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                  <text>Bacharelado em Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio
Grande – FURG: delineando parâmetros para uma avaliação

Rodrigo Aquino de Carvalho (FURG) - racfurg@gmail.com
Francieli Ariane Lehnen Muck (FURG) - francieli.muck@hotmail.com
Sabrina Simões Correa (FURG) - sabrina.s.correa@hotmail.com
Resumo:
A avaliação contínua é indispensável para aferir qualidade aos processos de formação
desenvolvidos no âmbito de Instituições de Ensino Superior - IES. O tema do trabalho é a
identificação de critérios para avaliação do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal
do Rio Grande – FURG. O objetivo geral é delinear parâmetros para a avaliação do curso. Os
objetivos específicos são: levantar informações de aspectos acadêmicos e estruturais da
trajetória do curso; e identificar metodologias e/ou critérios de avaliação do Sistema Nacional
de Avaliação da Educação Superior – SINAES. A pesquisa é classificada como exploratória,
utilizando os métodos documental e bibliográfico para levantamento dos dados. O
levantamento de informações sobre o curso mostrou que quatro currículos diferentes formam
sua trajetória pedagógica, sendo que o penúltimo entrou em vigor em 2000 e o atual em 2007.
Foram formados 611 bacharéis em biblioteconomia entre os anos 1977 e 2012. O instrumento
de avaliação externa do SINAES oferece subsídios para o delineamento dos critérios buscados
nesta pesquisa, apresentando indicadores em três vertentes: organização didático-pedagógica,
corpo docente, discente e técnico-administrativo e instalações físicas. Conclui-se que os
instrumentos de coleta de dados, para o andamento da pesquisa da qual esse trabalho faz
parte, deverão levar em consideração os dois últimos e distintos currículos do curso, pois a
avaliação proposta enfocará o período de 2003 a 2011. Os critérios do SINAES não levam em
conta o egresso e o mercado de trabalho, mas entende-se que esses itens devem ser
considerados nesta pesquisa.
Palavras-chave: Bacharelado em Biblioteconomia
graduação. Ensino Superior.

da

FURG.

Avaliação

de

curso

de

Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Bacharelado em Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande –
FURG: delineando parâmetros para uma avaliação1
Resumo: A avaliação contínua é indispensável para aferir qualidade aos processos
de formação desenvolvidos no âmbito de Instituições de Ensino Superior - IES. O
tema do trabalho é a identificação de critérios para avaliação do Curso de
Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande – FURG. O objetivo geral é
delinear parâmetros para a avaliação do curso. Os objetivos específicos são:
levantar informações de aspectos acadêmicos e estruturais da trajetória do curso; e
identificar metodologias e/ou critérios de avaliação do Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior – SINAES. A pesquisa é classificada como
exploratória, utilizando os métodos documental e bibliográfico para levantamento
dos dados. O levantamento de informações sobre o curso mostrou que quatro
currículos diferentes formam sua trajetória pedagógica, sendo que o penúltimo
entrou em vigor em 2000 e o atual em 2007. Foram formados 611 bacharéis em
biblioteconomia entre os anos 1977 e 2012. O instrumento de avaliação externa do
SINAES oferece subsídios para o delineamento dos critérios buscados nesta
pesquisa, apresentando indicadores em três vertentes: organização didáticopedagógica, corpo docente, discente e técnico-administrativo e instalações físicas.
Conclui-se que os instrumentos de coleta de dados, para o andamento da pesquisa
da qual esse trabalho faz parte, deverão levar em consideração os dois últimos e
distintos currículos do curso, pois a avaliação proposta enfocará o período de 2003 a
2011. Os critérios do SINAES não levam em conta o egresso e o mercado de
trabalho, mas entende-se que esses itens devem ser considerados nesta pesquisa.
Palavras-chave: Bacharelado em Biblioteconomia da FURG. Avaliação de curso de
graduação. Ensino Superior.
Área Temática: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação. (Formação dos profissionais da informação).
1 INTRODUÇÃO
A avaliação dos cursos de graduação é uma prática necessária que deve ser
realizada de maneira contínua e sistemática, seja por instituições externas, pela
universidade ou pelo próprio curso. O currículo, as atividades extracurriculares, a
infraestrutura, o corpo docente e discente e o mercado de trabalho são elementos
que fazem parte de um curso ou de seu contexto e que devem ser avaliados.
A avaliação oportuniza o aperfeiçoamento do que está sendo avaliado e por
decorrência possibilita transformações plausíveis. Neste contexto, cabe a cada
Instituição de Ensino Superior - IES desenvolver tal processo respeitando a
especificidade e o contexto social no qual está inserida (ALMEIDA; PINTO;
PICCOLI, 2007).
O presente trabalho tem como objetivo geral delinear parâmetros para
avaliação do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande –
1

Parte da pesquisa intitulada “Avaliação do Curso de Biblioteconomia da FURG: uma visão a partir dos
egressos, docentes, empregadores e comparação curricular”.

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
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FURG. Os objetivos específicos são:
 Levantar informações de aspectos acadêmicos e estruturais da trajetória do
Curso de Biblioteconomia da FURG; e
 Identificar metodologias e/ou critérios de avaliação do Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior – SINAES que possam auxiliar no
delineamento proposto no objetivo geral.
O método utilizado assume características das pesquisas documental e
bibliográfica. A pesquisa documental é realizada a partir da coleta de dados em
fontes primárias, que são no contexto metodológico documentos restritos, como
arquivos privados ou públicos e informações estatísticas etc. (MARCONI; LAKATOS,
2010). A pesquisa bibliográfica utiliza fontes consideradas secundárias no contexto
metodológico, pois abrange documentos tornados públicos em relação a um tema,
exemplos desse tipo de material são as “[...] publicações avulsas, boletins, jornais,
revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, material cartográfico etc. [...]”
(MARCONI; LAKATOS, 2010, p. 166). Quanto aos objetivos, a pesquisa pode ser
classificada como exploratória, pois pretende identificar elementos que deixem o
problema mais claro e familiar, indicando os caminhos da pesquisa e/ou hipóteses
(GIL, 2007).
2 SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA GRADUAÇÃO NO BRASIL
O Ensino Superior tem por missão desenvolver profissionais competentes,
capazes de influenciar no desenvolvimento sociocultural e econômico da sociedade.
A Lei nº 9.394/96 denominada Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional –
LDB (RANIERI, 2000 apud CAVALCANTE, 20002) aponta no artigo 43 que o Ensino
Superior tem por finalidade promover o estímulo ao desenvolvimento científico, bem
como a divulgação cultural e científica através do trabalho de pesquisa, permitindo
ao homem a compreensão de si e do meio em que vive. O Ensino Superior forma
diplomados em diferentes áreas do conhecimento, aptos para inclusão no mercado
de trabalho, prestando serviços especializados à sociedade e estabelecendo uma
relação de reciprocidade com a mesma.
Neste contexto, são delineados padrões de qualidade para o alcance destes
objetivos, considerando ensino de qualidade aquele que: a) estabelece relação entre
os conteúdos previstos nos planos curriculares e o domínio destes por parte dos
alunos; b) desenvolve a capacidade técnica dos alunos para o cumprimento de suas
funções profissionais; c) promove indivíduos críticos, transformadores da realidade
social (DEMO, 20013; SANDER, 19954; SCRIVEN,19915; SAVIANI, 20016 apud
VIEBRANTZ; MOROSINI, 2009).

2

RANIERI, N. B. Educação Superior, Direito e Estado: na Lei de Diretrizes e Bases (Lei nº 9.394/96). São
Paulo: Universidade de São Paulo, Fapesp, 2000.
DEMO, P. Educação e qualidade. 6. ed. São Paulo: Papirus, 2001.
4
SANDER, B. Gestão da educação na América Latina: construção e reconstrução do conhecimento. Campinas, SP: Autores
Associados, 1995.
5
SCRIVEN, M. Evaluation thesaurus. 4. ed. Newbury Park, CA: Sage, 1991.
6
SAVIANI, D. A nova lei da educação: trajetória, limites e perspectivas. 7. ed. Campinas: Autores Associados, 2001.
3

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A avaliação contínua torna-se indispensável para aferir qualidade aos
processos de formação desenvolvidos no âmbito de IES. No Brasil, este processo
avaliativo é regulado pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior SINAES, instituído pela Lei nº 10.861 de 14 de abril de 2004, tendo por objetivo a
promoção da avaliação das IES brasileiras, dos seus respectivos cursos de
graduação, bem como, do desempenho de seus discentes. A realização destas
avaliações compete ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira - INEP, porém salienta-se que cada IES deve compor Comissão
Própria de Avaliação - CPA visando promover os processos de avaliação internos da
instituição, sistematizar e apresentar as informações requeridas pelo INEP. A
coordenação e a supervisão do SINAES são de responsabilidade da Comissão
Nacional de Avaliação da Educação Superior - CONAES (BRASIL, 2004b).
Visando identificar a legislação em vigor sobre o assunto, partiu-se para a
pesquisa documental, adotando como fonte de informação o portal Mec Legis, o qual
disponibiliza a legislação pertinente ao ensino superior brasileiro do período de 1961
a 2011. A análise ocorreu através da busca por ano, sendo que, como o SINAES foi
instituído em 2004, toda a legislação publicada a partir deste ano até o ano de 2011
foi analisada, tendo como critério de seleção a temática avaliação do ensino
superior. A relação da legislação em vigor, encontra-se abaixo no Quadro 1.
Quadro 1. Avaliação da Educação Superior: Legislação em vigor (2004 a 2011).
Legislação
Lei nº 10861 de 14 de abril de 2004
Lei nº 10870 de 19 de maio de 2004
Portaria nº 2051 de 09 de julho de 2004
Decreto nº 5773 de 09 de maio de 2006

Portaria nº 1027 de 15 de maio de 2006
Portaria normativa nº 1 de 10 de janeiro
de 2007
Portaria normativa nº 6 de 03 de abril de
2007
Portaria normativa nº 40 de 12 de
dezembro de 2007

Decreto nº 6303 de 12 de dezembro de
2007

Portaria normativa nº 4 de 05 de agosto
de 2008
Portaria nº 1081 de 29 de agosto de 2008
Portaria normativa nº 12 de 05 de
setembro de 2008
Portaria nº 1264 de 17 de outubro de
2008
Edital nº 1 de 22 de janeiro de 2009

Ementa
Institui o SINAES e dá outras providências.
Institui a Taxa de Avaliação in loco das instituições de educação superior e dos cursos
de graduação e dá outras providências.
Regulamenta os procedimentos de avaliação do SINAES, instituído na Lei nº 10.861,
de 14 de abril de 2004.
Dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de
instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e sequenciais no
sistema federal de ensino.
Dispõe sobre banco de avaliadores do SINAES, a Comissão Técnica de
Acompanhamento da Avaliação - CTAA.
Estabelece o calendário de avaliações do Ciclo Avaliativo do SINAES para o triênio
2007/2009.
Alterar os prazos para requerimento de avaliação de cursos, fixados no art. 2º da
Portaria Normativa nº 01, de 10 de janeiro de 2007.
Institui o e-MEC, sistema eletrônico de fluxo de trabalho e gerenciamento de
informações relativas aos processos de regulação, avaliação e supervisão da educação
superior no sistema federal de educação, e o Cadastro e-MEC de Instituições e Cursos
Superiores e consolida disposições sobre indicadores de qualidade, banco de
avaliadores (Basis) e o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes - ENADE e
outras disposições.
Altera dispositivos dos Decretos nos 5.622, de 19 de dezembro de 2005, que
regulamenta o art. 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional, e 5.773, de 9 de maio de 2006, que dispõe
sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de
educação superior e cursos superiores de graduação e sequenciais no sistema federal
de ensino.
Regulamenta a aplicação do conceito preliminar de cursos superiores - CPC, para fins
dos processos de renovação de reconhecimento respectivos, no âmbito do ciclo
avaliativo do SINAES instaurado pela Portaria Normativa nº 1, de 2007.
Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação do SINAES.
Institui o Índice Geral de Cursos da Instituição de Educação Superior - IGC.
Instrumento de Avaliação Externa de Instituições de Educação Superior do SINAES.
Regulamenta os procedimentos do "regime de migração de sistemas", necessário ao
cumprimento da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal na ADIN 2501/DF,

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Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Portaria normativa nº 10 de 02 de julho
de 2009

definindo a forma com que as instituições e cursos privados que se achavam sob o
poder regulatório do sistema estadual de ensino de Minas Gerais serão submetidos ao
regramento federal, observando-se as disposições do SINAES.
Fixa critérios para dispensa de avaliação in loco e dá outras providências.

Fonte: (BRASIL 2004a, 2004b, 2004c, 2006a, 2006b, 2007a, 2007b, 2007c, 2007d, 2008a, 2008b,
2008c, 2008d, 2009a, 2009b).

Na presente pesquisa enfocamos a avaliação de curso e de desempenho do
estudante. A avaliação dos cursos de graduação ocorre através de distintos
processos, dentre os quais destaca-se as visitas realizadas por comissões de
especialistas. A avaliação de cursos visa “[...] identificar as condições de ensino
oferecidas aos estudantes, em especial as relativas ao perfil do corpo docente, às
instalações físicas e à organização didático-pedagógica” (BRASIL, 2004b, p. 3). O
Instrumento de Avaliação de Cursos foi aprovado pela Portaria nº 1.081, de 29 de
agosto de 2008. Neste instrumento são apresentados como indicadores de
avaliação (BRASIL, 2008a):
7

Quadro 2. Indicadores do SINAES para a avaliação de cursos de Graduação .
Organização
didáticopedagógica

Corpo Docente,
Discente e
Técnicoadministrativo

Instalações
físicas

- Implementação das políticas institucionais constantes no Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI,
no âmbito do curso;
- Funcionamento de instância(s) coletiva(s) de deliberação e discussão de questões inerentes ao
desenvolvimento e qualificação do curso;
- Coerência do Projeto Pedagógico de Curso – PPC e do currículo com as Diretrizes Curriculares
Nacionais;
- Adequação e atualização das ementas, programas e bibliografias dos componentes curriculares,
considerando o perfil do egresso;
- Adequação dos recursos materiais específicos do curso (laboratórios e instalações específicas,
equipamentos e materiais) com a proposta curricular;
- Coerência dos procedimentos de ensino-aprendizagem com a concepção do curso;
- Atividades acadêmicas articuladas à formação: a) prática profissional e/ou estágio (NSA); b) trabalho de
conclusão de curso – TCC (NSA); c) atividades complementares e estratégias de flexibilização curricular;
- Ações implementadas em função dos processos de auto- avaliação e de avaliação externa (ENADE e
outros).
- Formação acadêmica, experiência e dedicação do coordenador à administração e à condução do curso;
- Caracterização (tempo de dedicação e de permanência sem interrupção), composição e titulação do
Núcleo Docente Estruturante – NDE;
- Titulação e experiência do corpo docente e efetiva dedicação ao curso;
- Produção de material didático ou científico do corpo docente;
- Adequação da formação e experiência profissional do corpo técnico e administrativo.
- Espaços físicos utilizados no desenvolvimento do curso;
- Tipologia e quantidade de ambientes/laboratórios de acordo com a proposta do curso;
- Livros - Bibliografia Básica;
- Livros - Bibliografia Complementar;
- Periódicos, bases de dados específicas, revistas e acervo em multimídia.

Fonte: Adaptado de Brasil, 2008a, p.56.

Os resultados obtidos na avaliação de curso são convertidos em um conceito,
que varia em uma escala de um a cinco, culminando em notas referentes a toda a
avaliação e a cada dimensão específica (BRASIL, 2004b).
A avaliação do desempenho dos discentes ocorre através do ENADE. Este
exame é aplicado periodicamente, sendo proibida a ocorrência de intervalo superior
a três anos entre uma aplicação e outra para determinado curso. Os discentes
participantes devem estar cursando o fim do primeiro e do último ano de curso. Os
7

Foram excluídos os indicadores para Educação a Distância – EaD.

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resultados obtidos no ENADE, assim como nas avaliações de curso e de IES, serão
expressos por conceitos (BRASIL, 2004b).
O ENADE aferirá o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos
programáticos previstos nas diretrizes curriculares do respectivo curso de
graduação, suas habilidades para ajustamento às exigências decorrentes da
evolução do conhecimento e suas competências para compreender temas
exteriores ao âmbito específico de sua profissão, ligados à realidade
brasileira e mundial e a outras áreas do conhecimento (BRASIL, 2004b, p. 3).

Os resultados obtidos pelas IES e seus cursos são disponibilizados
publicamente, sendo que os resultados insatisfatórios imputam o desenvolvimento
de um protocolo de compromisso entre a respectiva IES e o MEC (BRASIL, 2004b).
3 O CURSO DE BIBLIOTECONOMIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
GRANDE – FURG
A autorização para o funcionamento da Graduação em Biblioteconomia da
FURG ocorreu no dia 20 de agosto de 1974 através do Conselho de Ensino,
Pesquisa e Extensão da universidade (CABERLON, 2001). Entre as justificativas,
para a criação do referido curso, cita-se o atendimento das demandas de municípios
localizados no interior do estado, bem como as da própria universidade, que na
época havia sido criada recentemente (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
GRANDE, 2006). A necessidade de instituírem-se novos campos educacionais
também é utilizada como justificativa (FURG, 19748 apud CABERLON, 2001).
A primeira estrutura curricular do curso, aplicada a partir da turma ingressante
em 1975 e formada em 1977, era composta por um ciclo de formação profissional e
um ciclo de prática, sendo o primeiro constituído de 6 semestres e o segundo de
300 horas de estágio probatório. O estágio poderia ser realizado durante ou após a
conclusão do ciclo de formação profissional. As disciplinas técnicas correspondiam a
79% do currículo, o que imputa por decorrência a consolidação do modelo técnico
norte americano (CABERLON, 2001). Quanto ao primeiro currículo do Curso de
Biblioteconomia da FURG, Caberlon (2001, p. 164) afirma que:
[...] ao lado de tímidas introduções à História da Literatura (Luso-brasileira e
estrangeira), História da Arte, Evolução do Pensamento Filosófico e
Científico e Estudos Sócio-Históricos, as demais matérias [...] distribuíam-se
em Organização e Administração de Bibliotecas, Catalogação e
Classificação, Bibliografia e Referência, Documentação, Paleografia e
História do Livro e das Bibliotecas.

As disciplinas técnicas eram ministradas por técnicos em Biblioteconomia e
Documentação, sendo que entre os primeiros docentes estão três egressas da
Biblioteconomia da UFRGS. As disciplinas de cultura geral eram desenvolvidas por
docentes vinculados a outras áreas de ensino na universidade. A Biblioteca Central
era utilizada para atividades de estágio (JORNAL RIO GRANDE, 3 set., 1974 9 apud
CABERLON, 2001).
8
9

FURG. Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. Ata n. 11/74. Rio Grande: 1974.
JORNAL RIO GRANDE. Rio Grande, 3 set. 1974.

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Entre as recomendações apresentadas pela comissão verificadora do MEC,
para a melhoria da Graduação em Biblioteconomia, no processo de reconhecimento
do curso em 1977 estavam: efetuar uma melhor distribuição da carga horária entre
as disciplinas técnicas e as culturais, aquisição de literatura da área através de
critérios pré-definidos, incentivo ao uso da biblioteca, atualização dos professores e
estímulo à realização de pesquisa pelos acadêmicos (BRASIL, 197710 apud
CABERLON, 2001). Salientasse que o reconhecimento oficial ocorre em 1978 pelo
Decreto n° 81.655 (CABERLON, 2001).
Na década de 1980, o curso adotaria uma nova grade curricular, ressalta-se
que os documentos apresentam divergências quanto à data exata. Segundo o atual
PPP do curso (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE, 2006), o currículo em
questão teria entrado em vigor no ano de 1983 perdurando sem alterações até 2000.
Segundo Caberlon (2001), com base na Deliberação 014/84 do Coepe, o Curso de
Biblioteconomia da FURG, adota em 1984, sua nova grade curricular, denominada
de Quadro de Sequência Lógica - QSL. O Sistema de informações acadêmicas da
universidade, em contrapartida, apresenta o currículo como se o mesmo estivesse
em vigor a partir do ano de 1985 (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE,
2013). Neste currículo 11,63% das disciplinas correspondem a disciplinas de
fundamentação geral, 23,25% a disciplinas instrumentais e 65,12% a disciplinas
profissionalizantes. É importante salientar que este QSL foi construído com base nos
parâmetros mínimos de conteúdo e duração de curso estipulados pelo Conselho
Federal de Educação - CFE (CABERLON, 2001). O QSL do segundo currículo do
curso esta sistematizado no Quadro 3, na próxima página.
O curso, com base neste currículo passa a ter por objetivo a formação de
profissionais “[...] com competência para planejar, organizar, administrar,
supervisionar, assessorar e/ou executar serviços de controle, registro e
disseminação de todo o material documental existente e da informação nele contida”
(FURG, 198411, p.1 apud CABERLON, 2001, p. 165).
Traçando um comparativo entre os dois currículos, o que se evidencia é que
as disciplinas optativas do primeiro currículo, em grande parte, tornaram-se
obrigatórias no segundo currículo. Quanto às disciplinas de catalogação e
classificação percebe-se um aumento na carga horária. O tempo para conclusão do
curso também sofreu alterações, sendo ampliado de três, para quatro anos e, por
último, as atividades de estágio foram transformadas em disciplina (CABERLON,
2001).
No ano de 2000 uma nova alteração é feita no currículo (UNIVERSIDADE
FEDERAL DO RIO GRANDE, 2006). Segundo Caberlon (2001), este currículo
entraria em vigor a partir do primeiro semestre de 2001, apresentando mudanças
parciais em relação ao que o antecedeu. Segue o currículo no Quadro 3.
Quadro 3. Distribuição dos currículos dos anos de 1985 e 2000.
DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

10

BRASIL. Ministério de Educação e Cultura. Conselho Federal de Educação. Reconhecimento dos cursos de Biblioteconomia
e de Formação Pedagógica - Esquema I, da Universidade do Rio Grande. Parecer 2.302/77. Relator: Luiz Ferreira Martins, 29
ago. 1977. Documenta, Brasília, n. 202, p. 205-208, set. 1977.
11
FURG. Comissão de Curso de Biblioteconomia. Processo de reformulação curricular. Rio Grande, 1984.

�1º AO 4º ANO

4º ANO

3º ANO

2º ANO

1º ANO

XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

2º Currículo - 1985
Administração Aplicada a Biblioteconomia
Evolução do Pensamento Filosófico
Evolução dos Livros e Bibliotecas
Fundamentos da Comunicação Linguística
História da Arte
Inglês Básico I
Introdução a Biblioteconomia
Introdução a História do Brasil Contemporâneo
Introdução a Metodologia Científica
Língua e Linguagem
Língua Inglesa Instrumental III
Lógica
Sociologia I
Catalogação I
Catalogação II
Classificação I
Classificação II
Documentação
Estatística Descritiva
Formação e Desenvolvimento de Coleções
Introdução a Documentação
Literatura I

3º Currículo – 2000
Administração Aplicada a Biblioteconomia
Evolução do Pensamento Filosófico e Científico
Evolução dos Livros e Bibliotecas
Fundamentos da Comunicação Linguística
História da Arte
Inglês Básico I
Introdução a Biblioteconomia
Introdução à Computação
Introdução a História do Brasil Contemporâneo
Introdução a Metodologia Científica
Língua e Linguagem
Língua Inglesa Instrumental III
Lógica
Sociologia I
Automação Aplicada a Biblioteconomia
Documentação
Estatística Descritiva
Estudo do Usuário
Formação e Desenvolvimento de Coleções
Normalização Bibliográfica I
Normalização Bibliográfica II
Organização de Bibliotecas
Princípios e Fundamentos de Representação Temática

Métodos e Técnicas de Pesquisa Bibliográfica I

Relações Humanas

Métodos e Técnicas de Pesquisa Bibliográfica II
Organização de Bibliotecas
Catalogação III
Classificação III
Classificação IV
Fontes de Informação Bibliográfica

Representação Descritiva I

Fontes de Informação Bibliográfica Especializada
Indexação
Introdução a computação
Literatura II
Organização de Materiais não convencionais
Referência
Reprografia

Gerenciamento de Bases de Dados

Representação Descritiva II
Controle de Vocabulário I
Controle de Vocabulário II
Fontes de Informação Bibliográficas I
Fontes de Informação Bibliográficas II
Informação Virtual
Literatura I
Literatura II
Organização de Materiais não convencionais
Representação Descritiva III
Representação Temática I

Sistemas Nacionais e Internacionais de Informação Representação Temática II
Classificação V
Bibliotecas Escolares
Estudo do Usuário
Planejamento Bibliotecário
Planejamento Bibliotecário
Prática em Biblioteca
Prática em Biblioteca
Referência
Relações Humanas
Tópicos Especiais em Biblioteconomia e Ciência da Informação
Técnicas de Arquivo
DISCIPLINAS OPTATIVAS
Automação Aplicada a Biblioteconomia
Informação e Meio Ambiente
Bibliotecas Escolares
Língua Francesa Instrumental I
Língua Francesa Instrumental I
Língua Francesa Instrumental II
Língua Francesa Instrumental II
Paleografia
Paleografia
Pesquisa em Biblioteconomia
Pesquisa em Biblioteconomia
Técnicas de Arquivo
Técnicas de Marketing em Bibliotecas
Técnicas de Marketing em Bibliotecas

Fonte: Universidade Federal do Rio Grande, 2013.

As mudanças no currículo proporcionaram à atualização dos conteúdos
instrumentais, porém apresentaram limitações em relação à dinâmica social, pois a
mesma está em constante mutação (CABERLON, 2001).

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Em 2007, ocorre uma nova reforma no Projeto Político Pedagógico - PPP do
Curso de Biblioteconomia da FURG (SILVEIRA; GONÇALVES, 2001). O PPP
constitui-se como um referencial orientador do curso em questão, determinando a
missão, a organização didático-pedagógica e os resultados a serem alcançados pelo
mesmo. É importante ressaltar que a construção do PPP tornou-se indispensável,
principalmente em decorrência das Diretrizes Curriculares estabelecidas pelo CNE
para os Cursos de Biblioteconomia no ano de 2002, bem como pelo PPP da FURG
aprovado em 2004 (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE, 2006).
A missão do curso caracteriza-se pela promoção da educação plena,
proporcionando uma formação geral técnica e humanística, despertando no discente
criatividade e espírito crítico, além de incentivar a investigação científica e
oportunizar acesso ao conhecimento (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
GRANDE, 2006).
Entre os princípios empregados no atual PPP do curso, cita-se o de
flexibilidade e de transversalidade, desta forma o curso adotaria ênfases. Sendo
que, o discente ao efetuar a matrícula no 2º período escolheria a ênfase de acordo
com suas preferências pessoais, esta escolha lhe imporia um bloco de disciplinas
em caráter obrigatório e outro optativo, o qual complementaria o primeiro bloco.
Além de cursar as disciplinas o aluno proporia atividades complementares, e
realizaria os estágios e as disciplinas de prática profissional de acordo com a ênfase
escolhida. Na atualidade, tem-se apenas a disposição dos alunos a ênfase:
“Informação Cultural, Científica e Tecnológica”, fato justificado por limitações da
instituição, como por exemplo, a falta de disponibilidade de professores efetivos na
área de Biblioteconomia. Esta ênfase prepara os alunos para a atuação em
unidades de informação cujo foco seja a cultura, a ciência e a tecnologia. Outros
pontos que merecem destaque no currículo são: a redução dos pré-requisitos e a
indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão (UNIVERSIDADE
FEDERAL DO RIO GRANDE, 2006).
O PPP estabelece que os professores devem seguir as proposições da
Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, da UNESCO,
preparando os futuros profissionais bibliotecários a “[...] aprender a viver junto,
aprender a conhecer, aprender a fazer e aprender a ser” (UNIVERSIDADE
FEDERAL DO RIO GRANDE, 2006, p. 15).
As disciplinas deste currículo distribuem-se em: obrigatórias do núcleo
comum, obrigatórias por ênfase e optativas. Ressalta-se que as disciplinas
específicas da Biblioteconomia, independentemente se obrigatórias ou optativas,
subdividem-se em quatro áreas temáticas: 1) Fundamentos Teórico-Metodológicos
da Biblioteconomia e Ciência da Informação; 2) Organização e Tratamento da
Informação; 3) Recursos e Serviços de Informação; e 4) Gestão da Informação
(UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE, 2006).
Para obtenção do grau de Bacharel em Biblioteconomia, o educando deverá
cumprir uma carga horária mínima de 3.000 horas-aula e carga horária
máxima de 3.260 horas-aula de atividades pedagógicas, assim distribuída:
a) disciplinas obrigatórias (1.815 horas-aula);
b) disciplinas optativas (mínimo de 690 horas-aula);

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

c) atividades complementares (máximo de 260 horas-aula);
d) estágios e práticas curriculares (360 horas-aula);
e) Trabalho de Conclusão de Curso (135 horas-aula) (UNIVERSIDADE
FEDERAL DO RIO GRANDE, 2006, p. 24).

O egresso do curso, independentemente da ênfase escolhida no momento da
graduação, deverá apresentar competências em comunicação e expressão, bem
como competências técnico-científicas, gerenciais, sociais e políticas
(UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE, 2006).
O atual PPP do curso prevê a prática de avaliação da Graduação em
Biblioteconomia desta IES, que será desenvolvida conforme as proposições da auto
avaliação regulada pelo SINAES. Estão previstas as seguintes etapas de avaliação:
investigação do nível de satisfação discente, avaliação da atuação docente realizada
através das percepções dos acadêmicos, acompanhamento do percurso profissional
dos bibliotecários formados nesta universidade e avaliação das instalações físicas
da instituição (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE, 2006). O currículo
implantado em 2007 está sistematizado no Quadro 4.
Quadro 4. Atual currículo do Curso de Biblioteconomia da FURG.

3º Ano
4º Ano

3º Ano

2º Ano

2º Ano

1º Ano

1º Ano

4º CURRÍCULO – 2007
Disciplinas obrigatórias
Disciplinas optativas
Administração Aplicada à Biblioteconomia
Libras
Brasil Contemporâneo: Sociedade, Cultura, Economia e
Política
Estatística Descritiva
Evolução da Cultura e dos Registros do Conhecimento
Filosofia e Ciência: Visão Histórica
Fundamentos da Biblioteconomia e Ciência da Informação
Ação Cultural: Teoria e Prática
Fundamentos de Representação Descritiva
História da Leitura
Fundamentos de Representação Temática
Inglês Instrumental: Expressão Oral
História da Arte
Leitura Documentária
Introdução à Lógica
Marketing Aplicado à Unidades e Serviços de
Informação
Normalização da Produção Intelectual
Marketing em Sistemas de Informação
Organização do Conhecimento
Planejamento de Unidades e Serviços de Informação
Princípios de Ecologia
Produção Textual
Psicologia Social
Análise de Softwares para Unidades e Serviços de
Fontes de Informação em Ciência e Tecnologia
Informação
Bancos de Dados Documentários
Formatos Internacionais de Dados Bibliográficos
Ciência e Tecnologia: Aspectos Sociais, Políticos e
Gestão da Informação
Econômicos
Desenvolvimento de Coleções e Repositórios
Gestão de Arquivos
Gestão de Multimeios
Introdução à Arquivística
Indexação: Teoria e Prática
Língua Espanhola Instrumental I
Inglês Instrumental: Leitura
Modelagem e Decisão
Introdução à Sociologia
Tesauros e Ontologia
Introdução aos Estudos Literários: Visão Histórica
Tópicos Especiais em Organização do
Conhecimento
Metodologia da Pesquisa em Ciência da Informação I
Tópicos Especiais em Representação Descritiva
Metodologia da Pesquisa em Ciência da Informação II
Organização de Unidades e Serviços de Informação
Representação Descritiva I
Representação Descritiva II
Sistemas de Classificação: Teoria e Prática
Bibliotecas Escolares
Comunicação Científica
Bibliotecas Públicas, Comunitárias e Alternativas
Empreendedorismo e Ciência da Informação
Desenvolvimento de Portais para Unidades e Serviços de
Fontes de Informação em Ciências da Saúde
Informação

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

4º Ano

Editoração Impressa e Eletrônica

Fontes de Informação em Humanidades e Ciências
Sociais
Fontes de Informação em Meio Ambiente
Gestão da Informação em Redes de Computadores
Língua Francesa Instrumental I
Língua Francesa Instrumental II
Oficina de Leitura
Oficina de Referência
Prática em Representação Descritiva
Seminário de Leitura
Semiótica e Ciência da Informação
Sistemas de Informação nas Organizações
Tópicos Especiais em Informação Científica,
Tecnológica e Empresarial

Estudo de Uso e Usuários de Informação
Literatura Brasileira: Visão Histórica
Literatura Sul-Rio-Grandense: Visão Histórica
Prática Profissional I
Prática Profissional II
Serviço de Referência Presencial e à Distância
Estágio Curricular
Prática Profissional III
Projeto de Estágio Curricular
Trabalho de Conclusão de Curso I
Trabalho de Conclusão de Curso II

Fonte: Universidade Federal do Rio Grande, 2013.

As mudanças apresentadas em relação aos currículos anteriores são
significativas, principalmente pela inclusão do “Trabalho de Conclusão de Curso”,
pela ampliação das disciplinas optativas, permitindo aos discentes o
desenvolvimento de sua formação com mais opções, e pelo aumento de disciplinas
de formação geral e tecnológica.
Nesses 38 anos do Curso de Bacharelado em Biblioteconomia da FURG,
além da diversidade nos aspectos pedagógicos há também informações importantes
referentes ao corpo discente que devem ser consideradas. A Tabela 1 mostra
números relativos aos ingressantes, por ano de entrada, gênero e faixa etária.
Tabela 1. Distribuição dos ingressantes por faixa etária e gênero.
&lt;19

19-24

25-29

30-34

35-39

40-44

45-49

5054

5559

6064

&gt;65

Total

M

F

M

F

M

F

M

F

M

F

M

F

M

F

M F M F M F M F

M

F

G

1975
1976

-

1
1

-

14
1

-

1
2

-

3
3

1
-

4
-

1

2
-

-

1
-

-

-

-

-

-

-

-

-

1
1

26
7

27
8

1977
1978
1979
1980

1

4
4
7

2
1

4
5
9
7

-

3
2
2
4

-

1
2
1
2

1
-

1
1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

1
2
2

8
13
17
21

8
14
19
23

1981
1982
1983
1984

3
1

2
3
1
5

3
1
4

12
10
4
11

1

3
1
1
6

2
-

3
1
2
1

-

1
1

-

1
1

-

1
-

-

-

-

-

-

-

-

-

3
6
6

21
17
8
25

21
20
14
31

1985
1986
1987
1988

1
-

2
1
-

2
1
2
2

12
14
14
10

1
1

2
7
3
7

1
-

1
3
6
5

1
-

4
1
5

-

1
1

1
1

1
1

1
-

-

-

-

-

-

-

-

5
1
5
4

22
24
26
29

27
25
31
33

1989
1990
1991
1992

1
1
1
-

4
5
3

3
2
2
3

9
6
6
6

2
2
-

5
7
2
2

1
2

2
3
4
2

1
1
1
2

3
4
1

1
-

1
1
1
2

-

1

- - - 1
1 -

-

1
-

-

1

-

-

8
5
6
8

21
20
24
18

29
25
30
26

1993
1994
1995
1996

-

4
2
1
6

8
1
2

7
4
7
12

4
1
1
-

5
3
8
4

2
-

3
6
7
-

1
1
-

5
2
5
3

1
1

1
1
2
2

1
-

1
1

-

2

-

1
1

-

-

1
-

-

5
12
5
3

25
19
31
31

30
31
36
34

1997
1998
1999
2000

1
-

3
3
6
3

2
1
2

10
8
7
14

1
1
1
1

3
7
4
-

-

6
3
2
4

-

1
1
1
1

-

2
1
3
-

-

1
1
-

-

-

-

-

-

-

-

-

4
1
2
3

26
24
23
22

30
25
25
25

2001
2002

1

7
6

2
5

16
13

1

5
3

2

6
1

-

1
-

-

1
1

-

-

- 1 1

-

-

-

-

-

-

2
10

36
25

38
35

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

2003
2004
2005
2006

1

2
4
1
7

2
1
9
4

19
22
18
14

2
1

5
3
3
6

1
1
1

3
1
3
-

-

2
1
-

-

2
1

-

1
1
-

-

1
-

-

-

-

-

-

-

5
2
9
7

33
33
26
28

38
35
35
35

2007
2008
2009
2010

2
1
-

3
8
6
5

8
3
3

10
16
17
13

2
2
1
1

4
8
5
11

1
1
2
-

6
1
5
3

1
1
3
1

1
1
2
5

1

2
3
5
1

1

1
2

-

-

-

1
2

-

-

-

-

14
7
7
7

26
37
42
42

40
44
49
49

2011
2012

2
3

5
6

5

8
18

3
1

6
4

2
-

3
3

1

2
3

2
-

3
1

-

4
4

-

1

-

-

-

-

-

-

9
10

31
40

40
50

Total

20

131

86

407

31

157

19

111

17 63

7

43

4

22

3

6

0

6

0

1

1

0

188

947

1135

Legenda: M = masculino; F = feminino; G = total geral

Fonte: Universidade Federal do Rio Grande, 2013.

Pode ser observado que o perfil do ingressante é predominante do sexo
feminino (n=947) com idade entre &lt;19 e 29 anos (=832). Essas informações podem
ser cruzadas com os dados de evasão escolar, formados e matriculados ativos, que
são indicados na Tabela 2 e Tabela 3.
Tabela 2. Distribuição de ingressantes e evasão por ano de ingresso e formados gênero.
Formados pelo ano
de ingresso
Nº
%

Ano

Ingressantes

1975

27

27

1976

8

Evadidos

Matriculados
ativos
Nº
%

Nº

%

100,00

0

0,00

-

8

100,00

0

0,00

Formados por gênero
Mas.

Fem.

Total

-

NA

NA

NA

-

-

NA

NA

NA

1977

8

8

100,00

0

0,00

-

-

1

15

16

1978

14

13

92,90

1

7,10

-

-

-

11

11

1979

19

17

89,50

2

10,50

-

-

1

5

6

1980

23

21

91,30

2

8,70

-

-

-

14

14

1981

21

16

76,20

5

23,80

-

-

2

17

19

1982

20

12

60,00

8

40,00

-

-

1

17

18

1983

14

5

35,70

9

64,30

-

-

1

14

15

1984

31

17

54,80

14

45,20

-

-

-

11

11

1985

27

6

22,20

21

77,80

-

-

1

8

9

1986

25

6

24,00

19

76,00

-

-

4

16

20

1987

31

10

32,30

21

67,70

-

-

-

3

3

1988

35

6

17,10

29

82,90

-

-

-

3

3

1989

29

9

31,00

20

69,00

-

-

-

1

1

1990

25

14

56,00

11

44,00

-

-

1

7

8

1991

30

20

66,70

10

33,30

-

-

-

8

8

1992

27

10

37,00

17

63,00

-

-

1

6

7

1993

31

18

58,10

13

41,90

-

-

2

15

17

1994

31

16

51,60

15

48,40

-

-

-

15

15

1995

36

21

58,30

15

41,70

-

-

1

19

20

1996

34

19

55,90

15

44,10

-

-

-

12

12

1997

30

25

83,30

5

16,70

-

-

2

11

13

1998

26

21

80,80

5

19,20

-

-

3

16

19

1999

25

18

72,00

7

28,00

-

-

3

20

23

2000

25

21

84,00

4

16,00

-

-

3

26

29

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

2001

38

28

73,70

10

26,30

-

-

-

23

23

2002

35

31

88,60

4

11,40

-

-

-

18

18

2003

38

28

73,70

10

26,30

-

-

3

18

21

2004

35

31

88,60

4

11,40

-

-

-

28

28

2005

35

32

91,40

3

8,60

-

-

5

24

29

2006

35

26

74,30

9

25,70

-

-

5

23

28

2007

40

25

62,50

14

35,00

1

2,5

3

32

35

2008

44

26

59,10

8

18,20

10

22,7

8

22

30

2009

49

0

-

14

28,60

35

71,4

3

25

28

2010

49

0

-

16

32,70

33

67,3

5

19

24

2011

40

0

-

9

22,50

31

77,5

3

26

29

2012

50

0

-

6

12,00

44

88

-

1

1

Total

1140

611

NA

375

NA

154

NA

62

549

611

Legenda: NA = não se aplica.

Fonte: Universidade Federal do Rio Grande, 2013.
Tabela 3. Distribuição dos motivos de evasão nos anos de 2003 a 2012.
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Total
Desligado por
5
4
8
2
9
7
7
14
11
67
abandono
Desligado por
1
2
1
1
1
3
9
transferência
Desligado por
1
1
3
3
1
9
mudança de curso
Desligado a pedido
3
1
8
12
Falecimento

-

Total

5
1
6
10
3
10
8
13
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande, 2013.

-

-

-

-

-

-

-

1

-

1

22

20

98

As tabelas mostram que a FURG formou 611 bacharéis em Biblioteconomia
em seus 38 anos de trajetória, sendo 62 do sexo masculino e 549 do sexo feminino,
perfil predominante no contexto brasileiro. Atualmente há no curso 154 alunos
matriculados, sendo um deles de 2007.
Os dados de evasão indicados mostram que 375 indivíduos desistiram do
curso, sendo que apenas nas primeiras turmas não houve desistência. Os motivos
para evasão que predominaram nos últimos 10 anos foram o “abandono” (n=67) e o
“desligamento a pedido” (n=12).
Vale salientar que determinados dados não puderam ser apresentados, sendo
alguns deles conflituosos devido a erros de inserção no sistema. Os trabalhos
futuros buscarão apresentar tanto os outros dados, como os dados divergentes.
4 DEFININDO PARÂMETROS PARA UMA AVALIAÇÃO
A partir dos elementos apresentados foram estabelecidos os parâmetros para
a avaliação do Curso de Bacharelado em Biblioteconomia da FURG.
Levando em conta os dados do SINAES, destacamos entre os indicadores
apresentados no Quadro 2: o currículo, o corpo docente e a infraestrutura. Ressaltase que estes indicadores serão contemplados na avaliação da Graduação em

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Biblioteconomia da FURG proposta por esta pesquisa. Entendemos ainda que o
egresso e o mercado de trabalho são elementos que merecem atenção e por
decorrência serão avaliados. Os discentes e os técnicos-administrativos não serão
alvos da pesquisa da qual faz parte esse trabalho.
Os elementos desdobrados nos indicadores do Quadro 2 serão utilizados
para a elaboração de instrumentos de avaliação, como o questionário por exemplo.
Há ainda outra parte da pesquisa não descrita nesse trabalho que visa identificar
metodologias de avaliação na literatura científica. Entendemos, porém que a
metodologia do SINAES constitui-se como primeira e fundamental fonte para balizar
a avaliação de qualquer curso, não somente numa situação pontual, mas no
desenvolvimento de métodos próprios para sistematizar esse importante e contínuo
processo.
Os dados levantados sobre o Curso de Biblioteconomia da FURG indicam
que dois currículos fazem parte do contexto recente desse curso, ou seja, há dois
perfis de bibliotecários formados pela universidade com impacto recente no mercado
de trabalho. Entre os anos de 2003 e 2009 (formação da primeira e última turma do
currículo anterior) 199 bibliotecários foram formados, já do atual currículo apenas 54.
Esses dados indicam que dois instrumentos de pesquisa deverão ser desenvolvidos
para os egressos e seus empregadores, respeitando o contexto curricular.
A tendência é que o instrumento de pesquisa a ser aplicado com os egressos
do currículo antigo seja elaborado com foco no mercado de trabalho e nos aspectos
gerais do curso e da educação continuada. Para os egressos do currículo atual o
instrumento vai focar os aspectos indicados pelo SINAES, especialmente o currículo,
mas também mercado de trabalho e a relação desse último com o PPP atual.
A evasão apareceu como um elemento interessante nos dados do curso
(tabelas 2 e 3), já que não era previsto no projeto de pesquisa. A ideia é desenvolver
um instrumento de coleta de dados e aplicar aos evadidos, no intuito de identificar os
reais motivos da evasão, visibilidade e aceitabilidade da profissão etc.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho sistematizou alguns elementos no delineamento de
parâmetros para desenvolver a avaliação do Curso de Biblioteconomia da FURG.
Conclui-se que os indicadores do SINAES se mostraram balizadores, mas
insuficientes para uma avaliação ampla e completa de um curso, entende-se, porém
que isso não faz parte da natureza do sistema. O mercado de trabalho e os egressos
devem ser levados em consideração na avaliação, assim como a evasão.
Quanto ao curso, as informações mostraram que o contexto da última década
é diversificado e vai exigir cuidado no desenvolvimento dos instrumentos de coleta
de dados, na análise desses dados, no que avaliar efetivamente e quem ou o que
avaliar. As informações também se mostraram confusas quanto às datas e a
diversidade de fontes, essa situação, porém parece não ser exclusiva da FURG.
Fica a sugestão para que os cursos publiquem seus dados, criando por decorrência

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dados de comparação, que permitirão o enriquecimento do ensino e da avaliação da
Biblioteconomia no Brasil.
6 REFERÊNCIAS
ALMEIDA, T. L. de; PINTO, S. S.; PICCOLI, H. C. Auto-avaliação na Fundação Universidade
Federal do Rio Grande: metodologia de avaliação. Avaliação, Campinas, v. 12, n. 3, p. 515530, set. 2007. Disponível em: &lt;http://v.gd/o74ws2&gt;. Acesso em: 19 jan. 2013.
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2006a. Disponível em: &lt;http://v.gd/paFFCT&gt;. Acesso em: 28 mar. 2013.
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2008a. Disponível em: &lt;http://v.gd/XfOtEf&gt;. Acesso em: 27 mar. 2013.
______. Portaria nº 2051 de 09 de julho de 2004. Diário Oficial da União, p. 12-13, 12 set.
2004a. Disponível em: &lt;http://v.gd/2okfRX&gt;. Acesso em: 28 mar. 2013.
______. Portaria normativa nº 1 de 10 de janeiro de 2007. Diário Oficial da União, p. 7, 11
jan. 2007a. Disponível em: &lt;http://v.gd/PaFyS9&gt;. Acesso em: 28 mar. 2013.
______. Portaria normativa nº 10 de 02 de julho de 2009. Diário Oficial da União, p. 17,
03 jul. 2009a. Disponível em: &lt;http://v.gd/aUATbS&gt;. Acesso em: 28 mar. 2013.
______. Portaria normativa nº 12 de 05 de setembro de 2008. Diário Oficial da União, p.
13, 08 set. 2008b. Disponível em: &lt;http://v.gd/1biWLJ&gt;. Acesso em: 28 mar. 2013.
______. Portaria normativa nº 4 de 05 de agosto de 2008. Diário Oficial da União, p. 15,
07 ago. 2008c. Disponível em: &lt;http://v.gd/lKPQqY&gt;. Acesso em: 28 mar. 2013.
______. Portaria normativa nº 40 de 12 de dezembro de 2007. Diário Oficial da União, p.
23-31, 29 dez. 2007b. Disponível em: &lt;http://meclegis.mec.gov.br/documento/view/id/17&gt;.
Acesso em: 28 mar. 2013.
______. Portaria normativa nº 6 de 03 de abril de 2007. Diário Oficial da União, p. 16, 04
abr. 2007c. Disponível em: &lt;http://v.gd/aYzOu9&gt;. Acesso em: 28 mar. 2013.
BRASIL. Ministério da Educação. Gabinete do Ministro. Portaria nº 1.264, de 17 de outubro
de 2008. Diário Oficial da União, p. 22, 20 out. 2008d. Disponível em:
&lt;http://meclegis.mec.gov.br/documento/view/id/22&gt;. Acesso em: 27 mar. 2013.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei
no10.861, de 14 de abril de 2004. Diário Oficial da União, p. 3, 15 abr. 2004b. Disponível
em: &lt;http://v.gd/Cf0XHB&gt;. Acesso em: 27 mar. 2013.
______. Lei nº 10870 de 19 de maio de 2004. Diário Oficial da União, p. 1, 20 mai. 2004c.
Disponível em: &lt;http://v.gd/3X8RKv&gt;. Acesso em: 28 mar. 2013.
______. Decreto nº 5773 de 09 de maio de 2006. Diário Oficial da União, p. 6, 10 mai.
2006b. Disponível em: &lt;http://v.gd/7x6Wue&gt;. Acesso em: 28 mar. 2013.
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mar. 2013.

12

Sistema de informação acessado apenas a partir do uso de número de usuário e senha, para indivíduos que
possuem relação direta com a Universidade Federal do Rio Grande – FURG (alunos, docentes, técnicos etc.)

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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Bacharelado em Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande – FURG: delineando parâmetros para uma avaliação</text>
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              <text>Francieli Ariane Lehnen Muck</text>
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              <text>Sabrina Simões Correa</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da informação - Trabalho científico</text>
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              <text>A avaliação contínua é indispensável para aferir qualidade aos processos de formação desenvolvidos no âmbito de Instituições de Ensino Superior - IES. O tema do trabalho é a identificação de critérios para avaliação do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande – FURG. O objetivo geral é delinear parâmetros para a avaliação do curso. Os objetivos específicos são: levantar informações de aspectos acadêmicos e estruturais da trajetória do curso; e identificar metodologias e/ou critérios de avaliação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES. A pesquisa é classificada como exploratória, utilizando os métodos documental e bibliográfico para levantamento dos dados. O levantamento de informações sobre o curso mostrou que quatro currículos diferentes formam sua trajetória pedagógica, sendo que o penúltimo entrou em vigor em 2000 e o atual em 2007. Foram formados 611 bacharéis em biblioteconomia entre os anos 1977 e 2012. O instrumento de avaliação externa do SINAES oferece subsídios para o delineamento dos critérios buscados nesta pesquisa, apresentando indicadores em três vertentes: organização didático-pedagógica, corpo docente, discente e técnico-administrativo e instalações físicas. Conclui-se que os instrumentos de coleta de dados, para o andamento da pesquisa da qual esse trabalho faz parte, deverão levar em consideração os dois últimos e distintos currículos do curso, pois a avaliação proposta enfocará o período de 2003 a 2011. Os critérios do SINAES não levam em conta o egresso e o mercado de trabalho, mas entende-se que esses itens devem ser considerados nesta pesquisa.</text>
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