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                  <text>Análise sociométrica da rede de relacionamento das bibliotecas
que constituem o Consórcio das Universidades Federais do
Sul-Sudeste de Minas Gerais

Nivaldo Oliveira (UFLA) - nivaldo@biblioteca.ufla.br
Donizeti Leandro de Souza (UFLA) - souza.doni@yahoo.com.br
Cleber Carvalho de Castro (UFLA) - clebercastro@dae.ufla.br
Resumo:
O objetivo deste trabalho foi identificar a estrutura da rede de relacionamentos das Bibliotecas
que constituem o Consórcio das Universidades Federais do Sul-Sudeste de Minas Gerais e
verificar quais instituições se mostram
mais centrais na estrutura de relacionamentos. Para isto, foi adotada a metodologia de estudo
de caso, considerando abordagens qualitativas (aspectos relacionais) e quantitativas
(indicadores estruturais) com auxílio dos softwares Ucinet® e Netdraw® para a elaboração
das matrizes sociométricas, proporcionando análises
de centralidade de cada ator na rede, a presença de laços fracos/fortes e a
existência de buracos estruturais na rede. Como resultado de pesquisa, foi
evidenciado grande centralidade da UFJF e UFV, o que representa uma posição favorável para
a busca e trocas de informações com melhores condições para gerar inovação na rede.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Análise sociométrica. Centralidade. Análise de redes
sociais. Redes interorganizacionais.
Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

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Análise sociométrica da rede de relacionamento das bibliotecas que
constituem o Consórcio das Universidades Federais do Sul-Sudeste de Minas
Gerais

Resumo: O objetivo deste trabalho foi identificar a estrutura da rede de
relacionamentos das Bibliotecas que constituem o Consórcio das Universidades
Federais do Sul-Sudeste de Minas Gerais e verificar quais instituições se mostram
mais centrais na estrutura de relacionamentos. Para isto, foi adotada a metodologia
de estudo de caso, considerando abordagens qualitativas (aspectos relacionais) e
quantitativas (indicadores estruturais) com auxílio dos softwares Ucinet® e
Netdraw® para a elaboração das matrizes sociométricas, proporcionando análises
de centralidade de cada ator na rede, a presença de laços fracos/fortes e a
existência de buracos estruturais na rede. Como resultado de pesquisa, foi
evidenciado grande centralidade da UFJF e UFV, o que representa uma posição
favorável para a busca e trocas de informações com melhores condições para gerar
inovação na rede.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Análise sociométrica. Centralidade. Análise
de redes sociais. Redes interorganizacionais.
Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

1 INTRODUÇÃO
Devido ao aumento da competição no mercado e a busca incessante da excelência
organizacional e resultados, atuar isoladamente tornou-se complexo e muitas vezes
desfavorável. A lógica predominante das redes está vinculada à possibilidade de ganhos
para todos os integrantes de um negócio, pois o foco das decisões passou de uma posição
individual para coletiva, na busca de inovações, avanços e aceleração da produtividade que
pode ser gerada por meio de estruturas em redes (BRITTO, 2002).
O termo rede em si é uma noção abstrata, que se refere a um conjunto de nós
conectados por relacionamentos. Várias empresas, organizações ou mesmo pessoas
aglomeram-se de determinada forma para obter resultados e contatos que poderão gerar
possibilidades não adquiridas quando se trabalha isoladamente. Diante do exposto,
podemos levantar as seguintes indagações que delineia esta pesquisa: qual a estrutura da
rede de relacionamento das bibliotecas que constituem o Consórcio das Universidades
Federais do Sul-Sudeste de Minas Gerais? Qual a importância dos atores centrais na rede?
Como forma de encontrar respostas a estas questões, propõe-se neste estudo a
realização de uma análise sociométrica da estrutura da rede de relacionamento das
bibliotecas que constituem o Consórcio das Universidades Federais do Sul-Sudeste de

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Minas Gerais e verificar a importância dos atores centrais na rede. Assim, partindo de uma
análise estrutural, busca-se medir e comparar o nível de interação entre universidades e
identificar, por meio de indicadores, as bibliotecas que expressam maior representatividade
na rede.
O texto apresenta um referencial teórico sobre redes interorganizacionais,
destacando os principais conceitos e a importância de atuar em rede. Nesse tópico também
são apresentadas duas importantes teorias explicativas da análise estrutural: a teoria dos
buracos estruturais (BURT, 1992) e a teoria dos laços fortes e fracos (GRANOVETTER,
1973). Posteriormente apresenta-se uma breve revisão sobre sociometria e análise de redes
sociais, seguido de uma contextualização do consórcio das universidades federais do sulsudeste de Minas Gerais. Em seguida, apresenta-se a metodologia utilizada no estudo e,
por fim, os resultados da análise, conclusões e as possíveis limitações/sugestões de novos
estudos.

2 REDES INTERORGANIZACIONAIS
Nohria, já em 1992, detectava um crescimento vertiginoso de estudos envolvendo
redes interorganizacionais, o qual segundo Nohria (1992) deve-se a três fatores principais:
(1) amadurecimento do tema na área acadêmica; (2) desenvolvimentos tecnológicos
(aumento da produção e de novas tecnologias); e (3) Nova competição (construção de
relacionamentos horizontais e conexões entre empresas).
Estudos envolvendo redes interorganizacionais têm evidenciado a cooperação como
um importante fator de competitividade, transcendendo a perspectiva individual para
relações coletivas entre empresas e instituições. Entre os benefícios, tem-se a troca de
experiências, acesso a tecnologias, compartilhamento de canais e fornecedores, maior
acesso a informações e abertura de mercados (BENGTSON; KOCK, 1999; BRITTO, 2002;
MA, 2004; PAYAN, 2007; LACOSTE, 2012). Neste sentido, Fambrun (1982) considera o
termo “rede” uma noção abstrata, que por si só refere-se a um conjunto de enredos e
relacionamentos que se conectam através de diversas dimensões: sociais, econômicas e
organizacionais sob diferentes propriedades de coordenação.
Já Alejandro e Norman (2005) conceituam redes como um conjunto de nós (atores),
vínculos (relações) e fluxos. Sendo assim, uma rede representa um grupo de atores que de
forma agrupada ou individual, se relacionam uns com os outros com um fim específico,
caracterizando-se pela existência de fluxos de informação. Esses fluxos podem assumir
relações orientadas, quando há a transmissão de bens, serviços, etc., de um ator para outro;
ou não orientadas, quando não há existência de transmissões unilaterais entre atores, mas
sim uma relação que não comporta qualquer tipo de orientação (LIMIEUX; OUIMET, 2008).

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Neste sentido, percebe-se que o objetivo das redes interorganizacionais é reunir
atributos que permitam uma adequação ao ambiente competitivo, por meio de uma estrutura
dinâmica que utilize ações uniformizadas, descentralizadas e que evitem que as empresas
envolvidas percam sua flexibilidade e mantenha sua competitividade no mercado
(BALESTRIN; VERSCHOORE; REYES JUNIOR, 2010; NOHRIA, 1992).
Dentre as variáveis que impactam na formação de redes, Grandori e Soda (1995)
destacam: (1) o número de unidades a serem coordenadas, (2) o grau de diferenciação
entre organizações, (3) intensidade da interdependência, (4) flexibilidade, (5) grau de
negociação e dependência de recursos. Destacam ainda mecanismos de comunicação,
decisão e processos de negociação, integração de unidades, equipes de apoio, relações de
poder (hierarquia/autoridade), planejamento, sistema de incentivo e controle social.
Nesta perspectiva de estudo, duas teorias têm contribuído muito para os estudos em
redes: a teoria da força dos laços fracos (GRANOVETTER, 1973) e a teoria dos buracos
estruturais (BURT, 1992). Juntas, essas teorias trazem importantes conceitos para o
entendimento de relações e estruturas sociais geradas por organizações ligadas em rede.
2.1 Teoria dos laços fortes e fracos

No que diz respeito à construção dos laços, Granovetter (1973) salienta que a força e
a intensidade destes podem variar entre fortes (estreitos), que se caracterizam pela
intimidade e pela proximidade; e fracos (frouxos), que se caracterizam por relações
esparsas e não traduzem proximidade e intimidade.
Na medida em que se tornam mais fortes, os laços de relacionamento e a interação
interpessoal entre agentes, mais sólidos, serão à base de confiança, de comprometimento e
das responsabilidades na estrutura da rede social. Porém, as redes dos laços fortes tendem
a se fechar sobre si mesmos, possibilitando menos circulação de novas informações,
valorizando os laços fracos, como forma de lançar pontes entre atores capazes de fluir
maior comunicação de informações nos diversos canais da rede (LIMIEUX; QUIMET, 2008;
CAPALDO, 2007).
Segundo Wu (2012), estabelecer um laço fraco é o primeiro e mais fácil, em qualquer
rede de relacionamento. Além de parentesco, quase todas as outras relações sociais
iniciam-se a partir de laços fracos. Mesmo as relações de parentescos começam de laços
fracos, e é somente através dos encontros familiares frequentes e interações que é possível
que esses laços se desenvolvam em relacionamentos mais fortes. Considerando que os
laços fracos são importantes e valiosos para uma rede, quando se trata da diversidade e
não da intensidade, a questão é: como evoluir de laços fracos para laços fortes?

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Já o valor dos laços fortes está no relacionamento e seu valor é muito maior do que
qualquer quantidade de laços fracos que se possa conquistar, pois os laços fortes incluem a
importância da cooperação e da reciprocidade, promovendo assim a confiança mútua e a
abertura para a troca de conhecimentos intensivos (WU, 2012; CAPALDO, 2007).

2.2 Teoria dos buracos estruturais

Um debate clássico sobre redes como elos tem sido discutido a partir de Burt (1992)
com base na teoria dos Buracos Estruturais, pelo fato de serem considerados como uma
forma valiosa de capital social. Trabalhos atuais (BURT; KILDUFF; TASSELLI, 2013 e
CASANUEVA; CASTRO; GALÁN, 2013) indicam que o tamanho da rede de uma
organização pode ser considerado um fator importante para a inovação, através do grau de
conectividade, ou a falta dela, entre os parceiros. Segundo o autor, uma posição na rede
pode estar mais bem situada quando determinados atores encontram conectados a outros
atores não conectados entre si, gerando mais benefícios e oportunidades.
Buracos estruturais são lacunas nos fluxos de informações entre empresas ligadas
ao mesmo ator, mas não vinculados a outros. Um buraco estrutural indica que os atores de
cada extremidade do buraco podem ter acesso a diferentes fluxos de informações
(HARGADON; SUTTON, 1997). Neste sentido, um “buraco estrutural” pode mudar o fluxo e
o sentido da circulação da informação (FAGERBERG; MOWERY; NELSON, 2006).
No que tange a teoria de buraco estrutural, o foco está principalmente nos atores da
rede que mantém possibilidade de obter parceiros não ligados entre si, mais do que atores
envolvidos em redes densamente conexas (AARSTAD, 2012). Os buracos estruturais
podem trazer outros benefícios no que se refere ao volume, à inovação e a qualidade das
informações que circulam em rede de atores mais conectados (BALESTRO, 2002).

2 SOCIOMETRIA E ANÁLISE DE REDES SOCIAIS
A análise de redes sociais teve início em 1934 nos Estados Unidos, a partir de
estudos sociométricos empreendidos por Jacob L. Moreno, que culminaram no
desenvolvimento de métodos inovadores para análise das relações dentro de pequenos
grupos, ganhando corpo conceitual nas décadas de 1940 e 1950. Entre as décadas de 1960
e

1980,

a

abordagem

agregou

significativa

densidade

teórica

e

metodológica

(PROCOPIUCK; FREY, 2007). Nesse período, a análise de redes sociais desenvolveu uma
gama considerável de conceitos e técnicas que dão suporte à captação e representação das
relações entre atores sociais com vistas a representá-las e interpretá-las estruturalmente
sob a ótica das redes (WELLMAN, 1988).

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A palavra sociometria significa medição do social, sendo o conjunto de técnicas para
investigar, medir, estudar relações, contatos e processos vinculares que se manifestam nos
diversos grupos sociais (CAMOSSA; LIMA, 2011). Este termo, estrategicamente, tem por
finalidade abordar os fenômenos sociais, buscando entender as implicações dos padrões de
relacionamento em uma rede com intuito de ampliar o seu desempenho e o seu
desenvolvimento (GUARNIERI, 2010).
A análise de redes sociais tem como foco os vínculos relacionais (do inglês relational
tie), ou seja, considera atores ligados uns aos outros por vínculos sociais. Podemos
identificar os seguintes tipos de vínculos: social (amizade); por associação e afiliação
(clubes e associações); por interação profissional (trabalho, científica, tecnológica etc.);
física (rede Internet, cidade, bairro etc.); biológico (família); dentre outros.
Todas as organizações precisam ser analisadas como uma entidade social, pois
estão inseridas em redes de importantes aspectos sociais (formais ou informais), onde
ações (atitudes e comportamento) podem ser explicadas em termos da posição na rede dos
atores. Desta forma, usar técnicas de análise para avaliar o padrão dos relacionamentos
mostra-se eficiente para organizações medirem as variáveis que refletem a estrutura global
das relações com outros agentes (NOHRIA, 1992).
Dentro desta abordagem, uma importante variável que vem ganhando espaço em
estudos de redes sociais refere-se à centralidade dos atores, definindo o poder e a
influência que determinados atores podem assumir no relacionamento com outros atores,
assim as redes são continuamente moldadas pelas ações de atores, que por sua vez são
condicionados pela posição estrutural em que se encontram (BORGATTI; FOSTER, 2003;
NOHRIA, 1992).
Entre os principais indicadores estruturais de redes, destacam-se: a) Densidade razão entre as relações existentes e as relações possíveis; b) Grau de Centralidade - mede
o quanto um ator está centralizado em relação aos demais atores da rede. Dependendo do
fluxo, pode ser considerado como grau de entrada (quando alguém cita a instituição) ou
saída (quando a instituição cita outra); c) Grau de Proximidade - mede o quanto um ator está
próximo ou pode alcançar os demais atores da rede. O ator com o maior grau de
proximidade é aquele que atravessa o menor número de laços para chegar a todos os
outros na rede; d) Grau de Intermediação - mede o quanto um ator exerce papel de
mediador sob outros atores, ou seja, situa-se numa posição onde os demais atores da rede
comumente devem passar para alcançar o outro (LIMIEUX; QUIMET, 2008).
Ademais, segundo Fletcher Júnior (2011), a análise de redes sociais permite uma
solução flexível e poderosa, não só para compreender os fatores que influenciam as
conexões, mas também para fornecer estimativas mais confiáveis e persistentes da
sociedade em face dos limites dos dados.

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3 CONSÓRCIO DAS UNIVERSIDADES DO SUL-SUDESTE DE MINAS GERAIS
A iniciativa pioneira da criação do Consórcio das Universidades do Sul-Sudeste de
Minas Gerais, composto pelas seguintes instituições: Universidade Federal de Alfenas
(UNIFAL-MG), Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), Universidade Federal de Juiz de
Fora (UFJF), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal de Ouro Preto
(UFOP), Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ) e Universidade Federal de
Viçosa (UFV), surgiu em 2010.
Inicialmente, o consórcio reuniria mais de 250 cursos de graduação, oferecendo mais
de 13 mil vagas e atendendo a mais de 43 mil alunos matriculados na graduação. Já na pósgraduação, ofereceria 121 programas e 175 cursos, sendo 2 com conceito 7 (máximo), 5
com conceito 6 e 15 com conceito 5 (todos estes considerados de excelência), contando
com mais de 5 mil alunos matriculados. Juntas, as Universidades do Sul-Sudeste de Minas
Gerais apresentam mais de 50 citações na rede ISI Web of Knowledge. Com relação ao
pessoal, o consórcio reúne 3.784 docentes e 5.620 técnicos administrativos. De acordo com
a CAPES, o número de docentes permanentes atuando na pós-graduação chega a 1.553
(UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS, 2010).
Neste contexto, o consórcio representa uma mudança de postura, passando do
modelo de competição para um ambiente de cooperação entre as universidades
consorciadas, preservando a autonomia de cada instituição, possibilitando que as
bibliotecas possam também acompanhar novas tendências e desenvolver várias atividades
de forma compartilhada (UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS, 2010).

4 ASPECTOS METODOLÓGICOS

Esta pesquisa parte de um estudo de caso que, na visão de Yin (2001), representa
uma investigação empírica e compreende um método abrangente, com a lógica do
planejamento, da coleta e da análise de dados. Segundo esse autor, o estudo de caso único
pode ser classificado como crítico, revelador ou em profundidade, assim foi utilizado nesta
pesquisa o estudo de caso do Consócio das Universidades Federais do Sul-Sudeste de
Minas Gerais, cujo objetivo é analisar a estrutura de rede formada, assim como os atores
centrais identificados.
O primeiro passo da pesquisa deu-se através da identificação dos responsáveis
pelas bibliotecas das universidades participantes do consórcio. Em seguida foi aplicado um
questionário semi-estruturado, através do Google docs, composto de duas partes: a primeira
de identificação da instituição e a segunda de questões técnicas objetivas que
proporcionavam indicar quais os laços de relacionamentos entre as bibliotecas.

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O método de análise de redes consiste num conjunto finito de atores e as relações
estabelecidas dos mesmos (WASSERMAN; FAUST, 1994). Este método permite a análise e
comparação de distintas relações e fluxos entre os atores da rede por meio das seguintes
variáveis de estudos: 1) troca de informações, documentos, planos e outros; 2) conversas
informais sobre a dinâmica das instituições; 3) procura por profissionais antes de tomar uma
decisão

chave;

4)

procura

por

profissionais

por

sua

experiência

técnica;

5)

acompanhamento e implantação de inovação; e 6) busca dos sites das bibliotecas
participantes para padronização de procedimentos técnicos/site.
Os dados recolhidos no mês de julho de 2012 foram organizados e representados
através de grafos. Para o cálculo das medidas de análise, utilizou-se dois softwares:
Ucinet® (BORGATTI; EVERETT; FREEMAN, 2002) para entrada e manipulação dos dados,
e o NetDraw® (BORGATTI, 2002), que acompanhado do primeiro, permitiu a visualização
do mapa da rede, assim como a identificação da densidade do grau de centralidade da rede.
Os atores da rede foram representados pela sigla de cada instituição. Seguindo
recomendações de Alejandro e Norman (2006), os laços foram representados como (0)
ausente ou (1) presente, ou seja, calculados simplesmente a partir de uma relação binomial
(existência ou ausência de vínculos) através de uma matriz quadrática.
Por fim, com o objetivo de medir os laços fortes e fracos das instituições analisadas,
assim como os buracos estruturais existentes na rede geral formada pelas variáveis em
estudo, foi construída uma matriz ponderada, evidenciando as relações acumuladas em
todas as redes das variáveis pesquisadas.
Nessa matriz a definição da presença ou ausência de relações foram ponderadas,
conforme o número de relacionamentos evidenciados nas redes anteriores, onde, quanto
maior o número de relações, mais forte o laço na rede. Como critério de classificação sobre
a força dos laços, considera-se neste artigo que relações com escore 6 ou 5, em pelo
menos uma das direções, assume um tipo de “laço muito forte”; escore 4 ou 3, em pelo
menos uma das direções, assume um tipo de “laço forte” e; escore 2 ou 1 em pelo menos
uma das direções assume um tipo de “laço fraco”.
Ademais, cabe ressaltar que a análise sociométrica utilizada neste estudo foi
adotada como uma ferramenta analítica dos padrões de interações entre as bibliotecas do
Consórcio das Universidades Federais do Sul-Sudeste de Minas Gerais, com foco nas
relações sociais entre os atores e não em seus atributos.

4 ANALISE DOS DADOS
Para estruturar e analisar a rede, os bibliotecário-documentalistas diretores ou
responsáveis pelas bibliotecas foram questionados em 6 itens, sendo estes analisados a

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partir do grau de centralidade, o que segundo Alejandro e Norman (2006), representa o
número de conexões existentes em relação ao total possível, ou seja, o quão bem
conectado cada indivíduo está na rede.
O primeiro item pesquisado identificou quais bibliotecas do consórcio trocam
informações, documentos, planos e/ou outros recursos, entre si. Desta forma foi detectado
como ator central dessa rede a UFJF, com grau de entrada e saída normalizada de 83,3%,
seguido por UFLA e UFOP, com grau de entrada e saída normalizada de 50%. Em situação
oposta, em condições mais periféricas encontram UNIFEI, UFSJ e UNIFAL, com grau de
entrada e saída normalizada de 16,7%, conforme apresentado pela Figura e Tabela 1.
Tabela 1 : Grau de centralidade de Freeman’s
1
Grau de saída
UFJF
UFLA
UFOP
UFV
UNIFEI
UFSJ
UNIFAL

5.0
3.0
3.0
2.0
1.0
1.0
1.0

2
Grau de
entrada
5.0
3.0
3.0
2.0
1.0
1.0
1.0

1
%

2
%

83.3
50.0
50.0
33.3
16.7
16.7
16.7

83.3
50.0
50.0
33.3
16.7
16.7
16.7

Figura 1: Rede 1 - Troca de informações, documentos, planos e outros

O segundo item questionado foi sobre quais profissionais das bibliotecas do
consórcio os dirigentes mantinham conversas informais sobre a dinâmica da sua instituição.
A UFJF, com grau de saída normalizada de 83,3% e de entrada de 50%, foi identificada
novamente como o ator mais central nessa variável, seguida por UFLA, com grau de saída
normalizada de 50% e de entrada de 33,3% e a UFOP, com grau de saída normalizada de
50% e de entrada de 66,7%. Na outra extremidade das interações relacionadas a essa
variável, a UNIFEI foi considerada como um ator não-conexo, sem interações de qualquer
sentido (Figura e Tabela 2).
Tabela 2 : Grau de centralidade de Freeman’s
1
Grau de saída
UFJF
UFLA
UFOP
UFV
UFSJ
UNIFAL
UNIFEI

5.0
3.0
3.0
2.0
1.0
1.0
0.0

2
Grau de
entrada
3.0
2.0
4.0
3.0
1.0
2.0
0.0

1
%

2
%

83.3
50.0
50.0
33.3
16.7
16.7
0.0

50.0
33.3
66.7
50.0
16.7
33.3
0.00

Figura 2: Rede 2 - Conversas informais sobre a Dinâmica entre as instituições

O terceiro item pesquisado refere-se à procura por profissionais de quais bibliotecas
os dirigentes já haviam procurado antes de tomar uma decisão chave, sendo diagnosticado

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que a UFJF, com grau de entrada normalizada de 83,3%, novamente foi a mais central,
desempenhando um papel fundamental na estrutura dessa rede, pois representa maior
interação na rede na busca por decisões chaves, seguida por UNIFAL e UFV. Como atores
mais periféricos, identificamos a UNIFEI, UFOP e UFSJ como as instituições que menos
interagem na rede, conforme graus de entradas e saídas apresentados na figura e tabela 3.
Tabela 3 : Grau de centralidade de Freeman’s
1
Grau de saída
UFJF
UNIFAL
UFV
UFLA
UNIFEI
UFOP
UFSJ

5.0
2.0
2.0
1.0
0.0
0.0
0.0

2
Grau de
entrada
2.0
0.0
1.0
2.0
2.0
2.0
1.0

1
%

2
%

83.3
33.3
33.3
16.7
0.0
0.0
0.0

33.3
0.0
16.7
33.3
33.3
33.3
16.7

Figura 3: Rede 3 - Profissional de qual biblioteca foi procurado antes de tomar uma decisão chave

No quarto item pesquisado, os dirigentes das bibliotecas do consórcio foram
questionados sobre o profissional de qual biblioteca já haviam procurado por sua
experiência técnica. A UFJF com grau de saída normalizada de 100% e entrada de 66,7%,
foi novamente considerada a biblioteca mais central, seguida pela UFLA e UFOP, com grau
de saída normalizada de 33,3% e saída de 16,7%. No outro extremo da rede, localiza-se a
UNIFAL, com nenhum grau de saída e grau de entrada normalizada de 33,3%, conforme
apresentado pela Figura e Tabela 4.
Tabela 4 : Grau de centralidade de Freeman’s
1
Grau de saída
UFJF
UFLA
UFOP
UFV
UNIFEI
UFSJ
UNIFAL

6.0
2.0
2.0
1.0
1.0
0.0
0.0

2
Grau de
entrada
4.0
1.0
1.0
2.0
1.0
1.0
2.0

1
%

2
%

100.0
33.3
33.3
16.7
16.7
0.0
0.0

66.7
16.7
16.7
33.3
16.7
16.7
33.3

Figura 4: Rede 4 - Profissional de qual biblioteca já havia procurado por sua experiência técnica

No quinto item pesquisado, foi avaliado com qual biblioteca do consórcio os
dirigentes trocam informações quando se trata de implantação de inovação. Nessa variável,
a UFV, com grau de saída normalizada de 33,3% e entrada de 16,7%, e a UFJF, com grau
de saída normalizada de 33,3% e entrada de 50% foram consideradas as mais centrais. No

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outro extremo destaca-se a UNIFEI que não foi mencionada em nenhum tipo de interação,
conforme apresentado pela Figura e Tabela 5.
Tabela 5 : Grau de centralidade de Freeman’s
1
Grau de saída
UFV
UFJF
UFOP
UNIFAL
UFSJ
UFLA
UNIFEI

2.0
2.0
1.0
1.0
1.0
1.0
0.0

2
Grau de
entrada
1.0
3.0
2.0
0.0
1.0
1.0
0.0

1
%

2
%

33.3
33.3
16.7
16.7
16.7
16.7
0.0

16.7
50.0
33.3
0.0
16.7
16.7
0.0

Figura 5: Rede 5 - Referência para implantação de inovação

Na última variável de estudo, foram questionados sobre o site de busca de qual
biblioteca os dirigentes visitam para consulta, análise ou referências com relação aos
procedimentos técnicos. Segundo a análise sociométrica, as páginas da UFV e UFJF, com
grau de saída normalizada de 100% e entrada de 66,7%, foram consideradas as mais
centrais. Na outra extremidade, a UFLA foi considerada o ator mais periférico, com grau de
saída normalizada de 16,7 e entrada de 50%, conforme apresentado pela Figura e Tabela 6.
Tabela 6 : Grau de centralidade de Freeman’s
1
Grau de saída
UFV
UFJF
UNIFAL
UNIFEI
UFOP
UFSJ
UFLA

6.0
6.0
4.0
2.0
1.0
1.0
1.0

2
Grau de
entrada
4.0
4.0
3.0
3.0
2.0
2.0
3.0

1
%

2
%

100.0
100.0
66.7
33.3
16.7
16.7
16.7

66.7
66.7
50.0
50.0
33.3
33.3
50.0

Figura 6: Rede 6 - Sites de busca de quais bibliotecas dirigentes visitam para procedimentos técnicos

Por fim, com o propósito de analisar a estrutura geral da rede, foi gerada através do
software NetDraw® uma rede ponderada das bibliotecas que compõem o Consórcio das
Universidades Federais do Sul-Sudeste de Minas Gerais. Esta rede representa o conjunto
das variáveis individuais analisadas anteriormente, representando o total de relações
acumuladas em relação a: 1) troca de informações, documentos, planos e outros; 2)
conversas informais sobre a dinâmica das instituições; 3) procura por profissionais antes de
tomar uma decisão chave; 4) procura por profissionais por sua experiência técnica; 5)
acompanhamento e implantação de inovação; e 6) busca dos sites das bibliotecas
participantes para padronização de procedimentos técnicos/site. Sendo calculado através do

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software UCINET® os indicadores de centralidade (entrada e saída) destas relações
acumuladas, conforme apresentado a seguir.

Tabela 7 : Grau de centralidade de
Freeman’s

UFJF
UFV
UFLA
UFOP
UNIFAL
UNIFEI
UFSJ

Grau de
saída
29.0
15.0
11.0
10.0
9.0
4.0
4.0

Grau de
entrada
21.0
13.0
12.0
14.0
8.0
7.0
7.0

Total de
relações
50.0
28.0
23.0
24.0
17.0
11.0
11.0

Figura 7: Rede 7 - Relações ponderadas das bibliotecas do Consócio Sul-Sudeste de Minas Gerais

Neste sentido, percebe-se “laços muito fortes” (representados pelas linhas com maior
espessura) da UFJF com as instituições: UFLA, UFOP, UFSJ e UFV; da UFLA com as
instituições: UFJF e UNIFAL; da UFOP com as instituições: UFJF e UFV; da UFV com as
instituições UFJF e UFOP; e por fim da UFSJ com a UFJF. Percebe-se ainda “laços fortes”
(representados pelas linhas com espessura média) entre a UFJF com a UNIFEI e UNIFAL.
Já em relação aos laços fracos (representados pelas linhas com menor espessura)
percebem-se relações da UNIFAL com UFOP; UFV com UNIFEI; da UFSJ com UFOP e
UFV; da UFOP com UNIFAL e UFSJ; da UFV com UFSJ, UNIFEI, UNIFAL e UFLA; da
UNIFEI com UFV e UNIFAL; e por fim da UFLA com UFOP e UFV.
Corroborando as informações apresentadas nas redes anteriores, nota-se que a
UFJF apresenta uma posição central na rede, pois identificou-se quatro laços muito fortes e
dois laços fortes, além de não apresentar laços fracos com nenhuma das instituições
analisadas, representando um total de 50 relações (29 de entrada e 21 de saída),
assumindo uma posição dominante na rede, pois possui conexões com todos os demais
participantes, o que demonstra ter maior poder e influência na rede (LEMIEUX; OUIMET,
2008; ALEJANDRO; NORMAN, 2005; BORGATTI; FOSTER, 2003; NOHRIA, 1992).
Por outro lado, percebe-se que a UNIFEI encontra-se numa posição mais periférica
na rede, pois não apresenta “laços muito fortes” com nenhuma instituição, apenas um “laço
forte” (com a UFJF) e dois “laços fracos” (com UNIFAL e UFV), representando um total de
11 relações (4 de entrada e 7 de saída), além de se relacionar com UFSJ, UFOP e UFLA.
Assim a centralidade de cada ator na rede pode ser observada no tamanho dos nós
representados na Figura 7, com destaque para UFJF e UFV conectadas com todas as

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instituições; UNIFAL e UFOP conectadas a outras 5 instituições; UFLA conectada a outras 4
instituições, e por fim, UNIFEI e UFSJ conectadas com outras três instituições. Percebe-se
ainda pela rede ponderada a existência de relações orientadas (em vermelho) quando a
relação se apresenta em um único sentido, e não orientadas (em preto), com relações
estabelecidas em sentidos duplos (LEMIEUX; OUIMET, 2008), em que a incidência de laços
mais fortes é mais evidenciada em relações não orientadas, estando as relações orientadas
formadas por laços mais fracos, tendo como consequência menor troca de informações
entre atores.
Por fim, nota-se que a rede analisada apresenta “buracos estruturais”, o que
segundo Burt (1992) representa a existência de diferentes agentes desconectados numa
estrutura social. Neste sentido, evidenciam-se buracos estruturais entre 1) UFOP e UNIFEI;
2) UFSJ e UFLA, UNIFAL e UNIFEI; 3) UNIFAL com UFSJ; 4) UNIFEI e UFLA, UFOP e
UFSJ; 5) UFLA com UNIFEI e UFSJ. Diversos autores indicam que um buraco estrutural
representa a oportunidade de agenciar o fluxo de informação e acessar pessoas relevantes
para aproveitamento de oportunidades de negócios, quando assumidos por atores centrais.
Neste caso, é comum uma condição de “tertius Gaudens”, ou seja, atores fora dos buracos
estruturais podem assumir uma posição de coordenação da rede pelo maior volume de
informações e maior diversidade de acesso gerando novas oportunidades de controle
(BURT, 1992; LEMIEUX; OUIMET, 2008). Neste sentido, percebe-se que a UFJF e UFV
assumem maior coordenação da rede, pois se encontram numa posição favorável aos
buracos estruturais existentes, visto que podem se relacionar e intermediar relações com as
demais instituições da rede.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Partindo de referenciais teóricos que consideram as redes interorganizacionais como
um importante fator de competitividade pelos benefícios gerados pela troca de experiências,
acesso a novas tecnologias, maior acesso a informações e abertura a novos processos
inovativos (BENGTSON; KOCK, 1999; BRITTO, 2002; MA, 2004; PAYAN, 2007; LACOSTE,
2012; CAPALDO, 2007), foi possível identificar por meio da análise sociométrica na rede de
bibliotecas do Consórcio das Universidades Federais do sul-sudeste de Minas Gerais
algumas disparidades de interação entre as instituições analisadas.
De um lado, ficou evidente a centralidade da UFJF em todas as variáveis
pesquisadas, representando que a mesma encontra-se numa posição favorável a trocas de
informações, busca por informações técnicas e inovação na rede, possuindo uma
proximidade relacional com todas as instituições participantes, o que a coloca numa posição
de referência quanto à coordenação da rede. Já no outro extremo, evidencia-se que a UFSJ

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e a UNIFEI encontram-se em posições mais periféricas, não interagindo de forma intensiva
com as demais instituições da rede quanto às variáveis pesquisadas.
Neste sentido, à luz das teorias dos laços fortes e fracos de Granovetter (1973),
percebe-se pela rede ponderada uma centralidade maior da UFJF e UFV, o que, ao menos
na perspectiva teórica, pode favorecer um maior grau de flexibilidade e inovação. Por outro
lado, relações mais esparsas de outras instituições têm apresentado buracos estruturais na
rede, o que segundo Burt (1992) e Hargadon e Sutton (1997), podem provocar a perda de
benefícios e novas oportunidades.
Ressalta-se que o estudo em questão apresenta alguns vieses, na medida em que
as relações analisadas se restringem apenas a rede formada por instituições vinculadas ao
consórcio de bibliotecas do sul-sudeste de Minas Gerais, não considerando a interação
destas com dirigentes de outras bibliotecas não participantes da rede. Outra limitação
encontrada refere-se à coleta de dados que, por coincidir com o período de greve (2012),
gerou barreiras para obter respostas de questões que envolviam setores mais técnicos e
específicos. Diante destas limitações, surge a necessidade de novos estudos empíricos
através de uma estrutura de rede mais ampla e complementada com outros indicadores
estruturais não utilizados neste artigo, como os indicadores de proximidade, intermediação e
densidade da rede, permitindo assim análises mais adequadas de investigação e estratégias
de cooperação mais efetivas.
Ademais, o estudo mostra-se relevante aos dirigentes das instituições participantes
do consórcio das bibliotecas do sul-sudeste de Minas Gerais, pois permite analisar a
estrutura da rede formada, assim como os atores centrais nas diversas variáveis abordadas
ao longo deste artigo, sendo possível identificar em que posições se encontram na rede, os
buracos estruturais existentes, quais instituições possuem laços fortes, fracos, ou ainda
ausência de relações, permitindo desta forma elaborar estratégias para usufruir melhor da
estrutura da rede, buscando novos benefícios e informações capazes de gerar inovações e
maior

competitividade

através

de

ações

coletivas

promovidas

por

relações

interorganizacionais.

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                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
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                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Análise sociométrica da rede de relacionamento das bibliotecas que constituem o Consórcio das Universidades Federais do Sul-Sudeste de Minas Gerais</text>
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              <text>Nivaldo Oliveira</text>
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              <text>Cleber Carvalho de Castro</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>O objetivo deste trabalho foi identificar a estrutura da rede de relacionamentos das Bibliotecas que constituem o Consórcio das Universidades Federais do Sul-Sudeste de Minas Gerais e verificar quais instituições se mostrammais centrais na estrutura de relacionamentos. Para isto, foi adotada a metodologia de estudo de caso, considerando abordagens qualitativas (aspectos relacionais) e quantitativas (indicadores estruturais) com auxílio dos softwares Ucinet® e Netdraw® para a elaboração das matrizes sociométricas, proporcionando análisesde centralidade de cada ator na rede, a presença de laços fracos/fortes e aexistência de buracos estruturais na rede. Como resultado de pesquisa, foievidenciado grande centralidade da UFJF e UFV, o que representa uma posição favorável para a busca e trocas de informações com melhores condições para gerar inovação na rede.</text>
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          <description>A language of the resource</description>
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