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                  <text>Reflexões sobre o usuário de informação na \"sociedade da
informação\"

Roberta Cristina Barboza Galdencio (UFRJ) - robegalrj@gmail.com
Marcia Heloisa Tavares de Figueredo Lima (UFF) - marciahelolima@gmail.com
Resumo:
Reflete sobre a necessidade de informação que a sociedade ocidental possui proveniente das
relações comerciais advindas desde o Mercantilismo, culminando
com o Capitalismo. Demonstra como a informação se tornou vital para as relações comerciais
estabelecidas por essa ordem econômica. Medita teoricamente sobre as práticas profissionais
e quais influências essas sofrem se não houver uma reflexão crítica da realidade. Pensa sobre
a Sociedade da Informação e a visão
mercadológica que a informação e o usuário tomaram no cenário informacional
contemporâneo. Questiona como os profissionais da informação se posicionam diante das
políticas públicas implantadas. Pondera que o fortalecimento do escopo teórico da
Biblioteconomia e da Ciência da Informação em um esforço conjunto com a técnica
possibilitaria uma visão crítica sobre os discursos instituídos nas suas atividades. Defende a
função social do profissional da informação e o usuário como ser social e leitor. Compila uma
revisão bibliográfica não exaustiva do objeto de estudo em questão.
Palavras-chave: Usuário. Informação. Sociedade da informação. Profissional da informação.
Capitalismo.
Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Reflexões sobre o usuário de informação na “Sociedade da Informação”

Resumo:
Reflete sobre a necessidade de informação que a sociedade ocidental possui
proveniente das relações comerciais advindas desde o Mercantilismo, culminando
com o Capitalismo. Demonstra como a informação se tornou vital para as relações
comerciais estabelecidas por essa ordem econômica. Medita teoricamente sobre as
práticas profissionais e quais influências essas sofrem se não houver uma reflexão
crítica da realidade.
Pensa sobre a Sociedade da Informação e a visão
mercadológica que a informação e o usuário tomaram no cenário informacional
contemporâneo. Questiona como os profissionais da informação se posicionam
diante das políticas públicas implantadas. Pondera que o fortalecimento do escopo
teórico da Biblioteconomia e da Ciência da Informação em um esforço conjunto com
a técnica possibilitaria uma visão crítica sobre os discursos instituídos nas suas
atividades. Defende a função social do profissional da informação e o usuário como
ser social e leitor. Compila uma revisão bibliográfica não exaustiva do objeto de
estudo em questão.
Palavras-chave: Usuário. Informação. Sociedade da informação. Profissional da
informação. Capitalismo.
Área Temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do
profissional da informação

1 INTRODUÇÃO

Refletir teoricamente sobre nosso fazer e quais influências ocorrem em nosso
modus operandi é importante para compreendermos criticamente os acontecimentos
ao nosso redor. Correntes de pensamentos e ideologias são inseridas na Ciência da
Informação e na Biblioteconomia e, consequentemente, no cotidiano e nas práticas
biblioteconômicas que nós mesmos empreendemos aqui e ali sem percebermos.
Por isso, Hjorland (1998, p. 607) defende que os profissionais do campo
informacional, incluindo-se os da Biblioteconomia, devem pensar sobre suas práticas
de forma teórica, devem possuir uma visão histórico-epistemológica do seu fazer e,
assim, se autoconhecerem (e se autorreconhecerem) como cientistas.
Vale anotar que o reconhecimento, acima, da necessidade de uma base
teórica consolidada, trouxe para o campo a explicitação de um ponto positivo quanto
à natureza interdisciplinar da Ciência da Informação conforme a citação:

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A interdisciplinaridade foi introduzida na CI pela própria variedade de
formação de todas as pessoas que se ocuparam com os problemas
descritos. Entre os pioneiros havia engenheiros, bibliotecários, químicos,
lingüistas, filósofos, psicólogos, matemáticos, cientistas da computação,
homens de negócios e outros vindos de diferentes profissões ou ciências.
Certamente, nem todas as disciplinas presentes na formação dessas
pessoas tiveram uma contribuição igualmente relevante, mas essa
multiplicidade foi responsável pela introdução e permanência do objetivo
interdisciplinar na CI. (SARACEVIC, 1996, p. 48).

O que pretendemos nesta comunicação, é pensar criticamente sobre alguns
conceitos econômicos e tecnológicos que, talvez, estejam distorcendo a visão do
nosso fazer e este trabalho pretende dirigir um olhar sobre o usuário, razão principal
do trabalho fim de bibliotecários.

2 METODOLOGIA

O presente trabalho é uma revisão bibliográfica analítica, não exaustiva,
realizada através de leituras cruzadas com uma visão voltada para o nosso objeto de
estudo, que é o usuário da informação no contexto sociopolítico.

3 INFORMAÇÃO E SOCIEDADE

Muitos autores reconhecem a informação como fomento principal da
sociedade ocidental que atualmente se vivencia. Essa afirmação parte de um senso
comum constituído nas relações sociais, nos meios de comunicação, nas políticas
governamentais, enfim de todo um consenso imposto por um pensamento
dominante.
Entretanto, segundo Tauille (1981), a carência de informação na sociedade
ocidental foi construída a partir da composição de um sistema econômico - o
capitalismo. Este se originou do capitalismo mercantil ou mercantilismo, sistema
econômico que, devido às divisões técnicas sociais do trabalho, teve como
consequência uma crescente necessidade de gerenciar os fluxos informacionais
decorrentes do crescente registro de trocas, navegações, descobertas e estudo de
novos povos, o surgimento de novos campos de saber – que, para se sustentar,
desde sua origem, precisava da informação com o fim de controle do comércio, das
colônias, dos súditos.
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Tauile (1981) e Freitas (2003) se complementam para a compreensão de
como a informação foi insumo de todo o processo de mudanças tecnológicas que
apóiam o capitalismo, além de desnaturalizarem a noção de “evolução” da
sociedade industrial para aquela que alguns autores chamam “sociedade da
informação”.
Segundo Freitas (2002), baseada em extensa revisão bibliográfica, a noção
de “Sociedade da Informação” foi construída política e economicamente por volta do
inicio década de 1960 por autores de países desenvolvidos para atender interesses
ideológicos e econômicos.
Tauile (1981) contextualiza as condições econômicas que explicam o
surgimento das massas documentárias e de seus conteúdos informacionais no
marco da fase mercantilista do capitalismo nascente. A informação permeou todo o
caminho percorrido pelo capitalismo até o ponto em que se encontra hoje: é
considerada um insumo capaz de influenciar todos os aspectos da vida em
sociedade. Tauile (1981, p. 89) em seu ensaio procura "[...] analisar, ao longo da
existência do capitalismo, a evolução do papel que a noção de informação
representou vis-à-vis a constituição de formas de: mercado, organização do capital,
produção e trabalho.”.
O capitalismo é o responsável pela configuração mundial a partir do século
XIX. E em todas as fases percorridas pelo capitalismo desde o seu início, no sistema
mercantilista, a informação foi instrumento de poder para decidir, subjugar,
manipular e, até mesmo, desenhar o modo de viver socialmente construído. Esse
poder, inicialmente, estava nas mãos dos artesãos: o “saber fazer” permitia o
controle da produção:
A base técnica artesanal que o capitalismo herdou de modos de produção
anteriores, depositava seu conhecimento (suas informações) de como fazer
as coisas, os produtos, nas mãos de trabalhadores diretos, mestres oficiais
cujo aprendizado, integrado ao processo de produção, se dava de uma
maneira quase individualizada, num período de pelo menos sete anos de
aprendizado. Ora, este conjunto de informações, expresso pelas habilidades
e qualificações do trabalhador, era um forte elemento de barganha em suas
mãos, pois lhe possibilitavam ditar o ritmo da produção. (TAUILLE, 1981, p.
92).

A grande inovação do sistema capitalista foi permitir a produção de excedente
e acumulação de capital ao se apropriar do saber embutido no trabalho para
acelerar e controlar o processo de produção (TAUILLE, 1981). Vemos como a
informação é vital para o crescimento do capital. O domínio da técnica pelo capital
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muda toda uma estrutura socioeconômica antes concentrada nas mãos de artesãos.
O trabalhador perde seu conhecimento total e passa a deter parte do processo de
produção, que, decomposto em fases mais simples, em um rápido “avanço”, essa
informação técnica é transferida para a máquina e inicia-se a relação homemmáquina, na qual o homem (pelo menos o operário) sempre é desprezado no
máximo possível. Esse é o início da industrialização. E o volume de informação
produzida pelos técnicos e pensadores do “saber fazer” só aumenta e promove a
criação de sistemas de informação cada vez mais complexos.
Retomando Freitas (2003), que pretende nos aproximar da historicidade da
Ciência da Informação, nesse momento histórico entre o final do século XIX e início
do século XX, o conceito de “gestão institucional dos saberes – [...] - confere um
novo significado a um termo mais antigo: informação.”. A informação torna-se objeto
de interesse do capitalismo através da Documentação, o saber que primeiro
preconizou a separação da informação do suporte físico, de forma sistematizada. A
Europa sinaliza o início desse interesse com a criação em Bruxelas, em 1892, do
Instituto Internacional de Bibliografia. Nos Estados Unidos, “o herdeiro bem-sucedido
do capitalismo inglês” de acordo com Tauile (1981, p. 94), têm início as primeiras
atividades em Documentação no pré Segunda Guerra (FREITAS, 2003).
E a Ciência se insere nesse bojo com pesquisas científicas que sustentam
uma crescente necessidade de inovação de tecnologia e produção. Para Tauile
(1981, p. 97), “[...] a incorporação da ciência (transformada ela própria em capital),
de maneira sistemática ao processo produtivo, é o que se pode melhor caracterizar,
em termos contemporâneos, como produção de tecnologia.”. Freitas (2003), a seu
turno, afirma que
Se as atividades acadêmico-cientificas jamais se constituíram em atividades
inteiramente autônomas dos poderes políticos e econômicos, suas
instituições, seus pesquisadores e produtos foram crescentemente
convocados a participar dos processos tecnológicos de acumulação
industrial e do esforço bélico.

A Ciência foi convocada para desenvolver tecnologias e soluções para
questões de comunicação, construção civil, organizações e métodos e etc. A
Documentação, posteriormente denominada de Ciência da Informação é criada para
atender as demandas de gestão dos fluxos informacionais (BURKE, 2007).

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4 CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E SOCIEDADE

O cenário apresentado contribuiu para o que, na historiografia da Ciência da
Informação, é chamado de “explosão documental”, ocorrido após a Segunda Guerra
Mundial (SHERA, 1977, p. 258). A Documentação foi o embrião da Ciência da
Informação porque estava preocupada com documentos acadêmicos e instrumentos
utilizados por especialistas (SHERA, 1977, p. 251).
Briet (1951 apud SHERA, 1968, p. 95) declarou que "[...] a Documentação é
um elemento da organização bibliográfica que preenche as necessidades do
estudioso, com a função de acelerar a circulação das informações registradas "no
íntimo de um ou de vários grupos de especialistas.". Já a Biblioteconomia era
voltada para o serviço ao público que atendia "à utilidade social máxima em
beneficio da humanidade" (SHERA, 1968, p. 97). As assertivas demonstram o
contraponto primordial com a Biblioteconomia: "[A documentação] não tem por
objetivo facilitar a circulação das informações ao nível popular, não especializado ou
leigo na matéria" (BRIET 1951 apud SHERA, 1968, p. 95). Outra perspectiva que se
compreende é a noção de desenvolvimento da humanidade ligado sempre à
informação com um objetivo utilitário.
Dessa afirmação vislumbra-se o que é denominado por Barreto (2000) de
"informação útil" na Sociedade da Informação1.
Segundo Mosco (1998) a informação tornou-se mercadoria e essa
perspectiva se cristalizou na sociedade capitalista, carente de reflexão sob uma
visão social e epistemológica da informação. Uma fatalidade constatada por Birdsall
(2005) até mesmo na postura do profissional bibliotecário.
Os bibliotecários não estão, é claro, inconscientes de que este é um tempo
de transformação social. Porém, eles evitam análises críticas a estas
mudanças: ao contrário, eles têm adotado acriticamente a simplificação
popular de uma mudança para uma sociedade da informação.
[...]
Os bibliotecários tendem a projetar a Biblioteconomia com uma profissão
objetiva que transcende quaisquer imperativos políticos ou morais
específicos. Seu ideal é refugiar-se em uma ciência da informação livre de
valores. Tal atitude é insustentável num momento em que a existência das
bibliotecas é ameaçada por uma ideologia bastante disseminada que
sustenta que a geração, distribuição e condições de acesso ao

1

A origem do termo "sociedade da informação" por Mattelart (2002, p. 85) é: "Bell só fará sua
expressão ‘sociedade da informação’ por volta do final dos anos 1970: ‘Cada sociedade é uma
sociedade de informação e cada organização é uma organização de informação, assim como cada
organismo é um organismo de informação’.".
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conhecimento devem ser providos através de uma economia de mercado
baseada em uma infovia constituída e controlada pelo setor privado.
(BIRDSALL, 2005, p. 7).

Um possível motivo para essa postura acrítica e o desejo do bibliotecário se
inserir no contexto imposto e se legitimar, advém das questões históricas da
invisibilidade social (FREITAS, 2012) do bibliotecário. E ao se deixar levar por esse
discurso de mercado deturpam o verdadeiro papel de agente na transformação
social através do acesso a cultura e a informação, qualquer que seja e para que
seja.

5 O USUÁRIO DE INFORMAÇÃO NA “SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO”
Cabe explicar o motivo da expressão "sociedade da informação" esta entre o
sinal gráfico denominado aspas. O discurso não é neutro e Orlandi (2009, p. 9) faz
"saber que não há neutralidade nem mesmo no uso mais aparentemente cotidiano
dos signos.".
Por isso, ao recorremos às aspas como um sinal gráfico e a figura de
linguagem semântica ironia queremos, segundo Almeida (2011, p. 451, 479) “afirmar
o contrário do que se pensa”. Outro aspecto é a intenção do autor dizer ao leitor
para não fazer uma leitura neutra do texto que tem a frente2. Pois, segundo Mattelart
(2002) a sociedade da informação é uma construção para estabelecer hegemonia
política de acordo com a historicidade relatada na afirmação a seguir:
À saga tecnológica da conquista do espaço seguiu-se uma outra grande
narrativa: a conquista da ciberfronteira. A primeira originou o clichê "aldeia
global". A segunda já cunhou a denominação "sociedade da informação" e
"era da informação" tornou-se assim indissociável da trajetória fulgurante do
vocabulário da "era global". Entre a lábia promocional, as proclamações
oficiais, os manifestos informados e os estudos científicos ou
semicientíficos, toda uma logística heteróclita de discursos apologéticos
acompanha essa noções e pretende conferir-lhes um caráter de verdade.
Anunciam-nos uma nova sociedade necessariamente "mais solidária, mais
aberta e mais democrática". A referência do futuro tecnoinformacional
instalou-se desse modo sem polêmicas e afastada dos debates cidadãos.
Ora, a noção de sociedade global da informação é resultado de uma
construção geopolítica. A efervescência da expansão ininterrupta das
inovações técnicas contribui para o esquecimento desse fato. [...]. Uma
nova ideologia que não diz o próprio nome se naturalizou e foi elevada à
categoria de paradigma dominante da mudança. (MATTELART, 2002, p. 7).
2

ROCHA, Miguel. O uso das aspas com intenção depreciativa. In: CIBERDÚVIDAS DA LÍNGUA
PORTUGUESA. 15/10/2010. Disponível em &lt;http://www.ciberduvidas.com/perguntas/get/279519&gt;.
Acesso em: 06. jan. 2013.
6

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A partir da visão crítica de Mattelart (2002), percebe-se que algumas
afirmações de muitos autores da Ciência da Informação sobre o advento da
“Sociedade da informação”, simplesmente ignoram o contexto histórico social, as
correlações de forças implícitas e as intenções mercadológicas. Como exemplo
desta apropriação acrítica temos:
Dentro de um contexto de mudança da sociedade industrial para a
sociedade da informação e do conhecimento, este documento tem o
propósito de entender como as ciências, a ciência da informação e da
comunicação, as novas tecnologias, dentro de uma abordagem macro,
sistêmica, poderão ajudar não somente na compreensão do mundo, mas
também na solução dos problemas, muitas vezes elementares, que atingem
o ser humano. Problemas estes que o levam a uma condição não só de
miserabilidade, mas também de exclusão da sociedade e das oportunidades
de sobrevivência digna, da possibilidade de ser feliz. Apresenta algumas
tendências e os desafios do momento, indicando que uma visão integrada
do mundo moderno, dos seus problemas e soluções, juntamente com os
resultados e avanços das ciências, das tecnologias, da vontade política dos
dirigentes, aliados às ferramentas capazes de organizar a complexidade e a
produzir resultados, e com a determinação do homem, poderão encontrar,
na sociedade da informação e do conhecimento, alternativas para diminuir
os problemas da vida humana, das organizações e da sociedade, neste
século que se inicia.
[...]
Tanto no cenário mundial quanto no do Brasil, vive-se uma palavra de
ordem que cerca, impulsiona, agride e até sufoca o indivíduo. Esta palavra é
MUDANÇA.
Vivencia-se uma nova ordem que tem suas bases nas mudanças
paradigmáticas por que passa este fim de século, tanto do ponto de vista
social, econômico, cultural, político, tecnológico e outros. Vários autores têm
elaborado documentos, artigos, livros sobre esta nova era buscando a
compreensão dos vários ângulos dessas mudanças. (BORGES, 2000, p.
25).

Um dos poderes que influenciam a Biblioteconomia é a idéia que os
bibliotecários têm de uma política de geração de recursos pela biblioteca, nem que
seja indireto, através de realização de pesquisa rentável, ou seja, de alguma forma,
útil. E essa noção da informação como um bem 'vendável' é alimentada com
discurso da sociedade da informação, como no exemplo de Borges (2000, p. 29) que
afirma: “a informação é um produto, um bem comercial; o saber é um fator
econômico; as tecnologias de informação e comunicação vêm revolucionar a noção
de ‘valor agregado’ à informação”.
A defesa desse papel, dessa 'qualidade' mercadológica da informação é cada
vez mais naturalizado no meio biblioteconômico. Na contramão deste discurso que,
em geral, é postulado acriticamente, acreditamos que nosso país necessita de
políticas públicas para atender também (ou principalmente) a outros segmentos:
nem todos somos consumidores de informação útil para a produção. Pobres ou
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ricos, inseridos ou excluídos desta ordem capitalista, todos somos usuários
potenciais de informação que nos permita melhor fruição dos bens e serviços da
cidade e do Estado. Dizendo de outra forma: somos todos usuários potenciais de
uma informação que tornaria melhor nosso movimento no contexto da cidadania.
Neste sentido, Birdsall (2005, p. 3) na contramão da economia de mercado
afirma que "bibliotecários necessitam investir mais esforços em pesquisar as
dinâmicas políticas e econômicas que definem os contextos passados e atuais das
bibliotecas". Esse entendimento é primordial para os bibliotecários não aceitarem
tudo que o mercado lhes impõe. A reflexão sobre o seu escopo teórico e prático
seria um escudo aos modismos e fetiches impingidos pelo mercado.
O autor afirma que devemos nos preocupar com as relações de poder que
influenciam as organizações políticas:
porque grande parte das políticas públicas governamentais de informação
estão atualmente sob o encanto de uma ideologia da tecnologia da
informação. (BIRDSALL, 1996). Há uma ideologia que promove fins
econômicos em detrimento da vontade política e do poder da cidadania em
geral. (BIRDSALL, 2005, p. 4).

Essa visão transforma o usuário/cidadão em consumidor/cliente, retira a
importância do espaço cultural da biblioteca. Aliás, cultura não é informação útil para
tomada de decisão das questões relevantes ao que concerne o mercado, que se faz
urgente frente ao saber e ao pensar. A informação mercantilizada vem pronta em
pacotes, sem reflexão e bem pontual.
Das premissas destacadas por Birdsall (2005, p. 4) sobre a ideologia da
tecnologia da informação a mais chocante é "Do trabalhador do conhecimento é
esperado que não tenha qualquer lealdade com a comunidade local e com suas
instituições públicas".
O bibliotecário, sendo um dos trabalhadores do conhecimento passa a ser
joguete nas mãos dos poderes que influenciam as lógicas de mercado.
Chamamos a atenção sobre o viés destas reflexões: não se trata aqui de uma
peça exemplar do que poderíamos chamar de uma "fobia tecnológica". A nós cabe
pensar e criticar politicamente a tecnologia da informação disponível. A sensação
passada é que o bibliotecário está em uma camisa de força que cerceia suas
possibilidades de agente político em um sistema que, afinal, é uma construção. É
imposto um modelo de mundo que maciçamente é propagandeado, transformandose na perigosa hegemonia (MOSCO, 1998, p.110).
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Birdsall (2005, p. 6) nos atenta para a mercantilização da informação, para a
desvalorização da biblioteca como espaço público de acesso “gratuito" à informação.
Seu papel é desmerecido por uma lógica de mercado que investe no setor privado
como referência para acesso à informação "realmente" importante. E os governos
estão cedendo ao setor privado áreas estratégicas de TIC's através da privatização.
Entretanto o mercado é mutante como exemplifica o mesmo autor com as oscilações
da bolsa Nasdaq, as fusões e aquisições de empresas, os novos pobres ou os
novos ricos de acordo com o momento vivenciado. Essa dinâmica é sustentada
também por dinheiro público em detrimento aos investimentos em instituições
públicas. O discurso é sempre enfraquecer a esfera pública e fortalecer o setor
privado para a promoção de uma sociedade consumista. E nesse contexto, até a
informação torna-se mercadoria e a biblioteconomia se apaga no processo.

6 A CONCILIAÇÃO TEORIA E PRÁTICA COMO SOLUÇÃO
Uma forma para fortalecer a Biblioteconomia e a Ciência da Informação é
através da aproximação da teoria e da prática. A teoria sustenta através de
pesquisas que fundamentam o fazer. E a ação cotidiana é comprovada e até
melhorada pela teoria.
Acordando com a defesa de aproximação da teoria e da prática temos, pelo
menos, dois autores que defendem essa idéia na Ciência da Informação e na
Biblioteconomia respectivamente.
Hjorland (1998, p. 607) convoca os profissionais da informação a pensar
sobre nossas práticas de forma teórica, porque na Ciência da Informação não existe
uma teoria explicita, ela se apropria de teorias de outras disciplinas.
E Cysne acredita que a separação do fazer da teoria só enfraquece a posição
do bibliotecário no cenário nacional.
A ênfase na técnica tem aumentado a dicotomia entre pensar e o fazer
contidos na prática profissional. O entendimento de que o trabalho do
bibliotecário é neutro, não cabendo a ele intervir na política de informação
nacional, por exemplo, ou menos ainda nas questões sociais que dependem
inteiramente de bons serviços de informação, favorece a que se tenha uma
visão fragmentada da realidade social e de sua relação com a sua atividade
profissional. (CYSNE, 1993, p. 44).

Essa afirmação também nos proporciona outra questão discutida por Cysne
(1993) e Hjorland (1998): a questão do pragmatismo das tarefas executadas, do
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tecnicismo que anula a função social do profissional da informação.
Cysne (1993, p. 21) em sua pesquisa percebe que:
Pode-se afirmar que a área de Biblioteconomia é relativamente bem servida
em bibliografias que, de forma direta ou indireta, questionam o trabalho
realizado pelo bibliotecário. São poucos, contudo, aqueles estudos que
discutem a prática profissional no seu relacionamento com a realidade
social, política e econômica, como ação que pretenda democratizar a
sociedade pela via da socialização da informação. Quer dizer, deve ser
desenvolvida uma prática cujo objetivo maior será a difusão do saber
produzido e sistematizado, de modo a garantir à população o acesso aos
conhecimentos necessários à solução dos problemas do seu dia-a-dia, à
elevação de seu nível cultural, de modo a que possa o bibliotecário
participar mais ativamente das decisões sociais, buscando-se resgatar o
conceito e a prática da cidadania.
Convém relevar que tal prática tem em conta a informação como um dos
bens sociais que pode contribuir e até provocar, em meio a outros grupos
sociais, a transformação da sociedade.
É sempre numa óptica limitada ao processamento técnico de organização,
recuperação, disseminação e, mais recentemente, de gerenciamento de
recursos informacionais e uso de tecnologias a serviço da informação, que a
literatura é mais produtiva.

Não ignoramos que essa realidade é certamente fruto de poderes
institucionais que patrocinam o que é de interesse publicar.
Segundo Cysne (1993, p. 25), "a expectativa dominante, no final do século
passado3, de biblioteca pública, foi a de que ela servisse como espaço de educação
das 'classes mais baixas', ao mesmo tempo em que deveria preservar 'os valores
sociais vigentes’”.
Essa “função” da biblioteca pública e sistemas de informações reafirma o que
González de Gómez (1999, p. 5) sinalizava: "Uma das tarefas principais das
atividades específicas de informação tem sido a de participar nos processos
organizacionais de estabilização dos discursos sociais, [...]". Utilizando o exemplo do
profissional arquivista na estabilização dos discursos sociais, esta autora nos lembra
que a área está sempre em consonância com o Estado ao fazer um recorte do que é
informação para a sociedade moderna através das "regras" - normas, leis, enfim,
princípios organizados - modelos - construídos pelos profissionais da informação,
como os sistemas de informação - e contrato – “relação convencional e eletiva entre
pessoas e organizações”. Sem dúvida, os bibliotecários trabalham com discursos
super-estabilizados, pois que cuidam dos registros do saber avaliados por editoras,

3

Considerar século passado o XIX, pois o livro foi escrito no século XX (1993).
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selecionam, tratam e disponibilizam coleções dos saberes consagrados como úteis e
pertinentes seja no domínio da Ciência como no da cultura.
O conceito que confirma todos os acontecimentos que culminaram com a
importância atribuída à informação e à Ciência da Informação e sintetiza o exposto
“sociedade da informação” é o de Regime de Informação, segundo a definição de
González de Gómez (2003, p. 61) “seria o modo de produção informacional
dominante em uma formação social [...], vigentes em certo tempo, lugar e
circunstâncias, conforme certas possibilidades culturais e certas relações de poder”.
E, nesse tecido emaranhado, temos o usuário que, teoricamente, deveria ser
a parte mais importante nas tarefas que cabem à Ciência da Informação e à
Biblioteconomia. Entretanto segundo Saracevic (1996, p. 46) somente “por volta dos
anos 70 o paradigma da recuperação da informação deslocou-se em direção a uma
contextualização mais ampla, voltando-se para os usuários e suas interações”.
Hjorland (1998, p. 608) afirma que a Ciência da Informação utiliza de teorias
da Psicologia para entender comportamento e aprendizagem do usuário.
Ele nos apresenta três abordagens filosóficas sobre o usuário: o empirismo
que vê o usuário como “tabula rasa” sem qualquer pré-conhecimento o
conhecimento é obtido de forma sensorial; o racionalismo afirma que o usuário já
tem uma composição psicológica que permite interpretar os sentidos dos dados e o
historicismo que, apesar de concordar com o racionalismo, acredita que o usuário
também é influenciado por fatores culturais.
Para enriquecer a compreensão do processo de busca de informação, mas
principalmente analisar com respeito o usuário, temos Talja (1997) que apresenta a
teoria da formação do conhecimento como uma alternativa ao ponto de vista da
teoria homem-informação.
De acordo com Talja (1997, p. 67, tradução nossa) "muitos pesquisadores
perceberam que a principal fraqueza do cognitivismo é prestar pouca atenção ao
aspecto social do processo de busca de informação.". O cognitivismo que atende a
teoria homem-informação não atenta para o aspecto sociocultural do usuário e do
sistema de informação. Para apoiar sua afirmação Talja se pauta em autores
clássicos, como Capurro, Frohmann, Hoel, Miksa e Vakkari citados pela a autora em
seu trabalho. Belkin (1990 apud TALJA, 1997, p. 67, tradução nossa) "enfatizou que
devemos analisar em larga escala as estruturas sociais do conhecimento para
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compreendermos como e porque as pessoas buscam informação.". Esses e outros
autores defendem que os profissionais da informação devem avaliar todo o contexto
social que leva alguém a buscar informação.
A busca de informação é condicionada a uma necessidade social, institucional
e/ou pessoal. Porém, a visão cognitivista não aborda essas macroquestões que
motivam um individuo totalmente influenciado por um panorama sócio-histórico a
buscar informação.
O ponto chave do rompimento com o cognitivismo esta na compreensão que
também importa o porquê do sujeito buscar informação e é evidente que se deve ter
consciência que o motivo da busca esta atrelado a um sistema social.
A autora expõe suas ideias do construtivismo social ao romper com o
cognitivismo através da análise do discurso.
O construtivismo social tem uma visão não subjetiva do sujeito, ou seja, o
sujeito não controla todos os seus sentidos/papéis. Por exemplo, o individuo não
controla seu inconsciente.
Assim Talja (1997, p. 73, tradução nossa) apresenta a visão a partir do
construtivismo social:
O ponto de vista da análise do discurso salienta que a variedade de
estruturas de conhecimento não é motivada por diferenças de
interpretações individuais. Interpretações novas ou alternativas podem
desenvolver novos tipos de experiências sociais, práticas e relações
(Williams, 1977). Conhecimento e estruturas de conhecimento não são
objetivos nem subjetivos, mas intersubjetivos, produzidos dentro de um
sistema compartilhado de significados. Conhecimento consiste em uma
mistura de conhecimento cientifico ou especializado, inconsciência e a
pressuposta experiência cultural que possuímos.

Olsson (2005) atualiza o texto de Taljal (1997) com o artigo "Beyond ‘needy’
individuals: conceptualizing information behavior" e, no título, já ironiza com a noção
que o profissional da informação tem de “carência” do usuário.
Ao considerar os aspectos socioculturais do usuário em detrimento da visão
individualista do cognitivismo Olsson (2005) através da abordagem construtivista
social demonstra que o usuário não é um ser “carente” de informação para “reduzir
incerteza”. O usuário é um ser sociocultural que ao realizar uma busca de
informação traz consigo toda uma bagagem de informação/conhecimento que faz
diferença no processo de busca.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
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As reflexões apresentadas não esgotam as correntes de pensamentos
listadas e não pretendem ser verdades absolutas e tão pouco encerrarem a
discussão sobre nossas posturas profissionais. Nossa intenção foi apresentar outras
formas de pensar sobre nossos posicionamentos profissionais perante os cenários
sociais, políticos e econômicos vivenciados.
Chartier (1998, p. 7) escreve que a leitura "é por definição rebelde e vadia".
Os leitores utilizavam artifícios para obter livros proibidos a despeito das regras
impostas. Chartier continua dizendo que o livro sempre visou instaurar uma ordem,
entretanto a liberdade dos leitores não foi anulada.
Porque, no final das contas, todos somos leitores, sejamos usuários, leitores
ou "clientes". Independente do que estamos lendo, somos, ainda, seres humanos
mesmo que estejamos lendo "informação útil" para a "sociedade da informação" em
qualquer local, tempo, objetivo e suporte. Somos leitores. E vamos continuar
subvertendo, fazendo do ato de ler uma ação livre.

Por isso devemos considerar o

usuário como independente e como ser cultural. E, como profissionais, tomarmos
posturas críticas às tendências e questionar às políticas públicas as quais estamos
servindo como profissionais da informação na chamada “Sociedade da Informação”.

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              <text>Reflete sobre a necessidade de informação que a sociedade ocidental possui proveniente das relações comerciais advindas desde o Mercantilismo, culminandocom o Capitalismo. Demonstra como a informação se tornou vital para as relações comerciais estabelecidas por essa ordem econômica. Medita teoricamente sobre as práticas profissionais e quais influências essas sofrem se não houver uma reflexão crítica da realidade. Pensa sobre a Sociedade da Informação e a visãomercadológica que a informação e o usuário tomaram no cenário informacional contemporâneo. Questiona como os profissionais da informação se posicionam diante das políticas públicas implantadas. Pondera que o fortalecimento do escopo teórico da Biblioteconomia e da Ciência da Informação em um esforço conjunto com a técnica possibilitaria uma visão crítica sobre os discursos instituídos nas suas atividades. Defende a função social do profissional da informação e o usuário como ser social e leitor. Compila uma revisão bibliográfica não exaustiva do objeto de estudo em questão.</text>
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