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                  <text>Checklist para bibliotecas: um instrumento de acessibilidade para
todos

Tamini Farias Nicoletti (FEE) - tamini@fee.tche.br
Eliane Lourdes da Silva Moro (UFRGS) - eliane_moro@yahoo.com.br
Lizandra Brasil Estabel (IFRS-Câmpus POA) - lizandra.estabel@poa.ifrs.edu.br
Resumo:
Este estudo busca verificar quais critérios de acessibilidade devem constar em um
instrumento (checklist) de avaliação para o atendimento às necessidades de todos ao acesso e
uso de bibliotecas. Apresenta como objetivo principal a criação de um instrumento de
avaliação da acessibilidade para bibliotecas. O referencial teórico compreende aspectos gerais
de temas como acesso à informação e inclusão social, bibliotecas e acessibilidade. O estudo
realizado é do tipo exploratório-descritivo com uma abordagem qualitativa. A coleta dos dados
foi realizada através da análise de documentos oficiais e técnicos relacionados com a
acessibilidade. Os dados coletados e analisados durante a pesquisa resultaram em um
instrumento de avaliação, estruturado em oito categorias de acessibilidade que compreende a
arquitetônica, mobiliário e equipamentos, comunicacional, informacional, metodológica,
instrumental, programática e atitudinal. O instrumento elaborado, produto deste estudo,
constitui-se, assim, de uma compilação de critérios identificados na análise documental e
transformados em questões diretas para o contexto das bibliotecas. Por fim, o estudo
apresenta considerações sobre o instrumento e aponta o bibliotecário como principal agente
da acessibilidade nas bibliotecas para o atendimento às necessidades de pessoas com
deficiência no acesso e no uso dos serviços da biblioteca.
Palavras-chave: Acesso à informação. Bibliotecas. Acessibilidade. Pessoas com deficiência.
Checklist.
Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Checklist para bibliotecas:
um instrumento de acessibilidade para todos

Resumo:
Este estudo busca verificar quais critérios de acessibilidade devem constar em um
instrumento (checklist) de avaliação para o atendimento às necessidades de todos
ao acesso e uso de bibliotecas. Apresenta como objetivo principal a criação de um
instrumento de avaliação da acessibilidade para bibliotecas. O referencial teórico
compreende aspectos gerais de temas como acesso à informação e inclusão social,
bibliotecas e acessibilidade. O estudo realizado é do tipo exploratório-descritivo com
uma abordagem qualitativa. A coleta dos dados foi realizada através da análise de
documentos oficiais e técnicos relacionados com a acessibilidade. Os dados
coletados e analisados durante a pesquisa resultaram em um instrumento de
avaliação, estruturado em oito categorias de acessibilidade que compreende a
arquitetônica, mobiliário e equipamentos, comunicacional, informacional,
metodológica, instrumental, programática e atitudinal. O instrumento elaborado,
produto deste estudo, constitui-se, assim, de uma compilação de critérios
identificados na análise documental e transformados em questões diretas para o
contexto das bibliotecas. Por fim, o estudo apresenta considerações sobre o
instrumento e aponta o bibliotecário como principal agente da acessibilidade nas
bibliotecas para o atendimento às necessidades de pessoas com deficiência no
acesso e no uso dos serviços da biblioteca.
Palavras-chave: Acesso à informação. Bibliotecas. Acessibilidade. Pessoas com
deficiência. Checklist.
Área temática: III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

1 INTRODUÇÃO

O acesso à informação é um direito constitucional em nosso país, pois
propicia desenvolvimento social, intelectual e econômico, além de ser fundamental à
formação da cidadania e do senso crítico das pessoas. Contudo, o formato
inadequado da informação frente às necessidades especiais dos indivíduos a torna
inacessível. Assim, as pessoas com deficiência se deparam com vários obstáculos
na arquitetura das unidades de informação, nos suportes, formatos e instrumentos
de informação, bem como nas políticas e atitudes de bibliotecários e auxiliares,
dificultando o acesso e o uso da informação em bibliotecas.

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No Brasil, um número considerável de cidadãos apresenta algum tipo de
deficiência, definitiva ou temporária, seja física, mental, intelectual ou sensorial.
Entre estes, encontram-se as pessoas com limitação física ou mobilidade reduzida,
como, por exemplo, pessoas em cadeiras de rodas e usuários de bengalas; com
limitação visual parcial e total, como as pessoas cegas e com baixa visão; com
limitação auditiva total e parcial; além dos idosos, os doentes crônicos, as gestantes
e as pessoas que apresentam medidas antropométricas extremas, como obesidade,
estatura muito alta ou muito baixa. Esses cidadãos formam um grande grupo de
Pessoas com Necessidades Especiais (PNEs) para exercer seu direito de ir e vir e
mais do que isso, seu direito de interagir com os demais. Especialmente no que se
refere ao acesso à informação, percebe-se, por vezes, que essas pessoas se
encontram em condições de desigualdade em comparação com as pessoas sem
nenhum tipo de limitação. O último censo (INSTITUTO BRASILEIRO DE
GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 2010) do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) aponta um número superior a 45 milhões de brasileiros com
deficiência, por isso a importância em buscar

[...] uma sociedade que aceita os diferentes e que cresce com as
diferenças, uma sociedade inclusiva, sem miséria, sem injustiça,
sem exploração social e econômica, sem marginalização social, uma
sociedade sem exclusão. Exclusão significa estar à margem, sem
possibilidade de participação, seja na vida social como um todo, seja
em algum de seus aspectos, seja no acesso à informação. (MORO;
ESTABEL, 2011)1.

Com vistas a tornar a acessibilidade um direito de todos os cidadãos, a
legislação brasileira apresenta quantidade significativa de leis, decretos, portarias e
normas reguladoras que prescrevem a acessibilidade. Contudo, no contexto das
bibliotecas, o profissional da informação carece de um instrumento de ordem prática
que permita, ao mesmo tempo, avaliação e promoção da acessibilidade eliminando
as barreiras existentes. Esta carência é atribuída, principalmente, ao número ínfimo
de estudos sobre a questão da acessibilidade no contexto de bibliotecas e à

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Documento eletrônico.

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inexistência de um instrumento validador para o atendimento às necessidades de
todos ao acesso e uso de bibliotecas.
Este estudo apresenta como objetivos específicos identificar documentos
oficiais e técnicos relacionados à acessibilidade em bibliotecas; analisar os
documentos oficiais e técnicos identificados; selecionar critérios para avaliação da
acessibilidade para todos em bibliotecas a partir dos documentos analisados; e criar,
a partir dos critérios selecionados, um instrumento (checklist) para a avaliação da
acessibilidade para todos em bibliotecas e, como produto, a construção de um
checklist de avaliação para o atendimento às necessidades de acessibilidade de
todos os cidadãos ao acesso e uso de bibliotecas.

2 ACESSO À INFORMAÇÃO E À INCLUSÃO SOCIAL

O acesso à informação é fator determinante para o desenvolvimento da
sociedade, seja na perspectiva social, econômica ou política. Nesse sentido, o
exercício da cidadania é condicionado ao acesso à informação, visto que o cidadão
dever ter pleno conhecimento dos seus direitos e deveres para assim, exercê-los.
Corroborando com esta afirmativa, Ribas e Ziviani (2007, p. 50, grifo nosso) afirmam
que
[...] o acesso à informação é condição fundamental para o
desenvolvimento da cidadania, um pré-requisito para os direitos
civis, políticos e sociais, uma vez que é por meio da conscientização
desses direitos, pela tomada de consciência dos indivíduos, que o
Brasil conseguirá se tornar uma sociedade mais inclusiva.

Uma sociedade inclusiva não se restringe à inclusão econômica dos cidadãos
como comumente se pensa ao abordar o tema da inclusão social, mas no sentido
amplo do exercício da cidadania. Assim, uma sociedade inclusiva não é aquela que
apenas subsidia os excluídos, mas cria as possibilidades para que estes sejam
incluídos e se mantenham inseridos de forma autônoma e digna.
Na atual conjuntura a informação é global, perpassa qualquer barreira política
e geográfica, e essa condição se deve, principalmente, mas não unicamente, às
mudanças na área tecnológica, mais especificamente na área da informática, e do
uso em massa da rede mundial de computadores – a Internet. Se em tempos
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passados a força que movia o mundo era o “vapor”, hoje, o que move,
indiscutivelmente, é a informação. O volume, a rapidez e a qualidade da informação
lhe agregam valor de mercadoria indispensável em nosso cotidiano e no exercício
da cidadania.
O espaço de acesso à informação, nos diferentes suportes e formatos, entre
outros, se realiza na biblioteca que deve ser acessível para todos os cidadãos
atendidos em suas necessidades de busca e mediados pelo bibliotecário.

A formação do profissional bibliotecário, nesse contexto, passa pela
necessidade de apropriação de embasamento teórico específico,
pela reflexão sobre a atuação profissional e pela disposição de tornar
a informação acessível para todos, em busca de uma ação inclusiva
mais efetiva e humanizada diante das demandas que se apresentam
e na gestão de bibliotecas. A biblioteca acessível se caracteriza em
disponibilizar a informação e a acessibilidade para as PNEs em um
processo de inclusão e de cidadania através das Tecnologias de
Informação e de Comunicação (TICs) acessíveis. (MORO;
ESTABEL, 2012).2

As bibliotecas, enquanto centros de informação sem fins lucrativos, que
organizam e disponibilizam acervos, se apresentam como ferramenta para a
promoção da inclusão social de grande parte dos cidadãos.

Nesse sentido, na atuação profissional, os bibliotecários devem estar
preparados e sensibilizados, devem ter competência para atuar na
diversidade, conhecer as possibilidades de aprendizagem e assumir
a função de mediadores no processo de inclusão e de acessibilidade
das PNEs no espaço da biblioteca, das redes sociais e da
sociedade.(MORO; ESTABEL, 2012).3

Cada tipo de biblioteca apresenta características particulares que as
diferenciam das demais como a instituição mantenedora, missão e objetivos e, a
partir dessas características delineia-se o acervo, as fontes de informação e o tipo
de usuário. Assim considerando a diversidade humana e a necessidade de inclusão
de todos através do acesso e uso da informação, é fundamental perceber a questão
da acessibilidade e propiciar bibliotecas acessíveis aos cidadãos.

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Documento eletrônico.
Documento eletrônico.

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3 A ACESSIBILIDADE, A LEGISLAÇÃO E A NORMATIZAÇÃO NO BRASIL

A questão da acessibilidade é extremamente importante, pois sempre
existiram pessoas com algum tipo de necessidade especial, contudo, a preocupação
em permitir a inclusão destas de forma segura, autônoma e digna é relativamente
recente, tornando-se evidente apenas no último século.
Segundo Sassaki (2006)4, o termo “acessibilidade” tem origem com o
surgimento dos serviços de reabilitação física e profissional no final da década de
40, sendo utilizado, fundamentalmente, “[...] para designar a condição de acesso de
pessoas com deficiência.” Contudo, o conceito de acessibilidade não se restringe ao
acesso físico de espaços internos e externos, mas a vários aspectos relacionados e
interdisciplinares.
O Artigo 2º da Lei Federal n. 10.098 de 19 de dezembro de 2000 (BRASIL,
2000), define acessibilidade como a

[...] possibilidade e condição de alcance para utilização, com
segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos
urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios
de comunicação, por pessoa portadora de deficiência ou com
mobilidade reduzida.

A NBR 15599 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2OO8,
p. 2), acrescenta a esse conceito a possibilidade e condição de alcance para
utilização de produtos e serviços por pessoa com deficiência.
Assim, verifica-se claramente a evolução da percepção da questão da
acessibilidade nas últimas décadas, perpassando a arquitetura, abrangendo os
produtos e serviços, considerando toda a gama de limitações que as pessoas
podem apresentar.
Consoante, Melo (2006, p. 17, grifo nosso), declara:

É bastante comum associá-la [a acessibilidade] primeiramente ao
compromisso de melhorar a qualidade de vida dos idosos e de
pessoas com deficiência (ex. perceptual, cognitiva, motora e
múltipla), uma vez que essas pessoas, em geral, sofrem impacto
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Documento eletrônico.

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direto da existência de barreiras nos vários ambientes, produtos e
serviços que utilizam. Entretanto, acessibilidade ou possibilidade
de alcance aos espaços físicos, à informação, aos instrumentos
de trabalho e estudo, aos produtos e serviços diz respeito à
qualidade de vida de todas as pessoas.

Assim, atentar para a acessibilidade de PNEs, reconhecendo e valorizando a
diversidade das pessoas, é condição básica para a inclusão de todos sem
discriminação. Nesse sentido, Vivarta (2003 apud Sassaki, 2006, p. 24)5 afirma que
para uma sociedade acessível é preciso verificar sua adequação de acordo com seis
quesitos básicos:
• Acessibilidade arquitetônica: não há barreiras ambientais físicas
nas casas, nos edifícios, nos espaços ou equipamentos urbanos e
nos meios de transporte individuais ou coletivos.
• Acessibilidade comunicacional: não há barreiras na
comunicação interpessoal (face-a-face, língua de sinais), escrita
(jornal, revista, livro, carta, apostila, incluindo textos em braile, uso
do computador portátil) e virtual (acessibilidade digital).
• Acessibilidade metodológica: não há barreiras nos métodos e
técnicas de estudo (escolar), de trabalho (profissional), de ação
comunitária (social, cultural, artística etc.) e de educação dos filhos
(familiar).
• Acessibilidade instrumental: não há barreiras nos instrumentos,
utensílios e ferramentas de estudo (escolar), de trabalho
(profissional) e de lazer ou recreação (comunitária, turística ou
esportiva).
• Acessibilidade programática: não há barreiras invisíveis
embutidas em políticas públicas (leis, decretos, portarias) e normas
ou regulamentos (institucionais, empresariais etc.).
• Acessibilidade atitudinal: não há preconceitos, estigmas,
estereótipos e discriminações. (grifo nosso).

Os quesitos apontados por Sassaki permitem uma visão ampla sobre os
quesitos em acessibilidade que podem ser utilizados como critérios básicos de
verificação da acessibilidade em contextos diversos.
Com o objetivo de permitir a real inclusão de PNEs, a questão da
acessibilidade vem sendo discutida por diferentes segmentos da sociedade. Para
tanto, organizações nacionais e mundiais já se reuniram em torno do tema,

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VIVARTA , Veet (Coord.). Mídia e Deficiência. Brasília: Andi; Fundação Banco do Brasil,
2003. (Série Diversidade).

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discutindo soluções, firmando compromissos e metas, além disso, diversos países
vêm desenvolvendo legislação e normas próprias nesse sentido.
O Brasil apresenta-se bem desenvolvido no que tange à legislação sobre a
acessibilidade de pessoas com deficiência em comparação com outros países em
desenvolvimento. Assim, o Decreto n. 5.296 de 2 de dezembro de 2004 (BRASIL,
2004) constitui um dos documentos mais importantes nesse sentido, pois
regulamentou a Lei Federal n. 10.098/2000 e a Lei Federal n. 10.048/2000.
Conforme Carletto e Cambiaghi ([2008], p. 25), este decreto “[...] forneceu elementos
técnicos e estipulou prazos para que vias públicas, estacionamentos, edifícios
públicos e privados atendam o Desenho Universal, ou seja, se adequem às
necessidades inclusive das pessoas com deficiência.”
A Lei Federal n. 10.098 (BRASIL, 2000) de 19 de dezembro de 2000,
conhecida como a Lei de Acessibilidade, merece destaque, pois, estabelece normas
gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras
de deficiência ou com mobilidade reduzida. Para tanto, determina a supressão de
barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na
construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.
No que se refere aos normativos que abordam a acessibilidade de pessoas
com deficiência, o Brasil apresenta documentos pontuais que dispõem sobre a
questão da acessibilidade no contexto educacional, visto a importância do acesso à
educação para a inclusão das PNES. Assim, o Ministério da Educação (MEC)
assinou em 2 de dezembro de 1999, a Portaria n. 1.679 (BRASIL, 1999), que
discorre sobre os requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência
com o objetivo de instruir os processos de autorização e de reconhecimento de
cursos, bem como de credenciamento de Instituições de Ensino Superior (IES) em
âmbito nacional.
Além das portarias, a Lei Federal n. 10.172 de 9 de janeiro de 2001 (BRASIL,
2001) que aprova o Plano Nacional de Educação e estabelece a integração de
pessoas com deficiência no sistema de ensino regular, determina a adequação do
espaço escolar, de seus equipamentos e materiais pedagógicos, bem como a
qualificação dos professores e demais profissionais envolvidos, propondo uma
escola inclusiva e aberta à diversidade dos alunos.
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Quanto às normas, o Brasil dispõe de um conjunto delas voltadas à questão
da acessibilidade de pessoas com deficiência, contudo, apenas duas se relacionam
diretamente ao acesso e uso de bibliotecas: a NBR 9050 – Acessibilidade a
Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos e a NBR 15599
Acessibilidade - Comunicação na prestação de serviços.
A NBR 9050 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004),
criada em 1985, constitui a primeira norma técnica brasileira relativa à acessibilidade
e estabelece critérios e parâmetros técnicos que devem ser observados tanto no
projeto, construção, instalação quanto na adaptação de edificações, mobiliários,
espaços e equipamentos urbanos, a fim de garantir condições de acessibilidade.

[...] visa proporcionar à maior quantidade possível de pessoas,
independentemente de idade, estatura ou limitação de mobilidade
ou percepção, a utilização de maneira autônoma e segura do
ambiente, edificações, mobiliário, equipamentos urbanos e
elementos. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,
2004, p.1).

Embora forneça subsídio para a promoção da acessibilidade, a NBR 9050
não contempla o universo de limitações que os indivíduos podem apresentar.
A NBR 15599 se diferencia da NBR 9050, pois fornece diretrizes que
promovem a acessibilidade especificamente na prestação de serviços, assim, “[...]
destina-se ao uso pelos prestadores de serviço que buscam o atendimento à
demanda das pessoas com dificuldades na comunicação, potencial mercado, e a
legislação pertinente em vigor.” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS, 2008, p. v).
Para projetar ou adaptar ambientes, produtos e serviços a fim de torná-los
acessíveis, não basta considerar apenas as normas de acessibilidade e a legislação
em vigor. Para incluir, atendendo ao maior número de possível de pessoas, é
fundamental pensar a acessibilidade sob a luz do Desenho Universal.

4 METODOLOGIA
O estudo realizado apresenta caráter exploratório-descritivo com o objetivo de
identificar os critérios de acessibilidade que devem constar em um instrumento de
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avaliação para o atendimento às necessidades de todos os cidadãos ao acesso e
uso de bibliotecas. A abordagem do estudo se caracteriza como qualitativa, pois os
dados coletados foram prioritariamente descritivos, obtidos através da seleção e
análise de documentos relacionados aos quesitos de acessibilidade em bibliotecas.
Os documentos selecionados para o estudo, foram do tipo oficial, como leis,
decretos, portarias e resoluções vigentes, e do tipo técnico, como normas e livrostextos publicados nos últimos dez anos. Assim, os documentos que mais
contribuíram para a determinação dos critérios de acessibilidade do checklist foram
a NBR 9050 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004), a NBR
15599 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2008) e o livro
Acessibilidade: discurso e prática no cotidiano das bibliotecas (PUPO et al, 2006).
A coleta de dados ocorreu em duas etapas. Na primeira foi realizado um
levantamento bibliográfico específico a fim de identificar documentos oficiais e
técnicos relacionados à acessibilidade em bibliotecas. Na segunda etapa foi
realizada a análise dos documentos selecionados a fim de identificar os critérios de
acessibilidade que iriam compor o instrumento de avaliação da acessibilidade. Para
tanto, a análise foi realizada com base em seis categorias, ou seja, seis quesitos
básicos de acessibilidade abordados no referencial teórico deste estudo:
acessibilidade

arquitetônica,

acessibilidade

metodológica,

acessibilidade

instrumental,

comunicacional,
acessibilidade

acessibilidade

programática

e

acessibilidade atitudinal.
Os dados coletados foram organizados segundo os quesitos básicos de
acessibilidade permitindo um melhor entendimento dos resultados alcançados com a
coleta de dados. Esses dados ainda foram apresentados através de uma listagem, a
qual constitui um instrumento de avaliação (checklist) para o atendimento às
necessidades de todos os cidadãos ao acesso e uso de bibliotecas.

5 CHECKLIST PARA ACESSO E USO DE BIBLIOTECAS
O checklist é constituído de uma compilação de critérios identificados nos
documentos abordados no referencial teórico, os quais foram analisados e
transformados em questões diretas para o contexto de avaliação de bibliotecas. Os
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documentos oficiais e técnicos foram selecionados e analisados complementando o
elenco de critérios de acessibilidade. Cabe destacar que a plena acessibilidade não
se efetiva somente através da eliminação de barreiras arquitetônicas, mas pela
eliminação de barreiras existentes nas atitudes, normas e métodos, bem como, nos
instrumentos e no processo de comunicação entre as pessoas.
Inicialmente, a proposta de elaboração do checklist teve como base seis
categorias

de

acessibilidade

(arquitetônica,

comunicacional,

metodológica,

instrumental, programática e atitudinal), entretanto, durante a análise dos
documentos, verificou-se que as mesmas não contemplavam a complexidade de
questões abarcadas pela acessibilidade ampla no contexto das bibliotecas. Dessa
forma, foram identificadas e incluídas duas categorias: acessibilidade à informação e
acessibilidade ao mobiliário e equipamentos. Assim, o instrumento é organizado em
oito quesitos básicos e estes são subdivididos conforme as suas peculiaridades.
Quanto à estrutura do instrumento de avaliação, houve a preocupação com a
forma lógica, mantendo a aproximação de itens afins dentro de cada quesito básico,
bem como estruturando as questões na ordem em que se apresentam na biblioteca.
Considerando que o objetivo principal do checklist é servir de instrumento de
avaliação das condições de acessibilidade em bibliotecas, para fins práticos de
aplicação, foram estabelecidas quatro alternativas de avaliação para cada item: sim,
não, parcialmente e não se aplica.
No que se refere ao uso prático em bibliotecas, a partir da aplicação do
checklist, produto deste estudo, os bibliotecários poderão promover identificar as
barreiras existentes e atender a acessibilidade nos aspectos do espaço físico,
mobiliário, produtos, serviços, instrumentos, métodos, normas e atitudes, entretanto,
várias dessas adaptações exigem que a unidade de informação despenda recursos.
O instrumento completo consiste em 36 páginas, distribuído em itens e subitens.
Para exemplificar apresentamos uma síntese dos principais itens que servem
de amostragem de aplicação do instrumento validador, na Figura 1.
Figura 1 - Instrumento de avaliação de acessibilidade em bibliotecas (CHECKLIST)

INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE
ACESSIBILIDADE EM BIBLIOTECAS (CHECKLIST)

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ITENS PARA AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE ACESSIBILIDADE EM BIBLIOTECAS

S

N

P

N/A

ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA

Entorno da Biblioteca

1.2

Estacionamento da Biblioteca

1.3

Entrada da Biblioteca

1.4

Espaços Internos da Biblioteca

1.5

Pisos

1.6

Capachos, forrações, carpetes e tapetes

1.7

Desníveis

1.8

Degraus e Escadas Fixas

1.9

Rampas

1.10

Corrimãos

1.11

Corredores

1.12

Sanitários

2

ACESSIBILIDADE DO MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTOS

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2.1

Balcão de Atendimento ao Usuário

2.2

Mesas ou Superfícies para Trabalho, Leitura e/ou Estudo

2.3

Computadores/Terminais de Consulta

2.4

Estantes

3

ACESSIBILIDADE COMUNICACIONAL

3.1

Sinalização dos Espaços e Serviços da Biblioteca

3.2

Considerações sobre a Sinalização Tátil

3.3

Considerações sobre a Sinalização Sonora

3.4

Considerações sobre a Sinalização Visual

3.5

Sinalização de Espaços e Serviços Acessíveis da Biblioteca

4

ACESSIBILIDADE À INFORMAÇÃO

5

ACESSIBILIDADE METODOLÓGICA

6

ACESSIBILIDADE INSTRUMENTAL

7

ACESSIBILIDADE PROGRAMÁTICA

8

ACESSIBILIDADE ATITUDINAL

Fonte: Nicoletti (2010).

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Considerando que as bibliotecas são instituições sem fins lucrativos,
geralmente com orçamento destinado apenas à aquisição de material bibliográfico, o
investimento em acessibilidade não é prioridade. Contudo, a contribuição social que
a biblioteca oferece à sociedade quando promove a inclusão de pessoas com
deficiência justifica o investimento financeiro, pois, o acesso à informação permite a
produção e o compartilhamento de conhecimento, devolvendo à sociedade pessoas
conscientes, críticas e participativas.
Cada biblioteca é considerada como um organismo distinto e a aplicação e
validação do checklist para verificar as condições de acessibilidade, deve também
considerar seus usuários reais e potenciais. Em linhas gerais, para viabilizar uma
nova geração de bibliotecas, acessíveis, são necessários alguns elementos
fundamentais como a conscientização dos sujeitos envolvidos de que a
acessibilidade é um direito de todos garantido por lei, os recursos financeiros para
modificar espaços e adquirir equipamentos, e o planejamento para fazer da
acessibilidade uma constante e não uma ação imediatista. Visto que é inviável
reconstruir todos os espaços em que se encontram as bibliotecas, nem adquirir
todos os materiais em suportes totalmente acessíveis, cabe verificar as condições
de acesso e de uso da informação nas bibliotecas e, posteriormente, adequá-las. No
que se refere às novas bibliotecas, estas devem ser planejadas e concebidas sob a
ótica da acessibilidade a fim de evitar desperdício de recursos, bem como não
prejudicar o usuário com processos de adaptação à acessibilidade.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo teve como objetivo principal oferecer aos bibliotecários um
instrumento de ordem prática que permita a avaliação e criação das condições de
acessibilidade no contexto das bibliotecas.
Embora tenha sido concebido para todos os tipos de biblioteca, atentando
para as características gerais e específicas destas, a aplicação indiscriminada deste
instrumento não garante a acessibilidade de todos. É necessário que a aplicação do
instrumento seja realizada por um profissional bibliotecário, uma vez que por
profissão, este é um mediador entre a informação e o usuário, possibilitando que
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todas as pessoas sejam atendidas nas suas necessidades informacionais,
propiciando a inclusão social e digital, a melhoria da qualidade de vida e o exercício
da cidadania.
A partir da aplicação do instrumento, o bibliotecário poderá reunir as
informações necessárias para promover a adequação da biblioteca no meio em que
está inserida e dos serviços de qualidade no atendimento às necessidades dos
usuários quanto à acessibilidade. Contudo, este estudo não teve, em momento
algum, a prepotência de abarcar toda a questão da acessibilidade no contexto das
bibliotecas, mas apenas acelerar o processo de acessibilidade, visto que esse é
fundamental para a inclusão das pessoas com deficiência.
Vale ressaltar que o bibliotecário é tão responsável pela questão da
acessibilidade como qualquer outro profissional, pois, o acesso à informação é
direito magno. Conforme adianta uma das leis da Biblioteconomia formulada por
Ranganathan (xxxx), a cada leitor o seu livro, assim, este pode estar em Braille, em
áudio, digital e em tantos outros formatos e suportes quantos forem necessários
para o atendimento a todos os cidadãos.
REFERÊNCIAS
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a Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos. 2.ed. Rio de Janeiro,
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              <text>Este estudo busca verificar quais critérios de acessibilidade devem constar em um instrumento (checklist) de avaliação para o atendimento às necessidades de todos ao acesso e uso de bibliotecas. Apresenta como objetivo principal a criação de um instrumento de avaliação da acessibilidade para bibliotecas. O referencial teórico compreende aspectos gerais de temas como acesso à informação e inclusão social, bibliotecas e acessibilidade. O estudo realizado é do tipo exploratório-descritivo com uma abordagem qualitativa. A coleta dos dados foi realizada através da análise de documentos oficiais e técnicos relacionados com a acessibilidade. Os dados coletados e analisados durante a pesquisa resultaram em um instrumento de avaliação, estruturado em oito categorias de acessibilidade que compreende a arquitetônica, mobiliário e equipamentos, comunicacional, informacional, metodológica, instrumental, programática e atitudinal. O instrumento elaborado, produto deste estudo, constitui-se, assim, de uma compilação de critérios identificados na análise documental e transformados em questões diretas para o contexto das bibliotecas. Por fim, o estudo apresenta considerações sobre o instrumento e aponta o bibliotecário como principal agente da acessibilidade nas bibliotecas para o atendimento às necessidades de pessoas com deficiência no acesso e no uso dos serviços da biblioteca.</text>
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