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                  <text>XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Avaliação da acessibilidade em unidades de informação:
atenção às pessoas com limitações de mobilidade e percepção
Delsi Fries Davok
Eduardo Silveira
Joelma Souza Pain
Jaqueline Daiane Gularte

Resumo:
As pesquisas de avaliação, com diferentes métodos e abordagens, baseadas em
indicadores e padrões, fornecem subsídios para o planejamento e a melhoria das
condições de infraestrutura de unidades de informação. Para tal, as avaliações
devem ser realizadas periodicamente, de forma planejada e sistemática, a fim de
suprir às necessidades de informação de seus grupos de interesse. Este artigo versa
sobre a avaliação em unidades de informação ao que se refere às condições de
acesso para pessoas com limitação de mobilidade ou percepção. Identifica
indicadores e padrões para o desenvolvimento de programas de avaliação de
unidades de informação, focando, principalmente, as normas da ABNT NBR
9050:2004 e NBR 15599:2008.
Palavras-chave: Avaliação - Unidades de Informação. Acessibilidade - Unidades de
Informação.
Área Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

1 INTRODUÇÃO

O processo de avaliação é complexo e deve privilegiar reflexões sobre
possibilidades de melhoria. Pode ser realizado por meio de provas, estudos,
inspeção, observação e acompanhamento de indicadores e padrões estabelecidos
em consenso pelas pessoas envolvidas e afetadas pela avaliação.
Unidades de informação também precisam ser avaliadas continuamente, pois
o espaço físico dessas instituições, em especial, deve ser adequado para receber
todos os tipos de público, isto é, deve ser acessível. Nessa linha, Ferrés (2006, p.
24), ao tratar da acessibilidade em bibliotecas, afirma que:
Uma Biblioteca acessível é um espaço que permite a presença e proveito de
todos, e está preparada para acolher a maior variedade de público possível
para as suas atividades, com instalações adequadas às diferentes
necessidades e em conformidade com as diferenças físicas,
antropométricas e sensoriais da população.

Existem padrões de arquitetura para tornar o espaço físico de unidades de
informação adequado a todos os tipos de público e as suas necessidades, como
aqueles estabelecidos nas normas ABNT NBR 9050 (2004) e NBR 15599 (2008),
1

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que estabelecem, respectivamente, critérios, parâmetros técnicos e diretrizes de
acessibilidade a serem observados em projetos, construções, instalações e
adaptações de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, e de
promoção da acessibilidade na prestação de serviços no sentido de contornar
problemas de comunicação.
Assim, partindo do pressuposto de que os edifícios e espaços de acesso
público devem atender a requisitos de acessibilidade relacionados à infraestrutura
física e de comunicação, desenvolveu-se uma pesquisa nas normas supra citadas
para sistematizar critérios e padrões úteis à avaliação da acessibilidade de unidades
de informação.
Esta pesquisa, do tipo bibliográfica, tem relevância teórica e prática, pois,
segundo dados do Censo Demográfico 2010 (IBGE, 2012), 23,9% da população
brasileira declara possuir algum tipo de deficiência ou incapacidade. Esse percentual
equivale a 45,6 milhões de pessoas, que possuem ao menos alguma deficiência
física ou mental, dificuldade de enxergar, ouvir ou locomover-se.
Portanto, a utilização de instrumentos que auxiliem na adequação dos
ambientes das unidades de informação é fundamental para que alcancem o seu
objetivo principal que é garantir o acesso à informação de forma ágil para todos os
usuários.

2 CRITÉRIOS E PADRÕES DE AVALIAÇÃO DE ACESSIBILIDADE

A ação de avaliar não é uma prática recente. Segundo Werneck (1996, p.
371), “[...] o homem sempre avaliou o homem. Sempre houve um julgamento sobre
as ações humanas. Esta é, pois, uma velha questão. No entanto, só agora começase a refletir de modo mais sistemático sobre ela”. Atualmente, a avaliação é
entendida como um ato que deve ser realizado continuamente em todos os
contextos, pois, quando prática contínua, fornece informações para subsidiar
decisões, seja na vida pessoal ou profissional.
Segundo o Joint Committee on Standards for Educational Evaluation (1994),
avaliar é uma investigação sistemática do valor e do mérito de um objeto, cujo
processo deve levar em conta as necessidades dos stakeholders1. Para tal, o

1

Stakeholders são os interessados ou os grupos de interesse nos resultados da avaliação.
2

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processo avaliador deve exibir quatro atributos fundamentais: utilidade, viabilidade,
propriedade, exatidão. Davok (2006, p. 236) explica que:
[...] cada um desses atributos é composto por um conjunto de padrões que
abordam princípios e diretrizes gerais que o processo avaliador deve
atender para que possa ter legitimidade política e técnica e produzir
informações exatas e válidas.

Assim, segundo Davok (2006, p. 41):
a) Utilidade: visa “Garantir que a avaliação atenda às necessidades de
informação dos stakeholders direta ou indiretamente envolvidos e interessados no
processo avaliador”;
b) Exatidão: visa “Assegurar que a avaliação produza e revele informação
exata e confiável sobre os aspectos que determinam o valor e o mérito do objeto sob
avaliação”;
c) Viabilidade: visa “Orientar o planejamento de designs de avaliação de
maneira que sejam operáveis em seu ambiente natural, sem desperdício de recursos
no desenvolvimento da avaliação”; e
d) Propriedade: visa “Proteger os direitos dos sujeitos envolvidos e afetados
pela avaliação.
A partir do entendimento desses atributos é possível realizar avaliações que
respeitam os direitos de todos os envolvidos e que geram informações confiáveis e
de valor.
No contexto de unidades de informação a avaliação também é elemento
importante, pois ela tem a finalidade de identificar se, por exemplo, uma biblioteca
está alcançando seu objetivo de “[...] promover o intercâmbio entre a informação e
os usuários, direcionando suas atividades ao cumprimento dos objetivos da
instituição” (GOMES, 2007, p. 41). Para alcançar esse objetivo, a unidade de
informação obviamente precisa prestar seus serviços com eficácia e eficiência. Para
tal, necessita de uma equipe especializada, um acervo que atenda às necessidades
da comunidade, equipamentos apropriados e, fundamentalmente, uma infraestrutura
física adequada a cada setor e acessível a todos os usuários, indistintamente.
Acerca da infraestrutura física da biblioteca, Oliveira (2002, p. 218)
argumenta:
O espaço físico necessário está mudando a cada dia; os projetos de
imensas bibliotecas começam a dar lugar a novas arquiteturas, pois a
tecnologia da informação separa o leitor e a biblioteca e o acesso pode se
dar em qualquer lugar; daí a necessidade de se repensar os padrões. Os
parâmetros de qualidade devem considerar esta transição, bem como o
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acompanhamento e a proposição de padrões flexíveis, que incorporem e
estimulem as mudanças [...].

Contudo, a infraestrutura da unidade de informação deve atender a padrões
de qualidade para assegurar o acesso e a segurança de seus frequentadores. Para
Gomes (2007), as instalações físicas precisam ser projetadas e equipadas para
atender todas as necessidades dos frequentadores, definindo-se locais adequados
para estudo individual e em grupo, pesquisa, leitura e reuniões. Além disso, os
ambientes devem possuir mobiliário, iluminação, ventilação, higiene e acesso
adequados.
Para avaliar a infraestrutura, em especial a acessibilidade de uma unidade de
informação, são necessários instrumentos que contemplem indicadores e padrões
de qualidade. A partir de instrumentos dessa natureza, torna-se viável realizar
diagnósticos, avaliações e produzir informações úteis e oportunas para os processos
decisórios.
Nesse contexto, observe-se a Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que
estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das
pessoas portadoras de deficiência ou mobilidade reduzida. No que diz respeito às
unidades de informação são aplicáveis, principalmente, os artigos 11 e 12:
Art. 11. A construção, ampliação ou reforma de edifícios públicos ou
privados destinados ao uso coletivo deverão ser executadas de modo que
sejam ou se tornem acessíveis às pessoas portadoras de deficiência ou
com mobilidade reduzida.
Art. 12. Os locais de espetáculos, conferências, aulas e outros de natureza
similar deverão dispor de espaços reservados para pessoas que utilizam
cadeira de rodas, e de lugares específicos para pessoas com deficiência
auditiva e visual, inclusive acompanhante, de acordo com a ABNT, de modo
a facilitar-lhes as condições de acesso, circulação e comunicação.

As unidades de informação são locais de uso coletivo, sendo, portanto,
necessário que suas instalações sejam adequadas às seguintes normas da ABNT:
NBR 9050 e NBR 15599.
A NBR 9050 (2004) tem como principal objetivo estabelecer critérios e
parâmetros técnicos a serem observados em projetos, construções, instalações e
adaptações de mobiliário, espaços e equipamentos urbanos para propiciar
condições de acessibilidade. Para o estabelecimento desses critérios e parâmetros
foram levados em consideração condições diversas de mobilidade e percepção do
ambiente, com o propósito de possibilitar, ao maior número de pessoas, acesso a
todo tipo de local de forma autônoma e segura.

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A acessibilidade diz respeito tanto ao acesso físico como de comunicação.
Segundo a Norma, é acessível todo “espaço, edificação, mobiliário, equipamento
urbano ou elemento que possa ser alcançado, acionado, utilizado e vivenciado por
qualquer pessoa, inclusive aquelas com mobilidade reduzida” (ABNT, 2004, p. 2).
A seção 8.7 da norma versa sobre a acessibilidade em unidades de
informação, apresentando especificações para fichários, terminais de consulta,
balcões de atendimento, mesas e estantes de livros, por exemplo.
Quanto aos fichários, deve ser garantido às pessoa em cadeira de rodas ou
de mobilidade reduzida o alcance manual e visual, bem como frontal com superfície
de trabalho, conforme mostra a Figura 1.
Figura 1 – Especificações de fichário para alcance de pessoa em cadeira de rodas

Fonte: NBR 9050 (2004, p. 10).

Os terminais de consulta por meio de computador e acesso à internet para
pessoas em cadeiras de rodas e de mobilidade reduzida devem atender às
especificações apresentadas na Figura 2. Quanto à quantidade, deveriam ser
disponibilizados pelo menos 5% dos terminais com acessibilidade, ou pelo menos
um, dependendo do tamanho da unidade de informação.
Figura 2 – Vista lateral de terminal de consultas acessível

Fonte: NBR 9050 (2004, p. 88).

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Os balcões de atendimento, por sua vez, devem ser localizados em locais
acessíveis, em conformidade com as medidas apresentadas na Figura 3.
Figura 3 – Vistas lateral e superior de um balcão de atendimento acessível

Fonte: NBR 9050 (2004, p. 93).

Pelo menos 5% das mesas da unidade de informação devem ser acessíveis,
ou, dependendo do porte, pelo menos uma e outros 10% adaptáveis. A altura deve
ser entre 0,75 m e 0,85 m do piso, com um modulo de referência para aproximação
frontal e no mínimo 0,50 m para avanço sob a superfície. Além disso, deve ser
garantida área para manobra e uma faixa livre para circulação em seu entorno de
0,90 m, conforme ilustrado na Figura 4.
Figura 4 – Vistas lateral e superior de uma mesa acessível

Fonte: NBR 9050 (2004, p. 93).

A norma recomenda que a unidade de informação tenha 5% das mesas
acessíveis, ou no mínimo uma, e que pelo menos 10% sejam adaptáveis para
acessibilidade.
O corredor entre as estantes de livros também deve ter espaço suficiente para
uma pessoa em cadeira de rodas ou de mobilidade reduzida poder se locomover
sem obstáculos. Assim, deve ter no mínimo 0,90 m de largura e a cada 15 metros de
corredor deve haver espaço para manobrar a cadeira numa rotação de 180º. A
Figura 5 apresenta uma vista frontal de corredor acessível.
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Figura 5 – Vista frontal de corredor entre estantes de biblioteca acessível

Fonte: NBR 9050 (2004, p. 88).

A NBR 9050 também recomenda que a unidade de informação possua
publicações em Braille e outros recursos audiovisuais para pessoas com
deficiências, e apresenta de forma simplificada figuras que exemplificam como os
móveis e materiais devem ser dispostos para tornar o ambiente adequado ao acesso
de pessoas com limitações de mobilidade ou percepção.
A NBR 15599 (2008), por sua vez, tem o objetivo de fornecer
[...] diretrizes gerais a serem observadas para acessibilidade em
comunicação na prestação de serviços, consideradas as diversas condições
de percepção e cognição, com ou sem a ajuda de tecnologia assistiva ou
outra que complemente necessidades individuais (ABNT, 2008, p. 1).

A norma define tecnologia assistiva como: “conjunto de técnicas, aparelhos,
instrumentos, produtos e procedimentos que visem auxiliar a mobilidade, a
percepção e a utilização do meio ambiente e seus elementos por pessoas com
deficiência” (ABNT, 2008, p. 3).
A seção da norma que se refere, especificamente, a unidades de informação
é a “5.4.2 – Bibliotecas e centros de informática de uso público” (ABNT, 2008, p. 10).
Essas instituições devem ter seus espaços construídos e sinalizados conforme a
NBR 9050, pessoas capacitadas para atender as pessoas com deficiências, acervo
em suporte adequado para pessoas com deficiência visual e/ou auditiva, ou serviços
para acesso a esse acervo, como:
- programa de ampliação de tela;
- sistema de leitura de tela, sintetizador de voz e display braille;
- thermoform e impressora braille ou sistema de leitura de tela que tenha
interação com linhas braille;
- scanner, com sistema para reconhecimento ótico de caracteres;
- outros dispositivos facilitadores e adaptados para pessoa com deficiência,
como resenhas gravadas em vídeo ou DVD, com a informação cultural e
social;
- obras da literatura interpretadas em LIBRAS, braille ou formato Daisy
(ABNT, 2008, p. 10).

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As unidades de informação devem identificar seus ambientes, serviços e
produtos com condições de uso por pessoas com deficiência auditiva e visual por
meio de símbolos gráficos de padrão internacional, associados a uma sinalização
direcional.
O símbolo internacional de pessoas com deficiência visual pode ser
representado de três maneiras: em branco sobre fundo azul, conforme a Figura 6, ou
opcionalmente, em branco sobre fundo preto ou preto sobre fundo branco. Observese que a figura sempre deve estar voltada para a direita.
Figura 6 – Símbolo internacional de pessoas com deficiência visual

Fonte: NBR 15599 (2008, p. 21).

A acessibilidade a pessoas com surdez é respaldada na Lei Federal nº 8160,
de 8 de janeiro de 1991, que dispõe sobre a caracterização de símbolo que permita
a identificação de pessoas portadoras de deficiência auditiva. Conforme Art. 1º da
referida Lei, a colocação, de forma visível, do Símbolo Internacional de Surdez é
obrigatória “[...] em todos os locais que possibilitem acesso, circulação e utilização
por pessoas portadoras de deficiência auditiva, e em todos os serviços que forem
postos à sua disposição ou que possibilitem o seu uso”.
A representação do símbolo internacional de acessibilidade a pessoas com
surdez deve ser em branco sobre fundo azul, podendo também ser, opcionalmente,
em branco sobre fundo preto ou em preto sobre fundo branco, conforme Figura 7.
Figura 7 – Símbolo internacional de surdez

Fonte: NBR 15599 (2008, p. 22).

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Quanto à acessibilidade de pessoas surdocegas, a representação do símbolo
de surdocegueira, Figura 8, conforme a NBR 15599 (2008, p. 22), deve ser:
a) fundo azul escuro de forma retangular, na horizontal, com uma fonte de
luz em destaque no canto superior esquerdo;
b) ondas sonoras (quatro) que se expandem para a direita e ultrapassam o
fundo azul escuro na parte superior;
c) uma bengala (especial para surdo-cegos) com corres simbólicas
internacionais, vermelha e branca, que atravessa diagonalmente, do alto
esquerdo para baixo, ultrapassa o fundo azul-escuro e conduz o olhar para
a palavra surdo-cegueira, que sobressai ao longo da base do retângulo
branco;
d) o símbolo internacional da comunicação, na cor amarela, que une os
elementos: fonte de luz, ondas sonoras e bengala;
e) a palavra Surdo-cegueira, em fonte Avantgarde bk bt e com a inicial “S”
aumentada e deslocada para baixo, dando destaque à composição.
Figura 8 – Símbolo de surdocegueira

Fonte: NBR 15599 (2008, p. 22).

Para a eficaz comunicação na prestação de serviços em unidades de
informação e a promoção da acessibilidade é necessário conhecer o público-alvo e
escolher acervo em suporte adequado e os recursos de acesso a esse acervo e de
comunicação compatíveis.
As figuras apresentadas ilustram alguns dos símbolos de comunicação para
ambientes e serviços acessíveis. Observe-se, contudo, que nenhuma modificação,
estilização ou adição de informações deve ser feita em nenhum deles, pois
obedecem padrões internacionais.
Diversos estudos sobre o uso das normas da ABNT em estudos de
acessibilidade de unidades de informação podem ser localizados na literatura, como
por exemplo a pesquisa de Emmanuelli (2009). Essa autora realizou um estudo nas
bibliotecas universitárias localizadas no Anel Viário do Campus Vale da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), com o objetivo de conhecer as condições
de acessibilidade interna e externa, de acordo com a NBR 9050. O estudo concluiu
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que nenhuma dessas bibliotecas era preparada para receber o usuário com
deficiência física ou mobilidade reduzida e todas estavam longe de se adequar à
norma.
Como exemplo prático bem sucedido de unidade de informação acessível
cita-se a implantação, em 2002, do Laboratório de Acessibilidade (LAB), na
Biblioteca Central Cesar Lattes (BCCL), da UNICAMP, que surgiu a partir de um
projeto intitulado Integração do pesquisador portador de deficiência física às
atividades de pesquisa: estação de trabalho adaptada e adequação à NBR 9050 da
ABNT. Os resultados desse projeto, segundo PUPO, 2006, p.12, “[...] têm sido
positivos

e

enriquecedores

aos

usuários,

alunos,

educadores,

docentes,

bibliotecários e demais profissionais e funcionários da BCCL, da Unicamp e
externos”.
Iniciativas de unidades de informação que buscam a efetiva concretização da
acessibilidade em seus espaços podem servir de modelo, embora o ideal, às vezes,
esteja longe da realidade. Segundo Souza (2004, p. 101), “preparar e engajar
pessoas atuando ‘para pessoas’ é um dos processos que mais exigem investimento
institucional”. Nessa linha, as mudanças necessárias nas unidades de informação,
numa perspectiva ampla de acessibilidade, dependem da capacidade das pessoas
para lidar com os diferentes tipos de deficiência, o que requer mudanças na
infraestrutura e na forma de atender o frequentador, tendo em vista o princípio da
igualdade.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As normas da ABNT, NBR 9050 (2004) e NBR 15599 (2008), estabelecem
padrões de adequação da acessibilidade do ambiente de unidades de informação e
devem ser tomadas como referência na elaboração de projetos e instrumentos para
a avaliação da acessibilidade. Os resultados dessa avaliação devem fornecer
informações para a equipe diretiva prover uma unidade de informação acessível
para todos.
A acessibilidade é, em sua essência, a valorização do homem em quaisquer
que sejam suas condições e está intrinsecamente relacionada ao princípio de
igualdade. Numa sociedade em que a inclusão social é tema de debates, ter
unidades de informação acessíveis é condição sine qua non.
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Enfim, a busca por melhorias, no tocante à acessibilidade, difunde à
população uma imagem positiva e humanitária da unidade de informação, ou seja,
preparando seu ambiente com as condições adequadas e necessárias para todos
terem acesso à informação, a unidade de informação revela sua preocupação com o
bem-estar do frequentador.

REFERÊNCIAS
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ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. NBR 9050. Rio de
Janeiro, 2004.
BRASIL. Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais

e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras
de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.
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                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
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            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Florianópolis/SC</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Avaliação da acessibilidade em unidades de informação: atenção às pessoas com limitações de mobilidade e percepção</text>
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              <text>Delsi Fries Davok</text>
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              <text>Eduardo Silveira</text>
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              <text>Joelma Souza Pain</text>
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              <text>Jaqueline Daiane Gularte</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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          <name>Publisher</name>
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              <text>FEBAB</text>
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          <name>Date</name>
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          <name>Subject</name>
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              <text>Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade - Trabalho científico</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>As pesquisas de avaliação, com diferentes métodos e abordagens, baseadas em indicadores e padrões, fornecem subsídios para o planejamento e a melhoria das condições de infraestrutura de unidades de informação. Para tal, as avaliações devem ser realizadas periodicamente, de forma planejada e sistemática, a fim de suprir às necessidades de informação de seus grupos de interesse. Este artigo versa sobre a avaliação de unidades de informação ao que se refere às condições de acesso para pessoas com limitação de mobilidade ou percepção. Identifica indicadores e padrões para o desenvolvimento de programas de avaliação de unidades de informação, focando, principalmente, as normas da ABNT NBR 9050:2004 e NBR 15599:2008.</text>
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          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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      <name>cbbd2013</name>
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