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                  <text>Acessibilidade no Sistema de Bibliotecas da UFPE: o real e o
desejável

Luiza Maria Pereira de Oliveira (UFPE) - opmluiza@gmail.com
Lílian Lima de Siqueira Melo (UFPE) - liliamelo@gmail.com
Sandra Maria Neri Santiago (UFPE) - smnsantiago@yahoo.com.br
Liane Biagini (UFPE) - lianebiagini@hotmail.com
Resumo:
Este artigo contempla a acessibilidade no âmbito das bibliotecas universitárias. A
pesquisa foi realizada no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de
Pernambuco. O texto coloca a necessidade das bibliotecas serem ambientes
inclusivos, atendendo às demandas de informação de todos os segmentos de
usuários. O estudo mostra a ausência da aplicação do conceito de acessibilidade
nos espaços das Bibliotecas que compõem o Sistema de Bibliotecas da UFPE.
Através de imagens, fica evidenciada a analogia entre a realidade do ambiente e o que seria
desejável aos usuários portadores de necessidades especiais.
Palavras-chave: Acessibilidade. Inclusão. Acessibilidade em biblioteca.
Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013.

Acessibilidade no Sistema de Bibliotecas da UFPE: o real e o desejável
Resumo:
Este artigo contempla a acessibilidade no âmbito das bibliotecas universitárias. A
pesquisa foi realizada no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de
Pernambuco. O texto coloca a necessidade das bibliotecas serem ambientes
inclusivos, atendendo às demandas de informação de todos os segmentos de
usuários. O estudo mostra a ausência da aplicação do conceito de acessibilidade
nos espaços das Bibliotecas que compõem o Sistema de Bibliotecas da UFPE.
Através de imagens, fica evidenciada a analogia entre a realidade do ambiente e o
que seria desejável aos usuários portadores de necessidades especiais.
Palavras-chave: Acessibilidade. Inclusão. Acessibilidade em biblioteca.
Área Temática: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

1 INTRODUÇÃO

A biblioteca, assim como o profissional que nela atua, é muito antiga. Existe
há cerca de 5.000 anos, desde as primeiras, localizadas na Babilônia, até as de
hoje, tem como missão a guarda de informação, registrada nos mais variados
suportes, e a disponibilização da mesma para os usuários que dela necessitam
(BATTLES, 2003). Os bibliotecários sempre tiveram um olhar extremamente técnico
sobre o tratamento da informação, embora o mundo tenha, ao longo do tempo,
passado por alterações consideráveis. A maioria dos bibliotecários desenvolve seu
trabalho a partir de (priorizando) códigos, tabelas de classificação do conhecimento,
normas e catálogos, fazendo desse espaço um local apropriado para ele, não para
seu usuário. As mudanças mais significativas encontram-se no fato da biblioteca ter
saído dos templos e da posse privada de senhores abastados e se tornado espaços
públicos; a outra mudança, de acordo com Cunha (2010), está na aplicação das
tecnologias da informação no processamento técnico da informação.
Entretanto para além do uso da tecnologia é necessário pensar na função
social da biblioteca e a inclusão do usuário portador de necessidades especiais no
contexto da biblioteca universitária é fundamental. Neste cenário a acessibilidade é
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um aspecto importante a ser considerado pelos gestores de bibliotecas e pressupõe
reflexões mais subjetivas e menos técnicas tais como a função social destas
instituições, a relação biblioteca/usuário, sua inserção na sociedade pós-moderna,
inclusão e gestão.
De acordo com Cunha (2010), as inovações tecnológicas sempre impactaram
muito as bibliotecas, desde as placas de argila, seguidas do papiro, do pergaminho e
papel até os suportes atuais: CDs, e-books, com previsão de mais mudanças no
futuro, tornando-se digitais, especialmente as bibliotecas universitárias. Essas
mudanças desafiam os profissionais da informação, pois quanto mais a informação
em suporte digital se expande mais terão que facilitar o acesso à informação aos
seus usuários (CUNHA, 2010).
Assim o acesso e a acessibilidade são aspectos importantes que devem ser
considerados pelos gestores de bibliotecas. Estas instituições, em sua maioria
apresentam dificuldades para atender os usuários com necessidades especiais.
Nas bibliotecas os usuários com necessidades especiais se deparam com
barreiras de todo tipo: falta de rampas de acesso ou construídas inadequadamente,
espaços que não favorecem a locomoção (barreiras arquitetônicas), ambientes não
sinalizados ou com sinalização inadequada, mobiliários e equipamentos não
adaptados para atender esse público (barreiras ergonômicas e tecnológicas
respectivamente), profissionais sem treinamento para bom atendimento (barreiras
atitudinais), etc.
Nesta perspectiva o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade
Federal de Pernambuco (SIB/UFPE) não constitui uma exceção de modo que os
ambientes das bibliotecas que compõem o referido sistema não apresenta o
conceito de acessibilidade em sua arquitetura o que possivelmente afasta usuários
portadores de necessidades especiais de seus ambientes. Deste modo esta
pesquisa visa refletir sobre o acesso e a acessibilidade por usuários portadores de
alguma limitação física no SIB/UFPE.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
Na história primitiva da humanidade não há registros de como os grupos
lidavam com os indivíduos que apresentavam necessidades especiais. De acordo
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com Gugel (2010), acredita-se que este grupo de pessoas eram excluídas e
abandonadas em razão de ser esta época um tempo em que a defesa pela vida era
diária e sobrevivia o mais forte. Desta forma, manter e proteger uma pessoa com
necessidades especiais constituía um fardo para o grupo.
Para Silva (1987) maioria dos povos era intolerante com os portadores de
mobilidade física reduzida e o tratamento que lhes era dispensado seguiu por toda
Idade Antiga, se prolongando pela Idade Média e Moderna. As mudanças
registradas na sociedade e o aparato legal ocorrido no século passado até o
presente ocorreram muito mais pela organização e pressão de movimentos sociais
liderados por essa população que pela evolução ética e moral do homem.
A sociedade encontra dificuldade para entender e aceitar o outro,
especialmente quando este se apresenta diferente, quando contraria o convencional,
impondo regras que exclui minorias e/ou indivíduos que de alguma forma transgride
o padrão, o que resulta numa sociedade excludente e alheia aos direitos dos
indivíduos que não se encaixam no modelo estabelecido (CORRER, 2003)
Na legislação em vigor, acessibilidade é definida como:
Possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e
autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das
edificações, dos transportes e dos sistemas de comunicação, por pessoa
portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida (INCLUSÃO..., 2007,
p. 21.).

De acordo com Carvalho (2004), a biblioteca universitária tem por missão
disponibilizar a informação, nos mais variados suportes, de maneira a subsidiar as
atividades de ensino, pesquisa e extensão, para toda a comunidade acadêmica. É
necessário então que a biblioteca em sua totalidade esteja preparada para atender
qualquer demanda informacional, de qualquer pessoa, portador ou não de
necessidade especial. (PUPO; MELO; FERREÉS, 2006), atendendo assim a
recomendação do Ministério da Educação (MEC), que na Portaria nº 3.284, de 7 de
setembro de 2003 condiciona o credenciamento de Instituições de Ensino Superior
(IES) e reconhecimento de seus cursos pelo Ministério da Educação e Cultura
(MEC), à existência de ambientes adequados e inclusivos atendendo aos requisitos
da Associação Brasileira de Normas Técnicas (BRASIL. Portaria nº 3.284, 2003).
É necessário pensar a biblioteca como um espaço social (FONSECA, 2007),
entendê-la como instituição provedora de acesso, com a missão precípua de atender
às necessidades informacionais de seus usuários, individuais e coletivos em toda a
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sua diversidade (CARVALHO, 2004). A partir dessa reflexão é possível que esta
instituição entregue à comunidade acadêmica um espaço mais inclusivo e acessível.
3 METODOLOGIA
Para identificarmos as barreiras físicas existentes nas bibliotecas que
compõem o SIB/UFPE foi realizada consulta à norma técnica no 9.050 bem como o
registro imagético dos ambientes das referidas bibliotecas, estabelecendo a relação
entre o que recomenda a NBR nº 9.050 de 1994 e a situação real das bibliotecas do
SIB, considerando os seguintes aspectos na proposição de acessibilidade:
a) acesso físico;
b) mobiliário;
c) espaço/mobilidade;
d) segurança;
e) sinalização.

4 PARA UMA BIBLIOTECA ACESSÍVEL...
Com base na NBR nº 9.050 de 1994 que trata da acessibilidade em
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos é necessário considerar
alguns critérios e parâmetros técnicos que devem ser adotados para que o
SIB/UFPE seja um ambiente acessível.
A mobilidade é um aspecto dos mais relevantes quando se pensa em
ambiente acessível. A rota de uma pessoa deve ser acessível, com trajeto contínuo,
sem obstrução e sinalizado, integrando os ambientes externos (ex. rampas) e
internos (ex. escadas), utilizados por todos de forma autônoma e segura. A
mobilidade nas instalações deve incluir tanto as pessoas que se locomovem em pé
(com ou sem auxílio de acessório, como muletas), como as de cadeiras de rodas.
Além da mobilidade outros itens são indispensáveis na proposição de um
ambiente acessível, assim, na proposição de acessibilidade deve-se atentar para
determinados padrões, tais como:
a) o tamanho da área de circulação, ou seja, considerar a largura para o
deslocamento em linha reta de pessoas em cadeiras de rodas - considerando a
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passagem de um indivíduo, cadeirante e outro não cadeirante e dois cadeirantes
simultaneamente (1,50 a 1,80m.), a largura para transposição de obstáculos
isolados (0,90m.) e a área para manobra de cadeiras de rodas, com ou sem
deslocamento (1,50 a 1,80 m. para rotação de 360o). (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1994, p.6).
b) a comunicação e a sinalização podem ser: visual (com textos e figuras), tátil
(com caracteres e figuras em relevos) e sonora (através de recursos auditivos). A
sinalização deve ser padronizada: a textura, o tamanho e o contraste de cor
devem facilitar aqueles com baixa visão (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
NORMAS TÉCNICAS, 1994, p. 16). piso, a NBR nº 9.050 de 1994 recomenda:
Os pisos devem ter superfície regular, firme, estável e antiderrapante sob
qualquer condição, que não provoque trepidação em dispositivos com rodas
(cadeiras de rodas ou carrinhos de bebê). Admite-se inclinação transversal
da superfície até 2% para pisos internos e 3% para pisos externos e
inclinação longitudinal máxima de 5%. Inclinações superiores a 5% são
consideradas rampas e, portanto, devem atender a 6.4. Recomenda-se
evitar a utilização de padronagem na superfície do piso que possa causar
sensação de insegurança (por exemplo, estampas que pelo contraste de
cores possam causar a impressão de tridimensionalidade) (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1994, p. 39).
.

c) capachos, forrações, carpetes e tapetes devem ser embutidos no piso e
nivelados, com bordas fixadas e sem enrugamento. Evitar tapetes em rotas
acessíveis (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1994).
d) calçada rebaixada é uma rampa localizada na calçada ou passeio, dando
uniformidade no nível entre estes e a via, devendo ser sinalizada; mesmo com o
rebaixamento deve existir uma faixa livre no passeio; uma inclinação na superfície
do piso com declividade igual ou maior que 5%. A inclinação, que envolve a altura
do desnível e o comprimento da projeção horizontal, tem limites estabelecidos
pela ABNT e com largura que depende do fluxo de pessoas. Os corrimões devem
ser nos dois lados, se não houver paredes laterais e ter guias de balizamento
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1994).
e) portas com espaço livre mínimo de 0,80m; se for giratória, ou com outro
dispositivo não acessível, deve ter outra entrada. Precisam abrir com um único
movimento e as maçanetas devem ser do tipo alavanca. Se estiverem em rotas
acessíveis, devem ter na parte inferior um revestimento resistente a impactos.
Devem ser sinalizadas e com informação visual centralizada e sinalização na
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parede adjacente (sinalização tátil) (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS, 1994).
f)

as escadas devem ter os degraus (pisos e espelhos) com dimensões

constantes em toda extensão. Se estiverem em rota de acessíveis devem estar
associadas à rampa ou a equipamento de transporte vertical. Os degraus devem
ter sinalização visual na borda do piso, em cor contrastante com a do acabamento
e sinalização tátil no piso (do tipo alerta ou direcional). Devem ter corrimãos nos
dois lados, feitos de materiais rígidos, sem arestas, firmemente fixados,
permitindo boa empunhadura, deslizamento, e de preferência circulares.
Recomenda-se ter sinalização tátil (anel e Braille) (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
DE NORMAS TÉCNICAS, 1994).
g) o elevador deve ter sinalização tátil de alerta junto à porta. Pode ser utilizada
plataforma: em desníveis de até 2,0 m pode ser de percurso aberto e para
desníveis de até 9,0 m, somente com percurso fechado. Deve haver sinalização
tátil e visual informando a obrigatoriedade de acompanhamento por pessoal
habilitado durante sua utilização e demarcando a área de espera para embarque
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1994).
h) sanitário deve estar localizado em rotas acessíveis, próximo à circulação
principal, perto ou integrado às demais instalações sanitárias e ser devidamente
sinalizado. A porta deve ter puxador horizontal e maçaneta, e, se for do tipo
vaivém, deve ter um visor. Deve se respeitar os parâmetros de instalação de
bacia, mictório, lavatório, boxe de chuveiro, acessórios e com barras de apoio
(com resistência a esforço), além das áreas de circulação, transferência (espaço
necessário para a pessoa com cadeira de rodas transferir-se para outro
mobiliário), aproximação e alcance (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS, 1994).
i) No que concerne às estantes de livros, a NBR nº 9.050 da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (1994, p.88) diz:
A distância entre estantes de livros deve ser de no mínimo 0,90 m de
largura, [...]. Nos corredores entre as estantes, a cada 15 m, deve haver um
espaço que permita a manobra da cadeira de rodas. Recomenda-se a
rotação de 180°, A altura dos fichários deve atender às faixas de alcance
manual e parâmetros visuais. Recomenda-se que as bibliotecas possuam
publicações em Braille, ou outros recursos audiovisuais.

j)

Os terminais de consulta informatizados e com acesso à internet devem ser

acessíveis a todas as pessoas portadoras de alguma necessidade especial. A
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NBR nº 9.050 de 1994 recomenda que pelo menos 10% das máquinas seja
adaptável para acessibilidade. O balcão de empréstimo deve ser acessível e
localizar-se em rota acessível, para os bebedouros a recomendação da NBR nº
9050 (1994) recomenda que estejam localizados em rotas acessíveis e possuir
50% dos mesmos adaptáveis por pavimento.

5 A (NÃO) ACESSIBILIDADE NO SIB/UFPE
Esta sessão apresenta um diagnóstico da situação atual das instalações do
prédio da Biblioteca Central no que se refere ao acesso de pessoas portadoras de
deficiência aos serviços e ambientes da biblioteca.
5.1 Entrada Principal
As figuras a seguir mostram o acesso à entrada principal do prédio da BC.
Figura 1 – Rampa de acesso da Biblioteca Central da UFPE

Fonte: Crédito de Lílian Siqueira, 2012.

Como podemos ver a rampa que dá acesso à entrada principal tem uma
largura adequada, porém está mal conservada. Um cadeirante, por exemplo, não
consegue utilizá-la ou utiliza com insegurança devido às falhas existentes na
superfície.
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Figura 2 - Porta principal da Biblioteca do CAA

Fonte: Crédito de Luiza de Oliveira, 2013.

Nestas imagens fica evidente que a porta principal é ampla, porém não é
aberta completamente, por isso impede ou complica o acesso de pessoas com
necessidades especiais. Os tapetes nas entradas das bibliotecas e na torre
magnética adiciona um entrave a mais no acesso destes usuários.
5.2 Acesso
Na biblioteca Central o acesso ao jardim é difícil devido ao desnível (altura do
batente) acentuado. Os ambientes que acomodam o acervo encontram-se no
primeiro e segundo andar da biblioteca, cujo acesso é pela escada. O elevador
existe, entretanto não é acessível e apresenta defeitos com regularidade.
Figura 3 - Acesso a ambientes internos

Fonte: Crédito de Lílian Siqueira, 2012.

5.3 Instalações equipamentos e mobiliário
Os registros imagéticos que seguem mostram o mobiliário disponível para
estudo e acesso aos computadores e equipamentos utilizados pelos usuários.
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Figura 4 – Instalações do CAC

Fonte: Crédito de Luiza de Oliveira, 2013.

Ao observarmos as instalações, percebemos terminais dispostos sobre
mesas inadequadas para usuários com necessidades especiais. O mobiliário não é
ergonômico e a distribuição dos mesmos não atendem às especificações da norma
técnica no 9050 (2004). Na Biblioteca Central o elevador encontra-se quebrado e
localiza-se ambiente de difícil acesso, para chegar até ele é preciso andar três
corredores mal iluminados e cheios de obstáculos. Quanto aos banheiros, todos
foram adaptados para pessoas com deficiência.
Figura 5 - Mobília– Biblioteca do CCS e CCB

Fonte: Crédito de Luiza de Oliveira, 2013.

Figura 6 - Balcão de empréstimo – Biblioteca do CCB

Fonte: Crédito de Luiza de Oliveira, 2013.
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No que concerne as estantes as mesmas são altas e a distância entre elas
não permite o tráfego de cadeirantes; pessoas obesas e gestantes também
encontrarão dificuldades para se locomover, além disso, a altura das estantes onde
são disponibilizados os livros compõe mais uma barreira a se transpor, pois dificulta
o acesso às últimas prateleiras tanto para cadeirantes quanto para pessoas de baixa
estatura.
Figura 7 - Corredores e estantes – Biblioteca do CFCH

Fonte: Crédito de Luiza de Oliveira, 2013.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
De acordo com o estudo realizado é possível afirmar que os ambientes das
bibliotecas do SIB-UFPE não são acessíveis. Os usuários portadores de
necessidades especiais não encontram condições adequadas de uso e permanência
nos referidos espaços. As barreiras encontradas são muitas; logo na entrada o
primeiro

obstáculo:

os

tapetes

existentes

constituem

um

dos

primeiros

complicadores a serem vencidos. No caso de algumas unidades como a Biblioteca
Central os degraus e a rampa em condições inadequadas de uso se apresentam
como os primeiros entraves no acesso. Se esse usuário conseguir transpor essa
barreira logo terá que enfrentar outras: escadas, balcão de empréstimo e mobiliário
inadequado, estantes altas, corredores estreitos, ausência de sinalização adequada,
entre outros itens provocadores de insegurança.
Os únicos ambientes adaptados para atender a todos os usuários das
Bibliotecas são os banheiros quando existem, alguns, no entanto, embora
destinados aos portadores de necessidades especiais não possuem todos os
elementos recomendados pela NBR no 9.050 de 1994. Os balcões de empréstimos
da maioria das bibliotecas do SIB/UFPE também estão adaptados.
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Diante deste quadro recomendamos que o SIB/ UFPE juntamente com a
coordenação das Bibliotecas Setoriais do referido Sistema, elabore e implante um
plano para a proposição de acessibilidade com a maior urgência, e que esteja de
acordo

com

os

indicadores

de

acessibilidade

(acesso

físico,

mobiliário,

espaço/mobilidade, segurança, sinalização, acervo, pessoal para atendimento
qualificado e uso de tecnologias assistivas. Esse plano deve ser construído em
consonância com a Lei de acessibilidade nº 10.098 (BRASIL, 2000) e a NBR nº
9.050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (2004) dispondo para o usuário
um ambiente inclusivo, respeitando o direito constitucional à educação que todos
têm, independente da condição física de cada um.
REFERÊNCIAS
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portadoras de deficiências a edificações, espaço, mobiliário e equipamentos
urbanos - NBR 9.050: 1994. Rio de Janeiro: ABNT, 2004.
BATTLES, Mathew. A conturbada história das bibliotecas. São Paulo: Planeta do
Brasil, 2003.
BRASIL. Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e
critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de
deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Diário Oficial
[da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 20 dez. 2000.
Seção 1, p. 1.
______. Portaria nº 3.284, de 7 de novembro de 2003. Dispõe sobre requisitos de
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Disponível em: &lt;http://portal.mec.gov.br /sesu/arquivos/pdf/c1_1679.pdf&gt;. Acesso
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CARVALHO, Isabel Cristina Louzada. A socialização do conhecimento no espaço
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GUGEL, Maria Aparecida. A pessoa com deficiência e sua relação com a história
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                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
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                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Florianópolis/SC</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Acessibilidade no Sistema de Bibliotecas da UFPE: o real e o desejável</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Luiza Maria Pereira de Oliveira</text>
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              <text>Lílian Lima de Siqueira Melo</text>
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            <elementText elementTextId="29935">
              <text>Sandra Maria Neri Santiago</text>
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              <text>Liane Biagini</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>FEBAB</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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            <elementText elementTextId="29939">
              <text>2013</text>
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          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
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              <text>Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade - Trabalho científico</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Este artigo contempla a acessibilidade no âmbito das bibliotecas universitárias. Apesquisa foi realizada no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal dePernambuco. O texto coloca a necessidade das bibliotecas serem ambientesinclusivos, atendendo às demandas de informação de todos os segmentos deusuários. O estudo mostra a ausência da aplicação do conceito de acessibilidadenos espaços das Bibliotecas que compõem o Sistema de Bibliotecas da UFPE.Através de imagens, fica evidenciada a analogia entre a realidade do ambiente e o que seria desejável aos usuários portadores de necessidades especiais.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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      <name>cbbd2013</name>
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