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                  <text>A função social do profissional da informação numa biblioteca
inclusiva

Magali Araújo Damasceno de Oliveira (UFRN) - magdamasceno@gmail.com
Márcia Valéria Alves (UFRN) - mivalves@gmail.com
Maria Aniolly Queiroz Maia (UFRN) - aniollymaia@gmail.com
Resumo:
Aponta que a inclusão implica em vários fatores, seja no âmbito social, tecnológico e
econômico. Mostra que especificamente a inclusão social é entendida como processo de
inserção de pessoas com algum tipo de deficiência no contexto da sociedade em geral, de
modo que sejam tratadas de forma igualitária. Aborda que neste contexto, a biblioteca é
denominada inclusiva quando tem o compromisso de promover o acesso à informação a todos
os usuários, independente de cor, raça,
classe social e possíveis limitações, e o bibliotecário é o sujeito essencial nessa integração
biblioteca-sociedade. Enfoca o profissional bibliotecário como um agente responsável por
facilitar o acesso à informação ao usuário, de modo a despertar nele o interesse em entender,
opinar, criar, refletir, discutir, isto é, o desejo de aprender e interpretar a informação e fazer
uso dela em benefício individual e/ou coletivo. Objetiva demonstrar a função social do
profissional bibliotecário numa unidade de informação, visando acesso à informação de
qualidade a sociedade em geral. Utiliza como metodologia pesquisas bibliográficas e
eletrônicas. Conclui que a biblioteca inclusiva não deve ser vista apenas como um ambiente
voltado para a inclusão de pessoas com deficiência no contexto informacional, mas sim aquela
que busca satisfazer a todos sem distinção e o bibliotecário é o mediador fundamental
nesse processo.
Palavras-chave: Biblioteca Inclusiva. Bibliotecário Social. Unidades de Informação.
Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

A função social do profissional da informação numa biblioteca inclusiva

Resumo: Aponta que a inclusão implica em vários fatores, seja no âmbito social,
tecnológico e econômico. Mostra que especificamente a inclusão social é entendida
como processo de inserção de pessoas com algum tipo de deficiência no contexto
da sociedade em geral, de modo que sejam tratadas de forma igualitária. Aborda
que neste contexto, a biblioteca é denominada inclusiva quando tem o compromisso
de promover o acesso à informação a todos os usuários, independente de cor, raça,
classe social e possíveis limitações, e o bibliotecário é o sujeito essencial nessa
integração biblioteca-sociedade. Enfoca o profissional bibliotecário como um agente
responsável por facilitar o acesso à informação ao usuário, de modo a despertar
nele o interesse em entender, opinar, criar, refletir, discutir, isto é, o desejo de
aprender e interpretar a informação e fazer uso dela em benefício individual e/ou
coletivo. Objetiva demonstrar a função social do profissional bibliotecário numa
unidade de informação, visando acesso à informação de qualidade a sociedade em
geral. Utiliza como metodologia pesquisas bibliográficas e eletrônicas. Conclui que a
biblioteca inclusiva não deve ser vista apenas como um ambiente voltado para a
inclusão de pessoas com deficiência no contexto informacional, mas sim aquela que
busca satisfazer a todos sem distinção e o bibliotecário é o mediador fundamental
nesse processo.
Palavras-chave: Biblioteca Inclusiva. Bibliotecário Social. Unidades de Informação.
Área Temática: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade.

1 INTRODUÇÃO

A Biblioteconomia é uma área que vem sofrendo mudanças, principalmente
nos últimos anos. Essas mudanças surgiram a partir das exigências da sociedade
que ao longo dos anos tornara-se seletiva. Sabe-se que é uma área que tem como
elemento principal a informação e como co-adjuvante o usuário, termos
intrinsecamente ligados.
A biblioteca vem sofrendo mudanças na sua estrutura física também e, mais
ainda na prestação de seus produtos e serviços, seja pelas mudanças impostas pelo
avanço tecnológico, seja pela necessidade e perfil de cada usuário.
Novos serviços surgiram e alguns sofreram adaptações para abranger a uma
demanda maior de usuários. E ao se falar em prestação de serviços numa
biblioteca, implica efetivamente em prestar um serviço informacional a alguém, sem
restrição de cor, raça, status social, possíveis limitações, entre outros, pois a
informação é um direito de qualquer cidadão que dela procura e/ou necessita.

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Assim, o termo biblioteca inclusiva surge para reforçar que é um ambiente
de atendimento e acolhimento de todos, como forma de inclusão social num espaço
destinado à informação a partir de um elo de integração entre os indivíduos e a
biblioteca.
Nessa perspectiva, o artigo tem como objetivo demonstrar a função social do
profissional bibliotecário numa biblioteca inclusiva, mencionando a importância do
papel social da biblioteca e do agente de informação – o bibliotecário, na Sociedade
do como fator de contribuição e inclusão de todas as pessoas num ambiente
informacional. Assim, pode-se aferir a relevância de se construir bibliotecas cada vez
mais inclusivas com atendimento igualitário a todos, independente das limitações e
especificidades de cada usuário.
Este artigo é contemplado pela introdução na qual faz uma abordagem geral
de todos os tópicos contidos neste documento; a seção 2 explana o que é uma
biblioteca inclusiva; a seção 3 demonstra o compromisso social que a biblioteca
deve ter e o seu papel perante a sociedade; a seção 4 mostra a importância da
função social do bibliotecário em unidades de informação como agente mediador
entre a informação e o usuário; e o fechamento deste estudo com as considerações
finais, seguido das referências citadas durante o texto.
2 BIBLIOTECA INCLUSIVA

Mencionar o termo inclusão implica vários fatores seja no âmbito social,
tecnológico ou econômico. O próprio termo é autoexplicativo, incluir-se ou inserir-se
em determinado lugar, assunto ou meio, estes que por sua vez estão diretamente
ligados à aceitação dos indivíduos do jeito que são perante a sociedade.
A inclusão social pode ser entendida como um processo de inserção de
pessoas com algum tipo de deficiência no contexto da sociedade em geral, de modo
que todos os indivíduos sejam tratados de forma igualitária. Para Sassaki (1997,
p.41) “A inclusão social é o processo pelo qual a sociedade se adapta para poder
inserir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais e,
simultaneamente, estas se preparam para assumir seus papéis na sociedade”.
No caso da biblioteca inclusiva, esta por sua vez deverá promover acesso à
informação a todos os usuários, independente de cor, raça, classe social e possíveis

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limitações. Além de desenvolver atividades de integração entre a sociedade e a
biblioteca. Conforme GUERREIRO (apud RIBEIRO; LEITE, 2001, grifo nosso),
Hoje a estratégia de intervenção é baseada no princípio da inclusão,
cujo objectivo visa a construção de uma escola efectiva para todos, a
chamada escola inclusiva que pretende proporcionar as mesmas
oportunidades a todos, tornando a educação mais eficaz para todos.
As bibliotecas têm que passar a assumir também esta
dimensão.

Muitos autores focam o assunto Biblioteca Inclusiva com a preocupação de
inserir as pessoas com necessidades educacionais especiais - NEE1 em seu meio,
pois essa clientela vem encontrando várias barreiras quanto ao acesso tanto físico
como informacional nas bibliotecas. Abaixo algumas citações que abordam a
questão das pessoas com necessidades educacionais especiais no que diz respeito
a Biblioteca Inclusiva.
Num contexto de ‘inclusão da diferença’, pretendemos lançar a
discussão sobre a melhor forma de actuação com vista à inclusão de
pessoas com necessidades especiais, especialmente pessoas com
deficiência visual, no circuito normal de leitura. Nesta linha propomonos abordar e debater o conceito de ’Biblioteca Inclusiva’ (RIBEIRO,
LEITE, 2001).
Para que a unidade de informação seja inclusiva, faz-se necessário
que o gestor (Bibliotecário) tenha a preocupação de satisfazer as
necessidades informacionais de todos os usuários, incluindo as
pessoas que apresentam NEE, aos quais sentem maiores
dificuldades de acesso à informação. A biblioteca acessível é aquela
que envolve a acessibilidade física e informacional, oferecendo um
serviço adequado que trabalhe as habilidades dos usuários com NEE
no uso da informação. (EUGÊNIO, 2011, p.23).

Quando é mencionado o termo biblioteca inclusiva, logo vem o entendimento
de que ela é um ambiente destinado as pessoas com necessidades educacionais
especiais, onde na verdade, deve ser um local acessível para todos, independente
de suas limitações, como também um local que deve garantir um espaço livre de
barreiras arquitetônicas.
Biblioteca inclusiva não é aquela biblioteca específica,
por exemplo, para deficientes visuais com todo acervo
disponível em Braille, mas sim aquela que atende toda
a demanda da população de maneira igualitária, onde
seus usuários possam acessar e utilizar os serviços e
1

NEE – Necessidade(s) Educacional(is) Especial(is).

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acervos, conforme suas especificidades (CONEGLIAN;
SILVA, 2006, p. 7).

A biblioteca inclusiva trata-se de um ambiente que garante acesso à
informação a todos os indivíduos, sem que necessariamente possuam uma
deficiência ou limitações.
Nesse contexto Pinheiro (2009), enfoca que o espaço de uma biblioteca deve
ser planejado levando em consideração aspectos como: facilidades e dificuldades de
acesso: pisos, passagens e caminhos, corredores, portas e obstáculos; condições
de manuseio e leitura: altura das estantes, penetrais, pontos de acomodação de
leitura; conforto e segurança: altura das mesas, sinalização de piso, prioridade legal;
equidade espacial: o espaço deve ser utilizável por qualquer usuário, em qualquer
circunstância garantido a cada um os mesmos direitos e deveres.
Nesse sentido, a biblioteca inclusiva pode ser entendida como um ambiente
de acolhimento ao usuário que necessita de informação. Esse espaço deverá
garantir um atendimento eficiente e eficaz aos seus clientes, fazendo com que esses
indivíduos possam frequentar essa unidade de informação (UI) quando desejarem. A
seção a seguir abordará o compromisso social da biblioteca.
3 O COMPROMISSO SOCIAL DA BIBLIOTECA

A biblioteca é uma organização dinâmica que deve se preocupar com a
coletividade, e para isso tem que compreender seu real valor institucional para com
a comunidade, se colocando como organização necessária para a mesma.
Partindo do princípio que a biblioteca deve atender as necessidades
informacionais de todos sem distinção, verifica-se que um de seus compromissos, é
o compromisso social. A organização denominada biblioteca
[...] deve atuar de acordo com as necessidades da população que a
cerca, neste sentido há de ser considerado que em uma sociedade
não existem apenas pessoas ricas, instruídas e sem necessidades
especiais. A biblioteca deve atuar ao lado da população, não
excluindo nenhuma de suas camadas, nem priorizar os ricos, nem os
pobres, nem doutores, nem analfabetos, nem videntes, nem cegos e
etc. (SANCHES NETO, 2011, p.4).

Dessa forma, é possível dizer que é primordial que a biblioteca tenha como
prática a inclusão de todos no que diz respeito ao acesso à informação. Ela poderá

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oferecer espaço para que todos tenham acesso a informação que lhe convém,
tornando-se cidadãos conscientes quanto ao seu papel na sociedade.
Almeida Júnior (1997, p.100) afirma “[...] que a ‘democratização da
informação’ deve deixar de ser um slogan para converter-se em compromisso,
compromisso do bibliotecário para com a sociedade, para com a comunidade a
quem deve atender”. Dessa maneira, o acesso à informação é um compromisso do
agente institucional chamado biblioteca, que por sua vez está no profissional
bibliotecário, considerado o sujeito chave nesse contexto. Ter acesso à informação é
um direito de todos.
Complementando, Souza (1993, p.25, grifo do autor) comenta que:
[...] a biblioteca, é um agente institucional. [...] o bibliotecário, é um
agente humano. [...] Pretendemos encará-los como agentes de
transformação e como tais, devemos considerá-los com capacidade
de praticar ações que sejam suficientes para dar nova forma às
ações dantes praticadas, ou que sejam capazes de tornar
diferentes as ações que vinham sendo desenvolvidas. Pois é esse
em suma o papel do agente de transformação.

Complementando, Souza (1993, p.43) diz ainda que:
[...] para a biblioteca desempenhar-se como agente de
transformação, ela precisa, por primeiro, ver-se como permanente,
com vida anterior e posterior a quem a dirige. Se esta premissa for
colocada, as capacidades e orientações tendem a ser
convenientemente utilizadas, e isso vai gerar produtos e serviços,
atitudes e ações marcantes.

A biblioteca deve enxergar-se muito além de prateleiras e livros, isto é, deve
identificar sua função social para com a sociedade, e agir como uma organização
transformadora. Conforme Araujo (1985, p.116-117) “[...] a biblioteca pública [é] uma
instituição eminentemente social [e] o bibliotecário, consequentemente, tem sua
parcela de responsabilidade e competência no desenvolvimento do país, devendo
representar uma função específica em uma organização social”.
Ainda, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura (1994 apud SANCHES NETO, 2011, p.5):
A biblioteca pública é o centro local de informação, tornando
prontamente acessíveis aos seus utilizadores o conhecimento e a
informação de todos os gêneros. Os serviços da biblioteca pública
devem ser oferecidos com base na igualdade de acesso para todos,
sem distinção de idade, raça, sexo, religião, nacionalidade, língua ou
condição social. Serviços e materiais específicos devem ser postos à

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disposição dos utilizadores que, por qualquer razão, não possam
usar os serviços e os materiais correntes, como por exemplo
minorias linguísticas, pessoas deficientes, hospitalizadas ou reclusas.
Todos os grupos etários devem encontrar documentos adequados às
suas necessidades.

A biblioteca tem a informação como “[...] peça fundamental para o processo
de inclusão social [...]”, basta que o profissional bibliotecário facilite este processo
para que não aconteça “desigualdade social” (SANCHES NETO, 2011, p.10).
Entende-se, portanto, que agindo assim, a biblioteca estará realizando seu
papel democrático/social, e estará preparada para ajudar qualquer cidadão. E como
dito, o profissional bibliotecário é a peça fundamental nesse processo. Nessa
perspectiva, na próxima seção será abordada a importância da função social do
bibliotecário em unidades de informação.

4 IMPORTÂNCIA DA FUNÇÃO SOCIAL DO BIBLIOTECÁRIO EM UIs

A profissão de bibliotecário vem passando por grandes transformações,
principalmente nos últimos anos, transformações estas, impulsionadas pelo avanço
tecnológico e, consequentemente pela demanda de informação da denominada
Sociedade do Conhecimento. As informações divulgadas em tempo real, devido a
facilidade de acesso por meio da Internet, e o seu imenso volume, ficam sob
responsabilidade do profissional da informação a capacidade de absorver, filtrar,
organizar, analisar e disseminar essa informação de acordo com o cenário no qual
está inserido.
[...] o surgimento das novas tecnologias, a necessidade de educação
continuada e novas exigências do mercado, fez com que o
profissional bibliotecário com perfil tradicional cedesse seu espaço
para o moderno profissional da informação, com conhecimentos que
vão além das técnicas, para lidar com gerência de informação em
vários suportes e com conhecimentos da realidade social, política e
educacional. Esse é um grande desafio para os profissionais da
informação (LIMA, C.; LIMA, K., 2009, p. 32).

Essas práticas estão intimamente relacionadas com o fazer da prática do
profissional da informação, mas precisamente, do profissional bibliotecário. Dentro
desse contexto, esse profissional deve estar atento e preparado para responder as
novas exigências da sociedade, principalmente pela diversidade de informação,
notícia, necessidade informacional e especificidade de cada ser humano. Dessa

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forma, esse profissional tem a sua frente o desafio de colocar uma nova dimensão
ao problema informacional e lembrar de que o mais importante não é a quantidade
de informação disponível, mas sim a sua qualidade.
Sabe-se que o desafio e o interesse pelo conhecimento fazem parte da
evolução de qualquer profissão, principalmente, para o profissional da informação - o
bibliotecário. Ele precisa ter ciência da necessidade de atualização técnica e de seu
papel social perante a sociedade como agente facilitador da disseminação da
informação.
O campo de atuação do bibliotecário, bem como suas funções exercidas são
bem diversificadas, podendo atuar em bibliotecas, centros de documentação,
arquivos, editoras, livrarias dentre outros.
Ao coletar, selecionar, analisar e organizar as coleções que
compõem o acervo da biblioteca, com vistas a responder com
precisão e pertinência às demandas de informação da sociedade; ao
auxiliar os usuários da biblioteca nas suas buscas de informação
para solução de um problema determinado, o bibliotecário entra em
relações sociais de trabalho que vão absorvendo novas concepções
de vida, novo modo de pensar e de entender a realidade. O
bibliotecário nessas relações de trabalho vai elaborando um novo
conhecimento de si, das coisas e dos homens, que vão influenciando
seu próprio modo de vida, suas relações com o mundo, com os
homens, com o trabalho e com ele próprio, transformando-o
(CYSNE, 1993, p.86).

Assim, a missão do bibliotecário corresponde a facilitação de acesso às
informações, de modo que os indivíduos despertem o interesse em entender, opinar,
criar, refletir, discutir, isto é, o desejo de aprender e interpretar a informação, assim
como de transformá-la em conhecimento, sendo uma troca mútua entre o
profissional e o usuário. Resumindo, o bibliotecário tem como um dos objetivos-fins
ajudar o indivíduo na construção do conhecimento. Complementando, Cysne(1993,
p.133):
Atuar como bibliotecário significa entender e desenvolver
competência técnica através do domínio de um saber específico e da
aquisição de habilidades com vistas à promoção, integração e
intervenção do indivíduo e da coletividade – através do acesso ao
saber produzido e sistematizado, dentro de uma visão de que sua
prática deve ser integrada ao contexto social mais amplo – para que
o profissional tenha uma consciência da extensão social do seu
trabalho.

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Com tantas funções desenvolvidas por esse profissional, todas visando o
atendimento e a satisfação do usuário, outra que merece abordagem é o papel
social que esse profissional desenvolve, principalmente por que o atendimento é
voltado para as necessidades do usuário, ou seja, sua função é prestar serviços a
sociedade que dela busca. Ao abordar sobre a evolução social na biblioteca,
Cysne(1993, p.26) menciona que:
No início deste século, a evolução social expande os objetivos da
biblioteca, quando se amplia o objetivo educacional para o de
promoção da cultura em geral. Essa ampliação de objetivo não tem
aceitação geral e faz com que os bibliotecários reflitam sobre a
posição social da biblioteca, pensando num modo mais eficaz de
torná-la mais popular e, dessa forma, mais utilizada, como forma de
garantir sua existência na comunidade.

Cunha (2003, p.43, grifo nosso) explica que “A nossa profissão é uma
profissão essencialmente social, uma profissão de mediação e de contato, de
‘fazer com o outro’ de fazer para o outro, o bibliotecário só tem a ganhar com a
colaboração com outros profissionais”.
A citação anterior fala da importância do contato social do bibliotecário com o
seu meio e a colaboração de outros profissionais nesse contexto como um trabalho
interdisciplinar, na qual envolve várias áreas do saber e essa prática já é uma
tendência mundial. Esta realidade possibilita que a sociedade e que os profissionais
de outras áreas tenham uma maior visibilidade do que é o fazer bibliotecário e
despertem a curiosidade em saber o que realmente compete a esse profissional.
Diante dessa abordagem, cabe ao bibliotecário a função de valorizar a sua
profissão, no qual depende da sua capacidade de ter curiosidade e humildade em
aprender, de estar em contato com os outros profissionais, buscar capacitação e ser
ousado, ser um profissional inovador. Além disso, ele deve fazer sua parte que é
desempenhar além de suas funções técnicas, suas funções sociais com o intuito de
colaborar para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e mais crítica nos
seus conceitos.
Para Almeida Júnior (1997, p.91): “[...] a nossa verdadeira função social [...]
não é apenas incentivar a leitura, mas trabalhar com a informação, levá-la àqueles
que dela necessitam”.
Assim, podemos dizer que a missão da biblioteca nas instituições de ensino e
do bibliotecário, é capacitar seus usuários para que cheguem até a informação e

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busquem soluções para determinados problemas (sociais, econômicos, políticos,
etc.). Isso porque a sociedade exige um profissional cada vez mais qualificado,
empreendedor, com habilidades e competências para a tomada de decisão e saber
se relacionar bem.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Percebeu-se que a profissão de bibliotecário, nas últimas décadas vem
sofrendo grandes transformações no seu perfil, bem como as unidades de
informações na sua estrutura física e na prestação de seus produtos e serviços
informacionais. Tudo isso para se adaptarem as novas exigências da Sociedade do
Conhecimento.
Observou-se que o estudo bibliográfico sobre a temática da biblioteca
inclusiva não deve ser vista apenas como um ambiente voltado para a inclusão de
pessoas com deficiência no contexto informacional, mas a todos que tem interesse
ou não pelo ambiente da biblioteca. Além disso, possibilitou a constatação de que a
biblioteca inclusiva deve ser um ambiente que visa a integração de todos os
indivíduos que necessitam de informação, de modo que estas pessoas sejam
tratadas de forma igualitária, independente de suas possíveis limitações.
Verificou-se a necessidade de incorporação de novas práticas nas atividades
dos profissionais bibliotecários, pois estes precisam estar atento às mudanças que
estão ocorrendo no contexto global, seja na inovação de sua própria prática
profissional, seja no seu aspecto social (olhar estratégico para as questões sociais).
Com isso, poderá fazer uma reflexão sobre sua própria prática profissional e o seu
papel perante a sociedade, como um profissional mais consciente, atuante e voltado
aos interesses da coletividade.
Constatou-se a importância da função social do bibliotecário no seu ambiente
de trabalho para que os indivíduos possam buscar cada vez mais a ajuda desse
profissional de acordo com a sua necessidade. E cabem aos profissionais da
informação, como é o caso dos bibliotecários, estarem capacitados para garantir a
todos os indivíduos acesso à informação, de modo a contribuir com o
desenvolvimento profissional e pessoal destes indivíduos.

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Além de profissionais qualificados, as unidades de informação devem ter
recursos estruturais e tecnológicos, que possibilitem melhorias no acesso à
informação para a sociedade em geral.
Nessa perspectiva, espera-se que este estudo sirva de subsídio para
pesquisas futuras que venham a contribuir para melhorias na vida da sociedade em
geral. Assim como nas estratégias que venham a beneficiar a qualidade dos
produtos e serviços informacionais da biblioteca, os aspectos físicos ligados à
mesma e a do fazer bibliotecário.

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                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
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                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>A função social do profissional da informação numa biblioteca inclusiva</text>
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              <text>Márcia Valéria Alves</text>
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              <text>Maria Aniolly Queiroz Maia</text>
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          <name>Coverage</name>
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          <name>Date</name>
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              <text>Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade - Trabalho científico</text>
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              <text>Aponta que a inclusão implica em vários fatores, seja no âmbito social, tecnológico e econômico. Mostra que especificamente a inclusão social é entendida como processo de inserção de pessoas com algum tipo de deficiência no contexto da sociedade em geral, de modo que sejam tratadas de forma igualitária. Aborda que neste contexto, a biblioteca é denominada inclusiva quando tem o compromisso de promover o acesso à informação a todos os usuários, independente de cor, raça,classe social e possíveis limitações, e o bibliotecário é o sujeito essencial nessa integração biblioteca-sociedade. Enfoca o profissional bibliotecário como um agente responsável por facilitar o acesso à informação ao usuário, de modo a despertar nele o interesse em entender, opinar, criar, refletir, discutir, isto é, o desejo de aprender e interpretar a informação e fazer uso dela em benefício individual e/ou coletivo. Objetiva demonstrar a função social do profissional bibliotecário numa unidade de informação, visando acesso à informação de qualidade a sociedade em geral. Utiliza como metodologia pesquisas bibliográficas e eletrônicas. Conclui que a biblioteca inclusiva não deve ser vista apenas como um ambiente voltado para a inclusão de pessoas com deficiência no contexto informacional, mas sim aquela que busca satisfazer a todos sem distinção e o bibliotecário é o mediador fundamentalnesse processo.</text>
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