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                  <text>GESTÃO DO CONHECIMENTO COMO FERRAMENTA
ADMINISTRATIVA

Williana Carla Silva Alves (UFRPE) - williana.alves@gmail.com
Ana Catarina Macêdo (UFRPE) - acmsena@gmail.com
Resumo:
A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) implantou em agosto de 2006, no
Sertão do Estado, a Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST). Com a unidade, além de
contribuir efetivamente para o desenvolvimento da região, a Universidade passou a atender a
demanda de conhecimento e trabalho dos municípios ao redor. É nesse contexto que nasce a
Biblioteca Setorial da Unidade Acadêmica de Serra Talhada, onde nosso estudo foi realizado.
Este trabalho tem por finalidade identificar de que maneira a Gestão do Conhecimento (GC) é
utilizada como ferramenta administrativa. Buscou-se também identificar o perfil dos
servidores, além de apresentar os conceitos e temas relacionados à GC. A pesquisa ainda
possibilitou diagnosticar a gestão do conhecimento na biblioteca, identificar as falhas e
apresentar algumas das necessidades e anseios dos servidores do setor. Apresentou-se a
necessidade da criação de mecanismos que suportem e assegure às organizações públicas a
existência do ciclo de conversão de conhecimento.
Palavras-chave: Gestão do conhecimento. Gestão da qualidade. Qualidade – serviços.
Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

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07 a 10 de julho de 2013.

GESTÃO DO CONHECIMENTO COMO FERRAMENTA ADMINISTRATIVA: um
estudo de caso na Biblioteca Setorial da UAST /UFRPE.

RESUMO
A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) implantou em agosto de
2006, no Sertão do Estado, a Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST). Com a
unidade, além de contribuir efetivamente para o desenvolvimento da região, a
Universidade passou a atender a demanda de conhecimento e trabalho dos
municípios ao redor. É nesse contexto que nasce a Biblioteca Setorial da Unidade
Acadêmica de Serra Talhada, onde nosso estudo foi realizado. Este trabalho tem por
finalidade identificar de que maneira a Gestão do Conhecimento (GC) é utilizada
como ferramenta administrativa. Buscou-se também identificar o perfil dos
servidores, além de apresentar os conceitos e temas relacionados à GC. A pesquisa
ainda possibilitou diagnosticar a gestão do conhecimento na biblioteca, identificar as
falhas e apresentar algumas das necessidades e anseios dos servidores do setor.
Apresentou-se a necessidade da criação de mecanismos que suportem e assegure
às organizações públicas a existência do ciclo de conversão de conhecimento.
Palavras-chave: Gestão do conhecimento. Gestão da qualidade. Qualidade –
serviços.
Área Temática:Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

1 INTRODUÇÃO
Utilizar o conhecimento como ferramenta administrativa, apresentar formas de
criar, disseminar e utilizar o conhecimento para oferecer serviços de qualidade; é um
desafio para qualquer organização.
Disseminar o conhecimento, compartilhando conteúdos é garantir a qualidade
dos serviços da instituição. Dessa forma é possível entender o papel do
conhecimento na superação dos desafios e na geração de valor da organização.
Além de direcionar os fluxos de conhecimento, colaboração e cooperação.
Percebe-se que trabalhos destinados a Gestão do conhecimento não se
aprofundam muito sobre o tema, quando se trata de organizações públicas, contudo
enxerga-se a necessidade de discutir essa temática no âmbito público.
Para Leocádio [(200?)]: embora muitas práticas de compartilhamento e
transferência de conhecimento já existam em algumas organizações, a gestão do
conhecimento é pouco utilizada pelas instituições do setor público no Brasil.
Diante disso, ressalta-se a importância da implementação de uma política de
gestão do conhecimento na Biblioteca Setorial da UAST como grande escopo do
trabalho. A fim de sensibilizar servidores e gestores das áreas administrativas e de
planejamento para a importância da gestão do conhecimento com vistas à melhoria
da qualidade dos serviços prestados a Comunidade Acadêmica.

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Gerenciar o conhecimento existente nas organizações é como uma alavanca
para crescimento de uma instituição e corrobora para melhoria da qualidade dos
serviços. Na Gestão Pública não poderia ser diferente. As ferramentas
administrativas devem ser utilizadas buscando a eliminação da ineficiência e da
burocracia, na prestação de serviços públicos.
Nesse contexto, buscou-se entender o papel do conhecimento na superação
dos desafios e na melhoria da qualidade dos serviços prestados, esse estudo
procura uma abordagem qualitativa. Pois, concordando-se com Richardson (2007): a
abordagem qualitativa de um problema, além de ser uma opção do investigador,
justifica-se, sobretudo, como um instrumento para se entender a natureza de um
fenômeno social.
Sendo assim, percebe-se a necessidade de estudar o perfil do servidor da
Biblioteca Setorial da UAST, enxerga-se a necessidade de apresentar a GC como
uma ferramenta administrativa, ou seja, uma alternativa prática na melhoria da
qualidade dos serviços prestados.
Contudo, avanços agregados a qualidade dos serviços públicos são resultado
não apenas do esforço individual de cada servidor, mas da capacidade do gestor em
buscar ferramentas que facilitem a geração e disseminação do conhecimento
organizacional.
2

GESTÃO DO CONHECIMENTO

Não existe um consenso sobre a definição de gestão do conhecimento.
Dependendo da abordagem, há várias definições, contudo, para atender aos
objetivos dessa pesquisa adota-se o seguinte:
A Gestão do Conhecimento é um processo para criação, captura,
armazenamento, disseminação, uso e proteção do conhecimento importante
para a empresa. A Gestão do Conhecimento, por meio de suas práticas,
objetiva organizar de forma estratégica os conhecimentos dos colaboradores
e os conhecimentos externos, que são fundamentais para o sucesso do
negócio. (SKROBOT, 2010, p.6).
Administrar da melhor forma os ativos intangíveis das organizações cria a
necessidade de gerenciar informações para subsidiar a criação de
conhecimentos e gerenciar ambientes favoráveis à criação e
compartilhamento dos seus bens intangíveis, ou seja, o ativo
´conhecimento`, presente na mente dos indivíduos de uma organização.
(ROSTIROLLA 2006, p. 53).

Diante do contexto entende-se que a concepção de conhecimento não é algo
tão complexo se diferenciam os seguintes conceitos: dado, informação e
conhecimento. Sobre isso Ossipe ([20--]) afirma:
 DADO: É o conjunto de fatos distintos e objetivos, relativos a eventos.
 INFORMAÇÃO: É uma mensagem com dados que fazem diferença,
pode ser audível ou visível, existe um emitente e um receptor.
 CONHECIMENTO: É uma mistura fluida de experiência condensada,
valores, informação contextual e insight experimentado, a qual

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proporciona uma estrutura para a avaliação e incorporação de novas
experiências e informações.
Choo (2003) apresenta as quatro maneiras de converter conhecimento:
 Socialização - converte conhecimento tácito em conhecimento tácito;
 Exteriorização - converte conhecimento tácito em conhecimento
explícito;
 Combinação - que converte conhecimento explícito em conhecimento
explícito;
 Internalização - converte conhecimento explícito em conhecimento
tácito.
Mas será que essa conversão acontece plenamente? Como isso acontece
nas organizações públicas?
2.1

A gestão do conhecimento nas Organizações Públicas

As organizações públicas passam por profundas transformações. Questões
como flexibilização, competitividade e novas formas de organização do trabalho têm
lugar garantido nas análises dos administradores e estudiosos de organizações
públicas. O setor público sempre foi pautado num modelo de gestão hierárquico,
centralizado e de certa forma autoritário, conflitante com o que se busca hoje - a
Gestão do Conhecimento.
Dias (1998) afirma que as organizações públicas têm como objetivo prestar
serviços para a sociedade. Elas podem ser consideradas como sistemas dinâmicos,
extremamente complexos, interdependentes e inter-relacionados coerentemente,
envolvendo informações e seus fluxos, estruturas organizacionais, pessoas e
tecnologias. Elas cumprem suas funções, buscando uma maior eficiência da
máquina pública e um melhor atendimento para a sociedade.
Porém sabe-se que esses objetivos nem sempre são alcançados com
qualidade.
Sobre isso, Gaster (1999) citado por Pires e Macêdo (p.96, 2006) afirma:
A baixa qualidade dos serviços públicos gera e perpetua uma baixa
expectativa em relação ao que pode ser oferecido, tanto por usuários
quanto por prestadores de serviços, contribuindo, assim, para gerar um ciclo
vicioso de insatisfação e frustração de gerentes e usuários.

Carbone (2000) apresenta as principais características da organização
pública que dificultam a sua mudança, são elas:
 Burocratismo — excessivo controle de procedimentos, gerando uma
administração engessada, complicada e desfocada das necessidades
do país e do contribuinte;
 Autoritarismo/centralização — excessiva verticalização da estrutura
hierárquica e centralização do processo decisório;

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 Aversão aos empreendedores — ausência de comportamento
empreendedor para modificar e se opor ao modelo de produção
vigente;
 Paternalismo — alto controle da movimentação de pessoal e da
distribuição de empregos, cargos e comissões, dentro da lógica dos
interesses políticos dominantes;
 Levar vantagem — constante promoção da punição àqueles indivíduos
injustos, obtendo vantagens dos negócios do Estado;
 Reformismo — desconsideração dos avanços conquistados,
descontinuidade administrativa, perda de tecnologia e desconfiança
generalizada. Corporativismo como obstáculo à mudança e mecanismo
de proteção à tecnocracia.
Diante dos aspectos que podem dificultar a mudança nas organizações
públicas a CG apresenta-se como uma opção viável, como uma espécie de novo
paradigma.
Administrar o conhecimento tornou-se a atividade mais importante das
organizações, porém na esfera pública não existe ainda uma política que possibilite
o fluxo contínuo de informações. A gestão pública precisa enxergar a GC como um
processo de gerenciamento do saber das pessoas que compõem a organização, os
seus talentos e suas experiências, articulando-os e potencializando-os, para tanto,
deve fazer uso da Tecnologia da Informação (TI), o resultado desse processo é a
conversão do conhecimento tácito em conhecimento explícito. O fruto disso é a
automatização dos serviços.
Os sistemas de informações e as soluções de TI são elementos para
potencializar e alavancar esses componentes e devem se subordinar as
necessidades da instituição. Nunca o contrário. É preciso aliar a tecnologia ao
conhecimento presente na organização. Por isso, é importante destacar a
importância do fator humano na Gestão do Conhecimento, uma vez que a tecnologia
fornece apenas o suporte e não o conteúdo. Para a gestão deste conteúdo é
fundamental o entendimento de como o ser humano adquire, armazena e dissemina
o conhecimento.
Ferramentas de apoio a gestão do conhecimento garantem a qualidade da
informação gerada e organizada pela instituição. Por isso, oferecer aplicativos que
consolidem, gerenciem, analisem e distribuam informações, não só internamente,
mas também para o público externo é preciso. Para isso, a Administração Pública
não só pode como deve adotar práticas como:
a)

Banco de talentos – onde serão aproveitados:
 Experiências dos servidores sejam essas, profissionais, acadêmicas,
produção técnico-científica, literária, atividades esportivas e artísticas;
 Seleção para função comissionada – priorizando a meritocracia ;
 Capacitações contínuas de acordo com sua área de atuação;
 Parcerias com outros órgãos;

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b)

Portal da instituição
 Os principais produtos e serviços;
 Página com a filosofia da Gestão do Conhecimento (conhecimentos
dos usuários externos e provedores internos);
 Fóruns e Chats;
 Integração de Conteúdos;
 Serviço - Fale conosco;

Contudo, é evidente a importância de práticas de gestão do conhecimento,
porém pouco pode ser implementado sem ferramentas administrativas apropriada. A
organização precisa fazer uso de ferramentas de administrativas que amparem o
gerenciamento do conhecimento, além de estimular o mapeamento, a disseminação
e a incorporação de boas práticas na gestão.
3

FERRAMENTAS ADMINISTRATIVAS

São técnicas de gestão empresarial que têm o objetivo de auxiliar na tomada
de decisões dentro de uma organização. Elas podem ajudar no momento de analisar
problemas e apontar soluções.
Ao longo das últimas décadas ferramentas administrativas também chamadas
de ferramentas de gestão, se tornaram comuns nas organizações. Elas ajudam os
gestores a atingirem seus objetivos, seja aumentar receitas, reduzir custos, inovar,
melhorar a qualidade ou o planejamento. Mas como identificar as ferramentas mais
apropriadas para os desafios de cada organização? O segredo está em entender as
diferentes ferramentas e saber selecionar a mais adequada às necessidades de sua
organização.
Rigby (2009) com base em seus estudos destaca quatro sugestões para a
utilização das ferramentas de gestão:
1.

Entenda os fatos:

Toda ferramenta tem suas vantagens e desvantagens. Para ter sucesso você
deve entender os efeitos positivos (e também os colaterais) de cada uma, para
então combinar as ferramentas certas, da maneira certa, nos momentos certos.
Pesquise, converse com outros executivos que já utilizaram a ferramenta. Não
aceite ingenuamente soluções simplistas ou milagrosas.
2.
Promova estratégias duradouras, não modismos passageiros: Gestores
que promovem modismos minam a confiança de seus colaboradores em sua
capacidade de gerar a mudança necessária. Os executivos devem apontar opções
estratégicas realistas e enxergar as ferramentas como meio para executá-las.
3.

Escolha as melhores ferramentas para o serviço:

Os gestores precisam de um sistema racional para selecionar, implementar e
integrar as ferramentas que são adequadas para suas organizações. Uma
ferramenta somente melhorará os resultados se ela ajudar a descobrir necessidades
não atendidas dos clientes, construir capacidades diferenciadas, explorar
vulnerabilidades dos concorrentes.

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4.
Adapte as ferramentas ao seu sistema de negócios (e não o contrário):
Nenhuma ferramenta vem com um pacote incluindo instruções e garantia. Toda
ferramenta deve ser adaptada à situação particular da empresa.
Observadas as sugestões para a utilização das ferramentas de gestão é
chegado o momento de definir a opção mais coerente as necessidades da
Instituição. Visando sempre a qualidade dos produtos e serviços prestados pela
organização.
4

SERVIÇOS DE QUALIDADE

Antes de definir serviços de qualidade é preciso entender o conceito de
serviços, que parece algo simples, porém a literatura mostra que esse para
compreender esse conceito é preciso entender o que vem a ser o setor de serviços.
Lovelock (2001) afirma que o setor de serviços constitui o grosso da
economia nacional, porém essa hegemonia dos serviços não se limita a nosso país.
O autor assegura que a riqueza mundial foi gerada pelas instituições financeiras,
operadoras de telefonia, provedores de internet e todas as formas de comercio,
entre outras atividades fazem parte da categoria serviços.
Já Kotler (1991, p.539) define serviço como: "qualquer ato ou desempenho
essencialmente intangível que uma parte pode oferecer a outra e que não tem como
resultado a propriedade de algo. A execução de um serviço pode estar ou não ligada
a um produto físico".
Por se tratar de um conceito subjetivo qualidade reflete as necessidades
internas de cada um. Deste modo, deve-se considerar também o conceito de cliente
- deve ser estendido a todos numa organização que é constituída pelos os clientes
externos (todos que entram em contato com a organização e que não são parte
integrante da mesma) e os clientes internos (todos os funcionários e setores da
organização).
Perante esse cenário, um fator fundamental para prestação de serviços de
qualidade é considerar as demandas de cada tipo de cliente e apostar num
atendimento adequado cada tipo de serviço. É o Atendimento que realiza a interação
organização-cliente. As pessoas conhecem a organização através de suas
instalações físicas e de seu contato com os funcionários da organização. Isso
independe de ser na iniciativa privada ou pública.
4.1

Qualidade dos serviços públicos
A precariedade dos serviços públicos é responsável por cerca de 8% das
barreiras ao crescimento do país. Esse impacto se deve aos efeitos em
cascata que as deficiências no setor público causam à economia. No Brasil,
esses problemas parecem tão arraigados à rotina nacional que aparentam
ser imutáveis. (VEJA, 2005).

Essa precariedade acaba se manifestando na forma de incompetência
gerencial que eleva os custos, desmotiva, além de reforçar a imagem negativa frente
à opinião pública. É fato que as dificuldades e déficits orçamentários levam as
instituições públicas de todas as esferas (federais, estaduais e municipais) a
cortarem, eliminarem ou adiarem práticas para a qualidade. Mas será que isto é em

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decorrência da situação econômica? Não necessariamente, pois há alternativas e a
principal é: melhorar as práticas de trabalho, isto através da Gestão da Qualidade.
Bonilla (2005) afirma que as organizações públicas que estão fazendo isto
com seriedade estão tendo resultados satisfatórios como: economia de milhões de
reais, conquista do reconhecimento do público, admirado com a qualidade dos
serviços, além de acréscimo de novos serviços necessários e já exigidos pelo
público.
As organizações estão entendendo que a qualidade de serviço, é uma
ferramenta efetiva – uma garantia no atendimento das necessidades e expectativas
dos clientes. Quando se pensa em qualidade no serviço público é preciso considerar
que o setor público difere do setor privado em alguns pontos essenciais. O quadro
abaixo apresenta as principais diferenças:
Ação

Setor Público

Setor Privado

Planejamento

Descontinuidade

Formulação Estratégica
• Metodologias
• Aderência
• Disseminação

• Metodologias
gestão

• Processo decisório diluído
•
Responsabilidades
definidas

modernas

de

pouco
•Processo decisório bem definido

Execução
•

Elevado grau de formalidade

•

Propensão à inatividade

•Responsabilidadesclaramente
distribuídas

• Grau de formalidade variável
•
Decisão da autoridade não é
suficiente
•Decisão da autoridade
é suficiente.

Controle e ação

• Ênfase no processo

• Instâncias de controle variáveis

Corretiva

• Burocracia e lentidão

• Ênfase no resultado

• Foco na ação punitiva

• Objetividade e eficiência
•Foco nas ações
corretivas

Fonte: Adaptado de Parente (2009).
Observando as falhas, percebe-se que no setor público tudo é burocrático e
inflexível; o que torna as ações mais lentas comparados aos da iniciativa privada,
cujos gestores podem tomar decisões rapidamente, de forma precisa e objetiva. Da
mesma forma, o setor público muitas vezes não pode alcançar o mesmo nível de

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eficiência do setor privado, pois precisa servir a sociedade como todo, independente
da capacidade de pagar pelo serviço prestado ou da demanda por esse serviço.
Diante de tantas carências percebidas no serviço público é visível que não há
um esquema preestabelecido e fixo para implementar a qualidade aos serviços.
Cada gestor tem sua própria sistemática, mas existem, sem dúvida, ações
fundamentais para a melhoria da qualidade dos serviços públicos, são elas:
1)
Direito à informação - todo cidadão usuário do serviço público tem
direito a informação.
2)
Qualidade do Serviço - prestadores de serviços públicos devem
garantir a dignidade do cidadão.
3)
Controle Adequado do Serviço Público - prestador de serviços públicos
deve contar com servidores especialmente designados para receber queixas,
reclamações e sugestões.
Contudo, a principal dificuldade encontrada na prestação de serviços públicos
não está relacionada a déficits orçamentários, geralmente as falhas estão
relacionadas à gestão. Por isso, é preciso ―aproveitar‖ oportunidades como:
parcerias com pessoas e organizações, que proporcionem a expansão geográfica e
setorial dos serviços. Oportunidades que, de certa forma, amenizaram as
dificuldades, e contribui com a eficiência e qualidades dos serviços prestados por
uma determinada organização.
5.

A UNIDADE ACADÊMICA DE SERRA TALHADA

A Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST), da Universidade Federal
Rural de Pernambuco (UFRPE), é fruto do programa de interiorização do ensino
superior. Essa ação trouxe desenvolvimento econômico e social - principal norteador
da expansão da rede de ensino e pesquisa federal.
A UAST está localizada no município de Serra Talhada, a 415 quilômetros da
capital. Essa Unidade chegou à região para promover o acesso ao conhecimento,
com ela chegaram os projetos e investimentos de infra-estrutura, de modo a formar
profissionais e desenvolver tecnologias necessárias ao progresso da região do
Sertão do Pajeú. Essa iniciativa forma e fixa recursos humanos qualificados no
interior e permitir a descentralização do conhecimento produzido.
Atualmente, a UAST conta com 2.066 alunos matriculados, 152 professores e
49 técnicos administrativos, segundo dados obtidos junto à Coordenação Geral dos
Cursos de Graduação e o Apoio Administrativo da UAST. É esse universo tão
diverso que a Biblioteca Setorial da UAST atua como uma espécie de mediadora da
informação.
5.1

A Biblioteca Setorial da UAST

A Biblioteca Setorial da UAST está subordinada administrativamente à
Diretoria Administrativa e Geral da Unidade Acadêmica de Serra Talhada/UFRPE e
tecnicamente à Biblioteca Central da UFRPE com sede em Recife. É mantida com
recursos provenientes do orçamento da UFRPE/UAST, de convênios e doações.

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Tem como Missão - mediar à informação entre os que a produzem e os que a
utilizam, de forma que o conhecimento gerado a partir dessa informação venha a ser
socializado, apropriado e reapropriado, gerando novos conhecimentos.
Sua Visão é ser uma Biblioteca Universitária integrada e comprometida com o
avanço da recuperação da informação, tornando-a disponível e acessível a toda
comunidade acadêmica, e a sociedade em geral, contribuindo de forma decisiva na
geração do conhecimento.
Contudo, compete à Biblioteca, reunir, organizar, armazenar, conservar e
divulgar, os documentos existentes em seu acervo para conseguir cumprir com
qualidade sua missão e visão.
A biblioteca funciona das 08h00m às 12h00min e das 14h00min as 21h30min,
de segunda a sexta-feira. O Pessoal Técnico-Administrativo conta com uma equipe
constituída por 03 (três) Bibliotecárias, 05 (cinco) Assistentes Administrativos.
Para alcançar mediação à informação produzida e adquirida pela Unidade, a
biblioteca disponibiliza os seguintes serviços: consulta local; empréstimo domiciliar,
empréstimo especial, catalogação na fonte, normalização, atividades acadêmicas,
BDTD da UFRPE, reservas on-line, renovações on-line, visitas orientadas, sala de
Estudo.
É qualidade desses serviços o grande escopo dessa pesquisa. A ferramenta
essencial na busca dessa qualidade desejada é a Gestão do Conhecimento.
6

PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS

6.1

Tipo de pesquisa

Considerando-se o critério de classificação de pesquisa proposto por Vergara
(2003), quanto aos fins e quantos aos meios, tem-se:
-&gt; quanto aos fins, a pesquisa é descritiva a partir da coleta de dados na
Biblioteca Setorial da UAST;
-&gt; quanto aos meios, a pesquisa é bibliográfica e de campo. Bibliográfica, em
função das investigações em livros, artigos científicos, teses e dissertações. Assim,
foram desenvolvidos estudos sobre conceitos e características das organizações
públicas e da gestão do conhecimento nesses tipos de organizações, construção e
uso do conhecimento como ferramenta administrativa, buscando identificar melhoria
da qualidade dos serviços prestados pela Biblioteca Setorial da UAST. E de campo,
pelo compromisso de se realizar questionários com os servidores da Biblioteca.
6.2

Universo e amostra

O universo analisado foi o perfil dos servidores da Biblioteca Setorial da
UAST. Deste universo, 08 servidores responderam ao questionário, tratando-se,
portanto, de 100% dos servidores do setor.
6.3

Coleta e análise de dados

Os dados da pesquisa proposta foram coletados por meio de questionários
estruturados, e respondidos via internet pelos servidores. Os dados tabulados estão

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dispostos na forma de gráficos. Numa abordagem qualitativa é analisado as
respostas do questionário, para então traçar o perfil dos servidores pesquisados e
finalmente diagnosticar a necessidade de implementar a gestão do conhecimento
como ferramenta administrativa para a melhoria da qualidade dos serviços públicos.
7

RESULTADOS

Por se tratar de um estudo descritivo pretende-se apresentar e compreender o
quadro encontrado. É importante salientar que os resultados apresentados são
restritos a amostra pesquisada. Trata-se de um estudo de caso o enfoque principal é
interpretar os dados num esforço para classificar e contextualizar os dados obtidos.
7.1

Homens e mulheres trabalhando juntos

Em se tratando de gênero o corpo técnico da Biblioteca Setorial da UAST é
equilibrado, uma vez que há 50% para cada sexo. Isso é um ponto positivo, pois o
ambiente apresenta-se heterogêneo, o que favorece a socialização entre seus
membros. Além da possibilidade de extrair as aptidões de cada gênero em prol da
organização.
7.2

Faixa etária

A faixa etária da população pesquisada apresenta-se da seguinte maneira: 25
% dos servidores têm menos de 25 anos, pode ser uma excelente oportunidade para
implementação de novas práticas de trabalho. 37% ou seja, a maioria dos técnicos
tem de 25 a 35 anos, uma idade que a maioria dos profissionais está no momento
mais produtivo da carreira. 13% estão de 36 a 45 anos, pessoas que já possuem uma
experiência que compartilhada em equipe pode contribuir aliando teoria dos mais
jovens a sua prática. A ultima faixa etária é composta por 25% acima de 45 anos é
preciso buscar alternativas para que essas pessoas estejam sempre inseridas nos
processos, para que se sinta parte essencial da organização, evitando assim que a
diferença de idade iniba sua inserção nas atividades.
7.3

Grau de Escolaridade

É, por definição, o cumprimento de um determinado ciclo de estudos. A
escolaridade exigida para ocupação dos cargos do setor, divide-se em: 39% dos
técnicos são os chamados servidor nível E, equivale aos bibliotecários – Profissional
graduado em Biblioteconomia. Os outros 61% são os Técnicos nível D que são
profissionais que possuem o Ensino Médio Completo. Diante dos dados é possível
perceber que embora o nível de exigência para os cargos sejam de 39% superior e
61% nível médio. O corpo técnico da Biblioteca possui uma escolaridade acima das
exigências para os cargos disponíveis no setor.14% dos servidores cursa
especialização lato sensu, 14% cursa mestrado, 29% é especialista em alguma área
do conhecimento, 14% tem Ensino Médio e 29 % curso superior. Essa escolaridade
acima da das exigências demonstra que os servidores analisados são profissionais
que estão abertos ao conhecimento que vão além das exigências do cargo, essa
atitude contribuem para aplicação da Gestão do conhecimento como ferramenta de
gestão.

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7.4

Tempo de serviço

37% da equipe tem menos de 1 ano no setor, isso dificulta o eficiências de
certos serviços, uma vez que muitas vezes o servidor ainda não domina as rotinas.
38% que já trabalham de 1 a 3 anos, podem colaborar com a disponibilização de
informações que venha a subsidiar a prestação dos serviços do setor. Por outro lado
essa situação reforça a necessidade de converte o conhecimento tácito dos 25% de
tem mais de 4 anos na equipe em conhecimento explícito.
7.5

Gerenciamento da informação

Gerenciar a Informação implica em conhecer e aperfeiçoar o processo,
cientes disso; 13% dos servidores afirmam que a biblioteca não possui sistemática
de gerenciamento de informação, porém 87% descrevem algumas sistemáticas para
o gerenciamento da informação. Onde afirmam que setor conta com um Sistema
contempla as principais funções de uma Biblioteca, funcionando de forma integrada,
com o objetivo de facilitar a gestão da informação, melhorando a rotina diária de
seus operadores e usuários. Foi Citado ainda o processamento da informação
durante o preparo técnico dos livros. Contudo, a automação das rotinas de uma
biblioteca permite ao usuário o acesso aos serviços, ao catálogo da Biblioteca e
interação dos catálogos às rotinas de controle oferecendo a qualquer usuário
serviços com: buscas, reservas e renovações, em qualquer ponto do planeta com
acesso a internet. Nesse sentido, o setor está a contento. Pois dispõem dessa
tecnologia e faz uso de maneira eficiente.
7.6

Informação no setor

12% os servidores afirmam que a demanda por informação no setor é
pequena, 17% responderam que somente quando surge à necessidade para
resolução de um problema, no entanto 71% dizem que a demanda por informação é
grande. Diante dessa declaração é perceptível que uma Biblioteca é um setor que a
demanda de informação é representadas pelos estoques de informação didáticos e
institucionais, necessários a toda comunidade acadêmica. Quanto à obtenção da
informação 39% dos servidores da biblioteca falta uma sistemática para a coleta,
organização e divulgação como dificuldade para obter informação. A maioria, 61%
dos alegam que a falta de tempo dificultam a obtenção de informação. Esse é um
dado preocupante, dessa forma é preciso considerar o acesso à informação como
um direito fundamental garantido pela Constituição Federal. Sem informação o
servidor fica impossibilitado de progredir, de se capacitar e se tornar um funcionário
proativo, ou seja, aquele que está sempre buscando novas oportunidades. Um
profissional proativo antecipa, prevê e resolve os problemas da organização.
7.7

Compartilhamento de informação e conhecimento

Para 35% dos servidores a Biblioteca não incentiva e facilita o
compartilhamento do conhecimento, 65% afirmam o contrário. Citam ações como:
divulgações na homepage da Instituição, no quadro de aviso, conversas informais,
campanha educativas de incentivo a leitura, além das visitas dirigidas feitas com os
novos alunos. Diante deste cenário percebe-se que a Biblioteca Setorial da UAST
tem uma visão diferenciada do setor público. Uma vez que, organizações públicas
são estruturas muito centralizadas e formais podem inibir a criação e a disseminação
de conhecimentos. A respeito da elaboração de eventos para troca de informações;

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12,5% dizem que a UAST frequentemente promove seminários internos. 12,5%
afirmam que a Unidade promove, mas com pouca freqüência. No entanto, 75%
asseguram que a instituição nunca promoveu um seminário interno para a troca de
informação entre os profissionais.
7.8

Fontes de informação

Fonte de informação - qualquer recurso que responda a uma necessidade de
informação dos usuários. Sobre os tipos de fontes de informação externas utilizadas
pelos servidores, embora exista uma predileção pela internet com 35%, outras
fontes foram consideradas. 4% afirmam utilizar cursos, feiras e seminários como
fonte de informação. 4% dizem utilizar outras fontes como: rádio e TV. 17,5% citam
Revistas especializadas, artigos e periódicos. Outros 17,5% preferem os livros. 9%
optam por jornal. 13% escolhem catálogos, folder e folhetos.
7.9

Comunicação

5% citam a intranet. 17% disseram que o setor usa meios informais como:
telefone, chefias e etc. 28% falaram em quadros de avisos. 11% referem-se a
comunicação por escrito (memorando, comunicados, circulares, etc). E 39% alegam
que a internet é meio mais utilizado. Diante dessa situação é possível visualizar que
o setor está no rumo certo, pois no percebe-se que 35% dos servidores preferem a
internet na ora de se informarem.
7.10 Registro do conhecimento
11% dizem que Melhores Práticas são registradas, 11% citam Erros e
Fracassos, 11% falam em Indicadores de Produtividade, 33% afirmam que
Sugestões de servidores são registradas, 6%Sugestão de usuários e 28% Atas de
reuniões.
7.11 Capacitação
Apenas 37% dos servidores da biblioteca fizeram algum curso de capacitação
da UFRPE, esse percentual baixo justifica-se já que 37% dos servidores têm menos
de 1 ano no setor. Porém é preciso acompanhar essa situação uma vez que o curso
oferece capacitação e progressão funcional. A progressão é um incentivo financeiro
para os servidores, o que proporciona motivação para o trabalho. O índice de
satisfação com o curso é alto. 67% dos servidores declaram-se satisfeitos, 33%
dizem está parcialmente satisfeitos e nenhum servidor alegou insatisfação com os
cursos.
7.12 Diagnóstico da Biblioteca
12% acreditam que o setor nunca repete erros, 38% falam que algumas
vezes, mas 50% defendem que raramente a biblioteca repete erros. O que nos faz
entender que a experiência dos elementos mais antigos da equipe faz o diferencia
nessa atitude do grupo. 12,5% dizem que nunca houve dependência, 12,5% falam
que raramente existem, 12,5% frequentemente, 12,5% dizem que sempre existiu,
porém 50% alegam que só algumas vezes existe essa dependência. A análise
SWOT é uma ferramenta de gestão utilizada para examinar a organização e os
fatores que afetam seu funcionamento. Este é o primeiro estágio de planejamento, o
que ajuda o gestor a focar nos pontos principais do grupo. Os Pontos fracos e fortes

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são fatores internos da empresa. Oportunidades e Ameaças são fatores externos.
Diante disso, resolve-se verificar o nível de consenso dos pontos fortes da Biblioteca
em termo de serviços, onde 13% dizem que sempre há consenso, 25% contam que
algumas vezes há consenso, porém 62% expõem que frequentemente há
consciência dos pontos fortes do setor. Contudo, apesar da consciência da maioria
quanto aos pontos fortes é preciso refletir questões como: O que o servidor, a
biblioteca e equipe fazem bem? Que recursos especiais o setor possui e pode
aproveitar da melhor maneira? Quais os seus diferenciais em relação às demais
Bibliotecas Universitárias? O a comunidade acadêmica acha que a Biblioteca faz
bem? Contudo, as instituições sejam públicas ou privadas precisam se transformar
em organizações que aprendem. Ou seja, uma organização composta de pessoas
capazes de gerar, disseminar e usa o conhecimento. Para isso, é preciso uma
organização que tenha espaço para a tolerância, para as discussões abertas e para
o pensamento holístico e sistêmico. 50% dos servidores salientam que comumente a
biblioteca aprende com seus usuários, 25% dizem que esse aprendizado acontece
algumas vezes e outros 25% salientam se esse aprendizado acontece sempre.
Quanto ao aprendizado com o ambiente 67% defendem a Biblioteca tem habilidade
na gestão de parcerias com outras bibliotecas da UFRPE.
8.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O conhecimento é a maior riqueza de uma organização, seja essa pública ou
privada, promovendo a qualidade de seus serviços e produtos. Há quem pense que o
conhecimento é propriedade individual, porém sabe-se que se compartilhado, agrega
valor as tarefas daqueles que o detêm e, ainda, contribui para a maximização dos
resultados da organização.
A gestão do conhecimento é fundamental para o sucesso das organizações,
para isso é necessária a criação de mecanismos que suportem e assegure às
organizações públicas a existência do ciclo de conversão de conhecimento. A
implantação da Gestão do Conhecimento envolve uma política de gestão de
pessoas mais atuante além de uma intensiva utilização das ferramentas da
Tecnologia da Informação.
É importante destacar a importância do fator humano na Gestão do
Conhecimento, uma vez que a tecnologia fornece apenas o suporte e não o
conteúdo. Para a gestão deste conteúdo é fundamental o entendimento de como o
ser humano adquire, acumula e divulga conhecimentos.
Contudo, as conclusões dessa pesquisa apontam que diante do exposto,
apresentar-se uma sugestão - a implantação de um Projeto de Gestão do
Conhecimento formatado com base no capital humano da organização.
Porém antes desse projeto há iniciativas que podem contribuir no
compartilhamento do conhecimento. A realização periódica de palestras e
seminários por todas as Unidades da UFRPE. Além disso, fazer uso da intranet e
internet para atividades voltadas para o compartilhamento de conhecimento, tais
como vídeo conferência, boletins técnicos, relatórios de projetos. Estas ações
certamente facilitarão a seleção, organização, filtragem, disseminação e utilização
do conhecimento gerado na Unidade, contribuindo para aproveitar melhor os
recursos já existentes na organização, agilizando os processos, melhorando e
aprimorando os serviços prestados.

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9

REFERÊNCIAS

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Universidade de São Paulo, São Paulo, 1999.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Williana Carla Silva Alves</text>
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              <text>Ana Catarina Macêdo</text>
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              <text>Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da informação - Trabalho científico</text>
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              <text>A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) implantou em agosto de 2006, no Sertão do Estado, a Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST). Com a unidade, além de contribuir efetivamente para o desenvolvimento da região, a Universidade passou a atender a demanda de conhecimento e trabalho dos municípios ao redor. É nesse contexto que nasce a Biblioteca Setorial da Unidade Acadêmica de Serra Talhada, onde nosso estudo foi realizado. Este trabalho tem por finalidade identificar de que maneira a Gestão do Conhecimento (GC) é utilizada como ferramenta administrativa. Buscou-se também identificar o perfil dos servidores, além de apresentar os conceitos e temas relacionados à GC. A pesquisa ainda possibilitou diagnosticar a gestão do conhecimento na biblioteca, identificar as falhas e apresentar algumas das necessidades e anseios dos servidores do setor. Apresentou-se a necessidade da criação de mecanismos que suportem e assegure às organizações públicas a existência do ciclo de conversão de conhecimento.</text>
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