estruturas sociais vigentes é observada por Briquet de Lemos ao afirmar que “está
havendo uma quebra do estigma secular que vincula a biblioteca pública a um único
tipo de registro de informações/conhecimento (o livro) e a um único tipo de serviço (a
leitura), que depende desse tipo de suporte. O autor ainda afirma que estão se
abrindo novas vias, algumas de caráter experimental”. Nesse sentido as bibliotecas
devem se transformar em instituições menos interessadas em colecionar livros e
mais preocupadas em reunir pessoas para ajudá-las a serem cada vez mais
pessoas humanas (SUAIDEN, 1995, p. 9; 20). O autor ainda destaca que a
biblioteca pública deve constituir-se, cada vez mais, em um centro convergente das
aspirações comunitárias, ou seja, deve ter uma identificação muito grande com sua
comunidade e contribuir para resolver os problemas que são próprios à mesma.

4.2 (In)Formação Cultural e os Atores do Desporto na Paisagem Social:
funções e considerações a cerca das possíveis contribuições da
biblioteca pública nas vilas olímpicas
A formação da cultural de determinado grupo, de acordo com Bourdieu (2007,
p.9) estaria associada a origem social e ao acesso a determinados consumos
culturais, entretanto para este autor “as necessidades culturais são o produto da
educação” e além disso “ […] o peso relativo da educação familiar e da educação
propriamente escolar (cuja eficácia e duração dependem estreitamente da origem
social) varia segundo o grau de reconhecimento e ensino dispensado as diferentes
práticas culturais pelo sistema escolar”.
Nesse sentido a questão que se coloca é como incluir as pessoas que
possuem baixa instrução educacional, pouca ou nenhuma influência social? Tais
pessoas devem ter seu direito de acesso à cultura restrito por isso? As vilas
olímpicas analisadas por suas práticas e serviços oferecidos à sociedade são
consideradas como espaços sociais, educacionais e culturais de uso público, é um
projeto voltado para atender em especial às comunidades carentes, sendo

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localizadas geralmente dentro dessas comunidades. Tendem a suprir parte das
necessidades dessa classe censurada descrita por Bourdieu.
Seria preciso analisar todas as formas de legitimação de segunda ordem
que vêm redobrar a legitimação escolar como discriminação legítima, sem
esquecer os discursos de aparência científica, o discurso psicológico e os
próprios propósitos que nós temos. (BOURDIEU, 1983, p. 208).

Cabe articular alternativas que venham a suprir a ineficácia da educação e a
discriminação sofrida por quem não a detém em nível elevado em nosso país e as
Vilas Olímpicas, em especial a do Bairro Maré, têm apoiado essa causa nas
comunidades onde estão inseridas. É interessante fomentar práticas e recursos
financeiros bem como o investimento de modo que possamos fomentar a visibilidade
das bibliotecas públicas e dessa forma, tentar solucionar um problema que vem
crescendo gradativamente o fato dos usuários não frequentarem a biblioteca e
muitas das vezes nem saberem de sua existência. Essa iniciativa traria destaque
para as bibliotecas públicas e, quem sabe, mais investimentos governamentais já
que um dos principais investimentos do Brasil nos últimos meses tem sido para o
esporte e suas potenciais necessidades.
O desporto está inserido na saúde, educação, esporte e cultura e como um
conjunto, esses fatores devem caminhar juntos e serem oferecidos por direito à
sociedade. A inserção de informações desportivas nas bibliotecas públicas do Rio de
Janeiro será mais um meio da população ter contato com o desporto.
Bernardino e Suaiden (2011, p. 31) defendem que “quando dizemos que o
papel social da biblioteca pública está no acesso e disponibilidade à informação,
traçamos claramente um objetivo crucial dessas instituições, ele poderá ser
alcançado através de projetos culturais que visem à disseminação da leitura.” A
inclusão informacional hoje no Brasil, apesar de muitos movimentos e iniciativas
criadas por instituições, ONGs, incentivos e investimentos governamentais ainda
preocupa, pois a parcela da sociedade que tem acesso a informação é pequena
comparada à massa maior e que não tem acesso à informação.
É possível constatar que a atuação da Vila Olímpica da Maré no bairro
contribui para a formação de uma rede social que favorece o crescimento social das
16 (dezesseis) comunidades que formam o Bairro Maré. A VOM através de seus
projetos trouxe para a Maré empresas que acreditam e investem no futuro da
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comunidade atuando diretamente na Vila.
Para que o trabalho da VOM seja bem desenvolvido e utilizado pelas
comunidades, a mesma investiu em parcerias com as associações de moradores,
com os postos de saúde e escolas das redondezas, parcerias com empresas
(governamentais e particulares), ONGs e comércio local. Tais parcerias formam uma
rede social que subsequentemente se liga as redes de relacionamentos da
comunidade fortemente representada pelas famílias que são atingidas por essa rede
direta ou indiretamente.
O trabalho apresenta a importância da associação da biblioteca pública em
novos espaços, a implantação de sua estrutura em instituições de apoio a
aprendizagem como a Vila Olímpica da Maré. Para que essa associação seja
possível é necessário que a biblioteca pública apoiada por políticas públicas atue
como fomentadora na implantação de bibliotecas públicas com caráter especializado
nessas instituições formando uma rede de apoio social.
Marteleto; Ribeiro; Guimarães (2002, p. 73) descrevem claramente a
consistência dessa rede e sua importância na sociedade:
Um movimento social pode ser entendido como uma rede de interações
informais, composta por uma pluralidade de indivíduos, grupos,
organizações engajados em conflito político ou cultural, com base numa
identidade coletiva comum. São formas de ações coletivas reativas aos
contextos histórico-sociais nas quais se inserem. As reações podem se
organizar sob diferentes formas: a) denúncia, protesto, explicitação de
conflitos, oposições organizadas; b) cooperação, parcerias para resolução
de problemas sociais, ações de solidariedade; c) construção de uma utopia
de transformação, com a criação de projetos alternativos e de propostas de
mudanças. (MARTELETO; RIBEIRO; GUIMARÃES, 2002, p. 73).

Marteleto e colaboradores (2002, p. 73) afirmam que “a organização em redes
de movimentos é uma forma, ao mesmo tempo, de se entenderem as novas formas
de participação e mobilização na sociedade, como também uma estratégia de ordem
prática e política para os movimentos sociais.”
Com o desenvolvimento do trabalho foi possível constatar que existe uma
rede a qual a biblioteca pública faz parte. A biblioteca é subordinada aos órgãos
governamentais, que são representados por associações e sistemas criados através
de propostas, normas e políticas públicas para fomentar e direcionar as bibliotecas
públicas no apoio a projetos que estejam de acordo com seus objetivos e missão.

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5 METODOLOGIA
A biblioteca pública precisa fomentar e participar de novos projetos, de forma
a obter visibilidade social e governamental. Tais necessidades foram descritas no
trabalho através de dois procedimentos metodológicos utilizados para a coleta de
dados. Os procedimentos foram: primeiro através da revisão bibliográfica e
documental sobre o tema, com base na literatura corrente sobre a história da
biblioteca pública no Brasil e as políticas desenvolvidas para atender a sociedade,
sobre a origem do esporte e como se deu o desenvolvimento do mesmo no Brasil
até a criação da Vila Olímpica da Maré, possibilitando o acesso a informações mais
detalhado da VOM como seu número de profissionais e usuários em potencial.
Desse modo, a segunda etapa desta pesquisa está associada à coleta de
dados por meio de entrevista semiestruturada, na Vila olímpica da Maré no intuito de
recuperar informações pessoais acerca da realidade da VOM através de
depoimentos dos profissionais que lá atuam e dos usuários tendo como objetivo
específico, constatar se a Vila Olímpica da Maré – VOM possui características de
uma instituição de ensino e dessa forma possa ser amparada pela Lei n. 12.244, de
24 de maio de 2010, que dispõe sobre a universalização das bibliotecas em
instituições de ensino.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa buscou compreender as reais características de uma biblioteca
pública, assim como as políticas adotadas para seu desenvolvimento e os benefícios
da associação do desporto com a mesma em um ambiente de ensino voltado para o
esporte como as Vilas Olímpicas, em especial a Vila Olímpica da Maré - VOM.
Os alunos da Vila Olímpica da Maré relataram suas experiências referentes à
biblioteca pública, e foi possível constatar que muitos dos alunos entrevistados
nunca estiveram em uma biblioteca pública, tendo contato apenas com a sala de
leitura da Vila e das escolas em que estudam. Um aluno afirmou que: “[A biblioteca
pública] É um lugar onde você vai aprender mais e mais lendo os livros antigos e
novos e que ainda estão para ser produzidos... não eu nunca fui [em uma biblioteca
pública]... na minha escola tem uma sala de leitura, mas a gente só vai quando tem
que ver algum vídeo, mas não temos muito acesso [...] uma biblioteca aqui [na VOM]
ia fazer muita diferença íamos aprender muito mais coisas porque aprendemos

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lendo mais coisas.” (ALUNO apud ALVES, 2013, p. 47)5. O depoimento afirma a
necessidade de associar às práticas pedagógicas adotada pela Vila a atuação de
uma biblioteca com perfil de biblioteca pública.
Um professor da VOM relatou em seu depoimento que em sua opinião o
padrão adotado há anos pelas bibliotecas públicas assusta as pessoas
principalmente as que nunca estiveram presente em tal ambiente. Segundo ele, isso
se dá pela biblioteca estar associada a tantas regras e normas: “eu também vejo que
os espaços enquanto biblioteca... eu acho esse nome biblioteca muito pesado eles
acabam criando uma distância entre o leitor, o novo leitor o possível leitor e esses
espaços... até a própria estrutura as regras o tocar e não tocar deixa em cima da
mesa, o bibliotecário e tudo mais. Então essa ausência, ou melhor, a falta dessa
liberdade de estar em um lugar como esse cria esse medo.” (PROFESSOR DE
OFICINA TRANSDISCIPLINAR apud ALVES, 2013, p. 64)6. Esse depoimento
permite constatar que a biblioteca pública necessita adquirir novo perfil e estrutura
metodológica referente suas práticas.
Escreve-se muito sobre a realidade das bibliotecas públicas no Brasil e na
maioria das vezes o que se lê não é agradável por se constatar o número defasado
de bibliotecas comparado com o número de pessoas que delas precisam. A falta de
estrutura seja ela de recursos humanos, físicos ou institucionais também é um dos
motivos das mesmas não alcançarem o público desejado. Mesmo com a realidade
que cerca as bibliotecas, ainda assim é triste perceber que em pleno século XXI
ainda haja pessoas que nunca entraram em uma.
A partir de um questionamento de Bernardino; Suaiden (2011, p.33)
“Repensar a biblioteca pública e seu papel na Sociedade da Informação, ainda é um
projeto. [...] como mudar esse quadro, uma vez que a Biblioteca Pública é um
espaço para o educador, o intelectual, o trabalhador e todos que dela venham a
precisar?” Sugere-se que os profissionais da informação os bibliotecários reavivem o
tema biblioteca pública, falem sobre o assunto em congressos, em salas de aula em
roda de bate papo. As bibliotecas públicas precisam de políticas, precisam de
pessoas que as remodelem para um público novo e cada vez mais exigente, um
5

Esse depoimento foi retirado do Trabalho de Conclusão de Curso intitulado Informação desportiva e
políticas públicas de inclusão informacional na Vila Olímpica da Maré – VOM de autoria ALVES,
Roberta de Sousa. A escolha se deu pela clareza em que o aluno entrevistado se remete a biblioteca
pública o provável papel da mesma na Vila Olímpica.
6
Esse depoimento também foi retirado do mesmo Trabalho descrito na nota 4 por definir com clareza
a visão que parte da sociedade tem da biblioteca pública atualmente.

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

público que não precisa mais dela apenas para desenvolver trabalhos escolares,
pois o público de hoje busca lazer, informações cada vez mais atuais, buscam
ambientes interativos e modernos que disponham de novas tecnologias. É
interessante que o bibliotecário se apaixone novamente pela biblioteca pública e se
identifique com ela dando a mesma, identidade e valores.
É preciso reforçar a idéia da associação de forças para se construir um novo
perfil de bibliotecas públicas no país. Instituições privadas, governamentais e nãogovernamentais com o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas precisam
desenvolver políticas que favoreçam a implantação de novas bibliotecas públicas e
possibilitem o aperfeiçoamento das bibliotecas que já estão em atividade.

REFERÊNCIAS

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serviços. Londrina: Eduel, 2003. 288 p.
ALVES, Roberta de Sousa. Informação desportiva e políticas públicas de
inclusão informacional na Vila Olímpica da Maré – VOM. 2013. 80 f. Trabalho de
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BERNARDINO, Maria Cleide Rodrigues; SUAIDEN, Emir José. O papel social da
biblioteca pública na interação entre informação e conhecimento no contexto da
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&lt;http://bdtd.ibict.br/&gt;. Acesso em: 6 out. 2011.
MACHADO, Elisa Campos. Uma discussão acerca do conceito de biblioteca
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RIO DE JANEIRO (RJ). Secretaria Municipal de Esportes e lazer – SMEL. Conheça
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VILA OLÍMPICA DA MARÉ; UNIÃO ESPORTIVA VILA OLÍMPICA DA MARÉ. Projeto
Educar: proposta. [Rio de Janeiro]: VOM; UEVOM, 2008. 32 p. Slide

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              <text>Este trabalho apresenta um breve histórico sobre a trajetória dos jogos olímpicos no mundo. Aborda o papel do Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) órgãos responsáveis pela administração do esporte. Reúne procedimentos metodológicos complementares e sistemáticos estruturados em levantamento bibliográfico e entrevistas semiestruturadas no intuito de estabelecer uma relação entre práticas informacionais e educação desportiva, como um dos pontos da rede de apoio a formação desportiva. Parte dos pressupostos teóricos metodológicos da biblioteconomia representados pelos princípios das bibliotecas públicas como apoio para discutir a inserção do livro e da leitura nas vilas olímpicas. A partir dos métodos teóricos e analíticos descreve os costumes e características acerca do Bairro Maré, seus moradores assim como os profissionais e alunos da Vila Olímpica da Maré. Discute a necessidade dos centros esportivos como as vilas olímpicas obterem uma biblioteca que possa dar suporte informacional para suas práticas educativas no ensino do desporto. O trabalho apresenta dado que caracteriza a Vila Olímpica da maré como um espaço educativo para o desporto.</text>
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