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                  <text>O perfil do profissional bibliotecário do Estado do Amazonas
Suely Oliveira Moraes Marquez (UFAM) - suelymoraes31@gmail.com
Rafael Lima Medeiros Ferreira (UFAM) - fael.ferreir@hotmail.com
Célia Regina Simonetti Barbalho (UFAM) - simonetti@ufam.edu.br
Resumo:
Buscou-se identificar o perfil profissional dos bibliotecários atuantes nos estados do Acre,
Amazonas, Rondônia e Roraima, que se encontram sob a jurisdição do Conselho Regional de
Biblioteconomia da 11ª Região (CRB11), sua formação, responsabilidades, qualificações e
quais atividades este grupo trabalhista exerce. Busca entender este profissional, sua
realidade, expectativas e preferências no que diz respeito ao seu desenvolvimento profissional.
O objetivo é perceber quais as necessidades inseridas no fazer destes profissionais diante às
expectativas da Sociedade da Informação. Torna-se necessário, então, descobrir se estes
profissionais estão qualificados para atender as de mandas informacionais, propostas, tanto
pelo cidadão-usuário quanto pelas instituições na qual este profissional está inserido. Por meio
da coleta de dados, se teve conhecimento do nível de formação destes profissionais, seus
campos de atuação, atividades que exercem dentro da instituição que o emprega, bem como
sua faixa salarial e seus ensejos em relação à busca por educação continuada. Foi realizada
pesquisa bibliográfica buscando literaturas que discutissem a formação, qualificação e
atribuições destes profissionais bibliotecários.
Palavras-chave: Perfil profissional. Bibliotecário. Pesquisa científica.
Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

O perfil do profissional bibliotecário do Estado doAmazonas
Resumo:
Buscou-se identificar o perfil profissional dos bibliotecários atuantes nos estados do
Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima, que se encontram sob a jurisdição do
Conselho Regional de Biblioteconomia da 11ª Região (CRB11), sua formação,
responsabilidades, qualificações e quais atividades este grupo trabalhista exerce.
Busca entender este profissional, sua realidade, expectativas e preferências no que
diz respeito ao seu desenvolvimento profissional. O objetivo é perceber quais as
necessidades inseridas no fazer destes profissionais diante às expectativas da
Sociedade da Informação. Torna-se necessário, então, descobrir se estes
profissionais estão qualificados para atender as de mandas informacionais,
propostas, tanto pelo cidadão-usuário quanto pelas instituições na qual este
profissional está inserido. Por meio da coleta de dados, se teve conhecimento do
nível de formação destes profissionais, seus campos de atuação, atividades que
exercem dentro da instituição que o emprega, bem como sua faixa salarial e seus
ensejos em relação à busca por educação continuada. Foi realizada pesquisa
bibliográfica buscando literaturas que discutissem a formação, qualificação e
atribuições destes profissionais bibliotecários.
Palavras-chave: Perfil profissional. Bibliotecário. Pesquisa científica.
Área Temática: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação.
1

INTRODUÇÃO
Conhecer uma categoria profissional, seu modus operandi, é uma forma de

viabilizar o conhecimento de mecanismos quer favoreçam seu crescimento
e, consequentemente,

qualificar

ações

capazes

de

promover

uma

maior

satisfação daquele que usufrui do serviço profissional oferecido.
A categoria profissional de um trabalhador é a que corresponde à natureza e
espécie das tarefas por ele efetivamente realizadas no exercício da sua atividade e,
neste contexto, o mundo do trabalho enfrenta muitas vulnerabilidades em função das
competências exigidas pelo capital ao defrontar-se com o fenômeno da globalização
e sua crise estrutural dimensionada pelas reestruturações empreendidas no próprio
processo produtivo por meio da constituição das formas de produção flexíveis,
da inovação científico-tecnológica aplicada aos processos produtivos e de novos
modos de gerenciamento da organização do trabalho e do saber dos trabalhadores.
Uma das exigências do mundo globalizado é o acesso rápido às informações
disponíveis nos mais variados suportes que possibilitem a disseminação do
conhecimento.

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Neste cenário está uma categoria profissional que há muito vem se
confrontando com múltiplos papéis exigidos pela sociedade, a dos bibliotecários.
Com efeito, as contingências do contexto competitivo exigem habilidades que
possam mobilizar as informações disponíveis para o melhor posicionamento da
empresa no ambiente de negócios ao mesmo tempo em que as demandas pela
inserção social.
Neste sentido, é oportuno saber quem é o profissional bibliotecário que atua
no estado do Amazonas, qual sua formação, que atividades ele executa e quais são
suas necessidades para melhor se inserir no mundo do trabalho, de modo a atender
as exigências acima destacadas. Nisto se constitui a finalidade desta pesquisa, que
visa analisar os cenários da profissão, apontar tendências e colaborar para uma
ampla discussão acerca das políticas públicas que estão diretamente ligadas ao
saber-fazer e o saber-ser do bibliotecário.

2 REFERENCIAL TEÓRICO
O referencial teórico busca explicitar a formação em Biblioteconomia, tratando
desde a sua criação histórica, até as mudanças sofridas ao longo dos anos. Discute
a demanda por qualificação profissional na área, além de apontar como o
profissional é visto perante a sociedade.
2.1 A Biblioteconomia
A Biblioteconomia é a área do conhecimento responsável pela reunião,
tratamento e disseminação da informação, gerada, à sociedade. Contudo antes de
se falar das atribuições básicas de um bibliotecário, denominação utilizada para um
profissional formado em Biblioteconomia, é necessário destacar o contexto histórico
da formação no país, pois:
O ensino de Biblioteconomia no Brasil teve início em 1915, na Biblioteca
Nacional (BN), sem qualquer planejamento curricular e sem perspectiva de
atender necessidades alheias a essa instituição. As disciplinas eram
oferecidas de maneira estanque e desarticuladas, sendo condizentes com a
estrutura organizacional da BN. (CASTRO apud WALTER; BAPTISTA,
2009, p. 3)

Percebe-se que o ensino da Biblioteconomia teve sua origem definida por
uma demanda por profissionais qualificados para atuar em uma determinada
instituição, a Biblioteca Nacional.

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A demanda por profissionais bibliotecários para atuar nos mais diversos
campos, como bibliotecas, arquivos, centros de documentação, museus e até
mesmo como professores, fez com que o ensino da Biblioteconomia crescesse.
Segundo Souza (apud WALTER; BAPTISTA, 2009, p. 9) no início da
formação de profissionais bibliotecários, as disciplinas do currículo do curso eram
focadas na “[...] catalogação, classificação, referência [...] organização de
bibliotecas, história do livro e das bibliotecas”, o usuário não era um ponto de
referência no momento de formar e desenvolver o acervo, disseminar o
conhecimento e oferecer serviços.
O usuário deve ser visto como o objeto de valor principal no que se refere
uma unidade de informação. Hoje em dia, a estrutura curricular do curso de
graduação em Biblioteconomia, com suas disciplinas e metodologias de ensino, tem
como objeto principal de estudo o usuário, sua satisfação e necessidades. A seguir,
destaca-se como este profissional é entendido segundo a legislação brasileira.
3.2 O profissional da informação, bibliotecário
A Lei 4.084 de 30/06/1962, que rege a profissão, estabelece como sendo
atribuições profissionais do bibliotecário, a organização, direção e execução dos
serviços técnicos, além da administração de bibliotecas. Essas atribuições passaram
a ter efeito mais ampliado no processo de formação profissional quando o Ministério
da Educação e Cultura (MEC) estabeleceu o currículo mínimo, em 1982, incluindo
disciplinas como organização e métodos, administração, marketing, estudo da
comunidade, entre outras indispensáveis à formação e capacitação multidisciplinar
desses que serão os futuros gestores da informação.
A seguir, veremos como se comporta esse profissional.
3.2.1 Comportamento profissional
A postura do bibliotecário vem sofrendo muitas transformações “[...] devido à
globalização e ao desenvolvimento das novas tecnologias, que exigem deste, uma
atuação mais ativa e flexível” (NEVES, 2000, p. 1-2). Com essa afirmação busca-se
esclarecer a necessidade do profissional da informação em estar atento às
mudanças em sua formação e atuação profissional, a fim de manter-se, na visão do
empregador, um profissional qualificado.

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A qualificação de um bibliotecário “[...] é medi da a partir do nível de
conhecimento que este possui. Um [bom] profissional deve ser capaz de explorar,
acumular, compartilhar e gerar novos conhecimentos” (LIMA apud NEVES, 2000, p.
4). Percebe-se que deter conhecimento é fundamental para o desenvolvimento de
um profissional, logo, este precisa buscar meios para obtê-lo, mas de que forma uma
pessoa obtém conhecimento?
Primeiramente, precisa-se definir o que é conhecimento. Segundo Davenport;
Prusack (2003, p. 57) conhecimento é “[...] uma mistura fluida de experiência
condensada, valores, informação contextual e insight experimentado, a qual
proporciona uma estrutura para a avaliação e incorporação de novas experiências”.
Logo, conhecer é possuir informações sobre determinado assunto, e neste
contexto, trata-se de informações que este profissional obteve a partir de
experiências de atuação e estudos científicos, na tentativa de manter-se atualizado,
e não ser caracterizado como obsoleto, diante dos avanços tecnológicos.
3.2.2 O bibliotecário diante das novas tecnologias
As novas tecnologias causam mudanças no comportamento de um
profissional que trabalha com o conhecimento. De acordo com Montalli (1997, p. 290)
“[...] qualquer profissional deve estar atento aos avanços sofridos pelos meios de
execução do seu trabalho, para que ele ainda possa ser capaz de continuar a
executá-lo”.
Discutindo o apontamento da autora no contexto deste trabalho, os
profissionais da informação precisam conhecer as novas ferramentas que auxiliam
na execução de suas tarefas, bem como saber manuseá -las, no intuito de não
tornar-se obsoleto frente aos avanços tecnológicos,garantindo assim, mais espaço
no mercado de trabalho.
3.2.3 Educação continuada
A educação continuada, de acordo com Collares; Moysés; Geraldi (1999, p. 7)
é estar sempre buscando a atualização do conhecimento, informando-se sobre os
novos descobrimentos da ciência e suas consequência s para a ação no mundo do
trabalho.
A partir do comentário acima, procura-se reforçar o que já foi exposto, que o
profissional da informação tem a necessidade de acompanhar e conhecer as novas

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ferramentas, bem como mostrar-se diante do mercado de trabalho como um
profissional qualificado e preparado para atender as necessidades intelectuais e
sociais da comunidade na qual está inserido, que muitas vezes não reconhece a sua
ação.
Alguns autores têm levantando inúmeras discussões acerca da percepção da
importância do bibliotecário, e de suas funções, por parte da indústria trabalhista,
destaca-se:
As empresas não costumam perceber a importância do papel
desempenhado pelos bibliotecários. Por isso, há a necessidade do
Profissional da Informação se aperfeiçoar e conhecer novas tarefas, para
que ele possa saber onde o conhecimento se encontra, onde ele é criado e
os meios de como compartilhá-lo. (DAVENPORT; PRUSAC K, 2003, p. 61)

Sendo assim, se faz necessário que os profissionais da informação
desenvolvam habilidades de comunicação, relacionamentos e julgamento, assim
como habilidades técnicas. “O mercado de trabalho exige hoje, trabalhadores
flexíveis, que se adaptem as mudanças” (NEVES, 2000, p. 10).
Em outras palavras, o ideal é que os bibliotecários unam suas habilidades
técnicas com as intuitivas para o bom uso do conhecimento, garantindo o diferencial
das organizações em que atuam.
Sendo assim, a atuação deste profissional, que passa por constantes
mudanças, fará com que o bibliotecário busque novos conhecimentos, a fim de
manter-se ativo na esfera trabalhista.
Mas em quais setores atua o Bibliotecário?
3.3 Principais campos de atuação
A área da Biblioteconomia por trabalhar diretamente com a informação,
independente da sua tipologia e/ou suporte, é capaz de inserir seus profissionais nas
mais variadas instituições, desde que, esta, seja prestadora de serviços
informacionais. A seguir, destacam-se alguns campos de atuação deste profissional.
3.3.1 Bibliotecas
Uma biblioteca não deve ser vista como um depósito de livros. Ela é um lugar
de lazer, conhecimento e informação. O principal objetivo de uma biblioteca é “[...]
proporcionar o livre acesso aos registros do conhecimento” (SPONHOLZ, 1984, p.
12), ou seja, deve oferecer à sociedade, ou no seu contexto, ao usuário, acesso à

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informação e ao conhecimento. A biblioteca é um instrumento essencial ao processo
ensino/aprendizagem.
A partir da ideia acima, pode-se perceber a importância social e cultural de
uma

biblioteca,

onde

seus

profissionais

trabalham

no

intuito

de

formar

leitores/pensadores críticos, capazes de perceber e promover mudanças na
sociedade onde ele está inserido.
É também dever do bibliotecário promover o uso do livro e da leitura, o
profissional da informação deve fomentar o uso da biblioteca e o desenvolvimento da
prática da leitura. Em outras palavras, o bibliotecário deverá ser capaz de atrair o
público para utilizar os serviços oferecidos pela unidade de informação, na
expectativa de alcançar a realização do objetivo geral de toda e qualquer biblioteca,
que é servir como instrumento de ligação entre os usuários e informação.
3.3.2 Docência
A Biblioteconomia assim como outras áreas do conhecimento não preparam
seus alunos para exercerem a docência, pois não se trata de uma licenciatura. Os
bibliotecários interessados em desenvolver tal atividade, devem buscar meios de
qualificar-se e adequar-se às demandas para o exercício da docência.
O que pode ser confirmado a partir das palavras de Ganzarolli (2003, p. 7),
quando diz que a Biblioteconomia:
[...] não possui curso de licenciatura ou outro específico na área que
prepare o profissional que forma para o exercício da docência,
notadamente no Ensino Superior. Sabemos que a formação docente não se
define e nem é restrita aos cursos formais de licenciatura, pelo contrário,
ela ultrapassa os limites das paredes de uma sala de aula.

Existem hoje, no mercado educacional brasileiro, alguns cursos de pósgraduação que capacitam profissionais para atuarem como educadores, mas estes
ainda são poucos procurados se comparado ao número de profissionais atuantes
como docentes em uma instituição de ensino superior.
Diniz e Carvalho (2010, p. 9) levantam uma questão bastante pertinente a
cerca do pensamento ‘tornar-se docente’, “[...] será que o professor que ingressa no
ensino superior [em biblioteconomia] é detentor de um conhecimento didático e
metodológico que o capacita para atuar na sala de aula universitária?”.

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Este questionamento está diretamente ligado à formação d o profissional
bibliotecário, pois a qualidade do ensino está atrelada à qualidade do aprendizado.
A formação deste profissional é discutida tendo como referência ele próprio, a
qualidade do ensino dos programas de graduação e pós-graduação é deixada de
lado, assim como a qualificação dos formadores destes profissionais.
4 RESULTADOS DA PESQUISA
O instrumento de coleta de dados utilizado foi desenvolvido pelo Sistema
CFB/CRB, cuja parceria foi imprescindível para que se pudesse chegar aos resultados
esta pesquisa, pois o Conselho Regional de Biblioteconomia da 11ª Região (CRB11)
além de fornecer informações acerca dos profissionais cadastrados (quantidade),
possibilitou o acesso às respostas efetuadas ao Censo Profissional.
O Censo Profissional é uma ferramenta que o Sistema CFB/CRB utiliza para
conhecer a realidade e as necessidades dos seus credenciados. O CRB-11 tem sob
a sua jurisdição 4 estados do território brasileiro: Acre, Amazonas, Rondônia e
Roraima, com um quantitativo de 415 cadastrados.
Figura 1 – Jurisdição do Sistema CFB/CRB e quantitativo de profissionais cadastrados.

Fonte: Conselho Federal de Biblioteconomia (2010).

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4.1 Sujeitos da pesquisa

O gráfico mostra a quantidade de profissionais que participaram ativamente
desta pesquisa, fornecendo dados pessoais e informações acerca de sua vida
acadêmica e profissional.
Gráfico 1 – Quantidade de Profissionais que responderam ao Instrumento.

17
Finalizaram o
instrumento
Começaram, mas
não finalizaram o
instrumento

87

O instrumento utilizado para coleta de dados permitia aos selecionados que
realizassem o seu preenchimento de forma gradual, desta forma, pode-se perceber
a partir do gráfico acima, um número de 17 profissionais que começaram, mas não
finalizaram o preenchimento do instrumento de coleta de dados. Dentre os sujeitos
da pesquisa, há um total de 87 profissionais que realizaram o preenchimento total do
instrumento utilizado para a coleta de informações.
Em vista do exposto no Gráfico 1, as análises a seguir estão pautadas nas
respostas fornecidas por 87 profissionais, o que correspondem a 20,96% do total de
profissionais registrados na jurisdição do CRB11.
4.2 Formação profissional
Um dos questionamentos presente no instrumento de coleta de dados
buscava recolher informações sobre a formação acadêmica dos profissionais
entrevistados para que se conhecesse a formação destes profissionais, o gráfico a
seguir elucida os resultados identificados:

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Gráfico 2 – Formação Profissional.

1
7

Especialização
Mestrado
Doutorado

50

Diante do exposto no Gráfico 2, percebe-se que 86 % dos profissionais que
responderam ao instrumento, um total de 50 bibliotecários possui em seu currículo
acadêmico no mínimo uma especialização, e tende mostrar que o profissional
atuante na jurisdição do CRB-11 busca meios de manter-se qualificado e preparado
para atender as demandas de conhecimento.
Em contrapartida, nota-se um grupo pequeno de profissionais que possuem
formação nível stricto sensu, apenas 07 profissionais, um pouco mais de 10%,
possuem o título de mestre e 01 profissional possui o título de doutor.
A falta de profissionais com participação em Programas de Mestrado e
Doutorado pode ser entendida tendo em vista a não existência de um número
significativo de programas oferecidos na área da Biblioteconomia no país, quando
analisado a partir do contexto das regiões que se encontram sob a jurisdição do
CRB-11, esse número diminui para zero, o que força os profissionais a buscar
programas de áreas afins.
4.3 Setor de atuação
Os profissionais que realizaram o preenchimento do instrumento de coleta de
dados foram questionados sobre qual setor eles estão inseridos.

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Gráfico 3 - Setor de Atuação.

28

3
Setor Público
Setor Privado
Terceiro Setor

56

De acordo com os resultados obtidos por meio da coleta de dados, observouse que os empregos públicos são onde mais se concentram os profissionais da área,
com o total de 56 bibliotecários, ou seja, 65% dos entrevistados atuam nessa esfera,
e mostra que a Biblioteconomia é uma boa opção para quem procura a estabilidade
de atuar em cargos públicos.
Logo em seguida, 28 profissionais, certa de 32%, são identificados atuando
em empresas privadas, o que explicita a importância do Bibliotecário para as
empresas do setor privado, onde também há uma grande demanda por este
profissional.
Pode-se perceber também a atuação de 3 profissionais no terceiro setor, que
neste contexto podem ser identificados como ONGs, Projetos Sociais e/ou
Bibliotecas Comunitárias, confirmando que o Bibliotecário tem um importante papel
social.
4.4 Campo de atuação
Buscou-se conhecer o campo de atuação do profissional. Sendo constituída da

seguinte estratificação:

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Gráfico 4 – Campo de Atuação.

1
1
5

Bibliotecas

3
2

4

Centros de Documentação

9

1

6

Arquivos
Museu

Escritório Especializado
Consultoria
Docência
Serviços de Informação

62

Autônomo
Não trabalham na área

A partir do exposto no Gráfico 4, fica explicito as bibliotecas como ambiente
de trabalho onde este profissional mais atua, com um total de 62 profissionais, cerca
de 67% dos sujeitos da pesquisa, afirmando fortemente que as bibliotecas são o
espaço que mais demandam a atuação deste profissional.
A docência segue, segundo o gráfico, como o segundo maior campo de
atuação dos entrevistados, com 09 profissionais, cerca de 10%, que dedicaram sua
carreira à formação de novos profissionais Bibliotecários. Os demais campos de
atuação onde se concentram um menor número deste profissional são os museus,
os centros de documentação e os arquivos.
Existem também aqueles profissionais cadastrados no CRB11, mas que
atualmente não trabalham na área, bem como profissionais que prestam consultoria
em Biblioteconomia, trabalham em escritórios especializados e/ou oferecem serviços
de informação.
4.5 Faixa salarial
As informações a seguir têm como objetivo expor um apontamento a questão
salarial dos profissionais que responderam ao instrumento.

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Gráfico 5 - Faixa Salarial.

De R$ 500 a R$ 1000
20

De R$ 1001 a R$ 1500
De R$ 1501 a R$ 2500

13
23

De R$ 2501 a R$ 3500
De R$ 3501 a R$ 4500
De R$ 4501 a R$ 5500

8
9

Mais de R$ 5500

12

2

O Gráfico 5 apresenta as faixas salariais dos sujei tos da pesquisa. A maior
parte dos profissionais que responderam ao instrumento pertence ao grupo com
gratificação mensal superior a R$ 1501 e inferior a R$ 2500, seguido do grupo com
salário de R$ 2501 a R$ 3500.
Existem também 2 casos de profissionais trabalham por um valor inferior a R$
1000 mensais, vale a pena ser citados os 03 grupos que possuem sua mão de obra
mais bem remunerada com valores de R$ 3501 a R$ 4500 com 13 profissionais, de
R$ 4501 a R$ 5500 com 08 profissionais, e um grupo de 12 profissionais de
recebem mais de R$ 5500 mensais.
4.6 Função desempenhada
O gráfico 6 apresenta informações sobre as funções desempenhadas pelos
profissionais dentro do seu campo de atuação.
Gráfico 6 – Funções desempenhadas.

Seleção de informação
35

27

19

33

43

Processamento de
informação
Disseminação de
informação
Ensino
Coleta de informação

42
41
27

Recuperação de
informação
Atendimento
Gerenciamento

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A partir das informações expressadas no Gráfico 6 é possível conhecer as
atividades desenvolvidas pelos Bibliotecários no se u setor de trabalho. A atividade
mais realizada por este profissional é o atendimento, pois independente de onde ele
está inserido, terá de se relacionar com o público, ou seja, o usuário.
As demais atividades desenvolvidas pelos Bibliotecários, aqui postas em
ordem decrescente, segundo as informações coletadas, são: o processamento
técnico,

gerenciamento,

disseminação,

recuperação,

coleta

e

seleção

da

informação, atividades estas que estão diretamente ligadas aos processos de
seleção, avaliação, tratamento e divulgação dos serviços informacionais oferecidos
pela instituição na qual este profissional está inserido.
4.7 Educação continuada
O gráfico 7 destaca as necessidades e desejos dos profissionais
entrevistados no que tange à demanda por áreas de estudo e educação continuada.
Gráfico 7 – Demanda por Educação Continuada.

31
42

23
39

32
25

Treinamento (pela
instituição)
Aperfeiçoamento
(Curta Duração)
Especialização (360
horas)
Mestrado
Profissionalizante
Mestrado Acadêmico
Doutorado

Os bibliotecários sentem a necessidade de oferta d e treinamentos básicos,
aperfeiçoamentos e especializações que lhes servirão de auxílio no intuito de
capacitá-lo a efetivar suas funções. O grupo de Bibliotecários que almejam
qualificação para pesquisa, tem interesses na realização de cursos de mestrado e
doutorado.

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Há também aqueles que sentem a necessidade da oferta de mestrados
profissionais, pois acreditam que o mercado de trabalho passará a valorizá-los, o
que reflete positivamente na questão salarial.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No cenário atual, novos e múltiplos desafios são decorrentes da transição
complexa e altamente competitiva, ocasionada pela instabilidade seja social, política,
econômica, cultural e/ou educacional que provocam profundas transformações.
Relacionado ao contexto da informação, esta passou a exercer novos valores,
decorrente do uso, e principalmente, pelo fluxo intenso da sua transmissão,
alterando o seu significado na sociedade.
O desenvolvimento da ciência e da tecnologia exerce profundos efeitos nas
atividades humanas e permanentemente ocasiona mudanças na natureza do
trabalho e das organizações. Neste aspecto, a formação profissional, a educação,
tornou-se uma das áreas mais questionadas diante da s transformações científicas e
tecnológicas, levando as instituições responsáveis pela formação de ensino superior
a promover reflexões em torno dessas mudanças, no sentido de questioná-las e
relacioná-las com o cumprimento do seu papel.
Compreender as mudanças e sua natureza é condição fundamental para a
escola construir currículos coerentes com o seu tempo e lugar, além da necessidade
dos docentes repensarem a sua forma de atuação em sala de aula. Essas premissas
também se aplicam ao ensino de graduação em Biblioteconomia.
Como o bibliotecário trabalha com informação e com pessoas é imprescindível
conhecer seu perfil profissional para consolidar práticas que efetuem uma ágil
educação continuada, além de elencar subsídios para debates e discussões em
torno das necessidades de formação em nível de graduação e pós graduação,
corroborando para a fomentação de novas práticas e permitindo o desenvolvimento
de um profissional: criativo, determinado, persistente, dinâmico, energético e, ao
mesmo tempo, educado, e que saiba valorizar o cliente como principal bem da
organização.
Este é o perfil do profissional do futuro, aquele que terá sucesso e que estará
empregado nos próximos anos, dentre as qualidades acima, encaixa-se o perfil do
profissional bibliotecário, pois é considerado um d os dez profissionais do futuro, pois
poderá assumir distintas funções como organizar serviços, produtos e subprodutos
de informação.

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A respeito disso, as bibliotecas foram identificadas como o campo de atuação
com o maior quantitativo de profissionais, e em relação ao setor de atuação, o
serviço público se mostrou detentor de um grande número de bibliotecários. No que
diz respeito às funções destes profissionais, identificou-se as atividades executadas,
assim como foi possível explicitar sobre a faixa salarial desta categoria.
No contexto deste trabalho, destacam-se as necessidades e expectativas
deste grupo trabalhista no que se menciona de sua formação profissional e a busca
por programas de pós graduação, seja ela à nível de especialização, mestrado e/ou
doutorado, e em relação à educação continuada.
REFERÊNCIAS
COLLARES, C. A. L.; MOYSÉS, M. A. A.; GERALDI, J. W. Educação continuada: a
política
da
descontinuidade.
1999.
Disponível
em:
http://www.scielo.br/pdf/es/v20n68/a11v2068.pdf. Acesso em: 23 jan. 2012.
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da informação - Trabalho científico</text>
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              <text>Buscou-se identificar o perfil profissional dos bibliotecários atuantes nos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima, que se encontram sob a jurisdição do Conselho Regional de Biblioteconomia da 11ª Região (CRB11), sua formação, responsabilidades, qualificações e quais atividades este grupo trabalhista exerce. Busca entender este profissional, sua realidade, expectativas e preferências no que diz respeito ao seu desenvolvimento profissional. O objetivo é perceber quais as necessidades inseridas no fazer destes profissionais diante às expectativas da Sociedade da Informação. Torna-se necessário, então, descobrir se estes profissionais estão qualificados para atender as de mandas informacionais, propostas, tanto pelo cidadão-usuário quanto pelas instituições na qual este profissional está inserido. Por meio da coleta de dados, se teve conhecimento do nível de formação destes profissionais, seus campos de atuação, atividades que exercem dentro da instituição que o emprega, bem como sua faixa salarial e seus ensejos em relação à busca por educação continuada. Foi realizada pesquisa bibliográfica buscando literaturas que discutissem a formação, qualificação e atribuições destes profissionais bibliotecários.</text>
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