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                  <text>Competência em informação e inclusão digital: interseções
conceituais

Raimundo Nonato Ribeiro dos Santos (UFPB) - nonatobiblio@gmail.com
Isa Maria Freire (UFPB) - isafreire@globo.com
Júlio Afonso Sá de Pinho Neto (SAPIC) - sadepinho@uol.com.br
Resumo:
Investiga as relações conceituais entre as temáticas inclusão digital e competência em
informação, com lócus operacional da pesquisa o Projeto Um Computador Por Aluno
(PROUCA) no Estado do Ceará. Baseia-se nos estudos desenvolvidos no âmbito da Ciência da
Informação e suas pesquisas sobre a contemporânea sociedade da informação, caracterizada
pela presença marcante das tecnologias digitais da informação e comunicação, resultando
numa sociedade em rede, que pode ser tanto includente como excludente. O acesso às
tecnologias pode desenvolver nos indivíduos competência ligadas à capacidade técnica de
manejar essa tecnologia, bem como capacidade de integrar a tecnologia aos afazeres
cotidianos. Para haver a inclusão digital, é necessário o desenvolvimento de competência em
informação, relativas ao manuseio dos diversos recursos e tecnologias informacionais,
conhecimentos sobre as diversas fontes de informação existentes, reconhecimento de
necessidades informacionais e saber acessar, avaliar e apropriar as informações recuperadas.
Palavras-chave: Competência em informação. Inclusão digital. Projeto Um Computador por
Aluno.
Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

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�Competência em informação e inclusão digital: interseções conceituais
Resumo:
Investiga as relações conceituais entre as temáticas inclusão digital e competência
em informação, com lócus operacional da pesquisa o Projeto Um Computador Por
Aluno (PROUCA) no Estado do Ceará. Baseia-se nos estudos desenvolvidos no
âmbito da Ciência da Informação e suas pesquisas sobre a contemporânea
sociedade da informação, caracterizada pela presença marcante das tecnologias
digitais da informação e comunicação, resultando numa sociedade em rede, que
pode ser tanto includente como excludente. O acesso às tecnologias pode
desenvolver nos indivíduos competência ligadas à capacidade técnica de manejar
essa tecnologia, bem como capacidade de integrar a tecnologia aos afazeres
cotidianos. Para haver a inclusão digital, é necessário o desenvolvimento de
competência em informação, relativas ao manuseio dos diversos recursos e
tecnologias informacionais, conhecimentos sobre as diversas fontes de informação
existentes, reconhecimento de necessidades informacionais e saber acessar, avaliar
e apropriar as informações recuperadas.
Palavras-chave: Competência em informação. Inclusão digital. Projeto Um
Computador por Aluno.
Área Temática: Transcompetência: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação
1 INTRODUÇÃO

O trabalho a seguir vincula-se a projeto de pesquisa de dissertação em
fase de desenvolvimento, intitulado “Competência em informação e inclusão
digital no Projeto Um Computador por Aluno no Ceará”. Trata-se de uma etapa
da investigação voltada para o levantamento bibliográfico e documental. O
referencial teórico está embasado em uma reflexão sobre a interseção conceitual e
prática entre as temáticas competência em informação e inclusão digital. A pesquisa
na qual se insere esta comunicação tem como objetivo investigar o Programa Um
Computador por Aluno (PROUCA) na perspectiva da inclusão digital e da
competência em informação nas escolas participantes no Estado do Ceará.
Quando se fala em inclusão digital, refere-se inicialmente a um processo, por
meio do qual as pessoas têm acesso às tecnologias digitais e se capacitam para
utilizá-la de maneira que ela possa ter impactos positivos sobre seus interesses.
Envolve basicamente três aspectos: acesso à tecnologia digital, capacidade técnica
de manejar essa tecnologia e a capacidade de integrar essa mesma tecnologia aos
afazeres cotidianos.
Contudo, isso exige de parte da parte do usuário um letramento,
compreendido aqui para além da habilidade de saber ler e escrever, mas implicando
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ter domínio sobre processos por meio dos quais a informação encontra-se
codificada. Surge assim um novo sentido de educação, um aprendizado que
ultrapassa as esferas do fazer e que pressupõe o desenvolvimento de diversas
competências e saberes. Mascarenhas (2009, p. 20) destaca que o letramento é
uma prática social que envolve acesso a artefatos físicos, conteúdos, habilidades e
apoio social. Elenca diferentes tipos de letramentos: letramento por meio de
computador, letramento informacional, letramento comunicacional mediado por
computador e letramento multimídia. Neste trabalho, optou-se pelo uso do termo
“competência em informação”, na tradução do termo original em inglês, information
literacy, fundamentado nas publicações oficiais da Federação Internacional das
Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA) e da Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)1.

2 INCLUSÃO DIGITAL E COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO

A atual sociedade é caracterizada pela presença marcante das tecnologias
digitais da informação e comunicação, resultando numa sociedade em rede, que
pode ser tanto includente como excludente. O acesso a essas tecnologias pode
determinar a diferença entre incluídos e excluídos, reduzindo as desigualdades
sociais e oferece iguais possibilidades de acesso ao ensino de qualidade.
A partir disto, Freire, Espirito Santo e Nathansohn (2009) reforçam a
importância da inclusão digital:
A democratização do acesso às tecnologias digitais de informação e
comunicação deveria ser vista como elemento fundamental nas
políticas inclusão social, de modo a ajudar as populações
economicamente carentes a se beneficiarem das vantagens do
progresso tecnológico, reforçando o caráter democrático da
sociedade da informação.

Nesse sentido, a inclusão digital não deve se resumir ao mero uso das
tecnologias e ao acesso à internet. Segundo Mascarenhas (2009, p. 2), o acesso às
tecnologias deve desenvolver nos indivíduos,
[...] competência que impliquem melhoria em sua qualidade de vida.
Para que uma pessoa possa ser incluída digitalmente, é necessário
que ela tenha acesso à tecnologia digital, desenvolva capacidade
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HORTON JR, Forest Woody. Overview of Information Literacy Resources Worldwide. Paris:
UNESCO, 2013.

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técnica de manejar essa tecnologia, bem como capacidade de
integrar a tecnologia aos afazeres cotidianos.

Competência em informação é um conceito formado por dois termos:
competência e informação. No que diz respeito à competência, esta deve ser
entendida como o
[...] conjunto de conhecimentos, habilidades e atividades
correlacionados que afeta parte considerável da atividade de alguém;
se relaciona com o desempenho e pode ser medido segundo
padrões preestabelecidos e pode ser melhorado por meio de
treinamento e desenvolvimento. (MIRANDA, 2004, p. 115).

A autora está se referindo às competências técnicas desenvolvidas pelos
processos, métodos de aprendizagem, com utilização e aplicação de ferramentas e
operações de equipamentos.
Barreto (2005, p. 170) lista alguns tipos de competências: as “competências
conceituais”, exigidas para os trabalhos de análise e resolução de problemas; as
“competências organizacionais”, relacionadas ao capital intelectual de uma empresa;
as “competências interpessoais, comunicacionais [...] [e] as relacionais”, que dizem
respeito à capacidade de trabalhar em equipe e de conviver com outros; e a
“competência cidadã”, entendida como a capacidade de formular ações que
favoreçam o desenvolvimento integral de todas as camadas sociais.
Apresenta-se o conceito de Informação, um termo muito complexo, que
engloba muitas definições e interpretações, conforme a área do conhecimento na
qual se insere. Para Gonzalez de Gómez (2000), “o objeto de estudo da Ciência da
Informação [a informação] tem que ser considerado como uma construção de
segundo grau a partir das práticas e ações de informação, que constitui seu domínio
fenomênico”.
Campello (2003) aponta que a falta de uma definição do termo competência
em informação tem levado os teóricos acerca do tema a descrevê-lo, ao invés de
defini-lo. Uma dessas descrições foi apresentada em um relatório da American
Librarian Association (ALA), em 1989:
Para ser competente em informação a pessoa deve ser capaz de
reconhecer quando precisa de informação e possuir a habilidade
para localizar, avaliar e usar efetivamente a informação. [...] Em
última análise, pessoas que têm competência em informação são
aquelas que aprenderam a aprender. Essas pessoas sabem como
aprender porque sabem como a informação está organizada, como
encontrar a informação e como usar informação, de tal forma que

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outros possam aprender com elas. (AMERICAN LIBRARIAN
ASSOCIATION, 1989, [s. p.])

Para Coneglian, Santos e Casarin (2010, p. 260), pessoas que têm
competência em informação,
podem desenvolver habilidades relativas ao manuseio dos diversos
recursos informacionais, conhecimentos sobre as diversas fontes de
informação existentes, valores que permitem que o individuo
reconheça suas necessidades informacionais e saibam acessar,
avaliar e apropriar as informações recuperadas e atitudes para
pensar criticamente diante do universo informacional.

Dessa forma, a competência em informação está relacionada à mobilização
de conhecimentos, habilidades e atitudes para perceber uma necessidade de
informação, localizar rapidamente a informação necessária, avaliar sua pertinência e
qualidade, e aplicá-la adequadamente. O conceito de information literacy, surgiu na
literatura da biblioteconomia norte-americana, e vem se transformando em
verdadeiro movimento mundial na área, como nos apontam Belluzzo (2001; 2004),
Dudziak (2002, p. 1-2; 2003, p. 23-24), Virkus (2003, p. 2) e Campello (2003, p. 29).

2.1 Programa Um Computador por Aluno

Há algum tempo, o governo federal começou a desenhar políticas públicas
para a disseminação de tecnologias digitais com fins pedagógicos. No início do anos
80, com o Projeto Educom, e a partir de 1997, com o lançamento do Programa
Nacional de Informática na Educação (PROINFO), implementado pelo Ministério da
Educação (MEC), políticas públicas com este intuito foram sendo desenvolvidas.
O Programa Um Computador por Aluno é uma ação do Governo Federal
brasileiro, iniciado em 2005, cuja origem remonta ao movimento One Laptop Per
Child (OLPC), iniciado pelo pesquisador americano Nicholas Negroponte. O governo
brasileiro apoiou-se na ideia de que a disseminação do laptop educacional com
acesso à internet pode ser uma poderosa ferramenta de inclusão digital e melhoria
da qualidade da educação. O governo também enxergou nessa estratégia uma
possibilidade de inserção da indústria brasileira no processo e, para tanto, resolveu
testá-la em algumas unidades de ensino. Foi criado uma comissão interministerial
para avaliar propor um relatório de implantação. Em 2006 o governo convocou três
instituições a participarem da comissão técnica: o Centro de Pesquisa Renato Archer

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(CENPRA), a Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI) e
o Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológicos (LSI). No ano de 2007 o
governo selecionou cinco escolas para iniciar a implantação como piloto: São Paulo
(SP), Porto Alegre (RS), Palmas (TO), Piraí (RJ) e Brasília (DF). Em 2009, após
avaliação das ações desenvolvidas nas cinco escolas, o Ministério da Educação fez
licitação para aquisição de 150 mil, para atender as 300 escolas públicas, estaduais
e municipais, que se candidataram ao PROUCA.
O objetivo do PROUCA é promover a inclusão digital a partir da aquisição e
distribuição de computadores portáteis em escolas públicas do país, para alunos e
professores.
Ao incorporar o uso de um computador por aluno, com acesso à internet,
permite que o estudante tenha acesso ao mundo globalizado e à rede de
informações disponível. A sala de aula passa a ser um local privilegiado para
acessar a informação, discuti-la e transformá-la em conhecimento. Vale lembrar que
“o recurso por si só não garante a inovação, mas depende de um projeto bem
arquitetado, alimentado pelos professores e alunos que são usuários. O computador
é a ferramenta auxiliar no processo de aprender a aprender” (BEHRENS, 2000, p.
99).

3 INTERSEÇÕES CONCEITUAIS: COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO PARA
PROMOVER A INCLUSÃO DIGITAL

A inclusão digital deve estar presente na escola, seja ela pública ou privada,
tendo em vista esse ser, ainda, um espaço voltado para o ensino-aprendizagem.
Mas, para que isso aconteça, torna-se necessária a adoção de políticas públicas que
promovam essa inclusão, a partir do uso do computador no cotidiano escolar. Tal
inclusão não trata apenas do acesso às práticas de aprendizagem da informática
nas escolas, e sim do ensino pela informática na busca pela cidadania e construção
de uma sociedade mais justa. Os recursos digitais que dispomos atualmente são
meios para colaborar com o desenvolvimento do processo de aprendizagem, à
procura de uma educação de qualidade. A utilização de um computador pelos
alunos pode dinamizar as aulas, tornando-as mais interessantes, assim como
promover a aprendizagem por meio de pesquisas. A internet pode se tornar um
instrumento para o processo educativo, permitindo o uso de textos, sons e imagens
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para a construção do conhecimento. Contudo, a Internet é um espaço de informação
intricado para quem não tem capacitação na busca e recuperação da informação. Le
Coadic (2004, p. 112) nos lembra que
O montante de informação na Internet leva a que se proponham
questões sobre as habilidades necessárias para aprender a se
informar e aprender a informar, sobre onde adquirir a informação e
chama a atenção de que essa aprendizagem é totalmente inexistente
no sistema de ensino.

O viés da equidade social e da competitividade econômica convergem ao
serem estimuladas as novas habilidades e competência que a era digital exige.
Assim, espera-se que as novas formas de comunicação sejam disseminadas, que a
educação abranja outros tipos de letramentos além do alfabético e que seja capaz
de direcionar essa sociedade contemporânea para o desenvolvimento da
capacidade de “aprender a aprender”.
Segundo Castells (2005), a pior forma de ser um excluído digital, é estar
conectado à rede, mas continuar sem saber onde e qual informação procurar, como
combiná-las entre si e utilizá-las na/para a vida. Conforme Pinho Neto (2012) “isso
revela, claramente, que é preciso desenvolver nos indivíduos a capacidade de
construir significados”.
Então, para haver inclusão digital, é necessária a capacitação no acesso à
informação na Internet, o que, é denominado, pelos programas governamentais,
alfabetização digital, ou letramento digital e que na Ciência da Informação,
denomina-se competência em informação (do inglês, information literacy).
Moore (2002, p. 5) faz uma análise da educação baseada na competência em
informação e a indica como uma aplicação obrigatória para enfrentar o desafio da
exclusão digital.
Buzato (2003) entende que a competência em informação se trata de um
processo além de codificar e decodificar a escrita, ou mesmo usar teclados,
interfaces gráficas e programas de computador, mas de inserir-se em práticas
sociais nas quais a escrita, mediada por computadores e outros dispositivos
eletrônicos. Ele agrupa também as habilidades de construção de sentido e
capacidade para localizar, filtrar e avaliar criticamente informação eletrônica, estando
presente em palavras, elementos pictóricos, sonoros ou qualquer outro.
Para Silva et al. (2005, p. 33),

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A [competência em informação] deve criar aprendizes ao longo da
vida, pessoas capazes de encontrar, avaliar e usar informação
eficazmente, para resolver problemas ou tomar decisões. Uma
pessoa [competente] em informação seria aquela capaz de identificar
a necessidade de informação, organizá-la e aplicá-la na prática,
integrando-a a um corpo de conhecimentos existentes e usando-a na
solução de problemas.

No artigo “Informação e educação: parceria para inclusão social”, Freire
(2007) nos dá indícios da relação entre a inclusão digital e a competência em
informação:
Hoje, já sabemos que os elementos necessários para a chamada
‘inclusão digital’ não devem contemplar apenas o acesso físico à
rede Internet e computadores, mas, especialmente, a capacitação
das pessoas para utilizar estes meios de comunicação da informação
e, principalmente, criar oportunidades de compartilhamento e criação
digitais, ou seja, a produção de “conteúdos”.

A imersão tecnológica da escola propicia o desenvolvimento de uma cultura
digital, na qual os alunos têm suas possibilidades de aprendizagem ampliadas pela
interação com uma multiplicidade de linguagens, ao mesmo tempo em que se
potencializa a inclusão digital de toda a comunidade escolar.
Relaciona-se assim a inclusão digital ao movimento de competência em
informação. Nesse sentido, Belluzzo (2001), em trabalho sobre a questão da
educação na Sociedade da Informação, afirma que a “gestão da informação — nos
diferentes níveis: pessoais, organizacionais e sociais — é o grande desafio dos
tempos atuais, constituindo-se no próximo estágio de alfabetização do homem”. Para
a autora, o processo de ensino-aprendizagem deveria centrar-se “na fluência
científica e tecnológica e no saber utilizar a informação, criando novo conhecimento”
(BELLUZZO, 2001).
Pensado há sete anos, o PROUCA tem como pilares de sustentação a
melhoria da qualidade da educação e a inclusão digital, tendo como princípios o uso
pedagógico, a mobilidade e a conectividade à rede mundial de computadores, a
internet (UM COMPUTADOR..., 2008). Porém, faz-se necessário avaliar se além da
apropriação da tecnologia e do uso instrumental do computador portátil, inclusive
com suas ferramentas e o acesso a internet, ocorre no referido Programa a
incorporação de outras aprendizagens que ultrapassem o mero uso instrumental das
tecnologias.

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Como o PROUCA está em fase de implantação em todo o país, e é parte de
um movimento mundial de inclusão digital nas escolas, torna-se imprescindível o
desenvolvimento de estudos que avaliem suas ações e seu papel na promoção da
competência em informação. Dessa forma, percebemos que a pesquisa de
dissertação de qual faz parte esta comunicação trará uma contribuição para o
desenvolvimento da temática competência em informação e inclusão digital na área
de Ciência da Informação.
A popularização do uso do laptop entre as crianças por meio do PROUCA
trará, a médio e longo prazo, impacto não apenas no nível de qualidade do ensino,
mas também na economia, no setor produtivo, na saúde e na prestação de serviços
públicos. Irá acelerar o processo de inserção do Brasil na Sociedade do
Conhecimento, que já caminha em ritmo acelerado. Finalizando, a implantação do
PROUCA nas escolas cria um importante espaço de desenvolvimento de
competência em informação favorecido pela inclusão digital da comunidade escolar.

Abstract:
Investigates the conceptual relationship between the thematic digital inclusion
information literacy, with operating locus of the research Projeto Um Computador Por
Aluno (PROUCA) at Ceará State. It is based on studies conducted within the
Information Science and his research on contemporary information society,
characterized by the strong presence of digital technologies of information and
communication, resulting in a network society, which can be both inclusive and
exclusive. The access to technology can develop in individuals linked to the technical
competence to manage the technology and ability to integrate technology into daily
chores. To be digital inclusion, it is necessary the development of competence in
information relating to the handling of various resources and information
technologies, knowledge about the various sources of information, recognition
information needs and knowledge access, evaluate and acquire the information
retrieved.
Keywords: Information literacy. Digital inclusion.
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                <text>Florianópolis/SC</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Competência em informação e inclusão digital: interseções conceituais</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Raimundo Nonato Ribeiro dos Santos</text>
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              <text>Isa Maria Freire</text>
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              <text>Júlio Afonso Sá de Pinho Neto</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>FEBAB</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2013</text>
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          <name>Subject</name>
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            <elementText elementTextId="28953">
              <text>Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da informação - Trabalho científico</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Investiga as relações conceituais entre as temáticas inclusão digital e competência em informação, com lócus operacional da pesquisa o Projeto Um Computador Por Aluno (PROUCA) no Estado do Ceará. Baseia-se nos estudos desenvolvidos no âmbito da Ciência da Informação e suas pesquisas sobre a contemporânea sociedade da informação, caracterizada pela presença marcante das tecnologias digitais da informação e comunicação, resultando numa sociedade em rede, que pode ser tanto includente como excludente. O acesso às tecnologias pode desenvolver nos indivíduos competência ligadas à capacidade técnica de manejar essa tecnologia, bem como capacidade de integrar a tecnologia aos afazeres cotidianos. Para haver a inclusão digital, é necessário o desenvolvimento de competência em informação, relativas ao manuseio dos diversos recursos e tecnologias informacionais, conhecimentos sobre as diversas fontes de informação existentes, reconhecimento de necessidades informacionais e saber acessar, avaliar e apropriar as informações recuperadas.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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      <name>cbbd2013</name>
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