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                  <text>Avaliação da informação científica em Bibliometria aplicada às
Ciências da Saúde

Rosemary Cristina da Silva (UNESP) - meire@btu.unesp.br
Resumo:
Atualmente o profissional da informação tem desenvolvido competências que amplia sua
atuação como a aplicação da bibliometria. Sendo assim, este estudo teve por objetivo realizar
análise bibliométrica da produção científica sobre a interface entre Bibliometria e Saúde,
disponível na base de dados Lilacs. A metodologia da pesquisa observou os seguintes passos:
revisão de literatura sobre bibliometria; coleta de dados na base de dados Lilacs; organização,
tratamento bibliométrico e análise dos dados coletados utilizando o software MS Excel.
Utilizando a expressão de busca “bibliometria” no campo assunto foram selecionados 440
registros. Como resultados foram produzidos os seguintes indicadores bibliométricos:
distribuição das publicações ao longo do tempo; tipologia dos documentos; idioma e temáticas
mais abordadas. Esses indicadores demonstram o estado da arte da produção científica
representada pela interface entre a Bibliometria e a Saúde presente na base de dados Lilacs.
Palavras-chave: Bibliometria. Indicadores bibliométricos. Avaliação da produção científica.
Saúde. Bases de dados
Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

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Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Avaliação da informação científica em Bibliometria aplicada às Ciências
da Saúde
Resumo:
Atualmente o profissional da informação tem desenvolvido competências que amplia
sua atuação como a aplicação da bibliometria. Sendo assim, este estudo teve por
objetivo realizar análise bibliométrica da produção científica sobre a interface entre
Bibliometria e Saúde, disponível na base de dados Lilacs. A metodologia da
pesquisa observou os seguintes passos: revisão de literatura sobre bibliometria;
coleta de dados na base de dados Lilacs; organização, tratamento bibliométrico e
análise dos dados coletados utilizando o software MS Excel. Utilizando a expressão
de busca “bibliometria” no campo assunto foram selecionados 440 registros. Como
resultados foram produzidos os seguintes indicadores bibliométricos: distribuição das
publicações ao longo do tempo; tipologia dos documentos; idioma e temáticas mais
abordadas. Esses indicadores demonstram o estado da arte da produção científica
representada pela interface entre a Bibliometria e a Saúde presente na base de
dados Lilacs.
Palavras-chave: Bibliometria. Indicadores bibliométricos. Avaliação da produção
científica. Saúde. Bases de dados.
Área Temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do
profissional da informação

1 INTRODUÇÃO
Uma das possibilidades de fazer avaliações da produção científica é a
utilização de métodos que permitam medir a produtividade dos pesquisadores,
grupos ou instituições de pesquisas. Para tanto, torna-se fundamental o uso de
técnicas quantitativas e qualitativas, ou mesmo uma combinação entre ambas para a
produção de indicadores que representem o estado da arte da produção científica
em estudo (PINHEIRO et al., 2012).
Para as diversas áreas do conhecimento estão sendo realizados esforços
para se quantificar os fenômenos: econometria, para a economia; sociometria, para
as ciências sociais; psicometria, para a personalidade e certas habilidades do ser
humano; e cienciometria, informetria, webmetria e bibliometria, para a produção e
difusão do conhecimento.
Nesse sentido a Ciência da Informação tende a se tornar uma área que tem
por objetivo racionalizar o uso da informação e tornar esse uso acessível ao maior
número de pessoas e de forma eficiente. O profissional bibliotecário passa a

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desenvolver competências informacionais que aliadas a esse objetivo colaboram na
aplicação da análise bibliométrica (HAYASHI et al., 2005).
Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo identificar o uso das
técnicas da bibliometria nos estudos da área da Saúde, disponibilizadas na base de
dados Lilacs, coordenada pela Bireme.
A Bireme está estabelecida no Brasil desde 1967, com o nome de Biblioteca
Regional de Medicina (o que originou a sigla BIREME) e tem o objetivo de fortalecer
e ampliar o fluxo de informação científica em saúde no Brasil e nos demais países
da América Latina e Caribe, como condição essencial para o desenvolvimento da
saúde (BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE - BVS, 2012).
O site da BVS é composto por bases de dados referências e textuais e está
organizado da seguinte maneira: bases de dados sobre ciências da saúde em geral
(LILACS, MEDLINE, SCIELO); áreas especializadas: (ADOLEC, BBO, BDENF, entre
outras); organismos internacionais: PAHO, WHOLIS.
A base de dados LILACS – Literatura Latino-Americana e do Caribe em
Ciências da Saúde é um índice bibliográfico da literatura relativa às ciências da
saúde, publicada nos países da América Latina e Caribe, a partir de 1982. Possui
mais de 500.000 mil registros bibliográficos de artigos publicados em cerca de 1.500
periódicos em ciência da saúde, das quais aproximadamente 800 são atualmente
indexadas. Também indexa outros tipos de literatura científica e técnica como teses,
monografias, livros e capítulos de livros, trabalhos apresentados em congressos ou
conferências, relatórios, publicações governamentais e de organismos internacionais
regionais. Essa base pode ser acessada para pesquisa bibliográfica no Portal Global
de BVS e os registros são também indexados no Google (BVS, 2012).
Devido ao grande número de pesquisas realizadas na área das ciências da
Saúde, torna-se evidente a necessidade de se avaliar essa produção e a bibliometria
surge como uma ferramenta que proporciona a construção de indicadores cada vez
mais confiáveis que permitem obter informações sobre o estado da arte dessa
produção científica e também a construção de evidencias científicas nessa área do
conhecimento.

2 Revisão de Literatura
Na visão de Ramírez (2009) o conhecimento, como é concebido hoje, é o
processo gradual e progressivo desenvolvido pelo homem para compreender o
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mundo e para realizar-se como indivíduo, como espécie. Cientificamente, é estudado
pela

epistemologia,

que

é

definida

como

a

teoria

do

conhecimento.

Etimologicamente, a expressão vem do grego episteme, ciência, então, por
extensão, se aceita que ela é a base do conhecimento. Sua definição formal é “um
estudo crítico do desenvolvimento, métodos e resultados da ciência”. Também pode
ser definida como “o campo do conhecimento que lida com o estudo do
conhecimento humano a partir do ponto de vista científico” (RAMÍREZ, 2009).
Nessa perspectiva de sabermos como está ocorrendo a produção do
conhecimento em nossa sociedade é que foram surgindo os métodos e técnicas que
permitiram inferir diversos tipos de avaliações sobre a produção do conhecimento. E,
na medida em que o conhecimento científico avança, torna-se necessário avaliar tal
crescimento

e

os desenvolvimentos alcançados pelas

diversas

áreas do

conhecimento.
Neste sentido, muitos investimentos estão sendo direcionados pelos
governantes de diversos países e com isso torna-se latente a necessidade de
controlar, organizar, divulgar e produzir indicadores que representem a produção
técnico-científica das unidades produtoras de conhecimento, pois o desenvolvimento
do conhecimento científico é muito rápido e dinâmico.
Bufrem e Prates (2005), chamam a atenção em relação à preocupação da
comunidade científica para o ritmo acelerado das mudanças tecnológicas, aos
elevados requerimentos para a pesquisa e à percepção generalizada de que o
conhecimento se tornou essencial para a geração de riqueza e a promoção do bemestar social.
Para tanto, torna-se fundamental o uso de técnicas quantitativas e
qualitativas, ou mesmo uma combinação entre ambas para poder avaliar o
desenvolvimento da produção científica nas diversas áreas do conhecimento.
Assim, cada vez mais as ciências têm na matemática e na estatística uma
aplicação para compreender certos fenômenos que constituem seus objetos de
estudo, temos a bibliometria como princípio analisar a atividade científica ou técnica
pelo estudo quantitativo das publicações.
O termo bibliometria foi definido pela primeira vez por Otlet, em 1934 no seu
“Traité de Documentation”, como parte da bibliografia “que se ocupa da medida ou
da quantidade aplicada ao livro”. (OTLET, 1986).
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Em 1969, Alan Pritchard sugeriu a substituição do termo “bibliografia
estatística” pelo termo Bibliometria e definiu então, como sendo aplicação de
métodos matemáticos e estatísticos de livros e outros meios de comunicação,
aconselhando sua utilização em todos os estudos que buscassem quantificar o
processo de comunicação escrita.
No mesmo ano Price definiu cienciometria como “a pesquisa quantitativa de
todas as coisas que concernem à ciência e as que estiverem ligadas ao seu nome”.
Esta interpretação da cienciometria acaba por limitá-la, na prática, à bibliometria.
(BUFREM; PRATES, 2005).
Price, em 1976, deixa claro o ponto central da bibliometria que é a utilização
de métodos quantitativos na busca por uma avaliação objetiva da produção
científica. Diz que:
[...] deixando de lado os julgamentos de valor, parece clara a
importância de se dispor de uma distribuição que nos informe sobre o
número de autores, trabalhos, países ou revistas que existem em cada
categoria de produtividade, utilidade ou o que mais desejarmos saber
(p.39).

Para Macias-Chapula (1998), a bibliometria é uma ferramenta que permite
observar o estado da ciência e da tecnologia através da produção da literatura
científica como um todo, em um determinado nível de especialização. É um meio de
situar a produção de um país em relação ao mundo, uma instituição em relação ao
seu país e, até mesmo, cientistas em relação às suas próprias comunidades.
Portanto, a bibliometria representa todos os estudos que tentam quantificar os
processos de comunicação escrita fornecendo subsídios na formulação da política
científica e tecnológica nas diferentes áreas do conhecimento.
Para a criação de indicadores bibliométricos Velho (1999) alerta sobre a
necessidade de se conhecer o cientista, seu comportamento, sua área de atuação e
o contexto em que desenvolve o seu trabalho, pois estes fatores exercem papel
determinante nos padrões de citação da ciência.
As pesquisas mostram uma multiplicidade na produção que releva o interesse
pela abordagem bibliométrica por várias áreas do conhecimento, ensejando análises
sobre a interdisciplinaridade entre ciência da informação e outros campos de
conhecimento.
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Alguns estudos demonstram essa interdisciplinaridade como Ragghianti et al.
(2006) analisaram a produção científica brasileira, argentina, chilena, paraguaia e
uruguaia em Oftalmologia e Ciências da Visão, relativa a um período de 10 anos
para conhecer a evolução e tendências nesse campo de investigação; Reveles e
Takashashi (2007), que objetivou identificar a produção científica sobre orientação
ao ostomizado nos bancos de dados DEDALUS, bases de dados LILACS e
MEDLINE; Ravelli et al. (2009) cujo objetivo foi mapear os artigos originais sobre
enfermagem e envelhecimento na base de dados SciELO, Brasil; Pinheiro et al.
(2012) realizaram análise bibliométrica da produção científica sobre avaliação da
visão em crianças disponível na base de dados Lilacs, entre outros estudos.
As bases de dados bibliográficas são amostras representativas da atividade
de publicação em qualquer campo do conhecimento. No entanto, atualmente os
estudos bibliometricos e cientometricos não estão limitados a fontes tradicionais de
informação, mas abrangem os recursos digitais e a web (SILVA, HAYASHI;
HAYASHI, 2011).
É possível então concluir que são várias as áreas do conhecimento que tem
se apropriado de métodos e técnicas bibliométricas resultando em trabalhos que
incidem sobre: a produtividade de autores; a obsolescência da literatura, as frentes
de pesquisa e a análise de periódicos de um campo científico.
No que se refere às bases de dados essa abordagem interdisciplinar permite
não somente controlar e disseminar a literatura científica, mas também a produção
de indicadores para subsidiar estudos de bibliometria, informetria e cienciometria,
sobre a produção científica nacional relevante.
Com foco na interdisciplinaridade, Silva, Hayashi e Hayashi (2011, p.126)
enfatizam que pesquisadores, especialistas em informação, bibliotecários e também
laboratórios, diretores de pesquisa, universidades e governos utilizam técnicas e
métodos bibliométricos para avaliar a produção científica, evidenciando o trabalho
interdisciplinar dos profissionais da área da biblioteconomia e ciência da informação
com as diversas áreas do conhecimento, num verdadeiro esforço de união de
expertises, de modo a contribuir para o avanço das diversas áreas do conhecimento.
A evolução tecnológica teve um profundo impacto nos serviços de
informação, na última década em particular, e alterou de maneira conceituada as
formas e os métodos de trabalho de alguns profissionais, desencadeando a
necessidade de se desenvolver novas competências para a compreensão e inserção
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desses profissionais nos espaços que caracterizam a era tecnológica, parte
essencial da Sociedade da Informação. Dentre essas competências, destaca-se a
competência em informação, expressão esta que se originou em meio ao surgimento
da explosão informacional, que se caracteriza pelo magnífico crescimento da
informação disponibilizada e, ainda, pelas mudanças ocasionadas pela tecnologia
usada no processo de geração, disseminação, acesso e uso da informação
(LISTON; SANTOS, 2008).
Desde

então

a

formação

do

profissional

bibliotecário

implica

no

desenvolvimento de competências e habilidades que transcendem o domínio dos
conteúdos técnicos da Biblioteconomia, pois, acima de tudo, esse profissional deve
ser preparado para pensar e agir com criatividade, ter a sua conduta pautada pela
ética, refletir criticamente sobre a realidade que o cerca e buscar o aprimoramento
constante (LINSTON; SANTOS, 2008).
Para Hayashi et al. (2005, p.23), são desejáveis algumas habilidades para o
bibliotecário como: domínio das diferentes ferramentas para pesquisa na Internet
(sites, ferramentas de busca e bases de dados); manuseio da “linguagem
documentária” para estabelecer estratégias de busca de informações; refinar os
dados obtidos para avaliação das informações; estabelecer critérios para selecionar
e recuperar as informações relevantes em relação aos objetivos da pesquisa.
E para a realização de análises bibliométricas o profissional deve possuir as
seguintes competências: conhecimento do contexto de produção da informação, ou
seja antes de tudo definir o campo do conhecimento; e capacidade para realizar
operações de acesso, busca, avaliação, seleção e recuperação das informações
relevantes em textos ou bases de dados (HAYASHI et al., p.22).
Azevedo e Beraquet (2010, p.202), no estudo realizado por Ferreira (2003),
referente ao perfil de habilidades do profissional da informação demandadas pelo
mercado de trabalho, constatou-se que o papel do profissional da informação é o de
assistir, intermediar e apoiar outras pessoas na busca de informações, por meio da
gestão da informação, e que a evolução das TIC, dos suportes e produtos
informacionais demandam modificações às exigências de atuação, formação e
capacitação do profissional da informação.

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3 Materiais e Métodos
O procedimento de pesquisa adotado é de natureza exploratória e descritiva,
pois tem como propósito descobrir, com precisão, a frequência com que um
fenômeno ocorre, sua relação e conexão com os demais, sua natureza e
características (MARCONI; LAKATOS, 2008).
A metodologia para a realização do presente trabalho foi subdivida em quatro
fases, a saber:
1. Fase 1 - constituição da fundamentação teórica da pesquisa
2. Fase 2 - coleta de dados no site da LILACS sobre a presença da
temática nas bases de dados;
3. Fase 3 - organização e tratamento bibliométrico dos registros coletados
utilizando o software MS Excel;
4. Fase 4- apresentação, análise e interpretação dos resultados
encontrados.
Primeiramente, foi verificado a existência do termo “bibliometria” no
vocabulário controlado utilizado pela Bireme, denominado DeCS. Após a
constatação da existência do termo, acessamos a home page da BVS pelo endereço
eletrônico www.bireme.br e fizemos a busca na base de dados Lilacs, selecionando
os registros que apresentaram como assunto principal o termo Bibliometria, onde foi
possível recuperar 440 registros no período de 1982 a 2012.
A coleta de dados foi realizada no dia 10 de abril de 2013, sendo importante
ressaltar que esses dados coletados e analisados são de domínio público – bases
de dados públicas de produção científica. Portanto, este estudo não foi submetido ao
Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos.

4 Resultados

Após a seleção dos 440 registros, foram produzidos os seguintes indicadores
bibliométricos: evolução das publicações ao longo de tempo; idioma dos registros;
tipologia dos documentos e temáticas mais abordadas.
Com relação à ocorrência dos estudos, pode-se verificar a sua distribuição ao
longo dos anos, observando a Figura 1.
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Figura 1 – Evolução das publicações por ano

Fonte: www.bireme.br Data da coleta: 10 abr. 2013

Os resultados revelam que o primeiro estudo na área da saúde utilizando a
bibliometria como ferramenta para avaliação da produção científica foi publicado em
1990, com o título: Diseminación de información biomédica: otra estrategia al
servicio de la generación de nuevo conocimiento, publicado na Revista Archivos
Dominicanos de Pediatria. E a partir de 1998 houve um considerável aumento,
principalmente nos anos de 2005, 2006 e 2007.
Esse fato nos remete a criação da Biblioteca Virtual em Saúde no final de
década de 1990, com a finalidade de oferecer maior visibilidade e acesso à
informação científica e tecnológica na área das Ciências da Saúde na América
Latina e Caribe.
Com o surgimento das bases de dados eletrônicas a produção de indicadores
bibliométricos por intermédio da Bibliometria, apesar da sua complexidade
metodológica, ficou mais acessível e rápida, contribuindo para o aumento dos
estudos envolvendo a produção científica produzida nas diversas áreas do

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conhecimento, inclusive na área da Saúde, conforme demonstrado na presente
pesquisa.

Indicadores da tipologia dos registros
Verificou-se que dos 440 registros analisados, 422 são artigos de periódicos,
14 teses e 4 monografias, conforme demonstrado na Figura 2.
Figura 2 – Tipologia dos registros

Fonte: www.bireme.br Data da coleta: 10 abr. 2013

A presença de um número maior de artigos de periódicos se deve ao fato da
base de dados Lilacs ter sido criada com a finalidade de proporcionar maior
visibilidade à publicação científica presente em periódicos da América Latina e do
Caribe. Já que os periódicos são constituídos predominantemente por artigos, esse
fato justifica a prevalência dessa tipologia documental na base de dados Lilacs.
Segundo Souza e Paula (2002), as revistas que são indexadas nessa base
possuem uma preocupação com relação ao item “conteúdo”, pois há uma pontuação
com relação à natureza dos artigos, e a pontuação é maior para o item artigos
originais. Daí o artigo de periódico ser o material mais encontrado na base de dados
Lilacs.

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Indicadores de idioma
Com relação ao idioma, constatou-se que 185 publicações foram redigidas no
idioma Espanhol, 173 estão em Português e 94 foram escritos na língua inglesa,
perfazendo um total de 452. Esse número justifica-se pela presença de materiais
escritos em mais de um idioma. A Figura 3 ilustra esses números.
Figura 3 – Indicadores de idioma dos registros

Fonte: www.bireme.br Data da coleta: 10 abr. 2013

Esses resultados vão ao encontro dos objetivos da existência da base de
dados Lilacs, que é promover maior acesso e visibilidade à produção científica na
área das Ciências da Saúde produzida nos países da América Latina e do Caribe.
Devido a esse fato, os idiomas predominantes nessas regiões são o Português e o
Espanhol, conforme demonstrado nesse estudo.

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Indicadores das temáticas dos estudos: os descritores
Com relação aos descritores encontrados nos 440 registros selecionados,
ficou constatado a presença de 410 diferentes termos e que aqui são representados
pelos 19 que apresentam descritores com até 10 frequências de aparecimento,
conforme Tabela 1, a seguir.

Tabela 1 – Indicadores dos descritores
Descritores
1. Bibliometria
2. Publicações Periódicas
3. Publicações Periódicas como Assunto
4. Pesquisa
5. Pesquisa Biomédica
6. Editoração
7. Bases de Dados Bibliográficas
8. Enfermagem
9. Indicadores de Produção Científica
10. Psicologia
11. Autoria
12. Psiquiatria
13. Publicações
14. Saúde Pública
15. Publicações Científicas e Técnicas
16. Pesquisadores
17. Apoio à Pesquisa como Assunto
18. Pneumologia
19. Autoria e Coautoria na Publicação Científica
391 descritores com uma até 9 frequências de
aparecimento
Total

Frequência
365
94
88
56
56
46
23
17
15
14
14
13
11
11
11
10
10
10
10
684
1558

Fonte: www.bireme.br Data da coleta: 10 abr. 2013.
Para explicar esse resultado vale a pena nos reportar a criação das bases de
dados. Segundo Meadows (1999), com o crescimento do volume de informações o
pesquisador começa a ter problemas para localizar a informação desejada. Para
tentar resolver esse problema foram criados os resumos e os índices. À medida que
o número de periódicos crescia, crescia também o número de resumos. Por isso
surgiu um novo problema: qual a melhor maneira de localizar informações em
periódicos de resumos? Isso se resolveria na década de 1940, com a criação do
computador que, embora fosse criado fundamentalmente para tratar de números,
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poderia ser empregado no tratamento da informação alfabética, pois seria capaz de
armazenar grande quantidade de informações e ordená-las rapidamente.
Foi assim que surgiram as bases de dados referências e, mais adiante, as
bases com textos completos. Segundo Mugnaini, Jannuzzi e Quonian (2004), com a
criação das bases de dados, a produção de indicadores bibliométricos mais
representativos se tornou uma realidade concreta nas últimas décadas do século
XX, em função da criação, manutenção e informatização de bases de dados para
armazenamento e consulta de informação científica.
Assim, ficou constatado em nossa pesquisa que a bibliometria está sendo
empregada na avaliação dos artigos publicados em periódicos científicos e na
produção de indicadores bibliométricos na área de Enfermagem, Psicologia,
Psiquiatria, Saúde Pública, Saúde Mental, Pediatria, Cirurgia Geral, entre outras,
conforme demonstrado na Tabela 1.
Estudos de autoria e coautoria também estão sendo discutidos em trabalhos
científicos na área das Ciências da Saúde. Isso ocorre porque a comunidade
acadêmica está dando preferência em formar redes de colaboração para o
desenvolvimento de suas pesquisas. Segundo Meadows (1999), a pesquisa em
colaboração parece ser mais visível do que a pesquisa individual e os trabalhos mais
citados em uma determinada área do conhecimento são freqüentemente escritos em
colaboração.
Donato e Oliveria (2005) mencionam outros dois pontos importantes quando
se trata da autoria dos documentos. Esses autores se referem à Síndrome POP –
Publish or Perish, cujo lema é: publique ou pereça, forçando o pesquisador publicar
cada vez mais trabalhos científicos para alcançar um posicionamento profissional
favorável e também porque as investigações estão cada vez mais complexas,
especializadas e custosas, justificando uma elevada colaboração. Por isso estudos
envolvendo a autoria e a coautoria estão despertando interesse na comunidade
acadêmica, conforme encontrados em nossa pesquisa.

5 Considerações Finais

Por meio da abordagem bibliométrica foi possível dimensionar o uso da
bibliometria na elaboração de indicadores da produção científica na área das
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Ciências da Saúde.
Assim, ficou constatado que houve um aumento do uso dessa metodologia no
período de 1982 a 2011 propiciado com o crescimento da produção científica e o
surgimento dos computadores, a tipologia documental predominante é o artigo
científico publicado em periódicos nacionais e internacionais e o idioma que
apareceu com maior freqüência foi o espanhol.
Com relação a análise dos descritores, foi possível identificar que diversas
áreas da saúde estão usando a bibliometria como ferramenta para avaliação da sua
produção científica como as área da Enfermagem, Psicologia, Psiquiatria, Saúde
Pública, Saúde Mental, Pediatria e Cirurgia Geral.
Outro aspecto possível de ser identificado foi o estudo sobre a autoria e a
coautoria dos trabalhos científicos, revelando uma preocupação da comunidade
acadêmica em analisar essa temática.
Os dados aqui apresentados permitem perceber o impulso das análises
bibliométricas nos estudos no campo da Saúde, e as possibilidades de utilizar as
abordagens bibliométricas para mensurar a ciência e produzir indicadores.

6 Referências
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2010.
BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE –
&lt;www.bireme.br&gt;. Acesso em: 11 abr. 2012.

BVS.

Histórico.

Disponível

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BUFREM, L.; PRATES, Y. O saber científico registrado e as práticas de mensuração
da informação. Ciênc. Inf., v.34, n.2, p.9-25, 2005.
DONATO, H.M.; OLIVEIRA, C.F. Patologia mamária: avaliação da actividade
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Méd. Port., v.19, p.225-234, 2006.
FERREIRA, D.T. Profissional da informação: perfil de habilidades demandadas pelo
mercado de trabalho. Cienc. Inf., v. 32, n. 1, p. 42-49, 2003.
HAYASHI, M.C.P.I. et al. Competências informacionais para utilização da análise
bibliométrica em Educação e Educação Especial. ETD Educ. Temat. Digit., v. 7, n.
1, p. 11-27, 2005.
LISTON, R.C.F.S.; SANTOS, P.L.V.A.C. Representando a Information Literacy
“Competências Informacionais” na Biblioteconomia. Em Questão, v.14, n.2, 2008.
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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Disponível em: &lt;http://seer.ufrgs.br/EmQuestao/article/view/5043/4875&gt;. Acesso em:
16 abr. 2012.
MACIAS-CHAPULA, C.A. O papel da infometria e da cienciometria e sua perspectiva
nacional e internacional. Ciênc. Inf., v.27, n.2, p.134-140, 1998.
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interpretação dos dados. São Paulo: Atlas, 2008.
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Atualmente o profissional da informação tem desenvolvido competências que amplia sua atuação como a aplicação da bibliometria. Sendo assim, este estudo teve por objetivo realizar análise bibliométrica da produção científica sobre a interface entre Bibliometria e Saúde, disponível na base de dados Lilacs. A metodologia da pesquisa observou os seguintes passos: revisão de literatura sobre bibliometria; coleta de dados na base de dados Lilacs; organização, tratamento bibliométrico e análise dos dados coletados utilizando o software MS Excel. Utilizando a expressão de busca “bibliometria” no campo assunto foram selecionados 440 registros. Como resultados foram produzidos os seguintes indicadores bibliométricos: distribuição das publicações ao longo do tempo; tipologia dos documentos; idioma e temáticas mais abordadas. Esses indicadores demonstram o estado da arte da produção científica representada pela interface entre a Bibliometria e a Saúde presente na base de dados Lilacs.</text>
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