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                  <text>Indicadores de Desempenho para Bibliotecas Universitárias: o caso
do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas

Raquel Alexandre de Lira (UFAM) - raquel_lira_dias@hotmail.com
Milene Miguel do Vale (UFAM) - milavale@hotmail.com
Célia Regina Simonetti Barbalho (UFAM) - simonetti@ufam.edu.br
Resumo:
A pesquisa teve como objetivo propor indicadores de desempenho para o Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas (SISTEBIB/UFAM). Para uma melhor
compreensão do contexto estudado, optou-se pela investigação qualitativa e exploratória.
Utilizou-se da revisão bibliográfica para fazer o levantamento dos principais indicadores
usados na avaliação das Bibliotecas Universitárias. Com o resultado deste estudo foi possível a
construção de um instrumento capaz de medir o desempenho dos serviços oferecidos pelas
Bibliotecas Setoriais da UFAM, bem como, o nível de satisfação de seus usuários, o que irá
contribuir para que a gestão do Sistema acompanhe se seus objetivos estão sendo alcançados
ou não, buscando sempre medidas prospectivas para acompanhar as demandas de seus
usuários.
Palavras-chave: Biblioteca universitária.
desempenho.

Indicadores

de

desempenho.

Avaliação

Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

de

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Indicadores de Desempenho para Bibliotecas Universitárias: o caso do
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas

Resumo:
A pesquisa teve como objetivo propor indicadores de desempenho para o Sistema
de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas (SISTEBIB/UFAM). Para uma
melhor compreensão do contexto estudado, optou-se pela investigação qualitativa e
exploratória. Utilizou-se da revisão bibliográfica para fazer o levantamento dos
principais indicadores usados na avaliação das Bibliotecas Universitárias. Com o
resultado deste estudo foi possível a construção de um instrumento capaz de medir
o desempenho dos serviços oferecidos pelas Bibliotecas Setoriais da UFAM, bem
como, o nível de satisfação de seus usuários, o que irá contribuir para que a gestão
do Sistema acompanhe se seus objetivos estão sendo alcançados ou não, buscando
sempre medidas prospectivas para acompanhar as demandas de seus usuários.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Indicadores de desempenho. Avaliação de
desempenho.
Área Temática: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade.

1 INTRODUÇÃO

No ambiente contemporâneo as organizações assumem diferentes posturas.
Algumas promovem os acontecimentos, outras apenas os observam e as demais
são por estes surpreendidas. Desse modo, uma organização moderna que pretende
manter-se competitiva deve estar entre as primeiras, ou seja, promover os
acontecimentos, pois o mundo globalizado demanda por ações inovadoras e
proativas. O evento da globalização tem ocasionado mudanças profundas no mundo
contemporâneo, resultantes de diversas variáveis econômicas, políticas, sociais,
culturais e tecnológicas, o que têm influenciado substancialmente as organizações,
alterando as formas de gestão. Tal cenário afeta, inclusive, as organizações que não
visam lucro, como as bibliotecas.
Neste sentido, as bibliotecas devem estar preparadas para este novo
contexto, sendo imprescindível a definição de uma política de gestão capaz de
permitir a qualificação do gerenciamento de sua estrutura, adotando um modelo de
gestão que propicie à biblioteca universitária a definição de seu modus operandi.

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Neste contexto, onde o objetivo estratégico da biblioteca é alcançar a
qualidade dos serviços prestados, o cliente (usuário) passa a ser o foco principal de
todo o processo de gestão.
O domínio das tecnologias da comunicação e informação tem transformado o
seu ambiente e os serviços de informação. Hoje, a biblioteca é avaliada em função
dos serviços que presta e não mais por meio da dimensão de suas coleções, sendo
elemento norteador em sua avaliação o que ela faz e não do que ela tem.
Uma das maiores deficiências na administração das unidades de informação
(UI)1 brasileiras é a carência de instrumentos gerenciais que permitam a avaliação
do desenvolvimento dos trabalhos. (ANDRADE, 2004)

2 INDICADORES

Rozados (2004) define indicador como uma ferramenta de mensuração,
utilizada para levantar aspectos quantitativos e/ou qualitativos de um dado
fenômeno, com vistas à avaliação, auxiliando a tomada de decisão. Diante desta
definição, pode-se afirmar que sua utilização é uma importante ferramenta para
medir e avaliar a qualidade de produtos, processos e conhecer o nível de satisfação
dos clientes.
Segundo Andrade (2004, p.66) “[...] o significado da palavra indicador é
originário do latim que significa descobrir, apontar, anunciar, estimar”, informar ou
até mesmo orientar para um determinado objetivo, sendo entendido também,
segundo Hammond et al.(1995 apud ANDRADE, 2004, p.66) “[...] como um recurso
que deixa mais perceptível uma tendência ou fenômeno que não seja imediatamente
detectável”. Partindo-se destas afirmações evidencia-se a importância dos
indicadores para o processo de tomada de decisão, pois por meio de sua análise a
organização terá a visão clara de seus resultados e com isso terá dados para corrigir
falhas melhorando seu desempenho.
A adoção de um grupo de indicadores para medição de desempenho exerce
um papel importante nas organizações, pois permite acompanhar o resultado das
atividades desenvolvidas, auxiliar na tomada de decisões, aumentar a satisfação dos
1

Unidade de Informação – instituições voltadas para a aquisição, processamento, armazenamento e
disseminação de informações (IBICT, 1989, Apud TARAPANOFF; ARAÚJO JÚNIOR; CROMIER, 2000, p.92)

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clientes, melhorar o produto e/ou serviço final bem como otimizar seus processos,
adequando custos aos benefícios. No entanto, para Lubisco (2008), é preciso ter
claro que os indicadores não são obtidos a partir de qualquer dado, e sim daqueles
coletados de forma sistemática e normalizada, isto é, sempre da mesma maneira e
de fontes previamente determinadas, de modo a compor séries históricas.

2.1 Indicadores para biblioteca

Rozados (2005) afirma que os indicadores de desempenho tendem a medir a
rapidez do fornecimento (eficiência), a exatidão (eficácia), o custo unitário (custos), o
número de documentos disponibilizados para empréstimo em um determinado
período (produtividade).
Diante dessa afirmação percebe-se a importância da definição de indicadores
para avaliação de desempenho. Coletta e Rozenfeld (2007, p.132) ressaltam que,
“[...] ao se definir indicadores, independente da visão de cada responsável por um
determinado conjunto, é necessário julgar quais são efetivamente mais importantes
para a organização”. A autora recomenda ainda, “[...] a definição de um conjunto
pequeno e balanceado de indicadores, pois em grande quantidade estes podem
dificultar e gerar a perda do foco da alta administração” (COLETTA; ROZENFELD
2007, p. 132). O Quadro 1 expõe os indicadores propostos pela autora para serem
utilizados por bibliotecas.
Quadro 1 - Processos de trabalho e indicadores de desempenho
Processo
Indicador
Planejamento estratégico

Gestão de projetos

1.
2.
1.
2.
3.
•

atualização constante de missão e visão
cumprimento das metas estabelecidas
número de usuários dos produtos / serviços
visibilidade dos produtos / serviços
aumento do valor da imagem da organização
indicadores não definidos

Gestão do conhecimento

•

indicadores não definidos

Formação e desenvolvimento do
acervo

1.
2.
3.
4.
5.
6.
1.
2.
3.

uso da coleção
disponibilidade de títulos e exemplares
tempo médio de aquisição
número de licenças para acesso eletrônico
critérios para seleção, aquisição e avaliação contínua
benchmarking
custo médio da catalogação por título
tempo médio de processamento do documento
organização
de
catálogos
de
acordo
com
padronização internacional

Marketing de produtos e serviços

Tratamento da informação

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Mediação do acesso à informação

Gerenciamento da infraestrutura
Gerenciamento de recursos
financeiros
Gerenciamento de pessoas

1. satisfação do cliente
2
2. rapidez e eficiência na provisão de EEB
3. tempo
de
acesso
compatível
com
as
necessidades dos clientes
4. Promoção, manutenção e avaliação da qualidade dos
produtos / serviços
5. Facilidade de acesso ao documento local e remoto
6. oferecimento de oportunidades de educação formal e
informal aos cliente
• indicadores não definidos
1. administração de acordo com os objetivos
2. uso do recursos com eficiência e eficácia
1. adequação do número e da qualificação pessoal
2. apoio financeiro para garantia da qualificação contínua
3. satisfação e comprometimento da equipe

Fonte – COLETTA; ROZENFELD (2007)

Analisando o Quadro 1, fica evidente que um o grupo de indicadores é capaz
de fornecer informações sobre a organização, mostrando suas particularidades. Por
este motivo a escolha é tarefa difícil, sendo necessário observar diferentes tipos
existentes.
As bibliotecas universitárias constituem um serviço chave de apoio as
atividades executadas pelas instituições de ensino superior, cabendo a ela o papel
de gerenciar o acesso aos serviços de informação. Logo o sistema de medição de
desempenho deve ser composto por um grupo de indicadores com vistas a agregar
valor a seus serviços, de modo que a biblioteca possa atender com eficiência,
eficácia e efetividade as necessidades de informação da comunidade acadêmica.
Lubisco (2008) considera como grupos de indicadores, conforme o que
determina o instrumental do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (INEP), as
macrofunções da biblioteca universitária, quais sejam: ensino, pesquisa e extensão.
Esses grupos adotam quatro aspectos relacionados com:
a) a gestão da biblioteca (administração);
b) o ambiente acadêmico (pessoal interno, isto é, estudantes de graduação e
pós-graduação, recursos humanos das bibliotecas e pessoal envolvido na
gestão e na extensão da universidade);
c) o

controle

bibliográfico

(formação,

processamento

técnico

e

desenvolvimento de coleções); e
d) os recursos oferecidos aos usuários (serviços e produtos).
Os dois primeiros grupos referem-se aos aspectos estruturais isto é, são
requisitos que universidade deve cumprir para manter o funcionamento da biblioteca.
2

Empréstimo entre bibliotecas

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Já os dois últimos grupos, referem–se às funções específicas da biblioteca,
serviços orientados para cumprir o seu papel, apoiar as atividades de ensino,
pesquisa e extensão, ainda que o primeiro seja de apoio técnico e o segundo se
refira às finalidades da biblioteca.
O Quadro 2 expõe os indicadores propostos para avaliação de bibliotecas,
constituídos por Lubisco (2008).
Quadro 2 - Modelo de avaliação para as bibliotecas universitárias brasileiras: proposta.
GRUPO DE INDICADORES
INDICADORES
- Desenvolvimento institucional do ponto de
vista do órgão coordenador do sistema de
bibliotecas;
- Planejamento e avaliação;
Administração (ADM)
- Formação do pessoal;
- Espaço físico;
- Funcionamento;
- Infra-estrutura;
- Segurança e condições ambientais
Contexto acadêmico (CAC)
- Usuários;
- Pessoal da biblioteca (RH);
Formação, desenvolvimento e processamento - Seleção bibliográfica;
técnico das coleções (FDC)
- Aquisição bibliográfica;
- Catalogação;
- Acessibilidade da coleção;
Serviços de atenção ao suário (SAL)
- Tipos, quantidade e qualidade
Fonte: LUBISCO (2008)

Estes quatro grupos propostos por Lubisco (2008) representam um conjunto
de funções e condições de funcionamento, os quais por sua vez, mostram a
biblioteca como um elemento da vida acadêmica, integrada por um conjunto
orgânico constituído por pessoas, recursos de informação, infraestrutura para prestar
os serviços (instalações, equipamentos, tecnologia, entre outros) e um ambiente
próprio tanto interno, quanto externamente.
Segundo Rozados (2004, p.83), “[...] conforme estabelece a norma
internacional, os indicadores de desempenho destinam-se a servir de ferramentas
para avaliação da qualidade e da eficácia dos serviços e outras atividades
pertinentes a uma biblioteca”, pois fornecem aos gestores informações precisas dos
resultados alcançados pela organização, permitindo o melhoramento contínuo de
seus processo.
Rozados (2004) analisa um conjunto de 12 (doze) documentos que tratam
sobre indicadores de desempenho, buscando propor um conjunto que medisse a
eficiência e eficácia dos serviços de informação tecnológica. Desses doze somente
dois, segundo a autora, expressam à construção de indicadores de desempenho

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para unidades de informação, a saber: a Norma ISO 11620 (ISO, 1998) e o Projeto
EQUINOX (BROPHY et al., 2000).
Após análise, Rozados (2004) apresenta um grupo de vinte e dois
indicadores, que foram selecionados por especialistas, composto por docentes e
profissionais da informação. A organização dos indicadores ocorreu em uma ordem
hierárquica decrescente com base no percentual entre 100% e 60% de concordância
entre os especialistas. Apresenta-se, no Quadro 3 os vinte e dois indicadores
evidenciados como os mais pertinentes pelo painel de especialistas.
Quadro 3 - Indicadores de desempenho para serviços brasileiros de informação tecnológica
Posição
Indicador
Percentual de
do
concordância
Indicador
1
100%
 Satisfação do usuário com os serviços tradicionais da Unidade
de Informação (UI)
 Satisfação do usuário com os serviços eletrônicos (SE) da UI
 Taxa de respostas corretas
2
90%
 Proporção dos títulos demandados que figuram na coleção
 Prazo de empréstimo entre UIs
3
80%
 Custo por usuário
 Número de sessões sobre cada SE da UI, por membro da
população atendida
 Número de documentos e de registros (expedientes) vistos
por sessão para cada SE da UI
 Percentagem das informações solicitadas, submetidas
eletronicamente
 Disponibilidades dos sistemas informatizados
 Percentagem do gasto total em aquisições gastos na
aquisição dos SE da UI
 Pessoal
da
UI
desenvolvendo,
administrando
e
proporcionando SE e treinamento de usuário como uma
percentagem do total de pessoal da UI
4
70%
 Percentagem de freqüência da população-alvo
 Número de sessões remotas nos SE da UI, por membro da
população atendida
 Prazo médio de busca de documentos, em periódicos
 Taxa de uso das estações de trabalho computadorizadas
(ETC) localizadas na UI
 Pessoal envolvido no serviço ao público por membro da
população atendida
5
60%
 Disponibilidade de títulos
 Taxa de aquisição média dos documentos
 Percentagem do pessoal envolvido diretamente no serviço ao
público, em relação ao efetivo total
 Empréstimo por membro da população atendida
Fonte: ROZADOS (2005)

Diante do exposto, percebe-se que construir um sistema de medição de
desempenho para avaliar serviços de bibliotecas universitárias é complexo, pois não

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envolve somente a escolha de um conjunto de indicadores, mas demanda o
entendimento do ambiente em que estão inseridos.

3

METODOLOGIA
A pesquisa teve como universo as Bibliotecas Universitárias. Utilizou como

amostra o SISTEBIB/UFAM, tendo como foco principal as oito Bibliotecas Setoriais
da UFAM localizadas em Manaus, e os 26 servidores das Bibliotecas Setoriais que
foram sujeitos da pesquisa, além da gestora do Sistema. Para realização da
pesquisa utilizou-se como instrumento de coleta de dados além da observação
participante, uma vez que as pesquisadoras são partes integrantes do objeto deste
estudo, o questionário. Os objetivos da utilização destes instrumentos estão
expostos a seguir:
a) questionário aplicado junto a Direção do Sistema – coletar informações
referentes ao quantitativo de recursos humanos e equipamentos;
b) questionário aplicado aos vinte e seis servidores lotados nas Bibliotecas
Setoriais – levantar os pontos fortes e fracos relativos

aos serviços

realizados pelo Sistema.
Dos 26 questionários distribuídos aos servidores lotados nas Bibliotecas
Setoriais, somente 20 foram devolvidos para serem computados na pesquisa. O
conhecimento daqueles que atuam diuturnamente no Sistema, possibilitou
dimensionar, com base nos aspectos teóricos anteriormente analisados, quais das
diversas áreas da biblioteca deveriam ser consideradas prioritárias para a
prospecção de indicadores.
As atividades desenvolvidas durante esta investigação estão expostas no
fluxo exposto na Figura 1, com o intuito de oferecer maior objetividade ao
entendimento dos procedimentos adotados.

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Figura 1 - Fluxo da pesquisa

4 Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas
O Sistema de Bibliotecas da Universidade do Amazonas (SISTEBIB/UFAM)
foi criado em 12 de setembro de 1974 (BRITO, 2011). Órgão suplementar
subordinado diretamente à Reitoria é composto por uma Biblioteca Central
constituída de cinco divisões administrativas e de tratamento técnico e oito
Bibliotecas Setoriais. Utiliza-se de uma estrutura organizacional e administrativa
parcialmente centralizada onde cada divisão tem suas atribuições especificadas no
seu Regimento Interno, bem como no Estatuto e Regimento da UFAM (UFAM,
1997), sendo assim composta:
- Biblioteca Central (BC) – responsável pela administração e planejamento
das atividades do Sistema de Bibliotecas;

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- Divisão de Intercâmbio (DI) – responsável pelo estabelecimento de
programas de intercâmbio com entidades nacionais e internacionais;
- Divisão de Seleção e Aquisição (DSA) – responsável pelo controle e
supervisão das atividades relacionadas aos processos de aquisição e de
incorporação ao patrimônio da UFAM de todo material informacional;
- Divisão de Processamento Técnico da Informação (DPI) – responsável pela
coordenação, execução e controle do processamento técnico de todo material
informacional e de sua inserção no sistema de gerenciamento da utilização do
acervo;
- Divisão de Documentação (DD) – responsável pelo planejamento,
supervisão e avaliação das atividades desenvolvidas pelo Serviço de Informação e
Divulgação bem como pela reunião, organização e preservação da memória
documental da UFAM;
- Divisão de Bibliotecas Setoriais (DBS) – responsável pela coordenação,
supervisão e avaliação das Bibliotecas Setoriais e de Extensão. É a esta divisão que
as oito Bibliotecas Setoriais, objeto deste estudo, estão subordinadas. Consideramse Bibliotecas Setoriais aquelas localizadas nas Unidades Acadêmicas e Órgãos
Suplementares onde prestam serviços.
Segundo seu Regimento, o SISTEBIB/UFAM constitui-se de um conjunto de
bibliotecas integradas sob aspectos funcional e operacional, cuja filosofia de atuação
visa a unidade e a racionalização de serviços, materiais e métodos (UFAM, 1997) e,
de acordo com o capítulo 1 Art. 2°, tem por finalidade:
I – Integrar as suas bibliotecas à política educacional e administrativa da
Universidade do Amazonas, servindo de apoio aos seus programas de
ensino, pesquisa e extensão;
II – Estimular a produção técnico-científica e cultural mediante o
desenvolvimento de serviços e produtos de informação;
III – Cooperar com redes e sistemas de informação para melhor
aproveitamento e racionalização dos recursos disponíveis, integrando-se
aos planos nacionais de bibliotecas universitárias e demais programas
cooperativos, e
IV – Contribuir para a atualização e o aperfeiçoamento profissional da
classe bibliotecária da Universidade do Amazonas, e demais servidores que
nela atuam, através da produção de eventos ou incentivos à participação
em
atividades técnicas, congressos, seminários, cursos, etc.
(SISTEBIB/UFAM, 1997).

Pode-se observar que a finalidade atribuída ao SISTEBIB/UFAM, está em
conformidade com a literatura pesquisada, e que o alcance permite atender
plenamente sua missão que é:

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[...] atender a docentes, discentes e pesquisadores e a comunidade
estudantil em geral, servindo de apoio as suas necessidades de informação
nas áreas de conhecimento humano: ciências humanas, ciências da terra,
ciências da saúde, ciências agrárias, ciências biológicas, ciências exatas e
tecnologia. Todo esse acervo encontra-se processado tecnicamente,
visando oferecer serviços de recuperação e disseminação da informação.
Contribuindo para a formação profissional e cultural do cidadão e para
transformação da sociedade (UA, 2002 apud NINA, 2006).

Na exposição da missão adotada pelo SISTEBIB/UFAM fica evidente o papel
primordial que o órgão deverá desempenhar na comunidade acadêmica para que
esta alcance sua formação plena.

4.1

Fortalezas e debilidades do SISTEBIB/UFAM

Com base na análise das respostas dos questionários recebidos dos
servidores, de maneira a confrontá-las com a situação exposta no diagnóstico
realizado no ambiente do SISTEBIB/UFAM foi possível relacionar os principais
pontos fortes (fortalezas) e fracos (debilidades) do Sistema. Nesta análise foi
possível elencar as fortalezas e debilidades do SISTEBIB/UFAM apresentadas no
Quadro 4.
Quadro 4 – Fortalezas e debilidades do SISTEBIB/UFAM

FORTALEZAS
- serviço de circulação (empréstimo,
devolução, etc..);
- boa organização do acervo;
- sistema Pergamum;
- relações com a chefia imediata;
- relações com os colegas de trabalho;
- existência do guia do usuário e

5

DEBILIDADES
- espaço físico inadequado;
- recursos humanos insuficientes;
- não participação no planejamento;
- inexistência de processo de avaliação;
- não participação nas decisões;
- serviços limitados;
- qualificação profissional ruim;
- ausência de manutenção predial;
- falta de manutenção dos equipamentos;
- mobiliários inadequados;
- limitação do acesso à internet;
- limpeza inadequada;
- número de equipamentos reduzido;
- acervo insuficiente (títulos e exemplares);
- Serviços on-line não disponível.

Indicadores de desempenho para o SISTEBIB/UFAM

Após análise dos indicadores propostos pelos autores citados, foi composto
um grupo daqueles mais adequados aos ambientes informacionais e pertinentes às

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necessidades levantadas, para serem utilizados na avaliação dos serviços
oferecidos pelo SISTEBIB/UFAM.
Considerando a amplitude de sua aplicação, os indicadores foram agrupados
em

relação

aos

macroprocessos

da

Biblioteca

Universitária,

Formação,

desenvolvimento e organização das coleções, Dinamização do uso das coleções e
Função gerencial.
No Processo de Formação e Desenvolvimento de Coleções é adquirido todo o
material bibliográfico que irá constituir os recursos informacionais para o
desenvolvimento dos serviços fim da biblioteca, sendo a avaliação responsável para
determinar a adequação da coleção da biblioteca. Os Quadros 5 e 6 apresentam os
indicadores selecionados para este processo.
Quadro 5– Indicador Adequação de títulos de documentos da coleção
Macroprocesso:
Processo:
Sub-processo:
Formação, desenvolvimento e
Formação de desenvolvimento
Avaliação
organização das coleções
de coleções
Indicador: Adequação de títulos de documentos da coleção
Responsável (Cargo responsável): Bibliotecário
Executor: Bibliotecário
Frequência /Periodicidade: Anual
Sistema utilizado: Sistema Pergamum / Módulo Relatório
Definição: Avaliação dos títulos disponibilizados no acervo da biblioteca por curso.
Objetivo:Verificar se os títulos disponibilizados estão em conformidade com a bibliografia
básica dos cursos atendidos pela biblioteca.
Descrição:
• Solicitar Ementa do curso a ser avaliado à Coordenação Acadêmica do curso;
• Imprimir relatório do acervo existente relativo ao curso a ser avaliado;
• Comparar se os títulos existentes no acervo contemplam a bibliografia básica contida
na ementa do curso.

Para manter-se a coleção da biblioteca dentro dos padrões mínimos exigidos
pelo MEC não basta ter incluídos no acervo os títulos da bibliografia básica
solicitados pelos cursos da graduação, mas que exista também o mínimo de
exemplares determinados para atender à demanda. No Quadro 6 está apresentado
o indicador a ser empregado para mensurar a quantidade de exemplares.
Quadro 6 – Quantidade de exemplares disponibilizados
Macroprocesso:
Processo:
Sub-processo:
Formação, desenvolvimento e
Formação de desenvolvimento
Avaliação
organização das coleções
de coleções
Indicador: Quantidade de exemplares disponibilizados
Responsável (Cargo responsável): Bibliotecário
Executor: Bibliotecário
Frequência /Periodicidade: Anual
Sistema utilizado: Pergamum módulo Relatório e SIE
Definição: Número de exemplares por título existentes na coleção para consulta e/ou
empréstimo.

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Objetivo: Verificar se o quantitativo de exemplares por título atende os padrões mínimos
exigidos pelo MEC para atender o número de alunos matriculados.
Descrição:
• Por meio de relatórios emitidos pelo Pergamum e SIE inventariar a quantidade de
exemplares existentes por título em comparação ao quantitativo de alunos
matriculados por curso.

Com a utilização destes indicadores será possível “[...] melhorar as políticas
de desenvolvimento de coleções” (LANCASTER, 1996, p.20), não só qualificando,
mas também quantificando o acervo, possibilitando atender um maior número de
usuários. O Quadro 7 apresenta o indicador selecionado para verificar a percepção
do usuário em relação à recuperação do documento no acervo.
Quadro 7 – Indicador Facilidade de acesso ao documento
Macroprocesso:
Processo:
Sub-processo:
Formação, desenvolvimento e
Organização de coleções
Armazenamento
organização das coleções
Indicador: Facilidade de acesso ao documento
Responsável (Cargo responsável): Bibliotecário
Executor: Bibliotecário
Frequência /Periodicidade: Anual
Sistema utilizado: Não se aplica
Definição: Grau de facilidade e/ou dificuldade do usuário na recuperação do documento
desejado.
Objetivo: Verificar o nível de dificuldade dos usuários na recuperação do documento
armazenado no acervo.
Descrição:
• Por meio da pesquisa de opinião, utilizando-se como instrumento de coleta de dados
um questionários distribuído aos usuários com a finalidade de verificar se:
- o catálogo foi eficiente na busca da informação;
- qual o tempo médio na recuperação do documento;
- a sinalização adotada pela biblioteca facilita a recuperação do documento;
- a guarda do documento está correta.

A utilização deste indicador permitirá a biblioteca conhecer as dificuldades
encontradas pelos usuários na recuperação do documento, causadas por uma
sinalização inadequada, por um acervo desorganizado, por qualquer outra causa
apontada pelo usuário, o que permitirá a busca por melhorias a fim de corrigir as
questões apontadas.
Por ser o processo responsável pelo cumprimento da finalidade da biblioteca,
é no serviço de Referência e Informação onde ocorre o contato direto entre a equipe
de funcionários da biblioteca e usuários. Também é de responsabilidade do Serviço
de Referência e Informação capacitar os usuários na utilização dos recursos da
biblioteca. O Quadro 8 apresenta o indicador empregado para verificar o quantitativo
de usuários que recebem treinamento formal, realizado com data pré-estabelecida

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pela Biblioteca, ou informal, destinado àqueles que utilizam a Biblioteca
regularmente, que não foram treinados formalmente, mas que precisam de auxílio
para utilizarem os serviços da biblioteca.
Quadro 8 – Indicador Treinamento de usuários
Processo:
Sub-processo:
Referência e informação
Atendimento ao usuário
Dinamização do uso das coleções
Indicador: Treinamento de usuários
Responsável (Cargo responsável): Bibliotecário
Executor: Bibliotecário
Frequência /Periodicidade: Semestral – Início de cada período
Sistema utilizado: Não se aplica
Definição: Educação formal e informal dos usuários.
Objetivo: Verificar o índice de usuários capacitados para a utilização dos serviços oferecidos
pela biblioteca.
Descrição:
• Anualmente capacitar 50% da clientela de cada BS tomando como referência o
quantitativo de usuários reais.
• Promover: Palestra de apresentação da biblioteca na recepção aos calouros, minicurso para capacitar o usuário na busca e recuperação do documento no acervo,
visita guiada, treinamento na utilização do Portal CAPES.
• Constatar o número de usuários capacitados por meio da inscrição e participação nos
cursos formais realizados, palestras e visita guiada.
Macroprocesso:

As bibliotecas existem com a finalidade de suprir as necessidades
informacionais da comunidade a qual está inserida, independente de sua tipologia.
Para tanto, é de primordial importância conhecer sua capacidade de atendimento,
para que esta possa gerenciar recursos tanto materiais como humanos é necessário
conhecer o quantitativo de clientes atendidos, para isto a biblioteca precisa ter
conhecimento do percentual de usuários reais em relação ao seu potencial. Para
obtenção deste dado será utilizado o indicador referente ao quantitativo de usuários
cadastrados na Biblioteca conforme exposto no Quadro 9.
Quadro 9 – Indicador Inscrição de usuários
Macroprocesso:
Processo:
Sub-processo:
Dinamização do uso das coleções
Circulação
Atendimento ao usuário
Indicador: Inscrição de usuários
Responsável (Cargo responsável): Bibliotecário
Executor: Bibliotecário
Frequência /Periodicidade: Semestral – Final de cada período
Sistema utilizado: Pergamum módulo Relatório e SIE
Definição: Número de usuário cadastrado para utilização dos serviços da biblioteca X
quantitativo de usuário potencial.
Objetivo: Acompanhar o crescimento de usuários.
Descrição: Emitir semestralmente relatório de usuários cadastrados por biblioteca para
acompanhar seu crescimento.

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013
Outro fator determinante em uma gestão é o índice de utilização da coleção
em relação a seu público potencial, pois este se constitui em importante
demonstrativo de sua capacidade. O Quadro 10 expõe o indicador referente a este
fator.
Quadro 10 – Indicador Empréstimo Domiciliar
Macroprocesso:
Processo:
Sub-processo:
Dinamização do uso das coleções
Circulação
Atendimento ao usuário
Indicador: Empréstimo domiciliar
Responsável (Cargo responsável): Bibliotecário
Executor: Bibliotecário
Frequência /Periodicidade: Semestral – Final de cada período
Sistema utilizado: Pergamum módulo Relatório
Definição: Número de material emprestado na modalidade domiciliar à comunidade X
usuários potencial.
Objetivo: Conhecer o índice de utilização do acervo em relação ao usuário potencial.
Descrição:
• Emitir semestralmente relatório de empréstimos domiciliar realizado no período.

Os indicadores propostos foram selecionados por exercerem impacto global
no ambiente de serviços da biblioteca, permitindo uma investigação não só
quantitativa, mas também qualitativa de suas atividades.
6

Conclusão
As mudanças advindas da globalização têm influenciado substancialmente a

forma de gestão da Biblioteca Universitária. Sendo uma organização em constante
crescimento a biblioteca depende, dentre outras exigências, do seu desempenho
organizacional para que este ocorra de forma sustentável.
Partindo desta premissa, o estudo buscou propor um grupo de indicadores
para avaliar o desempenho das Bibliotecas Setoriais da UFAM capaz de auxiliar em
sua gestão, tornando esse processo mais ágil, uma vez que a gestão do Sistema irá
dispor de um instrumento que permitirá a qualificação do gerenciamento de sua
estrutura.
Deve- se ter em mente, que hoje a biblioteca deve ser avaliada em função
dos serviços que presta e não mais por meio da dimensão de suas coleções, sendo
elemento norteador em sua avaliação o que ela faz e não do que ela tem.
Como o SISTEBIB/UFAM não possui um instrumento capaz de avaliar de
forma qualitativa o desempenho de suas atividades, as Bibliotecas Setoriais têm
como prática comum na elaboração de seus relatórios anuais somente compilar
dados, enfocando principalmente o quantitativo, o que não oferece subsídios

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013
concretos com vistas à tomada de decisão que levem a melhoria de seu
desempenho.
Os indicadores apresentados possuem relação direta com o macroprocesso
Atendimento de Usuários por serem estes de competência das Bibliotecas Setoriais.
Deste modo, com a realização deste trabalho foi possível a construção de um
instrumento capaz de medir o desempenho dos serviços oferecidos pelas
Biblioteccas Setoriais bem como o nível de satisfação de seus usuários o que irá
contribuir para que a gestão do Sistema acompanhe se os seus objetivos estão
sendo alcançados ou não, buscando sempre medidas prospectivas para
acompanhar as demandas de seus usuários.

7

Referências

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indicadores de desempenho e padrões de qualidade. 2004. 115f. Dissertação (Mestrado em Sistemas
de Gestão) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2004.
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&lt;http://equinox.dcu.ie/reports/pilist.html#intro&gt;. Acesso em: 25 nov. 2012.
COLETTA, Teresinha das Graças; ROZENFELD, Henrique. Indicadores de desempenho para
bibliotecas universitárias: definições e aplicações sob o ponto de vista da literatura. Perspect. ciênc.
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NINA, Renée Rosanne Vaz. Profissional da informação: o bibliotecário e suas representações
das competências profissionais e pessoais para atuar em bibliotecas. Florianópolis, SC, UFSC,
2006. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – UFSC, Florianópolis, 2006.

ROZADOS, Helen Beatriz Frota. Indicadores como ferramenta para gestão de serviços de
informação tecnológica. Porto Alegre: UFRS, 2004. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) –
UFRS, Porto Alegre, 2004
ROZADOS, H. B. F. Uso de indicadores na gestão de recursos de informação. Revista digital de
biblioteconomia e ciência da informação, v.3, n.1, p.60-76, 2005. Disponível em:
http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/viewarticle.php?id=41&amp;layout=abstract. Acesso em: 10 jul. 2010.
TARAPANOFF, Kira; ARAÚJO JÍNIOR, Rogério Henrique de; CORMIER, Patricia Marie Jeanne.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS. Biblioteca Central. Regimento do Sistema de
Bibliotecas da Universidade do Amazonas. Manaus: UFAM, 1997.

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Indicadores de Desempenho para Bibliotecas Universitárias: o caso do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas</text>
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              <text>Raquel Alexandre de Lira</text>
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              <text>Milene Miguel do Vale</text>
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              <text>Célia Regina Simonetti Barbalho</text>
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              <text>A pesquisa teve como objetivo propor indicadores de desempenho para o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas (SISTEBIB/UFAM). Para uma melhor compreensão do contexto estudado, optou-se pela investigação qualitativa e exploratória. Utilizou-se da revisão bibliográfica para fazer o levantamento dos principais indicadores usados na avaliação das Bibliotecas Universitárias. Com o resultado deste estudo foi possível a construção de um instrumento capaz de medir o desempenho dos serviços oferecidos pelas Bibliotecas Setoriais da UFAM, bem como, o nível de satisfação de seus usuários, o que irá contribuir para que a gestão do Sistema acompanhe se seus objetivos estão sendo alcançados ou não, buscando sempre medidas prospectivas para acompanhar as demandas de seus usuários. </text>
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