<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="2438" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/2438?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-22T02:30:27-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="1520">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/8/2438/1550-1563-1-PB.pdf</src>
      <authentication>2cbfdde5edc9bf974d8c1bcfe4cc3e2f</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="29356">
                  <text>Presença Humana nas Bibliotecas Públicas Universitárias
Estaduais da Bahia

Marivaldina Bulcão dos Santos (UNEB) - maribulcao@yahoo.com.br
Resumo:
Humanidade é ao valor do homem como pessoa, princípio autônomo e individual de
consciência e responsabilidade sendo o homem ponto de partida, centro de perspectiva e
construção da realidade. Já a biblioteca universitária, conectada às novas tecnologias é
responsável pela integração entre usuários e fontes de informação, reforçando o
desenvolvimento dos cidadãos. As tecnologias permitem o acesso ao conhecimento e as
bibliotecas devem buscar ações e ferramentas que permitam localizar, filtrar, organizar e
resumir informações que sejam úteis aos usuários, independente do lugar que eles se
encontrem e as informações estejam localizadas. Nesse sentido, a presença humana na
biblioteca é um convite à busca do bibliotecário profissional da informação com noções de
humanidade na esfera profissional. A pesquisa tem base exploratória, descritiva, qualitativa e
participativa, fundamentada no embasamento da Ciência da Informação que conclui que os
profissionais da informação tem consciência da necessidade de obter habilidades e
competências de acordo com os novos serviços. Assim, a presença humana nas bibliotecas
estabelece articulações do usuário com o mundo e o profissional como mediador.
Palavras-chave: Humanismo. Biblioteca Universitária. Disseminação da Informação
Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Presença Humana nas Bibliotecas Públicas Universitárias Estaduais da
Bahia
Marivaldina Bulcão dos Santos1
mbreis@uneb.br

RESUMO
Humanidade é ao valor do homem como pessoa, princípio autônomo e
individual de consciência e responsabilidade sendo o homem ponto de partida,
centro de perspectiva e construção da realidade. Já a biblioteca universitária,
conectada às novas tecnologias é responsável pela integração entre usuários e
fontes de informação, reforçando o desenvolvimento dos cidadãos. As
tecnologias permitem o acesso ao conhecimento e as bibliotecas devem buscar
ações e ferramentas que permitam localizar, filtrar, organizar e resumir
informações que sejam úteis aos usuários, independente do lugar que eles se
encontrem e as informações estejam localizadas. Nesse sentido, a presença
humana na biblioteca é um convite à busca do bibliotecário profissional da
informação com noções de humanidade na esfera profissional. A pesquisa tem
base exploratória, descritiva, qualitativa e participativa, fundamentada no
embasamento da Ciência da Informação que conclui que os profissionais da
informação tem consciência da necessidade de obter habilidades e
competências de acordo com os novos serviços. Assim, a presença humana
nas bibliotecas estabelece articulações do usuário com o mundo e o
profissional como mediador

Palavras-chave: Humanismo. Biblioteca. Disseminação da Informação

ÁreaTemática II: Transcompetência: diferenciais dos usuários e do profissional
de informação

1

Mestre em Ciência da Informação pela UFBA e Bibliotecária do Núcleo de Educação a
Distancia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

�1 INTRODUÇÃO

As verdadeiras bibliotecas universitárias destacam-se pela excelência de
seus serviços prestados à comunidade acadêmica, reafirmando a sua função
social. Na sociedade contemporânea o conhecimento passa a ser um recurso
estratégico nas instituições e a biblioteca acadêmica se organiza visando a
geração, disseminação e uso da informação. Aliado a isso Miranda (1980,p.5)
associa Biblioteca e Universidade são fenômenos indissociáveis, vasos
comunicantes, causa e efeito. A biblioteca não pode ser melhor que a
Universidade que a patrocina. A Universidade, conseqüentemente, não é
melhor do que o sistema bibliotecário em que se alicerça.
As bibliotecas são espaços sociais que sempre guardam a memória
humana registrada e com a responsabilidade de prover o acesso às
informações armazenadas, contribuindo para o desenvolvimento de
uma sociedade mais humana e digna.

As bibliotecas são equipamentos sociais de uso coletivo. Neste sentido,
cresce a responsabilidade das bibliotecas de garantir o acesso ao público,
sendo assim, tanto as bibliotecas como as universidades são pontos de
convergência de idéias e distribuição dos saberes, onde todas as formas de
conhecimento podem dialogar, desenvolvendo as peculiaridades de cada
região onde estiverem estabelecidas.
Entre as principais funções da biblioteca universitária, podem ser
mencionadas

repositório

do

acervo,

disseminadora

de

informação

e

conhecimento e elo de ligação entre o conhecimento e o usuário final; essas
funções continuam importantes mesmo depois da Internet, tecnologia nova
que contempla apenas pequena parte do conhecimento especializado.
Por conseguinte, a biblioteca universitária representa o local adequado
para acompanhar os mecanismos estratégicos que ajudam a capacitar as
nações, a suscitar conhecimento e a transformá-lo em vantagem competitiva,
fomentando a riqueza e o crescimento. O que Cunha (2000,p. 87) ressalta:
[...] à medida que um povo educado e com conhecimento se
transforma no elemento-chave da prosperidade, segurança e bemestar social, a universidade, nessa era de transformações rápidas,
destaca-se como uma das mais importantes instituições de nosso
tempo.

�É evidente o desempenho das universidades em beneficiar a sociedade,
principalmente porque visam formar e capacitar pessoas, incentivar a produção
, o registro do conhecimento, apoiar o desenvolvimento de pesquisas e
atividades de extensão, fortalecendo o país como um todo. Pelo mesmo
desempenho, as bibliotecas universitárias, ao apoiarem as atividades de
ensino, pesquisa e extensão, têm papel preponderante no desenvolvimento da
sociedade porque são mediadoras no processo de geração, produção e
organização da informação, que pode acontecer independente do suporte em
que se encontra.
A despeito de um panorama tão complexo é preciso registrar, no âmbito
das universidades públicas, a criação das universidades estaduais, tema deste
trabalho que têm como referencial a Legislação do Estado da Bahia para as
universidades estaduais. A Lei nº 7.176 de 10 de setembro de 1997, ressalta no
art. 3º que:
As Universidades Estaduais tem por finalidade desenvolver a educação
superior, de forma harmônica e planejada, promovendo a formação e o
aperfeiçoamento acadêmico, científico e tecnológico dos recursos humanos, a
pesquisa e a extensão, de modo indissociável, voltada para as questões do
desenvolvimento sócio-econômico, em consonância com as peculiaridades
regionais. (BAHIA,1997)
As universidades estaduais demonstram sua potencialidade para
articular-se com a problemática de desenvolvimento local e regional
evidenciando os cenários históricos, culturais, sociais, econômicos, étnicos,
educacionais, demográficos, características que reforçam a essência de toda a
universidade. Como afirma Miranda (1978,p.4) as instituições são as pessoas
que dela participam, por isso, separar a biblioteca da universidade é impossível
na prática; os méritos de um são estendidos ao outro.

Ferreira (1980,p.8)

reafirma:
Realmente, pode afirmar que, pelo tipo e pela qualidade dos serviços
prestados por sua biblioteca é possível medir-se o grau de
desenvolvimento de uma universidade. Não é menos verdade, que o
valor que se dá a biblioteca depende muito da concepção que se
tenha de universidade e do que ela possa oferecer.

Portanto, a biblioteca universitária reflete o ambiente que desenvolve os
serviços tradicionais da biblioteca e mais os serviços de informação em rede, e

�os profissionais da informação estarão envolvidos na produção, coleta,
disseminação e uso da informação, para estarem inseridos na sociedade da
informação e do conhecimento.
Antecede as bibliotecas no ambiente universitário, a criação do Curso de
Biblioteconomia no Rio de Janeiro (1911), o segundo curso da América Latina,
sob a liderança da Biblioteca Nacional. A importância dos estudos
biblioteconômicos na Bahia, articulados com as instituições nacionais
provocam a criação do curso de Biblioteconomia e Documentação (1954). É
relevante citar a Biblioteca do Departamento Administrativo do Serviço Público
(DASP) em 1938, que disponibiliza o Serviço de Intercâmbio de Catalogação
(SIC), que se torna mecanismo de integração e de capacitação de bibliotecas e
bibliotecários

como

também

o

Instituto

Brasileiro

de

Bibliografia

e

Documentação (IBBD) criado em 1954, órgão de produção e acumulação de
informações bibliográficas.
No

plano

internacional,

tem-se

a

contribuição

da

Federação

Internacional de Documentação (FID) e a International Federation of Library
Association (IFLA); essas instituições treinam profissionais que se apresentam
como multiplicadores e disseminadores do saber biblioteconômico pelo País.
Entre eles, pode-se citar: Bernadete Sinay Neves, Lydya de Queiroz
Sambaquy, Manoel Bastos Tigre, Rubens Borba de Moraes, Alice Príncipe
Barbosa, Laura Garcia Moreno Russo, Adelpha Silva Rodrigues Figueiredo,
profissionais que desenvolvem serviços de alto padrão para as ciências
biblioteconômicas e até hoje são reverenciados. (ODDONE,2004,p.21-32)
Tendo como precursores os autores citados, comprova-se que na
sociedade contemporânea, a satisfação dos usuários é fator fundamental para
a

sobrevivência

da

biblioteca,

portanto,

identificar

as

competências,

aproximando as habilidades, conhecimentos e atitudes dos bibliotecários
profissionais da informação estabelecem em englobar a técnica, cognição e os
procedimentos relacionados ao trabalho.
Diante desse contexto, a formação do bibliotecário profissional da
informação está fundamentada em dois pólos para exercer o seu papel social.
O primeiro deles é a competência técnica e administrativa concernente à
informação (classificar, catalogar, organizar, indexar, armazenar, recuperar e
disseminar em linguagem acessível ao usuário). Dessa forma, Le Coadic

�(1996, p.106) fundamenta tal postura:
Por profissionais entendemos as pessoas, homens (ainda são
poucos) e mulheres, que adquirem informação registrada em
diferentes suportes, organizam, descrevem, indexam, armazenam,
recuperam, e distribuem essa informação em sua forma original ou
como produtos elaborados a partir dela.

O segundo é atrelado à habilidade em interagir, relacionar-se,
compreender, liderar, ser dinâmico, responsável, criativo e mediador entre os
sistemas e o usuário. Nesse sentido, a mediação que segundo Berger
(1985,p.110) é um termo usado por Sartre, mas sem o significado concreto que
a teoria dos papéis é capaz de lhe dar. O termo serve bem para indicar o nexo
geral entre a teoria dos papéis e a sociologia do conhecimento. Pode ajustarse na profissão do bibliotecário profissional da informação com a capacidade
de mediar o processo de acesso e uso da informação para a produção do
conhecimento e de aprendizado ao longo da vida.
Assim, a confluência desses pólos revela as tendências tecnicista e
humanista, reunidas em uma só pessoa, podendo o profissional
trabalhar de forma consciente e eficiente para desenvolver
plenamente a disseminação da informação

Nesse sentido, a presença humana na biblioteca é um convite à busca
do bibliotecário profissional da informação com noções de humanidade na
esfera profissional.
A comunidade globalizada da sociedade do conhecimento e da
informação traz mudanças significativas ao mundo do trabalho. Aliado a isso, o
conceito de emprego está sendo substituído pelo de trabalho. A atividade
produtiva passa a depender dos conhecimentos e o profissional deve ser
criativo, crítico e pensante, preparado para agir e adaptar-se rapidamente às
mudanças da sociedade. Vale ressaltar a opinião de Berger (1985, p.109) a
esse respeito:
A análise dos papéis tem particular importância para a sociologia do
conhecimento porque revela as mediações existentes entre os
universos macroscópicos de significação, objetivados por uma
sociedade, e os modos pelos quais estes universos são
subjetivamente reais para os indivíduos.

Assim, é possível analisar as raízes sóciocultural que o bibliotecário
profissional da informação está inserido para definir as competências e
habilidades que o mercado exige. Ressalta-se que a humanização é variável e
segundo Berger (1985,p.74) Não é preciso dizer, portanto, que o organismo e,

�ainda mais, o eu não podem ser devidamente compreendidos fora do particular
contexto social em que foram formados.
Nesse sentido, percebe-se que muitas coisas estão mudando na área e
continuarão

transformando-se.

profissional

é

o

humano

Carvalho

multifacetado

(2002,p.2)
que

enfatiza

busca

que

esse

incessantemente

redimensionar as suas funções no complexo universo da informação que tem
na biblioteca a sua base. E Oddone (1998,p.27) relembra que não é apenas
uma adaptação a novas mecânicas e ferramentas, mas realmente um novo
modo de pensar, sentir e viver, uma nova mentalidade, uma nova maneira de
ver o mundo.
Dessa forma, não se pode deixar mais a critério do usuário a iniciativa
de acessar a informação; deve-se optar em oferecer ao mesmo, alertando-o e
antecipando-lhe a oportunidade de obter a informação disponibilizada,
modificando, então, o perfil do bibliotecário profissional da informação.
Revisitando a literatura o quadro 1 reúne as características do profissional a
partir dos autores: Carvalho (2001); Castro (2000,p.149); Guimarães (1998,p.6);
Motta(1994,p.13); Santos(1996,p.2); Wormell (1996,p.14).
FIGURA2 – BIBLIOTECÁRIO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO

BIBLIOTECÁRIO PROFISSIONAL DE INFORMAÇÃO
TER
SER
DEVER
Agilidade no tratamento Criativo
com as pessoas
Aptidão para usar a Comprometido com a
informação
induzindo aprendizagem contínua
vantagem competitiva
Capacidade
de Compromissado
com
comunicação efetiva
sua carreira pessoal e
profissional
Disposição
para Dinâmico
trabalhar com recursos
informacionais
Habilidade
para Especialista
em
recuperar, organizar e organização
e
armazenar informação.
conhecimento
Habilidades em síntese Flexível
e análise da informação
Habilidades gerenciais Líder- nato
(criatividade, otimismo,
flexibilidade
Sensibilidade
para Profissional,
política de informação
principalmente
em
relação à ética

Aliar os aspectos sociais e
culturais
Apoiar políticas de informação
estratégicas e de negócios
Consultar e assessorar sobre
problemas de informação
Educar usuários e apresentar
habilidades pedagógicas
Facilitar o uso da informação

Gerir
eficientemente
sistemas de informação
Navegar por sistemas
conhecimento e fontes
informação
Prover
recursos
para
alfabetização informativa

os
do
de
a

�Visão interdisciplinar

Receptor e transmissor Transformar os dados e o fluxo
das informações.
de informação entre sistemas
Responsável

FONTE: adaptado pela autora

De acordo com esse corpo teórico, observa-se que o profissional está
voltado para o usuário capacitado informacionalmente, ou seja, o usuário
preparado para usar a informação utilizando-a na tomada de decisão e
resolução de problemas. Esse profissional ajuda a compreender a necessidade
da informação tratada e comunicada nesse sentido, desenvolver estratégia de
busca, revelando o seu papel de intermediário.
O

bibliotecário

mediador

está

envolvido

com

a

mediação

do

aprendizado, que é um processo contínuo de aprendizagem, que se
desenvolve ao longo da vida. São novos conceitos internalizados que
provocam as modificações de pensamentos e atitudes. Sendo assim, a
aprendizagem é individual e deve estar acessível a outras pessoas da
instituição, aumentando o capital humano e formando o capital estrutural que
Chiavenato (2002) denomina de capital intelectual da instituição. Diante desse
contexto, o profissional da informação como mediador investe na educação do
usuário, com a finalidade de torná-lo cada vez mais independente,
conquistando sua autonomia na busca e no acesso à informação e a tudo que
ela oferece, e todas as possibilidades de criatividade informacional. Como
reforça, Davenport (2003,p.134).
Os antigos bibliotecários afastaram-se da rotina de pegar
informações que os usuários sabiam que existiam, mas que não
conseguiam achar, e passaram a estimular os usuários a pegar suas
próprias informações através de pesquisas no banco de dados ou de
transações bibliotecárias terceirizadas.

É fundamental, que, além do respeito e dignidade o bibliotecário
profissional da informação se utilize da sensibilidade para olhar o usuário como
alguém que possui uma história de vida antes de chegar até ele, porque é
através da comunicação consciente que o profissional pode estimular
mudanças de atitudes e comportamentos no usuário.
Assim, verifica-se que vários pontos desse caminho convidam a reflexão
sobre o papel do bibliotecário profissional da informação em mediar os serviços
de alerta oferecidos pela Instituição. Um dos maiores desafios desse

�profissional é encontrar o percurso que possibilite os usuários a apropriar-se
das informações necessárias para tornarem-se sujeitos reflexivos e capazes de
atuar e transformar o mundo em que vive. Convém lembrar, que a qualidade da
informação depende de como a fonte é valorizada pelo usuário, incluindo-se
aspectos como credibilidade da fonte, relevância, confiança, validade e
significado do tempo.

2 MATERIAIS E METODOS
O Sistema de Ensino Superior do Estado da Bahia é formado
por quatro universidades estaduais: a Universidade do Estado da
Bahia (UNEB), multicampi e presente em 417 municípios com 24
campi;

a Universidade

Estadual

de

Feira de

Santana (UEFS)

multicampi com dois postos avançados, um em Lençois e outro em
Santo Amaro da Purificação; a Universidade Estadual de Santa Cruz
(UESC) unicampi e a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
(UESB),

multicampi,

presente

em

três

municípios,Vitória

da

Conquista, Itapetinga e Jequié. Cada UEBA funciona de maneira
independente estrutural e administrativa, são coordenadas pelo setor
de Desenvolvimento de Educação Superior (CODES) órgão da
Secretaria de Educação (SEC).
O Sistema de Ensino Superior da Bahia é criação da SEC, cujo
órgão de Coordenação de Desenvolvimento de Ensino Superior
(CODES), tem por finalidade coordenar, desenvolver e avaliar ações para a
educação superior no Estado, além de promover ações para ampliar o acesso
e a permanência na universidade, de alunos egressos de escolas públicas do
Estado da Bahia.
As quatro universidades são veículos de interiorização da Educação
Superior, que definem suas prioridades de acordo com a realidade e as
potencialidades da Região, e os resultados apontam a fixação do jovem na
localidade, qualificação da mão-de-obra e oferta de serviços de qualidade à
população.
Assim foi questionado nas Bibliotecas Centrais sobre o atendimento ao

�usuário Preliminarmente cabe esclarecer que a média mensal de usuários
transcrita nessa pesquisa equivale aos usuários reais e potenciais atendidos
pelas unidades. As bibliotecas universitárias atendem à comunidade externa
devido à ausência de outras bibliotecas nas localidades adjacentes. São alunos
de escolas públicas e de universidades particulares, leitores de jornais ou
simplesmente indivíduos que querem estudar e se atualizar. Esses usuários
utilizam serviços e produtos informacionais disponíveis na biblioteca, exceto
empréstimo de livros.
A Figura 4 mostra o atendimento mensal da Biblioteca Central. A
UNEB atende em média 91.000 usuários ao mês, UEFS 60.000, UESC 72.000
e a UESB 40.000 usuários ao mês. Conclui-se que as Bibliotecas Centrais das
UEBA atendem em grande número a comunidade local. O que pode ser
justificado pela falta de bibliotecas nas regiões adjacentes.

FIGURA 3 - Representação Gráfica da Proporção da média mensal de atendimento dos
usuários da Biblioteca Central das UEBA

Compartilha-se do cabedal teórico de Paul Otlet (1868-1944) como
precursor do saber informacional, representando a pesquisa e a intervenção
sócio-técnica na ordem documentária, iniciada no final do século XIX. Sem
nenhuma dúvida, o visionário procura fazer com que o conhecimento
registrado seja adquirido por todos, ou seja, cheguem a todos. Otlet já
prevê o mundo do conhecimento ultrapassando as paredes do recinto
fechado, acreditando na comunicação intelectual, na mudança social e na

�paz mundial pelo caminho da informação. (PEREIRA,2000,p. VII-VIII).
Outro questionamento foi como os bibliotecários profissionais da
informação consegue visualizar a biblioteca universitária.
Espaço onde estão armazenados geralmente livros ou acervo
direcionado a graduação (UNEB-2).
Continua sendo o local de estudo, ensino e aprofundamento de
conhecimentos (UNEB-9).

Mas é incentivado para mudar o quadro, quando o profissional adiciona
que:
É preciso ser mais democrática e oferecer cultura , lazer,
divertimento (UNEB-13).
E que precisa oferecer lazer e cultura para, assim, a educação
ficar completa (UEFS-5).
Não é mais arquivo de livros para pesquisa, é um organismo
vivo (UEFS-6).

Nesse sentido, os profissionais deixam claro que a:
Biblioteca é o celeiro do conhecimento (UNEB-1).
A mola mestra da universidade é o coração (UNEB-3).
Grande instrumento que disponibiliza recursos informacionais
que podem levar conhecimento ao usuário (UEFS-4).

Evoluindo na concepção de biblioteca universitária os profissionais
consideram que:
É o agente transformador de mentalidades (UNEB-4).
É a base da universidade e tem que ser bem estruturada, bom
acervo, bem organizada e que influencia no desenvolvimento
do curso (UNEB-6).
É um centro de cultura (UNEB-7).
É um centro de treinamento (UNEB-1).
É um centro onde agrega todos os estudiosos, pesquisadores
(UNEB-8).
É uma ferramenta que interage melhor com a sua comunidade
onde ela está inserida (UNEB-10).
É um espaço, interação, usuário e organismo vivo (UNEB-11).
É um instrumento para facilitar a vida do usuário intelectual e
cultural dentro de uma universidade (UNEB-12).

�São várias tribos com interesses diversificados (UEFS-1).
É um espaço aberto para todo e qualquer usuário (UEFS-3).

Muitos profissionais não conseguem perceber a universidade sem
biblioteca, conforme depoimentos:
Não vejo a universidade sem biblioteca (UESC-1).
É a base, a ponte é o suporte da universidade (UESC-2).
Fator preponderante para o crescimento da instituição (UESC3).
É o laboratório, a base de crescimento para toda a
universidade (UESC-4).
É o local que atende um público especializado, em especial os
universitários (UESC-5).
É o recinto que deve servir à comunidade acadêmica (UESC6).

Por outro lado, reconhecem que falta planejamento:
A importância dela é relegada a outros momentos (UESB-1).
A biblioteca não tem prioridades, é questão de momento, sem
planejamento (UESB-2).

As entrevistas com os usuários revelam o que eles pensam sobre
a biblioteca universitária sendo a maioria dos depoimentos concordantes com a
visão do bibliotecário profissional da informação:
É o espaço mais importante para estudar,pesquisar (UESB-26).
É o espaço produtivo para adquirir conhecimento (UNEB-25).
É o espaço de reflexão, conhecimento, leitura (UESB-23).
É o ambiente de encontro (UEFS-4).
É o serviço mais importante da universidade (UEFS-16).
A biblioteca não é a prioridade desta universidade (UESB-25).
Ela é um repositório de livros (UESB-1).
Em termo de atendimento, essa é a melhorzinha (UESB-8).
Ela é a fonte de informação, não tenho todos os livros que
preciso, então venho buscar aqui (UESB-2).

Expressam-se utilizando termos mais modernos:
É o point da sabedoria (UEFS-28).

�O usuário vê a biblioteca como um espaço onde pode solicitar o livro e
estudar, visão que não distingui do ponto de vista do profissional; sugerem a
necessidade do marketing nas bibliotecas, para divulgar produtos e serviços
desenvolvidos. Percebe-se nos depoimentos que os bibliotecários profissionais
da informação têm a consciência de que a biblioteca universitária é um ponto
de convergência de idéias e distribuição de saberes; é o local onde todas as
formas de conhecimento estão presentes, desenvolvendo as peculiaridades de
cada região.
Os profissionais que interagem com o usuário, revelam que atuam como
mediadores, intermediários entre a informação, o usuário e a máquina, sendo a
intervenção humana necessária à assistência e busca da aprendizagem.
Assim, ao serem questionados sobre seu papel de mediadores diante do
usuário, observa-se que os profissionais apresentam respostas coerentes, tais
como:
Atendimento personalizado, descobrir as necessidades reais
do usuário, encaminhamento para outras unidades, setor,
universidade. Orientação nas bases de dados e busca na
internet. Informação, mediar, receptar, traduzir, levar a
informação até o usuário. Nas pesquisas com os professores,
através das oficinas, mini-cursos, treinamentos, procuro passar
o que eu sei, da melhor forma possível, faço o serviço boca a
boca (UNEB-6).

Os profissionais demonstram ter competências, considerando o
Relatório do Comitê Especial de Competência (1996). (ver 4.2); sendo que os
profissionais utilizam a criatividade e apresentam habilidade profissional
condizente com o século XXI, quando afirmam que:
Sim, sou ponte entre o setor de aquisição e os departamentos,
quando faço as fichas catalográficas para credenciar os
trabalhos; quando resolvo os problemas da melhor forma
possível, tento quebrar a barreira da língua e acompanho de
perto a pesquisa do usuário, não quero que ele saia com
superficialidade (UEFS-6).

Certamente, nem todos têm consciência do papel que desempenham na
biblioteca:
Não faço papel de mediador, ou às vezes, quando estou no
atendimento (UNEB-7).
Contato pouco, faço trabalho técnico (UESB-3).

�Observa-se que a imagem do bibliotecário que faz o papel de mediador,
através dos depoimentos coletados, pode ser vista como atenciosa, solícita,
porém existem profissionais que não entendem o papel que exercem.
Nesse sentido a visão de Ortega expõe como centralidade a função do
profissional da informação, bibliotecário, como filtro, ou seja, como mediador
entre a informação e o usuário; esse profissional no exercício da sua atividade
deve dar ênfase à cidadania que se reflete na competência técnica e
administrativa e como mediador; tem função necessária no que tange à
informação selecionada, organizada e em linguagem acessível, visando o
acesso à informação com o foco no usuário, razão da sua existência
profissional. (ORTEGA y GASSET, 1967, p.89)

3 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
Essa pesquisa conclui que as bibliotecas apresentam ampla cobertura
no território estadual mediante a sua presença em todos os campi onde a
instituição de origem promove atividades. Assim, o assunto que integra o
estudo se baseia na biblioteca universitária, nos bibliotecários profissionais da
informação e na necessidade de estimular a disseminação da informação, três
pilares essenciais para a ascensão da biblioteca universitária.
O histórico das bibliotecas com ênfase na biblioteca universitária serve
para ajudar a compreender os olhares que identificam as diferenças e
semelhanças, permanências e mudanças ao longo do tempo.Ela consiste em
buscar caminhos que possibilitem desenvolver melhor os serviços que
disseminam a informação no mundo globalizado. Para isto é de fundamental
importância o papel do bibliotecário profissional da informação ressaltando a
regionalidade voltada para a valorização local, com a preocupação de entender
a peculiaridade de cada instituição.
A pesquisa, com base exploratória, descritiva, qualitativa e participativa,
sustenta-se na fundamentação teórica proveniente da Ciência da Informação
que se complementa com a contribuição de diferentes olhares, a exemplo, da
educação, da administração e da psicologia, que enriquecem a abordagem

�temática, veiculando conhecimentos que ajudam a enxergar melhor aspectos
relativos às competências e habilidades do profissional.
Notoriamente, os profissionais contemporâneos estão sendo afetados
pelos avanços tecnológicos, globalização e transformações sociais. Ressaltase os que trabalham com a informação, criação, processamento e
disseminação, atividades pioneiras do sistema de informação, convertendo o
insumo

básico

em fenômeno

social,

agregando

valor

e

convidando

profissionais a adaptarem os seus papéis e serviços informacionais.
Fica evidente que os profissionais têm consciência da necessidade de
obter habilidades e competências de acordo com os novos serviços. Nesse
sentido, compartilham-se as matrizes do pensamento de Levy, quando afirma
que o homem interligado com as coisas adquire competência e conhecimento.
(LEVY, 1997). A sociedade da informação e do conhecimento necessita de
profissionais empreendedores, dinâmicos e comunicativos.
Para isto a presença humana na biblioteca, visa estabelecer as
articulações do usuário com o mundo, portanto ter o profissional como
mediador entre o texto e o usuário permite que ele conquiste cada vez mais
sua autonomia no controle dos processos de busca, de escolha e de satisfação
das suas necessidades informacionais.
A pesquisa indica que a auto-imagem do profissional está aliada ao
conhecimento técnico, o que é comprovado nos depoimentos dos usuários,
observado na ausência do profissional no atendimento ao usuário e na
concentração de profissionais no setor de processamento técnico, e nas
investidas empregabilidade das técnicas, tornado-se mais técnicos e menos
humanizados
O sistema das Bibliotecas Universitárias da UEBA, segundo a pesquisa
procura seguir as tendências atuais, baseando-se na literatura consolidada,
procurando apesar das dificuldades de recursos, dinamizarem suas ações
segundo as políticas públicas voltadas para as Bibliotecas Universitárias do
Estado
Contudo, apesar do empenho reconhecido, a dinâmica ainda é tímida
limitando o crescimento harmônico que se espera na sociedade atual.
Dessa maneira, a pesquisa realizada no Sistema da UEBA revela
questões importantes para explicar o retraimento da disseminação da

�informação necessária e atual quando se deseja justificar a atuação das
bibliotecas universitárias.
Entre as principais questões:
 Números insuficientes de bibliotecários dedicados a disseminação da
informação em relação aos que se dedicam ao processamento técnico.
 Ausência de marketing nas bibliotecas visando a gestão da qualidade
dos serviços de informação, automaticamente o reconhecimento da
biblioteca universitária.
 Falta de interação entre bibliotecários e os usuários.
 Falta de um programa regular de treinamento e cursos para o
profissional.
O importante é aprofundar uma maior aproximação entre a biblioteca e o
usuário o que possibilita a leitura, o acesso aos conhecimentos e informações
registrados, propósitos que tanto podem fortalecer o sentido social do
bibliotecário profissional da informação, como despertar o profissional
humanista retraído no exercício das suas funções profissionais.
.
REFERÊNCIAS
BAHIA. Lei 7.176, de 10 de setembro de 1997. Reestrutura das universidades
estaduais da Bahia e dá outras providências. Diário Oficial [do] Estado da Bahia,
Salvador, Ba, 10 set. 1997.
BELLUZO, Regina Célia Baptista Capacitação do bibliotecário como mediador do
aprendizado no uso de fontes de informação. Revista digital de biblioteconomia e
ciência da informação, Campinas, v.2, n.1, p.1-16, jul./dez. 2004.
BERGER, Peter L.; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade: tratado
de sociologia do conhecimento. Tradução de Floriano de Souza Fernandes. Petrópolis:
Vozes, 1985. 248p.
CARVALHO, Kátia de. O profissional da informação: o humano multifacetado. In
DataGramaZero, v.3, n.5, 2002.
CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando pessoas: como transformar gerentes em
gestores de pessoas. 4 ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002. 271p.
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira.
Ciência da Informação. Brasília, v. 29, n. 1, p. 71-89, jan./abr. 2000.
DAVENPORT, Thomas H. O melhor dos mundos: ecologia da informação. In:
Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta para o sucesso na era da
informação. Trad. Bernadette Siqueira Abrão. São Paulo: Futura, 2003. p.43-64.

�FERREIRA, Lusimar Silva. Bibliotecas universitárias brasileiras: analise de
estruturas centralizadas e descentralizadas. São Paulo: Pioneira, 1980.
LE COADIC, Yves-François. A ciência da informação. Tradução Maria Yêda F.S.
Filgueiras. Brasília: Briquet de Lemos, 1996. 119p.
MIRANDA, Antônio. A missão da biblioteca pública no Brasil. Revista de
Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 6, n. 1, p. 69-75, 1978.
MIRANDA, Antônio. Estrutura de informação e analise conjuntural ensaios.
Brasília: Pioneira, 1980.
ODDONE, Nanci . O profissional da informação e a mediação de processos cognitivos:
a nova face de um antigo personagem. Informação &amp; Sociedade. Estudos, João
Pessoa, v. 8, n. 1, p. 25-41, 1998.
____. Ciência da Informação em perspectiva histórica: Lydia de Queiroz Sambaquy
e o aporte da Documentação (Brasil, 1930-1970. 2004. p. Tese (Doutorado em Ciência
da Informação) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2004.
ORTEGA Y GASSET, José. Misión del bibliotecario. 2 ed. Madrid: Revista de
Occidente,1967. 83p.
PEREIRA, Maria de Nazaré . Prefácio. In: PEREIRA, Maria de Nazaré ; PINHEIRO,
Lena Vania Ribeiro. O sonho de Otlet: aventura tecnológica da informação e do
conhecimento. Rio de Janeiro/Brasilia: IBICT, 2000. p. VII-XXIV.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="8">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7176">
                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7177">
                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7178">
                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8556">
                <text>Florianópolis/SC</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="29348">
              <text>Presença Humana nas Bibliotecas Públicas Universitárias Estaduais da Bahia </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="29349">
              <text>Marivaldina Bulcão dos Santos</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="29350">
              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="29351">
              <text>FEBAB</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="29352">
              <text>2013</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="49">
          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="29354">
              <text>Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da informação - Trabalho científico</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="29355">
              <text>Humanidade é ao valor do homem como pessoa, princípio autônomo e individual de consciência e responsabilidade sendo o homem ponto de partida, centro de perspectiva e construção da realidade. Já a biblioteca universitária, conectada às novas tecnologias é responsável pela integração entre usuários e fontes de informação, reforçando o desenvolvimento dos cidadãos. As tecnologias permitem o acesso ao conhecimento e as bibliotecas devem buscar ações e ferramentas que permitam localizar, filtrar, organizar e resumir informações que sejam úteis aos usuários, independente do lugar que eles se encontrem e as informações estejam localizadas. Nesse sentido, a presença humana na biblioteca é um convite à busca do bibliotecário profissional da informação com noções de humanidade na esfera profissional. A pesquisa tem base exploratória, descritiva, qualitativa e participativa, fundamentada no embasamento da Ciência da Informação que conclui que os profissionais da informação tem consciência da necessidade de obter habilidades e competências de acordo com os novos serviços. Assim, a presença humana nas bibliotecas estabelece articulações do usuário com o mundo e o profissional como mediador.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="66401">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="2">
      <name>cbbd2013</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
