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                  <text>XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013
A importância da gestão da informação para a prática da sustentabilidade: o
caso de Rio Verde de Mato Grosso
RESUMO
A sustentabilidade no mundo de hoje é mais do que uma verdade, ela deve ser
vivida na prática e para que isso ocorra é necessário que a população em geral
possua conhecimento do que é a sustentabilidade para que seja possível seu
desenvolvimento. Faltam informações e entendimento das informações, para que
possa haver, de fato, desenvolvimento sustentável. As ações desencadeadas
pelo governo e organizações do terceiro setor podem não ter o impacto desejado
caso a comunidade não possua informações suficientes para o discernimento da
ação e vivência desse conhecimento. A gestão da informação, nesse contexto,
pode auxiliar o processo de disseminação da informação, como mais uma
estratégia para a tomada de consciência da comunidade envolvida. Constitui-se
em uma pesquisa de campo, de caráter exploratório, a qual se desenvolveu na
cidade de Rio Verde de Mato Grosso, objetivando-se identificar as principais
ações relacionadas ao tema sustentabilidade pelo executivo municipal. Parte-se
do pressuposto de que a gestão da informação, orientada as ações de
sustentabilidade poder-se-ia contribuir ao processo de tomada de consciência da
população local. Utilizou-se como instrumento de pesquisa um questionário, o
qual foi aplicado aos transeuntes da principal praça da cidade, com o intuito de
perceber o nível de consciência da população em relação ao tema
sustentabilidade.
PALAVRAS-CHAVE: Gestão da informação. Sustentabilidade. Rio Verde de
Mato Grosso - MS
Área Temática: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade.
1 INTRODUÇÃO
Rio Verde de Mato Grosso é uma pequena cidade ao norte do Estado de
Mato Grosso do Sul cercada por paredões de rocha, serras, rios e cachoeiras que
formam um cenário cinematográfico.
No município de Rio Verde 14 rios distintos nascem e morrem, construindo
as belezas naturais da cidade, que se localiza dentro da bacia hidrográfica do Rio
Taquari, o Aquífero Guarani, a maior reserva de água doce subterrânea do
mundo, que se reabastece com as águas das chuvas, sua metragem total é de 55
mil km³, e 213.200 Km² nessa região, dessa forma, a preservação desta região é
de suma importância para garantia do desenvolvimento econômico sustentável, e
para que isso ocorra é necessário que a população local tenha consciência do

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que é a Sustentabilidade, contudo como se obter a consciência de algo que não
se conhece, ou não se entende?
E é sob essa pergunta que nasce a problemática da presente pesquisa
questionando quais as políticas de sustentabilidade local disseminadas entre a
população na garantia da preservação de Rio Verde de Mato Grosso? A pesquisa
busca identificar quais os projetos de sustentabilidade existentes para a cidade,
como o poder público dissemina os projetos existentes entre a população, e qual
o grau de conhecimento da mesma sobre a sustentabilidade local. O estudo
almeja compreender o grau de conhecimento sobre a sustentabilidade,
acreditando que a sustentabilidade é uma temática de prática, e não se pode
praticar o que não se conhece.
A pesquisa é definida como uma pesquisa de campo, de caráter
exploratório, como define Odília Fachin (2003, p. 133) “[...] a pesquisa de campo é
a que se realiza com o fato social situado em seu contexto natural, ou seja, em
seu campo ou habitat natural, sem nenhuma alteração imposta pelo pesquisador.
[...]”. Os sujeitos da pesquisa foram representantes da prefeitura, da secretaria de
meio ambiente, aplicou-se uma entrevista a uma historiadora da cidade, além da
aplicação de questionário com a população local.

2 SUSTENTABILIDADE: DE ONDE VEIO?

A temática da sustentabilidade hoje no mundo é fato! Todos comentam,
todos falam, muitos a defendem e os meios de comunicação como TV, rádio e
principalmente a internet, evidenciam sua necessidade para a perpetuação e
salvação do meio ambiente em nosso planeta.
Recebemos constantemente informações sobre intervenções da ONU, e a
importância da participação dos poderes públicos para o desenvolvimento da
sustentabilidade em nosso planeta.
O mundo se encontra hoje na denominada “Era da Informação”, neste
momento somos “bombardeados” com inúmeras informações dos mais diversos
tipos, a disponibilização da internet à população em geral aumentou o nível de
acesso ao conhecimento, tanto científico, como político (sem mencionar o
entretenimento que a mesma proporciona), a população hoje cobra e se informa

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de como os governos estão governando, onde está sendo ou não, utilizado o
dinheiro público.
A população cobra cada vez mais a tão desejada qualidade de vida, o que
inclui não somente moradia e condições financeiras nos dias de hoje, busca-se
um ambiente que inspire e proporcione melhor condição de vida.
O termo sustentabilidade começou a ser definido em 1972 quando a
Organização das Nações Unidas (ONU) promoveu a conferência das Nações
Unidas sobre o meio ambiente em Estocolmo, Suécia.
Sustentabilidade pode ser definida como a característica de
um processo ou sistema que permite que ele exista por certo
tempo ou por tempo indeterminado. Nas últimas décadas, o
termo tornou-se um princípio segundo o qual o uso dos
recursos naturais para a satisfação das necessidades
presentes não deve comprometer a satisfação das
necessidades das gerações futuras. (PEREIRA, 2011, p. 74)
Os primeiros documentos sobre a temática sustentabilidade foram
“protocolo de Montreal” aberto em 1985 para adesão, entrando em vigor em 1989
com a adesão de 150 países, o mesmo teve sua revisão em 1990, 1992, 1995,
1997 e 1999, Kofi Annan, diplomata Gana e secretario geral da Organização das
Nações Unidas (ONU) de 1997 a 2007 comentou que "Talvez seja o mais bem
sucedido acordo internacional de todos os tempos". O protocolo de Montreal tinha
como objetivo regulamentar a produção e o consumo de produtos destruidores da
camada de ozônio.
Seguido do protocolo de Montreal, em 1997 teve-se início o “Protocolo de
Quioto” que tinha como objetivo a ratificação de 55% dos gazes que causam o
efeito

estufa,

175

países

assinaram

o

tratado,

assumindo

assim

a

responsabilidade na diminuição da emissão dos gazes poluentes para a camada
de ozônio.
O Protocolo só entrou em vigor em 2005, após a adesão da Rússia no ano
anterior. Cada país teve um índice estabelecido variando os índices a serem
atingidos de país para país. Países considerados subdesenvolvidos como o
Brasil, México, Argentina e Índia não tiveram metas estipuladas pelo tratado,
contudo o Brasil se comprometeu a zerar a emissão de gases causadores do
efeito estufa até 2013.

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Mesmo que os acordos internacionais tenham sido
assinados pela maioria dos países, eles terão de ser
negociados também em casa. Para que as metas de
redução [previstas no Protocolo de Quioto] sejam cumpridas,
os governos locais, as pequenas empresas, as grandes
corporações e as organizações civis terão de se envolver.
(PEREIRA, 2011, p. 57 apud DOW; DOWNING, 2007, p.
69).
Em 2000 Kofi Annan propôs a realização de uma reunião de cúpula,
realizado de 6 a 8 de setembro em Nova York, que ficou conhecida como a
“cúpula do Milênio” que teve como resultado a “Declaração do Milênio” onde
foram estabelecidos os ODM - Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que
consistem em 8 objetivos a serem alcançados pelos 191 países participantes até
2015.
Objetivos estes identificados abaixo:
01-

Erradicar a extrema pobreza e a fome;

02-

Atingir o ensino básico universal;

03-

Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres;

04-

Reduzir a mortalidade na infância;

05-

Melhorar a saúde materna;

06-

Combater o HIV/AIDS, malária e outras doenças;

07-

Garantir a sustentabilidade ambiental;

08-

Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.

Como se pode observar a sustentabilidade vai além do “proteger o meio
ambiente”, mas sim garantir nosso desenvolvimento econômico, melhorias de
condições de vida, sem destruir com o meio ambiente, garantindo dessa forma,
condições de desenvolvimento e condições de vida para as gerações futuras.

3

A

IMPORTÂNCIA

DA

GESTÃO

DA

INFORMAÇÃO

PARA

À

SUSTENTABILIDADE

A sustentabilidade para ser efetiva tem a necessidade de ser vivida, não
existe efetividade e prática do que não se conhece.

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A gestão da informação, dessa forma, se torna necessária para que a
sustentabilidade realmente exista. Todo cidadão tem o direito a receber dos
órgãos públicos informações de seu interesse particular, coletivo ou geral
(FREIXO, 2004). A questão da sustentabilidade não é diferente, possui o
agravante de que é considerada uma temática relativamente nova, tendo em
consideração que a mídia aborda a temática a menos de 10 anos.
Muitas pessoas já ouviram falar, contudo não sabem ao certo o que isso
quer dizer, o que leva a falta de informação, ocasionando, dessa forma, o
desinteresse da população pelo tema.
Nos últimos anos, termos como sustentabilidade,
desenvolvimento sustentável, responsabilidade empresarial
ou responsabilidade corporativa tornaram-se comuns nos
debates, em pesquisas e na mídia. No entanto, devido à sua
complexidade, eles ainda são pouco compreendidos, mesmo
nas escolas e nos meios de comunicação.
(PEREIRA, 2011. p. 73)
A falta de disseminação da informação gera a desinformação, fazendo com
que mesmo que as escolas e as mídias abordem a temática, os usuários da
mesma permanecem sem o conhecimento, sem o entendimento de onde e
porque a sustentabilidade ou a ausência da mesma interfere na vida cotidiana de
cada um de nos, habitantes da sociedade.
A sustentabilidade está nas ruas a caminho de nossos serviços e casas, a
ausência da mesma gera problemas, não só ambientais, mas, também, sociais.
Tendo em vista as palavras de Wersig apud Smith e Fadel de que “informação é o
conhecimento para a ação” se torna claro a necessidade da disponibilização das
informações sobre propostas e projetos da sustentabilidade, principalmente local,
para que a população possa interagir e colaborar na execução dos mesmos. A
internet oferece as ferramentas necessárias para que isso se torne realidade.
O cidadão, o usuário – razão última da maioria dos
conteúdos e das operações que organizam esses conteúdos
na Internet – não pode ser visto como receptor passivo: ele é
ativo, agente determinante, livre para escolher e interagir,
independentemente do espaço e do tempo. Mais que isso,
ele se torna também produtor e intermediário de conteúdos.
(LIVRO VERDE, 2000. p. 59)

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A gestão da informação se faz necessária para a divulgação da
sustentabilidade, na garantia de um desenvolvimento sustentável tanto de forma
política

quanto

desenvolvimento

prática.

Não

sustentável,

se
sem

pode

pensar

elaborar

junto

em

sustentabilidade

um

plano

eficaz

ou
de

disseminação dessas informações, de forma que, a gestão da informação,
sustentabilidade, poder público e desenvolvimento sustentável não sejam
vertentes de uma mesma parceria.
Em um contexto em que, a busca de soluções para estas
demandas e necessidades pode ocorrer de forma facultativa,
evolutiva e institucional ou de forma mandatória no qual o
fazer é apenas aquilo que é suficiente para o comprimento
legal. (SMITH; FADEL, 2011.)
A necessidade da gestão da informação se firma junto à sustentabilidade
para que os poderes públicos tenham informações o suficiente para a elaboração
de suas ferramentas, planos e ações na garantia de um desenvolvimento
sustentável.
A gestão da informação se apresenta sobre duas vertentes nesse ponto,
tanto para que a comunidade saiba o que e como seu governo trabalha a
sustentabilidade garantindo, dessa forma, não só a sustentabilidade e
desenvolvimento, mas gerando qualidade de vida para a população e
assegurando que as próximas gerações também o terão, como também se
apresenta na forma de ferramenta para os poderes públicos para que haja um
estudo na identificação dos problemas mais emergenciais garantindo o
desenvolvimento sustentável.
Sem a identificação destes problemas, o plano diretor de cada cidade se
torna inviável, muitas vezes pode-se encontrar um planejamento que ao ser lido,
aparentemente, está perfeito, contudo sua prática não é real. Como pode ser
verificado no caso da cidade por meio desta pesquisa exploratória.
Durante a realização da pesquisa foi verificado que a cidade em alguns
momentos possuiu, em outros ela ainda tenta possuir um plano de
desenvolvimento sustentável, porém a realidade vivenciada é outra.
Nesse contexto o “Modelo processual de administração da informação”
proposto por Choo apud Smith e Fadel atende a necessidade de organização da
informação para um desenvolvimento eficaz, por ser uma “proposta com um ciclo

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contínuo composto de seis processos com relação entre si” (Smith e Fadel,
2011.), citados abaixo:
•

Identificação das necessidades de informação;

•

Aquisição de informação;

•

Organização e armazenamento de informações;

•

Desenvolvimento de produtos e serviços de informação;

•

Distribuição de informação;

•

Uso da informação.

Assim como em uma empresa, a prefeitura e suas secretarias devem
elaborar um plano para que, primeiramente se identifique quais as necessidades
informacionais, de que forma essas informações serão adquiridas, organizadas e
armazenadas, de forma que seja possível o desenvolvimento de serviços e
produtos, que vindos da política de poder local estarão vinculados ao
planejamento e desenvolvimento de projetos que garantam a sustentabilidade e o
desenvolvimento da região.
Informações que permaneçam sem tratamento e disseminação são
informações que se perdem. Junto com um programa de disseminação das
informações a política local deve estimular o uso dessas informações para que as
práticas propostas se tornem efetivas.

4 SUSTENTABILIDADE DE RIO VERDE DE MATO GROSSO

A cidade de Rio Verde de Mato Grosso está localiza a 216 km² da capital
do

estado

de

Mato

Grosso

do

Sul,

sua

latitude 18º55'05"

sul

e

a

uma longitude 54º50'39" oeste, estando a uma altitude de 330 metros. Sua
população em 2010 era de 18.890 (IBGE), a cidade possui um clima subtropical,
com períodos de seca de Abril a setembro; e com períodos de chuva de outubro a
março, tendo uma temperatura media de 36ºC. Com uma vegetação típica de
cerrado, arbórea aberta, arbórea densa e rica em espécies medicinais da flora
existente, Rio Verde possui um terreno caracterizado por 50% arenoso, 20%
argiloso e 30% misto.
Sendo a cidade referência no turismo regional, Rio Verde de Mato Grosso
começou sua luta pela conservação do meio ambiente em meados de 1993,

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quando pela primeira vez, se registrou relatos de crimes ambientais nas fazendas
que a cercam.
As

primeiras

ações

para

com

a

sustentabilidade

dirigiram-se

a

conscientização dos proprietários nas fazendas, principalmente, onde se
encontram nascentes dos rios, tendo em vista a degradação que ocorria devida a
cultura de exploração da época, entretanto a iniciativa da elaboração de um Plano
Diretor para a garantia de um desenvolvimento sustentável na região só teve
início em 2005, entrando em vigor em Outubro de 2006.
Com sua elaboração nasceram projetos como o “Programa de educação
ambiental- Semana Mundial do Meio Ambiente”, que foi constituído de três
etapas: reunião com professores; palestras nas escolas; e a ação de
reflorestamento, onde foram plantadas 600 espécies nativas nas margens do rio
com cercamento do local para a proteção das mudas. Hoje este projeto já não é
mais realidade, e a sustentabilidade é trabalhada de forma abstrata nas escolas.
Durante a elaboração do Plano Diretor as ações emergências, segundo
informações do Ministério do Meio Ambiente, eram a promoção da gestão rural
para a conservação do solo e da água; a recomposição da reserva legal das
APAS (Áreas de Preservação Permanente); e a capacitação e apoio para o
gerenciamento dos recursos hídricos.
Os projetos que ainda se encontram em pleno funcionamento é o de
preservação das APAS, o Programa de Recuperação das Microbacias do Rio
Taquari, lançado em junho de 2011, o programa teve sua iniciativa pelo Governo
do Estado, que disponibilizou diversas verbas para a implantação do mesmo, o
projeto ainda se encontra em fase de execução, e visa também à criação de
viveiros para o plantio de espécies naturais.
A nova administração do COINTA, que tomou posse em Janeiro de 2013,
declarou que ira investir na coleta seletiva de lixo, nos postos de reciclagem,
tratamento de entulho e restos de materiais de construção e postos de
compostagem.

5 MATERIAS E MÉTODOS

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A pesquisa foi definida como uma pesquisa de campo exploratória, com o
método descritivo devido seu caráter social. Para maior abrangência das
informações, a coleta de dados foi dividida em duas partes. Na primeira parte
foram coletadas informações sobre os projetos existentes para a região, junto à
prefeitura e a secretaria de meio ambiente e turismo; foi realizada uma entrevista
com uma historiadora local, que forneceu um histórico sobre como a necessidade
da sustentabilidade nasceu e como ela é tratada na cidade de Rio Verde de MatoGrosso.
Na secretaria do Meio Ambiente e Turismo foram coletadas informações
sobre os projetos existentes e os em vigor, como também a sequência que está
prevista as execuções destes projetos.
Após a estruturação da linha do tempo sobre as práticas sustentáveis no
histórico da cidade, e a coleta de quais são os projetos em execução, como
segunda parte da coleta das informações foi aplicado um questionário com alguns
cidadãos escolhidos aleatoriamente, no centro comercial de Rio Verde de Mato
Grosso/MS, importante ressaltar que Rio Verde possui menos de 19 mil
habitantes, e o centro comercial da cidade compreende uma única rua, com uma
media de 2 km de comprimento.

6 ANÁLISE E RESULTADOS

Os resultados obtidos da tabulação dos dados coletados nos questionários
aplicados revelam que 97% da amostragem obtida, conhecem o “termo”
sustentabilidade, tendo em vista que 41% foram apresentados ao conceito de
sustentabilidade através da televisão, 12% através da internet, fica subentendido
que a concepção sobre a temática é superficial, 47% responderam que foram
apresentados ao termo na escola ou faculdade.
O fato de que a maioria pesquisada tenha sido apresentada ao assunto na
área educacional, traz uma triste avaliação na divulgação e disseminação dos
projetos e ações em prol da sustentabilidade, pois quando indagados sobre as
ações existentes na cidade, somente 21% da população disse conhecer os
projetos existentes, contra 79% que afirmam não conhecerem os projetos de

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sustentabilidade existentes, o que nos traz novamente as palavras de Pereira
(2011) ao afirmar que o tema ainda não é compreendido.
Em seguida, a falta de disseminação e divulgação da sustentabilidade local
e sua importância para a garantia do desenvolvimento equilibrado é reafirmada,
tendo em vista que somente 31% da população pesquisada acreditam haver
sustentabilidade local, e 69% acreditam que Rio Verde de Mato Grosso não
possui sustentabilidade.
O questionário possuía abertura para citar algum projeto sustentável
existente na cidade, e foi identificado que realmente uma pequena parcela da
população possui conhecimento sobre os projetos de sustentabilidade local, como
o viveiro municipal com plantas nativas (4%), a recuperação da Bacia do Rio
Taquari (3%), a revitalização das margens do Rio Verde (20%), o programa de
Resíduos sólidos (3%), contudo 70% da população pesquisada informou não
conhecer nenhum projeto sustentável pra a cidade.
A pesquisa com a população local não revelou nenhum projeto diferente
dos identificados junto à prefeitura e a secretaria de meio ambiente, contudo ao
ser solicitado para que o indivíduo identifica-se os projetos sustentáveis que ele
conhecia 19% da população pesquisada informaram conhecer o projeto de
Recuperação da Bacia do rio Taquari, 35% informaram conhecer o projeto de
revitalização das margens do rio Verde, e 11% informou conhecer o projeto sobre
os Resíduos Sólidos, estabelecendo um comparativo com a questão anterior
verifica-se que mesmo não existindo um trabalho estruturado de disseminação da
informação o tradicional.
Ao ser indagado sobre a ação dos poderes públicos na divulgação da
sustentabilidade local, 83% dos indivíduos participantes acredita não haver
disseminação das informações para a vivência da sustentabilidade local, contudo
foi possível identificar que a população possui consciência das etapas futuras dos
projetos em execução, como a construção do viveiro municipal e o programa
sobre os resíduos sólidos.
Durante a aplicação do questionário com a população foi constatado que
ao ser indagado sobre o conhecimento dos projetos a maioria dos indivíduos
respondeu não conhecer os projetos de sustentabilidade local, contudo ao se

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deparar com o nome do projeto todas as pessoas demonstraram ter consciência
sobre que ação era feita ou seria feita referente às ações propostas pelo governo.
Com a tabulação dos dados, foi possível verificar que a disseminação das
informações

dos

projetos

de

conservação

ambiental

ocorre

de

forma

desestruturada, sem uma sequência lógica e estruturada.
A necessidade da estruturação de um projeto de gestão da informação de
forma clara e objetiva se faz realidade necessária em prol da vivência da
sustentabilidade, que somente pode ser praticada com o conhecimento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante a realização da pesquisa ficou claro que a população possui
informações sobre o que envolve o tema sustentabilidade, contudo não possui o
conhecimento suficiente para que seja realidade sua prática.
A falta de estruturação da gestão para o acesso e uso da informação
desvaloriza a ação dos poderes públicos perante a temática, não há um trabalho
de conscientização ou divulgação sobre o porquê das ações sustentáveis e qual
sua importância para a população.
Pensar a gestão da informação como uma estratégia ao gerenciamento
dos processos relacionados às ações sustentáveis do executivo local poder-se-ia
melhor estruturar os fluxos de informação no contexto gerencial e da própria
comunidade, estabelecendo parcerias com as escolas e organizações locais,
criando, assim, um importante e expressivo movimento em função da causa
sustentável.

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FREIXO, Aurora. Gestão da informação no estado brasileiro: aplicação da
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                <text>Florianópolis/SC</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>A importância da gestão da informação para a prática da sustentabilidade: o caso de Rio Verde de Mato Grosso</text>
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              <text>Maria Maitê de Godoy Paré Mendonça</text>
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              <text>Rodrigo Pereira</text>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
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          <name>Date</name>
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              <text>Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade - Trabalho científico</text>
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              <text>A sustentabilidade no mundo de hoje é mais do que uma verdade, ela deve ser vivida na prática e para que isso ocorra é necessário que a população em geral possua conhecimento do que é a sustentabilidade para que seja possível seu desenvolvimento. Faltam informações e entendimento das informações, para que possa haver, de fato, desenvolvimento sustentável. As ações desencadeadas pelo governo e organizações do terceiro setor podem não ter o impacto desejado caso a comunidade não possua informações suficientes para o discernimento da ação e vivência desse conhecimento. A gestão da informação, nesse contexto, pode auxiliar o processo de disseminação da informação, como mais uma estratégia para a tomada de consciência da comunidade envolvida. Constitui-se em uma pesquisa de campo, de caráter exploratório, a qual se desenvolveu na cidade de Rio Verde de Mato Grosso, objetivando-se identificar as principais ações relacionadas ao tema sustentabilidade pelo executivo municipal. Parte-se do pressuposto de que a gestão da informação, orientada as ações de sustentabilidade poder-se-ia contribuir ao processo de tomada de consciência da população local. Utilizou-se como instrumento de pesquisa um questionário, o qual foi aplicado aos transeuntes da principal praça da cidade, com o intuito de perceber o nível de consciência da população em relação ao tema sustentabilidade.</text>
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