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                  <text>O uso do estudo bibliométrico pelos pesquisadores da saúde em
periódicos científicos digitais brasileiros

Ricardo Quintão Vieira (UNIFESP / SENAC) - ricqv@ig.com.br
Maria Cristina Sanna (self employed) - mcsanna@uol.com.br
Resumo:
objetivou-se analisar e identificar o uso do estudo bibliométrico em periódicos científicos
digitais brasileiros. Estudo descritivo e quantitativo, realizado a partir da BVS e Scielo.
Resultaram em 86 artigos compreendidos entre 1999 a 2011, concentrados em Enfermagem e
Saúde Pública, aumento da publicação, utilização das bases LILACS, Medline e Scielo,
concentrando suas variáveis em análise cronológica, geográfica, temática e de autoria.
Concluiu-se que muitas variáveis pesquisadas são diferentes daquelas estimuladas pelos
editoriais das revistas científicas na área da saúde.
Palavras-chave: Bibliometria. Ciências da saúde. Artigo de revista. Metodologia.
Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

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Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

O uso do estudo bibliométrico pelos pesquisadores da saúde em periódicos
científicos digitais brasileiros

Resumo: objetivou-se analisar e identificar o uso do estudo bibliométrico em
periódicos científicos digitais brasileiros. Estudo descritivo e quantitativo, realizado a
partir da BVS e Scielo. Resultaram em 86 artigos compreendidos entre 1999 a 2011,
concentrados em Enfermagem e Saúde Pública, aumento da publicação, utilização
das bases LILACS, Medline e Scielo, concentrando suas variáveis em análise
cronológica, geográfica, temática e de autoria. Concluiu-se que muitas variáveis
pesquisadas são diferentes daquelas estimuladas pelos editoriais das revistas
científicas na área da saúde.
Palavras-chave (DECS-BVS): Bibliometria. Ciências da saúde. Artigo de revista.
Metodologia.
Área Temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a
frente

1 INTRODUÇÃO

A Organização Mundial da Saúde define saúde como bem estar físico, mental
e social do indivíduo, família e sociedade (SCLIAR, 2007), conceito que orienta
ações de profissionais em seus campos específicos de atuação, sendo que os
relatos sobre algumas dessas práticas ou pesquisas podem ser encontradas sob a
forma de registros em livros, artigos de periódicos, teses, dissertações, trabalhos de
congressos, CD-ROMs, dentre outras.
Além de permitir a divulgação dos conhecimentos sobre a assistência à saúde
entre os pares profissionais e pesquisadores, os documentos científicos podem ser
objetos de análise para a compreensão do desenvolvimento da dinâmica científica e
de áreas temáticas, como se pode ver, por exemplo, nas revisões de literatura e
estudos bibliométricos.
Essas formas de tratamento retrospectivo e documental de fontes científicas
tem sido constante entre os pesquisadores da área da saúde, em especial os
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estudos bibliométricos. A base de dados referenciais Scopus (ELSEVIER, 2011),
que abrange também toda a base Medline, mostra o aumento o número de estudos
bibliométricos em artigos científicos ao longo dos anos até 2010, sendo que as áreas
que mais os utilizaram foram Medicina, Ciências Sociais, Enfermagem, Ciências da
Computação, Bioquímica, Genética e Biologia Molecular, demonstrando que seu uso
é disseminado em várias áreas do conhecimento.
A aderência de pesquisadores aos estudos bibliométricos aplicados na área
da saúde não é apenas uma tendência internacional. A Biblioteca Virtual em Saúde
(BVS) também apresenta expressivos números de pesquisadores nacionais que
empreenderam a análise da literatura científica, ainda com grande variação de
frequências ao longo dos anos, mas de forma crescente, da década de 2000 em
diante.
Uma das razões desse comportamento dos pesquisadores em relação à
literatura científica da área da saúde está explicada pela própria dinâmica da
bibliometria, que propõe um estudo quantitativo e socialmente aplicado sobre o
registro do conhecimento humano.

Ao investigar fontes científicas de forma

quantitativa, pesquisadores desejam saber primariamente como se dá a produção,
publicação, consulta e replicação da informação em suas áreas de atuação
científica.
Além de analisar o “quanto” se produz, os estudos bibliométricos podem ser
utilizados para investigar “o que” se produz, ou seja, agem como bússolas temáticas
para os pesquisadores. Essas apontam, por exemplo, a coerência entre propostas
previamente estabelecidas e suas efetivas ações para a produção científica.
Há dois ramos específicos de investigação da Bibliometria, complementares
em entre si: a Macrobibliometria e a Microbibliometria (NERY, 1986; ALVARADO,
2007). Na primeira modalidade, busca-se realizar um estudo mais amplo de várias
áreas do conhecimento, comparando e medindo a influência da produção nacional
em relação à internacional. Esse estudo é de grande interesse de autores,
instituições de ensino, editores de periódicos e gestores nacionais de política
científica.

2

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Por sua vez, a Microbibliometria tem interesse maior na dinâmica da produção
científica em áreas especializadas, como se a intenção principal fosse compreender
melhor a dinâmica da publicação e sua implicância para futuras pesquisas,
destacando-se o desenvolvimento das áreas do conhecimento. Por sua vez, essa
abordagem é de grande interesse de autores, pesquisadores de determinada área
do conhecimento, grupos universitários de pesquisas e historiadores da ciência.
A Macrobibliometria sobrepõe-se à Microbibliometria em editorias de revistas
científicas digitais brasileiras da área da saúde disponibilizadas pela Biblioteca
Virtual em Saúde, principalmente na área médica e de enfermagem, enfatizando a
necessidade do aumento da publicação de artigos (CARVALHO, 2002; YOUNES,
2005; MENEZES, 2006; DEHEINZELIN, 2007; MARTINEZ, 2009; ZUARDI, 2010),
publicação em língua inglesa (MUCCIOLI, 2006), fator de impacto (VILHENA, 2002;
COURA, 2003; MESQUITA, 2004; GOLDENBERG, 2007; CAMARGOS, 2010;
LOUZADA-JUNIOR, 2011; MARZIALE, 2011), crescimento temático (BACAL, 2009),
índices bibliométricos gerais (BICAS, 2002(a); BICAS, 2002(b); BARROS, 2005),
critério Qualis (DEHEINZELIN, 2007; CAMARGOS, 2010; LOUZADA-JUNIOR, 2011)
e índice H (CAMARGOS, 2010).
Diante dessa clara estimulação por parte de editoriais para os estudos
bibliométricos e a presença de diversas publicações em revistas científicas, indagase de que forma ocorreu sua implantação por parte de autores ligados à área da
saúde, que a princípio envolvem-se em questões diretas de assistência à saúde do
ser humano e menos para análises documentais. Ou ainda, pergunta-se quais são
os pontos de interesse de autores da área da saúde na análise bibliométrica em
artigos científicos de saúde?
Essa dúvida surgiu devido à lacuna de estudos que tratem do comportamento
científico desses autores e de seu fazeres investigativos, a partir de documentos
registrados, principalmente na área da Saúde.
Desse modo, a presente pesquisa tem o objetivo geral de analisar a utilização
de estudos bibliométricos aplicados às Ciências da Saúde em periódicos científicos
digitais brasileiros. Como objetivo específico, buscou-se identificar quais variáveis
bibliométricas são utilizadas nesses estudos.
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2 MÉTODO

Estudo descritivo e de abordagem quantitativa, realizado com variáveis
bibliométricas, com resultados e discussões baseadas em informações mensuráveis
fornecidas a partir de um recorte de literatura científica.
Para constituir a população desse estudo, escolheu-se o artigo científico
como fonte de dados, porque atualmente, esse formato de literatura científica
representa o ápice de aceitação, por pares científicos de determinada pesquisa e
seu método. Acrescente-se a isso, além de registro sob a forma de dissertação e
tese, o Centro de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
recomenda que o pesquisador publique sua pesquisa na forma de artigo
(CAMPELLO, 2000).
Para seleção dos artigos que integraram a presente pesquisa, foram
escolhidas as seguintes fontes de informações: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e
Scientific Library On-line (Scielo). Esses recursos eletrônicos trazem grande
possibilidade de recuperar artigos digitais, em formato integral, de origem nacional e
de diversas áreas da saúde. Como estratégias de busca foram eleitos as seguintes
palavras, assim combinados: (1) “bibliometria”, (2) “bibliométrico” or “bibliométricos”
e (3) “bibliométrica” or “bibliométricas”. Não houve recorte temporal para a seleção
dos artigos digitais.
Foram estabelecidos os seguintes critérios de seleção de artigos: serem
recuperados pelas bases escolhidas, em qualquer idioma, oriundos de pesquisas
nacionais e da área da Saúde ou Psicologia segundo as áreas de avaliação CAPES
(COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR,
2011). É importante destacar que a Psicologia não faz oficialmente parte da área da
Saúde, segundo o referencial utilizado, mas ela foi inserida pelo fato de estar
significativa presente em equipes multidisciplinares em diversas situações de
assistência à saúde tais como, cuidados paliativos, psiquiatria, pediatria, entre
outras.

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Foram aplicados os seguintes critérios de exclusão: estudos bibliométricos
cujas fontes de pesquisas não foram oriundas de documentos e sim de entrevistas,
Currículo Lattes e informações de grupos de pesquisa. Foram excluídas também as
seções de editorial, carta ao editor, comunicados e reflexões, por não trazerem
resultados de pesquisas, e artigos repetidos.
Foi realizada leitura integral dos artigos, o que permitiu a construção de uma
base de dados em forma de planilha eletrônica, com as seguintes variáveis de
análise: (1) Título do periódico porque indica o reflexo da aceitação editorial para
publicação de estudos bibliométricos; (2) Tipos de documentos consultados pelos
autores dos textos selecionados para identificação dos objetos / suportes de
extração de dados que originaram os resultados de pesquisa; (3) Bases de dados
bibliográficos consultadas pelos autores em seus textos para evidenciar tendência
de utilização de repositórios digitais de documentos; (4) Ano de publicação do artigo
porque permite identificar tendência, trajetória, utilização e aceitação de estudos
bibliométricos por parte das revistas; (5) Recorte temporal estabelecidos pelos
autores dentro seus estudos porque indica a tendência de seleção de documentos
para formulação de pesquisas; (6) Variáveis de estudo, que são as categorias de
dados escolhidos pelos autores para análise quantitativa dos conjuntos documentais
que caracterizaram os estudos bibliométricos. Não foram consideradas como
variáveis de interesse “quantidade de documentos” e “variação da quantidade ao
ano”, por se partir da premissa que todo estudo bibliométrico deve apresentar a
quantidade de documentos e sua relação com o tempo.
Não foi necessária submissão do projeto do presente estudo a nenhum
Comitê de Ética em Pesquisa, porque foram utilizadas exclusivamente fontes
documentais públicas.

3 RESULTADOS

Após a aplicação dos critérios de seleção, foram coletados 86 artigos
referentes ao intervalo de 1999 a 2011, que formou a população da presente
pesquisa.
5

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Os artigos distribuíram-se em 33 revistas de títulos diferentes, com média de
2,6 artigos por título, cujo detalhamento pode ser apreciado na Tabela 1.

Tabela 1 – Artigos digitais por título de periódico científico que apresentaram
estudos bibliométricos, 1999-2011.
Título do Periódico

N.

%

14

16

Revista de Saúde Pública

7

8

Cadernos de Saúde Pública

5

6

Revista da Escola de Enfermagem da USP

5

6

Revista Brasileira de Psiquiatria

4

5

Acta Cirúrgica Brasileira

3

3

Acta Paulista de Enfermagem

3

3

Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

3

3

Psicologia: Ciência e Profissão

3

3

Revista da Associação Médica Brasileira

3

3

Texto &amp; Contexto Enfermagem

3

3

Ciência &amp; Saúde Coletiva

2

2

Interface - Comunicação, saúde e Educação

2

2

Jornal Brasileiro de Pneumologia

2

2

Jornal de Pediatria

2

2

PSIC - Revista de Psicologia da Vetor Editora

2

2

Psicologia: Reflexão e Crítica

2

2

Cognitiva

2

2

Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

2

2

Nery

2

2

Revista Enfermagem UERJ

2

2

Revista Latino-Americana de Enfermagem

2

2

ABC - Arquivos Brasileiros de Cardiologia

1

1

Jornal Brasileiro de Psiquiatria

1

1

Pró-Fono Revista de Atualização Científica

1

1

Revista Brasileira de Enfermagem

Revista Brasileira de Terapia Comportamental e

Revista de Enfermagem - Escola de Enfermagem Anna

6

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Psico-USF

1

1

Revista Brasileira de Educação Física e Esporte

1

1

Revista Brasileira de Entomologia

1

1

Revista Brasileira de Epidemiologia

1

1

Revista de Nutrição

1

1

Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

1

1

Revista Panamericana de Salud Pública

1

1

Sao Paulo Medical Journal

1

1

86

100

Total

A Figura 1 representa a dinâmica temporal da produção de artigos. Nela
percebe-se ligeira elevação ocorrida em 2007, diminuição posterior e aumento em
2010. A quantificação da produção de artigos apresentou oscilações entre
crescimento e queda durante os 12 anos (1999 a 2011) analisados, porém notou-se
grande crescimento na segunda metade da década de 2000, que se concentraram
cerca de 73% do total de publicações. É importante salientar que esse aumento não
teve a influência do aumento de títulos das revistas, já que, nesse período (20062010), não houve criação de nenhuma delas. Aliás, percebe-se que a maioria
dessas revistas foi criada na década de 1990 (38% delas), seguida de 1980 (19%),
1930 (9%), 1940, 1950 e 1970 (6%, cada) e 2000 (3%). Desse modo, para a maioria
das revistas, criadas nas décadas de 1980 e 1990, o reflexo de publicação de
estudos de quantificação veio após uma década ou mais de sua história.

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Figura 1 – Distribuição dos artigos científicos digitais com abordagem bibliométrica
nas bases Scielo e BVS, 1999-2011.

Os recortes temporais escolhidos pelos autores, como indicados nos
resultados de suas pesquisas, foram informados em 81 (94%) artigos, sendo o
mínimo de um ano de investigação e o máximo de 87 anos, com média de 13,3 anos
por trabalho. O conjunto dos artigos foi avaliado década por década, sendo que cada
decênio citado foi considerado como uma menção de frequência. Desse modo, foi
possível descrever o recorte temporal freqüentemente escolhido pelos autores, que
foi a década de 2.000 com 70 menções, seguido da década de 1990 com 48, 1980
com 21 e 1970 com 12.
A Tabela 2 apresenta as bases de dados utilizadas como fontes de pesquisas
pelos autores. Nota-se que “Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da
Saúde” (LILACS) é a mais freqüente, seguida em ordem decrescente, pelo “Medline”
e pela “Scientific Electronic Library Online” (Scielo). Desse modo, conclui-se que
houve preferência por fontes latino-americanas que continham artigos de periódico
científico.

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Tabela 2 – Bases de dados e tipos de documentos utilizados em artigos científicos
digitais da área da Saúde e Psicologia, 1999-2011.
% dos
Base de Dados

Documento

N. artigos

(LILACS)

Diversos

23

27

Medline

Periódicos

22

26

Scientific Electronic Library Online (Scielo)

Periódicos

15

17

Base de Dados de Enfermagem (BDENF)

Diversos

8

9

Biblioteca Virtual em Saúde (BVS)

Diversos

8

9

Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde

Teses e
Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem (CEPEn)

dissertações

6

7

Catálogo local de biblioteca (diversas bibliotecas)

Diversos

5

6

Journal Citation Reports

Periódicos

5

6

Teses e
Banco de Teses da CAPES

dissertações

4

5

Periódicos de Enfermagem (Perienf)

Periódicos

3

3

EMBASE

Periódicos

2

2

Periódicos Eletrônicos em Psicologia

Periódicos

2

2

Portal de Periódicos da CAPES

Periódicos

2

2

Web of Knowledge

Periódicos

2

2

WebQualis - CAPES

Periódicos

2

2

Adolec - BVS

Diversos

1

1

Base de Dados de ISSN

Periódicos

1

1

Teses e
Biblioteca de Teses e Dissertações Digitais (BDTD) - IBICT

dissertações

1

1

BioMed Central

Periódicos

1

1

Catálogo Coletivo Nacional (CCN) - IBICT

Diversos

1

1

(CINAHL)

Diversos

1

1

Cochrane Library

Diversos

1

1

EBSCO

Diversos

1

1

Education Resources Infomation Center (ERIC)

Diversos

1

1

Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature

9

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HighWire

Diversos

1

1

(Não
IMLA

identificado)

1

1

Psicologia ULAPSI

Diversos

1

1

Latindex

Periódicos

1

1

OvidSP

Periódicos

1

1

Proquest

Diversos

1

1

PsycINFO - APA

Diversos

1

1

Periódicos e
Psyclit - APA

Livros

1

1

Science Direct

Diversos

1

1

Scopus

Periódicos

1

1

Web of Science

Periódicos

1

1

As variáveis bibliométricas utilizadas pelos autores, no conjunto dos artigos
estão representadas na Figura 2. Entende-se que cada variável utilizada por
determinado autor foi sua melhor tentativa de compor dados que possibilitassem
responder a um questionamento ou cumprir um objetivo de pesquisa. As variáveis
mais frequentes, no conjunto dos artigos, demonstram basicamente quais são os
aspectos mais relevantes para um estudo bibliométrico, segundo os autores
estudados.
Foram reunidas 294 menções de variáveis, sendo a média de 3,4 por
trabalho. Desse modo, foi possível identificar que o uso médio de três a quatro
variáveis bibliométricas foi o suficiente para sustentar uma pesquisa digna de
publicação em periódico científico. A categorização das variáveis resultou em 26
formas diferentes de expressar a variação de dados bibliométricos, sendo os mais
frequentes o geográfico, seguido do temático, autoria (e suas variações, tais como
nome, atividade profissional e acadêmica, número, gênero e orientador), método /
tipo de estudo, instituição (nome e tipo) e periódico / artigo (título, tipo,
nacionalidade, área). Como já foi mencionado anteriormente, o ano de publicação é
praticamente um item obrigatório de investigação, o que leva a inferir que, junto a
ele, existiu um quarteto bibliométrico, na área da saúde, operado na seguinte ordem
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decrescente de importância: cronológica, geográfica, temática e autoral. Os
pesquisadores consideraram as mais relevantes perguntas vinculadas à produção
científica:
1. Quanto se produziu?
2. Onde se produziu?
3. Que se produziu?
4. Quem produziu?

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Figura 2 – Número de citação das variáveis de análise em estudos bibliométricos em
periódicos científicos da área da Saúde e Psicologia, 1999-2011.

Na introdução do presente artigo, apontaram-se as variáveis bibliométricas
mais discutidas em editoriais de revistas científicas da área da saúde: aumento da
publicação de artigos, publicação em língua inglesa, fator de impacto, crescimento
temático, índice bibliométrico, critério Qualis e fator H. Comparando com os
resultados das análises dos 86 artigos, pode-se observar que apenas “quantidade
de artigos” e “crescimento temático” apresentaram-se como variáveis coincidentes.
Fator de impacto foi monitorado em oito (9%) artigos e Qualis em dois artigos (2% ),
além de outros índices bibliométricos (1% cada um).
Apesar de todos os artigos recuperados nas bases dados tiverem como
escopo

principal

a

caracterização

quantitativa

de

trabalhos

científicos,

caracterizando-os como estudos bibliométricos, apenas 54 (63%) apresentaram as
expressões “bibliometria” ou “estudo bibliométrico” no corpo de texto. Esses artigos
só puderam ser coletados porque a BVS realizou uma indexação adicional em seu
banco de dados, o que possibilitou recuperá-los. Em muitos desses estudos, os
autores consideraram a quantificação e caracterização da produção científica como
trabalho de revisão de literatura, seja sistemática ou integrativa.

4 CONCLUSÕES

A análise dos 86 artigos digitais disponíveis na BVS e Scielo permitiu concluir
que apesar de todos os artigos coletados terem utilizado técnicas quantitativas de
mensuração de documentos, desde frequências simples aos índices bibliométricos,
pouco mais da metade reconheceu, no texto, que utilizaram um estudo bibliométrico.
Por último, os pesquisadores concentraram-se em variáveis bibliométricas
relacionadas a tempo, local, tema e autoria.
Desse modo, espera-se que o presente estudo possa contribuir para a
compreensão do movimento interdisciplinar da bibliometria pelo campo da saúde,
além de ser empregado para tomada de decisão dos corpos editoriais de periódicos
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científicos e conselhos de agentes de fomento sobre o estímulo do emprego dessa
ferramenta para subsidiar as políticas de incentivo à pesquisa e divulgação, de seus
resultados, dentre outras possibilidades, recomendando-se a realização de
investigações semelhantes em outras áreas do conhecimento.

Referências
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BICAS, H.E.A; ROTHER, E.T.; BRAGA, M.R.E. Fatores de impacto, outros índices
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n. 6, p.255-257, jun. 2010.
CAMPELLO, Bernadete Santos. Teses e dissertações. In: Cendon, B.V.; Campello,
B.S.; Kremer, J.M. Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo
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CARVALHO, Carlos Roberto Ribeiro. A pesquisa experimental na pneumologia
brasileira. Jornal de Pneumologia, v. 28, n. 6, p. 307-308, nov./dez. 2002.
13

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COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR.
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&lt;http://www.capes.gov.br/images/stories/download/avaliacao/TabelaAreasConhecim
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COURA, J.R.; WILLCOX, L.C. Fator de impacto, produção científica e qualidade das
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98, n. 3, p. 293-297, abr. 2003.
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LOUZADA-JUNIOR, P.; FREITAS, M.V.C. A Revista Brasileira de Reumatologia nos
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da informação - Trabalho científico</text>
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              <text>objetivou-se analisar e identificar o uso do estudo bibliométrico em periódicos científicos digitais brasileiros. Estudo descritivo e quantitativo, realizado a partir da BVS e Scielo. Resultaram em 86 artigos compreendidos entre 1999 a 2011, concentrados em Enfermagem e Saúde Pública, aumento da publicação, utilização das bases LILACS, Medline e Scielo, concentrando suas variáveis em análise cronológica, geográfica, temática e de autoria. Concluiu-se que muitas variáveis pesquisadas são diferentes daquelas estimuladas pelos editoriais das revistas científicas na área da saúde.</text>
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