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                  <text>TECIDOS COMO FONTE DE INFORMAÇÃO: a organização de uma
tecidoteca como suporte no processo de ensino-aprendizagem

Fernanda Schmidt Gimenez (Udesc) - fernandaschmidtgimenez@gmail.com
Daniela Spudeit (ACB) - danielaspudeit@gmail.com
Resumo:
Discorre sobre a organização da Tecidoteca da Faculdade Senac Florianópolis e aponta para a
importância de um acervo de tecidos como fonte de informação em uma instituição que
oferece cursos de moda. Apresenta a metodologia usada para a catalogação e ressalta a
importância da parceria de bibliotecários com professores de tecnologia têxtil para
identificação e catalogação dos tecidos. Conclui enfatizando sobre a relevância desta preciosa
fonte de informação como suporte no processo de ensino e aprendizagem aos alunos e
docentes dos cursos de Moda no Senac.
Palavras-chave: Tecidoteca. Tecido. Fonte de informação. Biblioteca Senac
Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

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TECIDOS COMO FONTE DE INFORMAÇÃO: a organização de uma tecidoteca
para suporte no processo de ensino e aprendizagem
Resumo:
Discorre sobre a organização da Tecidoteca da Faculdade Senac Florianópolis e
aponta para a importância de um acervo de tecidos como fonte de informação em
uma instituição que oferece cursos de moda. Apresenta a metodologia usada para a
catalogação e ressalta a importância da parceria de bibliotecários com professores
de tecnologia têxtil para identificação e catalogação dos tecidos. Conclui enfatizando
sobre a relevância desta preciosa fonte de informação como suporte no processo de
ensino e aprendizagem aos alunos e docentes dos cursos de Moda no Senac.
Palavras-chave: Tecidoteca. Tecido. Fonte de informação. Biblioteca Senac
Área Temática: Bibliotecas, serviços de informação, sustentabilidade.
1 INTRODUÇÃO
A indústria têxtil usa variados tipos de fibras oriundos da natureza e outros
produzidos de forma artificial que podem variar conforme o encolhimento, a
resistência à tensão, o alongamento, entre outras características. São esses fatores
que diferenciam um tecido de um não tecido e uma malha, pois inúmeros tipos
têxteis são produzidos em grande quantidade e variedade para atender as coleções
da pequena à grande indústria. É muito importante que um profissional da área de
desenvolvimento de produto de moda conheça estes materiais e as características
dos tecidos para poder desenvolver suas coleções construindo suas peças
alinhando

a

elasticidade,

maleabilidade,

rendimento

esperado

e

outras

especificidades dos diferentes tipos de tecidos conforme explicam Westphal e
Gomes (2010).
Desta forma, torna-se importante que uma instituição de ensino que ofereça
cursos da área de moda disponibilize um espaço para que os alunos consigam
conhecer e identificar os tipos e características técnicas dos tecidos e tenham
acesso a diferentes tipos de catálogos comerciais, mostruário de cores e outros
objetos relacionados à área da moda para que a formação acadêmica seja completa
para que o aluno possa se inserir capacitado no mundo do trabalho. Este ambiente é
chamado de tecidoteca ou teciteca.
Para Treptow (2005, p. 115) “os tecidos são a matéria-prima do designer de
moda, é importante que o designer conheça as características dos tecidos, suas
classificações e suas propriedades de caimento e adequação”.

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Por meio de uma tecidoteca, é possível disponibilizar um acervo de tecidos
organizado em bandeiras têxteis para consulta e pesquisa dos clientes envolvidos
com moda para elaborar trabalhos do próprio curso e também no desenvolvimento
de coleções.
De acordo com os procedimentos técnicos, este estudo é caracterizado como
bibliográfico, pois foi elaborado a partir de material já publicado, como livros, artigos
publicados em anais de eventos e em periódicos científicos, entre outras fontes. Sob
o ponto de vista do objetivo, trata-se de um estudo exploratório descritivo. De acordo
com Gil (1994) a pesquisa exploratória visa dar maior familiaridade com um
problema e a pesquisa descritiva descreve as características de um fenômeno, que
neste caso, o foco é o tecido como fonte de informação.
Assim sendo, este trabalho tem como objetivo apresentar a metodologia
usada na organização da Tecidoteca da Faculdade de Tecnologia Senac de
Florianópolis sinalizando a importância de um acervo de tecidos como fonte de
informação em uma instituição que oferece cursos na área de moda. Discorre sobre
a metodologia utilizada para a catalogação desse acervo no Sistema Pergamum
utilizando os campos MARC para facilitar a interoperabilidade e intercâmbio no
formato de dados. Além disso, este trabalho busca ressaltar a importância da
cooperação entre bibliotecários com professores e pesquisadores da área de
tecnologia têxtil para auxiliar na identificação dos tecidos visando facilitar a
recuperação dos tecidos na pesquisa.
2 A MODA COMO MEIO DE INFORMAÇÃO
A moda como objeto de pesquisa é um fenômeno completo, porque além de
propiciar um discurso histórico, econômico, etnológico e tecnológico, também tem
valência de linguagem, na acepção de sistema de comunicação, isto é, um sistema
de signos por meio do qual o ser humano delineia a sua posição no mundo e a sua
relação com ele. Nessa perspectiva, pode-se afirmar que a moda funciona como
uma “sintaxe”, ou seja, como um sistema de regras mais ou menos constante
(BARNARD, 2003).
Entretanto, percebe-se que a moda é cíclica, fluída, dinâmica e inconstante
que se alimenta de tendências do passado e das tecnologias do presente para

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projetar a moda do futuro em um processo de resgate histórico, mas também da
prospecção de cenários. É neste limiar da fonte histórica que se justifica a criação de
museus, arquivos e bibliotecas especializadas em moda que servem como
inspiração aos estilistas e produtores no cenário do vestuário internacional.
De acordo com Braga (2006), a moda é uma realidade presente em todos os
períodos históricos. Uma realidade passível de se tornar um tema historiográfico que
permite investigar tanto a organização habitual como as grandes estruturas
econômicas da sociedade, contemporânea ou bem distante no tempo e no espaço.
A moda abordada neste estudo está relacionada ao vestuário e suas
tecnologias têxteis que modificam e aperfeiçoam os diferentes tipos de tecidos que
são usados para criar roupas. Kauling (2008, p.10) explica que “o tecido é
reconhecido como um material à base de fios de fibra natural ou sintética, que
compostos de diversas formas tornam-se coberturas de diversos tipos formando
roupas e outras vestimentas e coberturas de diversos usos”.
Ao disponibilizar um espaço organizado com amostras de tecidos diferentes
representa a oportunidade de “criação de símbolos, linguagens e significados no
qual a área de moda se enriquecerá com o universo de formas, estilos, materiais e
cores diversificadas propiciando, incentivando o processo criativo”, conforme
explicado por Fernandes (2004).
Pela relevância que representa a moda em uma sociedade, torna-se
importante a organização de um espaço que dê suporte ao ensino e à pesquisa de
tecidos para que sirvam como fonte de informação desses profissionais que lidam
com a moda, principalmente no campo acadêmico para auxiliar no processo de
ensino e de aprendizagem em cursos voltados à qualificação de profissionais da
área da moda conforme será apresentado a seguir.
3 A ORGANIZAÇÃO DE UMA TECIDOTECA
Paiva, Fortunato e Giannasi-Kaimen (2011) apresentam uma relação das
instituições que divulgam suas tecidotecas em sites e as documentaram em eventos
e publicações periódicas. Nesta lista 6 das 20 instituições são localizadas em Santa
Catarina comprovando que é uma tendência organizar tecidotecas dentro das
instituições que ofertam os cursos de Moda no Brasil.

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Em outro estudo foi feito um mapeamento das principais tecidotecas do país,
entre elas a FURB, UDESC, Senai Jaraguá do Sul, Senac São Paulo, Universidade
Anhembi Morumbi, FEEVALE, entre outras (KAULING, 2008).
Grande parte dessas tecidotecas foi criada visando ampliar as produções
técnico-científicas e acadêmicas dessas comunidades e surgiram por iniciativa de
alunos e pesquisadores de cursos ligados à Moda, Design e Estilismo de instituições
de ensino profissional e universitário.
Há, desde 2010, a Vertical Têxtil, iniciativa da Associação Catarinense de
Empresas de Tecnologia (ACATE), que reúne empresas do segmento tecnológico
que desenvolvem software, hardware, serviços e equipamentos para a área têxtil,
com o objetivo de incentivar o relacionamento entre estas empresas para fortalecer o
setor no Estado (TI SANTA CATARINA, 2011). A microregião de Blumenau é a
região em que predominam as indústrias têxteis. Esta região é composta por
cidades como Blumenau, Brusque, Rio do Sul, São Bento do Sul, entre outras. Em
Santa Catarina há diversas indústrias, conhecidas nacional e internacionalmente,
entre elas estão Marisol, Dudalina, Altenburg, Hering, etc. (LOCLKTENBERG, 2004).
Paralelo ao crescimento das micros, pequenas, médias e grandes indústrias
têxteis em Santa Catarina, houve o investimento na qualificação da mão de obra
desses profissionais. Esta demanda gerada foi capacitada por meio de cursos na
área têxtil com SENAC, SENAI, UDESC, IFSC, entre outras.
Foi nestas instituições de ensino que surgiram as primeiras tecidotecas no
estado de Santa Catarina, sendo que a pioneira foi a Teciteca do CEART da UDESC
que teve sua origem concomitantemente ao Curso de Bacharelado em Moda da
UDESC, em 1996, com o objetivo de oferecer informações técnico-científicas
atualizadas do substrato têxtil à comunidade empresarial, acadêmicos e profissionais
de moda, segundo Costa e Poelking (2007). De acordo com Paiva (2011, p. 1442)
A tecidoteca é um processo de criatividade na formação e entendimento
de materiais têxteis, direcionando o aprendiz na compreensão dos tipos de
tecidos e não tecidos, a multiplicação dos desenhos, motivos, e grafismos
das coleções de tecidos que atualmente incentivam representantes
comerciais (através da bandeira têxtil) a apresentar às confecções e aos
profissionais da área uma variedade de amostras, combinando com os
hábitos e exigências do público alvo.

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A tecidoteca atua como espaço de elaboração e disseminação do
conhecimento e da produção a partir de ações de pesquisa e extensão,
desenvolvendo e incentivando a pesquisa e criação de novos materiais têxteis,
abrindo espaço para a divulgação de trabalhos de novos designers às empresas e à
sociedade em geral (COSTA; POELKING, 2007).
É importante salientar que a tecidoteca deve ser organizada em uma
biblioteca como resultado de um trabalho de parceria do bibliotecário com
profissionais da área de Moda envolvidos com os cursos oferecidos pela instituição
para que estes tecidos efetivamente sirvam como fonte de informação. Esta parceria
deve ser estabelecida no início do trabalho de organização e catalogação da
tecidoteca para que estes profissionais auxiliem o bibliotecário na identificação e
descrição dos principais metadados a serem inseridos na base de dados. Após esta
etapa inicial de catalogação concluída, é interessante que haja uma comissão
definida para solicitar novos tecidos a fornecedores e analisar os materiais recebidos
para que sejam selecionados e depois incorporados ao acervo pelo bibliotecário.
Os tecidos a serem incorporados em tecidotecas podem ser selecionados de
acordo com o tipo de fibra, construção do tecido, composição, nomes técnico e
comercial, entre outros critérios a serem definidos pela equipe responsável. Desta
forma foi, organizada a tecidoteca da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis
conforme será relatada no próximo capítulo.
4 TECIDOTECA DA FACULDADE SENAC FLORIANÓPOLIS
O Senac Florianópolis tem forte tradição na educação profissional na área de
moda desde a data de sua criação na promoção de cursos de qualificação básica,
técnicos e cursos de pós-graduação como criação de moda, estilismo e coordenação
de moda, desenhista de moda, consultoria de moda, etc. Desta forma, tornou-se
importante que a biblioteca organizasse os tecidos para consulta e pesquisa.
Para começar a organizar este acervo de tecidos, foram feitas visitas técnicas
em tecidotecas, porém, percebeu-se a necessidade de ter um profissional desta
área para identificar os tecidos e obter um software para o acervo que atendesse
aos requisitos necessários para a catalogação de tecidos. A partir de 2009, quando
a Biblioteca passou a usar o Sistema Pergamum, que permitia a catalogação de

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variadas fontes de informação utilizando o padrão de intercâmbio MARC 21, definiuse que era o momento de começar a organização desses tecidos.
Desta forma, foi feito um projeto para a organização deste espaço pois a
biblioteca tinha tudo o que era necessário para a tecidoteca e o maior investimento
feito foi o pagamento de professores desta área para ajudar na identificação dos
tecidos. Entre 2010 e 2012, vários profissionais com conhecimento em tecnologia
têxtil ajudaram na identificação dos tecidos e na formação do acervo de tecidos.
Na biblioteca da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis os tecidos
foram recebidos como doação dos representantes das indústrias têxteis e de
confecção ao longo de vários anos.
Após aprovação do projeto foram seguidas as etapas descritas no quadro 1
para organização da tecidoteca que além de tecidos, havia cartelas de cores
(pantones) e catálogos comerciais da área de moda e vestuário.
Quadro 1 – Etapas do projeto
Etapa
Análise e seleção
Descarte
Identificação
Catalogação
Organização física

Período
Responsáveis
2010-2012
Profissional da área de tecnologia têxtil
2012
Profissional da área de tecnologia têxtil
2012
Profissional da área de tecnologia têxtil
2012
Bibliotecário e estagiário de Biblioteconomia
2012
Bibliotecário e estagiário de Biblioteconomia
Fonte: Autoras (2012)

O projeto teve início quando profissionais da área têxtil fizeram a análise de
todos os tecidos que haviam na biblioteca. As características analisadas foram:
composição (fibras que compõem o tecido), a construção (modo como os fios estão
organizados), encolhimento, gramatura, tipo de tecido e sua classificação.
Após a análise, foram selecionados os tecidos que iriam compor a tecidoteca.
Foi escolhida uma amostra de cada tecido. Haviam vários tecidos com as mesmas
características, mas com cores e estampas diferentes. Nesse caso, os tecidos foram
considerados iguais e foi selecionada uma dessas amostras para compor o acervo.
Foram analisados catálogos de amostras e cores. Destes foram selecionados
para a tecidoteca aqueles que estavam mais atuais e que possuíam informações
que não ficam obsoletas, já que o mundo da moda é muito dinâmico.
Após a fase de análise e seleção, algumas amostras foram descartadas.
Amostras que sofreram as ações do tempo e possuíam manchas ou estavam

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puídas, foram efetivamente descartadas. Enquanto que, amostras repetidas e em
boas condições de uso foram colocadas na “caixa de recortes”, que servirá como
material de apoio para as aulas práticas. O mesmo processo foi realizado com os
catálogos. Os que possuíam amostras em boas condições, foram para a “caixa de
recortes”, enquanto outros foram doados aos professores dos cursos de moda do
Senac. Já, os que estavam muito deteriorados, foram eliminados.
É importante ressaltar que os tecidos podem ser classificados como naturais,
artificiais, e sintéticos. De acordo com sua trama ainda podem ser categorizados
como planos, felpudos, jacquard, malhas, mistos, tramados, não-tecidos, entre
outros conforme explicados por Kauling (2008), Morelli e Souza (2010). Na biblioteca
do Senac Florianópolis, esta identificação foi feita por professores da área de Moda
com conhecimento em tecnologia têxtil e foram divididos, primeiramente, entre
Malhas e Planos. As malhas receberam mais uma classificação, identificada pelos
profissionais da área têxtil: Meia Malha, Malha Dupla e Retilínea. Depois, todas as
amostras foram classificadas da seguinte forma: naturais, artificiais, sintéticos e
mistos. Para definir em qual tipo de classificação os tecidos se enquadravam, foi
utilizada a tabela da empresa Quimanil (QUIMANIL CORANTES E AUXILIARES,
2010).
Como tecidos mistos, foram considerados os tecidos compostos por mais de
um tipo de fibra. Ainda houve a classificação “Tecidos Diferenciados”, dentro da qual
encontram-se não-tecidos, rendas e outros tecidos que não se enquadravam nas
classificações anteriores e eram de pequena quantidade para criar uma classificação
para cada um deles.
A Biblioteca da Faculdade de Tecnologia Senac de Florianópolis utiliza a 22ª
edição da CDD como base de sua classificação. Decidiu-se utilizar o número 677,
que aborda todo o setor têxtil, já que a CDD não fornecia números para todas as
fibras elencadas na tabela de classificação de tecidos e os mistos também ficariam
de fora destes números.
Para a catalogação, foi utilizado o Sistema Pergamum. Neste sistema, foi
incluído o “tipo” Bandeira de Tecido no campo CAD ACERVO para diferenciar o tipo
de material. Dentro dele foram feitas algumas adaptações nos campos do MARC 21
para que pudessem apresentar da melhor forma as informações sobre os tecidos.
Os campos utilizados foram os seguintes:

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Tabela 1 – Campos MARC
Campos MARC
Campo 090

Campo 110
Campo 245
Campo 260
Campo 300
Campo 500

Campo 650

Descrição
Tipo de tecido: “Plano” ou “Malha”. Caso seja um “Tecido Diferenciado”, deixar este
campo vazio; Nas malhas, incluir a classificação “Retilínea”, Malha Dupla ou “Meia
Malha” e coloca uma barra para separar da classificação a seguir. Em todas as
amostras, colocar a inicial da classificação do tecido (N, A, M ou S) e a inicial do
nome dele; número de classificação: 677; Cutter feito com o nome da empresa. Caso
não haja o nome da empresa, fazer pelo nome do tecido.
Nome da empresa
Nome do tecido
A cidade onde está localizada a empresa; nome da empresa; ano em que o tecido foi
fabricado.
Incluir a informação “1 bandeira de tecido”; se é monocromática ou multicromática;
tamanho da amostra; se há amostras de cores, quantas e o tamanho delas.
A composição, a cor da amostra, as cores complementares, a construção, o
encolhimento. Todas as informações que não foram colocadas em outros campos
devem ser colocadas no campo 500, criando ordens diferentes para cada um deles.
Obs.: na composição, incluir apenas as siglas das fibras, de acordo com a tabela de
classificação de tecidos.
Tipo de tecido (plano, malha ou tecido diferenciado); o nome das fibras por extenso.
Fonte: Autoras (2013)

Foi utilizado também o AACR2, de modo adaptado, para seguir as mesmas
regras utilizadas para outros tipos de materiais. Por exemplo: um tecido que não
apresentava o nome da empresa, tinha sua entrada pelo nome do tecido.
Os tecidos foram organizados nas araras, de modo a deixar o lado “avesso”
para trás, ou seja, no lado oposto de onde foi colocada a etiqueta com código de
barras. Os itens estão em três araras: uma para cada tipo de tecido (malha, plano ou
tecidos diferenciados). Para a divisão das classificações, foram colocados
separadores de cabides que apresentam a seguinte classificação para os planos:
natural, sintético, artificial ou misto. Para as malhas, os separadores são: Meia
Malha, Malha Dupla e Retilínea. Há também o separador para os “Tecidos
Diferenciados”.
Dentro de cada classificação, os tecidos foram organizados por ordem
alfabética, de acordo com as siglas incluídas no campo 090. Além dos tecidos em
bandeiras, há também os mostruários de cores, que foram organizados em pastas e
colocados dentro de um armário. E em cima deste, há catálogos, que deverão ser
atualizados frequentemente, em parceria com os professores da instituição e
empresas que mudam suas coleções.
Em fase final de implementação após a organização do seu espaço físico e
da definição da política de empréstimos e desenvolvimento desta coleção que

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possui particularidades diferenciadas, a equipe da Biblioteca da Faculdade de
Tecnologia Senac Florianópolis buscará junto aos docentes a criação de estratégias
para desenvolvimento do ensino, aprendizagem e da pesquisa, direcionadas aos
cursos da área de moda da instituição. Também pretende-se criar um cadastro das
indústrias têxteis para poder elaborar cartas solicitando a doações de material para
aprimorar cada vez mais esta tecidoteca.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O objetivo deste estudo foi apontar para a importância da organização de um
acervo de tecidos como fonte de informação em uma instituição que oferece cursos
na área de moda e mostrar a importância da utilização de tecidos como fonte de
informação para os clientes de uma biblioteca que possui uma tecidoteca.
Apresentou-se as etapas usadas no processo de identificação e catalogação
na Biblioteca da Faculdade Senac Florianópolis, descrevendo os procedimentos
adotados para servir de referência para outras unidades de informação.
A organização da tecidoteca está em fase final de implementação, porém,
houve grande dificuldade no momento da análise e de identificação, pois muitos
tecidos não apresentavam as fibras que o compunham. Os profissionais da área
têxtil, com o auxílio de um contador de fios, conseguiram identificar quais as fibras,
faltando apenas a porcentagem de composição, informação impossível de ser
apresentada sem que a própria empresa a coloque na etiqueta do tecido.
A moda é um seguimento muito dinâmico, portanto, criar uma tecidoteca e
mantê-la é tarefa de grande responsabilidade. É importante que esta esteja sempre
organizada, para facilitar a recuperação de materiais, e atualizada, para que seus
materiais sigam as tendências e sirvam como apoio na aprendizagem e no
desenvolvimento de coleções.
REFERÊNCIAS
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BRAGA, João. História da moda: uma narrativa. São Paulo: Anhembi Morumbi,
2006.

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            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Florianópolis/SC</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>TECIDOS COMO FONTE DE INFORMAÇÃO: a organização de uma tecidoteca como suporte no processo de ensino-aprendizagem</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Fernanda Schmidt Gimenez</text>
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              <text>Daniela Spudeit</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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            <elementText elementTextId="29819">
              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>FEBAB</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2013</text>
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          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
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              <text>Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade - Relato de Experiência</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Discorre sobre a organização da Tecidoteca da Faculdade Senac Florianópolis e aponta para a importância de um acervo de tecidos como fonte de informação em uma instituição que oferece cursos de moda. Apresenta a metodologia usada para a catalogação e ressalta a importância da parceria de bibliotecários com professores de tecnologia têxtil para identificação e catalogação dos tecidos. Conclui enfatizando sobre a relevância desta preciosa fonte de informação como suporte no processo de ensino e aprendizagem aos alunos e docentes dos cursos de Moda no Senac.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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      <name>cbbd2013</name>
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