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                  <text>Confluências entre a informação ambiental e a Ciência da
Informação para o desenvolvimento sustentável

Cássia Costa Rocha Daniel de Deus (UFRJ) - cassia@eq.ufrj.br
Resumo:
Aborda desenvolvimento sustentável como uma meta a ser alcançada
pela humanidade. Define informação ambiental e explica a sua função elucidatória
para tomada de decisões e mudanças de atitudes dos cidadãos, no atual contexto
da crise ecológica. Aponta os preceitos básicos da Ciência da Informação e ressalta
as suas relações para difusão da informação ambiental.
Palavras-chave: Desenvolvimento sustentável. Informação ambiental. Ciência da Informação.
Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

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�XXV CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO –
FLORIANÓPOLIS, SC, BRASIL, 07 A 10 DE JULHO DE 2013

Confluências entre a informação ambiental e a Ciência da Informação para o
desenvolvimento sustentável

Resumo: Aborda desenvolvimento sustentável como uma meta a ser alcançada
pela humanidade. Define informação ambiental e explica a sua função elucidatória
para tomada de decisões e mudanças de atitudes dos cidadãos, no atual contexto
da crise ecológica. Aponta os preceitos básicos da Ciência da Informação e ressalta
as suas relações para difusão da informação ambiental.
Palavra-chave: Desenvolvimento sustentável. Informação ambiental. Ciência da
Informação.
Área temática: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

1 INTRODUÇÃO
Um dos grandes desafios da sociedade contemporânea é encontrar meios de
crescer economicamente e ao mesmo tempo depredar o mínimo possível à biosfera.
Consta-se um dilema, pois, à medida que os anos passam a população aumenta, e
na mesma proporção o consumo e a produção de novas tecnologias. Esses fatores
incidem diretamente na exploração de recursos naturais e na emissão de gases
poluentes, os mesmos são os principais responsáveis pela crise ecológica, para
conter os seus efeitos torna-se fundamental a adoção de medidas sustentáveis.
De acordo com Bofl (2012) a Organização das Nações Unidas (ONU) define
desenvolvimento sustentável como: “o atendimento das necessidades das gerações
atuais, sem comprometer a possibilidade de satisfação das necessidades das
gerações futuras”. Entretanto, devido aos estudos científicos que preveem a redução
da biodiversidade, mudanças climáticas (desastres naturais), efeito estufa e a falta
de água potável, a viabilização da sustentabilidade é uma meta improvável, no que
tange a exploração do meio ambiente em prol do crescimento econômico.
Por mais complicado que seja equilibrar o desenvolvimento com a preservação
ambiental, essa é a única opção para garantia da qualidade de vida as próximas
gerações, segundo Morin (s.d): “ O provável pode ou não ocorrer, já o improvável é
certo.”’A partir dessa premissa, o desenvolvimento sustentável emerge com uma
solução improvável, no sentido que obrigatoriamente deve ocorrer por mais difícil
que seja.
O desenvolvimento sustentável é fruto de debates que se iniciaram na década
de 60, conforme Machado (2006), o marco de sua concepção foi a Conferência de

�Estocolmo em 1968, com o embate entre a perspectiva ambientalista e
desenvolvimentista. Contudo, o mesmo autor alega que a implementação de
políticas ambientais contundentes, só ocorreu após a fundação Comissão Mundial
sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente (CMMA) em 1983 pela ONU, cuja criação
foi impulsionada pela crise econômica do modelo industrial.
No relatório Relatório Brundtland de 1987, segundo Barbosa (2008), a CMMA
associa o desenvolvimento sustentável a fatores sociais e ecológicos. Verifica-se
que só é possível tentar “equacionar” a degradação do meio ambiente com o
crescimento econômico, a partir de políticas públicas e internacionais, que
proporcionem condições igualitárias de direitos básicos (luz, água, alimento,
educação e etc.) e deveres ambientais (emissão de gás carbônico, desmatamento,
uso de energias limpas e etc.) por parte dos países desenvolvidos e em
desenvolvimento.
Salvaguardando as divergências políticas e realidades econômicas distintas,
percebe-se que a preservação ambiental é responsabilidade de toda a humanidade.
Entretanto, para não se tornar apenas uma meta é necessário estabelecer diálogos
que envolvam todas as instâncias políticas e sociais, assim como promover uma
reflexão social sobre as consequências da interferência do homem na natureza e o
estabelecimento medidas práticas em prol da preservação.
Nesse contexto, o presente trabalho visa abordar a importância da informação
ambiental

como

elemento

elucidador

para

efetivação

do

desenvolvimento

sustentável, sobretudo, apontar as confluências com a Ciência da Informação, ou
seja, como essa área pode contribuir de forma incisiva para o tratamento e
divulgação da informação ambiental.

2 INFORMAÇÃO AMBIENTAL

A informação ambiental consiste em um tipo específico de informação,
segundo Targino (1994), pode ser definida como: “... dados, informações,
metodologias e processos de representação, reflexão e transformação da realidade,
os quais facilitam a visão holística do mundo e, ademais, contribuem para a
compreensão, análise e interação harmônica dos elementos naturais, humanos e
sociais”.

2

�Deriva-se da informação, que por ser complexa possuí várias definições, para
Capurro (2007, p. 151) “... o uso ordinário como o termo informação pode ter
significados diferentes...”,. já para Morin (1991 apud BRAGA, 1995) configura-se
como “... uma noção nuclear, mas problemática. Daí, toda a sua ambigüidade: não
se pode dizer quase nada sobre ela, mas não se pode passar sem ela”. Corrobora
para esta compreensão, Floridi (2010, p. 40), ao afirmar que “é vital dar-se conta de
que não existe uma teoria unificada da informação”.
Mesmo que não haja um consenso sobre o que é informação, é perceptível
que ela permeia a maior parte das atividades individuais e coletivas, assim como
promove a mudança na realidade a qual está inserida. Essas afirmações são
fundamentadas nas características apontadas por Braga (1995), Pinheiro e Loureiro
(1995), entre elas destacam-se: a informação como redução de incertezas, matéria
prima do conhecimento e utilidade pública.
Devido ao vinculo com a informação, as características elencadas se refletem
na informação ambiental. A mesma desempenha um papel crucial na tomada de
decisões que perpassa os governantes, empresários, cientistas e cidadãos, pois,
esclarece sobre os impactos da atividade humana na natureza, gera reflexões e
respalda atitudes de abrangência complexa à simples, como a construção de uma
hidroelétrica na Amazônia até a coleta seletiva do lixo em uma empresa ou
condomínio.
Nessa perspectiva, a informação ambiental está associada “... a mudança de
condutas e comportamentos, tendo papel fundamental na preservação ambiental,
como subsídio para nossa ação no mundo, contribuindo para a diminuição de
incertezas diante do meio ambiente.” (FREIRE; ARAÚJO, 1999). Logo, constituí-se
como insumo básico, para formação do conhecimento do individuo acerca da
sustentabilidade e suas implicações cotidianas e futuras.
Assim, o acesso à informação ambiental deve ser encarado como uma
questão de utilidade publica, pois, por meio e através dela será possível estabelecer
mudanças socioeconômicas e ambientais, em âmbito: local, regional e mundial.
Entretanto, a sua propagação é limitada, de acordo com Gonzáles de Gómez (1999),
“circularia em esferas especializadas ampliadas, não se conectando com as
populações atingidas pelos problemas ambientais.”.
Essa observação foi realizada anteriormente por Albagli (1995):

3

�O domínio de informações sobre as condições ambientais e sobre os
recursos naturais das diferentes partes do planeta e, especialmente, o
acesso aos novos conhecimentos científicos e tecnológicos necessários à
proteção do meio ambiente e ao seu aproveitamento econômico e social
tornam-se mais restritos, constituindo objeto de disputa política
internacional, em razão do caráter estratégico que assumem em termos
ecológicos, políticos e comerciais.

Diante desse quadro, constata-se que informação ambiental está atrelada ao
poder ecológico, político e comercial, entretanto, no atual contexto da crise ecológica
se trata de uma questão de interesse da humanidade, pois, está relacionada à
redução dos impactos socioambientais em escala global. De acordo com Albagli
(1995), “a chamada informação ambiental, constituí um elemento chave no modelo
de desenvolvimento sustentável”.
A partir dessa afirmação, Albagli (1995) aponta os três princípios ligados à
informação ambiental em um diagrama, o mesmo foi adaptado com a representação
do universo do desenvolvimento sustentável, como consta na figura abaixo:
Figura 1- Informação ambiental e seus princípios no contexto do desenvolvimento sustentável

Fonte: adaptado de Albagli (1995)

No universo do desenvolvimento sustentável, a informação ambiental é o
subsídio que rege os princípios da descentralização, eficácia e da diversidade.
Respectivamente: o seu uso por diferentes atores sociais estabelece diálogos,
responsabilidades e atuação em parceria; a redução da exploração de recursos
naturais e a potencialização da diversidade de mercados, recursos e capital humano
local.
Outros motivos para a disseminação da informação ambiental ser restrita são
explicitados por Vieira (1990, apud CARIBÉ, 1992), além do caráter estratégico já
mencionado, ressaltam-se os pontos reescritos abaixo:

4

�O desenvolvimento da produção e a urgência da demanda por informação
ambiental

pelos tomadores de decisão social (governantes, autoridades

publicas e cientistas);
Parte das informações ambientais geradas e coletadas, nos âmbitos
governamentais e empresariais ainda na foram compiladas em documentos
de acesso aberto;
A falta de conhecimento das fontes de informação geradoras de dados
ambientais;
Número reduzido de fontes de informação (obras de referência, artigos de
revisão de literatura, sites entre outros) que indiquem informações publicadas.
Todos esses fatores evidenciam a carência e a importância de se instituir uma
política de acesso à informação ambiental, que abarque os órgãos competentes e
instâncias políticas responsáveis por sua produção, sobretudo a sociedade, essa
deve contribuir para amenização da crise ecológica, através da coleta seletiva do
lixo, consumo de produtos certificados com selos de sustentabilidade, economia de
energia elétrica, troca de carburador poluente, entre outras atitudes positivas, que
são impulsionadas pelo acesso a informação ambiental.
Nesse contexto, segundo Barreto (1999), “... a informação fica qualificada
como um instrumento modificador da consciência do homem e de seu grupo social.”,
para transformar a realidade “... os cidadãos e as instituições da sociedade
demandam informações para que possam agir e participar mais ativamente.”
(VASCONCELOS, 1998 apud TAVARES, FREIRE, 2004). Portanto, a informação
ambiental é crucial para mobilização social em prol do desenvolvimento sustentável.
Devido a sua importância, após a Conferência de Estocolmo (1972), mais
tentativas surgiram para difundi-la e organizá-la de forma sistemática. Segundo
Mueller (1992), o Escritório de Estatística das Nações Unidas indicou quatro
categorias de informação ambiental em 1989:
Atividades e eventos que causam pressão ambiental
Impactos ambientais dessas pressões;
Reação da sociedade a tais impactos;
Informações de referência e de caráter auxiliar.
Essas podem ser relacionadas aos três tipos de demanda informacional
abordadas por Barreto (1999), que são: demanda básica, demanda contextual e

5

�demanda reflexiva, as associações encontram-se sintetizadas no quadro abaixo,
acrescidas de explicações:
Quadro1 - Relação das demandas com categorias da informação ambiental

Demandas Informacionais

Conceito

Demanda básica

Necessidades básicas de
informação do indivíduo no
exercício de sua cidadania

Demanda contextual

Necessidade corrente de
informação para que o
indivíduo possa permanecer
e se manter em seus
espaços de convivência

Demanda reflexiva

Demanda por informação
que induz o pensar, a
pesquisa, o inovar.

Informação Ambiental
(categorias)
Informações de referência e
de caráter auxiliar.
Informações que são fruto do
impacto ambiental (preço do
gás natural, conta de luz,
mudança na vistoria dos
carros e etc.. .
Atividades e eventos que
causam pressão ambiental.
Informações ambientais que
orientem nas decisões e
implantação
de
medidas
sustentáveis, em diversos
ambientes
(empresas,
escolas, bibliotecas, etc..).
Assim como o esclarecimento
sobre atividades de risco
ambiental que precisam ser
evitadas.
Impactos ambientais dessas
pressões
e
reação
da
sociedade a tais impactos.
A partir das analises e
reflexão dessas informações
ambientais
é
possível
produzir outras informações,
além de criar políticas e
tecnologias sustentáveis.

Fonte: A autora (2013)

Verifica-se a importância da informação ambiental para o desenvolvimento
sustentável, entretanto, devido a sua dispersão em diversas fontes de informação
torna-se fundamental a sua organização, recuperação e divulgação. A Ciência da
Informação é uma área que pode contribuir com estudos nesse sentido.

3 INFORMAÇÃO AMBIENTAL E A CIENCIA DA INFORMAÇÃO: confluências
A informação ambiental caracteriza-se por ser um elemento interdisciplinar,
devido à abrangência dos assuntos relacionados ao meio ambiente e das
colaborações estabelecidas entre as diversas áreas do conhecimento, para abordar

6

�a crise ecológica por meio de pesquisas sociais, econômicas, filosóficas e
ambientais, além da criação de tecnologias sustentáveis.
Caribé (1992) aponta essa questão ao afirmar que a temática ambiental:
leva em consideração conceitos científicos, sociais, religiosos e filosóficos,
inclui valores políticos e econômicos e discute conceitos das ciências físicas
e biológicas. Os assuntos de meio ambiente estão ligados à área científica,
médica e de engenharia [...] Para se desenvolver qualquer estudo
sistemático na área, são necessários parâmetros e conceitos pertencentes a
várias ramificações da ciência e tecnologia.

Segundo Somerville (apud CARIBÈ 1992), é evidente a fragmentação e
dispersão das informações ambientais em uma gama de instituições, logo, são
publicados diversos documentos que são difíceis de serem localizados com eficácia
e rapidez.
Nesse contexto, é extremamente importante a consolidação e recuperação
das informações produzidas por diferentes órgãos, que precisam ser compartilhadas
e divulgadas

para mudança de atitudes e tomada de decisões sustentáveis.

Verifica-se que a Ciência da Informação pode contribuir para a solução desse
desafio.
A informação ambiental deriva-se da informação, que é o instrumento da
Ciência da Informação. Conforme esclarece Pinheiro e Loureiro (1995), a
perplexidade dessa área reside na multidimensionalidade do seu objeto de estudo: a
informação, que possui natureza complexa e está associada a diversos campos da
ciência.
Esse fator confere o valor interdisciplinar da Ciência da Informação, o mesmo
está inserido na definição da área por Borko (1968): “... é uma ciência interdisciplinar
derivada e relacionada com a matemática, a lógica, a lingüística, a psicologia, a
tecnologia de computadores, a pesquisa operacional, as artes gráficas, as
comunicações, a biblioteconomia, a administração e assuntos correlatos”.
A partir da perspectiva interdisciplinar, é possível identificar duas ramificações
da Ciência da Informação que a vincula a diversas áreas do conhecimento,
apontadas por Pinheiro (2009), como documentação e recuperação da informação.
“Na primeira o que importa é o registro do conhecimento científico, a memória
intelectual da civilização e, no segundo, as tecnologias de informação”.
Essas estabelecem o elo de atuação da área na propagação da informação
ambiental, que abrange, sobretudo, duas vertentes: recuperação e divulgação,
ambas estão relacionadas ao que Borko (1968 apud SARACEVIC, 1996) descreve
7

�sobre os conhecimentos inerentes a Ciência da Informação: “A CI está ligada ao
corpo de conhecimentos relativos a origem, coleta, organização, estocagem,
recuperação, interpretação, transmissão e uso de informação.”.
Os conhecimentos elencados estão relacionados à noção de informação da
área, explicitada por Braga (2012): “Na Ciência da Informação, a noção de
informação em princípio está situada no contexto de atividades e interesses como
acesso à informação, transmissão ou divulgação da informação, organização da
informação, recuperação da informação, gestão da informação, processamento
inteligente e eficiente da informação”.
No contexto da informação ambiental, a recuperação incluí as fases de
compilação dos documentos, representação das informações, através de estruturas
semânticas específicas para área, como os vocabulários controlados e os tesauros,
até os meios de processá-la com o uso de ferramentas tecnológicas que otimizem o
seu acesso. A divulgação está associada aos estudos das necessidades
informacionais nos diversos setores sociais e a veiculação das informações
ambientais de forma compreensível por todos os seus expectadores, ou seja,
usuários.
Deve-se destacar o papel social do acesso a informação ambiental, pois, ela
pode gerar atitudes sustentáveis por parte de toda a sociedade, independente da
idade e posição social. Por esse motivo, a sua divulgação é imprescindível. Um
exemplo prático da transmissão de informações ambientais foi a participação do
Instituto Brasileiro de Ciência da Infomação (IBICT) no envento paralelo da
Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20)
denominado: Pop Ciência na Rio+20.
O objetivo do mesmo foi de popularizar a Ciência através da participação de
50 instituições, que desenvolveram atividades voltadas para toda a população sobre
os temas abordados na Rio+20, de acordo com site da organização a entrada foi
gratuita e ocorreu no Armazém 4 do Cais do Porto do Rio de Janeiro. No evento o
IBICT foi representado pelo CanalCiência, segundo Pinheiro (2009):
O CanalCiência é um portal de divulgação científica do IBICT cujo objetivo
principal é divulgar as pesquisas científicas brasileiras relevantes,
desenvolvidas em universidades, centros e instituições de pesquisa, em
áreas prioritárias na Ciência, Tecnologia e Inovação. [...], desde a sua
criação participa de Semanas Nacionais de Ciência e Tecnologia,
promovidas pelo MCT, quando divulga o Portal e seus serviços, procurando
levá-los até as Escolas ...

8

�Segundo o Núcleo de Comunicação do IBICT, o CanalCiência promoveu
oficinas pedagógicas sobre o escopo da divulgação científica à competência em
informação, que trataram sobre os temas da educação ambiental, mudanças
climáticas, lixo e reciclagem, floresta e biodiversidade, entre outros, além de
distribuir um marcador de livro no formato de régua em material de PVC, cuja
concepção foi atrelada a mensuração das marcas que o homem deixa no meio
ambiente.
Sob a ótica ambiental o CanalCiência se constituí em uma importante fonte de
informação para esclarecimento sobre os efeitos da crise ecológica e de como a
população, sobretudo os jovens, podem contribuir para preservação do planeta.
Contudo, é apenas um exemplo prático, de como a Ciência da Informação pode
atuar em prol do desenvolvimento sustentável, através da divulgação científica.
Deve-se pensar em outras possibilidades, por meio de outros programas, produtos e
serviços de informação ambiental, para incentivar o consumo consciente e
consequentemente promover a sustentabilidade.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em meio à crise ecológica, o desenvolvimento sustentável por mais
improvável que seja, porque está na contramão da direção econômica capitalista, é
apontado como uma solução pelas autoridades mundiais. O mesmo gera debates
entre as instâncias políticas e sociais desde a Convenção de Estocolmo em 1968.
Entretanto, o diálogo e o estabelecimento de metas são importantes, mas sem a
prática não há solução.
Para efetivar o desenvolvimento sustentável é necessário que todos os
países se comprometam com a responsabilidade socioambiental, que deve ser
expressa através de acordos, e principalmente com ações sustentáveis, como a
adoção de políticas públicas que proporcionem as condições básicas de
sobrevivência para todos os indivíduos e o acesso as informações ambientais, para
incentivar o emprego de atitudes salutares.
Destaca-se que a adoção de medidas ecológicas é um compromisso de todo
cidadão para com a preservação do planeta, caso contrário, a sustentabilidade será
apenas uma ideologia, pois, as condições atuais e futuras de satisfação da

9

�sociedade serão gravemente afetadas. Por esse motivo, é preciso ocorrer à
mudança de visão de mundo.
A mudança de visão de mundo está associada ao modo como o homem se
relaciona com a natureza, tratada por anos como um substrato do modelo de
produção econômico. Essa concepção é errônea, pois, renega a ligação do homem
com o seu habitat. Deve-se reconhecer a natureza como parte integrante e
necessária a sobrevivência da humanidade. O homem vai aprender a valorizá-la
adequadamente

e

saber

quais

medidas

deve

tomar

para

promover

a

sustentabilidade, à medida que tiver mais acesso as informações ambientais de
forma clara e objetiva.
Nesse contexto, como já foi mencionado anteriormente, a Ciência da
Informação pode contribuir com estudos teóricos no que tange ao registro,
recuperação e fluxo das informações ambientais, além de atuar no esclarecimento
da sociedade civil acerca da crise ecológica e de incentivar a prática de atitudes
sustentáveis, através da divulgação científica. Portanto, os profissionais da área
podem e devem desenvolver cada vez mais pesquisas sobre a temática ambiental,
para impulsionar o desenvolvimento sustentável, que visa o bem estar coletivo.

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12

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                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
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                <text>Florianópolis/SC</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Confluências entre a informação ambiental e a Ciência da Informação para o desenvolvimento sustentável</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade - Trabalho científico</text>
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              <text>Aborda desenvolvimento sustentável como uma meta a ser alcançadapela humanidade. Define informação ambiental e explica a sua função elucidatóriapara tomada de decisões e mudanças de atitudes dos cidadãos, no atual contextoda crise ecológica. Aponta os preceitos básicos da Ciência da Informação e ressaltaas suas relações para difusão da informação ambiental. </text>
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