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                  <text>Mapeamento dos conhecimentos estratégicos em redes de
bibliotecas: um estudo de caso da Rede de Bibliotecas Integradas
da Marinha – Rede BIM

Leniza de Faria Lima Glad (DPHDM) - leniza@dphdm.mar.mil.br
Eliana do Espirito Santo (DPHDM) - eliana@dphdm.mar.mil.br
Eliane de Freitas Ferreira (DPHDM) - eliane.freitas@dphdm.mar.mil.br
Resumo:
Este trabalho apresenta um estudo de caso sobre a Rede de Bibliotecas Integradas
da Marinha do Brasil, com a finalidade de mapear as competências e identificar os
conhecimentos estratégicos da Rede, para garantir o seu desenvolvimento alinhado
aos seus objetivos estratégicos. A metodologia utilizada foi o levantamento dos
conhecimentos estratégicos, para a aplicação de questionários nos anos de 2011 e
2012, resultando na construção de um mapeamento desses conhecimentos, verificando se a
organização os possui e quem os detém, com o propósito de
intensificar a utilização do conhecimento especializado; compartilhar conhecimentos
entre as pessoas; facilitar a reutilização de conhecimentos existentes em novas situações;
facilitar o desenvolvimento profissional do pessoal; e fortalecer a percepção do valor da rede
pelos usuários. Por fim, estruturar um plano de gestão do conhecimento que gere um
aprendizado organizacional contínuo e sustentável, que possibilite a realização dos objetivos
estratégicos relacionados ao desenvolvimento da Rede BIM.
Palavras-chave: Mapeamento de Competências. Conhecimentos Estratégicos.
Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

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Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Mapeamento dos conhecimentos estratégicos em redes de bibliotecas: um
estudo de caso da Rede de Bibliotecas Integradas da Marinha – Rede BIM
Resumo:
Este trabalho apresenta um estudo de caso sobre a Rede de Bibliotecas Integradas
da Marinha do Brasil, com a finalidade de mapear as competências e identificar os
conhecimentos estratégicos da Rede, para garantir o seu desenvolvimento alinhado
aos seus objetivos estratégicos. A metodologia utilizada foi o levantamento dos
conhecimentos estratégicos, para a aplicação de questionários nos anos de 2011 e
2012, resultando na construção de um mapeamento desses conhecimentos,
verificando se a organização os possui e quem os detém, com o propósito de
intensificar a utilização do conhecimento especializado; compartilhar conhecimentos
entre as pessoas; facilitar a reutilização de conhecimentos existentes em novas
situações; facilitar o desenvolvimento profissional do pessoal; e fortalecer a
percepção do valor da rede pelos usuários. Por fim, estruturar um plano de gestão
do conhecimento que gere um aprendizado organizacional contínuo e sustentável,
que possibilite a realização dos objetivos estratégicos relacionados ao
desenvolvimento da Rede BIM.
Palavras-chave: Mapeamento de Competências. Conhecimentos Estratégicos.
Redes de Biblioteca. Unidades de Informação.
Área Temática: Temática II, competências na ambiência das Bibliotecas e Serviços
de Informação.
1 INTRODUÇÃO

Na atual Sociedade do Conhecimento, a quantidade de informações
disponíveis aumenta a cada minuto. O modelo de comunicação do livro, de um para
muitos, mudou radicalmente, e hoje o modelo de comunicação é o da rede, de
muitos para muitos, conforme Cavalcanti e Nepomuceno (2007, p.18). Como não
poderia deixar de ser, as bibliotecas também precisam adotar esse modelo com a
maior habilidade possível, sob pena de tornarem-se obsoletas e desnecessárias.
Segundo Castells (1999, p. 567), as funções e os processos dominantes na
era da informação estão cada vez mais organizados em torno de redes. Este mesmo
autor afirma que, embora a forma de organização social em redes tenha existido em
outros tempos e espaços, o novo paradigma da tecnologia da informação fornece a
base material para sua expansão penetrante em toda estrutura social. Isto nos
remete a pensar que a estrutura e o formato das redes, bem como o pertencimento
a elas é fator determinante neste contexto da era da informação e do conhecimento.
O modelo de comunicação da rede (Internet) trouxe “Tsunamis” de
informações para processar, e para as bibliotecas foi possível aproveitar a estrutura
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em rede para o processamento técnico e disseminação das informações.
As

bibliotecas

agruparam-se

e

começaram

a

trabalhar

de

forma

compartilhada, organizada, poupando tempo, esforços e recursos, em benefício de
quem participa ou utiliza a rede. As bibliotecas integrantes de uma rede promovem
serviços e produtos com valor agregado, na medida em que unem pessoas e
acervos com conhecimentos complementares, tendo metas e objetivos em comum
que compõe sua estratégia, como destacado por Dib e Silva (2009, p. 19) que
ressaltam a importância do trabalho em equipe.
O modelo proposto por Fleury e Fleury (2004, p. 49) apresenta uma relação
entre a estratégia da organização e as suas competências, cujo alinhamento
contribui para o desenvolvimento da organização. A dinâmica entre os diversos
níveis da competência na organização é explicada da seguinte maneira (ver Fig. 1):
[...] em um nível mais geral, temos as competências organizacionais, que se
formam nas unidades e funções; destas, algumas são consideradas
competências essenciais e são básicas quando da elaboração da estratégia
competitiva; as competências essenciais produzem atributos que constituem
as competências distintivas percebidas pelos clientes. Essas competências
são formadas a partir da combinação de recursos da organização e de
competências individuais. Vale ressaltar a característica de inter-relação
entre os diversos níveis de competência, ou seja, a relação de mão dupla
que se estabelece entre eles. A escolha estratégica é feita a partir do
mapeamento dos recursos e das competências organizacionais e da análise
do ambiente. As competências organizacionais são formadas a partir das
competências individuais na utilização e exploração dos recursos
organizacionais. A aprendizagem, intrínseca a esse processo, cria novas
competências individuais em um círculo virtuoso. (FLEURY; FLEURY, 2004,
p. 49).

A

distinção

dos

diversos

conteúdos

em

relação

às

competências

organizacionais estudadas por Zarifian (1999 apud FLEURY; FLEURY, 2001, p.
191), configuram diferentes áreas de desenvolvimento de competências como:
• competências sobre processos: os conhecimentos sobre o processo de
trabalho;
• competências técnicas: conhecimentos específicos sobre o trabalho que
deve ser realizado;
• competências sobre a organização: saber organizar os fluxos de trabalho;
• competências de serviço: aliar a competência técnica à pergunta “qual o
impacto que este produto ou serviço terá sobre o consumidor?”; e
• competências sociais: saber ser, incluindo atitudes que sustentam o
comportamento das pessoas. O autor identifica três domínios dessas
competências: autonomia, responsabilização e comunicação. Observa-se
que todas as áreas de competências identificadas por Zarifian (1999)
dependem, em grande medida, da ação das pessoas.

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Figura 1 – Estratégia, competências organizacionais e competências individuais.

Fonte: adaptado de Fleury; Fleury (2004, p.50)

De acordo com Goulart (2008, p. 25) as estratégias dependem, para sua
realização eficaz, dos conhecimentos e capacidades existentes nas pessoas e
processos, e que a organização deve ter ou desenvolver para transformar os
objetivos estratégicos em ações. Tais conhecimentos são classificados como críticos
ou estratégicos.
O mapeamento desses conhecimentos, ou competências técnicas, por meio
de metodologia que identifique quem os possui, em que níveis se apresentam na
organização e como podem ser explicitados, é imprescindível para possibilitar sua
captura,

armazenamento,

disseminação

e

compartilhamento,

por

toda

a

organização, proporcionando o seu aperfeiçoamento e a evolução de sua estratégia.

1.1

Contextualização da Rede de Bibliotecas

Em março de 2004 originou-se a Rede de Bibliotecas Integradas da Marinha –
Rede BIM, com objetivo de padronizar os dados bibliográficos de suas bibliotecas e
disponibilizá-los por meio de uma rede de consulta única para os usuários. As
bibliotecas militares possuem um público potencial no âmbito militar e no acadêmico.
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São universitários e pesquisadores da comunidade científica que buscam nas
Forças Armadas todo o tipo de informação não disponível em outros setores, como
por exemplo, os assuntos militares e de Defesa Nacional (SIQUEIRA, 2009, p. 11).
A implementação da Rede trouxe para a Marinha do Brasil diversas
vantagens, tais como: sistema único de consulta e de entrada de dados; redução de
gastos; racionalização de aquisições; maior integração entre os bibliotecários; maior
eficiência

nos

atendimentos;

catalogação

cooperativa

e

empréstimo

entre

bibliotecas.
Contudo, o crescimento da Rede em número de bibliotecas integrantes e a
velocidade dos avanços das novas tecnologias, obrigaram a definição de um
planejamento estratégico da Rede que fortalecesse suas atividades. Então, definiuse em 2011, na XIV Reunião da Rede BIM sua:
a) Missão: Integrar todas as bibliotecas da Rede, a fim de contribuir para
facilitar o acesso aos seus acervos, empreender economicidade de recursos
humanos/materiais e desenvolver a melhoria contínua dos serviços
informacionais voltados para as necessidades da Marinha e em benefício da
sociedade.
b) Valores: A qualidade das informações, o atendimento das necessidades
dos usuários e a troca de experiências para disseminar conhecimentos.
c) Visão: A Rede BIM será moderna e com informações consistentes,
abarcando todas as áreas de conhecimento, com ênfase naquelas
relacionadas às atribuições da Marinha estatuídas em sua missão.
Para potencializar as atividades das bibliotecas integrantes da Rede,
alinhados aos seus objetivos estratégicos, deu-se início a um levantamento dos
conhecimentos estratégicos por meio da metodologia de mapeamento de
competências, com o propósito de intensificar a utilização do conhecimento
especializado; compartilhar conhecimentos entre as pessoas; facilitar a reutilização
de conhecimentos existentes em novas situações; enriquecer o desenvolvimento
profissional das equipes de trabalho; e fortalecer a percepção do valor da rede pelos
usuários. E assim, implementar a estruturação de um plano de Gestão do
Conhecimento que gere um aprendizado organizacional contínuo e sustentável.

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2 METODOLOGIA

Este trabalho orientou-se por meio da metodologia empregada no trabalho
desenvolvido na Caixa Econômica Federal - CEF (GOULART, 2008), onde
identificou os conhecimentos estratégicos daquela organização, categorizando-os
em níveis, e que por meio da aplicação de um questionário, buscou identificar o
quanto seus funcionários conheciam sobre os assuntos apresentados.
Realizou-se também uma pesquisa bibliográfica, a fim de verificar a existência
da aplicação da metodologia supracitada, sobre o mapeamento das competências
técnicas em redes de bibliotecas. A busca foi direcionada a publicações nacionais
localizadas nas seguintes bases de dados: Scielo, Capes e Biblioteca Digital de
Teses e Dissertações (BDTD/IBICT). A pesquisa utilizou os termos abaixo e obteve
os seguintes resultados:
a) mapeamento de competências x unidades de informação - Capes (02
registros localizados, mas com zero de relevância); Scielo (zero registros);
BDTD/IBICT (zero registros);
b) mapeamento de competências x redes de bibliotecas - Capes (04
registros localizados, mas com zero de relevância); Scielo (zero registros);
BDTD/IBICT (zero registros);
c) conhecimentos estratégicos x unidades de informação - Capes (17
registros localizados, mas com zero de relevância); Scielo (zero registros);
BDTD/IBICT (zero registros);
Desta forma, em nenhum dos resultados obtidos foi verificada a metodologia
aplicada por Goulart (2008) em redes de bibliotecas.
2. 1

Aplicação do método de mapeamento do conhecimento estratégico

A Metodologia de aplicação do questionário para levantamento dos
conhecimentos estratégicos da Rede BIM empregou a estrutura de Gerenciamento
de Projetos, organizado em quatro (04) etapas, com suas respectivas fases e
atividades, conforme apresentado no quadro 1.

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Quadro - 1 - Etapas do mapeamento dos conhecimentos estratégicos na Rede BIM

Etapa
Preparação
Planejamento

Execução
Controle

Atividades
Fase - 1 Entrevista.
Fase – 2 Definição dos conhecimentos estratégicos;
Fase – 3 Forma;
Fase – 4 Público–alvo.
Fase – 5 Aplicação.
Fase – 6 Análise de resultados;
Fase – 7 Elaboração e entrega do Plano de Ação.

Fonte: Adaptado de Gonçalves; Costa; Voguel (2010. p. 154)

2.1.1 Etapa de Preparação

Fase 1 – Entrevista realizada em novembro de 2011, direcionada ao gerente
da Rede BIM, sobre quais são os conhecimentos considerados básicos (necessários
a todas as atividades em uma biblioteca da rede) e os específicos (definidos por tipo
de biblioteca). A escolha pelo Gerente da Rede BIM para a entrevista justifica-se em
decorrência da sua visão sistêmica da Rede, em virtude do seu profundo
conhecimento da sua estrutura interna. Também é o momento de avaliar os
aspectos atinentes ao ambiente externo e a sua interação com a Rede, a fim de
possibilitar a identificação das demandas de conhecimentos estratégicos.

2.1.2 Etapa de Planejamento

Fase 2 – Identificar dentre os conhecimentos básicos, complementares e
especializados, os que estão alinhados aos conhecimentos estratégicos da Rede:
a) Básicos – imprescindíveis para o funcionamento da biblioteca, todos que
trabalham na biblioteca devem ter os conhecimentos básicos, seja nível
técnico ou superior: consulta no sistema; controle de circulação (empréstimo
automatizado); cadastramento de usuários; localização do livro na estante;
preparação do livro para empréstimo; catalogação no sistema (pendurar e
importar).
b) Complementares – necessários ao bom funcionamento da rede, no mínimo
os bibliotecários ou pessoal com formação em nível superior devem conhecer:
classificação, controle de inventário, emissão de relatórios, aquisição,
processo de seleção de materiais.
c) Especializados – desejáveis para um desenvolvimento contínuo da rede, no
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mínimo um grupo de profissionais, nível técnico e superior, devem estar
capacitados com os conhecimentos de: preservação, restauração e
digitalização de acervos, formato MARC, AACR2, normatização de trabalhos
bibliográficos, vocabulários controlados, entradas de entidades coletivas, e
materiais especiais (fotos, material sonoro, partituras, mapas, obras raras etc).
No nível de Pós-graduação: Gestão do Conhecimento (comunidades de
prática, mapeamento do conhecimento, inteligência competitiva), Ciência da
Informação (digitalização de acervos, preservação, metadados, arquitetura da
informação), Gestão de Bens Culturais (desenvolvimento de projetos culturais,
captação de recursos, construção de identidade e memória culturais). Línguas
estrangeiras: inglês, francês, espanhol, alemão etc.

Fase 3 – Forma – Em meados de outubro até o início de novembro de 2011,
foi realizada a elaboração de um questionário eletrônico, com a ferramenta
GoogleDocs, relacionando os conhecimentos estratégicos básicos, complementares
e específicos, para ser enviado a todos os componentes da Rede BIM, respondendo
individualmente. As pessoas informam qual o nível de aprofundamento detém sobre
o assunto, em quatro graduações: conheço e sei ensinar; conheço e sei
executar; conheço; não conheço, conforme aplicado por Goulart (2008, p. 31) na
CEF.
Fase 4 – Público-alvo – O questionário destinou-se aos encarregados e
auxiliares das bibliotecas participantes. Em 2011 eram 39 (trinta e nove) bibliotecas
na rede e em 2012 passaram a ser 42 (quarenta e duas) bibliotecas.

2.1.3 Etapa de Execução

Fase 5 – Aplicação – Em dezembro de 2011, foram enviados 75 (setenta e
cinco) questionários eletrônicos para os encarregados e auxiliares de todas as
bibliotecas da Rede, com retorno de 32 (trinta e dois) formulários respondidos. Em
2012, o mesmo quantitativo foi enviado, sendo que se obteve 29 (vinte e nove)
respostas.
Alguns óbices foram encontrados para a resposta dos questionários, pois nem
todos responderam a pesquisa, que foi encaminhada para todas as bibliotecas da
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rede. Tal dificuldade representou um mapeamento de cerca de 43% da rede no ano
de 2011 e 39% no ano de 2012.
Em virtude de se tratar de uma rede de instituições militares, os profissionais
estão sujeitos a realização de inúmeras tarefas extras, tais como, serviço, balanço
de paióis, relatorias em geral, representações, etc., fato que faz com que os mesmos
não tenham dedicação exclusiva nas bibliotecas / unidades de informação,
desempenhando a Biblioteconomia como encargo colateral. Outro fator importante é
que em algumas unidades não existe uma continuidade das atividades, porque os
profissionais são frequentemente movimentados, uma característica do pessoal
militar.

2.1.4 Etapa de Controle

Fase 6 – Análise dos resultados – última etapa da pesquisa, foi concluída no
início do ano de 2012, referente à aplicação do questionário em 2011, com o objetivo
de identificar os conhecimentos existentes na Rede e direcionar as ações para o
cumprimento dos objetivos estratégicos no exercício de 2012.
Em janeiro de 2013, a mesma metodologia foi aplicada para verificar a
eficácia das ações empreendidas em 2012.
Assim, para facilitar a análise dos dados, agrupou-se os resultados de 2011 e
2012, Tabela 1. O perfil dos respondentes compreendeu 13% de nível médio, 35%
nível superior, e 52% com pós-graduação.
Tabela 1- Conhecimentos Básicos
Item

Conheço e
sei ensinar

Catalogação no sistema
Consulta
Circulação (empréstimo
automatizado)
Localização do livro na
estante
Preparação do livro para o
empréstimo
Fonte: Pesquisa de dados

Conheço e
sei executar

Conheço

Não conheço

2011
13%
20%

2012
20%
43%

2011
23%
53%

2012
63%
73%

2011
33%
20%

2012
27%
07%

2011
33%
13%

2012
3%
0%

13%

30%

40%

67%

33%

17%

23%

07%

40%

70%

53%

60%

17%

03%

03%

0%

33%

55%

57%

62%

20%

10%

10%

03%

Em resumo, a partir do primeiro resultado da aplicação do questionário em
2011, foi possível definir as ações de 2012, que priorizou os treinamentos com foco
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nos conhecimentos básicos, e ainda reforçou procedimentos importantes para o bom
funcionamento da rede, divulgados na reunião técnica anual. Por exemplo, o
cadastramento de usuários, que faz parte do módulo de circulação de acervo, não
estava sendo utilizado por grande parte das bibliotecas, conforme verificado nos
relatórios do sistema de gerenciamento de bibliotecas, que apresentou um total de
16.281(dezesseis mil duzentos e oitenta e um) usuários cadastrados na Rede BIM,
com apenas 5.615 (cinco mil seiscentos e quinze) vinculados às bibliotecas. Tal fato
prejudica as bibliotecas, pois à medida que a unidade não comprova a utilização de
seus serviços, diminui sua receita, sua mão- de- obra e etc.
Portanto, os resultados de 2012 indicaram que os conhecimentos básicos
apresentaram um aumento nos percentuais das graduações “conheço e sei ensinar”
/ “conheço e sei executar”, conforme o desejado. Da mesma forma que houve uma
diminuição no percentual dos “conheço” / “não conheço”, que representam pouca ou
nenhuma familiaridade com os conhecimentos apresentados, trazendo um resultado
muito significativo, no sentido de praticamente extinguir o número de pessoas que
não conhece os procedimentos ou conhecimentos básicos, para o funcionamento da
sua Biblioteca na Rede BIM.
Tabela 2- Conhecimentos Complementares
Conheço e
Conheço e
Conheço
sei ensinar
sei executar

Item

Classificação
Controle de inventário
Relatório
Aquisição
Seleção de materiais
Fonte: Pesquisa de dados

2011
31%
07%
03%
13%
10%

2012
33%
17%
20%
07%
23%

2011
52%
27%
30%
27%
38%

2012
67%
52%
40%
34%
43%

2011
17%
37%
33%
37%
31%

2012
13%
34%
40%
45%
37%

Não conheço
2011
21%
37%
40%
37%
31%

2012
07%
07%
07%
24%
10%

Em se tratando de conhecimentos complementares, ver Tabela 2, os índices
que tratam de classificação revelam como aspecto positivo o decréscimo do grau
“não conheço” em 2012, pois as demais graduações não representaram alterações
significativas, o que sinaliza a necessidade de maior abordagem nos treinamentos.
O índice sobre o controle de inventário também não foi muito trabalhado em
2012, mas foi possível identificar na Rede as pessoas que podem auxiliar a
disseminar esses conhecimentos, por meio das respostas “conheço e sei ensinar”,
porque já utilizaram o módulo em suas bibliotecas.
Em relação ao índice de emissão de relatórios, o resultado mostra que o
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assunto precisa ser mais trabalhado, mas a diminuição do percentual “não conheço”,
por si só, representa um resultado muito importante, pois demonstra que, caso o
operador necessite dessa ferramenta do sistema, disporá de algum conhecimento
inicial.
Em relação à aquisição, os resultados refletem a situação do módulo que foi
abordado, mas com pouca familiaridade. Ou seja, é uma ferramenta muito pouco
utilizada na Rede BIM, o que aponta para a necessidade de se trazer esse
conhecimento de fora, como por exemplo, solicitar o treinamento pelo desenvolvedor
do software (no caso a PUC-PR) ou numa próxima reunião técnica, por meio de uma
abordagem por outra instituição com esse know-how.
Quanto ao processo de seleção de materiais, a temática também necessita
ser desenvolvida, pois a abordagem atual prevê maior foco na doutrina e práticas da
Rede.
Em síntese, esses resultados demonstraram a necessidade de mais ações no
sentido de aumentar os percentuais de “conheço e sei ensinar” / “conheço e sei
executar” em pelo menos 20%, assim como, diminuir o “conheço” / “não conheço” ao
mínimo, ou até mesmo zerar.

Item

Tabela 3 – Conhecimentos Especializados (extraordinários)
Conheço e
Conheço e
Conheço
sei ensinar
sei executar

Preservação de acervos
Restauração de acervos
Digitalização de acervos
Formato MARC
AACR2
Normatização de trabalhos
bibliográficos
Vocabulários controlados
Entradas coletivas
Fonte: Pesquisa de dados

Não conheço

2011
11%
03%
0%
10%
10%

2012
10%
0%
0%
17%
17%

2011
14%
14%
10%
28%
45%

2012
30%
13%
23%
52%
50%

2011
50%
31%
55%
31%
14%

2012
57%
50%
57%
34%
27%

2011
29%
52%
38%
34%
34%

2012
17%
37%
20%
07%
17%

14%
07%
07%

17%
13%
13%

29%
28%
24%

52%
37%
47%

25%
38%
45%

28%
40%
20%

36%
34%
35%

10%
20%
27%

Para Conhecimentos considerados Especializados (extraordinários), ver
Tabela 3, quanto ao item preservação de acervos, trata-se de um tipo de
conhecimento que é precioso para a Rede, sem grande complexidade, mas ainda
com um percentual abaixo do esperado nos itens “conheço e sei ensinar” / “conheço
e sei executar”. Como meta para a Rede, deve-se buscar um aumento de 40% de
“conheço e sei ensinar” / “conheço e sei executar”, a fim de possibilitar a extinção do
“não conheço”, para estimular o fluxo dos conhecimentos sobre as práticas de
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preservação de acervos.
Quanto ao índice que trata da restauração de acervos, observou-se que não
existe na Rede pessoas com esse tipo de conhecimento que possa transmiti-lo. É
interessante

desenvolver

ações

para

minimizar

essa

grande

lacuna

do

conhecimento.
Para o item digitalização de acervos, sem dúvida esse também é um
conhecimento que deverá ser desenvolvido na Rede.
Para os resultados que tratam do item Formato MARC, percebeu-se que é um
resultado que também precisa ser desenvolvido, mas que pode encontrar apoio
dentro da própria Rede, por meio de pessoas que podem retransmitir os
conhecimentos a quem não possui muita familiaridade, e então aumentar o
quantitativo do “conheço e sei executar”.
Quanto ao item AACR2, o resultado ficou muito similar ao item do MARC, e
as ações para desenvolver esse conhecimento podem ser semelhantes.
Quanto à Normatização de trabalhos bibliográficos, trata-se de um tipo de
conhecimento que é muito valorizado pelos usuários da Rede BIM, pois não é muito
complexo, e pode ser desenvolvido com recursos da própria rede, a fim de melhorar
esse tipo de serviço.
Para os resultados que tratam do item Vocabulários Controlados, percebeu-se
que é um conhecimento que também é bastante escasso na Rede, o que demanda
a busca da capacitação em outras instituições.
Em relação aos Materiais Especiais (fotos, material sonoro, partituras, mapas,
obras raras etc), a intenção é mapear onde existe know-how no processamento
técnico desses materiais e disseminar este conhecimento para o restante da Rede.

Item

Tabela 4 – Conhecimentos Especializados (Nível de Pós – graduação Lato sensu)
Conheço e
Conheço e
Conheço
Não conheço
sei ensinar
sei executar

Comunidades de prática
Mapeamento do
conhecimento
Inteligência competitiva
Fonte: Pesquisa de dados

2011
0%

2012
0%

2011
06%

2012
10%

2011
23%

2012
26%

2011
52%

2012
52%

0%
0%

0%
0%

06%
13%

10%
10%

26%
19%

35%
39%

52%
48%

39%
35%

Para Nível de Pós-graduação, ver Tabela 4: Gestão do Conhecimento
(comunidades de prática, mapeamento do conhecimento, inteligência competitiva),
os resultados indicam que áreas desenvolver, quais assuntos devem ser abordados
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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

nas reuniões técnicas, a fim de nivelar os conhecimentos sobre áreas correlatas à
Biblioteconomia, ou despertar o interesse para as áreas de Pós-graduação em que a
Rede carece de capacitação.

Item

Tabela 5- Conhecimentos Especializados (Ciência da Informação – Stricto sensu)
Conheço e
Conheço e
Conheço
Não conheço
sei ensinar
sei executar

Digitalização de acervos
Preservação
Metadados
Arquitetura da informação
Fonte: Pesquisa de dados

2011
0%
03%
0%
0%

2012
0%
0%
0%
0%

2011
03%
06%
0%
03%

2012
10%
13%
03%
03%

2011
32%
23%
29%
29%

2012
55%
48%
48%
45%

2011
48%
52%
52%
52%

2012
52%
26%
32%
35%

Para resultados relacionados à Ciência da Informação, na Tabela 5,
destacam-se as lacunas na capacitação, na área de pós-graduação na Rede. A
curto prazo, seria interessante abordar nas reuniões técnicas temas sobre todos os
assuntos, pois apresentam um expressivo percentual “não conheço”. Em longo
prazo, aumentar o percentual de “conheço e sei executar”, seria um grande salto em
qualidade para as competências da Rede, por meio dos cursos previstos no Plano
de Capacitação da Marinha do Brasil na área de Biblioteconomia.

Item

Tabela 6 – Conhecimentos Especializados (Gestão de Bens Culturais)
Conheço e
Conheço e
Conheço
Não conheço
sei ensinar
sei executar

Desenvolvimento de projetos
culturais
Captação de recursos
Construção de identidade e
Memórias culturais
Fonte: Pesquisa de dados

2011

2012

2011

2012

2011

2012

2011

2012

0%
0%

0%
0%

06%
13%

06%
10%

23%
23%

45%
32%

55%
48%

32%
45%

0%

0%

06%

06%

26%

29%

52%

52%

A mesma medida empregada para Ciência da Informação aplica-se aos
conhecimentos especializados em Gestão de Bens Culturais, na Tabela 6, com
ações de curto e longo prazos.

Item

Tabela 7 - Conhecimentos Especializados (Línguas)
Conheço e
Conheço e
Conheço
sei ensinar
sei executar

Inglês
Francês
Espanhol
Alemão
Fonte: Pesquisa de dados

2011
06%
06%
0%
0%

2012
0%
0%
0%
0%

2011
06%
0%
06%
0%

2012
16%
10%
10%
06%

2011
55%
16%
29%
03%

2012
65%
26%
35%
06%

Não conheço
2011
23%
61%
55%
74%

2012
13%
48%
32%
68%

12

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
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Para conhecimento em Línguas Estrangeiras, ver Tabela 7, a amostra aponta
a grande necessidade de diminuir os percentuais de “não conheço”, com ações a fim
de minimizar a lacuna apresentada. O resultado possibilitou a identificação na rede
de conhecimentos em línguas estrangeiras por parte dos integrantes da rede.
Fase 7 – Finalização da análise das informações, com o feedback dos
resultados obtidos; elaboração e entrega do Plano de Ação, com recomendações de
implementação de práticas de Gestão do Conhecimento para o desenvolvimento
desses conhecimentos estratégicos.
Em janeiro de 2012, ao término do primeiro ciclo da aplicação do questionário,
mapeou-se os conhecimentos existentes, onde foram identificadas diversas
oportunidades de melhorias, tratadas por meio de um plano de ação para o mesmo
ano. Em janeiro de 2013, realizou-se o segundo ciclo de aplicação do questionário,
de forma a avaliar a aderência das práticas de gestão adotadas no ano anterior e
verificar mais oportunidades de melhorias a serem trabalhadas.

3 CONCLUSÃO

O mapeamento de competências (conhecimentos técnicos) da Rede BIM,
proporcionou melhorias em sua gestão. O novo modelo implementado, teve como
base o ativo “conhecimento”. Portanto, a disciplina Gestão do Conhecimento passou
a alicerçar as ações de melhoria e, quiçá, de inovações na Rede.
Estruturou-se assim, um processo sistemático para desenvolver, criar,
compartilhar, organizar e proteger os conhecimentos estratégicos da Rede BIM,
contribuindo para a geração de aprendizado organizacional contínuo e melhorias no
desempenho das atividades nas bibliotecas.
Os Planos de Ação apontaram práticas de Gestão do Conhecimento, tais
como:
a) Ajustes nas abordagens do programa de treinamentos: balanceadas entre
os conhecimentos básicos e alguns complementares, buscando fazer um
nivelamento de conhecimentos necessários para o funcionamento das
bibliotecas, tanto para os encarregados como para os auxiliares;
b) Revisão dos manuais de processamento técnico, buscando contribuir para
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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
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explicitar ao máximo os conhecimentos técnicos da Rede;
c) Elaboração de um Plano de Capacitação na área de Biblioteconomia, com
horizonte de planejamento de 2013-2019, a fim de preencher as lacunas de
conhecimento identificadas na Rede;
d) Reuniões técnicas com atividades como: captação de palestrantes para
assuntos importantes e pouco conhecidos na Rede; oficinas para nivelamento
de conhecimentos; apresentação de boas práticas na Rede; benchmarking e
networking com representantes de outras Forças Armadas e Instituições
Civis; apresentações de produtos da área de Biblioteconomia por meio de
empresas do setor e; deliberações sobre doutrinas, normas e procedimentos
na Rede, etc.; e
e) Customização do treinamento do software de gerenciamento de
bibliotecas, oferecido pela empresa detentora do sistema, em virtude da
melhor identificação dos conhecimentos sobre o mesmo existente na Rede.

As ações implementadas traduzem a estruturação de um Plano de Gestão de
Conhecimento para a Rede BIM, que ainda precisa ser formalizado e aprimorado
num próximo ciclo de aplicação do questionário.

REFERÊNCIAS
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 5. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999. v.
1.
CAVALCANTI, Marcos; NEPOMUCENO, Carlos. O conhecimento em rede: como
implantar projetos de inteligência coletiva. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.
DIB, Simo Faury; SILVA, Neusa Cardim da. Competências em unidades de
informação: metodologia para desenvolvimento de equipes. Perspectivas em
Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 14, n. 2, p. 17-29, maio/ago. 2009.
FLEURY, Maria Tereza Leme; FLEURY, Afonso Carlos Correa. Alinhando estratégia
e competências. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 44, n. 1,
jan./mar. 2004. p 44-57.
_____. Desenvolver competências e gerir conhecimentos em diferentes arranjos
empresariais: o caso da indústria brasileira de plástico. In: FLEURY, Maria Tereza
Leme; OLIVEIRA JR., Moacir de Miranda (Org). Gestão estratégica do
conhecimento: integrando aprendizagem, conhecimento e competências. São
Paulo: Atlas, 2001.p. 189-211.
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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

GONÇALVES, Ariane Ramos, COSTA, Maria Critina Alexndre e VOGUEL, Nilvia
Maura. A implantação do processo de gestão do conhecimento em uma
organização: um estudo de caso Petrobrás – abastecimento. In: RODRIGUEZ y
RODRIGUEZ, Martius Vicente (Org.). Gestão do conhecimento e inovação nas
empresas. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2010.
GOULART, Sonia. Gestão do conhecimento integrada à estratégia organizacional.
In: ANGELONI, Maria Terezinha (Org.). Gestão do conhecimento no Brasil: casos,
experiências e práticas de empresas públicas. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2008. p.
25-34.
SIQUEIRA, Regina Boanerges. A aplicação das modernas ferramentas de
gerenciamento no setor público: a implantação da Rede de Bibliotecas das Forças
Armadas. 2009. 26p. Disponível em:
&lt;https://www.defesa.gov.br/arquivos/_biblioteca/periodicos/artigos/regina_boanerges
.pdf&gt;. Acesso em: 25 de fev. 2013.

15

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Mapeamento dos conhecimentos estratégicos em redes de bibliotecas: um estudo de caso da Rede de Bibliotecas Integradas da Marinha – Rede BIM</text>
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              <text>Eliana do Espirito Santo</text>
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              <text>Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da informação - Trabalho científico</text>
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              <text>Este trabalho apresenta um estudo de caso sobre a Rede de Bibliotecas Integradasda Marinha do Brasil, com a finalidade de mapear as competências e identificar osconhecimentos estratégicos da Rede, para garantir o seu desenvolvimento alinhadoaos seus objetivos estratégicos. A metodologia utilizada foi o levantamento dosconhecimentos estratégicos, para a aplicação de questionários nos anos de 2011 e2012, resultando na construção de um mapeamento desses conhecimentos, verificando se a organização os possui e quem os detém, com o propósito deintensificar a utilização do conhecimento especializado; compartilhar conhecimentosentre as pessoas; facilitar a reutilização de conhecimentos existentes em novas situações; facilitar o desenvolvimento profissional do pessoal; e fortalecer a percepção do valor da rede pelos usuários. Por fim, estruturar um plano de gestão do conhecimento que gere um aprendizado organizacional contínuo e sustentável, que possibilite a realização dos objetivos estratégicos relacionados ao desenvolvimento da Rede BIM.</text>
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